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02/11/2009 - 14:45

McLAREN?

SÃO PAULO (novidade) – Acabo de receber da assessoria de Rubens Barrichello o texto da coluna que ele publica no seu site e no “Lance!”. O piloto conta que escreveu voando de Abu Dhabi para a Inglaterra para “realizar um sonho”: guiar para a Williams, algo que, continua o texto, ele imagina fazer “desde criança, desde a primeira vez que vi um F-1 na TV”. Repdroduzo trechos:

Estou indo anunciar a minha contratação… Estou indo encontrar meu destino.Várias vezes nesses últimos 17 anos chegamos a conversar e a quase fechar um contrato, mas confesso que a hora boa é agora: nunca estive tão preparado, nunca estive tão bem guiando um carro e a Williams sabe vencer e tenho confiança no trabalho deles.

Foi já na prova de Barcelona que fui contatado por um jornalista inglês me perguntando se eu tinha contrato para 2010 porque tinha um time querendo os meus serviços (mal sabia ele que o meu contrato para 2009 era de somente quatro corridas e que o resto dependia do meus resultados e trabalho). Quis saber que time era esse, mas ele só me falou que era inglês e que não era um time novo… Só podia ser McLaren ou Williams. O coração bateu mais forte! Depois daqueles quatro meses sem saber se guiaria um F-1, logo na quinta prova do campeonato sendo procurado por um sonho.

Com a McLaren, cheguei a falar, mas foi mais para frente… No GP do Brasil exatamente. Uma grande equipe sempre a ser considerada, mas meu contrato com a Williams já estava assinado. E bem assinado… Estou indo para liderar um projeto na tentativa da equipe de voltar ao topo. E como quero isso…

Depois Rubens fala sobre a prova de Abu Dhabi, sem grandes novidades. Novidade, mesmo, é essa história de ter sido procurado pela McLaren no GP do Brasil. Indica duas coisas: que Kovalainen será mesmo descartado e que a coisa com Raikkonen anda complicada. Talvez por dinheiro. Talvez porque a Mercedes esteja pulando fora do time prateado, para jogar suas fichas na Brawn.

Tem coisa aí para acontecer nesse casamento McLaren-Mercedes. Picas grossas dos dois lados estiveram em Abu Dhabi para discutir. Advogados também. A McLaren está jogando duro. Quer de volta os 40% que a Mercedes tem na equipe sem pagar nada. Ao contrário: pretende receber por isso, e ainda exigiria motores de graça por dois anos. Coisas da engenharia financeira que eu nunca compreendo bem. Tem empresa que paga para se livrar do que tem, e pode ser o caso da Mercedes agora.

Anotem na agenda: no dia 1º de dezembro algum anúncio oficial pode ser feito.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1 Tags: , , , ,
27/10/2009 - 11:35

NAMORICO

SÃO PAULO (começo) – Desculpe-me o blogueiro que indicou, mas não gravei o nome. A imagem veio via Twitter… Trata-se de um anúncio de jornal da Mercedes-Benz festejando o título de Button. Alguma dúvida sobre a paixão de Stuttgart pelo time marca-texto? E olha que os carros da Brawn nunca carregaram a estrela de três pontas na carenagem. Só no cabeçote do motor, escondida de todos.

Há algumas semanas já tínhamos falado disso aqui. A Mercedes, aos poucos, vai se descolar da McLaren. Podem apostar. E vai acabar tomando conta da Brawn. Podem apostar também.

Propaganda_Mercedes

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1 Tags: , ,
16/10/2009 - 16:57

1 CHOPPS, 13 PASTEL

SÃO PAULO (ficou estranho) – Ontem falei da tinta mágica da McLaren, lembram? Por coincidência, recebi um press-release da empresa que fabrica a dita cuja, se chama AkzoNobel, deve ser importante, porque é dona da marca Sikkens, a tal tinta mais rápida, leve e ligeira e sei lá mais o quê, e da… Wanda! Ah, das tintas Wanda eu lembro. Essa sim. Então, dê-se o crédito.

Essa AkzoNobel (me lembra Alka Seltzer), que certamente é grande e famosa, usa bem a McLaren para suas promoções. Prova disso é o vídeo que veio anexado no press-release. Interessante a ideia. Meteram o Hamilton num carro para passar voando sobre pequenos tanques com 1.200 litros de tinta. Colocaram uma tela gigante de cada lado, e o resultado é esse aí.

Bom, tem gente que pinta assim, expõe em galeria e a isso se chama arte. Por que não um carro fazer o mesmo?

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1 Tags: , , , ,
12/10/2009 - 09:02

AQUI NÃO

SÃO PAULO (o que é feriado?) – É destaque na imprensa hoje a história de que Lewis Hamilton teria vetado Kimi Raikkonen na McLaren, ou ao menos pedido para que a equipe evitasse formar uma dupla com dois caras de ponta. Ele preferiria ficar com o morto do Kovalainen ao lado, ou alguém mais dócil, como Sutil.

O que reabre a velha discussão: é negócio ter dois pilotos “top” no mesmo time? Duplas como Piquet & Mansell, Senna & Prost, Hamilton & Alonso, Massa & Raikkonen, Alonso & Massa, Hamilton & Raikkonen mais atrapalham do que ajudam?

Eu nunca tive opinião formada sobre isso. Muitas vezes sai faísca demais e a equipe acaba perdendo títulos de bobeira. Em outras, os duelos internos acabam sendo mais interessantes que o resto do campeonato. E vocês, o que acham?

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1 Tags: , ,
05/10/2009 - 20:21

MCLAREN X MERCEDES

mp412cBRATISLAVA (fechou o tempo) – Mais uma do Saward, que ajuda a jogar algumas luzes sobre as negociações entre Mercedes e Brawn GP. Para quem não sabe, são fortes os rumores de que a montadora vai comprar uma boa parte do time marca-texto. E começam a ficar fortes, também, os rumores sobre um divórcio entre Mercedes e McLaren — a empresa alemã detém 40% da equipe inglesa e estaria disposta a se desfazer da participação.

O motivo: o novo brinquedinho de Ron Dennis, que agora cuida dos carros de rua da McLaren. “De rua” é modo de falar. Vejam aí na foto o primeiro deles, o MP4-12C (mais imagens aqui). É um F-1 com faróis. Ocorre que, segundo Saward, Dennis quer transformar a marca McLaren numa espécie de “Ferrari inglesa”, uma grife de supercarros, e isso vai acabar levando o grupo a fazer seus próprios motores — terceirizando, claro; na prática, colocando o nome na tampa do cabeçote, como já está fazendo com esse carro, lançado no começo de setembro.

O passo seguinte seria usar tais motores na F-1, mesmo, para ajudar a divulgar seus produtos. E a Mercedes, de parceira, viraria concorrente. Aliás, na história dos carrões já é, de certa forma: a montadora apresentou outro dia em Frankfurt o SLS AMG, que concorre na mesma faixa de mercado.

Faz sentido, o raciocínio do colega inglês. A Brawn seria a válvula de escape dos alemães para não perder espaço na F-1.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1 Tags: , ,
31/08/2009 - 14:24

FOTO DO DIA

Mais uma de Brasília/1974, agora colorida, a arquitetura que é a marca da cidade lá atrás, os guard-rails nacionalistas em verde-amarelo… Um pouquinho de arqueologia.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Foto do dia Tags: , ,
02/07/2009 - 16:05

21 ANOS DEPOIS (2)

SÃO PAULO (que som…) – A McLaren colocou um vídeo em sua página no VocêTubo com o shakedown do MP4/4 que Bruno Senna vai dirigir em Goodwood. Quem mandou foi o blogueiro Rafael Rezende. Pensa que é só tirar o carro do museu e levar para a pista? Que nada…

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Sem categoria Tags: , ,
02/07/2009 - 14:43

21 ANOS DEPOIS

SÃO PAULO (esse era o carro) - Bruno Senna vai pilotar neste fim de semana em Goodwood, no maior festival de carros antigos de competição do mundo, o McLaren MP4/4 que seu tio Ayrton guiou na temporada de 1988. Foi o ano de seu primeiro título mundial, num campeonato em que a McLaren ganhou nada menos do que 15 das 16 corridas do calendário. E só não venceu todas porque em Monza Senna bobeou e bateu em Jean-Louis Schlesser, retardatário — estava correndo pela Williams no lugar de Nigel Mansell.

A foto mostra Bruno acertando o banco e a posição de dirigir. O carro, sem a carenagem, mostra como eram diferentes os F-1 de duas décadas atrás.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1 Tags: , , ,
17/06/2009 - 14:06

A NOVA F-1 (5)

SÃO PAULO (interessante) – Não sei se isso vai dar certo, não. Mas a McLaren, diante do fracasso do carro deste ano, resolveu inovar para 2010. Repararam que as asas-paralamas traseiros não aparecem no projeto do ano que vem? “Nosso carro era muito lento nas curvas de alta. Arrancamos tudo”, garantiu uma fonte de Woking. “No túnel de vento, deu certo. Estragou até o penteado do Kovalainen dentro do capacete.”

Outra novidade: o piloto vai de pé, e não sentado. Dispensa-se, assim, o cinto de segurança. Como a Loctite é patrocinadora da equipe, as sapatilhas serão coladas no assoalho com Super Bonder. Agora observem a lateral: dois KERS, um grande e um portátil, de bolso. Nada de faróis para as corridas noturnas, como em algumas outras equipes. Na frente, bem abaixo do emblema retrô da Mercedes, há um canhão de luz.

O tanque de combustível fica à frente do cockpit, mais uma inovação. Sobre o escapamento, a equipe instalou uma tampa de panela. Sua função ainda não é muito clara.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1 Tags:
04/06/2009 - 18:33

COLOCOU ÁGUA?

SÃO PAULO (o seguro paga) - Vejam a notícia enviada pelo Mauro Hamud, de Curitiba. Saiu num site de nome interessante, Press Democrat. Parece que o sinistro ocorreu na Califórnia, não sei em qual cidade, nem em qual condado, me atrapalho com essas coisas da geografia americana. O McLaren 1995 não rodava havia seis meses. O milionário pegou a barata, todo pimpão, e quando estava na conhecidíssima Airport Boulevard, que suponho ser uma avenida que leva ao aeroporto de algum lugar, pegou fogo no motor. Diz a matéria que o carro vale US$ 2 milhões, mas estava segurado em US$ 3 milhões. O cara saiu no lucro, mas derreteu tudo.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Carros Tags: ,
28/05/2009 - 16:08

O TEMPO PASSA

SÃO PAULO (mais de 15) – O Eric Lambovich mandou esta foto. Nem é tão rara assim. O episódio é até razoavelmente conhecido. Foi o dia em que Ayrton Senna testou um McLaren com motor Lamborghini no Estoril. Mas aproveito o ensejo para recordar daquele fim de semana português. Dois dias antes desse teste, Alain Prost conquistou seu quarto título mundial. No sábado (ou teria sido na sexta?), anunciou que ao final daquela temporada penduraria o capacete. Foi uma das coletivas mais concorridas a que fui, numa sala apertada do autódromo, que já não era grande coisa. Um calor desgraçado, gente saindo pelo ladrão, e o Prost falando com aquela voz que mais parecia um sussurro, um horror.

O anúncio do francês levava à conclusão óbvia que Senna, no ano seguinte, iria correr na Williams em seu lugar. Já era um daqueles segredos de polichinelo, que só não podiam ser revelados por questões contratuais.

Ron Dennis, obviamente, sabia de tudo. Mesmo assim, obrigou Ayrton a se apresentar no autódromo para andar com esse carro. No ano seguinte, a McLaren acabaria trocando os motores Ford de segunda linha por um contrato com a Peugeot, que durou apenas uma temporada.

Estávamos no final de setembro de 1993, dia 28, uma terça-feira. Aliás, apareço nessa foto aí em cima. Sou o cara de calça vermelha, pochete e óculos escuros do lado de um grandalhão. Normalmente eu voltaria ao Brasil na segunda-feira, mas na escala de revezamento dos grandes jornais brasileiros era minha vez de fazer uma exclusiva com Senna, e fiquei. Cada um tinha uma por ano: “Folha” (eu), “Jornal do Brasil” (acho que era o Mário Andrada e Silva), “Estadão” (se não me engano, Mair Pena Neto) e “O Globo” (Celso Itiberê). No começo do ano a assessoria de imprensa fazia um sorteio, marcava as datas e eu fiquei com a última delas.

Depois desse treino, Ayrton me recebeu no motorhome. Não havia muito o que falar sobre o teste, é claro. Primeiro, porque a McLaren jamais iria usar motores Lamborghini. Queria uma montadora grande, e não lembro bem por que resolveu andar com aquilo. Depois, porque Ayrton já não tinha muito mais a falar da McLaren. Nem estava puto com o teste, até porque depois do GP de Portugal ele iria ficar alguns dias por lá mesmo, com a Adriane Galisteu, na quinta do Braguinha lá perto. Foi, andou, e pronto.

No motorhome, me recebeu de maneira cortês, como sempre, olhei para a cara dele, ele para a minha, e falei, bicho, temos de falar da Williams, do que mais dá para falar? O Prost ganhou o título anteontem, você vai sair da McLaren, tem de falar da Williams, uai. E ele: Flavio (era o único que não me chamava de “Flavinho”), não posso, você sabe. E eu: tudo bem, eu seguro a entrevista pro dia em que sair o anúncio oficial, senão tô fodido, vai ser a pior entrevista exclusiva de todos os tempos, você não vai dizer nada de importante.

O cara estava se divertindo com minha aflição. Deu risada e falou, liga o gravador aí, vai perguntando, mas de Williams eu não posso falar. A entrevista ficou uma droga, conto essa história nesta coluna aqui. Que, por sua vez, foi escrita na itália em 2004 ou 2005, sei lá, quando Jean Todt, em Madonna di Campiglio, revelou que algumas semanas antes desse teste tinha acertado com Senna para ele correr na Ferrari dali a dois ou três anos.

Ocorre que na entrevista, lá pelas tantas, Ayrton falou sobre um “plano secreto para o futuro”, e foi o que usei como título da matéria. Mais de dez anos depois fui descobrir, afinal, qual era o tal de plano secreto. Era correr pela Ferrari e encerrar a carreira ali, depois de conquistar mais dois títulos pela Williams e igualar Fangio.

Mas não deu tempo.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1 Tags: , , , , ,
21/05/2009 - 13:12

MONEGASCAS (4)

SÃO PAULO (isso vai dar problema) - Bem, receio não poder mais segurar a informação. Acho que Gola Profonda vai ter estremecida a amizade com seu colega de McLaren, mas paciência. Eles se falam muito. O nome do cara é Ronaldo Denysson e nasceu no Maranhão. Parece que foi parar na Europa uns dez anos atrás, para tentar a vida como jogador de futebol. Chegou a ser contratado por um time da terceira divisão na Inglaterra, mas uma contusão no púbis (história meio nebulosa, parece que andou saindo com a mulher do técnico e o cara deu no púbis dele com um taco de críquete, e nunca mais se recuperou) encerrou prematuramente sua carreira.

Aí conseguiu um emprego naquela fábrica que parece um disco-voador em Woking, primeiro na limpeza, depois no almoxarifado, até ser promovido a garçom da diretoria, para servir chá, café e biscoitos aos diretores da empresa. Na semana retrasada, o colega paquistanês que fazia a mesma coisa no departamento de engenharia e projetos secretos faltou e Denysson cumpriu jornada dupla, levando café e chá ora à diretoria, ora à engenharia, onde nunca tinha entrado antes.

Na hora do almoço, todos os engenheiros saíram para o refeitório e ele ficou até sair o último deles, olhando admirado sua elegância e postura, para só então recolher as xícaras e os saquinhos de chá, quando deparou-se com um envelope onde estava escrito “Top secret – illegal tests for Monaco GP – fuck you Max, shoop Ferrari!”, e o envelope estava meio aberto, ele puxou as fotos por curiosidade e… bingo! Eis aí a explicação para o desempenho de Hamilton e Kovalento em Monte Carlo.

Não está muito claro como Denysson conheceu Gola Profonda, ele não me contou, o Gola. Quer dizer, contou, mas não entrou em detalhes, e eu também não pedi, falou apenas que se encontraram num evento de verão em Mikonos, não sei bem que tipo de evento, algo “liberal e libertador, alegre e colorido”, em suas palavras, e identificaram-se imediatamente, e quando Gola soube que ele trabalhava na McLaren, nasceu uma amizade muito intensa, forte mesmo. Por isso Denysson manda a ele fotos todas as semanas, fotos de todos os tipos, inclusive de carros, sabendo que Gola se interessa muito por carros, também.

Bom, para mim está muito claro que a McLaren andou testando em algum lugar ermo uma configuração específica para Mônaco, o que se configura numa grave denúncia, mais uma. As fotos serão encaminhadas à FIA. Gola me contou que o zunzunzum no paddock de Mônaco é muito intenso e que o motorista do caminhão da Ferrari, Giuseppe Varagrande, de quem é amicíssimo, anda desconfiado de que ele, Gola, tem outros amigos em outras equipes, e por isso ele, Gola, vai dar um tempo neste fim de semana.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1 Tags: , , ,
19/05/2009 - 13:57

O RACHA

SÃO PAULO (”o”, não “a”!) - Max Mosley não deve ser dado como morto. A McLaren vai se inscrever no Mundial dentro do prazo. Com ela vão também Force India, Brawn e Williams, pelo menos. E ainda tem a Lola e a USGPE. E a BMW Sauber no muro. A FOTA não tem posições unânimes, como se vê. Por isso a Ferrari entrou na Justiça sozinha contra o regulamento de 2010.

Max quer rachar a associação das equipes. Max é fogo.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1 Tags: , ,
30/04/2009 - 16:26

PIZZA? NEM TANTO…


SÃO PAULO (tem alguém aí?) - Uau. Agora dá para começar o dia. Bom, já está no ar o comentário do feioso sobre a punição meio assim que a McLaren recebeu esta semana da FIA. Para quem ainda não sabe, toda quinta-feira tem videozinho com comentários sobre a F-1 na TViG. Dê uma olhada e, se achar que deve, deixe seu comentário.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1 Tags: , ,
29/04/2009 - 10:46

FICOU BARATO

SÃO PAULO (ajoelha no milho) – Nem multa, nem suspensão. A McLaren saiu limpinha do julgamento do Conselho Mundial da FIA pelas mentiras de seus dirigentes e de Hamilton aos comissários do GP da Austrália. Para quem não lembra, ele devolveu uma posição a Trulli sob bandeira amarela e safety-car, mas o italiano acabou sendo punido por tê-lo ultrapassado. Na torre, Hamilton não revelou que deixou o piloto da Toyota passar por ordem da equipe, e herdou o terceiro lugar. Depois a FIA ouviu as gravações de suas conversas pelo rádio com o time e ficou comprovado que Lewis deixou Trulli passar deliberadamente, ao contrário do que afirmara aos comissários.

Hoje o time recebeu uma suspensão de três GPs pelas mentiras, mas a pena foi suspensa. Deu para entender? Ou entendeu sem dar? É o seguinte: suspensão de três GPs mas que só será aplicada se a McLaren aprontar mais alguma, é isso.

Em resumo, não deu em nada. E acho justo, porque já tiraram os pontos de Hamilton na Austrália e, para mim, ficou de bom tamanho.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1 Tags: , ,
28/04/2009 - 13:48

ALONSO E A FERRARI

SÃO PAULO (acho que agora vai) - O estopim dessas especulações é quase sempre o mesmo: a ida de um patrocinador de uma equipe para outra, levando junto o piloto da mesma nacionalidade. Mas agora acho que vai mesmo. Não é só o fato de o espanhol Santander negociar com a Ferrari. É o fato de que Raikkonen está cada vez mais apagado e pode não cumprir seu contrato até o final de 2010 (não vai trocar de time; vai é parar de correr), é o fato de que Alonso não ficar esperando a vida toda a Renault acertar a mão num carro de novo, nem viver sob a ameaça de a montadora sair da F-1.

Aposta deste blogueiro: Massa e Alonso formarão a dupla ferrarista em 2010. Puro palpite.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1 Tags: , , , ,
19/04/2009 - 11:09

SPRING ROLLS (10)

RIO DE JANEIRO (e ponto final) - Foi ótimo o que aconteceu na China no fim de semana. A Red Bull provou que a gritaria contra os difusores da Brawn, da Toyota e da Williams não passa de histeria de maus perdedores. No seco, Vettel fez a pole e Alonso ficou em segundo no grid. Na chuva, os dois pilotos da Red Bull chegaram à frente da dupla da Brawn, que assustou todo mundo na Austrália e na Malásia.

Ou seja (como diria Luciano Burti): os carros da Brawn não são imbatíveis. E não são apenas os difusores mágicos que determinam seu bom desempenho. Há muito mais debaixo daquela carenagem branca do que orifícios no assoalho e um túnel de dois andares no rabo. A Red Bull não os utiliza e andou na frente de ambos. A Renault enfiou um difusor genérico no carro de Alonso e já foi o bastante para que ele deixasse a dupla BB para trás na classificação.

A história de que o campeonato já acabou “se não fizerem alguma coisa” contra os difusores, discurso adotado enfaticamente por Felipe Massa e pela Ferrari desde Melbourne, não passa de uma falácia. Em 2002 e 2004, anos de domínio absoluto do time de Maranello, ninguém ficava choramingando pelos cantos. Admitia-se, pura e simplesmente, a superioridade de um time muito bem azeitado, que tinha comando, pessoal técnico competente e um piloto excepcional. O massacre era encarado com naturalidade e resignação. Quem quisesse deter a turma de Schumacher & cia. limitada que trabalhasse.

Aliás, por que a Ferrari podia massacrar todo mundo, como a McLaren e a Williams também fizeram em passado recente, e uma Brawn GP não pode? Só porque é estreante, pequena, surpreendente? Conversa fiada. A Red Bull derrubou seu muro das lamentações e foi à luta. Interpretou o regulamento de outro modo, chegou a contestar os difusores brawnianos, mas parou de reclamar. A discussão sobre essa pequena peça — ou mais do que isso, desse princípio aerodinâmico aplicado por três das dez equipes — não pode encobrir o conceito de meritocracia que, felizmente, está se sobrepondo à questão econômica numa F-1 que quase sempre foi muito mais generosa com quem tinha mais dinheiro para gastar.

Os difusores da Brawn não têm culpa se o KERS de Raikkonen pega fogo, ou se o motor de Massa se autodesliga, ou se Nelsinho não guia nada, ou se Kubica e Heidfeld andam emburrados pelo paddock porque não sabem se usam o KERS ou um saco de arroz como lastro. São, bem mais do que uma revolução técnica — longe disso, sua concepção é até bastante simples e óbvia —, a maior desculpa esfarrapada que as ex-grandes já encontraram para explicar seus fracassos.

Estou morrendo de rir da choradeira.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1 Tags: , , , , , , , ,
16/04/2009 - 11:40

CANSOU

SÃO PAULO (uma hora, cansa) – Ron Dennis está definitivamente fora da F-1. Hoje ele convocou uma entrevista coletiva para anunciar uma iniciativa corajosa para esses tempos de medo do bicho-papão. Contou que faz dois anos que a McLaren desenvolve uma linha de carros de rua e que por isso a McLaren Automotive (antiga McLaren Cars), um dos braços do grupo, vai-se tornar uma empresa independente até o fim do ano para lançar seu primeiro superesportivo em 2011.

Dennis disse que o investimento será de 250 milhões de libras (estou com preguiça de converter, mas é bastante), que vai fazer uma fábrica e criar 800 empregos. Aí falou sobre seu afastamento das pistas. Contou que passou o bastão a Martin Whitmarsh no dia 16 de janeiro, na apresentação do novo carro, e que mesmo assim esteve no GP da Austrália. “Mas me senti estranho.” A corrida seguinte, da Malásia, Dennis viu pela TV. “Achei que seria um momento de grande emoção, essa ruptura depois de ir a tantos GPs por anos seguidos. E foi mais fácil do que eu pensava.”

Sei bem do que se trata. O mundo da F-1 vicia, tem ares de droga, você se sente no centro do universo, acha que nada mais tem importância, mas um dia enche o saco e você vê que o universo é bem interessante, e o centro dele nunca foi um autódromo em fim de semana de F-1.

Tomara que Dennis faça uns carros legais.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1 Tags: ,
10/04/2009 - 13:36

COLUNA 1

SÃO PAULO (despencando) – A queda das grandes Ferrari e McLaren é o tema da coluna Grand Prix do Reginaldo Leme, hoje no Grande Prêmio. “Um enredo de Hollywood”, diz o Regi. Leia lá. E comente aqui, claro.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Colunas Grand Prix Tags: , ,
10/04/2009 - 12:47

MAIS UM BRASILEIRINHO

SÃO PAULO (pobrecito) - Em entrevista à “F1 Racing”, Nelsinho Piquet pediu mais apoio à Renault. Reclamou que as atenções são todas de Alonso, que o espanhol testou mais o carro, e que todos os azares da equipe encontram em seu carro abrigo seguro, e não no de Fernandito.

Já vi esse filme.

Nelsinho não tem sido um bom piloto de F-1, essa é a verdade. Foi bem nas categorias menores, mesmo não tendo sido campeão na GP2, e o fato de ter tido sempre a condição de primeiro piloto e equipamento de ponta não serve para dizer que “assim qualquer um”. Nem sempre. Mesmo com atenções e equipamentos exclusivos, o cara precisa ter qualidades para ganhar corridas e campeonatos. Não há notícias na história do automobilismo de pilotos horrorosos que tenham sido campeões com carros maravilhosos. Nem o contrário. O que prevalece é a média: carros bons pilotados por pilotos qualificados, em geral produzem resultados. Um atrai o outro.

O caso de Piquet-pimpolho não é muito diferente, por exemplo, do de Hamilton. O inglês, desde que foi adotado por Ron Dennis, teve na McLaren o seu, digamos, “Piquet”. Se Nelsão-pai sempre deu do bom e do melhor para o filhote, o mesmo aconteceu com a McLaren, que amparou Lewis por anos a fio proporcionando a ele equipamentos que lhe dessem a chance de ser campeão. Hamilton devolveu a gentileza com títulos e vitórias, enquanto Piquezinho o fez até a F-3 Inglesa, e em bem menor escala na GP2.

O mundo da F-1 é diferente, e não adianta chiar. Tem piloto que chega e encaixa, mesmo sem ter um retrospecto nas séries de base assustadoramente bom. Foram os casos de Raikkonen, Massa, Kubica, Vettel e Alonso, para ficar em exemplos recentes. Não foram os casos de Pizzonia, Bernoldi e Zonta, para permanecer apenas nos nomes de brasileiros.

Portanto, a Piquet-filho não bastarão os queixumes. Ou anda direito, ou não anda. É simples e cruel assim. Seu pai sabe disso como ninguém.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1 Tags: , , , , , , , , , , ,
08/04/2009 - 17:37

MALÁSIA, BY JUNG

SÃO PAULO (preciso, as always) – Está no ar a coluna Apex do nosso baterista-mor Andre Jung, analisando o GP da Malásia. Para ele, Ferrari e McLaren viveram, nos últimos anos, dos projetos bem nascidos de Rory Byrne e Adrian Newey. Agora que precisaram sair do zero, sucumbiram ao maior talento de outros engenheiros, Ross Brawn inclusive.

Na mosca.

Jung fala também sobre Button, que foi do inferno ao céu em duas corridas. A ilustração é da Marta Oliveira. Leia lá, comente aqui!

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Colunas Apex Tags: , ,
07/04/2009 - 13:44

BRONCA DE PAI

SÃO PAULO (só espuma) – A imprensa inglesa está em polvorosa. E, pelo jeito, tenta salvar a reputação de bom moço de Lewis Hamilton, que anda para lá de arranhada, atacando a McLaren. Deu no “Daily Mail” que o pai do piloto, Anthony, ficou irrtado com a equipe, por ter obrigado o filhote a mentir aos comissários da FIA em Melbourne. Para ele, foi constrangimento demais. E começa o diz-que-diz. Haveria a intenção de oferecer o menino à Ferrari.

Ora, ora, seu Antonio Hamilton… O senhor é que deveria ter ensinado o moleque a não mentir. Puxe a orelha do rapaz, expresse seu descontentamento, mas esqueça esse papo de Ferrari. Hamilton é daqueles que não vão deixar a McLaren nunca, como Mika Hakkinen.

Falando em mentiras, a FIA acabou de convocar a McLaren para uma reunião extraodrinária do Conselho Mundial no dia 29. O time está sendo acusado de um monte de coisas. Não estranhem uma nova multa milionária, talvez menos que os 100 milhões de dólares de 2007, pela espionagem. Mas que vão comer o rabo do time prateado, vão.

Falando em comer o rabo, expressão chula, admito, mas apropriada ao caso, é visível que desde que Max Mosley foi flagrado de cinta-liga e chicotinho que a McLaren vem levando sucessivas cravadas da FIA. É que o presidente sadomasô está convencido de que Ron Dennis tem algo a ver com os vídeos que o entregaram aos leões. A vingança está sendo exercida em prestações.

Falando em flagrante, o diretor-esportivo Dave Ryan, o da mentira, que estava na McLaren desde 1974, foi formalmente desligado da equipe hoje.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1 Tags: , , , ,
03/04/2009 - 11:04

SEPANGADAS (2)

SÃO PAULO (coisa feia) – Hamilton, quase às lágrimas, admitiu que mentiu aos comissários de Melbourne. Disse que foi o tal de David Ryan que mandou que ele mentisse. Bem, o diretor-esportivo, esse é o cargo do cabra, foi suspenso pela McLaren, onde trabalha desde 1974. Acho que vão mandar o sujeito embora.

Quanto a Hamilton, bem… Falta de personalidade, não? “Mente aí”, diz o chefe. E ele mente. Espero que tenha aprendido a lição. O rapaz é bom piloto, mas meio atrapalhado em algumas coisas. E a pilotaiada começa a ficar com raiva dele. Já a McLaren se torna mais antipática a cada dia que passa.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1 Tags: , , , ,
02/04/2009 - 11:31

OS TRAPALHÕES

SÃO PAULO (que saco, isso) – Está no site da FIA a explicação para a punição a Hamilton. A entidade alega que quando chamou Hamilton e o chefe de equipe David Ryan à torre para analisar a ultrapassagem de Trulli sobre o inglês com o safety-car na pista, foi perguntado a ambos se a McLaren havia instruído seu piloto a deixar o italiano retomar a posição. A resposta foi que não. Então, perguntaram a Hamilton “especificamente” se ele havia deixado Trulli passar deliberadamente. O campeão mundial disse que não de novo.

A FIA argumenta que não usou as entrevistas pós-corrida de Hamilton, nem a gravação de suas conversas com a equipe pelo rádio, para tomar a decisão de punir Trulli. Acreditou no que a McLaren e seu piloto disseram e tirou o terceiro lugar do piloto da Toyota. Dias depois, diante de “novas evidências”, como as entrevistas e a ordem expressa dos boxes para que Lewis deixasse Trulli passar, resolveu voltar atrás e reconduzir Jarno ao pódio.

O motivo? A McLaren mentiu na torre. Só isso. Mas esqueceram de avisar Hamilton para mentir à imprensa, também. E esqueceram que a FIA poderia descobrir a farsa apenas ouvindo as conversas gravadas. É uma história esquisita. Para quê Hamilton mentiria na torre e minutos depois revelaria aos jornalistas que a McLaren tinha dado a ordem para deixar Trulli passar? Será que achava que ninguém iria contar à FIA o que ele disse à imprensa? Ou que ninguém iria ler nos jornais?

Muito estranho. Será que Hamilton é um mentiroso compulsivo e a McLaren gosta de brincar com o perigo, tentando enganar os comissários o tempo todo?

Bem, a equipe não nega que tenha dado a ordem. E não contesta a FIA quando esta diz que foi enganada na torre. Lewis também não. Seu silêncio indica que, de fato, mentiu na torre. Diante disso, refaço meu veredicto. A punição foi justa. Mentir é feio. Mas a FIA é candidata, já, ao troféu “Trapalhões do Ano”. Como é que pune um piloto, como fez com Trulli, sem ao menos consultar as gravações da equipe, se tem acesso a elas?

A única atenuante para a McLaren é o fato de ter consultado Charlie Whiting (isso está na gravação) sobre o que fazer. Portanto, a direção de prova sabia que a equipe estava tentando se informar sobre qual o procedimento que Hamilton deveria tomar. Não obteve resposta, ao que parece. E pode alegar que, diante disso, resolveu deixar Trulli passar e não considerou relevante reforçar a ordem aos comissários, na torre. O que, de qualquer maneira, não apaga a mentira.

Bem, ao menos a justiça foi feita com relação a Trulli, que mereceu o terceiro lugar.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1 Tags: , , , ,
13/03/2009 - 16:21

NÃO DIGA

SÃO PAULO (é mesmo?) - Depois de uma semana levando coco da concorrência, com tempos medíocres e desempenho abaixo da crítica, a McLaren veio a público hoje para admitir que “temos problemas”. O carro é ruim, em resumo. A traseira é instável nas freadas (seria o KERS?) e a aerodinâmica é seu ponto fraco.

A McLaren tem dinheiro e, mesmo sem poder testar, tem capacidade para consertar suas cagadas nos simuladores e túneis de vento, que a cada dia trazem resultados mais confiáveis e próximos daquilo que se vê na pista. De qualquer forma, larga atrás no Mundial. O que, para a Ferrari, é uma grande notícia.

E é lógico que as más-línguas dirão que faz falta um Nigel Stepney nessas horas…

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1 Tags:
10/03/2009 - 13:32

CONTROLE REMOTO

SÃO PAULO (valeu a tentativa) – A propaganda “viral”, como se diz, é um pouco longa e não tem tanta graça assim, mas não deixa de ser interessante. É um comercial da Vodafone colocado no YouTube, no qual uns caras pilotam uma miniatura de McLaren com um celular. Depois, na pista, Hamilton faz o mesmo. É gozado ver o carro saindo dos boxes sem ninguém dentro. Enfim, vale pela curiosidade… Mas aquela do Hamilton com o Alonso, no começo de 2007, era bem mais divertida.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1, Publicidade Tags: , ,
09/03/2009 - 16:08

SEI NÃO…

SÃO PAULO (pelo jeito…) – Quando eu trabalhava numa outra rádio, tínhamos um âncora do jornal da hora do almoço, também narrador, que me fazia rir todos os dias. O repórter entrava com o noticiário do time tal, e quando voltava ao seu comando, ele devia fazer um comentário e tocar o programa. E assim era. O sujeito falava direto do Parque Antarctica, mandava as notícias do Palestra, chamava o estúdio e nosso âncora: “O Palmeiras, hein? Hummmm…. Sei não… Esse Palmeiras, esse Palmeiras… Bem, vamos agora ao Tricolor paulista, fulano direto do Morumbi”!. Chamava o repórter, que contava o dia do São Paulo, voltava para o âncora, e ele: “E o São Paulo, hein? Hummmm…. Sei não… Esse São Paulo… Não tô sentindo firmeza! Bem, vamos agora ao Parque São Jorge, com as últimas do Timão!”. E assim era, para qualquer time, para qualquer assunto, o mesmíssimo comentário, cheio de “hummm” e “si não”. Valia também para a F-1. “Esse Rubinho, hein? Hummmm… Sei não!”, quando eu mandava meus despachos de algum lugar do mundo.

Lembrei dele ao ler o relato que a McLaren mandou hoje, descrevendo seu dia de trabalho em Barcelona. Kovalainen ficou em último. O texto informa que, na parte da tarde, a equipe trocou a asa dianteira, o assoalho e a carenagem. Continuou em último. Já imaginou se os prateados começarem a andar atrás de Force India e Brawn GP?

Essa McLaren, hein? Hummmm… Sei não.

E a Red Bull, já andando atrás da Toro Rosso? Hummmm… Sei não também.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1 Tags: , , , ,
05/03/2009 - 18:08

O MISTÉRIO DA MCLAREN

SÃO PAULO (erraram a mão?) - Terminaram hoje os testes de Jerez e, na semana que vem, quatro dias em Barcelona encerram a preparação das equipes para a temporada 2009. Não deu para tirar muitas conclusões conclusivas. Gostaram? É que ninguém se destacou demais. A Ferrari andou sempre entre as primeiras, mas nunca em primeirona. A Toyota fez bons resultados especialmente no Bahrein. A BMW Sauber parece forte. A Renault, com Alonso, andou razoavelmente. Com Nelsinho, mal. A Red Bull pode ser uma surpresa. E a McLaren… É o grande mistério da pré-temporada. Tempos ruins, andando quase sempre com a asa traseira de 2008, o que me parece uma aberração.

Parece que há algo de podre no reino de Woking.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1 Tags: , ,
01/03/2009 - 14:45

UM OLHO EM 2010

SÃO PAULO (já?) – Alguém pode estranhar a má posição de Pedro de la Rosa nos testes de hoje em Jerez, mas a McLaren explica. O dia foi dedicado a testar os pneus que a Bridgestone vai fornecer à F-1 no ano que vem. Em 2010, não serão permitidos cobertores térmicos para aquecimento dos pneus e não haverá mais reabastecimento, como a FIA já anunciou. Portanto, a borracha vai ter de aguentar carros que largarão bem mais pesados do que hoje. E como não serão permitidos testes ao longo temporada, o negócio é experimentar agora, mesmo.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1 Tags: ,
18/01/2009 - 15:18

ANDOU

SÃO PAULO (tarde, não?) – O sabadão não foi de folga para a McLaren. No Algarve, a equipe já começou a testar o MP4-24 com Pedro de la Rosa — que tem de aproveitar as migalhas que lhe sobrarão neste ano de testes proibidos andando o máximo que puder, onde quer que seja.

Foram 18 voltas e nenhum problema. Os tempos ainda não são parâmetro para nada, mas ele rodou na casa de 1min28s.

Falando em Algarve, essa pista estalando de nova parece ser espetacular. Por que não começam a pensar numa volta de Portugal ao Mundial? De todos os países que deixaram o calendário nos últimos anos, a terrinha é, de longe, a que mais falta faz.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1 Tags: , , ,
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