SÃO PAULO(ronca, filho) – Foi ao ar ontem no “Limite”, da ESPN Brasil, e já está no site da gloriosa emissora a matéria sobre Mavericks, tendo como astro o GT amarelo do Leandro Parra, com a inestimável ajuda do Rodrigo Lombardi, do Maverick Clube do Brasil. Para os fãs do musculoso brasileiro, acho que ficou legal. Vejam lá.
SÃO PAULO (estou me especializando em pedir desculpas) – Sorry, macacada. Isso não é hora de começar a blogar. Mas só quem vive nesta selva de asfalto entende como a cada dia que passa está mais difícil fazer mais do que… uma coisa por dia! Trânsito dos infernos, horas perdidas na rua de novo. Blergh.
Hoje fui gravar matéria para o “Limite” da semana que vem na oficina do Rodrigo Lombardi. O Rodrigo é presidente do Maverick Clube do Brasil. A pedidos da turma que vê o programa, o astro da vez será esse Maverick GT 1975, que pertence ao Leandro Parra. A dupla foi de uma simpatia ímpar e me deu uma aula de mavecões. Tinha mais três na oficina, na restauração. Coisa linda. A matéria vai ao ar na terça que vem.
Cheguei agora, deixa eu ver se o mundo ainda não acabou.
SÃO PAULO(esse acabou) – Mas sempre tem um outro lado, não é? Esse é o Maverick que fazia parte do mesmo museu. Digo “fazia”, porque virou sucata. Era o carro do Raid da Integração Nacional, com uma história bonita, uma participação marcante.
Na foto aparece, olhando o carro com enorme tristeza, outro de nossos heróis, Og Pozolli, o pioneiro do antigomobilismo brasileiro. Ele esteve no museu com o Nasser para acompanhar o resgate dos quatro carros da Ford, entre eles o Capeta aí embaixo.
Capeta é quem deixou fazerem isso com o Maverick. Até dói.
SÃO PAULO(só o primeiro) – Recebo simpática mensagem do Rodrigo Lombardi, diretor do Maverick Clube do Brasil, contando que foi um sucesso a Power Tour, passeio neste fim de semana até Aparecida partindo do Rio, SP e das cidades no meio do caminho.
“O evento foi lindo, muitos carros, muitos amigos e o principal, muito respeito e alegria. Mais de 45 carros, quase todos Maverick. Tivemos um Mustang, um Camaro, algumas Simca e Opalas. Famílias inteiras participaram do encontro, e da missa, onde fomos abençoados no altar da Catedral”, relata o Lombardi.
SÃO PAULO(quem tem não pode perder) – O Bruno Vilela, do Maverick Clube do Brasil, avisa que no dia 21 de março vai acontecer um baita evento para “mavequeiros” do Rio e de SP, e de todas as cidades entre uma e outra. Chama-se Power Tour, e consiste num encontro no meio do caminho, em Aparecida do Norte. Os detalhes estão aqui. Tomara que seja um sucesso!
SÃO PAULO(todo poder a eles!) – Recebo simpático e-mail do Rogério Moreno, que reproduzo com prazer, porque qualquer iniciativa que visa preservar a história de carros históricos merece ser divulgada:
“Eu sou mais um ‘juntador de carro antigo’ (é muita pretensão falar colecionador!) e faço parte da diretoria do Maverick Clube do Brasil, clube fundado em novembro de 2008 cuja finalidade é organizar encontros, track days, passeios, trocar informações e ajudar no resgate de parte da história deste automovél nacional. Realizamos no último sábado em Interlargos o terceiro encontro do clube, que contou com 25 Mavericks. Um deles foi convidado para ser o carro-madrinha da corrida de Históricos V8. Em tempo, fiquei espantado vendo o Meianov correndo e a quantidade de pessoas que gritavam enquanto o pequeno guerreiro (quase um anti-herói, com todo respeito) passava na reta dos boxes levando os blogueiros ao delírio. Aproveitando sua audiência, veja se é possível divulgar o nosso site, para que possamos ter cada vez mais carros cadastrados e mais pessoas participando dos eventos.”
Está divulgado, Rogério, e desejamos todos muito sucesso aos “mavecomaníacos”!
SÃO PAULO (legal demais) – Nos comentários do post abaixo sobre Dubai, o Marcos Rozen faz o “merchan” de seu blog sobre “carros órfãos”, mas temo que nem todo mundo vai ver. E a página vale a pena, por isso virou a dica de hoje.
São fotos de veículos abandonados por todo o Brasil, divididas em três categorias: no mato, na rua e no estacionamento. A navegação é meio demorada se você entrar na home para ver foto por foto, mas se for direto aqui, nos arquivos, dá para ver as imagens em miniaturas, mês a mês, e fica mais fácil achar o que interessa.
Eu, por exemplo, selecionei esse Maveco no Rio Pequeno, em SP (e na garagem lá atrás tem umas coisas interessantes, também…). Blogueiros de todo o país podem colaborar. É um belo trabalho de arqueologia veicular!
SÃO PAULO (é fácil) – Recebo e-mail de André Carrillo, campeão paulista da categoria Históricos V8 5000 no ano passado. Essa categoria conta com alguns Mavericks, são pouquíssimos, infelizmente, que largam junto com os carros da Força Livre. Pois bem. Mexeram no regulamento deles, também. O mais curioso, curiosíssimo, é que a mesma FASP que extinguiu a Superclassic no fim de 2007 porque jamais aceitou que uma associação de pilotos como a nossa assumisse as rédeas da categoria elegeu na V8 duas pessoas como “Representantes da Categoria”: David Brunstein e Edilson Hiluey. Eles podem tudo: dizer quem corre, quem não corre, aceitar pilotos novos, rejeitá-los e, pasmem, determinar onde os carros serão preparados! Sim, isso mesmo! Só podem correr carros preparados nas oficinas indicadas e homologadas pelos “Representantes da Categoria”!
É demais… O regulamento está aqui, no site da FASP. Cliquem no “técnico” da Históricos V8 5000 e vejam os primeiros itens, em algarismos romanos. É de chorar de rir.
Não conheço os dois representantes, nem o André, que me mandou o e-mail. Ou talvez conheça os três. A gente vive se encontrando por aí, mas não estou ligando os nomes às pessoas. A questão, aqui, é outra, bem diferente. Por que a FASP proibiu nossa associação, a APTA, que tinha mais de 20 pilotos afiliados, fazia eventos fora de SP, cuidava do regulamento, tinha até diretor-técnico remunerado, e agora entrega uma outra categoria a duas pessoas que escolhem até em qual oficina os carros podem ser preparados?
SÃO PAULO (reluz) - Domingão de sol em SP é legal porque a turma tira as preciosidades da garagem. Esse foi fotografado há dois dias, na av. Tiradentes. Tirei na pressa, de dentro do carro, e por isso a imagem não está tão boa.
SÃO PAULO(brilham os olhos) - Sim, eu sei que é semana de F-1 em Interlagos, mas como deixar de registrar este momento histórico? A turma do impagável Ronaldo Nazar & Cia. Ltda., a mesma que fez o jantar para o Luizinho Pereira Bueno outro dia em São Vicente, reuniu neste fim de semana os “Nobres do Grid”, um encontro da velha guarda que vai tomando corpo aos poucos e promete se tornar frequente, na medida do possível.
Esse vídeo mostra o Bird Clemente acelerando o Maverick da equipe Greco, e a emoção se vê no seu sorriso de criança (o Bird é um garotão crescido, ser adorável, morro de orgulho de ter me tornado seu amigo). Aparecem também o Peroba, o Paulão Gomes (graças ao sobrenome, sempre acelerou com pé bem pesado!), o Bob Sharp e o Luiz Evandro “Águia”.
Alguns dos que foram ao encontro são blogueiros deste pedaço. Então, convoco-os para contar os detalhes da festa!
SÃO PAULO (tá fácil…) – Da série enviada pelo Humberto Corradi, mais uma da década de 70. Não vou dizer onde é. Mas acho que a blogaiada mata em menos de cinco minutos.
SÃO PAULO(andei uma hora e meia e não travou nada) – Marcelo Migueis me manda um vídeo bem legal, que será de grande valia para os mais jovens que não têm idéia do que era o circuito antigo de Interlagos.
É de 70-e-fumaça, uma volta de Maverick pelos quase 8 km do traçado original. Dura quase cinco minutos. Além da beleza da pista, a beleza da pilotagem do Rato merece a visita.
Um pouco da história de Interlagos você pode ver aqui, também. Abaixo, uma singela ilustração do tipo “eu era assim, fiquei assim”.
SÃO PAULO(uai, todo mundo não amava a Minardi?) – Para que fique bem claro, fui o último no fim de semana todo. O último no grid entre os que fizeram a classificação (três não treinaram e largaram atrás de mim) e o último a receber a bandeirada entre os que concluíram a corrida (sete abandonaram).
Mas curti muito o sábado em Interlagos. O grid estava bonito, com 23 carros, e tivemos a alegria de ver o Maverick campeão de 5000 em 1986 (não 1979, não sei de onde tirei 1979) com o Sérgio di Genova puxando o pelotão como pace-car. De público, meus agradecimentos a ele e ao Adonis (esse carro será tema de matéria no Limite da ESPN Brasil nesta semana). E mais dois pace-cars, o DKW do Alfredo Gehre e o Fusca do Luiz Salomão, tendo como co-piloto o amigo Duda Ordunha, empresário do Barão Vermelho e do Kid Abelha, mas acima de tudo um apaixonado por corridas. Duda veio do Rio para ver de perto os carros que fizeram parte da sua infância como rato de autódromo.
E não foi só ele. Muita gente apareceu no box 21 e se apresentou como blogueiro e leitor do Grande Prêmio, o que me deixou muito feliz. Teve mais gente que veio de longe, pena que não guardei o nome de todo mundo. Mas agradeço a cada um, de coração. Entre os ilustres apareceu o Felipe Montanheiro, que ficou em segundo lugar no concurso do capacete e já levou o meu para fazer aquela pintura (o capaMUG será um Arai todo cheio de chinfra que está com o Thiago Amorim no Rio).
Sobre a corrida. Um calor infernal, até que foram poucas as quebras. Da hora do treino, 8 da matina, até a corrida, meio-dia e cacetada, esquentou ainda mais e a pista ficou emporcalhada com óleo e cal. Por isso os tempos de voltas de quase todo mundo foram bem mais altos na prova.
O César Carloni venceu na geral com o Porsche campeão do ano passado. Pegou a mão do bichinho. Ficou com a vitória também, claro, na Divisão 2 (1.400 cc a 1.600 cc). O Sergio Spagnolo, de Karmann-Ghia AP, faturou na D3 (acima de 1.600 cc e motores não-originais). Na D1 ganhou o Fusca do Marcelo Lima (nono na geral).
Tivemos sete carros na D1, sete na D2 e nove na D3. Um dos pilotos, o Walter Lapietra, treinou de Fiat na D1 e largou de Puma na D3, porque o pequeno italianinho quebrou.
Quanto a mim, digamos que corri sozinho. A saída do outro DKW do campeonato me deixou isolado como o mais lerdo do grupo. Não me importo muito com a lentidão; mais com a solidão na pista. Deve ter sido a última corrida desse motor, mas mesmo com o novo não creio que vá me aproximar demais dos outros da D1, que têm virado entre 10 e 20s mais rápido que meu DKW. Em todo caso, ficarei firme com meu dois tempos.
Destaque também para presenças ainda mais ilustres como o Bob Sharp e o Jan Balder. Ambos fizeram coro: “Falta motor”. E eu não sei? E para as estréias do Miúra de Anuar Askari (deu só uma volta), do Chevette do Silvio Brocchi, do Passat de Carlos Bráz (uma belezura) e do Puma de Aroldo Teixeira.
Se alguém daqui foi a Interlagos, deixe um comentário para contar aos outros. A próxima corrida é no dia 1º de abril. Abaixo, a foto do Maveco do Di Genova. Depois coloco o link do site da LF com mais fotos, mas ele está fora do ar por enquanto.
A seguir, grid e corrida:
SUPERCLASSIC – segunda etapa (4/3)
GRID DE LARGADA
1) César Carloni (D2/Porsche Spyder #17), 2min03s137 (125,977 km/h)
2) Luis Finotti (D3/Topolino AP #38), 2min04s676
3) Evaldo Luque (D3/BMW AP #53), 2min05s029
4) William Simoceli (D3/Porsche Spyder #56), 2min06s153
5) Sérgio Spagnolo (D3/Karmann-Ghia AP #4), 2min06s797
6) Nivaldo Almeida (D3/DKW AP #83), 2min07s076
7) Edson Furrier (D2/Puma #10), 2min10s095 Sebastião Gulla (D2/Puma #51), 2min11s322
9) Carlos Bráz (D3/Passat AP #21), 2min12s544
10) Adriano Griecco (D2/Puma #71), 2min13s902
11) Ricardo Magnusson (D3/Bianco #20), 2min14s231
12) Henry Shimura (D3/Karmann-Ghia AP #77), 2min16s409
13) Walter Brunelli (D1/Fusca #7), 2min21s132
14) Marcelo Lima (D1/Fusca #3), 2min21s692
15) Albert Reis (D1/FNM JK 2300 #5), 2min26s372
16) Waldevino Jr. (D2/Puma #27), 2min28s577
17) Silvio Brocchi (D1/Chevette #2), 2min29s633
18) Apolo Teixeira (D2/Puma #18), 2min35s304
19) Flavio Gomes (D1/DKW #96), 2min41s257
20) Renato Giordano (D1/Corcel #14), sem tempo
21) Marcio Araújo (D1/Corcel #22), sem tempo
22) Walter Lapietra (D2/Puma #29), sem tempo
23) Anuar Askari (D2/Miúra #9), sem tempo
CLASSIFICAÇÃO FINAL
1) César Carloni (D2/Porsche Spyder #17), 13 v em 31min39s245, melhor em 2min09s309
2) Sérgio Spagnolo (D3/Karmann-Ghia AP #4), a 7s969 (2min08s217)
3) Evaldo Luque (D3/BMW AP #53), a 22s117 (2min09s033)
4) Luis Finotti (D3 Topolino AP #38), a 29s901 (2min10s001)
5) Edson Furrier (D2/Puma #10), a 31s350 (2min12s832)
6) Carlos Bráz (D3/Passat AP #21), a 42s260 (2min15s713)
7) Sebastião Gulla (D2/Puma #51), a 59s309 (2min15s771) Ricardo Magnusson (D3/Bianco #20), a 1min33s765 (2min19s023)
9) Marcelo Lima (D1/Fusca #3), a 1min41s543 (2min23s348)
10) Walter Brunelli (D1/Fusca #7), a 1min41s964 (2min22s770)
11) Renato Giordano (D1/Corcel #14), a 1min43s718 (2min23s801)
12) Marcio Araújo (D1/Corcel #22), a 1min59s951 (2min26s805)
13) Nivaldo Almeida (D3/DKW AP #83), a 1 volta (2min12s944)
14) Walter Lapietra (D3/Puma AP #29), a 1 volta (2min26s938)
15) Silvio Brocchi (D1/Chevette #2), a 1 volta (2min33s038)
16) Flavio Gomes (D1/DKW #96), a 2 voltas (2min46s777)
17) Alberto Reis (D1/FNM JK 2300 #5), abandono (2min29s660)
18) Aroldo Teixeira (D2/Puma #18), abandono (2min36s034)
19) Adriano Griecco (D2/Puma #71), a 6 voltas (2min17s079)
20) Waldevino Jr. (D2/Puma #27), abandono (2min26s174)
21) William Simoceli (D3/Porsche Spyder #56), abandono (2min13s140)
22) Henry Shimura (D3/Karmann-Ghia AP #77), abandono (2min27s639)
23) Anuar Askari (D2/Miúra #9), abandono (sem tempo)
Melhor volta: Sérgio Spagnolo, 2min08s217
Número 83, Nivaldo Almeida, punido com acréscimo de 20s ao seu tempo por ultrapassar em bandeira amarela.
SÃO PAULO(vai estar um sabão) – Por hoje chega. Segunda-feira volto com meu tradicional mau-humor pós-corrida, já que as perspectivas são dramáticas. Continuo com o mesmo motor e meu CapaMUG ainda não está pronto! Mas deixo novamente o convite a todos os blogueiros, especialmente os de SP e redondezas, para ir a Interlagos amanhã, sábado, dia 4, para ver nossa corrida da Superclassic. Tem mais um monte de treinos e corridas o dia todo. Nós fazemos a classificação às 8h e largamos ao meio-dia.
Teremos pelo menos três estréias, de carros maravilhosos: um novo Fiat 147, um Miúra e um Passat que já está entre os meus favoritos. Pertence ao Carlos Bráz, ex-adversário de DKW no ano passado, que passou para a Divisão 3 com esse carro lindo, que vi hoje pela primeira vez.
Devemos largar com mais de 20 carros. Alguns blogueiros, que se transformaram em amigos, já confirmaram presença. Todos ao box 21!
Detalhe: nosso pace-car será o excepcional Maverick que com o Sergio di Genova foi campeão de Turismo 5000, ou algo assim, em 1979. O carro está restauradinho e com seus oito canecos berrando com gosto. Vejo todos lá!
SÃO PAULO(será a quinta-feira também de cinzas?) – Macacada, neste sábado, dia 4, tem a abertura de mais uma etapa do Paulista de Velocidade em Interlagos. Duzentas categorias, carro a dar com o pau, e tudo de graça.
Nós, da Superclassic, classificamos às 8h e corremos ao meio-dia. Tudo no sábado. O convite é aberto a todos os blogueiros: apareçam! Nosso box é o 21. E teremos um Maverick puxando a fila como pace-car, o último Maverick campeão da Turismo 5000 em 1979, carro que achei para a ESPN Brasil (a matéria vai ao ar na semana que vem) e pertence ao Sérgio di Gênova.
Programão para quem gosta de carros, corridas e mulheres bonitas (nesse caso, leve a sua para dar quórum!).
É jornalista, dublê de piloto e escritor. Atua em jornais, revistas, rádio, TV e internet. “Um multimídia de araque”, diz ele. No Twitter, @flaviogomes69.