SÃO PAULO(até que a morte…) – Enquanto Nuzman não ergue seu Centro Olímpico Megaultraplus no terreno de Jacarepaguá, tem gente fazendo o que não deve no que restou do circuito. Recebi de um blogueiro este endereço aqui. É um fórum de um pessoal que gosta de F-1 e que denuncia o mau uso das ruínas cariocas. Parece que por míseros “dez merréis” tem gente colocando seu Gol bolinha ou seu Monza velho no asfalto para um passeio. Só que não tem passeio algum, a turma senta a bota sem o menor preparo e, evidente, sem a menor segurança. Aí acontece o que aconteceu com o tonto aí da foto.
Como Jacarepaguá não tem mais dono, ninguém liga. Mas a Prefeitura do Rio é, sim, responsável por tudo que acontece lá dentro. E as autoridades policiais deveriam fiscalizar esses eventos, assim como a federação local, que ainda deve ter alguma responsabilidade por aquilo que acontece com coisas que andam no autódromo, imagino eu.
É claro que este post vai cair no vazio e ninguém vai fazer picas. Até que um beócio qualquer desses bata com as dez.
BERLIM(so what?) – Estava tomando uma cerveja quando chegou, no fim da tarde aqui, a mensagem no celular: “Fodeu, deu Rio”. Não tive nenhuma emoção especial. Nem para o lado da felicidade patriótica, nem para o da depressão profunda pelo tanto que se vai gastar nos Jogos de 2016, pelas roubalheiras previsíveis, pelos escândalos sem fim.
Digamos apenas o seguinte: se é para ser, que seja. O Brasil entrou no mapa, é uma verdade que o presidente Lula disse hoje na Dinamarca. E os méritos são todos dele, um líder respeitado no mundo todo. Não tenho dúvida de que foi ele quem ganhou a eleição. E bateu gente forte. O carao é o fodão do Bairro Peixoto, gostem ou não seus críticos.
Mas o Pan foi uma esbórnia, e espero que a Olimpíada não seja. Não confio nesses caras do COI e na turma do Ministério do Esporte. Acho que são todos picaretas.
Se, no entanto, os Jogos servirem para zerar o Rio, como aconteceu com Barcelona, ficarei muito feliz. A capital catalã era um lixo antes de 1992. Hoje é um brinco. Souberam fazer as coisas com inteligência, lisura e visão de futuro.
De qualquer forma, vi as fotos do Rio feliz na internet, e o Rio feliz é ainda mais lindo. Sem favelas, com a baía de Guanabara limpa, a Lagoa idem, a violência controlada, é uma cidade imbatível. Que o Rio aproveite a chance única que terá em sua história de se salvar.
Com a confirmação, o autódromo de Jacarepaguá vai para o vinagre, porque vão construir um centro olímpico no local. Não devemos lamentar nada. A pista já foi para o vinagre com o Pan. O que existe lá são ruínas. O Rio nunca mais terá um autódromo. E nem faz sentido o Estado construir um. O automobilismo no Brasil é uma instituição falida, não tem nada que preste. Gastar dinheiro com autódromo para quê?
É preciso reconhecer que Interlagos só existe porque tem a F-1, e o resto não vale muito a pena mencionar. O automobilismo brasileiro não soube aproveitar seus melhores anos para crescer. Agora, que morra. Ou que alguém se mexa para fazer com que renasça. Para isso é preciso dar duro, falar com montadoras, criar categorias, fazer parcerias com universidades. Dá trabalho. E trabalho dá coceira em quem está à frente das corridas no Brasil.
SÃO PAULO(com dor no coração) - O que você está vendo abaixo representa 12,5% do grid da etapa carioca da GT3, que acontece em rodada dupla hoje e amanhã em Jacarepaguá. Sobraram oito carros na categoria dos superesportivos que começou tão auspiciosa e, hoje, virou nada.
SÃO PAULO(ainda tem pista?) - Talvez o pessoal do Rio não saiba, mas tem rodada dupla da F-3 Sul-americana em Jacarepaguá neste fim de semana. Mais uma chance de ver o autódromo decrépito, o mato tomando conta de tudo, arquibancadas caindo aos pedaços e tudo mais… Aliás, dia desses me mandaram uma foto de uma ossada de cachorro, já devidamente devorado por urubus, no meio do asfalto do circuito. Nem publiquei porque era meio nojenta. Mas se alguém viu (está num fotoblog por aí na rede), coloque o link aí nos comentários.
SÃO PAULO(até quando?) – O site de “O Globo” tem uma seção em que o leitor é o repórter. Um blogueiro me mandou o link deste texto tão singelo quanto indignado da leitora Fernanda Ribeiro, que foi ver uma prova de motociclismo em Jacarepaguá no fim de semana. E tirou algumas fotos, também. Uma delas é essa que acompanha este post tão singelo quanto indignado.
Como é que um prefeito, um secretário de Esportes, um vereador, um picareta desses qualquer convive com essas coisas e não fica com vergonha de botar a cara na TV? E como é que deita a cabeça no travesseiro e dorme? O mesmo vale para a federação de automobilismo do Rio e para a CBA. Nem o mato os caras cortam. Vão administrar o quê desse jeito?
Bah, não adianta ficar reclamando. É dar murro em ponta de faca.
SÃO PAULO (canja merecida) – Cliquem nas miniaturas das fotos acima para ver um pouco do automobilismo brasileiro nos anos 80. O palco da maior parte das fotos é Jacarepaguá. Uma delas é bárbara: Reginaldo Leme, de bonezinho da Alfa Romeo, entrevistando o piloto do Fusca que aparece em destaque nas demais imagens. Já imaginaram um repórter da Globo, hoje, com boné de uma marca de carro? Outros tempos…
O Regi está na Europa e espero que veja as fotos para, ele também, contar um pouquinho aqui sobre aquela vida pelos autódromos de quase três décadas atrás.
Quanto ao piloto, vamos ver se a matusaiada, que anda calada, acerta.
SÃO PAULO(respiremos) – Na sequência da foto de ontem, em que as meninas de biquíni pediam credenciais a Bernie Ecclestone, segundo o Sidney Cardoso, a loirinha passeia feliz da vida pelos boxes de Jacarepaguá no Rio, anos 80, 40 graus. Pelo jeito, conseguiu os passes para ver a corrida…
SÃO PAULO(são várias, mas vou publicar uma só) – Finalmente! Sidney Cardoso estava nos devendo algumas coisinhas do seu baú mágico. Lembram da última série, as garotas de biquíni em Jacarepaguá? Eu disse, na ocasião, que se o Bernie Ecclestone visse isso hoje num autódromo, provavelmente abateria as meninas a tiros.
Bem, isso seria hoje. Porque nos anos 80, naquele escaldante e colorido autódromo de Jacarepaguá, até Bernie, então dono da Brabham, curtia uma F-1 mais alegre e desinibida. O Sidney conta que nesse encontro as moças pediram credenciais ao Bernie, que relutava em dar.
Na foto de amanhã, vocês verão que elas conseguiram…
SÃO PAULO(outro baú) – Na linha “como os anos 70/80 eram mais legais”, inspirado pelo acervo do baú do Sidney Cardoso, o amigão Daniel Procópio, de Londrina, mandou essa aí. É de 1978, em Jacarepaguá. Daniel foi ao Rio como fotógrafo da “Folha de Londrina”. A mocinha entrou nos boxes da Lotus e pediu um autógrafo para Mario Andretti. Ele perguntou onde deveria assinar. Ela não teve dúvidas. “Aqui mesmo”, disse. E Mario assinou, claro.
SÃO PAULO(malandrão) – Acho que nem preciso identificar o piloto, não? E acho que nem preciso dizer que a F-1 só saiu do Rio por culpa das esposas dos pilotos, que devem ter mandado um abaixo-assinado para a FIA, a FISA, o Bernie e o papa.
Bem, acabou meu estoque de meninas do Sidney Cardoso. Espero receber mais esta semana…
SÃO PAULO(esgotado) – O estoque está quase no fim, o que motivará uma campanha franca e aberta da blogaiada para que o Sidney Cardoso mande mais, muito mais. Para quem chegou agora de Marte, a série foi tirada em algum ano dos 80 em Jacarepaguá, quando silicone era apenas um negócio que a gente passava em borracha para não ressecar.
SÃO PAULO (força ao Rio!) – Atenção cariocas, anotem na agenda. No dia 4 de abril o Dinho Amaral e sua trupe organizam mais um Rio Classic Endurance em Jacarepaguá. Quando foi realizado pela primeira vez, o evento teve 30 carros, em 2002. No último, foram 86. A ideia neste ano é fazer uma homenagem sabem a quem? Ao autódromo de Jacarepaguá, mutilado e abandonado pelas autoridades. Uma peça de resistência, então todos que puderem devem comparecer.
SÃO PAULO(que calor) – Fechando a microssérie enviada pelo Sidney Cardoso, mais um clique em Jacarepaguá, anos 80. Meio vago, não? OK, vocês me dizem, então, o ano exato e que carro é esse. Parem de olhar a menina e olhem o carro!
SÃO PAULO(promessa é dívida) – Olha, cá entre nós, acho bem mais interessante que aqueles bichinhos de pelúcia da Parmalat… Brincadeira, aquela propaganda era uma gracinha, também. A dos pequenos mamíferos.
Mas sabe como é… No ano em que essa foto foi tirada pelo Sidney Cardoso nos boxes da Brabham em Jacarepaguá, eu pessoalmente não estava muito interessado em leite de caixinha.
(Nossa, que coisa horrível de se dizer. A ala feminina do blog hoje vai me achar um cafajeste. E Nick B. vai enxergar alguma besteira, lógico.)
SÃO PAULO(ô beleza!) - O Sidney Cardoso resolveu abrir seu baú de novo, e me mandou uma série de fotos espetaculares da F-1 no Rio nos anos 80. Ah, o Rio… Ah, os anos 80… Nada como um GP em Jacarepaguá, semanas ao sol, desde os testes de pneus no começo do ano até a largada da primeira prova, pilotaços, carraços e… bem, algumas meninas bem bonitas, também.
Sim, garotos, essas coisas aconteciam na F-1. Não era como agora, um ambiente hospitalar sem cor, cheiro ou atitude. Hoje, se uma moça aparecer de biquíni nos boxes será provavelmente abatida a tiros pelos capangas de Bernie — sob protestos de Max, claro. Naqueles tempos, elas eram a alma dessa corrida.
SÃO PAULO (e a cor?) – Esta foto foi enviada pelo Carlos Alberto Torres, capitão do tri. Pertence ao acervo do Nelson Cintra. Trata-se da reedição carioca da famosa carretera Mickey Mouse da Vemag, um Belcar com entreeixos cortado em 22 cm, ótimo para pistas de rua. Segundo o Cintra, foi feito em Jacarepaguá em 1968 pelos irmãos Vicente e Edu Domingues. Essa foto foi tirada nos 1.000 Km da Guanabara de 1969, 40 anos atrás. Alguém se lembra desse carro e dessa corrida?
SÃO PAULO(daqui a pouco falo de Interlagos) – Quase ia passando batido. Nesta semana, o imperador olímpico Carlos Arthur Nuzman fez uma apresentação pública da candidatura do Rio a sede dos Jogos de 2016 e assegurou que o centro de preparação de atletas (não sei bem se o nome oficial será esse) em Jacarepaguá será construído, mesmo se a Olimpíada for para Chicago, Madri ou Tóquio.
No evento foi apresentada esta imagem, que não deixa dúvidas. O autódromo já era. Nuzman quer começar as obras ainda neste ano. Havia um “acordo” entre COB e CBA, assinado pelo rotundo presidente que deixa o cargo em março, de que esse centro de treinamento só sairia se fosse assegurada a construção de um novo autódromo no Rio. O COB cagou para o acordo. E o novo autódromo, claro, não será feito em lugar algum.
Assim, suspirem por Jacarepaguá enquanto é tempo. E o automobilismo carioca, que já estava agonizando, morrerá de vez.
SÃO PAULO (tá escorregando um pouco) - Mais uma de pai de blogueiro, desta vez do Fernando Carmona, para fazer par com o teste aí embaixo, da Ferrari (chegaram a alguma conclusão?). Só que essa aqui não deixa dúvidas: GP do Brasil de 1984, estréia de Ayrton Senna na F-1, pela Toleman. A carenagem me parece estar nos fundos dos boxes de Jacarepaguá. Seria isso? Não, não… Está na contramão, mesmo.
Eu fui a essa corrida. Na arquibancada. Um calor dos diabos, mas é uma daquelas corridas inesquecíveis que vi, pela farra com os amigos, pela viagem, pela prova em si.
Falando em GPs do Brasil, qual é o seu inesquecível? Conte aqui, uai.
SÃO PAULO(lembro bem) - Na coluna “Retrovisor” de hoje, Roberto Brandão lembra de sua aventura ao lado de Ernesto Varela (Marcelo Tas) e Waldeci (Fernando Meirelles, só isso…) num GP do Brasil em Jacarepaguá. Varela foi um marco na história da TV brasileira. Não se lembra, ou nunca ouviu falar? Então veja o vídeo abaixo.
SÃO PAULO(só uma lembrança) - Não é efeméride de nada (o aniversário de 25 anos já foi, em março), mas o Humberto Corradi mandou este resumo do GP do Brasil de 1983, e sempre é legal rever Jacarepaguá. A vitória foi do Piquet. E duas coisas curiosas aconteceram nessa prova, numa época em que a F-1 era meio bagunçada… Keke Rosberg chegou em segundo, e foi desclassificado porque o empurraram nos boxes. Até aí, tudo bem. O gozado é que o terceiro, Lauda, não subiu uma posição. O GP do Brasil de 1983 simplesmente não teve segundo colocado! Alguém sabe de outro caso parecido?
E houve mais uma desclassificação ímpar. Elio de Angelis, da Lotus, terminou em 13º, mas foi excluído do resultado final porque trocou de motor. Ora, não podia? Poder, podia. Só que ele fez a classificação, no sábado, com motor Renault. E correu de motor Ford, porque o outro quebrou no warm up!
Era uma zona, uma deliciosa bagunça. Dá para imaginar algo semelhante hoje em dia?
SÃO PAULO (depois o chato sou eu) – Lembram da participação de Nelson Piquet na GT3 brasileira? Pois é. Era para estrear em Curitiba, depois em Brasília, depois em Interlagos, e o carro não chegava e tal e coisa, e o carro chegou. Está no Rio, seu Ford GT (o da foto). Vai correr neste fim de semana. Mas Nelson está na Itália, participando de uma regata. Os pilotos serão outros.
Nada a reparar quanto às opções de Piquet-pai. Quer correr, corre. Não quer, não corre. Ninguém tem nada a ver com isso. O que me incomoda é o alarde que os promotores de corridas e categorias fazem no Brasil para ganhar espaço na mídia escalando Piquet para tudo — foi assim com a Truck, anos atrás. Escalam, e ele não aparece. E a gente fica com cara de bobo, porque celebra, festeja, e as coisas não acontecem.
Em tempo: Piquet-pai também poderia evitar o uso de seu nome em vão. A não ser que não se importe, e parece que não se importa, mesmo.
PEQUIM(vale tudo) – Pelé estará em Pequim amanhã, escalado para uma entrevista coletiva na qual será anunciado seu engajamento na campanha do Rio de Janeiro como cidade-candidata aos Jogos de 2016. A farra comandada por Carlos Arthur Nuzman ganha um cabo eleitoral de peso, mas acho que nem com Pelé, João Gilberto, Ivete Sangalo e Tiririca como embaixadores (esse será o cargo do Rei) o Brasil leva. Há candidaturas muito fortes e minha aposta é Chicago — é provável que em 2016 a Olimpíada volte à América do Norte, que teve sua última edição em 1996, em Atlanta.
Não sei se Pelé está sendo remunerado para emprestar seu nome ao Rio-2016. Quem também estará na coletiva é Janeth, do basquete, igualmente convocada (ou contratada, não sei como essas coisas funcionam; perguntarei) para ser embaixadora da campanha.
Quem mora no Rio sabe direitinho o que restou do Pan: um estádio para o Botafogo jogar, uma piscina abandonada, um ginásio que não é usado para jogo nenhum, um autódromo destruído e uma Vila Olímpica que está afundando. Pobre de quem comprou apartamento ali.
SÃO PAULO(não diga…) – A CBA, que anos atrás bateu o pezinho garantindo que Jacarepaguá não seria mutilada para o Pan, e jurou que, se fosse, um novo autódromo seria construído, assinou um acordo com o COB, a Prefeitura do Rio e o Ministério do Esporte que enterra de vez o histórico autódromo.
O caso é o seguinte, para resumir (detalhes, no Grande Prêmio e na “Folha de S.Paulo” de hoje, que levantou a bola): se o Rio for escolhido sede dos Jogos Olímpicos de 2016, as partes envolvidas juram que vão dar de presente à CBA um autódromo novinho em Deodoro. Hahaha. Se o Rio perder, que a CBA fique com as ruínas enxertadas de piscinas e ginásios e se dê por satisfeita. É o que vai acontecer, claro.
A pista atual, quem segue o automobilismo sabe, não é bem uma pista. É um lixo que deveria envergonhar a CBA e o presidente da federação do Rio de Janeiro. Me espanta que ainda tem categoria que se dispõe a correr naquilo.
O que não me espanta é constatar que tudo aquilo que se previa quando falaram pela primeira vez em usar o autódromo para o Pan (que os chiliques jurídicos da CBA eram apenas fumacinha, que iriam destruir tudo de qualquer forma, e que as “otoridades” automobilísticas iriam engolir caladinhas) se confirmou. O autódromo foi pro beleléu. E quem viu corrida de verdade lá que procure matar as saudades no YouTube. Eu vi. E muitas. Sorte minha.
SÃO PAULO(eu, hein?) – O vídeo, enviado pelo Torquato Mota Filho, é legal por si próprio: a vitória brasileira na primeira corrida da Indy no país, as saudades de Jacarepaguá, a festa que foi aquela prova (eu transmiti pela Jovem Pan, foi um grande barato), a sensação de que a categoria poderia bater de frente com a F-1… Mas fica uma perguntinha: que diabos estava fazendo o Agnaldo Timóteo junto do André Ribeiro?
SÃO PAULO(obras, argh!) – Fez 25 anos no dia 13 de março, e eu provavelmente esqueci. Se não esqueci, vamos ver de novo: a vitória de Piquet no GP do Brasil de 1983. Diz na descrição do vídeo, enviado pelo Valdemar Emprestado, que foi a primeira vez que o Tema da Vitória tocou na Globo. Não tenho certeza. Mas a vitória foi linda.
SÃO PAULO(mentira tem pista curta) – Como era de se imaginar, a Prefeitura do Rio descumpriu o acordo feito com a CBA na Justiça. Estava na cara que, do jeito que começaram as obras, não seria possível fazer nada em Jacarepaguá enquanto as pirâmides do alcaide não terminassem.
Jacarepaguá acabou, por ora. Nada vai acontecer no autódromo carioca neste ano. Lá serão erguidos um ginásio, uma piscina e um velódromo. Gastar-se-á uma fortuna, muito mais do que o necessário. Uma meia-dúzia vai enriquecer, rindo da cara do contribuinte.
Disse “por ora”, porque sempre existe a chance de, sim, a pista ser refeita, dando uma volta no ginásio, com vista para a piscina, com promessas de trazer a F-1, a Indy, a Nascar e o Space Shuttle. Não refeita como era, mas de algum jeito qualquer. Para a outra metade da dúzia enriquecer, rindo da cara do contribuinte.
SÃO PAULO(feriado é quando vou trabalhar sem trânsito) – Está no Grande Prêmio a notícia já confirmada de que a primeira etapa carioca da Stock foi transferida para Campo Grande (MS). A corrida estava marcada para 21 de maio.
O alcaide, desrespeitando acordo feito na Justiça e mostrando toda sua preocupação em cumprir o que promete, disse ontem ao “Lance!” que a pista não estará disponível para o Campeonato Carioca de Arrancada, dias 22 e 23 de abril. O acordo feito com a CBA previa o uso de um traçado alternativo enquanto as obras do Pan fossem feitas, de forma a não interromper o calendário automobilístico na pista.
A CBA promete brigar para interromper as obras nos tribunais se o circuito não for liberado para a semana que vem a não ser que a Prefeitura justifique o cancelamento das provas de Arrancada por algum motivo “aceitável”, ou por “algo grave que tenha acontecido”, palavras de Paulo Scaglione, presidente da CBA, ainda ao “Lance!”.
O que vai acontecer? A Prefeitura vai aparecer com justificativas aceitáveis, as obras vão continuar na marra, não vai haver mais nehuma corrida no Rio este ano, o traçado será destruído e bye, bye, Jacarepaguá.
SÃO PAULO(para descontrair) – O Romeu, blogueiro também incoformado com o que estão fazendo em Jacarepaguá, mandou essa aqui. Algumas das traduções são realmente geniais…
A governadora Rosinha, pensando nos gringos que vêm ao Rio de Janeiro para os Jogos Pan-Americanos de 2007, já mandou escrever as placas de sinalização dos bairros da cidade em duas línguas. Versão feita com o maior carinho pela própria governadora, com o auxílio de seu Garotinho:
German Mountain – Morro do Alemão
Big Field – Campo Grande
Nice to meet you – Encantado (só esta já valeria a pena)
Will go now – Irajá (essa é muito boa)
To walk there – Andaraí
Dry Square – Praça Seca
Set fire – Botafogo
Customers – Freguesia
Set black people free – Abolição (sem comentários…)
Very very holy – Santíssimo
Wait a minute – Paciência
Setting free – Livramento
Good Success – Bonsucesso
Very deep island – Ilha do Fundão
Grandson Rabbit – Coelho Neto
Hard Cover – Cascadura
Priest Michael – Padre Miguel
Mercy – Piedade
It’s very cheap! – Pechincha
Nice stay – Benfica
Bless you – Saúde
Flag Square – Praça da Bandeira
Flagmen Funtime – Recreio dos Bandeirantes
Small Farm – Rocinha
Holy Cross – Santa Cruz
Hello, smile – Olaria (1º lugar)
Mango Tree – Mangueira
Inside Mill – Engenho de Dentro
Alligator to the water – Jacarepaguá (excelente!!!)
É jornalista, dublê de piloto e escritor. Atua em jornais, revistas, rádio, TV e internet. “Um multimídia de araque”, diz ele. No Twitter, @flaviogomes69.