SÃO PAULO – Ótima, como sempre, a coluna do Andre Jung no Grande Prêmio. Uma ode a Interlagos e uma constatação curta e grossa: a estreia de Kobayashi lança sombras sobre Nelsinhos, Grosjeans e outros. A ilustração, fabulosa, é de Marta Oliveira.
SÃO PAULO (sumiu) – Fiz um monte de fotos em Interlagos, e como sempre quase todas ruins. Agora, quando estava apagando tudo, limpando o HD, como se diz, achei essa aqui, da sexta-feira. Dessa eu gostei. Fica como símbolo do fim da cobertura do GP do Brasil.
SÃO PAULO(e o pó?) – Mais uma do acervo da TV Tupi que está no VocêTubo, numa indicação do Comendador Ceregatti Nuvolari. Quem achou primeiro foi o incansável Paulo Peralta, do “Bandeira Quadriculada”, que conta lá que prova é essa (”Prêmio Governador Lucas Nogueira Garcez” em 13 de maio de 1951, vencido por Chico Landi) e dá mais detalhes. Legal que é possível identificar alguns trechos da pista. Legal, também, ver como era Interlagos há quase meio século, uma área rural, uma Spa tupiniquim.
SÃO PAULO(virão outros?) – Este é o 22º GP do Brasil seguido em que trabalho. Além de ser uma evidência de que estou em fim de vida e carreira, é uma longa história de observações, desde os tempos de Jacarepaguá e das primeiras quando da volta da F-1 a São Paulo. Foram anos de Senna e Piquet, Prost e Mansell, muito Schumacher, overdose de Barrichello.
Interlagos mudou alguma coisa desde 1990, mas não muito na essência. O espaço atrás dos boxes aumentou bastante. Está tudo mais moderno e bem cuidado. É normal. Mas é um autódromo velho. Afinal, são 70 anos de vida. Conheço vários pelo mundo. Da F-1 atual, todos menos as pistas da Turquia, Cingapura, Valência e Abu Dhabi. Dessa safra nova de circuitos gigantescos, inaugurada com Sepang, já estive na China e no Bahrein, além, claro, dos repaginados Nürburgring, Hockenheim, Silverstone e sei lá mais onde.
E não há nada igual a Interlagos.
Nada igual, porque aqui as pessoas se encontram. E andam entre pneus e caixas de motores e pedaços de carro e tambores de óleo e latões de gasolina. Aqui se sente o cheiro da gasolina. O paddock é apertado, mas todo mundo quer passear entre um treino e outro, porque sabe que vai encontrar aquele velho amigo, aquele mecânico com quem trabalhou não sei onde, aquele cara que em Istambul ou Xangai ele não verá nunca, porque o paddock é enorme, deserto, os boxes são distantes uns dos outros, há quilômetros de assepsia entre a McLaren e a Brawn, a Force India e a Renault, não há bicos, mulheres, atrizes, modelos, manequins (já houve mais peruagem aqui, mas não se pode querer tudo).
Aqui todo mundo arruma uma credencial. O dono da equipe de F-3, o instrutor da escola de pilotagem aqui na frente, o tesoureiro da federação, o pilotinho de kart, o amigo do Rubinho, a familia do Massa, os caras das empresas, o gerente da firma, os policiais federais e os delegados, o secretário de meio-ambiente e seus assessores, a turma da faxina é numerosa, a da segurança, também. Aparecem jornalistas que a gente só vê uma vez por ano, é um evento festivo e concorrido, mas em Interlagos sempre cabe mais um.
E o pessoal da F-1, que é normalmente chato e metido a besta, parece voltar um pouco no tempo e entra no clima da camaradagem, circulando entre pneus, esbarrando em bundas e peitos, fumando loucamente na porta dos banheiros movimentados, jogando bitucas no chão, suando, se molhando na chuva, encharcando as meias e os tênis e, no fim do dia, se acabando na picanha e na caipirinha e, se der tempo, numa morena faceira.
Interlagos é um pouco do que sobrou de automobilismo na F-1. Boa corrida a todos.
SÃO PAULO(ensolarada, pelo menos hoje) – Para quem vai ver um monte de carrinhos coloridos e velozes nesta semana, é sempre bom lembrar que Interlagos era assim, nos anos 60. Outros personagens, mas no fundo a mesma coisa: correr.
No que me diz respeito, é isso que interessa: como vai estar a pista no dia 31 de outubro, quando voltaremos a correr em Interlagos. Meianov vai curtir essas zebrinhas multicoloridas.
SÃO PAULO(os números…) – Acho que na Alfa está o Piero Gancia. No #96, certamente Norman Casari. E no outro Malzoni, o #17, não sei. Mas a coincidência é que eu usei no meu DKW de corrida os números 17 e 96… Dois juntos na mesma foto é o máximo!
Quando foi essa corrida? É Interlagos, claro. O resto, vamos ver quem descobre.
Ah, essa é mais uma do lote de fotos originais incríveis que chegou em casa.
SÃO PAULO(mais lições) – E mais um álbum de fotos de nosso lambe-lambre predileto, Rodrigo Ruiz, está aqui. Este é o da corrida de sábado, da Classic Cup, que traz ótimas imagens do imenso grid, da briga entre os quatro primeiros (Chamel, Gulla, Coelho e Malanga) que foi muito emocionante, e da pancada violentíssima que destruiu o carro verde de Malanga.
Acidente que poderia ter sido evitado se a FASP, nossa federação, fosse minimamente rigorosa no que diz respeito à vistoria dos carros e ao cumprimento do regulamento. Nada contra a segurança do automóvel verde. O fato de o piloto ter escapado sem maiores consequências prova que ele foi muito bem construído. O problema é que esse carro não é um clássico, é um protótipo de Força Livre. Basta ver a foto. Lembra um Puma? Remotamente.
O regulamento pede carros cujas carrocerias sejam fiéis ao modelo original. Proíbe asas. O automóvel verde não é um Puma. Sua carroceria não é de Puma. Vejam a frente que sai inteira, a ausência de faróis, a ação aerodinâmica dessa “saia” dianteira… A plataforma também não é de Puma, e o aerofólio traseiro é proibido. Se os comissários da FASP observassem o que dizem as regras que eles mesmos escreveram, esse carro não largaria, e o acidente não teria acontecido.
Ainda bem que Malanga se safou de novo (foi a segunda batida forte dele neste ano). E pelo estado em que o carro ficou, desconfio que não volta mais à pista. Um alívio “estético”, por assim dizer, porque ele não tem nada a ver com competição de clássicos. Se Malanga voltar a correr, espero que escolha um carro antigo de verdade.
SÃO PAULO(sobreviveram todos) – Não estive em Interlagos para ver a Classic Cup sábado, porque não ia correr e fico meio deprimido quando não posso participar de uma prova da nossa categoria. Soube que tivemos 36 carros no grid, o maior do ano, e a prova terminou sob bandeira vermelha. Motivo: a pancada de Ricardo Malanga, que voltava a correr com seu Puma Transformer depois de alguns meses, já que batera no início do campeonato, também.
O carro ficou destruído. Malanga, pelas informações que tenho, felizmente só teve uma pequena luxação no braço. Isso mostra que o carro é (era) seguro e chama a atenção para tal necessidade em qualquer automóvel, em qualquer competição. A batida aconteceu no muro da Subida do Café, quando Malanga fazia, ou tentava fazer (não vi a prova, repito), uma ultrapassagem por fora, possivelmente na parte mais suja da pista. Quem esteve lá pode relatar aqui exatamente o que aconteceu.
Ganhou na geral o Sebastião Gulla, conquistando o título antecipado da D3. Agora a gente só volta a correr em Interlagos em novembro, depois da F-1. Mas, antes, vamos a Londrina entre 18 e 20 de setembro.
SÃO PAULO(extras, extras) – Largada para o GP do Brasil de 1976. Reparem a multidão em Interlagos. Dentro e fora da pista. Assustador. Certamente muitos dos nossos blogueiros aparecem na foto. Meio pequenininhos, mas aparecem!
SÃO PAULO(valeu) - De um ângulo diferente, mais uma carona que este que vos bloga oferece aos incautos blogueiros. Não me perguntem por que a imagem treme, o som está mais ou menos e a resolução, pior do que de costume. São mistérios que jamais saberei decifrar. Mas as imagens estão legais, especialmente depois dos três minutos, com a maior largada já vista de um carro soviético em todos os tempos!
Pena que depois da quarta ou quinta volta o problema de câmbio que sabíamos que iria aparecer apareceu, e com força. A terceira, marcha mais usada, não entrava mais. Fui perdendo tudo e terminei a corrida só com a quarta. Mas fiz questão de ir até o final. Largamos com 17 carros e a vitória ficou com o Nenê Finotti, guiando o “meu” Pac-Man, o Corcel II que tive o prazer de estrear oficialmente em Londrina no ano passado.
Doctor Luque foi o segundo na geral, seguido por Sebastião Gulla e Paulo Sousa. A corrida foi bem divertida para a maioria dos pilotos. Para mim também, nessas voltas iniciais. Depois, com as marchas sendo perdidas uma a uma (e a bolota saiu de novo, na primeira curva, e fiquei na alavanca nua e crua a corrida toda; até sangrou a mão), confesso que fiquei meio irritado.
Paciência. Corrida é assim mesmo. Ainda terminei em segundo na minha divisão e levei um trofeuzinho pra casa.
SÃO PAULO (felizmente) – Chico Longo e Daniel Serra, com uma Ferrari, venceram os 500 Km de Interlagos neste domingo. A prova foi interrompida a três voltas do fim por conta de um grave acidente no Café. Felizmente ninguém se machucou com gravidade. Relata o assessor de imprensa da prova, Américo Teixeira Jr.: “Nonô Figueiredo, com o Porsche 911 GT3 RSR, vinha perseguindo o líder Daniel Serra, que estava cerca de 2s à frente. Na Curva do Café, quando fazia ultrapassagem sobre o Spyder de Claudemir Barros, então retardatário, houve um choque entre ambos. Enquanto Nonô se dirigia para os boxes com o pneu traseiro direito furado e a estrutura do Porsche comprometida, Barros batia violentamente nas defensas da parte externa da pista. Ao retornar desgovernado, foi colhido pela Ferrari F430 Challenge de Pedro Queirolo, da FG Racing, que ainda conseguiu desviar para evitar um choque lateral de altas proporções, embora não tenha conseguido evitar a batida. Apesar de as conseqüências não terem sido graves – Barros teve um corte na língua e uma luxação no pescoço – a quantidade de destroços e a necessidade de resgatar o piloto imediatamente fizeram com que o diretor de prova Ernesto Costa e Silva determinasse a bandeira vermelha. Dessa forma, foi validado o resultado da 113ª volta como final.”
Foi uma festa bonita, com sol, muita gente nos boxes, muitos carros raros e espetaculares que´puderam dar uma voltinha em Interlagos, mas apenas 27 no grid dos 500 Km e pouca gente nas arquibancadas, como sempre. Os que foram, acredito, gostaram do programa. Eu não fiquei até o fim, mas enquanto estive lá torci por este solitário Volvo de Geciel de Andrade e Ricardo Landi. Terminou em 12º na geral e primeiro na sua categoria, a IV. Um carro lindo, apesar dos tempos na casa dos 2min00s, que é o que viram os mais rápidos na nossa Classic Cup.
Não há nenhuma crítica ou ironia aqui, é apenas a constatação de que um mesmo grid pode ter carros que viram 1min30s, como os ponteiros dos 500 Km, correndo com outros 30s mais lentos — como era o #96. Basta haver cuidado na pista e todo mundo consegue se divertir. Parabéns à turma do Volvo, pois, que mostrou espírito esportivo e persistência.
Clique inusitado do brilhante Bruno Terena, hoje em Interlagos. O relato da nossa corrida na Classic Cup eu coloco junto com o vídeo on-board, ok? Aguardem, vocês verão uma largada inacreditável!
SÃO PAULO(falando nelas…) – E nosso lambe-lambe predileto Rodrigo Ruiz, claro, já colocou no ar em seu site galerias de fotos das corridas do Paulista do fim de semana. A da Classic Cup está aqui. Pela quantidade de água debaixo do Meianov, dá para perceber que se a Pirelli não me mandasse os pneus, eu estaria no mato sem cachorro…
SÃO PAULO(descobrimos!) – Bem, macacada, domingo tem os 500 Km de Interlagos, 27ª edição de uma prova muito tradicional que, nos últimos anos, tem ocupado o lugar das Mil Milhas no que diz respeito à participação de protótipos nacionais e carros de diversos tipos. Segundo os organizadores, já são 37 os inscritos e o grid deverá ter algo em torno de 40 até o fim da semana.
A prova tem uma extensa programação que começa com treinos na sexta e no sábado o dia todo e, no domingo, o filé. A largada acontece às 13h, mas desde as 8h já teremos atividades em Interlagos, com Festival de Regularidade, Festival Especial Mitsubishi, exposição de carros antigos e mais um monte de coisa.
Nós, da Classic Cup, fazemos parte da programação. Vou correr, claro. Classificamos no sábado às 13h e corremos no domingo às 11h20, fazendo a preliminar da prova principal. Me desculpem a falta de informações mais precisas, mas estes últimos dias mal tenho tido tempo para respirar, o que dirá de sair telefonando atrás dos outros… Assim, não sei se tem cobrança de ingresso, quanto é, como faz, nada. Mas tem um telefone para informações, do Automóvel Clube Paulista: (0xx11) 3082-8866.
Ah, e para descontrair um pouco, o vídeo acima prova que houve sabotagem no Meianov sábado passado!
Alguém poderia me dizer por que deixaram uma cadeira na reta dos boxes durante a prova da Top Race V6 hoje em Interlagos? A foto foi tirada e enviada pelo blogueiro Claudio Paes Landim.
SÃO PAULO(alguém foi?) – Apesar do fundo musical que a Globo colocou na transmissão (por que eles não fazem isso no futebol também? É tão legal…), consegui ver a corrida toda hoje. E foi interessante, até, com a zona das paradas nos boxes, safety-car e pancadas a granel, como é o estilo da Estoque. Ganhou Marcos Gomes, mas o nome do dia foi, sem dúvida, Cacá Bueno. O cara largou em 20º e chegou em terceiro, isso depois de uma parada extra, antes do pit stop obrigatório, para trocar um pneu furado.
Largar em 20º e chegar em terceiro, com uma parada extra, é uma façanha numa categoria parelha como é a Estoque. O prêmio para Bueno-pimpolho (gostei dessa) foi a liderança do campeonato, embra ele ainda não tenha vencido neste ano.
Como sempre, peço aos blogueiros que estiveram em Interlagos que contem aqui como foi.
SÃO PAULO(a próxima vai onde?) - Num esforço de edição, aí vai uma voltinha no Meianov num treino livre em Interlagos no dia 29 de maio, antes da quinta etapa da Classic Cup. Estava garoando, pista molhada, aquelas coisas. A câmera foi colocada por dentro, no parabrisa. As imagens são bem legais, embora a velocidade fosse muito baixa, do jeito que estava a pista. Prometo coisa melhor na próxima corrida, agora que aprendi a editar esses vídeos…
SÃO PAULO(tem volta?) – Notícia enviada pelo Leonardo Engelmann: a SPTuris abriu uma licitação para que sejam feitas obras em Interlagos que transformem o autódromo numa monumental arena para shows, com capacidade para até 300 mil pessoas.
Se não atrapalhar as corridas, razão de existência do autódromo, tudo bem. Se der lucro, melhor ainda. Mas desconfio que acaba de uma vez por todas com qualquer chance de, um dia, o traçado original ser refeito, ou ao menos ter parte dele reaproveitada.
Sejamos honestos, porém. A pista original nunca voltará, mesmo. O que vocês acham?
SÃO PAULO(Ben?) – Creio que estamos diante de um mistério ainda maior que o daquele Uno com placa de Turim fotografado em SP em janeiro. O Humberto Corradi mandou esta foto do pódio do GP do Brasil de 1975, vitória de Pace, Emerson em segundo, primeira dobradinha brasileira na história da F-1. Legal a foto, nada de tão inédito assim, mas quando me preparava para apagá-la e atirá-la no lixo eletrônico do qual jamais sairia, dei mais uma olhada imaginando como seria essa imagem hoje… Milhares de celulares apontados para os pilotos, todos querendo registrar o momento histórico. Mas, em 1975, tudo registrava-se apenas com o olhar, ficava na retina, na memória.
Tudo?
Reparem na parte inferior da foto, um pouco para a esquerda, meio fora de foco. Tem um celular! Tem alguém tirando foto com um celular em 1975! Aaaaaaaahhhhhhh! Faraday? Jack? Sayid? Kate? Milles? Hugo? Sawyer?
SÃO PAULO(greve interminável) - Enquanto meu departamento de TV segue fazendo reivindicações absurdas, e por isso continua sem trabalhar, e por isso o on-board do Meianov ainda não foi ao ar, peguem uma carona nestas imagens sensacionais tomadas por nosso Steven Spielberg, o Evaldo Miranda, a partir de uma câmera colocada na traseira do Passat do Fábio Coelho, a “Amêndoa Encantada”. Foi ele que largou na pole na nossa última corrida, sábado, mas teve problemas e abandonou. Vejam que demais! Não dá vontade de correr de novo? Dia 20 de junho, anotem em suas agendas.
SÃO PAULO(apesar do frio) - Se alguém ainda está em dúvida sobre vir ou não a Interlagos ver a Classic Cup amanhã, vejam a largada da última prova, eternizada no VocêTube pelo Francis “Poeira na Veia” Henrique. Notem a rodada do Puma do Abrami na segunda perna do S do Senna. Milagrosamente ninguém bateu. Até que os velhinhos guiam bem… Abaixo, a mesma largada de dentro do Meianov.
SÃO PAULO(ouro puro) - Dú Cardim e Ronaldo Nazar já colocaram lá no blog do Luizinho Pereira Bueno e está igualmente no VocêTubo. Ouçam e se emocionem. O Fábio Farias tinha 13 anos quando seu pai o levou a Interlagos em 1972 para a primeira corrida de F-1 do Brasil. Nos treinos, o “Peroba” deu quatro voltas de March pelo anel externo para bater o recorde da pista. Fábio gravou o som do carro. De quebra, tem a narração do Barão Wilson Fittipaldi do treino que definiu o grid daquela corrida.
Incrível. Incrível também lembrar que eu estava lá. Não nesse dia do recorde do anel externo. Se estava, não lembro. Mas na corrida, sim. Vai ver até esbarrei no Fábio Farias comprando um cachorro-quente, quem sabe?
SÃO PAULO (se sonha, faz) – O Jan Balder, ex-piloto e querido amigo, assumiu neste ano a organização do Torneio Interlagos de Regularidade, que dá a chance a qualquer mortal, desde que tenha um capacete e um automóvel em boas condições de rodagem, de andar no principal autódromo brasileiro com tempos controlados, segurança total e aquele saborzinho de competição que sempre envolve qualquer atividade de pista.
Não é corrida, é diversão. Mas possibilita a qualquer um realizar o sonho de guiar em Interlagos, um autódromo de verdade. Nossos brothers Eric e Saloma, vocês se lembram, estão entre os maiores entusiastas da brincadeira e não falam em outra coisa há semanas, ainda mais depois da dobradinha na última etapa.
Hoje foi lançado o site oficial do torneio, avisa o Jan, e todas as informações estão lá. É só clicar e começar a pensar seriamente no assunto. Custa barato e faz um bem danado à alma!
SÃO PAULO(corre, Lola, corre) - Bom dia, macacada. Meus dias começam cada vez mais tarde… Bem, vamos à luta, ó campeões. Para abrir os trabalhos, um vídeo que tenho quase certeza de já ter postado aqui, mas nunca é demais. Hoje é aniversário de Interlagos, e o presente é essa vitória inesquecível daquele que dá o nome ao autódromo. Quem mandou foi o blogueiro Arthur Cerri.
SÃO PAULO(quem sabe na próxima?) – Os que gostaram do on-board do Meianov devem experimentar este vídeo aqui. A câmera está colocada no spoiler do Passat #75 do Fábio Coelho, que terminou a nossa última corrida da Classic Cup em terceiro, atrás exatamente da dupla Gulla (Puma vermelho) e Luque (BMW). É um duelo de três carros com motores AP 2.0, de potência equivalente. Para fazer uma comparação, o Fábio vira na casa de 2min03s, contra 2min16s do Meianov. Demais! Quem fez as imagens (bem, colocou a câmera, porque pendurado no carro não dá para ir; se desse, ele ia) foi o Evaldo “Gláuber Rocha” Miranda.
SÃO PAULO(e tome poeira!) - Achado do incansável Paulo Peralta, este filme é de uma corrida de Turismo Força Livre em Interlagos, de 1957. Vitória de Alfredo Santilli. Se não me equivoco, o número do carro dele era 96…
SÃO PAULO (portas abertas) - O pessoal ficou mal impressionado pela foto de ontem, das arquibancadas vazias de Interlagos no fim de semana, durante as provas da GT3, da Copa Clio e do Trofeo Maserati. Ainda mais quando comparadas (ok, a comparação é injusta, mas eu sou meio injusto de vez em quando, mesmo) às da Nascar em Talladega.
Por isso o assessor de imprensa da categoria, Rodolpho Siqueira, me mandou algumas fotos mostrando mais gente nas arquibancadas, nos hospitality centers e, principalmente, na pista durante um passeio de motos que fez parte da programação (a foto mostra que tinha bastante gente, mesmo, e publiquei só essa porque é a mais impressionante).
Segundo o Rodolpho, a organização calculou o público em oito mil pessoas no autódromo, contando todos os setores (arquibancadas, HCs, paddock, motoqueiros, donos de carros antigos que desfilaram etc).
Está feito o registro. Mas acrescento, para esclarecer alguns pontos… Não faço essas coisas para esculhambar categoria nenhuma de graça. Não tenho nada contra, pessoalmente, campeonato algum. A Classic Cup, da qual participo, é outra que não tem ninguém assistindo. Não fico aqui inventando que é a melhor do Brasil e o escambau a quatro. Longe disso. É a melhor, para mim, porque é aquela em que eu corro e na qual me divirto. Mas não uso isso para detonar as outras e elogiar a de carros antigos. Ao contrário, vivo às turras com todo mundo porque acho tudo uma droga do ponto de vista de organização, custos, regulamento, divulgação. Esse é o ponto: o automobilismo brasileiro é uma droga. E sempre que puder chamar a atenção para essa penúria de dar dó, chamarei.
Só isso.
Aproveitando, bem legal o passeio de motos. Teve mais motoqueiro na pista nesse evento da GT3 do que tivemos de gente nas arquibancadas nas últimas dez etapas acumuladas do Paulista, da qual a Classic Cup faz parte. Como se vê, a “minha” categoria é outro desastre de público.
É jornalista, dublê de piloto e escritor. Atua em jornais, revistas, rádio, TV e internet. “Um multimídia de araque”, diz ele. No Twitter, @flaviogomes69.