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O dia em que Fisichella andou de Ferrari, em foto enviada por um blogueiro via Twitter (não anotei o nome, mas ele se identifica aqui).
O dia em que Fisichella andou de Ferrari, em foto enviada por um blogueiro via Twitter (não anotei o nome, mas ele se identifica aqui).
SÃO PAULO (falando em túnel do tempo…) - Foi no Twitter de Rubens Barrichello que lembrei que hoje, 30 de julho, fez nove anos de sua primeira vitória na F-1, no GP da Alemanha. Sempre que me pedem para fazer uma daquelas listas bobas de “as cinco maiores corridas”, ou “os cinco maiores pilotos”, ou “as cinco maiores ultrapassagens”, menciono essa prova. Foi mesmo um corridão de Rubens, que largou em 18º e, no fim, se manteve na pista molhada com pneus secos. Vale a pena rever.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1 Tags: 2000, Barrichello, Hockenheim
SÃO PAULO (novidade…) - Começou hoje em Hockenheim o DTM, que infelizmente tem só duas marcas participando, Audi e Mercedes, mas ainda assim arrasta multidões aos autódromos alemães.
Tom Kristensen venceu. De Audi, claro. Aliás, os DKWs fizeram primeiro, segundo, terceiro e quarto lugares. Ótima forma de começar a festejar o ano do centenário das quatro argolas.
Foi bico. Ganhar de fábrica de caminhão e ônibus é fácil…
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Automobilismo internacional Tags: Audi, DTM, Hockenheim, Mercedes
SÃO PAULO (bela corrida) – Vejam só o que encontrei hoje na minha pilha de papéis velhos, prontinho para seguir para a impressora. Provavelmente vai ser usado quando fizer meu Imposto de Renda. E se der sorte, no verso pode cair bem a página da minha declaração de bens, com a lista dos meus carrinhos antigos. Por cinco anos, ao menos, estará em segurança, que é o tempo que a gente tem de manter as declarações. Depois, jogo tudo fora.
Isso se não for antes, caso eu resolva pagar o condomínio antes de fazer meu IR… Esses recibos de condomínio eu guardo por um ano, só.
E então? IR ou condomínio? Qual o melhor destino para esse press-release carcomido e amarelado pelo tempo?
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Meus velhos papéis Tags: Barrichello, Hockenheim, velhos papéis
SÃO PAULO (flex?) – “Mas não precisa arredondar não, quando travar, travou.” E o motorista ficou observando pelo espelhinho se o frentista fez direito seu trabalho…
Rapaz, gasolina em latão de leite passando pelo funil do posto é demais. Hoje, as fornecedoras de combustível cuidam de seus tambores como se fossem relíquias egípcias recém-encontradas na tumba de Tutankâmon (é assim que se escreve o nome desse faraó?).
Não pode entrar nem ar, porque existe o risco de contaminação e de a gasolina não passar pelos testes de laboratório da FIA, que são rigorosíssimos.
E ainda tem o lance da temperatura (quanto mais fria, melhor; mas existe um limite mínimo por regulamento), do transporte, do armazenamento, da colocação nos equipamentos de reabastecimento… E quando sobra alguma coisa, uma gota que for, a petroleira “estraga” o restinho jogando qualquer coisa no precioso líquido, para que a concorrência não recolha amostras na mão grande. Por isso que meu amigo Rogério Gonçalves, engenheiro da Petrobras, resolveu mudar de carreira para fabricar álcool de milho no Líbano.
Em 1970, porém, Surtees, o da foto (enviada pelo Humberto Corradi, claro), só estava preocupado em saber se aceitavam cheque ou não. Afinal, a conta era ele mesmo quem pagava…
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1 Tags: Hockenheim, Petrobras, Surtees
SÃO PAULO (bárbaro) – O InfoRace do GP da Alemanha, exclusividade Grande Prêmio, já está no ar. E elucida muita coisa sobre a corrida de Hockenheim. Vejam, por exemplo, os tempos de volta de Nelsinho antes e depois do pit stop — um desempenho medíocre até a volta 35, ótimo depois disso.
Vejam, também, como Hamilton voou baixo depois de sua segunda parada. E vejam como Kimi perdeu tempo em seu pit stop, esperando por Massa.
Vejam tudo e comentem aqui! Esse InfoRace é demais!
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1, InfoRace Tags: Alemanha, HockenheimO pódio de Hockenheim, na visão de nosso impagável artista sulino Tuta Tutowski.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Arte, F-1 Tags: Hockenheim, NelsinhoSÃO PAULO (tá bom) – Reproduzo post que coloquei agora há pouco no meu bloguezinho de F-1 no site da Bridgestone.
“Ron Dennis jura que não mandou Kovalainen deixar Hamilton passar ontem. Disse que a decisão foi do finlandês, ao perceber o ritmo do companheiro. Pode até ser. Mas se ele não deixasse, a ordem viria. O que dá no mesmo.”
Acrescento apenas que não sou 100% contra ordens de equipe. Dependem muito da situação. Afinal, trata-se de um campeonato de equipes, também. Ninguém corre sozinho. Ontem, era claro que deveria ser dada. Aliás, nem precisava, mesmo. Qualquer piloto sensato faria o que Kovalainen fez. Por isso que o episódio não mereceu deste que vos fala maior destaque. Foi algo natural.
Sou contra, sim, pataquadas como a de 2002 na Áustria. Aquilo foi ridículo. Começo de temporada, decisão desnecessária, boba, um castigo injusto para o piloto que dominou o fim de semana todo, Barrichello. A Ferrari não precisava ter feito aquela bobagem. E Rubens não precisava deixar para a última volta. E Schumacher não precisava ter passado. Foi um festival de sandices.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1 Tags: Barrichello, Ferrari, Hamilton, Hockenheim, Kovalainen, McLaren, SchumacherSÃO PAULO (cada uma…) – Como disse lá embaixo, o GP da Alemanha estava muito ruim até a batida de Glock. Era candidato ao mais chato do ano. Aliás, notei muitos “brancos” nas arquibancadas de Hockenheim, arquibancadas que vi lotadas até a tampa anos atrás quando Schumacher corrida, claro, mas mesmo antes, quando não tinha alemão nenhum na F-1. Estava feio o estádio, hoje…
Depois da janela de pit stops motivada pelo safety-car, a corrida começou para valer. Depois da relargada, por exemplo, ligaram Raikkonen na tomada. Das voltas 43 a 45, ele passou Alonso, Vettel e Trulli. Aí desligaram o finlandês da tomada de novo. Fez uma corrida, no geral, medíocre. Pouco digna de um campeão em exercício.
Massa também foi apagado. Sem carro para brigar por nada melhor, andou para minimizar os prejuízos. Abriu de Kimi na classificação, mas ficou quatro atrás de Hamilton.
Alonso fez uma ótima classificação. E só. Na corrida, até que começou bem. Mas, depois, atrapalhou-se em várias tentativas de ultrapassagem e levou “passões” de meio mundo. No mais, Heidfeld foi melhor que Kubica, mas a BMW Sauber não brilhou; a Honda voltou ao normal; Trulli decepcionou, já que estava bem na frente no grid; e Vettel, agressivo e valente, beliscou mais um pontinho.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1 Tags: Alonso, Bratwürste, Hockenheim, Raikkonen, VettelSÃO PAULO (retomando) – Tentarei ser breve, porque hoje está tudo atrasado… Começando com a GP2. Romain Grosjean ganhou em Hockenheim, mas não levou. Por ter feito uma ultrapassagem sob bandeira amarela, perdeu 25s de seu tempo e a vitória ficou com Giorgio Pantano, que abre 19 pontos sobre Bruno Senna na liderança. Lucas di Grassi foi o quinto. A chuva no fim deu uma animada na corrida. Será que a água vem amanhã também na F-1?
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): GP2 Tags: Bruno Senna, Di Grassi, Grosjean, Hockenheim, PantanoSÃO PAULO (faz tempo…) – A coluna Warm Up de hoje lembra um pouquinho da velha pista de Hockenheim, muito melhor do que essa coisa sem graça que vem sendo usada de 2002. E entre as grandes histórias do circuito antigo está a vitória de Barrichello em 2000, uma das mais espetaculares da história da F-1.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Colunas Warm Up Tags: Barrichello, Bratwürste, HockenheimSÃO PAULO (com mostarda) – Começou molhado, terminou mais ou menos seco. E com domínio da McLaren. Foi assim a primeira sessão de hoje em Hockenheim, com Hamilton em primeiro e Kovalainen em segundo. Massa foi o terceiro e o relato completo está aqui. Alonso, mais uma vez, se meteu entre os favoritos. Nelsinho não foi mal e Barrichello voltou à realidade da Honda. Vettel, por sua vez, ficou lá na frente de Toro Rosso, animado com o contrato novo com a Red Bull.
Mas é muito cedo, ainda, para dizer qualquer coisa. Vamos esperar o segundo treino para ter uma idéia do que pode acontecer amanhã e domingo.
* Corrigido com o plural correto em alemão, graças a atento blogueiro germânico aí embaixo.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1 Tags: Bratwürste, Hockenheim
SÃO PAULO (criativos) – Bigorna pra lá, bigorna pra cá… Seis das dez equipes estão usando a carenagem esquisita nesta semana em Hockenheim. É bom dizer que não chega a ser novidade suprema, porque nos anos 90 a McLaren já usou, naquele carro que o Mansell pilotou e depois desistiu de correr, porque não cabia no cockpit. Nesta fase, digamos, moderna das bigornas, a primazia da criação é de Adrian Newey, projetista da Red Bull. E pergunto: um negócio tão grande e escandaloso não parece ser uma solução aerodinâmica óbvia?
SÃO PAULO (lembranças sempre são doces) – Segunda parte da sessão pipoquinha de hoje, obra do blogueiro Luis Renato. São dois vídeos marcantes com momentos muito bonitos da passagem de Rubens Barrichello pela Ferrari.
O primeiro é de uma das vitórias mais emocionantes que presenciei, de qualquer piloto, num autódromo. Hockenheim 2000, claro. Não só cheia de emoção, mas repleta de brilho. A narração é do Galvão, e tem musiquinha. Lembro como se fosse hoje. Saí da pista às 3 da manhã. Escrevi feito um camelo. Linda vitória. Aliás, acho que este vídeo já foi postado aqui, mas sempre vale a pena ver de novo.
Como vale este outro, batizado de Tributo a Barrichello, com ultrapassagens arrojadas (a melhor delas, para mim, aquela dupla sobre os manos Schumacher), pódios, poles…
Eu achava que nesta Honda-2006 Rubens poderia reviver tais momentos, mas será difícil, pelo andar da carruagem. Nunca se sabe, porém. Aquela vitória na Alemanha ninguém esperava. Sim, a F-1 é cada vez menos surpreendente, mas nunca se sabe.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1 Tags: Barrichello, HockenheimSÃO PAULO (nunca chegaremos lá) – Dêem uma olhada no que está acontecendo em Hockenheim neste fim de semana.
Quatro dias desses valem por uma vida. Aqui a gente faz das tripas coração para realizar uma corridinha de clássicos num autódromo (vá lá, pelo menos sempre foi no mesmo lugar) igualmente clássico. E ninguém vê…
Ah, a dica foi do brother Rodrigo Favoretto.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Corridas de clássicos Tags: HockenheimSÃO PAULO (eu tinha um monte, sumiu tudo!) – Como disse, eu guardei mesmo o press-release da Ferrari de 30 de julho de 2000, um documento importante sobre a primeira vitória de Barrichello na F-1. Foi, também como eu disse, uma das maiores vitórias que vi ao vivo, não só porque ele largou em 18º, mas porque, também, arriscou com os pneus secos na pista molhada e guiou como um príncipe.
Naquele dia ocorreu um fato curioso. Eu trabalhava na Jovem Pan e fazia dupla com o Nilson Cesar, que durante anos narrou as corridas pela emissora. Já havia algum tempo que o Nilson transmitia “off-tube”, pela TV, e eu ia para as corridas. Mas em 2000 ele teve alguns problemas pessoais e teve de se afastar da rádio.
Seu substituto, na F-1, passou a ser o Vander Luís, que na verdade se chama Vanderlei. A gente brincava na Pan que quando ele narrava algum jogo ou corrida, sempre acontecia alguma coisa esquisita.
E naquele domingo aconteceu, mesmo. Faltavam poucas voltas para o final e o Nilson, vendo que o Rubinho iria vencer, telefonou de sua casa em Sorocaba para participar da transmissão, dar uma palavrinha. Afinal, era o titular desde sempre, e esteve nas primeiras corridas de Barrichello na F-1. Pertinente sua participação, claro.
O operador “pendurou” o Nilson na linha enquanto o Vander abria as últimas voltas. Só que deu um pau qualquer no estúdio de transmissão e a linha dele simplesmente caiu! O operador, mais do que rápido, entrou no telefone e gritou para o Nilson: “Vai, narra você!”. O Nilson, coitado, estava afastado havia um bom tempo, sem narrar nada. Mas não se apertou, bom profissional que é. Pela TV de sua casa, narrou as últimas voltas e a primeira vitória de Barrichello. Fiquei muito emocionado com seu retorno ao microfone, naquela situação extrema. É um bom amigo, o Nilson, a quem encontro de vez em quando aqui no prédio onde tenho meu escritório, o mesmo da Pan.
O Brasil não ganhava uma corrida na F-1 desde 1993. Acabei o trabalho em Hockenheim, naquele fim de semana, às 3h da segunda-feira. Nunca escrevi tanto, nem na morte do Senna.
A seguir, um resuminho das declarações de Jean Todt, Rubens e Schumacher, já que as letrinhas são muito pequenas e não dá para ler:
JEAN TODT: “Foi uma corrida quase irreal. Partíamos com Michael em segundo e com Rubens em 18º, mas já na primeira curva Michael estava fora da prova por causa de um incidente. Por causa da sua posição no grid, imaginamos uma estratégia bem agressiva para Rubens, baseada em duas paradas. Quando Barrichello parou para seu primeiro pit stop, estava já em terceiro. E quando nove voltas depois entrou na pista o safety-car, decidimos trazê-lo para o segundo pit stop. Logo depois começou a chover em parte do circuito. A equipe e o piloto decidiram ficar na pista, depois que Rubens nos informou que o segundo setor estava seco. Todas as escolhas feitas por Rubens se mostraram corretas. Estou extremamente feliz por sua primeira vitória, ainda mais por ter sido conquistada nessas circunstâncias.”
MICHAEL SCHUMACHER – “Estou triste pelo que me aconteceu mas felicíssimo por Rubens, a quem devo agradecer por salvar minha primeira posição no campeonato. Sua vitória foi para mim muito emocionante, depois de uma atuação excepcional que ninguém esperaria, a partir de onde estava no grid.”
RUBENS BARRICHELLO – “Ainda não posso acreditar! É extraordinário o que me aconteceu. Já tinham me dito que a última volta, quando se está na frente, é a mais longa de todas, e hoje vejo que é assim mesmo. Nas últimas voltas foi muito difícil porque a chuva caía cada vez numa parte diferente do circuito. Me avisaram que Hakkinen estava indo para os boxes colocar pneus de chuva, e respondi que queria ficar na pista com os pneus secos pelo menos mais uma volta. Depois vi que só estava molhado no Estádio e a equipe me disse que se mantivesse o mesmo ritmo, dava para ganhar. Aí decidi ficar na pista. A sete voltas do final detonei o pneu dianteiro esquerdo e já não conseguia enxergar direito. Comecei a corrida com pouca gasolina e isso me ajudou a passar muita gente. Os outros pilotos foram todos muito corretos. Meu carro não estava muito bom no warm-up, mas mudamos algumas coisas e na corrida, estava perfeito. Foi extraordinário sair de 18º e ganhar. Não sabia que Michael estava fora até o momento em que cheguei à quinta posição, porque estava totalmente concentrado na minha corrida. Demorou muito tempo para conseguir esta vitória, que dedico a Ayrton Senna, que me ajudou tanto desde 1984.”
É isso aí.
