05/05/2009 - 13:10
SÃO PAULO (valeu, arquiduque!) – Estão no ar as radiografias dos GPs da China e do Bahrein, pelo InfoRace do Marcelo Barbosa. Aqui joga-se aberto: está demorando um pouco para colocar no ar porque perdemos o patrocínio da Bridgestone para essa ferramenta, e o Marcelo está alimentando a página quando pode, porque tem outras obrigações profissionais.
É a crise, é a crise… Mas o InfoRace continua espetacular para analisar as corridas.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): InfoRace
Tags: GP da China 2009, GP do Bahrein 2009
29/04/2009 - 13:29
SÃO PAULO (dê as suas) – Button com média 9,4 foi o melhor do GP do Bahrein para a equipe do Grande Prêmio. As notas, válidas para o Ranking GP, estão aqui, com os comentários da tigrada. Como sempre, concorde e discorde aqui!
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1, Grande Prêmio
Tags: GP do Bahrein 2009, ranking GP
26/04/2009 - 18:59
SÃO PAULO (passando a limpo) – Lendo muitos dos comentários da blogaiada nas notas abaixo, sobre o GP do Bahrein, noto que muitos têm uma preguiça danada de se informar antes de perguntar, ou dar palpite. Então, vamos esclarecer algumas dessas muitas perguntas recorrentes:
1) O patrocínio da Brawn GP que lembra de longe o logotipo da Globo não é da Globo. É da Virgin Galactic, a empresa de Richard Branson que vai levar Barrichello para o espaço.
2) Ninguém sacaneou Barrichello na segunda parada. “Nós decidimos fazer três pit stops e antecipamos a segunda parada pois eu estava preso atrás de Lewis Hamilton”, disse o brasileiro brawniano. Ele reclamou, sim, que perdeu muito tempo atrás de Nelsinho.
3) Alguém falou sobre a calota no carro de Button e a não-calota no carro de Rubens, nas rodas traseiras. Juro que não me detive nas imagens, e nem pretendo rever a corrida só por isso. Se alguém quiser procurar, conte aqui o que encontrou. Agora… Alguém realmente acredita que calota/não-calota é indicador de que já estão sacaneando o pobre Barrichello? E eu sempre pergunto aos defensores da tese de que prejudicam Barrichello (pena que eu não tinha o blog na época da Ferrari, bateria recordes e mais recordes de audiência): por qual motivo alguém contrataria um piloto apenas para sacaneá-lo?
4) Não, Richard Wright não ressuscitou. Não, não era baterista, era tecladista. Sim, Nick Mason é que era baterista do Pink Floyd, e sim, era ele que estava no Bahrein. Aliás, Mason sempre adorou carros e é um dos únicos que a Audi permite que dirija, em eventos especiais, os Auto Union da década de 30. Ou seja, ele gosta de DKW.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Sem categoria
Tags: barenitas, Barrichello, GP do Bahrein 2009, Mason, Virgin, Wright
26/04/2009 - 17:22

SÃO PAULO (tudo limpo) – Caramba, até hackers invadiram o site de Barrichello. Desconfio que a repentina paixão brasileira por Rubens, que eclodiu no início da temporada quando todos viram que a Brawn tinha um carrão, está se esvaindo novamente, depois de quatro corridas atrás do companheiro de equipe.
E aquele gestual todo hoje, atrás de Nelsinho Piquet, não pegou bem.
De qualquer forma, a imagem ao lado, que apareceu no site do piloto, já saiu do ar e tudo voltou ao normal.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1
Tags: barenitas, Barrichello, GP do Bahrein 2009
26/04/2009 - 12:10
SÃO PAULO (entendido) – Só agora recebi um telefonema a cobrar da Itália. Era Gola Profonda. “O presidente está lá e estou ligando do gabinete dele, por isso a cobrar”, explicou. Faz sentido, poderia aparecer na conta uma ligação para o Brasil e alguém teria de responder por isso.
O que aconteceu?, perguntei, e a resposta veio de bate-pronto. “Foi o seguro.” Gola, muito falante, e por isso vou resumir, contou que a apólice do carro de Massa é muito ruim, a Ferrari fez com uma seguradora daquelas baratas, que jogam a franquia lá em cima para compensar e, pior, não tem assistência 24 horas. O serviço de guincho é terceirizado e a firma que faz vistoria, idem.
Aí Felipe foi tocado pela roda traseira de Raikkonen na largada, e começaram os problemas. Até que o menino das vistoria chegou rápido, porque na hora telefonaram para ele, e é motoboy, sabe como é. Quando Massa parou nos boxes, já estava pronto com o formulário nas mãos. “Mas não queria fazer a vistoria se o outro carro não estivesse lá também, para configurar o sinistro”, relatou Gola. “E ficou perguntando quem bateu atrás, porque quem bateu atrás é sempre o culpado.”
Nessa hora, parece que Domenicali teve um chilique e precisou ser tirado do local pelos seguranças. Luca, o presidente, assumiu o comando da operação e disse ao rapaz da vistoria que os dois carros eram dele, Luca, e que não se importaria em pagar duas franquias, desde que ele queimasse a vistoria do outro carro. O menino disse que precisava falar com seu chefe, mas o nextel não funcionava naquele fim de mundo e Luca, o presidente, emprestou seu celular para ele.
Isso tudo, certamente, atrasou o pit stop de Felipe, que aguardava dentro do carro tentando, do seu próprio celular, falar com o SAC da Acer, porque queria conectar-se à internet com seu lap top para saber como estava a corrida, mas recebia mensagem de erro.
Quando o rapaz da vistoria finalmente liberou o carro sinistrado (mas pediu para que a equipe guardasse a asa quebrada e tirasse uma foto do outro carro envolvido na batida), Felipe já estava um pouco atrás na prova. Na 36ª volta, levou um passão do líder Button, o que motivou um olhar 43 de Luca, o presidente, para Domenicali, já de volta ao pit-wall depois de medicado com calmantes. Domenicali não gostou do olhar 43 e parece que ergueu a voz com Luca, o presidente, “tá olhando o quê?, e daí?, ele vai parar no box ainda e o Felipe recupera essa volta”, e de fato Button parou logo depois, mas pelo que vi na classificação final da corrida, o brasileiro acabou mesmo uma volta atrás.
Raikkonen, no entanto, foi muito bem e terminou em sexto, marcando os três primeiros pontos da equipe no ano. Como foi a reação dele, ficou contente, aliviado?, perguntei a Gola. “Ele saiu do carro, olhou para o Fisichella e o Sutil, cerrou os punhos e falou: chupa, palhaços!”, e perguntei se foi assim mesmo, se ele não teria dito “chupem, palhaços”, mas não, ele é meio maloqueiro mesmo, porque depois ainda passou na Toro Rosso, cerrou os punhos de novo e disse “chupa, palhaços!” para o Bourdais e para o Buemi. E quando chegou aos boxes da Ferrari, olhou para o Massa e disse “chupa, palhaço!”, e depois para Luca, o presidente, e falou “chupa, palhaço!”, e saiu dizendo “chupa, palhaço!” para todo mundo que encontrou até pegar um carro e ir embora para o hotel, ainda de macacão.
O Kimi estava meio alterado, segundo Gola Profonda. Mas tudo há de melhorar em Barcelona.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1
Tags: barenitas, Ferrari, Gola Profonda, GP do Bahrein 2009, Massa, Raikkonen
26/04/2009 - 11:32
SÃO PAULO (estou vendo o Vigilante Rodoviário!) - É incrível a Toyota. Os caras precisam entender o que acontece com seus carros e pilotos quando começa uma corrida. Nunca vi um time perder tanto rendimento ao longo de uma prova quanto esse. Na primeira parte do GP barenita e desértico de hoje, enquanto Button se virava para segurar Hamilton, Glock e Trulli se mandaram. Abriram uma boa vantagem e poderiam tentar aproveitá-la, mesmo parando antes que a concorrência para os primeiros pit stops. Uma Ferrari ou uma McLaren dos velhos tempos, quando faziam isso, só encontravam os adversários no pódio.
Mas os corollentos voltaram à pista encaixotados, tiveram dificuldades com o tráfego e, no final, o que era uma dobradinha de primeira fila se transformou num amargo terceiro lugar para Trulli e, para Glock, que fez as primeiras voltas na liderança, um modestíssimo sétimo.
E agora, mais pitaquinhos sobre o GP do Bahrein, para não enrolar muito…
- As primeiras voltas, com muitas ultrapassagens e disputas na base do esfrega-esfrega, foram bem legais. Mas depois as posições se acomodaram e as brigas rarearam. De qualquer forma, se não foi assim uma corrida de deixar todo mundo sem respirar, teve lá seus bons momentos. A pilotaiada está arriscando mais para ultrapassar e isso tem sido bom.
- Na altura da 15ª volta, Barrichello se viu atrás de Piquet-pimpolho. Foi muito curioso observar o comportamento do locutor oficial, que não pode ficar mal com ninguém. Nem podia dizer cobras e lagartos de Nelsinho, por segurar Rubens, nem criticar o embaço de Rubens, que dizia cobras e lagartos de Nelsinho de dentro do capacete, fazendo gestos e o escambau a quatro. Viu como é duro querer ser amiguinho de todo mundo? Nessas horas é que um negócio chamado “isenção” faz um bem danado.
- Claro que Barrichello não tinha motivo algum para fazer aquele circo todo. Se tinha um carro muito mais rápido, que passasse. Jogou para a galera. Ali valia posição e Nelsinho estava à frente se defendendo, sem fazer nada demais. “Ah, mas Rubens estava mais leve, lutaria pelo pódio, oh, que destino cruel.” Em português bem claro, foda-se. O piloto que está na frente não é obrigado a mapear as estratégias de seus adversários, nem a colaborar com seus planos. Lembram de Bernoldi à frente de Coulthard em Mônaco, sei lá quando? Pois é. Coulthard tinha um carro dez vezes mais rápido. Mas estava atrás, e eles lutavam por posições. Piloto algum é obrigado a estender tapete vermelho para ninguém. Durou três voltas essa briga Barrichello x Piquet-pimpolho. O pobre do Nelsinho, tão criticado e tão pressionado, fez o que tinha de fazer.
- Teria sido essa dificuldade para passar o que levou Ross Brawn a chamar Rubens para a segunda parada antes do tempo, quando se aproximava de Trulli, Vettel e Hamilton? Pô, o cara não passa nem o Nelsinho, vai passar esses três?, pode ter pensado o chefe. Sei lá, só estou especulando com certa maldade no coração.
- A prova teve um único abandono, de Nakajima-san. Bourdais fez uma boa corrida, os Force India também. Mas a BMW Sauber… O que aconteceu com essa equipe? Foi ilusão minha ou Kubica e Heidfeld terminaram mesmo nas duas últimas posições? A gente dá uma zoada com a Ferrari, porque é engraçado. Mas quem está merecendo mesmo uma análise profunda é esse time, que foi apontado como um dos favoritos ao título porque desenvolveu o KERS antes que todo mundo, e porque tem um piloto como Kubica e não sei o quê mais. É o grande fiasco do campeonato.
Daqui a pouco eu volto para falar da Ferrari. Vou comer uma torrada antes.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1
Tags: barenitas, Barrichello, BMW Sauber, Brawn, GP do Bahrein 2009, Nelsinho
26/04/2009 - 11:03
SÃO PAULO (o tempo passa, o tempo voa, e a poupança Bamerindus continua numa boa) – Meus brothers Reginaldo Leme e Andre Jung que me perdoem, mas uma chuvinha é fundamental. Se o GP do Bahrein não foi ruim, esteve longe de ter sido excepcional. Mas serviu, como eles queriam, para colocar um pouco de ordem no galinheiro e ajudar a entender a real situação deste início de campeonato.
Com três vitórias em quatro corridas, Button e a Brawn fecham a primeira fase oriental da temporada com clara vantagem sobre todos. Jenson fez uma prova corretíssima, largando bem, contando com a má largada de Vettel e a crônica falta de ritmo da Toyota em corrida, e teve paciência e competência para esperar a primeira bateria de pit stops e, nos boxes, superar os dois Corollas. Mais Ross Brawn do que isso, impossível.
Internamente no time, Button já fincou sua bandeira de primeiro piloto. Tem 31 pontos, contra 19 de Barrichello, que terminou em quinto com um estranho segundo pit stop antecipado que lhe tirou uma ou duas posições no final — porque teve de parar três vezes nos boxes.
Como Vettel, que terminou em segundo, vem chegando nos pontos (tem 18) e a tendência é de aproximação de outras equipes a partir de Barcelona, podem anotar: Brawn, o dono, vai depositar todos seus esforços justificadamente naquele que está bem à frente no campeonato e, mais do que isso, cumpre aquilo que lhe pedem dos boxes. No caso da corrida de hoje, além da linda ultrapassagem sobre Hamilton no início (se ficasse atrás, sua corrida estaria comprometida), uma sequência de voltas rápidas entre as paradas de Glock e Trulli e a dele que o devolvessem à pista em primeiro.
Button guia bem, limpo, de forma elegante. E não desperdiça oportunidades. Está mostrando que os anos de ostracismo na Honda poderiam ter enterrado um cara muito bom.
Daqui a pouco eu volto para falar do resto.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1
Tags: barenitas, Barrichello, Brawn, Button, GP do Bahrein 2009
25/04/2009 - 21:05
SÃO PAULO (carne, linguiça e coração) – Rubens Barrichello vai para o espaço, finalmente. É tudo que queria… ele mesmo, ora. Hoje o piloto acertou o pagamento de 200 mil dólares para ser um dos passageiros da astronave de Richard Branson, o dono da Virgin que patrocina a Brawn GP. Disse que sempre sonhou em ir para o espaço, desde criancinha. Rubens, se tivesse nascido nos EUA, talvez fosse hoje um astronauta, em vez de piloto de carros. Houvesse o parto acontecido em Moscou, e poderia ser um alegre cosmonauta. Vocês sabiam que viajante espacial americano é astronauta e russo é cosmonauta? Pois é, blog é cultura.
Branson está fechando dezenas de lojas de CDs por todo o mundo (a grandona de NY está em liquidação para encerrar as atividades), já que a venda de discos despenca dramaticamente, mas continua com suas maluquices a pleno vapor.
Li a notícia muito rapidamente, e não sei direito quando é que esse foguete vai levar seus passageiros de carona numa cauda de cometa pela via Láctea, estrada tão bonita, brincar de esconde-esconde numa nebulosa. Mas li que Niki Lauda, que também comprou a passagem, quer pilotar o dito cujo.
Só tem doido no mundo.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1
Tags: barenitas, Barrichello, Branson, GP do Bahrein 2009, Lauda, Virgin
25/04/2009 - 10:28
SÃO PAULO (e quero correr na chuva!) – Agora, o resto. A Brawn GP não brilhou como nas primeiras corridas, mas andou sempre lá, no bolo da frente. Button se classificou em quarto e Barrichello, em sexto. Desempenho discreto para quem achava que eles iriam ganhar todas as corridas da temporada, a falácia propagada pela Ferrari, Massa à frente como porta-voz. Bobagem, como já disse várias vezes. O carro é bom, apenas. O difusor ajuda. Mas não é tudo.
Vettel ficou entre os dois Corollas e os dois “brawnies”. Ainda não saíram os pesos, mas acho que essa turma da frente está parecida, uma ou duas voltas no máximo de diferença entre eles. Talvez a Toyota um pouco mais leve do que o normal, porque Vettel virou muito rápido no Q2, 1min32s474, o melhor tempo do fim de semana. A briga pela vitória, para mim, está entre esses três: Glock, Trulli e Vettel. Mas um “brawnie” estará no pódio, segundo meu palpitômetro.
Para Barrichello, a posição de largada, atrás de Hamilton, é pouco confortável. O mclariano é osso duro de roer e tem o KERS para evitar ultrapassagens. Rubens precisa tentar na primeira volta. Depois, pode se apertar. E ainda terá Alonso por trás. Segundo consta, o espanhol também mandou instalar um KERS no seu Logan. Mas não quis insulfilm.
Fechando os dez primeiros, a dupla ferrarista em oitavo e décimo, com Rosberguinho entre eles. Daí não sai nada, vão todos lutar por migalhas na zona de pontuação.
No Q2, a decepção ficou mais uma vez para Nelsinho, que com a voz embargada de dar dó mandou, pelo rádio, um “sorry guys” por ter escapado da pista em sua tentativa de volta rápida. Estou começando a ficar com pena do rapaz, que não parece preparado para segurar o rojão. Piquet-pimpolho terminou essa parte da classificação em 15º, enquanto Alonso passava com alguma facilidade para o Q3 com o sétimo tempo.
Empacaram igualmente no Q2 os dois ridículos BMW Sauber — equipe que, ao lado da Ferrari, é o grande fiasco da temporada. Sempre digo, a melhor coisa que a BMW fez em sua história foi em parceria com italianos da Iso, jamais com suíços, que só entendem de chocolates, queijos e bancos.
Por fim, a turma da primeira degola, sem grandes surpresas com exceção de Webber, que fez o penúltimo tempo. Teve um rala-rala com Sutil, mas não sei se foi só isso. Daqui a pouco chegam as explicações.
(Chegaram. Sutil atrapalhou mesmo, disse que estava lento para deixar um espaço entre ele e Alonso, e não viu que Webber vinha em volta rápida. Os comissários puniram-no com a perda de três posições no grid. Cai de 16º para 19º.)
Fiquei decepcionado com a Caminho das Índias, achei que depois dos bons treinos livres, pelo menos Sutil passaria para o Q2, mas esse sistema de castas da F-1 é cruel. A dupla da Toro Rosso também andou muito mal. E Bourdais, em último, está cada vez mais com o pé na cova.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1
Tags: barenitas, GP do Bahrein 2009
25/04/2009 - 10:04
SÃO PAULO (quero correr!) – É bom que se diga que Ferrari e McLaren, aos poucos e aos trancos, vão dando sinal de que ainda vivem. Massa foi segundo no treino livre da manhã e conseguiu passar ao Q3, na classificação. Para a atual fase do time, é uma proeza. Raikkonen também levou o carro à frente e, assim, ambos classificaram-se entre os dez primeiros do grid, Felipe em oitavo, Kimi em décimo.
Minha fonte em Maranello, porém, continua despejando toneladas de informações na minha caixa-postal. Acho que há uma conspiração em andamento, não é possível alguém vazar tanta coisa sabendo que vou publicar. Enfim, não é problema meu. O que me contaram hoje foi que Raikkonen reclamou do ar-condicionado, instalado em seu carro no lugar do KERS. “Ele desligou no Q2, e por isso ficou em quarto”, me contou a fonte, que pediu para ser chamado de Gola Profonda. “Mas no Q3 recusou-se a sair com o ar desligado, e acabou ficando em décimo.”
É fato, ar-condicionado rouba potência de qualquer motor. Sei disso porque eu tive um Ka, em 1997, por duas semanas (devolvi à Ford). O motorzinho era 1.0 e quando ligava o ar, não passava nem em lombada.
Felipe não teve o mesmo equipamento disponível, revelou-me Gola Profonda. A Ferrari pediu para ele optar: ou ar-condicionado no carro, ou festinha de aniversário com balões, línguas-de-sogra, brigadeiros, cajuzinhos e tubaína nos boxes, depois do treino. “Ele ficou com os brigadeiros e com a tubaína”, contou Gola. “Só que a tubaína estava quente e tiveram de pedir gelo para o pessoal da McLaren, que mandou um saco de gelo seco, e deu a maior merda.”
Sobre a McLaren, louve-se a boa classificação de Hamilton, quinto no grid. E vaias para Kovalainen, que ficou no Q2 e larga em 11º. Daqui a pouco eu volto de novo para falar do resto do resto.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1
Tags: barenitas, Ferrari, Gola Profonda, GP do Bahrein 2009, Massa, Raikkonen
25/04/2009 - 09:36
SÃO PAULO (quem diria…) - É a vingança dos Corollas! E merecidíssima, diga-se, a primeira fila da Toyota no Bahrein. O fato de a equipe ter treinado por lá em fevereiro ajudou, mas não foi tudo. Ferrari e BMW Sauber também treinaram e não foram bem. Mas delas falo depois.
Trulli conseguiu a pole com 1min33s431, respeitáveis 0s281 à frente de seu companheiro Timo Glock e 0s584 mais rápido que o terceiro colocado, Sebastian Vettel. A quarta de sua carreira. Largou na pole duas vezes em 2004, pela Renault (Mônaco, onde venceu seu único GP, e Bélgica), e fez a pole para o GP dos EUA de 2005 em Indianápolis.
Naquela corrida, no entanto, estava entre os que saíram para a volta de apresentação e recolheram para os boxes, todos os que usavam pneus Michelin. No fim, a prova teve seis carros largando, os dois da Ferrari, os dois da Jordan e os dois da Minardi.
Foi a maior presepada de todos os tempos. Ganhou Schumacher, com Barrichello em segundo, sob vaias do público americano. E graças à desistência dos Michelin (os pneus não estavam aguentando a pressão lateral exercida na última curva, a inclinada do oval), alguns pilotos que jamais seriam lembrados nem por seus vizinhos acabaram pontuando e entrando para as estatísticas da F-1.
O terceiro colocado, ganhando um troféu que guarda debaixo da cama, foi o simpático Tiago Vagaroso Monteiro, da Jordan, o único que fez festa no pódio. Em quarto ficou o indiano Narain Karthikeyan, também da Jordan (que usava motores Toyota). E em quinto e sexto, a dupla minardiana: Christijan Albers e Patrick Friesacher, austríaco que disputou apenas 11 GPs e de quem nunca mais ouvi falar.
Trulli tem boas chances de ganhar a corrida amanhã, embora seja um piloto que costuma perder rendimento em ritmo de prova. Se largar bem e não fizer nenhuma bobagem estratégica, pode ser mesmo que vença pela segunda vez na carreira. Já a Toyota comemora sua terceira pole. Além da de Jarno nos EUA/2005, a equipe conseguiu outra no mesmo ano em Suzuka, na chuva, com Ralf Schumacher.
Daqui a pouco eu volto para falar do resto.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1
Tags: barenitas, GP do Bahrein 2009, Toyota, Trulli
24/04/2009 - 10:13
SÃO PAULO (hoje vou de Fiat) – Bem, as coisas ficaram mais claras, mesmo, com o segundo treino no Bahrein. A Toyota, que camelou no deserto na pré-temporada, teve o desempenho mais consistente, andando na frente o tempo todo com Trulli e Glock. Só no final a dupla dos Corolla foi superada pelo leão-de-sexta Rosberguinho, 1min33s339, o mais veloz do dia, e por Alonso, que levou seu Logan à segunda posição depois de ficar quase a tarde inteira em último. Fernandinho ficou a 0s191 de Nico. Trulli, que terminou em terceiro, ficou 0s277 atrás do líder.
Vettel, no calor de 36ºC barenita, ficou em quarto. Webber foi o quinto. E Button foi o sexto. Até aí, tudo normal. Três da Gangue dos Difusores, um genérico (Alonso) e dois do MSD (Movimento Sem Difusor), a dupla da Red Bull. Apenas para registrar, Barrichello acabou o dia em nono e Piquet-pimpolho, em 15º.
Foi na sétima colocação que apareceu a surpresa do dia, Adrian Sutil, da Force India. Que se manteve na primeira metade do pelotão por quase toda a sessão. O time está usando um difusor genérico, também. Fisichella ficou em 12º, mostrando que a pecinha ajuda. O grande barato é que já está embaralhando tudo, carros “difusados” e “não-difusados” alternando bons e maus desempenhos.
Só quem mantém sua incrível regularidade é a Ferrari. Massa terminou o treino da tarde em 16º e Raikkonen foi o 18º (nos tempos agregados, os dois ficaram nas duas últimas posições). O brasileiro ficou 1s225 atrás de Rosberg e o finlandês foi 1s331 mais lento. “O que é um segundo numa escala de tempo universal?”, argumentou Raikkonen. “Um dia tem 86.400 segundos, por que é que vocês têm de implicar justamente com esse segundinho que nos separa da glória?”, continuou, dirigindo-se aos jornalistas. “Um mês tem 2.592.000 segundos e vocês só querem saber desse!”, levantou a voz. “Um ano tem…”, e aí todo mundo foi embora.
Menos filosófico, Felipe fez um detalhado relatório sobre o desaparecimento da chave de seu carro (o que fez com que demorasse muito a ir para a pista no segundo treino), exigindo que a equipe coloque nos boxes um porta-chaves em lugar visível. “Não dá para largar o chaveiro em qualquer canto, toda hora some. Ou penduramos atrás da porta, como lá em casa, ou que eles deixem comigo a chave reserva, porque eu tenho um daqueles chaveiros com mosquetão e não perco nunca.”
O assunto seria discutido no meeting com os engenheiros ao longo da tarde.
Já o chefe Stefano Domenicali, com ar contrito, foi econômico nas declarações. “Precisamos entender por que os pneus de nossos carros estão carecas. Se eu andasse assim na rua, me multavam.”
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1
Tags: barenitas, GP do Bahrein 2009
24/04/2009 - 06:59

SÃO PAULO (dormir pra quê, não é mesmo?) - Esse primeiro treino livre de sexta-feira é mesmo de amargar. Não que se espere uma competição sangrenta, pilotos dividindo curvas ou arriscando o pescoço por um tempo, mas eles precisam ficar tanto tempo nos boxes, coçando e passando hipoglós? Ainda mais num ano sem testes? Não sei por que não aproveitam melhor o tempo para treinar, mas enfim…
Como já acontecera na sexta de Xangai, deu Hamilton na primeira sessão, que terminou agora há pouco, mais ou menos (muito precisa essa localização temporal, não?). Atrás dele vieram os dois da BMW Sauber, que ressuscitaram usando o KERS. No Bahrein, esse troço vai fazer alguma diferença, pelo jeito.
Rosberguinho em quarto, Button com o primeiro Brawn em quinto, Kovalainen em sexto e Barrichello em sétimo, com Massa em oitavo, Raikkonen em nono e Webber em décimo. Aí os dez primeiros. Entre eles não aparecem Vettel, vencedor na China, nem os carros da Toyota, discretíssimos nesse primeiro treino, embora sejam considerados favoritos à vitória por muita gente, Rubens incluído na turma — pelo fato de a equipe ter andado mais do que camelo no Bahrein, durante a pré-temporada.
Pista suja, cheia de areia, poucas voltas e interesse de equipes e pilotos, muito calor e arquibancadas vazias, esse foi o cenário barenita da sessão de abertura da quarta etapa do campeonato. Daqui a pouco começa a segunda, às 8h. Aí as coisas começam a clarear para a corrida.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1
Tags: barenitas, GP do Bahrein 2009, Hamilton
23/04/2009 - 21:31
SÃO PAULO (vou é jantar) – Outro que abusou da sinceridade hoje foi Felipe Massa. Disse no site oficial da Ferrari que ir a uma corrida, atualmente, é algo que lhe traz mais dor do que prazer. Não deve ser fácil, mesmo. Estreou pela equipe italiana em 2006 lutando por vitórias e ganhando corridas, teve uma temporada não tão boa em 2007 (Raikkonen foi melhor e levou o título, o que internamente lhe pesou nos ombros), mas fez um ano quase impecável em 2008, brigando pela taça até a última curva da última prova do campeonato.
Agora, se vê às voltas com um carro que não anda, quebra, rala no bolo, e ainda convive com uma equipe que comete muitos erros estratégicos e está sob fogo cerrado da imprensa italiana.
É, deve doer.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1
Tags: barenitas, Ferrari, GP do Bahrein 2009, Massa
23/04/2009 - 21:25
SÃO PAULO (mais madrugadas?) – Nelsinho Piquet deu uma entrevista dolorosa hoje no Bahrein. Os principais trechos estão aqui. Diz que é a pior fase de sua carreira e faz quase que uma sessão de análise pública de seu ano e pouco de F-1.
Bem, já é um passo. O mais importante deles, aliás: admitir que está mal, que precisa melhorar, que alguma coisa está acontecendo.
Nisso, Piquet-pimpolho merece aplausos. É sincero no que fala.
Mas que está derrubadinho, está.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1
Tags: barenitas, GP do Bahrein 2009, Nelsinho
23/04/2009 - 15:45
SÃO PAULO (que frio é esse?) – Está no ar o comentário da semana pré-GP, na TViG. Nele, o feioso fala sobre os prazos que envolvem o futuro próximo dos três pilotos brasileiros da F-1. Barrichello, que precisa chegar à frente de Button; Massa, que depende daquilo que a Ferrari decidir para 2009; e Nelsinho, que tem pouco tempo pela frente para mostrar serviço, sob o risco de perder o emprego. Vejam lá. E comentem aqui, uai.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1
Tags: barenitas, GP do Bahrein 2009, TViG
Voltar ao topo