17/09/2009 - 19:26
SÃO PAULO (chegando) – Mais um 10 para Barrichello. Saíram as notas do Ranking GP, as avaliações dos jornalistas do Grande Prêmio para os pilotos no GP da Itália. O brasileiro foi o melhor e o segundo, pelas notas da tchurma, foi Adrian Sutil, com 9,1. Jenson Button levou uma boa avaliação: 8,3. E Buemi foi o pior, com 2,1. A estreia de Fisichella foi um pouco abaixo da média para passar de ano, 4,8.
Na classificação geral, Button segue na liderança, com média 7. Webber é o vice-líder com 6,5, mas com tendência de queda, como dizem os economistas. Empatados em terceiro, Vettel e Barrichello com 6,3 — o brasileiro em viés de alta.
Deem uma lida e, depois, comentem aqui!
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Grande Prêmio
Tags: GP da Itália 2009, ranking GP
16/09/2009 - 15:41
SÃO PAULO (alucinante) – O ritmo de corrida de Barrichello e Button, na radiografia do GP da Itália pelo InfoRace. Está aqui. Dúvidas sobre como usar? É só colocar nos comentários, que o Marcelo Barbosa, arquiduque de Liubliana, responde.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): InfoRace
Tags: GP da Itália 2009
13/09/2009 - 19:18
SÃO PAULO (fica ou não fica?) – Uma coisa que tenho notado nas últimas semanas é o esforço da Ferrari para elogiar Raikkonen publicamente. Não faltam motivos. Desde o GP da Hungria, nas últimas 4 corridas, o cachaceiro fez quatro pódios: segundo, terceiro, primeiro e terceiro. Nessas quatro provas, somou 30 pontos. É mais do que qualquer outro piloto. Para comparar, de Budapeste para cá: 12 para Button, 22 para Barrichello, 7 para Vettel, 18 para Hamilton, só para citar alguns.
No comunicado oficial da Ferrari hoje, ele foi chamado de impecável, maravilhoso, soberbo, perfumado e sexy. “Tirou tudo do carro”, “não cometeu nenhum erro”, “guiou fantasticamente”.
Sabe o quê? Estou achando que a história de Alonso é menos certa do que todo mundo está insinuando. Que Kimi, nessa reação, está mostrando que vale a pena investir nele. Não vejo destino para ele, se sair da Ferrari. A McLaren, talvez. Faria sentido, porque Kovalainen é muito banana. Mas é tudo muito nebuloso.
A Ferrari, no fundo, está de stand by. Precisa ter certeza sobre Massa. Precisa conversar direito com Raikkonen. E do lado de cá, para especular algo e tentar chegar perto do que vai acontecer, ainda é preciso desvendar essa história de Fernandinho de vermelho.
Hoje, Kimi foi bem. Não excepcional, mas bem. Menos do que a Ferrari quer fazer o mundo pensar.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1
Tags: GP da Itália 2009, milanesas, Raikkonen
13/09/2009 - 11:58
SÃO PAULO (nó tático) – A corrida, agora. As estratégias da Brawn, de Ross Brawn, na maioria das vezes acabam enrolando a concorrência pela obviedade. Uma parada, dane-se a pole, e pronto.
Dos que estavam à frente dos marca-textos no grid, o único que poderia ameaçar, pelo peso, era Raikkonen. Ele também poderia optar por apenas um pit stop se fizesse a classificação com um pouco mais de gasolina. Mas a Ferrari não tem sido exatamente brilhante em estratégias de corrida desde a saída do trio Brawn-Schumacher-Todt. Faz um feijão-com-arroz sem tempero, e no fim das contas a Brawn acabou tendo um carro mais rápido, mesmo.
Hamilton tentou. A pole era importante, e ele precisava contar com uma largada ruim de Button e Barrichello para abrir uma boa vantagem que lhe permitisse compensar a parada a mais. Pelo menos era uma tentativa, mas deu errado porque os BBB largaram bem e com coragem.
Antes da única visita aos boxes de Button e Barrichello já estava claro que o brasileiro venceria a corrida. Hamilton estava mais de 12s atrás da dupla, e todos teriam de fazer mais um pit stop. Embora mais leve, o ritmo do inglês prateado não era suficiente para descontar a diferença.
A corrida, pois, se decidiu na volta 29, quando Rubens saiu dos boxes. À frente dele, três carros que teriam de parar de novo: Hamilton, Raikkonen e Sutil. E todos não muito distantes. Babau.
No fim das contas, foi uma prova divertida, com alguns bons momentos. De um lado, Barrichello e Button correndo contra o relógio e, no apagar das luzes, um esboço de pressão de Hamilton sobre Jenson. De outro, Raikkonen sendo assediado por trás (ui) por Sutil, piloto que vem demonstrando grandes qualidades. Mais atrás, bem mais atrás, a dupla da Toyota brincando de fazer merda, Trulli principalmente. Fisichella, ninguém sabe, ninguém viu. Melhor que Badoer (não é difícil), mas absolutamente apagado.
A Red Bull despencou vertiginosamente. É a equipe que veio do frio, porque teve seus melhores momentos no ano quando as temperaturas foram baixas, ali em Nürburgring e Silverstone, especialmente. Sofre com os fracos e pouco confiáveis motores Renault, com a ansiedade de Vettel, que anda mais do que o carro, com o pouco brilho de Webber — regular e constante na maior parte da temporada, mas incapaz de ir além disso.
Kovalainen foi o de sempre, lento e previsível. Alonso, idem (o de sempre, não como Kovalainen, bem-entendido): combativo, mas não é santo milagreiro. Grosjean, quase um novo Nelsinho, apagado e pouco performático até agora. Liuzzi vinha bem. Esse foi outra grande surpresa do fim de semana, e faria pontos se o carro não quebrasse.
O teórico barbeiro do dia acabou sendo Hamilton, embora eu ainda não tenha lido suas explicações para a batida na última volta. Me pareceu barbeiragem, mesmo. Jogou um pódio certo no lixo.
(Atualizando, ele reconheceu o erro. Então, de barbeiro teórico passou a barbeiro prático.)
E o resto, não sobrou muito, foi o resto: Williams, Toro Rosso e BMW Sauber fizeram número e encheram o grid.
Daqui a pouco voltamos.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1
Tags: GP da Itália 2009, milanesas
13/09/2009 - 11:32
SÃO PAULO (arrancada) – A melhor de Barrichello hoje depois da corrida foi dizer que alguns meses atrás estava desempregado, e agora luta pelo título. É a maior das verdades. Tudo muda muito rápido na vida. Rubens começou o ano com carteira assinada, enfim, o que já era mais do que lucro para quem era dado como acabado. Mas aí passou a ser esmagado pelo companheiro de equipe e renasceu o estigma de segundão. Agora o jogo virou de novo.
Depois da vitória em Valência, Barrichello fez o que não estava habituado a fazer: encaixou uma sequência de boas provas. Em Spa guiou bem, e se não fosse o erro/problema da largada, estaria ainda mais perto do inglês, que entrara num inferno astral inesperado. Assim, por romper um padrão, é lícito acreditar que ele pode acabar levando o título.
Há muitas boas notícias para o brasileiro neste fim de temporada. Está andando bem, forte, confiante, decidido. Fez uma prova brilhante hoje. O calor voltou, a Brawn se recuperou. A Red Bull se desmanchou. Ferrari e McLaren oscilam. Seu momento é melhor que o de Button.

As más notícias: a diferença é grande, e Jenson deu sinal de vida. Também fez uma boa prova em Monza. Teve uma largada agressiva, não se intimidou com o KERS da McLaren, se tivesse feito a primeira volta na frente do parceiro, possivelmente venceria. São 14 pontos a separá-los e quatro GPs para o fim do Mundial. Barrichello teria de descontar uma média de 3,5 por prova para pelo menos empatar. O que se verá até o fim do ano é uma marcação homem-a-homem de Button sobre ele, que é franco atirador e não tem muito a perder. Jenson, se não for burro, leva.
Vai ser um fim de campeonato bem bacana, de qualquer forma. Depois de tanto tempo na F-1, Rubens tem a maior chance de sua vida de ser campeão, chance que parecia não mais existir depois da sexta vitória de Button. Não dá para negar a persistência e a obstinação de Barrichello. Ele não desistiu da luta, e depois de um mau início de temporada está provando que Ross Brawn acertou ao lhe dar uma oportunidade de continuar correndo.
Foi sua terceira vitória em Monza, o que é uma façanha para qualquer piloto. São 11 na carreira, duas no ano. Um belíssimo capítulo sendo escrito na história da F-1, pois se tratava, como ele mesmo disse, de um piloto desempregado que renasceu das cinzas que o sufocaram até a metade do Mundial.
Sendo campeão ou não, mesmo que não ganhe mais nenhuma prova até o fim do ano, já dá para dizer que Barrichello é o grande vencedor de 2009, e merece ser aplaudido de pé.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1
Tags: Barichello, GP da Itália 2009, milanesas
12/09/2009 - 11:02
SÃO PAULO (fome monstro) - Dizem os pilotos que o KERS dá 0s4 por volta em Monza. Com ele, Hamilton fez sua segunda pole no ano agora há pouco, enfiando quase 1s em Barrichello e Button, quinto e sexto no grid. Donde concluo que a dupla marca-texto deve mesmo estar um pouco mais pesada que os prateados teuto-britânicos, mas não sei se tanto assim. Cravar uma estratégia de uma parada apenas para a Brawn e duas para McLaren e Ferrari, só depois de ver os pesos. Como ainda não saíram, não vou chutar.
Dá para ganhar em Monza parando duas vezes contra quem para apenas uma, porque o pit stop é breve e a corrida é pau puro. Mas é preciso, para os mais leves, andar num ritmo alucinante para abrir os segundos que compensem a parada a mais. Assim, desenroscar da largada é muito importante.
Button e Barrichello, rivais à parte, farão uma corrida particular. Um olhando para a cara do outro, marcando o colega, tentando chegar à frente. O resto que se mate. Porque a Red Bull perdeu força vertiginosamente, largando em nono e décimo com Vettel e Webber, ambos preocupados com seus motores, sem nem poder treinar direito. Acho que estão dando adeus à briga pelo título, deixando tudo para os BBB.
Sutil, claro, foi o nome do fim de semana italiano até agora, como fora Fisichella em Spa. Um “dalit” cercado de gente com KERS por todos os lados (ou seria Kimi o “dalit”, cercado de Mercedes por todos os lados?). A Force India se vale de um bom motor, ótima velocidade em reta e de um carro que seria perfeito para provas de arranacada, que dispensam as curvas. O sorriso do alemão depois de fazer o segundo tempo foi o maior barato. E Liuzzi merece aplausos, também. Sétimo logo de cara, na volta às pistas, ficou de muito bom tamanho. Bem melhor que Fisico, que amargou um 14º na estreia pela Ferrari, enquanto Raikkonen fazia o terceiro tempo lá na frente.
Deve haver alguma maldição nesse segundo carro vermelho.
O melhor tempo do fim de semana acabou ficando com Button, 1min22s955 no Q2. Mas a Brawn não foi lá muito consistente desde sexta. McLaren e Force India, sim. E Kimi, se eu tivesse de arriscar um nome, seria uma boa aposta para a vitória. Talvez esteja um pouco mais pesado que os dois à sua frente e não muito mais leve que os que estão atrás. Mezza aliche, mezza mozzarella.
Nas decepções do dia, BMW na pole. Seus dois motores arrebentaram, deixando Kubica e Heidfeld na mão. Toyota logo depois: os dois da Williams, que usam os motores de Corolla, foram degolados no Q1, junto com Glock. Trulli ainda arrancou um 11º.
Disseram que ia chover, não choveu. Quer dizer, está chovendo agora, bem na hora da largada da GP2. Amanhã, não sei. Mais tarde, se der vontade, eu volto.
Ou se descobrirem alguma suruba no motorhome da Force India.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1
Tags: GP da Itália 2009, milanesas
11/09/2009 - 20:04
SÃO PAULO – O Grande Prêmio teve acesso a um relatório da FIA com o primeiro interrogatório de Pat Symonds. Suas declarações são incriminadoras. Em nenhum momento ele nega a armação de Cingapura. Recusa-se a responder a quase todas as perguntas. Parece claramente acuado diante de evidências de que Nelsinho bateu mesmo de propósito e de que a FIA sabe que ele estava por trás da combinação.
Temos uma situação clara: Briatore no ataque, partindo para o lado pessoal, afirmando que é tudo mentira, e Symonds enrolado. Pode ser que sobre para ele, no time.
O relatório é longo e contém imagens da telemetria, que apontam um comportamento “incomum”, nas palavras de Symonds, de Nelsinho na hora do acidente. Há também detalhes das conversas de rádio que indicam que talvez ninguém mais na Renault, exceto Symonds e (talvez de novo) Briatore, soubesse do que estava acontecendo.
As desconfianças que eu tinha, e manifestei no último post, de que uma hipótese a ser considerada era a de que Nelsinho poderia estar inventando tudo já não existem mais. Pelo tom das respostas de Symonds, não tenho mais dúvidas de que foi tudo combinado.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1
Tags: Briatore, GP da Itália 2009, GP de Cingapura 2008, milanesas, Nelsinho, Renault, Symonds
11/09/2009 - 15:48
SÃO PAULO (ui) – Pois o caso Briatore-Nelsinho-Renault-Cingapura assumiu proporções nunca antes vistas na F-1. Virou um tiroteio de acusações pessoais que hoje chegaram ao auge, suponho, com as insinuações de Briatore de que Nelsinho tinha um caso homossexual com um homem mais velho.
(Claro que se a família Piquet resolver responder no mesmo tom, terá farta munição sobre a não muito ortodoxa vida sexual-porno-erótica de Briatore, que vive posando de tanguinha nas praias da Sardenha. Portanto, o auge ainda pode ser mais alto. Ou baixo, dependendo do ponto de vista.)
O diretor da Renault soltou o verbo em Monza. Disse que a Renault já entrou com processos criminais contra Nelson Filho e Nelson Pai — e se for preciso, vai Nelson Espírito Santo para a roda. Acusações: chantagem e extorsão.
“Nós não fizemos nada. O fato de estarmos processando os dois prova que estamos confiantes. Nelsinho nunca teve performance. É um garoto mimado que sempre correu com sua própria equipe, o melhor carro, sempre teve seu pai do lado. Quando chegou numa competição de verdade, perdeu a cabeça. É muito frágil.”
Aí vem a parte mais escabrosa e cabeluda. Que não carece de apuração. Não tem nada a ver com as coisas da pista. Expõe ressentimentos. Porque mesmo se forem verdadeiras as afirmações de Briatore, dizem respeito à vida pessoal de Nelsinho, e não à sua atividade profissional. Briatore é um escroto. Mas se Nelsinho está mentindo só para implodir sua cabeça, como ele afirma, é compreensível e nada surpreendente que um escroto como ele diga o que disse:
“Ele [Piquet Jr] me acusou pesadamente de lhe fazer romper um relacionamento com um amigo, e isso eu devo dizer, porque foi seu pai quem me pediu isso. Ele vivia com esse senhor. Não se sabe que tipo de relação eles tinham. O pai estava muito preocupado. Viviam juntos, e o pai me pediu para interferir. Fiz Nelsinho se mudar de Oxford para meu prédio em Londres, onde eu podia mantê-lo sob controle.”
Não sei quem é a tal pessoa. Também não me interessa minimamente. Mas sei que Nelsinho é o que a molecada chama de “pegador”. Já ouvi histórias. E foda-se, a vida sexual de ninguém me interessa muito. Neste caso, o que interessa é perceber a que nível as coisas chegaram. Briatore está espumando de ódio. Diz que as denúncias à Renault foram feitas pelos dois Nelsons, e que o pai “todos conhecem”:
“Ele degradou a imagem de todo mundo. Fez isso com Senna, com a mulher de Mansell, todos sabem como ele é.”
Virou briga de rua. Mas que não será tratada como tal pelo Conselho Mundial da FIA — embora o interesse pessoal de Max Mosley pelo caso possa ter aumentado depois do surgimento desse, hum, componente picante na história.
Nelsinho terá de provar que lhe deram a ordem de se espatifar no muro. Provar que fez de propósito não bastará. No máximo, vão lhe dizer que é uma besta, ou um barbeiro. O crime precisa de um mandante. Se não tiver, o criminoso será só ele. Que terá feito o que fez apenas para garantir o emprego e, pior, estaria mentindo para arrastar com ele os pescoços de desafetos.
Existe a chance, ainda, de nada ter acontecido. Sim, de Nelsinho ter apenas errado, batido, feito cagada (não teria sido a primeira), e um ano depois, por conta de uma relação tumultuada e horrorosa com a equipe e seus chefes, elaborar essa história toda para incriminar os inimigos, mesmo sob o risco de dar um tiro na própria cabeça e acabar com sua carreira.
É difícil acreditar em imaginação tão fértil, porém. O depoimento de Nelsinho é muito detalhado, embora Briatore contra-argumente (tem hífen, essa merda?) que seria impossível desenhar uma corrida na 14ª volta, prever tudo que aconteceria depois.
“Massa teve problemas, Kubica teve problemas, seis ou sete tiveram problemas. Como prever isso depois de 14 voltas?”
Já não sei direito o que pensar disso tudo — se é verdade que a Renault pediu e ele obedeceu e se arrependeu, se o time insinuou e ele captou a mensagem, se Nelsinho está mentindo, não pediram nada e ele fez mesmo assim, se não foi nada disso e ele apenas bateu o carro, como disse à época, e Alonso deu um rabo inacreditável.
Dizer que fico triste pelo esporte seria hipocrisia. Caguei, isso não afeta o esporte, e mesmo se afetasse, não tenho nada com isso. No fundo, é apenas um barraco digno dos piores programas de TV. Do ponto de vista jornalístico, o caso é ótimo, rende manchetes e audiência. O povo gosta de uma putaria, quem há de negar?
Sinto, sim, pelo nome Piquet e tudo que representou no passado, para a história do automobilismo brasileiro e internacional. É uma tristeza biográfica, digamos assim. Porque, no fim das contas, ele, ídolo de tanta gente, está metido nessa baixaria toda.
Os ídolos são mesmo de barro. Todos eles.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1
Tags: Briatore, GP da Itália 2009, GP de Cingapura 2008, milanesas, Nelsinho, Piquet, Renault
11/09/2009 - 11:59
SÃO PAULO (não vou/me adaptar) - E o que Victor Martins havia antecipado no Grande Prêmio foi confirmado por Max Mosley: Nelsinho entrou no programa de delação premiada da FIA, que promete mudar seu nome, lhe dar novos documentos e, quem sabe, uma nova vida no Nepal. O presidente sadomasô, que deve estar adorando ver o circo pegar fogo e Briatore correndo o risco de se dar muito mal, disse que Piquet-pimpolho não sofrerá nenhuma punição, mas que a Renault pode, sim, receber sanções pelo que pode ter feito.
A questão toda, agora, é Nelsinho conseguir provar o que está falando. Porque, por enquanto, a única vítima dessa história toda é ele mesmo, que se tornou de um dia para o outro um piloto pouco confiável e dedo-duro. Vítima e vilão, diga-se, porque confessou o crime que cometeu em nome da defesa de seu próprio futuro.
Se as acusações dos Piquet a Briatore e Symonds não forem provadas, eles estarão em péssimos lençóis. E como provar? Testemunhas?
Tem água para passar sob essa ponte, ainda.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1
Tags: GP da Itália 2009, milanesas, Mosley, Nelsinho
11/09/2009 - 11:06
SÃO PAULO (de volta) – Vixemaria, o blog voltou, e o publicador mudou. Vamos ver se aprendo rápido a mexer na nova ferramenta, que me parece interessante. O problema é que qualquer mudança assusta. Que meda.
Bueno, a Force India virou grande. Pelo menos nas duas provas em circuitos de altíssima, como Spa e Monza, os carros da Maya devem ser considerados candidatos a vitória. Na Bélgica, Fisichella terminou em segundo. Hoje, na Itália, Sutil foi o mais rápido do dia. E sem KERS, que KERS é coisa de boiola.
Fisico, coitado, até que andou bem de manhã. Mas, de tarde, cumpriu a sina dos substitutos da Ferrari e terminou em último. Eu diria que se ele ainda estivesse no time de Opash, teria chance até de vitória. De vermelho, não deve marcar nem pontos.
Os candidatos ao título ficaram lá atrás. A Red Bull, poupando motores. A Brawn, porque não está andando nada de novo. Desconfio que qualquer um dos quatro sairá de Monza feliz da vida se arrancar uns pontinhos. Um pódio, então, vai ser motivo para festa até o sol raiar.
No caso Nelsinho-Renault-Cingapura, a novidade do dia é que a Renault divulgou comunicado informando que vai processar criminalmente o piloto e seu pai tanto na Inglaterra quanto na França. Briatore e Symonds, portanto, irão negar até o fim que pediram a Piquet-pimpolho para bater o carro de propósito. Nelsinho terá de provar. A coisa vai piorar ainda mais para o rapaz.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1
Tags: GP da Itália 2009, milanesas
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