28/08/2009 - 14:19
SÃO PAULO (até que enfim) – Máximo Bueno demorou para entregar o texto da semana porque não queríamos pagar o mês inteiro, já que ele deixou de escrever depois do GP da Hungria. Foram semanas de negociações muito tensas, mas enfim chegamos a um acordo.
E Máximo, nosso crítico de TV, já colocou sua coluna no Grande Prêmio, a já famosa e consagrada “Muy Bueno”. Dando uma sugestão: que tal narração de corrida por SMS?
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Colunas Muy Bueno
Tags: GP da Europa 2009, Máximo Bueno
25/08/2009 - 18:24
SÃO PAULO (muito claro) – Tem dúvidas sobre o GP da Europa? Não sabe de Barrichello venceria mesmo sem a pixotada da McLaren no pit stop de Hamilton? Pois suas dúvidas terminaram! Vá ao InfoRace do GP da Europa, a melhor ferramenta do mundo de análise gráfica das corridas de F-1. É exclusividade do Grande Prêmio e obra do nosso Marcelo Barbosa, arquiduque da Albânia, que responde a todas as perguntas sobre seu uso aqui mesmo, nos comentários.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): InfoRace
Tags: GP da Europa 2009
25/08/2009 - 15:42
SÃO PAULO (ótimo, as always) – Como sempre, impecável a análise de Andre Jung sobre o GP da Europa. Ele diz, lá pelas tantas, que se Barrichello corresse a vida toda como correu em Valência, o Brasil “seria Rubens desde criancinha”. Mais pura verdade. Andre “tira o chapéu” para o brasileiro e também chama a atenção para um detalhe que tem passado despercebido na F-1 deste ano: com os novos difusores, a dependência aerodinâmica dos carros voltou e as ultrapassagens têm sido tão difíceis quanto sempre foram.
A ilustração é da Marta Oliveira. Leiam lá, comentem aqui!
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Colunas Apex
Tags: Barrichello, GP da Europa 2009
23/08/2009 - 19:06
SÃO PAULO (ufa, terminei!) - Todo o pessoal da McLaren, nas declarações oficiais e também nas entrevistas fora dos comunicados de imprensa, acha que Barrichello ganharia a corrida mesmo se Hamilton não tivesse tido o problema que teve na segunda parada. É possível que todos tenham razão. Quando foi para os boxes, na volta 37, Lewis tinha menos de 4s de vantagem para o brasileiro, que encaixou três voltas voadoras e poderia passá-lo na parada seguinte. Que foi feita na 40ª, mas poderia ter sido feita um pouco depois. Pelos cálculos da McLaren, a vantagem, para que Hamilton tivesse chances de vencer, teria de ser de 7s ou 8s.
Apenas para constar, a primeira parada custou a Lewis 22s218 e a segunda, 25s599. No total, perdeu 47s817 nos boxes. Rubens gastou 20s972 e 19s021, total de 39s993. Foram 7s824 de “lucro” em relação ao mclariano. Não dá para afirmar com 100% de certeza que ele voltaria na frente, nem o contrário. Seria muito próximo, de qualquer forma, bem mais do que acabou acontecendo, com o marca-texto voltando bem à frente de Hamilton, mais de 6s.
A tática da Brawn foi muito inteligente. Barrichello abriu mão da pole porque sabia que na largada, com KERS, Hamilton e Kovalainen provavelmente conseguiriam passá-lo. Preferiu largar um pouco mais atrás, mais pesado, para resolver a corrida nas “janelas” de voltas em que ficaria na pista depois das paradas dos prateados. Ontem eu dizia que precisaria de uma largada assombrosa. Falei besteira. Se conseguisse se manter perto de Kovalainen, desde que Hamilton não sumisse na frente, já daria. Rubens ficou perto de Kovalainen, Hamilton não sumiu na frente, e ainda teve o piripaque no pit stop. Assim, deu tudo certo para ele.
Barrichello não ganhava uma corrida havia cinco anos. Eu arriscaria dizer que não fazia uma boa corrida de verdade havia cinco anos — com a exceção de Silverstone no ano passado, um pódio circunstancial, porém, um bom resultado, claro, mas não necessariamente uma boa corrida.
E vocês, o que acham?
(Famosa pergunta para turbinar comentários, hehehe…)
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1
Tags: Barrichello, Brawn, GP da Europa 2009, valencianas
23/08/2009 - 12:37
SÃO PAULO (estou ficando com fome) – Ligou Gola Profonda. Não estava dando para ouvir direito, porque estava a maior festa nos boxes da Ferrari, todo mundo comemorando. “O pódio deixou vocês felizes, não?”, perguntei. “Nada, a gente está comemorando que ninguém desconfiou de nada!”.
Não entendi.
“O Schumacher! Terminou a corrida, não sentiu dor nenhuma, só um pouco da artrite, e ninguém percebeu que era ele”, continuou Gola, e comecei a me preocupar, porque a ligação foi a cobrar, e notei que iria se estender. Como, era ele? “No carro, ô tapatto!”. Aqui vale uma explicação. Um dia chamei Gola de “tapado”, ele gostou do termo e o italianou. Sempre me chama de “tapatto”, com dois Ts.
“A gente falou que era o Badoer, mas era o Schumacher. Ele não podia passar vexame, e agora posso revelar. Era ele. O Luca ficou no motorhome.” Mas como? Eu vi o Schumacher na mureta dos boxes de fone e tudo! “Você viu ele falando com alguém, ô tapatto?”, emendou Gola. De fato, não reparei. “É aquele cara aí do Brasil, que vive indo nos autódromos e finge que é o Schumacher. A gente contratou ele pra ficar na mureta. Até depilamos suas pernas.”
Então não era o Badoer? Era o Schumacher se arrastando, rodando, cruzando a linha branca na saída dos boxes, sendo ultrapassado no pit stop? “Era. A linha, ele não viu. Os óculos são novos. O negócio do Grosjean, ele combinou com o Briatore. A rodada, foi porque desmaiou. Mas depois voltou ao normal.”
Mas era ele mesmo, lento daquele jeito? Desde o início? “Claro. Agora mesmo está lá nos boxes com os novos amigos dele comemorando que chegou ao final.” Novos amigos? Quem? “Ah, a turma da faculdade.” Faculdade? “Da terceira idade. Todos lá, felizes. Mas pediram para não interromper, porque agora vão jogar dominó.”
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1
Tags: Badoer, Ferrari, Gola Profonda, GP da Europa 2009, Schumacher, valencianas
23/08/2009 - 12:06
SÃO PAULO (zzzz) – No ano passado, o GP da Europa já tinha sido um porre. Repetiu-se neste ano. Algumas ultrapassagens no início, no chamado pelotão da merda, e mais nada. Em pistas assim, a atuação individual de alguns pilotos é a única coisa que se salva. Hoje, foi de Barrichello — como já dito, nas voltas voadoras que fez quando ficou na pista um pouco mais que Hamilton antes da segunda parada.
No mais, dizer o quê? Hamilton vinha bem. Foi traído pela incomum trapalhada da McLaren no pit stop. Quase colocaram os pneus com mantas no carro dele… Kovalento foi o que é: lento. Largou bem, graças ao KERS, e fez o papel de escudeiro para Hamilton. Mas quando perdeu a posição para Barrichello nos boxes, despencou. Depois, perdeu também para Raikkonen. Ou seja: uma posição perdida a cada parada. Sorte dele que as corridas têm, em média, só duas.
Rosberguinho, quinto, reforçou a imagem de eficiência, que vem construindo desde o começo do ano. É candidato fortíssimo a substituir Kovalainen na McLaren. Este, por sua vez, é candidatíssimo a não ser nada nem no ano que vem, nem nos seguintes. Alonso, sexto, fez uma prova burocrática, como convém ao circuito — Grosjean, esse ninguém viu direito. Button, então, pode até ganhar o campeonato; mas pelo que anda fazendo nas últimas provas, diria que entrará para aquela galeria dos campeões para quem todo mundo olha meio torto, como Alan Jones, Keke Rosberg, Damon Hill, Jacques Villeneuve… O que me surpreende, confesso, depois do início arrasador de temporada.
A Red Bull, que vinha numa toada bem regular, pontuando toda hora, começou a oscilar. Vettel quebrou outro motor e Webber, inexplicavelmente, não andou nada. Característica do circuito, talvez. Calor demais, pista meio ondulada… Nas próximas duas, Spa e Monza, pistas puras e de alta, acho que os rubrotaurinos voltam à briga.
Gostei da Force India (a Maya também), a Toyota está com cara de aposentada, a BMW Sauber (seus funcionários, na verdade) cumpriu seu papel com dignidade fazendo um pontinho com Kubica e a Ferrari…
Bem, para falar da Ferrari, prefiro esperar a ligação de meu amigo Gola Profonda.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1
Tags: GP da Europa 2009, valencianas
23/08/2009 - 11:26
SÃO PAULO (todo mundo com pressa) - Muito bonita e emocionante a vitória de Barrichello em Valência. Na verdade, bonita porque emocionante, se é que vocês me entendem. A corrida em si foi bem chata, como fora a do ano passado nesse circuito que tem forma, mas não conteúdo.
Tecnicamente falando, a melhor parte da prova foram as voltas de Rubens antes do segundo pit stop. Impecáveis, que lhe dariam a chance de brigar pela vitória (seria difícil conseguir) mesmo se a McLaren não tivesse atirado a corrida de Hamilton pela janela, ao se atrapalhar no pit stop. Coisa rara: para a McLaren, um erro desses, e para Barrichello, uma sorte dessas.
O brasileiro aproveitou. E conquistou a 100ª vitória de um piloto do país na F-1. Está em boas mãos, a marca histórica. Rubens é um sobrevivente, um cara batalhador, que pode não ser brilhante, fenomenal, mas tem seu nome assegurado na história da categoria pela longevidade e por algumas atuações dignas de lembrança de todos que gostam de corridas.
No rádio, Ross Brawn lhe deu os parabéns e lembrou “os velhos tempos” de Ferrari. Isso deve ter emocionado Barrichello mais ainda, porque ele sabe que a longa carreira está chegando ao fim, e os tempos tendem a ser, mesmo, cada vez mais velhos. É legal ter uma trajetória escrita, construída com sangue, suor e lágrimas. Essa vitória de hoje pode até ser interpretada como um belo ponto final de uma carreira honesta, embora cheia de altos e baixos.
Mas ainda faltam algumas corridas, e talvez esse ponto final possa ser outro. A diferença entre Rubens e Button, que fez uma corrida medíocre, caiu para 18 pontos. É bastante, ainda, considerando que mesmo não andando nada, Jenson tem condições de administrar a vantagem. E a lógica do campeonato, até o fim, indica que a Brawn não vai lutar por vitórias com a mesma facilidade que teve no começo do ano. A McLaren está muito na briga, e a Red Bull, em condições normais, também. Até a Ferrari, com Kimi, anda colocando o pescocinho para fora do engradado.
Em resumo: a chance de título para o brasileiro é pequena, e Button segue sendo o favorito, mais pelo que fez na primeira metade do campeonato do que pelo que não está fazendo ultimamente. E ele, Button, ganha cada vez mais aliados, gente capaz de tirar pontos de seus adversários enquanto ele soma os seus.
Daqui a pouco eu volto para falar do resto.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1
Tags: Barrichello, GP da Europa 2009, valencianas
22/08/2009 - 19:11
SÃO PAULO (eu perdi muitos) – Todo mundo falando dos pesos da pilotaiada em Valência. OK, falarei também. De fato, o terceiro lugar de Barrichello é digno de aplausos. Apenas 0s065 atrás de Hamilton, com quase 9 kg a mais de gasolina, é um resultado expressivo. Seria um candidato à vitória se não fosse (não, não vou dizer “se não fosse o Rubinho”) o KERS nos carros dos dois da frente, Hamilton e Kovalainen. Rubens deve fazer sua primeira parada três ou quatro voltas depois que os pilotos da McLaren. Mas para ultrapassar qualquer um dos dois, teria de andar junto deles até a parada, para estilingar depois e voltar dos boxes à frente.
Não é bem a maior característica de Barrichello, reconheça-se. E, com o KERS, a tendência é de a dupla saltar à frente, e Kovalento segurar quem vier atrás, seja Rubens, seja Vettel.
Assim, para o brasileiro uma largada assombrosa é a chance de lutar de verdade. Se ficar um pouco para trás, não chega mais. Dos que estão atrás dele, deve se preocupar apenas com Raikkonen, de novo por causa do KERS. Em condições normais de temperatura e pressão, Vettel e Button não vão pro pau. Têm muito a perder. Um campeonato inteiro.
|
1
|
Lewis Hamilton
|
|
653,0
|
kg
|
|
2
|
Heikki Kovalainen
|
|
655,0
|
|
|
3
|
Rubens Barrichello
|
|
662,5
|
|
|
4
|
Sebastian Vettel
|
|
654,0
|
|
|
5
|
Jenson Button
|
|
661,5
|
|
|
6
|
Kimi Raikkonen
|
|
661,5
|
|
|
7
|
Nico Rosberg
|
|
665,0
|
|
|
8
|
Fernando Alonso
|
|
656,5
|
|
|
9
|
Mark Webber
|
|
664,5
|
|
|
10
|
Robert Kubica
|
|
657,5
|
|
|
11
|
Nick Heidfeld
|
|
677,0
|
|
|
12
|
Adrian Sutil
|
|
672,5
|
|
|
13
|
Timo Glock
|
|
694,7
|
|
|
14
|
Romain Grosjean
|
|
677,7
|
|
|
15
|
Sébastien Buemi
|
|
688,5
|
|
|
16
|
Giancarlo Fisichella
|
|
692,5
|
|
|
17
|
Kazuki Nakajima
|
|
702,0
|
|
|
18
|
Jarno Trulli
|
|
707,3
|
|
|
19
|
Jaime Alguersuari
|
|
678,5
|
|
|
20
|
Luca Badoer
|
|
690,5
|
|
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1
Tags: Barrichello, GP da Europa 2009, valencianas
22/08/2009 - 18:00
SÃO PAULO (inverno que não acaba…) – Falando em Toyota, o fim da parceria com a Williams suscita outras conversas, apimentadas pelas declarações de Trulli hoje. O italiano já admite que não terá o contrato renovado e vai além: diz que BMW e Honda serão seguidas por mais gente no final do ano. Considerando que a Renault não parece estar entre elas, por enquanto, sobra a Toyota. E a FIA anda dizendo que outras novatas terão sua chance, além de Manor, Campos e US F1. Outras no plural, mesmo: uma para o lugar da BMW Sauber, outra para, quem sabe, assumir uma vaga que pode ser aberta pela Toyota.
Marca que, diga-se, não fará uma falta enorme à categoria. Chegou em 2002, cheia da grana, e até agora não justificou um iene gasto.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1
Tags: GP da Europa 2009, Toyota, valencianas
22/08/2009 - 17:19
SÃO PAULO (siberiana) – Já é dada como certa a separação de Williams e Toyota. Parceria nunca levada muito a sério, diga-se. Serviu, nos últimos anos, para dar um carro a Nakajima e ajudar Frank a ter um motor a custo baixo. Salvo engano, nunca se viu escrito na carenagem dos carros da Williams o nome da marca japonesa.
Há dois caminhos para o time de Grove em 2010: Cosworth ou Renault. A Cosworth foi fornecedora recente, depois que a BMW resolveu alçar voo solo — e se afundar sozinha, também. Não creio que volte. Já tem clientes demais para o ano que vem. As conversas com a Renault é que andam fortes, entre outras coisas porque a Red Bull vem sendo namorada pela Mercedes.
Williams e Renault fizeram uma das parcerias mais bem-sucedidas da F-1, entre 1989 e 1997. Nesse período, foram cinco títulos de Construtores e quatro de Pilotos. Eram quase imbatíveis. A ponto de Frank Williams se dar o luxo de demitir campeões sem a menor cerimônia, como fez com Mansell, Prost e Hill.
Seria legal rever Williams e Renault juntas, embora imaginar que elas possam reeditar o que fizeram no passado seja um pouco de ingenuidade. Os tempos são outros. A Williams não tem mais a força que tinha, nem a Renault se interessa por corridas como se interessava.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1
Tags: GP da Europa 2009, Renault, Toyota, valencianas, Williams
22/08/2009 - 11:01
SÃO PAULO (já levou) – A vitória de Hamilton na Hungria não foi casual. E ele mostrou isso agora há pouco em Valência. Das equipes grandes que começaram o ano de forma ridícula (a saber: Ferrari, BMW Sauber, Renault e McLaren), só mesmo o time prateado trabalhou direito. O resto ficou remendando os carros. Algumas, como a BMW Sauber, nem isso.
A McLaren entra na briga por vitórias até o fim do ano, o que é bom para a Brawn. Os marca-textos têm apenas de se preocupar em ficar perto da Red Bull, e isso já aconteceu em Valência. Apesar do grande carro, os rubrotaurinos ainda enfrentam certas oscilações. A de hoje foi de Webber, apenas nono no grid. Vettel se virou e larga em quarto, com Button em seus calcanhares. Barrichello foi o melhor deles e ficou em terceiro.
Kovalento ter feito o segundo tempo é o sinal mais claro da volta da McLaren ao palco dos protagonistas. A Ferrari segue coadjuvante, apesar do sexto de Raikkonen mais do que razoável. Badoer, coitado, foi patético. Último. Mas nem é tanto culpa dele. O fato é que hoje, para guiar um F-1, o cara tem de estar em plena atividade. Alguns meses parado, e tchau. Luca não guiava havia oito meses. A Ferrari terá de repensar a questão do substituto de Massa nas próximas corridas. Já estou achando que Schumacher não encara. Gené pode ser uma opção. Mas eu iria atrás de gente que está correndo (ou estava), como Bourdais e Nelsinho.
Alonso abriu mão do brilhareco e ficou em oitavo. Grosjean foi o 14º. Passou tranquilo pelo Q1, até porque teve a vida facilitada pelas presenças quase certas de Badoer e Alguersuari na primeira degola, e no fim não fez muito mais do que faria Nelsinho. O Q1 também mandou para o espaço Nakajima, um piloto fraquíssimo, Trulli, de uma Toyota que despencou, e Fisichella, que precisa parar de correr.
O Q2 despachou Heidfeld, que terá problemas para achar vaga em 2010, Sutil, que vem andando bem com a Caminho das Índias, Glock, Grosjean e Buemi. E o Q3 foi um show prateado, com Lewis fazendo sua primeira pole no ano, 1min39s498. Quem chego mais perto, Kovalainen à parte, foi Barrichello, 0s065 atrás. Vettel, o quarto, ficou a 0s291 de Hamilton.
O campeão do mundo é claríssimo favorito à vitória amanhã. No ano passado, Massa largou na pole e liderou a corrida toda com grande facilidade. A pista valenciana não é grande coisa para ultrapassagens. Deve ser uma corrida sem grandes emoções. A Brawn vai ficar marcando a Red Bull de Vettel e não creio que lutará para ganhar. Button só vai se preocupar, daqui para a frente, em abrir alguns pontinhos de Webber e Vettel, ou então não deixar que eles diminuam demais a diferença.
Gola Profonda, meu informante secreto da Ferrari, ainda não telefonou para falar de Badoer. Estou aguardando.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1
Tags: GP da Europa 2009, valencianas
21/08/2009 - 18:53
SÃO PAULO (e a pergunta é…) – Informa o infame Fábio Seixas em seu blog que a Manor, uma das equipes novas da F-1 para o ano que vem, vai se chamar Virgin Racing. Não está claro ainda se Richard Branson, o dono do grupo que hoje patrocina timidamente a Brawn GP, vai comprar o time todo, como fez a Red Bull com a Jaguar e a Minardi, ou se fará uma parceria na linha “title sponsor”. Fato é que o cabeludo milionário inglês gostou do brinquedo, mais ainda depois das seis vitórias de Button no começo do ano.
Confirmada a negociação, fica a questão: como é que a Globo vai chamar essa equipe no ano que vem? Porque, como se sabe, a Red Bull virou RBR e a Toro Rosso, STR nas vozes globais.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1
Tags: GP da Europa 2009, Manor, valencianas, Virgin
21/08/2009 - 13:35
SÃO PAULO (cinza e fria) – Treino livre de sexta-feira está mais para Twitter do que para blog… Em 140 toques daria para resumir tudo. Apesar da gritaria do narrador da TV que a cada tempo feito por Barrichello gritava como se a seleção brasileira tivesse feito um gol na final da Copa do Mundo. Será que essa gente da Globo & Filiais é assim mesmo, de nascença, ou segue orientação de algum tipo de guru nacionalista que não tem a menor noção de nada?
Bem, de qualquer maneira, deu para tirar algumas conclusões. No calor, e em uma pista que não é lenta, embora seja de rua, a Brawn recuperou parte de sua competitividade e deve andar nas primeiras posições. Surpresa foi a discrição da Red Bull. Surpresa e alívio para os marca-texto de Button e Barrichello. A ver como será amanhã. Tudo que a Brawn quer e precisa é que os rubrotaurinos larguem atrás. Em Valência, ninguém passa.
Esperava-se mais da McLaren. Ainda espero. Da Williams, esperava-se menos. Fez mais, só que é aquele negócio. Amanhã Nakajima vai lá para trás e Rosberguinho se vira entre os dez primeiros.
O brilhareco previsível foi de Alonso, melhor tempo, quase 0s8 na frente de Button, e é capaz até que ele largue na pole, com o carro levinho, levinho, para dar alegria aos seus torcedores e liderar algumas voltas na corrida. Vai que rola um safety-car, pode até dar certo. Grosjean ficou bem longe, como ficaria Nelsinho, provavelmente. Mas seria injusto julgar o rapaz por um único dia de treinos. Duas ou três corridas, pelo menos, para que a pachecada comece a bradar pela volta de Piquet-pimpolho.
E a Ferrari? Gola Profonda telefonou, depois de muitos meses sem dar notícia. “Deu certo”, ele disse, sem nem dizer bom dia, como se tivéssemos conversado ontem. Não fiz muitos rodeios e perguntei de bate-pronto: deu certo o quê? “O Badoer.” Pô, o Badoer andou lá atrás, e ainda foi multado quatro vezes por excesso de velocidade no pit-lane, não seja ridículo, Gola, tá na cara que vocês fizeram cagada, não tinham nada de pegar esse magrelo aposentado!, desembuchei.
“É o contrato”, seguiu Gola inabalável, como se falasse sozinho. “Ele não leu o contrato. A cláusula das multas. Cada multa será multiplicada por dez e descontada de seu salário. Pelos nossos cálculos, Badoer já está devendo 14 mil euros para a equipe. Não sabe ainda. Desligamos o botão do controle de velocidade. Amanhã tem mais. O Kimi tá sabendo. Vamos soltar a roda dele no pit stop. Se vier uma multa igual à da Renault, essa corrida vai dar lucro pra gente.”
O Kimi está sabendo? Uai, o que o Kimi tem a ver com isso? “É a grana que a gente vai dar a ele para rescindir o contrato e não encher mais o saco.” Entendi. E o que fará da vida o pobre Raikkonen? “Ele está esperando o Bourdais decidir onde vai correr. Aí vai atrás.”
Entendi.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1
Tags: GP da Europa 2009, valencianas
20/08/2009 - 16:33
SÃO PAULO (ato falho) – “Nelsão era um grande piloto, mas tem muito a aprender como pessoa. Nelsinho é o contrário.” Foi mais ou menos isso que Rubens Barrichello disse hoje em Valência ao comentar a demissão de Piquet-pimpolho da Renault. Claro que dá para entender o que quis dizer, mas não deixa de ser engraçado. Quer dizer que Nelsinho não tem nada de grande piloto?
Bem, não peguemos no pé, Rubens falou na melhor das intenções e ele tem, de verdade, excelente relacionamento com Nelsinho e Massa. Foi apenas uma curiosidade verbal. Barrichello, aliás, vive dias de paz e serenidade, aparentemente — quem o segue pelo Twitter nota isso. A Brawn luta pelo título, mas ele, não. As vitórias que Button acumulou no começo do ano dificilmente se repetirão, o que tira do brasileiro a obrigação de vencer corridas, algo que não conseguiu quando seu time estava por cima, na primeira metade do campeonato.
Pouco se fala sobre o futuro de Rubens na F-1. Há muitas possibilidades, inclusive numa dessas equipes estreantes, mas mantenho meu palpite pós-acidente de Felipe na Hungria. Acho que ele deixa a categoria e começa a se estabelecer de vez no Brasil. Puro palpite, que fique bem claro.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1
Tags: Barrichello, GP da Europa 2009, valencianas
20/08/2009 - 16:20
SÃO PAULO (está dando fome…) – A outra notícia que agitou o dia em Valência foi publicada pelo “Marca” e dá conta de que a Campos já teria escolhido sua dupla de pilotos para o ano que vem. Um deles, Pedro de la Rosa, veterano piloto de testes da McLaren, que chegaria com patrocínios espanhóis do banco BBVA, da Telefónica e da cadeia de lojas El Corte Inglés. Faz todo sentido. O outro, Vitaly Petrov, russo da GP2, que também traria muita grana de patrocinadores de seu país. Também faz todo sentido.
Nesse cenário, Bruno Senna e Nelsinho Piquet estariam fora da Campos. O primeiro-sobrinho é patrocinado pelo Santander, banco rival do BBVA. Piquet-pimpolho tem seu nome ligado a mais de um time para o ano que vem: o espólio da BMW Sauber, que vai acabar na mão de alguém, a Williams, que deve perder Rosberguinho para a McLaren e talvez à Manor, que ainda não está falando em ninguém.
Serão meses de muitas especulações.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1
Tags: Bruno Senna, Campos, De la Rosa, GP da Europa 2009, Nelsinho, Petrov, valencianas
20/08/2009 - 16:13
SÃO PAULO (libera?) – Ontem à noite, foi confirmado que Chad Hurley, um dos criadores do VocêTubo, será um dos investidores da US F1. Aliás, vale reparar que o nome da equipe vai ser esse mesmo. Bernie Ecclestone relaxou e permitiu o uso de F e 1 no nome. Será que agora vai relaxar e liberar os vídeos de F-1 no YouTube?
Duvido. Hurley fundou, mas não é mais dono da página, vendida ao Google por US$ 1,65 bilhão há três anos. A equipe ainda não fala de pilotos, mas será um lugar atraente para correr. Já tem grana, está montando sua estrutura há um ano, pelo jeito vem forte em 2010, com solidez financeira e técnica.
Deve ter um monte de gente de olho nessas vagas. Mas, por enquanto, sabe-se que pelo menos um dos pilotos deve ser americano. Do norte.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1
Tags: GP da Europa 2009, US F1, valencianas
20/08/2009 - 16:07
SÃO PAULO (pegando no tranco) – Um mês de férias da F-1 produzem muita notícia represada, não? Comecemos com a informação da Bárbara Gancia, da “Folha”, que em seu blog conta que Michael Schumacher teria desmaiado no carro quando fazia seu teste com a F2007.
É informação preocupante, claro. E começa a jogar mais luzes sobre a desistência do alemão. Andar com um carro de F-1 pode parecer fácil, de longe. Mas demanda um estado físico 100% ideal.
Por essas e outras (no caso, as dores no pescoço) é que acho que o alemão desencanou de voltar. Devemos ver Luca Badoer mais vezes largando até o fim do ano, ou talvez revezando com Marc Gené.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1
Tags: GP da Europa 2009, Schumacher, valencianas
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