SÃO PAULO (achou!) – Takuma Sato tem uma assessoria de imprensa eficiente. Ele não corre de nada faz tempo, desde o triste fim da Super Aguri, mas continua ciscando por aí.
Seu assessor sempre manda relatos das atividades do simpático (e rápido) japonês. Na maioria das vezes, coisas sem importância. Mas no último fim de semana Taku teve dias agitadíssimos. Doou um BAR 2004 para um museu na Inglaterra, foi a Goodwood, pilotou um March 707 de Can-Am e guiou essa belezura aí do lado.
Na verdade, só estou falando do Sato para poder publicar a foto. O B188, carro da Benetton que foi de Alessandro Nannini, pertence a um colecionador. Taku nunca tinha guiado um F-1 com pedal de embreagem e câmbio manual em “H”. É um dos mais belos F-1 do fim dos anos 80.
Sato, enquanto isso, espera arrumar uma vaguinha para correr em 2010, agora que três novas equipes vêm para a festa.
SÃO PAULO(que som…) – A McLaren colocou um vídeo em sua página no VocêTubo com o shakedown do MP4/4 que Bruno Senna vai dirigir em Goodwood. Quem mandou foi o blogueiro Rafael Rezende. Pensa que é só tirar o carro do museu e levar para a pista? Que nada…
SÃO PAULO (esse era o carro) - Bruno Senna vai pilotar neste fim de semana em Goodwood, no maior festival de carros antigos de competição do mundo, o McLaren MP4/4 que seu tio Ayrton guiou na temporada de 1988. Foi o ano de seu primeiro título mundial, num campeonato em que a McLaren ganhou nada menos do que 15 das 16 corridas do calendário. E só não venceu todas porque em Monza Senna bobeou e bateu em Jean-Louis Schlesser, retardatário — estava correndo pela Williams no lugar de Nigel Mansell.
A foto mostra Bruno acertando o banco e a posição de dirigir. O carro, sem a carenagem, mostra como eram diferentes os F-1 de duas décadas atrás.
SÃO PAULO(e onde eu entro?) - Eu diria que depois de assistir a este vídeo enviado pela Jackie Della Barba, começo a considerar a hipótese de procurar um em bom estado…
SÃO PAULO(congelando) - Quando Nick Mason foi convidado pela Audi Tradition para dirigir o Type C em Goodwood, houve uma quase natural dúvida sobre um eventual cachê que o baterista do Pink Floyd poderia querer cobrar. Mas não se falou em dinheiro, até que bem no momento de entrar no carro o músico tocou no assunto. E exigiu receber, o que deixou o pessoal sem ação… Pediu 100 mil, e aí que a turma da Audi entrou mesmo em pânico. Mas ele queria 100 mil marcos alemães da década de 30!
Nem foi tão difícil assim atender à brincadeira bem-humorada de Mason. Numa barraquinha ali mesmo ao lado vendiam-se notas e moedas antigas de toda a Europa. Um funcionário esperto da Audi foi até lá e comprou alguns milhares de Reich Marks por não mais do que 50 euros.
E assim foi pago o cachê mais espirituoso de todos os tempos…
SÃO PAULO(brilhante) – A Audi Tradition fez uma réplica do Auto Union Type D, o último carro de corrida da geração pré-Segunda Guerra (e, portanto, pré-Fórmula 1), e vai mostrá-lo em Goodwood no início de julho.
Foram quatro anos de trabalho. A Audi Tradition é demais… Se tem uma empresa que se preocupa com sua memória, é a Audi. Antes do Type D, já reconstruíram o carro de recorde no qual Bernd Rosemeyer morreu. Eles preservam a história das quatro argolas como poucos.
SÃO PAULO(privilegiado na equipe, claro…) – OK, todo mundo aqui acha que manja, então vamos em frente: quem é que está dirigindo o Deka sul-africano abaixo e tentando aprender alguma coisa?
É jornalista, dublê de piloto e escritor. Atua em jornais, revistas, rádio, TV e internet. “Um multimídia de araque”, diz ele. No Twitter, @flaviogomes69.