SÃO PAULO(de perto) – A gente está acompanhando desde o início, não? Então vamos lá. A última sobre a venda da SAAB pela GM passa pela China. A Koenigsegg estava negociando com um grupo da Noruega para ajudar a financiar a compra, mas acabou arranjando grana com a BAIC chinesa. A notícia está aqui. Os chineses serão minoritários. O importante é que o DNA sueco seja mantido. E será.
SÃO PAULO (que ótimo) – Está no Webmotors. A GM e a Koenigsegg fecharam acordo que vai transferir à pequena montadora de superesportivos suecos todas as ações da SAAB até o fim do ano. Assim, a gloriosa marca que nasceu fazendo aviões antes da Segunda Guerra sobrevive à sanha americana da GM, que nos anos 80 e 90 saiu comprando até fábrica de miniatura e bicicleta. A SAAB foi uma das vítimas e a GM, claro, não soube administrá-la. Chegou a montar carros da marca na Alemanha, e usou a planta de Trollhattan para fazer Cadillacs. Não tinha como dar certo.
SÃO PAULO(tudo igual) - Este filme é de 1937, produzido pela GM. Dica do Décio Oliveira, vemagueiro dos bons. Apesar do início meio bizarro, foi feito para explicar como funciona o diferencial de um carro. OK, dá para entender tudo. Mas sempre me pergunto… Como é que um engenheiro pensou nisso? Quem foi o primeiro? Putz, se o mundo dependesse da capacidade de raciocínio e invenção de gente como eu, ainda andaríamos a pé, nem a cavalo. Morro de medo de andar de cavalo.
SÃO PAULO(ô feriadinho…) - Ueba, boa notícia me mandam os amigos suecos do site que foi criado alguns meses atrás para acompanhar a agonia da SAAB, ameaçada de encerrar suas atividades graças à incompetência da GM, que comprou a marca anos atrás para fazer não se sabe o quê.
A pequena (no tamanho) Koenigsegg, fundada em 1994, que faz superesportivos na Suécia, mandou uma oferta de compra junto com alguns investidores da Noruega. A negociação pode levar alguns meses, mas é alvissareiro saber que, se for vendida, a SAAB ficará nas mãos de empresários do país, que saberão dar o devido valor à história da empresa.
Meu Monte Carlo agradece. Ele estava com medo de ficar órfão.
SÃO PAULO(e até amanhã) – Fecho o dia propondo uma reflexão da blogaiada (nossa, que coisa mais séria!). Ela deve ser feita a partir do artigo abaixo de Michael Moore, aquele cineasta que faz ótimos documentários muito críticos ao “American Way of Life”. Quem mandou foi a Joelma Couto, e o original em inglês pode ser lido aqui.
Depois eu volto para comentar.
*****
ADEUS, GM
Escrevo na manhã que marca o fim da toda-poderosa General Motors. Quando chegar a noite, o Presidente dos Estados Unidos terá oficializado o ato: a General Motors, como conhecemos, terá chegado ao fim.
Estou sentado aqui na cidade natal da GM, em Flint, Michigan, rodeado por amigos e familiares ansiosos a respeito do futuro da GM
e da cidade. 40% das casas e estabelecimentos comerciais estão
abandonados por aqui. Imagine o que seria se você vivesse em uma
cidade onde uma a cada duas casas estão vazias. Como você se sentiria?
É com triste ironia que a empresa que inventou a “obsolescência
programada” – a decisão de construir carros que se destroem em poucos
anos, assim o consumidor tem que comprar outro – tenha se tornado ela
mesma obsoleta. Ela se recusou a construir os carros que o público
queria, com baixo consumo de combustível, confortáveis e seguros. Ah,
e que não caíssem aos pedaços depois de dois anos. A GM lutou
aguerridamente contra todas as formas de regulação ambiental e de
segurança. Seus executivos arrogantemente ignoraram os “inferiores”
carros japoneses e alemães, carros que poderiam se tornar um padrão
para os compradores de automóveis. A GM ainda lutou contra o trabalho
sindicalizado, demitindo milhares de empregados apenas para “melhorar”
sua produtividade a curto prazo.
No começo da década de 80, quando a GM estava obtendo lucros recordes,
milhares de postos de trabalho foram movidos para o México e outros
países, destruindo as vidas de dezenas de milhares de trabalhadores
americanos. A estupidez dessa política foi que, ao eliminar a renda de
tantas famílias americanas, eles eliminaram também uma parte dos
compradores de carros. A História irá registrar esse momento da mesma
maneira que registrou a Linha Maginot francesa, ou o envenenamento do
sistema de abastecimento de água dos antigos romanos, que colocaram
chumbo em seus aquedutos.
Pois estamos aqui no leito de morte da General Motors. O corpo ainda
não está frio e eu (ouso dizer) estou adorando. Não se trata do prazer
da vingança contra uma corporação que destruiu a minha cidade natal,
trazendo miséria, desestruturação familiar, debilitação física e
mental, alcoolismo e dependência por drogas para as pessoas que
cresceram junto comigo. Também não sinto prazer sabendo que mais de 21
mil trabalhadores da GM serão informados que eles também perderam o
emprego.
Mas você, eu e o resto dos EUA somos donos de uma montadora de carros!
Eu sei, eu sei – quem no planeta Terra quer ser dono de uma empresa de
carros? Quem entre nós quer ver 50 bilhões de dólares de impostos
jogados no ralo para tentar salvar a GM? Vamos ser claros a respeito
disso: a única forma de salvar a GM é matar a GM. Salvar a preciosa
infra-estrutura industrial, no entanto, é outra conversa e deve ser
prioridade máxima.
Se permitirmos o fechamento das fábricas, perceberemos que elas
poderiam ter sido responsáveis pela construção dos sistemas de energia
alternativos que hoje tanto precisamos. E quando nos dermos conta que
a melhor forma de nos transportarmos é sobre bondes, trens-bala e
ônibus limpos, como faremos para reconstruir essa infra-estrutura se
deixamos morrer toda a nossa capacidade industrial e a mão-de-obra
especializada?
Já que a GM será “reorganizada” pelo governo federal e pela corte de
falências, aqui vai uma sugestão ao Presidente Obama, para o bem dos
trabalhadores, da GM, das comunidades e da nação. 20 anos atrás eu fiz
o filme “Roger & Eu”, onde tentava alertar as pessoas sobre o futuro
da GM. Se as estruturas de poder e os comentaristas políticos tivessem
ouvido, talvez boa parte do que está acontecendo agora pudesse ter
sido evitada. Baseado nesse histórico, solicito que a seguinte ideia
seja considerada:
1. Assim como o Presidente Roosevelt fez depois do ataque a Pearl
Harbor, o Presidente (Obama) deve dizer à nação que estamos em guerra
e que devemos imediatamente converter nossas fábricas de carros em
indústrias de transporte coletivo e veículos que usem energia
alternativa. Em 1942, depois de alguns meses, a GM interrompeu sua
produção de automóveis e adaptou suas linhas de montagem para
construir aviões, tanques e metralhadoras. Esta conversão não levou
muito tempo. Todos apoiaram. E os nazistas foram derrotados.
Estamos agora em um tipo diferente de guerra – uma guerra que nós
travamos contra o ecossistema, conduzida pelos nossos líderes
corporativos. Essa guerra tem duas frentes. Uma está em Detroit. Os
produtos das fábricas da GM, Ford e Chrysler constituem hoje
verdadeiras armas de destruição em massa, responsáveis pelas mudanças
climáticas e pelo derretimento da calota polar.
As coisas que chamamos de “carros” podem ser divertidas de dirigir,
mas se assemelham a adagas espetadas no coração da Mãe Natureza.
Continuar a construir essas “coisas” irá levar à ruína a nossa espécie
e boa parte do planeta.
A outra frente desta guerra está sendo bancada pela indústria do
petróleo contra você e eu. Eles estão comprometidos a extrair todo o
petróleo localizado debaixo da terra. Eles sabem que estão “chupando
até o caroço”. E como os madeireiros que ficaram milionários no começo
do século 20, eles não estão nem aí para as futuras gerações.
Os barões do petróleo não estão contando ao público o que sabem ser
verdade: que temos apenas mais algumas décadas de petróleo no planeta.
À medida que esse dia se aproxima, é bom estar preparado para o
surgimento de pessoas dispostas a matar e serem mortas por um litro de
gasolina.
Agora que o Presidente Obama tem o controle da GM, deve imediatamente
converter suas fábricas para novos e necessários usos.
2. Não coloque mais US$30 bilhões nos cofres da GM para que ela
continue a fabricar carros. Em vez disso, use este dinheiro para
manter a força de trabalho empregada, assim eles poderão começar a
construir os meios de transporte do século XXI.
3. Anuncie que teremos trens-bala cruzando o país em cinco anos. O
Japão está celebrando o 45o aniversário do seu primeiro trem bala este
ano. Agora eles já têm dezenas. A velocidade média: 265km/h. Média de
atrasos nos trens: 30 segundos. Eles já têm esses trens há quase 5
décadas e nós não temos sequer um! O fato de já existir tecnologia
capaz de nos transportar de Nova Iorque até Los Angeles em 17 horas de
trem e que esta tecnologia não tenha sido usada é algo criminoso.
Vamos contratar os desempregados para construir linhas de trem por
todo o país. De Chicago até Detroit em menos de 2 horas. De Miami a
Washington em menos de 7 horas. Denver a Dallas em 5h30. Isso pode ser
feito agora.
4. Comece um programa para instalar linhas de bondes (veículos leves
sobre trilhos) em todas as nossas cidades de tamanho médio. Construa
esses trens nas fábricas da GM. E contrate mão-de-obra local para
instalar e manter esse sistema funcionando.
5. Para as pessoas nas áreas rurais não servidas pelas linhas de
bonde, faça com que as fábricas da GM construam ônibus energeticamente
eficientes e limpos.
6. Por enquanto, algumas destas fábricas podem produzir carros
híbridos ou elétricos (e suas baterias). Levará algum tempo para que
as pessoas se acostumem às novas formas de se transportar, então se
ainda teremos automóveis, que eles sejam melhores do que os atuais.
Podemos começar a construir tudo isso nos próximos meses (não acredite
em quem lhe disser que a adaptação das fábricas levará alguns anos –
isso não é verdade)
7. Transforme algumas das fábricas abandonadas da GM em espaços para
moinhos de vento, painéis solares e outras formas de energia
alternativa. Precisamos de milhares de painéis solares imediatamente.
E temos mão-de-obra capacitada a construí-los.
8. Dê incentivos fiscais àqueles que usem carros híbridos, ônibus ou
trens. Também incentive os que convertem suas casas para usar energia
alternativa.
9. Para ajudar a financiar este projeto, coloque US$ 2,00 de imposto
em cada galão de gasolina. Isso irá fazer com que mais e mais pessoas
convertam seus carros para modelos mais econômicos ou passem a usar as
novas linhas de bondes que os antigos fabricantes de automóveis irão
construir.
Bom, esse é um começo. Mas por favor, não salve a General Motors, já
que uma versão reduzida da companhia não fará nada a não ser construir
mais Chevys ou Cadillacs. Isso não é uma solução de longo prazo.
Cem anos atrás, os fundadores da General Motors convenceram o mundo a
desistir dos cavalos e carroças por uma nova forma de locomoção. Agora
é hora de dizermos adeus ao motor a combustão. Parece que ele nos
serviu bem durante algum tempo. Nós aproveitamos restaurantes
drive-thru. Nós fizemos sexo no banco da frente – e no de trás também.
Nós assistimos filmes em cinemas drive-in, fomos à corridas de Nascar
ao redor do país e vimos o Oceano Pacífico pela primeira vez através
da janela de um carro na Highway 1. E agora isso chegou ao fim. É um
novo dia e um novo século. O Presidente – e os sindicatos dos
trabalhadores da indústria automobilística – devem aproveitar esse
momento para fazer uma bela limonada com este limão amargo e triste.
Ontem, a último sobrevivente do Titanic morreu. Ela escapou da morte
certa naquela noite e viveu por mais 97 anos.
Nós podemos sobreviver ao nosso Titanic em todas as “Flint –
Michigans” deste país. 60% da General Motors é nossa. E eu acho que
nós podemos fazer um trabalho melhor.
*****
É difícil não concordar com Moore, que é um sujeito muito eloquente e convincente, embora seja acusado, aqui e ali, de manipular fatos e dados para chegar às conclusões que deseja. Ele não é unanimidade nos EUA e em lugar algum, mas estou entre aqueles que admiram sua tenacidade para mostrar o que acha que está errado e, algumas vezes, apresentar soluções que muitas vezes parecem simplistas e inviáveis sob a luz da racionalidade.
A reflexão que esse texto nos leva a fazer é: qual o futuro desse negócio de que a gente gosta tanto, os carros? Serão eles, mesmo, os grandes vilões da humanidade? Por que, de um dia para o outro, qualquer coisa que tenha rodas e um motor virou um demônio?
Carros sempre foram, desde o início do século passado, quando a Ford os transformou em um produto acessível para qualquer mortal, um símbolo de liberdade e mobilidade. Graças a eles, a raça humana ganhou velocidade para ir de um lugar a outro. Os carros (e seus derivados) encurtaram distâncias, aproximaram pessoas, espalharam o progresso. É impossível imaginar o mundo sem eles.
O tempo foi passando e eles foram deixando de ser apenas um meio de transporte. Ganharam caras e formas, potência e charme. Realizaram sonhos e permitiram às pessoas ver o mundo à sua volta, foram para as telas do cinema, para as páginas dos livros, viraram objetos de culto.
Hoje não são vistos como nada disso, são o Mal esculpido em ferro, plástico e borracha, poluem, engarrafam as ruas, matam, furam a camada de ozônio, causam doenças respiratórias, derretem as geleiras, aquecem o planeta. Exagerando, gostar de carros é como fumar, faz de você um pária da sociedade, as fábricas quase se envergonham daquilo que produzem.
Mas e tudo aquilo que eles sempre foram, não vale mais nada? O prazer de pegar uma estrada com os vidros abertos, de rasgar o asfalto, de se sentir livre para ir aonde quiser ouvindo o murmúrio de um motor, o ronronar dos pneus no silêncio da noite, de se sentir parte dele, isso não conta mais?
As pessoas ainda gostam dos seus carros como eu, por exemplo, que nesta semana estou completamente apaixonado pelo jipinho russo que apareceu na minha garagem? Seremos todos uns foras-de-moda, cafonas e antiquados, condenados aos olhares de censura da modernidade?
Sei lá. Gosto dos meus carrinhos. Vou pegar meu jipinho nesta noite fria, ligar o ar quente e dar uma volta pela cidade. E se alguém olhar feio para ele e para mim, vou fingir que não vi.
SÃO PAULO(é a vida) – Depois de a Lada comprar parte da GM, sei lá qual parte, tantas são as partes da GM, uma empresa chinesa que faz equipamentos para construção de estradas está comprando a Hummer, aquela dos jipões que nasceram para a guerra e foram parar nas ruas.
Nada mais idiota do que um Hummer, um carro com DNA bélico que não cabe numa garagem de gente normal, é enorme, gasta muito, atrapalha o trânsito e só serve para neguinho achar que é soldado. Uma estupidez sobre rodas, ainda mais nos tempos de hoje.
Aliás, comprar a Hummer é a cara dessa nova China, que não tem graça nenhuma.
SÃO PAULO(quem diria…) – É incrível o que está acontecendo na indústria automobilística americada. A GM pediu concordata e com a injeção de dinheiro do governo americano para que a vaca não vá de vez para o brejo, vai-se tornar uma enorme estatal. Uma espécie de Lada dos EUA.
Agora é preciso saber o que será da empresa no Brasil. Ouvi um cara hoje no rádio dizer que a operação brasileira da GM é das mais lucrativas, e que por isso nada vai mudar. Ao contrário, pode até melhorar, já que a matriz pode recorrer à engenharia da filial de São Caetano para desenvolver novos produtos, mais apropriados aos tempos bicudos do planeta.
Semana passada fiz uma matéria para o “Limite” da ESPN Brasil, que vai ao ar amanhã, sobre um belo GM, o Monza S/R. Esse vermelho da foto, que pertence ao Oswaldo, um simpático blogueiro. Exemplar de uma época em que a Chevrolet fazia coisas muito boas por nossas bandas. O Monza chegou a ser o carro mais vendido do Brasil por três anos seguidos, na década de 80. E não era baratinho.
O carro do Oswaldo é um brinco, tem toca-fitas Motoradio Albatroz digital e amplificador Tojo. Já estou namorando o dito cujo. O carro, não o Oswaldo. Sai pra lá, Oswaldo!
Foi minha pequena homenagem à marca, contar a história do S/R. Que quando teve lançado o modelo com motor 2.0 passou a ser o carro mais rápido do país em velocidade final, 191 km/h.
ATUALIZANDO…
Já que o assunto é GM, reproduzo e-mail que acabo de receber do blogueiro Felipe Holtz. Quer dizer que a Avtovaz vai tomar conta da Opel? Bom saber… Segue o texto:
“É sabido por todos o quanto você admira a indústria automobilística russa e talvez você goste de um pedaço da matéria publicada hoje no site Terra sobre a GM: “A montadora austríaco-canadense Magna chegou a um acordo com a GM no final de semana para salvar a Opel. De acordo com informações preliminares, a Magna pretende adquirir 20% da Opel, que junto aos 35% de seus parceiros russos somariam 55%. A GM manteria outros 35% e os 10% restantes ficariam com os funcionários da empresa. A Fiat, que fez um acordo com a Chrysler, também apresentou oferta pela Opel, assim como pelas operações da GM no Brasil e América Latina…” .
Parceiros russos, leia-se: banco Sberbank e a montadora Avtovaz. Ou seja, a montadora dos carros Lada será uma das principais acionistas da Opel. Hoje, o primeiro-ministro Vladimir Putin anunciou o desejo de ver uma Avtovaz renovada sob o manto tecnológico da Opel, sugerindo até um novo nome para a montadora russa: GM-AvtoVaz. Quem diria que um dos maiores ícones do capitalismo americano seria um dia controlado pelos russos. É a vida…”
SÃO PAULO (sei não…) – Vitor Matsubara-san colocou no site da “Quatro Rodas” a notícia: a Opel estaria disposta a ressuscitar a marca Wartburg para fazer carros populares, de baixíssimo custo, baseados na plataforma brasileira do Corsa. A ideia seria vender essas tranqueiras no Leste Europeu, onde a Renault tem grande entrada com a Dacia, sua associada da Romênia.
Explica-se a relação: a fábrica da Wartburg em Eisenach foi comprada pela Opel quando acabou a Alemanha Oriental e está ativa até hoje.
Eu, pessoalmente, acho uma heresia colocar o glorioso e sagrado nome Wartburg numa bomba de um Corsa ou coisa parecida. Por isso, torcerei para a GM falir antes dessa hecatombe ser levada a cabo.
Falando em Wartburg, dando uma busca na internet para achar imagens que ilustrassem este post, já que trata-se de marca tão distante de nós, brasileiros, acabei caindo neste blog meia-boca. O curioso é que tem essa foto aí, de um carro-conceito da Opel feito em Eisenach, e os caras colocaram a marca Wartburg na traseira.
SÃO PAULO(operação desmanche) – A notícia foi enviada pelo blogueiro Felipe Passos. Do plano de reestruturação da GM, exigido pelo presidente Barack Obama para liberar a grana para o elefante falido, faz parte a extinção de uma de suas marcas históricas, a Pontiac.
Os amantes de muscle-cars não vão dormir hoje. E é mesmo uma pena, embora carros americanos não façam exatamente parte da minha lista de sonhos de consumo.
SÃO PAULO(coisa feia) – Em 22 de novembro do ano passado, Fabrício Samahá, editor do excelente BestCars, escreveu um editorial comentando a defasagem tecnológica dos carros da GM no Brasil. O texto, ótimo como sempre, está aqui.
Fabrício, a quem não conheço pessoalmente (trocamos alguns e-mails anos atrás porque alguns carros meus apareceram no seu site, e foi só), mantém o BestCars no ar há mais de dez anos e sua página é uma referência em automóveis. Os textos são precisos e preciosos, repletos de informação sem embromação, com preocupação técnica e histórica. A área que mais acesso, “Carros do Passado”, é pródiga em relatos muito bem escritos e aprofundados na medida certa para quem quer conhecer um pouco da trajetória de modelos nacionais e estrangeiros.
Bem, eu dizia que ele escreveu um editorial descendo a ripa na GM, com classe e argumentação, e talvez por conta dele o BestCars não foi chamado para o último lançamento da Captiva (estou procurando a nota em que é dada essa informação, mas não encontro — se alguém achar, mande o link).
Os convites das montadoras a órgãos de imprensa para lançamentos e testes de carros são comuns no mundo inteiro. É prática que não me agrada muito, mas já faz parte das verbas de marketing das empresas e da rotina das publicações. Nunca participei de nenhum, mas já fiz viagens semelhantes para eventos esportivos, o que dá na mesma. Claro que ao convidar um jornalista para assistir ao lançamento de um carro, sei lá, em Atenas, pagando tudo do bom e do melhor, a montadora acredita que contará com a simpatia do escriba na avaliação de seus produtos. Nem sempre isso acontece, porém. Depende, sempre, da idoneidade e do sentido ético de cada um.
A fábrica tem de entender isso. Deixar de chamar determinado veículo de mídia por pura retaliação mostra que o tal sentido ético e a idoneidade têm de ser exercidos nas duas mãos. Caso contrário, seria mais honesto, ao emitir o convite, explicitar que críticas ao carro/evento não serão permitidas — o que é ridículo.
Bem, foi o que a GM fez com o BestCars, aparentemente. A resposta dada pela montadora (que sempre chamou o site para seus eventos, até o tal editorial) foi algo na linha “a gente convida quem quer, seguindo critérios próprios”. OK, tem todo o direito. Mas não é uma boa explicação. Muito menos quando dada poucas semanas depois de um artigo crítico à empresa.
Quanto aos convites, bem faz a “Quatro Rodas” que, até onde eu sei, não os aceita mais. É uma forma bem clara de manter a independência editorial. Mas não sejamos ingênuos. Pouquíssimas revistas, jornais, programas de TV e sites têm verba suficiente para enviar seus jornalistas à Europa, África, EUA, Ásia ou resorts de luxo brasileiros para acompanhar lançamentos de carros. Se a prática dos convites é um fato, é preciso que se diga que ela nasceu das montadoras, não dos jornalistas. Se a GM apresentasse seus carros em São Caetano do Sul, não precisaria pagar nada para jornalista algum. Era só comunicar o dia e a hora, que todos iriam. O táxi ficaria por conta de quem fosse.
SÃO PAULO (morro de pena, mas…) - É de cortar o coração, mas a lendária SAAB declarou insolvência na Suécia e pode fechar as portas logo, logo, se ninguém ajudar. A GM pediu — novidade — ajuda do governo sueco. Que, sinceramente, não sei se deve ajudar. A SAAB nasceu na década de 30 como fabricante de aviões e quando terminou a Segunda Guerra, diz a lenda, seus donos e engenheiros se reuniram e, olhando um para o outro, perguntaram-se: e aí, o que vamos fazer agora? Um dos engenheiros deu a ideia: “Vamos fazer carros!”.
Ainda segundo a lenda, eram, sei lá, 16 reunidos na sala e 14 nem tinham carteira de motorista. E decidiram fazer carros… Não é demais? E em 1947 os carros nasceram em Trollhättan com motorzinho DKW de dois cilindros, depois evoluindo para um três cilindros parecido com os dois tempos alemães (tenho um desses, 1964, lindo de doer), e depois veio o V4 que a Ford pediu para a SAAB testar e foi adotado pelos suecos, e o resto é história. Fizeram carros espetaculares, sempre.
Eu dizia que o resto era história até a ganância chegar, quando a GM, em 1990, comprou metade da SAAB. Dez anos depois, comprou a outra metade e passou a ser proprietária de 100% da companhia.
Nunca entendi por que essas montadoras menores foram se vendendo sem a menor cerimônia ao longo dos anos. Para ganhar mercado? Para entrar nos EUA? Por que não se contentar com mercados menores, produção mais contida, qualidade e tradição?
Bem, a partir daí, os pequenos Trolls, os gnomos das florestas de Trollhättan que, todos sabem, faziam os queridos SAABs, começaram a ter de fabricar Cadillacs para o mercado europeu, as fábricas da Opel na Alemanha passaram a produzir SAABs, que também saíam de outras unidades em Ohio, e virou uma zona dos diabos.
Não tem como dar certo, lamento. Uma história linda de uma marca adorada mundo afora não pode ser tratada assim, como fábrica de salsicha. A GM tem demonstrado, nos últimos anos, uma incompetência crônica para administrar o monte de marcas que foi comprando por aí, como se estivesse num supermercado. É um desastre de gestão, e só vai sobreviver se Barack Obama abrir o bolso para salvá-la.
Eu, se fosse a rainha da Suécia, tomava a fábrica de volta e devolveria tudo à administração dos Trolls, como a fantástica fábrica de chocolate Wonka. Mas jamais emprestaria dinheiro à GM.
SÃO PAULO(iminente) – É mais do que preocupante a situação do Museu de Tecnologia da Ulbra, em Canoas (RS), o maior acervo de carros antigos do Brasil. No final do ano passado, os veículos foram lacrados pela Justiça — o museu permaneceu aberto, mas os carros não podem ser retirados do local. A universidade tem dívidas enormes, é acusada de sonegar impostos e o juiz do caso resolveu lacrar o acervo para que ele não fosse retirado do local na surdina.
Hoje, a Ulbra anunciou que está encerrada sua parceria com a GM, que mantinha 73 carros no museu. Eles já estão sendo retirados do local. É evidente que a GM teme que seus veículos sejam incluídos em eventuais confiscos para pagamento de dívidas. Como estavam cedidos por comodato, não estão sujeitos à decisão judicial que lacrou o acervo do museu. Para onde vão? Não tenho a menor idéia.
SÃO PAULO (e as outras?) – Pois bem, estamos aqui discutindo, via advento da Street Car, um pouco do futuro do automobilismo brasileiro, como não? E já havia alguns dias que eu queria registrar aqui algo que notei nos 1000 Km de Interlagos, a presença oficial da GM nas pistas, mesmo que timidamente.
Não é propriamente uma novidade, mas ninguém fala disso, então eu falo. Existe, sim, uma equipe de fábrica correndo no Brasil, a Bardahl/Chevrolet Endurance Team, que coloca carros de Turismo em provas de longa duração. Nos 1000 Km, foram dois: um Corsa SS e um Vectra GT.
As pistas têm servido como laboratório para a GM, como explica o piloto e diretor-técnico Carlos Prado. O Vectra tem motor 2.0 turbo e neste ano vai correr na categoria 2 do Brasileiro de Endurance, para carros derivados de modelos de linha. Nos 1000 Km, quebrou a transmissão.
O Corsinha estava em primeiro na categoria 4 da corrida do aniversário da cidade, mas no fim furou um pneu e ele terminou em quarto, décimo na geral. Dia 4 de abril, em Tarumã, ambos voltam à pista para mais uma etapa do Brasileiro.
Paralelamente, a GM mantém há anos uma parceria com a Escola de Pilotagem Alpie, de Aldo Piedade Júnior, que fica em Interlagos. Tony Kanaan e Antonio Pizzonia passaram por lá. A escola usa modelos Celta e tem monopostos, também.
É um bom exemplo, que deveria ser seguido por outras montadoras — a Renault, faça-se justiça, tem uma parceria de anos com Beto Manzini em seu centro de pilotagem, também em Interlagos. Mas onde estão Ford, Fiat, VW, Toyota, Honda, Peugeot-Citroën? A Fiat faz seus ralis, a Mitsubishi, a Peugeot e a Troller também, há uma presença forte das fábricas na Truck, mas ninguém arrisca uma equipe oficial para correr de nada, no Brasileiro de Marcas, nos regionais, no fomento ao automobilismo, enfim.
Assim, fica aqui um parabéns à Chevrolet. E uma sonora vaia para aquelas que não estão nem aí com nada.
SÃO PAULO(não fará falta) – O jipão que ganhou fama (e mercado) graças a uma guerra midiática, a do Golfo, parece estar com os dias contados. Ao menos sua versão civil. Informa o blogueiro Rodrigo Romy Zetta que a GM, dona da marca, vai suspender a produção do Hummer H2 em Indiana. Não deve estar vendendo nada, esse bebedor de gasolina compulsivo, que não cabe em nenhuma garagem civilizada.
A notícia está neste blog, e é interessante ler os comentários. Muitos americanos também acham o Hummer uma bomba.
SÃO PAULO (e daí?) – Isso deve ter algum significado histórico. Pela primeira vez em 77 anos a General Motors não foi a montadora que mais vendeu veículos no mundo. Divulgados os números de 2008, foram 8,35 milhões de trapizongas metálicas despejadas no mercado, contra 8,97 milhões de tranqueiras vendidas pela Toyota. Ambas apresentaram queda em relação a 2007, mas desde 1931, se minha calculadora estiver funcionando bem, que a GM não fechava um ano atrás de alguém (é óbvio que nos áureos tempos a Lada ocultava seus números para não deixar ninguém deprimido, então não conta).
A Toyota, dia desses anunciou que pela primeira vez em 15 séculos teve prejuízo — ou queda nos lucros, algo assim. A GM, no fim do ano, foi pedir arrego ao governo americano, porque estava para quebrar. Recebeu uma ajudinha de 13 bilhões de dólares. Das três grandes montadoras americanas, a única que ainda parece ter alguma saúde financeira é a Ford. A Chrysler, que parece bolinha de pingue-pongue, jogada de um lado para o outro, acaba de fazer uma parceria com a Fiat, depois de ter sido devolvida à sua origem ianque pela Mercedes — que sabe-se lá por quê, alguns anos atrás, resolveu se fundir com a fabricante de Dodge Dart.
Quem já foi para os EUA e quem assiste TV sabe que por aquelas bandas toda a produção dos últimos anos foi voltada para monstrengos enormes que consomem muito, têm lata de sobra e pneus gigantescos. Andam para lá e para cá em largas estradas e avenidas gastando muito mais do que deveriam, levando o motorista e vento na cabine, algo que qualquer romiseta faria do mesmo jeito. Um desperdício de combustível, espaço, borracha, tudo. É a obsessão americana por ultras e megas, tudo grande, monumental, exagerado.
O resultado dessa visão de mundo pouco razoável é a quebradeira geral de empresas que só sabem fazer porcarias sobre rodas. Será que ninguém nunca notou que concentrar marketing e produção em caminhões urbanos é uma burrice? Que andar sozinho numa pick up de dimensões continentais, que não cabe em lugar algum, torra gasolina que nem água, tem o triplo do tamanho que precisaria ter e é um estorvo até para ser destruída, representa uma agressão ao ambiente e ao bom-senso?
Eu só não digo bem-feito, porque grandes empresas, quando quebram, arrastam junto seus funcionários e geram desemprego e aflições. Não sei o que será da GM, da Chrysler, das outras. Mas me parece claro que essas bestas que dirigem tais companhias terão de mudar seus rumos e suas cabeças de melão. Baixar a bolinha, rever conceitos, fazer o que o presidente Barack Obama disse em seu discurso de posse: antes de pensar em mudar o mundo, mudar sua própria mentalidade.
Aliás, foi ótimo o discurso de Obama. É um cara bacana, decente, que vai fechar essa excrescência que é Guantánamo e devolver o Iraque aos iraquianos. Não fez um discurso belicista (OK, teve um “vamos derrotá-los” para o terrorismo internacional, mas foi meio retórico, apenas), injetou otimismo nas pessoas, deu uma esculachada básica nos gananciosos que transformaram a economia mundial em pó de merda, mostrou aos americanos, com delicadeza (e por isso pode ser que a maioria não tenha compreendido), que se existe um culpado pela situação em que o mundo está, este culpado é a América, como eles gostam de se chamar. Em inglês bem claro, ele poderia dizer apenas “fizemos um monte de cagadas e fodemos todo mundo, agora vamos tentar consertar”. Seria a mesma coisa, mas alguns não gostariam de ouvir.
Obama é um sujeito que vai entrar para a história e pela porta da frente, se for fiel ao que diz, e não pelos fundos como o idiota do Bush e sua secretária de Estado que tem a cara de Chuck, o boneco assassino. Vai ser interessante viver neste planeta nos próximos anos, para acompanhar de perto a trajetória dos EUA sob o governo de alguém que enxerga o mundo além do McDonald’s.
SÃO PAULO(mais estrada, de Lada) – A GM, que se encontra em situação financeira pavorosa, colocou a SAAB para vender. Não apareceu comprador. A Ford também está tentando se livrar da Volvo. Não consegue. O link com a notícia foi enviado pelo blogueiro Rodrigo Romy Zeta.
O presidente da Fiat, acho que foi ele, disse outro dia que em alguns anos serão seis as montadoras sobreviventes no mundo. Elas serão donas de todas as outras, enormes grupos, incontroláveis. Isso já acontece, mais ou menos. Veja este gráfico aqui. Só que agora as grandonas estão tentando se desfazer daquilo que compraram vorazmente nos últimos anos…
E eu me pergunto: por que foram comprando tanto assim? E por que as “pequenas”, como SAAB e Volvo, se venderam por qualquer mil réis? Todas (Jaguar, Lamborghini, Mini, Nissan, Maserati, Mazda, Lancia…) sempre fizeram ótimos produtos, sempre tiveram mercado. Em nichos limitados, às vezes, mas produziam, vendiam, viviam felizes.
O problema do mundo é que todo mundo quer ser enorme. Aí não aguenta carregar o peso, desaba e não levanta mais.
Ainda bem que meu SAAB, parecido com um desses aí, eu já garanti.
PELOTAS(pizza e cama) - É, não vai ter jeito, mesmo. Não chegamos nem a 1.000 votos no Best Blogs Brazil e neste momento esta página, como fazem os candidatos derrotados em eleições, reconhece a vitória de seus concorrentes. Foi uma verdadeira guerra. Falando em guerra…
Ah, aproveitando a foto, informo ao distinto público que o Niva não se chama mais Niva, mas sim Lada 4×4. Parece que vendemos a marca Niva para a GM, para ver se os caras desencalham uma dessas SUVs sem graça. Alguém confirma?
SÃO PAULO(criem, criem!) – Enquanto a GM, a Ford e a Chrysler passam o pires na porta do Tesouro americano, a Honda pede penico e a Toyota chora pitangas, nossa imbatível e gloriosa montadora soviética diversifica suas atividades para enfrentar a crise. Não descobri ainda onde é, mas com certeza é ótimo!
SÃO PAULO (é de chorar) – A coisa está feia mesmo. A GM, em estado pré-falimentar, vai mandar a leilão 252 carros de seu acervo de históricos e veículos conceituais, tudo propriedade do museu da montadora, para arranjar algum dinheirinho para, sei lá, pagar a conta da lavanderia. A lista, que você encontra no link acima, inclui esse Pontiac GTO 1969 que ficaria bem na garagem de qualquer cristão, muçulmano ou seguidor de Zaratustra.
SÃO PAULO(não é fraco) – Dica de Alfredo Gehre, este galpão está em detalhes nesta página, para deleite dos amantes de Opala, Veraneio, Chevette e Monza. Não tem nenhum desses lá, mas o que tem de Corvette, Camaro e otras cositas más…
Fica na Flórida, pelo que entendi. Bonito, o galpão. Eu estou precisando construir um desses. Já comprei até o terreno. Temos engenheiros/arquitetos/construtores neste blog? Será que é caro levantar quatro paredes e colocar um telhado bonitinho?
Preciso fazer o meu, com cara de casa… Só que vou encher com outros carros, claro. E nem precisa ser tão grandão. Se alguém se candidatar, que se manifeste!
PS: Uau, temos muitos arquitetos e engenheiros por aqui, pelo jeito! Bom, lá vem concurso… Preciso da casa-galpão com lugar para uns 25 carros. O terreno tem 1.000 m2, 40 m x 25 m, não é plano, mas pode ficar (preciso de terraplenagem, também). Digo que será uma casa-galpão porque o terreno fica num condomínio residencial, e não posso fazer simplesmente uma garagem. Precisa parecer uma casa, sacaram? Outro dia me fizeram um orçamento e quase caí de costas. Preciso de uma construção charmosa e de baixo custo. Podem mandar suas idéias (com custo aproximado) para mim, flaviog@warmup.com.br. Quem sabe dá certo e já começo a construir no ano que vem… Se precisarem, os candidados podem me pedir o plano altimétrico (é assim que chama?) do terreno, que mandei fazer outro dia.
SÃO PAULO(imagine isso hoje…) – O blogueiro Joaquim Arnês abriu o baú e ajuda a desvendar parte do mistério dos Chevette que a GM dava aos pilotos de F-1 para bundarem durante a semana do GP do Brasil. As fotos que enviou provam que em 1978 isso aconteceu, e no Rio. Vejam o carrinho emprestado ao Mario Andretti estacionado em Jacarepaguá. Mas creio que antes, em SP, isso foi feito também. A conferir.
E tem mais: a GM emprestava umas Caravans também, para uso das equipes. Na foto, a da Merzario/Palazzoli. Finalmente, a foto em P&B é de Interlagos/1974. O famoso banho de caminhão-pipa (um FNM!) na arquibancada que esturricava sob o sol da zona sul.
É jornalista, dublê de piloto e escritor. Atua em jornais, revistas, rádio, TV e internet. “Um multimídia de araque”, diz ele. No Twitter, @flaviogomes69.