iG
iBest BrTurbo

Publicidade

Publicidade

19/10/2009 - 21:41

EM DEFESA DE BARRICHELLO

rbblogSÃO PAULO (e chega) – De todas as pessoas que encontrei hoje, ouvi: “Esse Rubinho é um cagado, mesmo”, “Puta azar deu o Rubinho”, “Esse Rubinho é muito ruim”, “O cara é muito azarado, tinha de furar um pneu?”, “Esse cara é muito ruim, não vai ser campeão nunca”, “Quando a gente mais espera dele, faz isso”.

E algumas variáveis sobre o mesmo tema.

Eu já tinha dessa impressão, mas depois deste fim de semana, tenho certeza. O problema de Barrichello não é ele, não são seus carros, não são seus companheiros de equipe. O problema de Barrichello é a TV Globo.

E por que a Globo, e não toda a mídia? Porque não se deve ter nenhuma ilusão. A imensa maioria das pessoas no Brasil só se informa sobre F-1 pela Globo. “Se informa” é um eufemismo, melhor corrigir. Digamos que a cultura de F-1 que a imensa maioria das pessoas tem no Brasil vem daquilo que a Globo diz.

E a Globo só diz besteira. A cultura de F-1 do brasileiro médio é zero, talhada pelas cascatas globais.

Barrichello não fez nada de errado ontem, não errou ao tentar a pole com o carro mais leve, não teve azar nenhum, não foi cagado. Mas a histeria global, martelada dia após dia — e quando a corrida é no Brasil, e ele está na pole, chega a ser quase uma lavagem cerebral, uma lobotomia —, faz com que o público aqui acredite que Rubinho do Brasil tem a obrigação de ganhar, e se não ganhar, das duas uma: ou sacanearam com ele, ou é um cagado que não tem mais jeito.

As pessoas veem uma corrida de F-1 aqui com zero de informação honesta. Ontem, depois de dez voltas já era possível afirmar que Rubens não venceria a prova. Simples: não abria de Webber e iria parar cinco voltas antes nos boxes. Cinco voltas, com um carro mais rápido e cada vez mais leve, seriam mais do que suficientes para Webber voltar à sua frente do pit stop. E Kubica, também. Ambos passaram.

Rubens apostou no clima instável de São Paulo, no que fez muito bem. Larga na pole, pula na frente, vai que chove no início, todos têm de parar, a vantagem do carro mais pesado é anulada. Ou, ainda: acontece alguma merda atrás dele, Webber se enrosca, Kubica bate, fica para trás, e a vantagem é igualmente anulada.

Mas há uma desonestidade editorial clara naquilo que a Globo faz, alimentando uma expectativa que não poderá ser cumprida. Porque corrida de carro é muito mais do que essa gritaria de “Vâmo, Rubinho!”, “Não erra agora, Rubinho!”, “Acelera, Rubinho!”. Corrida de carro tem lógica, é matemática, e quem mostra um evento desses a milhões de pessoas tem a obrigação de ser honesto.

Porque se não for, as pessoas não têm elementos para entender a derrota. E se amparam na explicação que está à mão: o cara é cagado, dá azar, não vai ganhar nunca. Ou, ainda: furaram o pneu dele de propósito.

E, aí, vai-se criando a fama, dia após dia, de perdedor, azarado, cagado. Uma farsa, uma mentira. A TV mente o tempo todo. Foi assim nos anos pós-Senna, em que Barrichello, de Jordan ou Stewart, não tinha a menor chance de ganhar uma corrida, embora a TV dissesse o contrário. Porque corria contra Williams, Ferrari, McLaren, Benetton. Depois, na Ferrari, a venda de ilusões baratas era igualmente cruel, porque contra um piloto como Schumacher, Barrichello jamais seria campeão. Não seria porque Schumacher era muito melhor. Se eu for companheiro de Barrichello numa corrida de qualquer coisa, não terei chance alguma de andar na frente dele. Deem um kart para ele e outro para mim, e ele vai chegar na frente todas as vezes. Entreguem um Lada igualzinho ao meu, e não vou ser mais rápido que ele nunca, em nenhuma volta.

Mas a Globo vende a esperança, porque acha que as pessoas só vão se interessar por seu evento se houver a chance de um brasileiro vencer, mesmo se for uma mentira deslavada, como na maioria das vezes. É um engodo, e uma sacanagem com o piloto. A expectativa que se cria por seus resultados é criada na TV. OK, muitas vezes Rubens embarcou na onda, mas é o menor dos culpados.

Se a TV não se dedicasse tanto a iludir seus telespectadores tratados como otários, Barrichello não seria zoado como é há anos, pela Globo inclusive. Poderia conduzir sua carreira com mais tranquilidade e serenidade. Ele não tem a obrigação de vencer por ninguém, pelo povo, pelo país. Tem obrigação de trabalhar direito para quem lhe paga, e por ele mesmo.

Um dia depois de uma corrida normal, na qual fez o que podia fazer dentro dos limites de seu carro e de seu talento, o coitado tem de aguentar um tijolo a mais nessa construção de uma imagem que não corresponde à realidade. Barrichello pode não ser o melhor piloto do mundo, está longe disso, mas é um dos bons dos últimos anos, como outros tantos. Nem muito mais, nem muito menos. Não estaria há tanto tempo correndo se não tivesse qualidades.

Quando parar, muito provavelmente sem ter sido campeão, terá para sempre colado na testa o rótulo de cagado, azarado, lento, o que for. Pode agradecer à TV por isso. Foi ela que, nesses anos todos, disse ao Brasil que Rubens era algo que nunca foi. Talvez ele nunca entenda isso, até porque adora ser bajulado pela Globo, com seu pseudo-jornalismo esportivo meloso, ufanista e cascateiro. Mas é assim.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1 Tags: ,
14/09/2009 - 07:48

SILÊNCIO TOTAL

SÃO PAULO (assim?) – Muita gente notou que durante a transmissão da TV ontem, o caso Nelsinho/Briatore/Cingapura desapareceu do ar. Recebi mensagens de blogueiros e blogueiras que estranharam o silêncio.

Bem, a verdade é que de sábado para domingo não houve novidades no caso. Poderia ser uma explicação. A turma teria optado por não repetir o que já havia sido dito no dia anterior.

Mas repetir faz um pouco parte das, digamos, tradições da Globo. Tanto que o locutor oficial falou umas cinco vezes sobre um cavalo que faz esteira e é do tamanho de um prédio, algo assim, convidando os telespectadores para assistirem a uma reportagem dele mesmo.

Há quem acredite que o silêncio foi voluntário, porque a Renault é anunciante da Globo nas transmissões de F-1. Pode ser. A Renault também anuncia aqui de vez em quando. Ou anunciava, sei lá. A Honda também, mesmo depois de ser zoada implacavelmente neste blog nos últimos dois anos.

Nunca me preocupei demais com isso. E tenho lá minhas dúvidas sobre eventuais pressões de anunciantes nesses casos. Em todo caso, ficou a estranheza no ar.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1 Tags: ,
14/07/2009 - 01:18

NELSINHO, GLOBO, GALVÃO…

SÃO PAULO (sem sono) – Curiosas, as coisas. Recebi agora à noite alguns e-mails e notei em comentários abaixo que tem um monte de gente em polvorosa porque “o Galvão anunciou a saída do Nelsinho da Renault”.

Anunciou? O Galvão agora é porta-voz da Renault?

Vamos colocar ordem nos fatos. Primeiro, a saída não foi confirmada. E, se for, tenham certeza de que Galvão e a Globo não anunciaram porra nenhuma.

Galvão e a Globo ignoraram essa informação, a possível saída de Nelsinho, até o fim de semana do GP da Alemanha. E essa informação, a possível saída de Nelsinho, vem sendo repisada por dezenas de veículos de comunicação há meses. Quem acompanha a F-1 pelo Grande Prêmio, meu site, comandado por Victor Martins & seus asseclas, sabia havia bastante tempo que existia uma cláusula de performance no contrato de Piquet-pimpolho, e que ela poderia ser evocada a partir do GP da Alemanha para uma possível dispensa do piloto — o que, é bom dizer mais uma vez, ainda não foi confirmado.

O engraçado disso tudo é essa história de dizer que “Galvão anunciou” e pedir que eu comente.

Pois comento. A notícia não é que o Nelsinho vai sair da Renault. Essa, quando for confirmada, será notícia velha. A notícia, no caso do “anúncio” do Galvão, é: a Globo descobriu agora que Nelsinho pode ser despachado pela Renault. Porque até a moça da Globo dar a informação na transmissão do fim de semana, em nenhum momento — repito, nenhum — a emissora tocou no assunto em seus telejornais ou programas esportivos. Ao contrário. Lembro vagamente de comentários, nas transmissões ao vivo, na linha “andam dizendo que o Nelsinho vai ser mandado embora, notícias que saem em sites por aí, esses sites dizem muita besteira, é tudo especulação” etc.

Na semana passada, quem levantou a bola de novo, na quarta ou quinta-feira, não lembro, foi a “Auto Motor und Sport” alemã. O assunto, pela importância da revista, foi novamente às manchetes dos sites especializados, já que havia a iminência de uma demissão. Eu mesmo comentei algo aqui.

Aí vem a Globo, atrasada, e “anuncia”? E neguinho pede para eu comentar o “anúncio” da Globo?

É o mesmo caso da gravidez da mulher de Felipe Massa. Eu dei a notícia aqui neste blog em minúscula nota, até pela irrelevância do fato — ele só é relevante para o casal e seus familiares, esticar o assunto é cair na tentação de fazer fofoca, querer dar uma de íntimo, na linha de ”Caras”. Algumas semanas depois Galvão abriu uma transmissão de um GP qualquer dizendo: “Agora é oficial: vem aí o Filipinho!”. Lembram? Achei o máximo. Enquanto a notícia estava num blog, ou num site, ou na puta que o pariu, era apenas um boato. Quando Galvão anunciou, passou a ser oficial. E a moça, evidentemente, já estava “oficialmente” grávida quando dei a notícia. Perguntem ao obstetra dela. Desconfio que ela não ficou “oficialmente” grávida apenas quando Galvão Bueno ficou sabendo, ou quando deu a notícia.

Adoro o Galvão. Ao contrário do que muita gente deve imaginar, porque vivo criticando a postura jornalística da Globo, que ele encarna e representa como ninguém, me dou bem com ele, nos abraçamos quando nos encontramos, não há hostilidade alguma entre nós. Somos colegas de profissão, viajamos juntos dezenas de vezes, dividimos mesas em jantares, tomamos grandes porres, ficamos nos mesmos hotéis, boa parte da minha carreira foi cumprida em sua companhia e na de outros grandes amigos em mais de 18 anos de F-1.

Minha cantilena toda sobre esse assunto, portanto, não é pessoal, um ataque ao Galvão, ou a quem quer que seja. É apenas uma constatação de que a Globo continua sendo arrogante e prepotente em seu pseudojornalismo esportivo (custa mencionar as fontes, dizer que a revista X deu a informação antes de todo mundo, ou que o site Y descobriu antes do que todos?), e que infelizmente muita gente que consome informação, inclusive de outros veículos em várias mídias, continua achando que qualquer merda só é oficial quando sai na Globo.

Ora, vão caçar.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1, Imprensa Tags: , , ,
28/03/2009 - 12:01

MELBOURNETES (10)

SÃO PAULO (não aprendem) – Há algumas semanas, quando começou a colocar no ar as chamadas das transmissões da F-1 em sua programação, a emissora oficial conclamava, na voz daquele cara que faz todas as locuções do canal há séculos (esse cara não morre nunca?): “Vem aí o Mundial de F-1! Vamos torcer por Felipe Massa! Dia tal, tal hora, aqui na Globo” etc.

Sexta de manhã, enquanto assistia ao “Globo Rural” para saber do preço da arroba do boi e das cigarrinhas que infestam as plantações de soja (é meu programa obrigatório na pequena TV da cozinha enquanto o mais velho toma seu café, agora que estuda de manhã, cedo pacas), apareceu outra chamada, na mesma voz do cara que faz todas as locuções (e que não morre nunca): “Vem aí o Mundial de F-1! Vamos torcer por Felipe Massa, Rubens Barrichello e Nelsinho Piquet! Dia tal, tal hora, aqui na Globo” etc de novo. Como se vê, acrescentaram Barrichello e Piquet-pimpolho às nossas opções de torcida.

E eu me pergunto: será que eu posso torcer para outro? Sei lá, para o Vettel, ou para o Nakajima? Tem de ser para o Massa, o Barrichello e o Piquet? Os três juntos? Se eu não torcer para nenhum dos três, posso assistir à corrida pela TV? Ou só estão autorizados a acompanhá-las aqueles que torcerem para o Massa, para o Barrichello e para o Piquet? Será que é a isso que se resume um Mundial de F-1? A torcer para o Massa, o Barrichello e o Piquet? Não tem mais nada legal nas corridas? Carros novos, pistas bacanas, surpresas vindouras (adoro “vindouras”), disputas emocionantes?

Por que a Globo, apesar de tão competente em tanta coisa, é tão babaca em outras?

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1 Tags: , ,
14/03/2009 - 17:21

AO SABOR DA TV

SÃO PAULO (piada pronta) – O blogueiro Rafael Zakspeed alertou para a nota publicada no blog do colega Rafael Lopes. Ele informa que na prova de abertura da Estoque (dia 29 em Interlagos), a corrida não vai valer nada até os dez minutos finais. É quando a Globo entra com a transmissão ao vivo. Nessa hora, vão colocar na pista o safety-car para juntar o pelotão, oferecendo à TV um espetáculo mais, digamos, emocionante.

Se em todas as etapas isso acontecer, for parte do regulamento, não tenho nenhuma restrição. Fazíamos isso na Superclassic, para reagrupar o grid no meio da corrida. Não alterava em nada o resultado, porque na nossa categoria os mais rápidos eram mais rápidos e pronto. Mas nas primeiras voltas sempre tínhamos brigas, mesmo entre carros desiguais, até que as posições se acomodavam. Assim, a “neutralização”, como chamávamos, permitia a reedição dos duelos que aconteciam após a largada.

Ocorre que, na Estoque, as regras do jogo ficam sujeitas aos humores da Globo. Que, diga-se, não vai mostrar todas as provas do ano ao vivo, como aconteceu no ano passado — apesar disso, categoria se vende no mercado dizendo genericamente que suas etapas terão “transmissão da TV”. Assim, a primeira etapa terá safety-car nos dez minutos finais. A segunda, não sei. Pode ser nos últimos cinco minutos. Ou nas três derradeiras voltas. Ou quando o ibope cair.

Os pilotos não falam. Mas detestam essas coisas.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Stock Car Tags:
19/11/2008 - 12:10

EM VT

SÃO PAULO (preciso de mais horas!) – A Estoque apresentou hoje seu carro, seu “business plan”, o calendário de 2009 e uma novidade, ruim para quem gosta da categoria. Se neste ano todas as provas foram transmitidas ao vivo pela TV aberta, a Globo, no ano que vem serão apenas oito. As quatro primeiras, em VT, compacto, ou algo do tipo. O discurso do início deste ano, de que a Globo ama a Estoque, de que a Estoque é demais, que a audiência é enorme, e que por isso todas as provas seriam mostradas ao vivo, prova maior da força da categoria, foi deixado de lado e ninguém deu nenhuma explicação plausível. Também não sei se perguntaram, e também não me interessa.

A coisa boa foi a inclusão de Salvador no calendário. Boa, claro, se a corrida sair. Será de rua. Adoro corridas de rua. E incluíram o Velopark, mas é preciso esperar, também, porque o autódromo propriamente dito ainda não está pronto (apenas a pista de arrancada e o kartódromo).

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Stock Car Tags: , , , ,
25/06/2008 - 16:57

JORNALISMO ZERO

SÃO PAULO (ridículo) – Raramente falo de futebol aqui, porque minha condição de torcedor da Portuguesa representa uma covardia diante dos pobres torcedores de outros clubes. Mas tem dia que é preciso. Hoje o Fluminense começa a decidir a Libertadores contra a LDU. E vocês, que não são de São Paulo, sabem qual jogo a gloriosa emissora oficial vai transmitir para cá? Corinthians x Bragantino. Corinthians x Bragantino! Pela oitava rodada da Série B! E esse jogo estava marcado para sábado. Anteciparam, para poder passar na TV.

Meus coleguinhas da Globo que me desculpem, mas a emissora oficial deixou de fazer jornalismo esportivo faz tempo. Não que seja uma novidade. Só que, desta vez, abusaram.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Imprensa Tags: , ,
27/05/2006 - 17:01

RBR, STR e corrida nos EUA

SÃO PAULO (onde isso vai parar?) – Não escutei, mas quem me conta é o Aliandro Miranda, blogueiro fiel. Além das babaquices de RBR e STR para Red Bull e Toro Rosso, a Globo hoje referiu-se às 500 Milhas de Indianápolis como “uma corrida nos EUA”, quando mencionou a troca de capacetes entre Barrichello e Kanaan. Corrida nos EUA… Mas quando alguém se estampa lá e morre, é F-Indy. Não uma vaga “corrida nos EUA”.

Outro dia o Zidane deu uma exclusiva à Globo. O Zidane. Gentil, atencioso, disponível. Borraram, de maneira tosca, o patrocínio na camiseta do cara. Era o Zidane. Falta de educação é pouco para definir isso.

A propósito, o patrocínio era da adidas (assim mesmo, com minúscula, a adidas não usa maiúscula).

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1, Imprensa Tags: ,
23/04/2006 - 12:23

Babaquices globais

SÃO PAULO (já deu no saco) – Além da babaquice de obrigar locutores, comentaristas e repórteres a dizerem STR, RBR e MF1 no lugar de Toro Rosso, Red Bull e Midland (ai jisus, o que a Midland vende no Brasil?), a Globo estende suas pataquadas a outras glebas.

Hoje pela manhã vi rapidamente matéria no “Auto Esporte”, programete global que antecede o “Esporte Espetacular”. Me chamou a atenção porque apareceram um Renault Rabo Quente e um Gordini de corrida. Ambos seriam, como se diz, “testados” pelo Bruno Senna.

A brincadeira deve ter sido em Guaporé, pelo que percebi. Ou seja: convidam o rapaz para andar de Rabo Quente e Gordini. O rapaz vai a Guaporé, na casa do chapéu. Deve ter passado várias horas ali, à disposição global. E não é que apagam, por meio de computador, os patrocínios inscritos no macacão de Bruno?

Até onde vai tamanha babaquice? Nas entrevistas de jogadores e técnicos, cortam os bonés e os painéis publicitários. Aí as empresas deixam de apoiar o esporte e a Globo ataca as empresas que não apóiam o esporte.

Uma coisa é evitar fazer propaganda de graça. OK, cada um tem a política que quiser. Outra bem diferente, porém, é distorcer a realidade. A Toro Rosso não é STR (ou TRS, como disse, coitado, o Galvão). É Toro Rosso. A Red Bull é Red Bull, não RBR. A empresa que é dona da Ferrari é a Fiat. Se o locutor quer mencionar os cargos de Luca di Montezemolo e entre eles citar o de presidente da montadora que é dona da Ferrari, tem de dizer que é a Fiat.

E apagar inscrições no macacão de um piloto que teve a boa vontade de ir a Guaporé andar de Gordini é sacanagem demais. Aliás, esse negócio de retocar imagens, no caso fotos, já que falamos de outra época, Stálin fazia direitinho.

Babaca, a Globo.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1, Imprensa Tags: , , ,
22/02/2006 - 14:56

Vem aí a Stock (Nas)Car

SÃO PAULO (só falta mandarem cantar o hino) – Saiu ontem o pacotão de mudanças nas regras da Stock Car V8. Americanizada, com playoffs nas últimas quatro provas, e europeizada, com classificação no formato da F-1.

Bem, novidades são sempre positivas. Mas se vai funcionar legal, só o tempo dirá. Só peço uma coisa ao Reginaldo, ao Luiz Roberto e ao Galvão, que geralmente transmitem as corridas na Globo: nada de dizer “Uow, essa passou perto!”.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Stock Car Tags: ,
Voltar ao topo