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23/10/2009 - 18:19

CHICOTINHO E MOEDINHA

CAXAMBU (adoro horário de verão) – Bom dia, macacada. Passei o dia na estrada, porque é fim de semana do VII Blue Cloud, nosso encontro de DKWs aqui em Caxambu. Não blogarei muito até domingo, sorry. De vez em quando é preciso um pouco de vida de verdade.

Mas é claro que a eleição de Jean Todt merece ao menos uma menção. Era esperada e ele derrotou Ari Vatanen — o preferido dos fãs, por assim dizer — por larga margem. Sai o chicotinho de Mosley, no comando desde 1993, e entra o pequeno Napoleão que jogou uma moedinha para o ar para definir o vencedor do Paris-Dacar de 1989, se não me equivoco. E ganhou Vatanen — as voltas que o mundo dá. Na época, ele dirigia a equipe da Peugeot.

Não gosto muito de Todt pessoalmente, me parece um cara meio matreiro demais, capaz de bobagens abomináveis como a da moedinha e as ordens para Barrichello dar passagem a Schumacher, totalmente desnecessárias e antiesportivas. Mas ele é um sujeito sabidamente competente. E conhece corridas. Tomara que seja bom para a FIA, para o esporte, para a F-1 em particular, para as outras categorias em geral, e que seja feliz.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Automobilismo internacional Tags: , ,
19/08/2009 - 15:42

AS REGRAS

SÃO PAULO (tudo ajeitado) – A FIA divulgou hoje seus regulamentos para o ano que vem. Nenhuma grande novidade em relação a tudo que se esperava. Uma das bobagens previstas não passou, a proibição das mantas térmicas que aquecem pneus. É um negócio barato, prático e útil. E se todo mundo largasse de pneu frio, poderiam acontecer algumas batidas bestas. Além do mais, economizam-se algumas voltas de aquecimento com as mantas.

O sistema de pontuação foi mantido. Por um lado, é bom. Descarta-se outra bobagem, a proposta de Bernie Ecclestone de dar o título a quem conseguir mais vitórias. Já discutimos isso à exaustão em março, quando a ideia quase foi colocada em prática. Por outro, eu gostaria de um sistema que aumentasse a diferença entre o primeiro e o segundo colocado. Mas a FOTA só falou nisso por alto e nunca apresentou sugestão nenhuma, então fica como está.

Acabou o reabastecimento. Foram 16 anos seguidos de mangueiras nos boxes, equipamento caro e nem sempre muito confiável. Os pit stops vão continuar, para troca de pneus. Nunca vi grande vantagem no reabastecimento. Prefiro ver todo mundo largando com o mesmo peso. Aquela história de sair mais leve ou mais pesado mascarava as diferenças entre carros e pilotos e induzia a muitas cagadas dos engenheiros, prejudicando pilotos com menos voz ativa.

Por conta disso, os carros ficarão mais pesados, 620 kg de mínimo, porque os tanques serão maiores. O KERS continua opcional. Não gosto do KERS. Acho caro e desnecessário. Azar das equipes, que vão ter de continuar gastando nisso, porque quando funciona faz uma diferença brutal num duelo sem-KERS x com-KERS.

Por fim, a definição do grid. Com 26 carros, o Q1 vai eliminar os oito mais lentos, o Q2 degola mais oito e o Q3 terá os dez mais rápidos fazendo a classificação com pouquíssima gasolina no tanque, sem aquela história de treinar com o combustível que será usado na corrida.

É a melhor parte, embora óbvia, com o fim do reabastecimento. Teremos, de novo, os carros e pilotos mais rápidos largando na frente.

E aí. Gostaram?

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1 Tags: ,
17/08/2009 - 13:09

RENAULT CORRE

SÃO PAULO (ainda bem) – Nunca sei se essas decisões são políticas ou não, mas a FIA acaba de corrigir um erro histórico e permitiu a participação da Renault no GP da Europa, neste domingo. Suspender o time pela roda solta no carro de Alonso tinha sido um exagero, mesmo. A suspensão foi transformada em multa de US$ 50 mil. Assim, largam os 20. Entre eles, claro, Fernando Alonso.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1 Tags: , ,
03/08/2009 - 18:25

GRAVE, NÃO?

SÃO PAULO (essa FIA…) – A denúncia me parece séria e foi feita por David Richards a um site alemão, “MotorsportMagazine”. Ele disse que quando apresentou sua inscrição para disputar o Mundial do ano que vem, a FIA o avisou que só correria se fosse com motor Cosworth. Como a Prodrive tem acordos com a McLaren e com a Mercedes, tirou o time de campo.

Já se falava aqui e ali que isso estava acontecendo, mas ninguém tinha assumido publicamente. US F1, Manor e Campos apareceram na lista de inscritos para 2010 já com motores Cosworth.

Aí tem, sem dúvida.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1 Tags: , , ,
21/07/2009 - 10:30

FALA VATANEN

SÃO PAULO (já tem meu voto) – Sou muito simpático a essa turma nórdica dos ralis e, ampliando (graças a um blogueiro que me corrigiu), da Escandinávia, e por isso acho que Ari Vatanen seria melhor para a FIA do que Jean Todt. Lendo esta entrevista dele, minha simpatia aumentou. Mas vai ser muito difícil segurar o pequeno Napoleão, candidato da situação, por assim dizer. Se ele ganhar, colocarão a raposa para tomar conta do galinheiro, no que diz respeito à F-1.

Todt, nem é preciso dizer, é tudo que a Ferrari quer. Daí que não entendo, mais uma vez, o apoio de Max Chicotinho ao francês.

Aliás, nos últimos tempos, não entendo mais nada.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Automobilismo internacional, F-1 Tags: , , ,
16/07/2009 - 10:34

TODT X VATANEN

SÃO PAULO (vote!) – Está oficializada a candidatura de Jean Todt à presidência da FIA. O francês, ex-imperador da Ferrari, à frente do time italiano nos anos mais bem-sucedidos da história de Maranello na F-1, tem um passado ligado ao esporte. Começou em ralis, disputou o Mundial (como navegador), dirigiu a Peugeot tanto em provas off-road como no asfalto, ganhou quase tudo por onde passou. Mas, na FIA, não vai competir, e sim tentar controlar os competidores — que conhece tão bem.

Todt é situação. Foi indicado por Max Mosley. A candidatura de oposição também vem do mundo dos ralis, o finlandês Ari Vatanen, um dos grandes pilotos de sua época, que ganhou experiência política recentemente como deputado do Parlamento Europeu.

Boa disputa. Para o esporte, porque são duas figuras que conhecem o assunto. Para as outras atividades da FIA, sei lá. Talvez indiquem assessores para cuidar de cintos de segurança, airbags e placas de estrada — não há ironia aqui, o trabalho da FIA no universo do automóvel é importante, embora tenha menos visibilidade.

Em quem você votaria? Eu escolheria Vatanen. Todt rói (acho que ainda tem o acento, que lixo, essa reforma) as unhas. Acho meio nojento o jeito que ele rói as unhas.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Automobilismo internacional, F-1 Tags: , , ,
15/07/2009 - 11:50

ADEG INFORMA: SAI MAX, ENTRA JEAN

SÃO PAULO (parece que agora vai) – Max Mosley desistiu de vez de concorrer à reeleição na FIA. É um indicativo de que o novo Pacto da Concórdia está prestes a ser assinado e ele sai de cena em outubro. O presidente fez, até, a indicação de seu sucessor: espera que seja Jean Todt, francês, ex-manda-chuva da Ferrari que todos conhecem.

A indicação é contraditória. Max escreveu aos seus clubes, semanas atrás, uma carta dizendo que a presidência da FIA deve cuidar de muito mais coisas do que a F-1. Que a FIA tem outras atribuições além das competições, que precisa se preocupar com estradas, segurança, a vida em torno de um carro, enfim.

Todt tem um passado exclusivamente ligado ao esporte. Foi piloto e navegador de ralis, dirigiu a Peugeot, depois a Ferrari. Conhece muito do assunto, mas não sei se manja alguma coisa de segurança nas estradas. O que também não quer dizer nada. O cargo, no fim das contas, tem na F-1 sua maior visibilidade. O problema, me parece, é a excessiva ligação de Todt com a Ferrari. Que deve estar adorando a indicação.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1 Tags: , ,
08/07/2009 - 16:10

TUDO DE NOVO

SÃO PAULO (blergh) – Reunião em Nürburgring entre FIA e FOTA para discutir regulamento de 2010. FIA diz que FOTA não tem direito a voto porque seus times ainda não estão 100% inscritos no Mundial. FOTA se retira da reunião.

Vão gostar assim de briga no inferno. Encheu o saco.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1 Tags: ,
26/06/2009 - 19:27

COLUNA 2

SÃO PAULO (sinto frio) – A coluna Warm Up da semana está aqui. Fala sobre as três cartas que Max Mosley escreveu ontem e hoje, uma para Luca di Montezemolo, outra para o Conselho Mundial da FIA, outra para os clubes filiados à entidade.

Um trecho:

“Mosley declara-se vitorioso na contenda que terminou no acordo de quarta-feira. (…) Diz Max que seus dois principais objetivos, a redução dos custos e a entrada de novos times, foram alcançados. E que o anúncio de que não vai concorrer à reeleição para a presidência da FIA, em outubro, era algo que ele já tinha decidido no ano passado. Acontece que a FOTA, através de seus membros, saiu cantando de galo da reunião do Conselho Mundial, alardeando que a saída de Mosley era uma vitória dos times e fazendo chegar à imprensa a informação de que Michel Boeri, presidente do Automóvel Clube de Mônaco e presidente do Senado da FIA, cuidará dos assuntos relativos à F-1 até outubro, quando Max se retirar. Em outras palavras: Mosley deixaria de mandar. (…) Isso fez com que o presidente da FIA subisse nas tamancas.”

Leiam e depois, como de costume, comentem…

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Colunas Warm Up, Sem categoria Tags: , ,
26/06/2009 - 17:24

COLUNA 1

SÃO PAULO (várias visões) – Reginaldo Leme analisa em sua coluna o desfecho da crise entre FOTA e FIA. Deem uma olhada e comentem aqui…

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Colunas Grand Prix Tags: ,
24/06/2009 - 18:58

TO PIZZA OR NOT TO PIZZA?

SÃO PAULO (ficou enorme, nunca mais escrevo sobre isso!) – Passada a tempestade, ficam duas perguntas. Terminou tudo em pizza? Quem ganhou e quem perdeu, afinal?

Primeiro, é um equívoco acreditar que tudo não passou de um teatro e que era fácil adivinhar seu desfecho. Não. Houve possibilidades reais de ruptura e temores dos dois lados. Das equipes, porque seriam incapazes de montar um campeonato em tão pouco tempo. Da dupla FIA/Bernie, de perder o que sempre tiveram, o controle da F-1. As chances maiores eram de um acordo, sim. Porque ele era necessário. Se não houvesse, porém, estariam todos lascados. E cada lado sairia a campo para lutar por sua sobrevivência, um tentando matar o outro. É assim nas guerras.

Mas houve um acordo, a guerra acabou, e voltamos às perguntas iniciais.

Terminou tudo em pizza?

Bem, pizza, assim, do jeito que a gente conhece, a clássica “fica tudo como está”, não. Afinal, a F-1 de 2010 será outra. O ambiente todo mudou. Max Mosley não será mais o presidente da FIA. Sem ele no comando, os times/montadoras podem pensar um pouco à frente, em colocar na cadeira do rei do chicotinho alguém mais simpático às suas causas. Não há pizza aí. Além do mais, o Mundial terá três equipes novas, algo que não aconteceria de forma espontânea. Será um campeonato diferente, que agrega mais três independentes, equilibrando um pouco a relação fábricas x “garagistas”. Não, definitivamente, sob esse ponto de vista, não acabou tudo em pizza.

Mas…

Há algumas sutilezas que devem ser observadas nesse episódio todo, e é preciso voltar um pouco no tempo para tentar compreender cada passo dado pelos combatentes nos últimos meses.

Max comanda a F-1 desde 1991, quando assumiu a presidência da FISA, o braço esportivo da FIA. Esse órgão seria extinto alguns anos depois. Mas em 1993 Mosley foi eleito presidente da entidade principal, o que dá na mesma.

Bernie sempre foi seu aliado, especialmente quando, no final dos anos 90, a Comissão Europeia acusou a FIA de monopólio por controlar tudo que dizia respeito à F-1 sem dar chances a ninguém de participar do racha do butim. Em 2000, numa manobra até hoje considerada bizarra, a FIA (leia-se Mosley) repassou os direitos comerciais da categoria à FOM (leia-se Bernie) por 100 anos. 100 anos! Estava, de certa forma, descaracterizado o monopólio que a Comissão Europeia contestava.

E tudo seguiu mais ou menos em paz, com um Pacto da Concórdia assinado em 1998 por dez anos, quando a presença das montadoras na F-1 ainda era fraca. Em 2007, porém, quando o acordo deveria ser renovado (para quem não sabe, o Pacto rege todas as relações entre FIA, FOM e equipes, comerciais e regulamentares), o quadro era outro. As fábricas, que tomaram a categoria de assalto, tiraram o pescocinho do engradado e começaram a pleitear fatias maiores das receitas que, achavam, eram magras demais para elas, as donas do espetáculo.

O que Mosley e Bernie fizeram? Cooptaram a Ferrari, assinando um contrato paralelo com o time de Maranello dando direito de veto aos italianos em questões ligadas às regras. Com a Ferrari ao seu lado, montadora nenhuma estaria disposta a encher o saco da dupla. Dupla que, diga-se, nunca confiou nelas, as montadoras, sob o argumento, muito aceitável, de que elas não tinham compromisso com o esporte, mas sim com seus balanços financeiros. Não iriam entregar nada a corporações que no dia seguinte poderiam se mandar da categoria. E foi assim, com esse equilíbrio meio mambembe, que a F-1 sobreviveu até setembro do ano passado, quando foi criada a FOTA.

Luca di Montezemolo, que não é tido como gênio por seus pares — antes, tem a fama de meio bronco e midiático além da conta —, assumiu a presidência da associação das equipes. E a Ferrari, que sempre rezou pela cartilha da FIA, alinhou-se às fábricas que, de novo, queriam fatias maiores do bolo que Bernie sempre mordeu com apetite inversamente proporcional ao seu diminuto tamanho. Foi assim que começou a guerra. Porque, além de querer mais dinheiro, as equipes-montadoras tinham um medo.

Mosley, àquela altura, já havia lançado, talvez na melhor das intenções, as bases de sua F-1 popular, barata, controlada. Controle. Era isso que apavorava os times das montadoras. Não é um acaso o fato de que as duas únicas associadas da FOTA que ficaram com a FIA sejam equipes realmente independentes. Têm nas corridas sua atividade principal. Não prestam contas a ninguém, exceto à Receita dos países onde estão sediados.

Ferrari, Toyota, Renault, BMW Sauber, McLaren, Red Bull e Toro Rosso são, por assim dizer, “filiais” das matrizes que fazem carros e latinhas de energéticos. A Brawn é a exceção nesse grupo, cuja decisão de não correr para a FIA é, para mim, ainda um mistério. Essas sete se arrepiam só de pensar em ter alguém de fora controlando suas contas, digamos, pouco ortodoxas. O medo não era tanto do teto. Era de ter alguém escarafunchando livros e notas fiscais para fiscalizar seu cumprimento.

Esse era o ponto. Foi por isso que os ânimos se acirraram tanto.

Vencedores e vencidos?

Bem, pelo comunicado oficial do Conselho Mundial, as equipes das montadoras (como estão sendo chamadas) não farão um campeonato novo, mandando em tudo, de cabo a rabo. Aí temos uma vitória da FIA. O regulamento, por outro lado, será o mesmo deste ano com algumas bobagens extras, como proibição de mantas térmicas nos pneus e fim do reabastecimento. Vitória dos times, que pediam estabilidade das regras. As equipes, por sua vez, vão reduzir seus gastos genericamente “aos níveis do início dos anos 90”. Vitória da FIA, mas neste caso apenas retórica, porque quero ver quem é que vai fiscalizar isso. O que veremos serão medidas práticas de economia, como equipamentos padronizados, motores e câmbios mais baratos etc. Mas elas, as equipes, continuarão aceitando a FIA como órgão regulador e fiscalizador das regras técnicas e esportivas, vitória da FIA de novo, que segue à frente da categoria como sua principal governante, algo de que Max não abria mão.

Mosley concordou em não concorrer à presidência em outubro, e aí temos uma vitória clara das equipes, que não o queriam mais no comando da federação. Mas todas se comprometeram a seguir os acordos comerciais da FIA até 2012, concordando em renegociar seus termos e estender o Pacto da Concórdia antes que ele expire. Mais um ponto para a FIA, e este é o mais importante.

Aí sim temos uma pizza das mais recheadas. Saborosíssima para Bernie Ecclestone, que no fim das contas é o grande vencedor dessa parada toda (alguém duvidava?). Afinal, o que todos queriam era controlar o dinheiro. E é ele que continua chefiando as finanças, dando as cartas, assinando contratos com TVs e promotores de corridas.

Para os times, de certa forma, tudo bem. A não-adoção do teto orçamentário permite que elas continuem gastando à vontade, sem controle externo. É uma espécie de compensação. Sem o teto, podem seguir com sua atual, digamos, liberdade financeira — que deixaria qualquer fiscal honesto do imposto de renda de cabelos em pé.

Assim, pode-se dizer que não há propriamente vencedores e vencidos, Ecclestone à parte. Nem Max foi à lona, nem os times ajoelharam diante da sede da FIA na Place de la Concorde pedindo perdão por seus pecados.

Cada um cedeu um pouco. A FIA continua fazendo as regras e Bernie segue com sua caixa registradora tilintando. As equipes e as montadoras não terão de se preocupar com situações constrangedoras caso alguém venha rebuscar seus livros fiscais. No que diz respeito àquilo que move o mundo, a grana, aí sim a redonda foi para o forno. E, a esta altura, a mozzarella já derreteu e todos comeram.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1 Tags: , , , ,
24/06/2009 - 13:02

ONE COMMENT

O negócio é dar risada…

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1, One comment Tags: ,
24/06/2009 - 10:02

ACABOU

SÃO PAULO (espero) - E não foi a F-1, desta vez. Foi a novela. E o racha. Max Mosley anunciou que não se candidatará à reeleição. Passou a madrugada reunido com Ecclestone e Montezemolo para amarrar as pontas hoje no Conselho Mundial da FIA em Paris. Avisou que foi feito um acordo com a FOTA. Haverá redução de custos, não se sabe ainda em quais condições e níveis. A FIA promete anunciar daqui a pouco as equipes de 2010, que serão as mesmas deste ano mais as três novatas Manor, USF1 e Campos.

Ainda é cedo para avaliar quem saiu ganhando. Não haverá campeonato paralelo, portanto a FIA venceu. Mas as equipes rebeldes estarão neste campeonato, e certamente sob condições que atendem às suas demandas, portanto os times venceram.

Quando não há vencedores, não há derrotados. Mosley deixar a FIA não é exatamente uma derrota, ele já havia dito antes que não tentaria a reeleição. Se deixou passar a impressão de que poderia ter mudado de ideia, era pressão sobre a FOTA igual à do calendário fajuto que a FOTA fez circular pela mídia europeia.

Creio que as equipes saíram em vantagem, Max deve ter-se cansado, Bernie entrou no circuito porque tem muita grana em jogo. A F-1 de 2010 será a mesma, pero no mucho. Creio que os times vão passar a mandar bastante, Ferrari à frente. A ver.

Resta saber quem será o sucessor de Max. Todt? É bom lembrar que o presidente da FIA não é eleito pelas equipes de F-1, mas sim por confederações nacionais e automóveis clubes. É um colégio eleitoral enorme. Se quisesse, Mosley conseguiria a reeleição.

Aguardemos os comunicados oficiais das duas partes.

Agora pergunto a vocês: no fundo, no fundo, será que não seria legal um rachinha básico? Dois campeonatos, a F-FOTA e a F-1, rivalidade entre séries, qual é melhor, qual leva mais público, qual tem mais audiência…

Para mim, sinceramente, tanto faz. Eu gosto de corrida. Tendo corrida, tá bom. Em Interlagos, de Lada, melhor ainda.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1 Tags: , , ,
19/06/2009 - 16:14

FISH & CHIPS (2)

SÃO PAULO (daqui a pouco falo do Meianov)Max Chicotinho falou em Silverstone. E deu a entender que não está muito preocupado com a chiadeira da FOTA. “No ano que vem, estarão todos no grid em Melbourne”, disse. Como ganhou algum tempo desistindo de divulgar a lista de inscritos amanhã, decidiu tirar uma onda. Faz parte do jogo.

A lista não sai porque a FIA resolveu entrar na Justiça contra a FOTA. Max não é bobo. É advogado, e dos bons. Muitos times devem ter contratos individuais com a FIA que, se forem quebrados, podem resultar em pesadas multas. Suspeita-se que Ferrari, Red Bull e Toro Rosso estejam entre elas. Por isso apareceram na primeira lista sem asteriscos. Como se fossem obrigadas a competir, algo que estaria escrito em algum papel.

Mosley demonstra muita segurança numa solução negociada. Acha que, a esta altura do campeonato, a questão está virando pessoal, embora ele não cite Montezemolo. Isso porque, em suas palavras, as condições da FOTA e as propostas da FIA são menos distantes do que se imagina.

É duro na queda, o velho Max. Está peitando a Ferrari, o que não é pouco.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1 Tags: , , , ,
19/06/2009 - 10:48

A F-1 ACABOU (3)

SÃO PAULO (eu gosto é de ver o circo pegar fogo) – Algumas reflexões. Acho que cabe refletir, afinal estamos falando de uma categoria que tem 60 anos e que, de certa forma, é a razão de ser deste blog, paixão da maioria dos blogueiros, essas coisas…

- Sou pró-Max, é o que a blogaiada está entendendo. Vamos esclarecer. Nada exatamente pessoal. Mosley não é infalível. Basta ver o que aconteceu no começo do ano, com a ideia doida de dar o título a quem ganhasse mais corridas. Mas ele é sensato, em geral. E da mesma forma que as equipes têm o direito de defender suas causas, ele tem o direito de defender uma categoria que, no final das contas, pertence à FIA e à FOM. Essa posse não é arbitrária. Todas as equipes sempre aceitaram a tutela regulamentar da FIA e comercial da FOM. Que ninguém esqueça que se a F-1 é um sucesso comercial (e todo mundo ganha dinheiro com ela, não fosse assim a McLaren não teria a sede que tem e por aí vai), deve isso a Bernie Ecclestone, por mais que ele seja um gavião para ganhar dinheiro. Aí não há santos.

- Vocês me conhecem e, em geral, estou longe de ser um legalista. Questionar os mandatários de plantão é algo saudável e necessário. Mas, para isso, é preciso argumentar bem. Os argumentos da FOTA não são bons. Os da FIA são. E quando eu digo FOTA, é melhor ler Ferrari. É ela, na persona de Luca di Montezemolo, que está à frente da revolução. E a Ferrari nunca foi uma revolucionária. Não nos enganemos. Não é uma questão de princípios que está em jogo no que diz respeito a Maranello. É uma questão de poder: controle sobre as regras e sobre o dinheiro. Direito legítimo, pode-se dizer. Tão legítimo quanto o da FIA e de Bernie de tentarem manter seu brinquedo.

- Mosley tem muita razão quando diz que uma categoria de competição precisa de um órgão regulador independente. É assim na MotoGP, no Mundial de Rali, em qualquer categoria que opõe adversários tão distintos. É mais fácil um autocontrole quando se trata de uma categoria monomarca. Mas é muito difícil quando se trata de administrar uma porção de equipes diferentes, fabricantes avulsos, marcas diversas de motores, pneus etc. Deixar isso nas mãos de oito equipes diferentes é suicídio. Serão oito regras, uma para cada. E brigas intermináveis.

- Se sair o campeonato “paralelo”, com as oito equipes da FOTA, duvido que equipes novas se disponham a participar. Afinal, quem tem dinheiro para isso? É possível montar equipes novas com um orçamento limitado a sei lá quantos milhões de dinheiros. Mas encarar um campeonato em que não há limite, e apenas uma genérica intenção de “cortar custos”, não é para qualquer um. Talvez apenas para montadoras. E, como se sabe, não há fila de montadoras dispostas a correr de F-1 ou de F-FOTA.

- Por outro lado, como dizem os neoliberais, a concorrência é sempre bem-vinda, não? Ninguém é obrigado a disputar a F-1 da FIA. Mas se quiser disputar, tem de seguir suas regras. Discordo dos que apontam autoritarismo em Mosley. A FIA tem várias instâncias de decisão, como o Conselho Mundial, a Comissão de F-1 etc. Em todas, as equipes são representadas, assim como os promotores, os patrocinadores, as confederações nacionais. O problema é que a Ferrari, que sempre rezou pela cartilha da FIA, resolveu não rezar mais. E arrastou com ela aqueles que Max sempre disse serem voláteis: Toyota, Renault, BMW, Red Bull. E mais McLaren e Brawn, que merecem tópico à parte.

- A McLaren espionou a Ferrari há dois anos. Viraram inimigos. Por conta disso, foi duramente punida. Seria um contrassenso ficar ao lado da FIA, portanto. Mas eu não achava isso. Seria um contrassenso igual ficar ao lado da Ferrari, inimiga mortal. Achava que por estar com a espada de Dâmocles na cabeça, a McLaren iria capitular para evitar problemas. Só que as diferenças entre Ron Dennis (alguém duvida que ele ainda manda?) e Mosley foram maiores do que as diferenças dele com a Ferrari. E é preciso compreender também que a Mercedes é do time das montadoras, não dos garagistas. Assim, está explicada sua opção, levando consigo a Brawn — que não teve peito para debandar, sob o risco de perder sua fornecedora de motores.

- E a F-1 da FIA, o que será? Bem, muitos dos que se voltam contra Mosley defendem e têm saudades “daquela F-1 dos velhos tempos”, em que todo mundo corria de motor Cosworth e a competição ficava por conta da criatividade de engenheiros e projetistas. Uai, é o que teremos agora, com o desfalque enorme da Ferrari, que não pode ser desprezado. Mas é uma aposta. Tem chance de perder? Tem. A Ferrari tem torcida, é a cara da F-1, não se sabe como o povo vai reagir à sua ausência.

- O povo… A FOTA fala em ingressos mais baratos, num exercício banal de demagogia. A F-1 é elitista e elitizada não por causa da FIA. Não só por causa dela. As equipes contribuem, e muito, com esse queixo empinado que quem conhece sabe como é abominável. Uma consequência boa desse racha pode ser essa: todo mundo baixar sua bolinha, a FIA e as equipes. A FIA, porque lidará com outro tipo de gente em seu campeonato, gente que sempre foi desprezada e segregada. O ambiente será outro. E as equipes fotianas, porque sabem que se continuarem se achando o uó do borogodó não têm futuro. Quem sabe param de gastar fortunas com motorhomes ridículos, aviões particulares e iates para festinhas em Mônaco. Eu sei bem como é o relacionamento dessa gente com o público. E não é exatamente a FIA quem dita esse comportamento.

- Considerando que dois campeonatos coexistam, a FOTA terá bastante trabalho para montar seu calendário. E para escrever as regras, e para escolher quem vai fiscalizá-las, e para fechar contratos com TVs, promotores e autódromos. Pistas existem. Sem pensar muito, dá para imaginar um campeonato correndo em Magny-Cours, Silverstone, Fuji, Portimão, Jerez, Valência, Montreal, Kyalami, Indianápolis, Hockenheim, Mugello, Áustria (Didi resolve…), Qatar e por aí vai. O problema maior é: quem vai governar essa categoria? Um conselho formado por representantes de montadoras rivais? É difícil imaginar que isso dará certo. Automobilismo é fogo.

- E, por fim, olhemos as coisas de forma otimista. Se sair um novo campeonato, serão dois para que aqueles que gostam de corridas acompanhem. Perder-se-á um pouco da referência, aquela coisa de saber que se está vendo a elite do automobilismo, o campeonato mais importante, mais charmoso, o olimpo. Mas os tempos estão mudando. Além do mais, é mais piloto correndo, mais gente empregada, mais equipes, maior diversidade. Não acho que vá acontecer, a tendência é de um enfraquecimento geral, como aconteceu nos EUA no racha Cart x IRL. Mas é impossível prever o futuro. Tem coisas que a gente só consegue avaliar depois que elas acontecem. Pode ser o caso agora.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1 Tags: , ,
18/06/2009 - 22:53

A F-1 ACABOU (2)

SÃO PAULO (muita calma nessa hora) – Bem, bem, bem. O comunicado da FOTA não dá margens a especulações. Não se trata mais de uma ameaça, mas de uma decisão. Que me surpreende, para ser sincero. Eu achava que no fim das contas Mosley iria vencer, dado o teor da enorme carta divulgada terça-feira, embasando todas suas decisões e acusando diretamente a Ferrari de liderar uma tentativa de levante com claros interesses próprios.

Venceria rachando a FOTA. Mosley não se importaria com deserções da Toyota, da Renault, da BMW Sauber, da Red Bull e da Toro Rosso. Essas ele sempre achou que não têm importância, entram e saem, não são comprometidas com a F-1. Também não se importaria se a Ferrari resolvesse bater o pé. Mas queria atrair Brawn e McLaren. Esta última seria seu grande trunfo para mostrar ao mundo que a Ferrari era a vilã da história.

Contava, para isso, com o pisar em ovos da McLaren desde o caso da espionagem e da mentira de Hamilton em Melbourne. Achava que o time prateado, para evitar problemas, acabaria cedendo, levando junto a Brawn por causa da Mercedes. Além do mais, Ross Brawn não é exatamente o maior amigo de Luca di Montezemolo por conta dos protestos do início do ano em relação aos seus difusores.

Mas talvez Max não considerasse seriamente a possibilidade de um novo campeonato. Com seus times novatos, mais a tradição da Williams, a Force India, a McLaren e a Brawn, daria um pé solene na Ferrari e nas montadoras que tanto abomina.

E não abomina por questões pessoais, aqui vale o parêntese. Há anos Mosley alerta para a instabilidade de uma categoria cujo alicerce são empresas dirigidas por gente que não tem no esporte um fim, mas um meio. Diz ele na carta de terça: “Quando a Honda anunciou sua desistência em dezembro de 2008, já havia feito sua inscrição para 2009 e era contratualmente obrigada a competir. Duas coisas ficaram claras para a FIA. Primeiro, qualquer montadora poderia sair a qualquer momento. E a FIA não teria como recorrer contra essas montadoras, contra a empresa principal, apenas contra as equipes que não teriam patrimônio nenhum, exceto suas dívidas. Segundo, que era muito provável que outras montadoras fizessem o mesmo antes de 2010″.

Segue a FIA, sempre com muita propriedade: “A Renault depende do governo francês. Parece duvidoso que os contribuintes franceses estivessem dispostos a gastar o dinheiro de seus impostos, em quantias tão altas, numa equipe de F-1. As operações da Toyota verificaram perdas pela primeira vez na história, e ela poderia desistir de gastar centenas de milhões numa equipe, enquanto a BMW, que faz enormes sacrifícios para cortar os custos em sua operação principal, poderia decidir não gastar pesadamente em seu time”.

“Diante da possibilidade de termos apenas 18 carros no grid em Melbourne e de as coisas piorarem em 2010, a FIA teve de agir. Havia dois passos óbvios. Primeiro, uma aproximação ao sr. Montezemolo para obter dele uma garantia de que as montadoras estariam no grid em 2010 e que a situação da Honda não iria se repetir. Segundo, iniciar conversas com a FOTA na direção de cortar os custos a um ponto que fizesse com que uma eventual saída das montadoras se tornasse improvável, que viabilizasse a existência das equipes independentes e a entrada de novos times.”

Aí seguem várias críticas a Montezemolo. Ele teria prometido as garantias, mas nunca apresentou sequer uma carta das montadoras garantindo seu compromisso com a F-1. “Nem mesmo da companhia dele, a Fiat”, diz a FIA. Depois, na reunião do Conselho Mundial de 17 de março, a Ferrari votou contra o teto orçamentário, mas não contra as liberdades para as equipes que o adotassem. Mais tarde, em outro Conselho Mundial, em 29 de abril, foi votado o regulamento para 2010 em detalhes. Montezemolo não apareceu. Elegeu o presidente da comissão italiana de kart, “Mr. Macaluso”, com uma procuração para votar em nome da Ferrari. Macaluso também não apareceu e participou da reunião por videoconferência. Votou contra as regras (foram dois votos contra), sem justificar o voto.

Veio depois a ação da Ferrari na Justiça francesa, e mais reuniões, e a FOTA empurrando tudo com a barriga, inclusive uma tentativa de esclarecer como seria feito o controle financeiro do teto orçamentário. Max foi ficando de saco cheio.

O presidente da FIA acha que a FOTA quer controlar a grana e as regras. Tem razão, quer mesmo. E argumenta que a F-1 precisa de um órgão regulador imparcial e independente “pela própria natureza do esporte”, porque ele é disputado “por pessoas que querem vencer (literalmente) a qualquer custo”. “Há vários exemplos disso, envolvendo ao menos quatro equipes da FOTA, nos últimos anos”, diz o texto. “Um bom governo não significa que a Ferrari deve governar. (…) A Ferrari é representada no Conselho Mundial desde 1981 e nunca se opôs aos nossos processos ou decisões até abril e maio deste ano.”

Mosley termina sua carta com uma reflexão um pouco mais filosófica sobre a F-1. “A discussão é sobre os princípios da F-1. Sobre liberdade técnica. É o reconhecimento da FIA e de várias equipes de que você pode ter liberdade técnica, liberdade para inovar, ou liberdade para gastar sem limites. Não é possível sustentar as duas coisas. (…) Comparada com as propostas da FOTA, o regulamento de 2010 é muito mais livre. A FOTA propõe não testar, eliminar o KERS, padronizar câmbio, aerodinâmica, limitar o trabalho nas fábricas. Em vez de buscar meios econômicos para fazer coisas inovadoras (que é o espírito da F-1 e o desafio da indústria automobilística), a FOTA quer impor restrições e diminuir os desafios técnicos.”

Mosley tem razão em tudo. O cenário econômico mundial não comporta a gastança da F-1 e as incertezas quanto à participação das montadoras. A Ferrari quer tomar conta de tudo, é o que Max quer dizer. Comprou a briga. Perdeu oito equipes, mas pode ganhar 15. Só que sem McLaren e Brawn, vai ter de ser muito hábil para montar uma nova F-1 que seja atraente para o público e para os parceiros de sempre.

Do outro lado da trincheira, as oito rebeldes também terão dificuldade para montar um grid razoável. Quem vai querer competir com gigantes que gastam o que querem? Quem vai querer colocar um carro na pista para levar ferro das já estabelecidas? E os contratos com os autódromos e com as TVs?

É o maior racha da história da F-1. Por enquanto, é tudo que dá para dizer.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1 Tags: , , , ,
18/06/2009 - 20:24

A F-1 ACABOU

SÃO PAULO (acho que agora é sério) – A FOTA acaba de divulgar comunicado em Silverstone. BMW Sauber, Ferrari, Brawn, McLaren, Red Bull, Renault, Toro Rosso e Toyota assinam o papel. Dizem que acabou o papo. Vão fazer um campeonato novo.

Segue a íntegra do texto:

“Desde a formação da FOTA em setembro, as equipes têm trabalhado unidas e procuraram engajar a FIA e o detentor dos direitos comerciais para desenvolver e melhorar o esporte.

“Uma crise financeira sem precedentes colocou diante da comunidade da F-1 enormes desafios. A FOTA orgulha-se de ter estipulado medidas substanciais de corte de custos, as maiores na história de nosso esporte.

“As equipes de fábrica em particular ofereceram assistência aos times independentes, alguns dos quais provavelmente não estariam no esporte se não fossem as iniciativas da FOTA. As equipes da FOTA concordaram voluntariamente em reduzir seus custos de forma a chegar a um modelo sustentável para o futuro.

“Em seguida a esses esforços, todos os times confirmaram à FIA e ao detentor dos direitos comerciais sua disposição de assumir um compromisso até o fim de 2012.

“A FIA e o detentor dos direitos comerciais fazem uma campanha para dividir a FOTA.

“Os desejos da maioria das equipes foram ignorados. Além disso, dezenas de milhões de dólares dos times foram retidos pelo detentor dos direitos comerciais desde 2006. Apesar disso e da ausência de um ambiente favorável a um compromisso, a FOTA genuinamente procurou esse compromisso.

Ficou claro, assim, que as equipes não podem continuar a assumir tal compromisso relativo aos valores fundamentais do esporte, e declinaram de alterar suas inscrições condicionais para o Campeonato Mundial de 2010.

“Estas equipes, assim, não têm outra alternativa que não iniciar a preparação para um novo Campeonato que reflita os valores de seus participantes e parceiros. Esta categoria terá uma gestão transparente, um único regulamento, vai encorajar a entrada de novas equipes e escutar os desejos dos fãs, inclusive oferecendo preços de ingressos mais baixos em todo o mundo, assim como a novos parceiros e acionistas.

“A maioria dos pilotos, estrelas, marcas, patrocinadores, promotores e companhias historicamente associadas ao mais alto nível do automobilismo estarão todos do lado dessa nova categoria.”

Já volto para tentar analisar o que está acontecendo.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1 Tags: ,
16/06/2009 - 12:17

SEM SAÍDA

SÃO PAULO (nunca cumpro) – Eu tinha jurado que não iria mais falar nesse assunto antes de uma solução final, mas é impossível. Afinal, é o assunto do ano na F-1, apesar da grande, enorme novidade de ver uma equipe estreante arrasando a concorrência.

Fato é que os ânimos se acirraram mais uma vez. Mosley descascou as equipes hoje e, ontem, emitiu outro comunicado descascando a associação das montadoras europeias — que declararam apoio aos times mantidos por fábricas.

O raciocínio do presidente da FIA é, como sempre, cristalino. Não entende como as fábricas, atoladas em dívidas e falindo uma por dia, podem ser contra o teto orçamentário na F-1, esse sorvedouro de receita que, diante de acionistas, não faz o menor sentido. Na sua opinião, a FIA está é fazendo um favor às fábricas ao limitar os gastos em corridas. Dá para lhe tirar a razão?

No que diz respeito às equipes, diz que está agindo no sentido de dar liberdade técnica aos engenheiros, estimulando a criatividade e o desenvolvimento em bases mais racionais, dando oportunidade aos mais inventivos de se sobreporem àqueles que trabalham com orçamentos ilimitados. Acrescenta que, até agora, a única medida real para cortar custos na F-1 foi o congelamento dos motores, o que não é o bastante. E que não dá para congelar o resto dos carros, sob o risco de agir contra os princípios da F-1. Dá para lhe tirar a razão?

Para Max, o que está acontecendo de verdade é um embate pelo poder, com as equipes querendo assumir a categoria comercialmente e também fazer suas regras. Novamente, não é possível tirar sua razão.

O placar desse confronto, aqui neste blog, já variou muito e teve algumas viradas. Uma hora Max ganhava de 1 x 0, depois os times viraram para 10 x 1, depois viu-se que na verdade os 10 não eram 10, mas 8, e Mosley tinha 15 na manga. A Ferrari continua entrincheirada de um lado e os que continuam com ela não parecem ter grande convicção. No outro lado da trincheira, Max acena com gastos mais baixos, uma F-1 mais “democrática”, mocinhas de cinta-liga e chicotinhos para todos.

Eu diria que, neste momento, as ideias de Mosley são mais sedutoras que o pezinho de Montezemolo batendo no chão sem parar, que a pança de Briatore chacoalhando ao som gutural de suas fanfarronices, que o bigodinho sem graça de Theissen e que a insignificância do que pensa a Toyota.

Neste exato momento, Max está na frente de novo.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Sem categoria Tags: , ,
12/06/2009 - 19:26

COLUNA 2

SÃO PAULO (nem precisava) – É só para constar, porque a coluna que publiquei hoje no Grande Prêmio é uma somatória pura e simples de dois posts que coloquei aqui de manhã. Para ver como vocês são privilegiados…

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Colunas Warm Up Tags: , ,
12/06/2009 - 09:10

A LISTA DE MOSLEY

SÃO PAULO (e me fez acordar cedo) - Saiu a lista de Max Mosley. As 13 equipes que vão disputar o Mundial de F-1 no ano que vem estão definidas. São as 10 desta temporada mais Campos, USF1 e Manor — delas falo daqui a pouco.

A curiosidade da lista é que cinco times vieram acompanhados de asteriscos: McLaren, BMW Sauber, Renault, Toyota e Brawn. São todas da FOTA. A papeleta da FIA diz que estas cinco equipes submeteram suas inscrições de forma “condicional” e que elas serão convidadas a discutir essas condições e resolver a situação até, no máximo, sexta-feira da semana que vem, 19 de junho.

Informa a FIA, também, aquilo que já se sabia: que serão 13 times e que enquanto houver a pendência das cinco equipes com asteriscos, as demais que apresentaram seus formulários de inscrição continuarão sendo avaliadas pela entidade, podendo substituir qualquer uma delas no prazo final, dia 19.

Williams e Force India, das atuais participantes, aparecem sem asteriscos e estão confirmadíssimas.

E Ferrari, Red Bull e Toro Rosso? As três, mal saiu o comunicado da FIA, já estavam com seus próprios textos prontinhos para distribuírem à imprensa. Red Bull e Toro Rosso disseram que continuam alinhadas à FOTA e que as inscrições permanecem “condicionais”. A Ferrari é mais incisiva. Abre seu comunicado com título em negrito e tudo: A Ferrari não participará do Mundial de F-1 de 2010 da FIA até que suas condições sejam atendidas.

Ulalá. Maranello demonstra estranheza com sua apariçao na lista como se nada estivesse acontecendo e avisa que: 1) submeteu sua inscrição no dia 29 de maio sujeita a certas condições, e que até agora essas condições não foram atendidas; 2) não obstante, e apesar de a equipe ter solicitado à FIA que isso não fosse feito, a FIA incluiu a Ferrari como participante incondicional do Mundial de 2010. Para dirimir qualquer dúvida, a Ferrari reafirma que não participa do campeonato sob o regulamento adotado pela FIA, que viola os direitos da Ferrari assegurados por escrito em acordo com a entidade.

Esses direitos, só para deixar claro, são de veto. A Ferrari tem há algum tempo, por ser a equipe mais antiga do grid, um acordo firmado com a FIA, coisa meio nebulosa e recente, que lhe dá poder de vetar algumas coisas na F-1. Max Mosley, pelo jeito, não está dando muita bola a esse papel.

Toro Rosso e Red Bull teriam, de acordo com fontes na Inglaterra, cláusulas contratuais com a FIA que as obrigam a correr, e por isso apareceram sem asterisco algum. Também são papéis obscuros. E os times, assim como Max com a Ferrari, está se lixando para eles — tanto que seguiu a Ferrari ao condicionar sua participação.

Bem, o impasse continua. A diferença é que, agora, pelo menos se sabe quais são as novatas aprovadas. E o Dia D, que era hoje, foi transferido para sexta que vem. Até, as cinco “asteriscadas” terão de se manifestar. Essa será a parte mais fácil. Difícil será dobrar a Ferrari. A queda-de-braço ainda não teve um vencedor. Mas minha intuição diz que Mosley está virando o jogo de novo.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1 Tags: , ,
10/06/2009 - 11:35

EXCLUSIVO: A F-1 DE 2010

SÃO PAULO (que chuva é essa?) – Max Mosley já tinha em mãos os desenhos e animações computadorizadas de todos os carros das equipes novas que enviaram suas inscrições para o Mundial de 2010. A novidade é que agora há imagens de alguns carros andando, e parecem bem reais. É com esse material que ele pretende encostar as equipes da FOTA na parede, mostrando que todas elas têm estrutura de sobra para disputar o campeonato no mesmo nível que a turma da Ferrari & Cia. Até porque não anda tão alto assim o nível da turma da Ferrari & Cia.

O que vocês verão neste link (que, espero, fique no ar bastante tempo; desconfio que acabará sendo tirado assim que perceberem que vazou) é absolutamente exclusivo e apresenta a verdadeira face da F-1 em 2010. E atenção: não é montagem. As imagens são reais mesmo.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1 Tags: , ,
09/06/2009 - 18:05

JUNG E O CISMA

SÃO PAULO (sensato, como sempre) – O conflito entre FIA e FOTA é, em resumo, uma estupidez. Leiam na coluna do Andre Jung, e depois comentem aqui, claro.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Colunas Apex Tags: ,
08/06/2009 - 16:33

CEDENDO

SÃO PAULO (que saco) – Max Mosley mandou uma carta para a FOTA. Convida as equipes para participarem da elaboração do regulamento de 2010, mas pede que as inscrições sejam incondicionais. “Depois a gente senta e resolve”, é o que Max quer dizer.

Estou quase tomando a decisão de só voltar a tocar nesse assunto quando alguma solução definitiva for tomada.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1 Tags: , , ,
08/06/2009 - 10:19

O MUNDIAL “DELES”

SÃO PAULO (dia 12 tá aí) – O fala-fala sobre 2010 foi muito intenso na Turquia, como já havia sido em Mônaco. A sensação que tenho é de que as equipes estão pouco se lixando para aquilo que anda acontecendo na pistas e só se preocupam com o jogo político que tomou conta da cena desde que a briga entre FOTA e Max Mosley se escancarou.

Os piloto se reuniram e juraram amor a seus times. Vão com eles até o fim. O que é curioso, porque alguns deles possivelmente serão demitidos no final do ano, estejam onde estiverem seus patrões. Mas esqueçam os pilotos, eles não mandam nada.

A situação de momento aponta Williams e Force India com a FIA, e mais as novatas que demonstraram interesse em correr no ano que vem: Epsilon Euskadi, Campos, USGP-Alguma-Coisa, Prodrive-Aston Martin, Superfund, Lola, N. Technologies, March, Brabham e Litespeed (que pode usar o nome Lotus). Claro que algumas são apenas ensaios, não têm condições nem de preparar o Meianov. Mas são dez, fazem volume. E acho que a FOTA ainda terá algumas baixas, como McLaren e Brawn.

Em Istambul, circulou até um calendário que as dissidentes, lideradas pela Ferrari, podem adotar em 2010 caso decidam correr sozinhos, formando outra categoria. Claro que não deve ser muito levado a sério, até porque existem contratos entre alguns desses autódromos/promotores e a FIA/FOM. Mas vale pela curiosidade. Dos circuitos que fazem parte do calendário atual, Mônaco, Monza, Silverstone e Abu Dhabi seriam incorporados pelos rebeldes. As outras pistas utilizadas seriam Magny-Cours, Jerez, Portimão, Mugello, Indianápolis, Montreal e Hockenheim.

Todas elas têm condições imediatas de receber corridas de F-1, ou de alguma categoria semelhante. Notem que colocaram Silverstone, que provavelmente será substituída por Donington no ano que vem na F-1 de Bernie & Max. Abu Dhabi ainda nem estreou e já está sendo cooptada. Magny-Cours foi abandonada à própria sorte, é a chance de resgatá-la. Mônaco diz que só faz corrida se tiver Ferrari nas suas ruas. Jerez é outra relegada à própria sorte, aceitaria sem pestanejar. Mugello é praticamente da Ferrari, e Monza só faz sentido com carros vermelhos na pista. Portimão, no Algarve, está estalando de novo, louco por alguma coisa importante. Montreal adoraria ver a F-1 ou outra categoria qualquer de volta. Indianápolis precisaria de um trabalho comercial forte com Tony George. E Hockenheim anda meio em baixa nessa história de revezamento.

Como se vê, pista no mundo é o que não falta. Dá para vários campeonatos, sem problema algum. Problema imediato mesmo, outro, é o que tem sido visto nos elefantes brancos construídos recentemente para a F-1, como esse autódromo da Turquia. Ontem, apenas 36 mil pessoas ocuparam suas arquibancadas. Público de joguinho do Corinhtians no Pacaembu. A culpa, dizem, foi dos preços muito altos dos ingressos. Se for criada uma nova F-1 pelas rebeldes, e se continuar existindo a atual sob o comando de Max, Bernie & seus seguidores, é algo que deve ser levado em consideração. Tirando a Nascar, vejo que automobilismo leva cada vez menos gente aos autódromos. No mundo todo.

Bem, no fim da semana, dia 12, dia dos namorados, a FIA promete divulgar sua lista de inscritos. Até lá, vamos ficar especulando.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1 Tags: , ,
05/06/2009 - 19:18

COLUNA 2

SÃO PAULO (o banco me adora todo dia 5) – De toda essa zona que virou a briga entre FOTA e FIA, uma certeza: no ano que vem, teremos algumas (ou muitas…) equipes nanicas de novo na F-1. É a boa notícia para 2010, e tema da minha coluna Warm Up de hoje. Leia lá, comente aqui!

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Colunas Warm Up Tags: , ,
04/06/2009 - 14:34

TUDO DE NOVO

SÃO PAULO (céu de brigadeiro) – São muitas idas e vindas nessa briga. Já está enchendo um pouco, mas não deixa de ser divertido acompanhar a marra de Max Mosley. O fato é que todo mundo deu como favas contadas que um acordo havia sido feito sexta-feira, quando as equipes se inscreveram em bloco. Picas. Max ainda não havia se pronunciado. Fê-lo à imprensa suíça. Pelo jeito, ele não considera a exclusão do teto orçamentário e, muito menos, a assinatura de um novo Pacto da Concórdia até o dia 12 de junho — exigências da FOTA para seus associados participarem do Mundial.

Max acha que a inscrição em bloco (excluindo a Williams) foi feita para atrapalhar as novas equipes que pretendem correr. E disse que quem não estiver satisfeito, que crie seu próprio campeonato.

Assim, tudo volta ao estágio anterior à inscrição coletiva. De um lado, os times; do outro, Max. Se no dia 12 de junho não for assinado pacto algum, a FIA deve consultar os times da FOTA, os “fotidos” do Bairro Peixoto, para saber se querem continuar na brincadeira. Se não quiserem, vai sair uma “entry list” para 2010 com Williams, McLaren, Brawn, Force India (essas querem que a FOTA se “fota”, não estão nem aí para a Ferrari) e o bando de loucos das últimas semanas: March, Brabham (a marca é de um alemão que comprou a Super Aguri), Epsilon Eukadis, Lola, Campos, Superfund, Prodrive, USGPE. Só aí já são 12. Um bom grid, e ainda sobra.

Considerando tal hipótese plausível, quem é que faria falta entre os “desertores” puxados pela Ferrari? Só a própria. A Toyota nunca deixou de ser uma fabricante de Corollas de passagem pela F-1. A Renault já entrou e saiu tanto das pistas, como equipe ou fornecedora de motores, que talvez seja melhor mesmo ficar fazendo seus Twingos. A BMW Sauber é a equipe mais sem sal de todos os tempos. Red Bull e Toro Rosso são legais, mas o mundo não vai parar se carros disfarçados de latinhas de energético deixarem as pistas, tampouco a Red Bull deixará de patrocinar corridas de aviões, quedas livres de precipícios, travessias aéreas sem motor, maratonas de balonismo ou descidas de ladeira com carrinhos de rolimã, como sempre fez.

Falta, mesmo, fará a Ferrari. Mas o mundo anda tão doido que não me surpreenderia se ela fosse esquecida em seis meses. Dizem que existe uma pesquisa que concluiu que se a Coca-Cola parar de fazer publicidade, a marca cai no ostracismo em menos de um ano, embora tenha mais de um século de existência e seja consumida em todos os cantos do planeta. Não duvido.

Assim, a Ferrari que coloque as barbichas de molho. Se tem uma coisa que não mudei desde o início dessa guerrinha foi a convicção de que a Ferrari precisa muito mais da F-1 do que a F-1 da Ferrari.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1 Tags: , , ,
29/05/2009 - 18:45

COLUNA 2

SÃO PAULO (alguém aposta em outra coisa?) – Pronto, no ar a minha coluna da semana, com dois temas. O primeiro, Button. Apostando que ele será o campeão, apesar da pequena diferença que tem para Barrichello, porque está mostrando que não é apenas um rostinho bonito. O segundo, o acordo entre FOTA e FIA.

Leia lá, comente aqui!

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Colunas Warm Up Tags: , , ,
29/05/2009 - 11:30

NINGUÉM DANÇOU

SÃO PAULO (segue o bonde) – A FOTA acaba de anunciar que todas as equipes associadas se inscreveram para o Mundial de 2010. Quem tem, tem medo. Mas não é bem isso. O texto da associação explica que a participação no campeonato e o compromisso com a FIA vêm associados a um plano trienal de redução de custos. Mas não há teto orçamentário estabelecido.

Um novo Pacto da Concórdia será assinado até o dia 12 de junho. O regulamento de 2010 será o mesmo de 2009 e não haverá regra dupla para quem gasta mais e para quem gasta menos. Será criado, nestes três anos de facão, um genérico e pouco claro “mecanismo que preserve a competição tecnológica, os desafios esportivos e facilite a entrada de novas equipes na F-1″.

Quem ganhou e quem perdeu? Ninguém. Max Mosley queria drástica redução de custos. Terá, com os tais três anos de cortes. As equipes não queriam teto orçamentário, nem regras de duas caras. Não haverá teto, e as regras serão as mesmas para todos.

Com dez times garantidos, mais as anunciadas inscrições de quatro novos times, alguém haverá de dançar, imaginará o mais atento leitor. Médio. Dentre essas quatro, e entre todas as que andaram falando que iriam correr em 2010, muitas certamente condicionaram sua participação ao teto de 40 milhões de libras. Sem teto, caem fora. Pode ser até que uma ou outra entre, como a US-Alguma-Coisa, que anunciou seus planos no ano passado antes de começarem as conversas sobre orçamento limitado.

Assim, ponto final no chatíssimo assunto quem-entra-quem-sai. Enterram-se os bate-bocas entre Ferrari e FIA, a gritaria das últimas semanas cairá no esquecimento, e, como sempre, o mundo continuará girando, a Lusitana rodando e a F-1 fazendo suas corridinhas com novas e velhas caras.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1 Tags: , ,
29/05/2009 - 08:31

ALGUÉM VAI DANÇAR

SÃO PAULO (à pista) – Rapidinho, porque treino tem hora para começar. Mas registremos que Prodrive e Lola se inscreveram para o Mundial de F-1 do ano que vem. Com a Campos e a US-Alguma-Coisa, são quatro times. Se os dez deste ano quiserem continuar correndo, serão 14. A FIA estabeleceu 13 como número máximo de equipes para 2010.

Pelas minhas contas, alguém vai ficar de fora.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1 Tags: , , ,
25/05/2009 - 12:32

FERRARI X RAPA

SÃO PAULO (tudo muito nebuloso) – Luca di Montezemolo mentiu em Mônaco ao dizer que as equipes concordaram em não se inscrever para o Mundial se a FIA não voltasse atrás na regra do teto orçamentário. A Williams se inscreveu hoje. E podem apostar que a Brawn, a McLaren e a Force India farão o mesmo até o fim da semana. Estranho foi ninguém ter vindo a público para desmentir o presidente da Ferrari e da FOTA sobre o suposto consenso.

Eu disse, semana passada, que estava 10 x 1 para as equipes contra Mosley, depois da reunião no iate. O placar é mais apertado. A minha sensação de que a Ferrari estava isolada nessa história, ou quase, não era tão falsa assim. Assim, para ficar no futebolês, a semana começa com os vermelhos ainda à frente. Mas o time de Max reage e está atacando. Vamos ver se os italianos resistem à pressão.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1 Tags: , , , , ,
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