SÃO PAULO(até isso) – Caiu na minha mão sem querer este link, via Twitter, mas me chamou muita a atenção. São cartazes e propagandas de cunho patriótico dos EUA divulgadas durante a Segunda Guerra. No caso das propagandas, talvez publicidade fosse o termo mais correto. Afinal, muita coisa aí saiu em revista e jornal. E pagou-se para isso. A gente está acostumado a ver esses cartazes criados pelos regimes totalitários com exaltações à pátria e ao povo, coisas da URSS e da Alemanha nazista, por exemplo, e o choque é imediato: nos EUA, a guerra, como tudo, era (é) tratada como negócio. “Compre seus bônus de guerra!”, “Invista em nossos soldados!”, “Transforme gordura em pólvora!”, “Os médicos no front fumam Camel!”, gritam os cartazes e as peças publicitárias.
Cada um vê uma guerra como melhor se lhe dá. A mim dá medo. De tudo.
SÃO PAULO (no fundo, tudo igual) – Tem bastante coisa legal que me mandaram por esses dias e, aos poucos, vou pingando no blog. Vai ser uma semana dura por causa do GP do Brasil, então o negócio é desovar tudo enquanto é tempo! Uma dica bacana é deste site polonês (não me perguntem por quê) com fotos impressionantes da fronteira entre México e EUA. Quem mandou foi meu amigo Rogério Gonçalves, que opera uma rede de coiotes e também tem uma empreiteira que constrói muros.
SÃO PAULO(é preciso) – Faz tempo que eu estava para colocar este link aqui… É de um casal que veio da Quinta Avenida, em NY, para a Nove de Julho, em Ribeirão Preto, de moto. As aventuras estão no blog. Tem muita gente que pensa em fazer essas coisas. Ler sobre quem já fez é o melhor jeito de planejar e tomar coragem…
Diz meu amigo Rogério Gonçalves, dono de construtora que faz estradas nos EUA, que a avenida fica em algum lugar na Califórnia e que é reconhecida como a última palavra em qualquer dicionário americano. Só de ler dá sono.
SÃO PAULO(depois não entendem…) – Aqui no Brasil, você compra um carro zero e te dão o IPVA pago, ou o seguro, ou os tapetinhos de carpete, ou a capa do estepe… Mas na Max Motors, na gloriosa América, você leva um fuzil AK-47 na compra de qualquer picape usada! Quem avisa é o blogueiro Marcelo Giacomin, indignado como este que vos bloga.
SÃO PAULO(como é que pudemos piorar tanto?) – Quando eu vejo fotos como essa aí do lado, tiradas deste delicioso site de imagens dos anos 40-50-60, tenho plena convicção de que a Terra já foi um planeta bem melhor para se viver. Inclusive nos EUA.
Detalhezinho sem importância… Na penúltima foto aparece um DKW amarelo.
SÃO PAULO(livro, sim!) – O bichinho do blog picou Mestre Joca, que acaba de colocar no ar “Diários do Autoexílio” (auto-exílio?, autooexílio?, autoeexílio?, auto exílio?, aaaaaahhhhh!). Com sua pena sempre elegante e irresistível, o blogueiro-revelação vai contar suas aventuras em três anos vividos na América do Norte de Deus, e três textos já estão disponíveis.
Vai ser delicioso acompanhar do lado de cá da tela. E como digo sempre, Mestre, escreva sempre. Porque quando a gente começa a ler, não quer parar mais.
SÃO PAULO(a trilha é bárbara) - Escutando os quatro Maverick (quatro…) que compõem a categoria de Históricos V8 ontem, em meio aos outros carros da Força Livre, deu saudade das provas de musculosos que tínhamos em Interlagos nos anos 70. Aí, por coincidência, o Alan Magalhães me manda esse filmete aí, de 1969, da TransAm americana. Divertidíssimo, principalmente porque chega uma hora em que o editor das imagens parece ter tido uma overdose de testosterona, esquece todos os carros e passa a mostrar só as mocinhas no autódromo. Acho que nossas blogueiras vão gostar de ver como era a moda 40 anos atrás…
SÃO PAULO(já vi antes) - Uma idéia simples, quando bem executada por gente de talento, dá nisso. O Jaison Heerdt foi quem mandou a dica desta página com 66 imagens de motoristas fotografados em estradas ou avenidas dos EUA, a maioria sem perceber, em seus momentos de, digamos, privacidade ao volante.
As fotos são do americano Andrew Bush e viraram livro, “Vector Portraits”. É muito bacana se deter um pouquinho em cada uma delas, tentar imaginar onde estão essas pessoas hoje (a maioria das fotos foi tirada na década de 90), identificar os carros…
SÃO PAULO (o que fomos, o que somos) - Eu tinha visto, mas esqueci de postar aqui. Felizmente o Cássio Missiroli me lembrou e mandou de novo o link. Este filme, de cerca de 15 minutos (veja com calma, portanto), foi feito pelo governo dos EUA durante a Segunda Guerra. A intenção era “apresentar” São Paulo aos americanos e a quem eventualmente quisesse informações by Amerika sobre países alinhados/aliados.
As imagens, de altíssima qualidade, e o texto, laudatório mas sem erros comuns aos americanos — como mostrar o obelisco de Buenos Aires e identificá-lo como o Cristo Redentor, por exemplo —, revelam uma cidade de 1,3 milhão de habitantes, 65 anos atrás, que reluzia de progresso e esperança.
Claro que SP já tinha problemas e pobreza. Mas em outra dimensão. Não dá para comparar com hoje. Mal dá para acreditar que se trata da mesma cidade, do mesmo país, do mesmo planeta. Vejam as casas, os jardins, as escolas, as avenidas, os parques…
A gente, que mora aqui, vê isso e não tem outra reação que não seja o espanto, para depois dizer, educadamente: puta que o pariu, como fomos capazes de fazer tanta merda?
SÃO PAULO(um dia corro lá) – Pescoçando os vídeos da TV iG, encontrei esta reportagem sobre as 24 Horas de Lemons, uma paródia americana de Le Mans, prova aberta para carros que custem, no máximo, 500 dólares. Corre cada tralha de dar medo, mas parece ser muito divertido. No site dos caras, escolhi uma foto daquilo que de mais parecido com um carro de corrida fui capaz de encontrar, esse azulzinho aí, que não consegui identificar — um Volvo, talvez.
Um negócio desses aqui seria possível? Como disse, parece divertido. Perigoso, talvez. Mas, por outro lado, pode ser que não seja assim tão inseguro, porque os carros são muito arrebentados e não devem andar grande coisa. Na verdade, são todos bem lentos. Basta ver o tipo de tranqueira que ganhou a última prova…
SÃO PAULO (só de brincadeira) – Enquanto o mundo derrete, os operadores se desesperam, os especuladores se suicidam (deve ser duro, mesmo, passar a vida enchendo o rabo de grana sem produzir um parafuso e, de repente, lhe tiram esse direito, como o mundo é mau…), os americanos se preparam para eleger um novo presidente.
Barack Obama ou Jonh McCain? Em quem você votaria, se pudesse? Pois agora pode! Tem um site indicado pelo meu guru Carlos Leonam que está computando votos do mundo inteiro. A idéia é ter mais gente votando nesse site do que nas urnas americanas propriamente ditas. Afinal, o presidente dos EUA não é o pica grossa do planeta, manda em todos nós, dita nossos destinos? Então, nada mais justo que votemos também!
Vai lá, é bico, não precisa de cadastro, nada. Mais fácil que urna eletrônica. É só clicar aqui.
SÃO PAULO (que acabe em barranco) – Enquanto o mundo desaba, as bolsas derretem, o petróleo cai, o dólar sobe, o mundo gira e a Lusitana roda, o melhor a fazer é dar risada. O blogueiro José Raimundo Hugo Chávez mandou algumas charges sobre a Crise de Todas as Crises. Escolhi três. A do meio, de longe, é a melhor.
SÃO PAULO(apesar de americano…) – Esse carro aí, e um outro igual, mas com motor Cosworth, pertence a um amigo de Mestre Mahar. Fiquei apaixonado pelos bancos em padrão xadrez. A coisa mais cafona e mais linda do mundo! O mistério nem é tão grande assim, mas fica pendurado nesta noite gelada para a blogaiada: alguém sabe dizer que coisinha linda é essa?
PEQUIM(vamos tentar) – São quase dez da noite por aqui e fui dar uma olhada no quadro de medalhas até agora. Ainda saem mais algumas hoje, mas nada que altere o conteúdo desta reflexão, que se eu não colocar no ar neste exato instante, não coloco mais, porque vou acabar esquecendo. Sempre sigo a filosofia chinesa, nessas horas. Confúcio, centenas de anos antes de Cristo, já ensinava ao seu fiel discípulo Gah-Fang-Yotong: “Não deixe para amanhã o que pode fazer hoje, principalmente se tiveres um desejo incontrolável, porque amanhã pode ser feriado e vai estar tudo fechado”, e dizendo isso mandava o pobre Gah-Fang-Yotong à aldeia, longe pra cacete, para comprar pêssegos em calda.
China e EUA não têm mais concorrentes em Olimpíadas, são como Ferrari e McLaren, e vão lutar medalha a medalha até o final. Na classificação geral, está 52 x 45 para os americanos. No critério dos ouros, a China lidera: 27 x 16. A terceira colocada, no total de medalhas, é a Austrália com 25. Pelos critérios dourados, a Alemanha aparece em terceiro, oito ouros, 18 medalhas no total. É a BMW Sauber.
A China passou a competir em Olimpíadas apenas em 1984 e já em Los Angeles ficou em quarto, com 32 medalhas, 15 delas de ouro. Foi ano de boicote, a URSS não apareceu, o que fez da Romênia, vejam só, a vice-campeã. Os EUA passearam, com 174 medalhas no total (83 ouros). Os romenos fecharam os Jogos com 53, sendo 20 de ouro. Na Olimpíada anterior, em Moscou, quem boicotou foram os EUA. E a URSS, claro, ganhou fácil, com a Alemanha Oriental em segundo.
Eu curtia a Guerra Fria. A Alemanha Oriental sempre foi uma baita potência olímpica. Em 1976, em Montreal, ficou à frente dos EUA. O mesmo aconteceu em Seul/1988. Muitas de suas conquistas, porém, foram contestadas depois que caiu o Muro. Acusam a gloriosa DDR de abusar do doping. E quem não abusou? Talvez tenham abusado um pouquinho além da conta, mas por que tanto rigor, ora bolas?
Mas voltemos à China, porque o que quero dizer aqui é que aquele duelo entre URSS e EUA acabou, pela boa razão de que a URSS não existe mais, e por isso agora é a vez e a hora dos chineses. Por um bom tempo as Olimpíadas terão essas duas potências batendo de frente no esporte, porque grana faz muita diferença, e é na China e nos EUA que está o dinheiro. Ao resto dos filiados à ONU, sobrarão migalhas.
Só por curiosidade, somei as medalhas já conquistadas em Pequim pelas repúblicas que formavam a URSS. Até agora, seriam 58 no total: 12 de ouro, 18 de prata, 28 de bronze. Um bom resultado, sem dúvida, que colocaria essa URSS virtual em primeiro lugar no total de medalhas, mas apenas em terceiro quando se consideram os ouros como critério de classificação.
Ao final dos Jogos, me lembrem de fazer essa conta de novo, ok? Quanto ao Brasil, com o ouro de Cielo hoje o país passou à 27ª posição, com um ouro e e quatro bronzes. À frente de países cuja qualidade de vida é bem melhor, como Suíça, Finlândia, Suécia, Áustria e Dinamarca. Mas atrás de outros que não são lá grande coisa no cenário geopolítico (tem hífen?) internacional, como Ucrânia, Eslováquia, Geórgia, Zimbábue, Azerbaijão e Mongólia.
Vamos ver no final. Até hoje, a melhor participação brasileira em Olimpíadas, no total de medalhas, foi em 1996, em Atlanta: 15, sendo três de ouro, três de prata e nove de bronze. Em ouros, a melhor foi em Atenas/2004: cinco.
SÃO PAULO(é, amigo…) – Recebo interessante artigo da “Forbes” enviado pelo Ricardo Divila, sobre a situação das montadoras americanas que, ontem, divulgaram números tenebrosos de queda de vendas. O autor é Jerry Flint, que atua na área há meio século. O título: “Desperate times”.
Reparem especialmente neste trecho:
Our presidential candidates all decry the loss of manufacturing, the factories shut, the idled workers. They blame Mexico or China or Japan, but they aren’t helping save anything. They are part of the problem.
This industry needs help now–if it is to be saved. And government isn’t helping, it’s piling on.
O cara vê que as gigantes estão indo à bancarrota, entre outras coisas porque mexicanos, chineses, japoneses e europeus são bem mais eficientes, e clama pela ajuda do… governo!
Uai, não são os EUA o reino da iniciativa privada? Não é lá que o mercado dita as regras? Aí os caras vão mal das pernas e o sujeito acha que o governo tem de ajudar a indústria americana?
Pois é, o mundo dá voltas. Gira. Aqui no Brasil, hoje, os neo-alguma-coisa sobem no saltinho quando o governo fala em ajudar algum setor em dificuldades. Lá, os mesmos neo-alguma-coisa acham o máximo. Acham tudo nos EUA o máximo. Inclusive os subsídios à agricultura, que estrepam os países mais pobres, e a sobretaxação (tem hífen?) de matérias-primas que os países mais pobres exportam.
SÃO PAULO (apure-se) – Muito mais importante do que a discussão sobre a validade esportiva dessa modalidade é saber exatamente o que aconteceu no carro de Scott Kalitta, 46 anos, que explodiu numa prova da popularíssima NHRA – a liga americana de arrancadas, ou dragster. Porque me parece que andam colocando nitroglicerina demais nessas cadeiras elétricas que não fazem curvas e passam dos 400 km/h (li que o cara chegou a 480 km/h quando a bagaça foi para os ares).
Todos aqui sabem que acho esse “esporte”, assim mesmo, entre aspas, uma besteira sem tamanho. Arrancada, aqui no Brasil, ao contrário do que dizem seus defensores, não tira rachadores das ruas. Ao contrário, coloca mais. Os caras vão para as provas dirigindo suas tranqueiras turbinadas, e voltam para casa da mesma forma. Fazendo, nas ruas, aquilo que não conseguem fazer em 400 metros de pista, porque é tudo muito breve e fugaz.
Mas essa é outra discussão. Kalitta morreu na NHRA, e é isso que não pode passar em branco. Espero que as autoridades americanas investiguem direito o acidente. Muito me incomoda, nos EUA, essa história de que acidentes em competições são “fatalidades”. Por conta de tal conceito nada se investiga, para não interromper a roda financeira que move tudo por aquelas bandas.
SÃO PAULO(a seco) – Não é por falta de fotos que deixarei a blogaiada na mão. Apenas para tentar recuperar o tempo perdido, alguns “postinhos” interessantes…
O primeiro é sobre o automobilismo americano. Eu recebo todos os anos um folheto do supimpa “Performance Racing Industry Trade Show”. Que vem a ser uma feira de automobilismo que acontece em Orlando, nos EUA. Neste ano, será de 11 a 13 de dezembro.
Os números são gigantescos. A feira terá 4.200 stands, 1.450 exibidores, 45.000 visitantes e 45 países representados. Na área, de 1 milhão de metros quadrados, a turba vai poder conhecer e comprar novos produtos e tecnologias ligados ao automobilismo.
O folheto informa também que o mercado americano tem metade dos pilotos do mundo inteiro, chegando a 451 mil, divididos assim: 155 mil de arrancada (”drag racing”, no original); 137 mil que participam de provas em ovais; 86 mil que correm regularmente em pistas “normais”; 41 mil no kart; 15 mil de pistas “normais”, mas considerados profissionais; 11 mil em modalidades diversas; e 6 mil fazendo rali e provas off-road.
Ainda segundo meu prospecto, o mercado de automobilismo movimenta, nos EUA, US$ 19,5 bilhões anuais, sendo 45% dessa grana em torno dos ovais, 30% em engenharia, 12% nos dragsters, 7% nos circuitos “normais”, 4% em rali e off-road, 1% em kart e 1% em autocross.
Por fim, informa o simpático folheto que há nos EUA 1.300 “race facilities”, o que inclui autódromos, kartódromos, pistas de terra, de dragster e o escambau a quatro.
SÃO PAULO(não duvido de nada) – Recebo e-mail do Fernando Avallone, nossa cabeça-de-ponte na Amerika, com o seguinte teor:
A ISC (International Speedway Corporation, operadoras de várias pistas americanas e empresa “filha” da NASCAR) acaba de assinar um novo acordo com a cidade de Daytona Beach, na Flórida, que abriga a tradicional pista e o quartel-general da categoria, assegurando a presença das competições de NASCAR na cidade até 2054 – isso mesmo, os próximos 48 anos.
Esse novo acordo substitui o antigo, que ainda valia ate 2032 (é isso ai, quando se está no topo é que se negociam os contratos, mesmo os que ainda não expiraram, eles já haviam feito isso com o pacote de TV no ano passado), e o preço médio do “aluguel” é de US$ 750 mil.
O grande rumor do momento é que a Fórmula 1 pode trazer um GP dos EUA para Daytona, já em 2007…
O Fernando é muitíssimo bem informado. Convém ficar de olho.
SÃO PAULO(anta…) – Anderson Andrade, que se diz “blogueiro de carteirinha”, me manda essa notícia do Los Angeles Times. Ontem, uma besta quadrada, parece que um sueco, destruiu uma Ferrari Enzo numa estrada de Malibu. O cara diz que não era ele quem estava dirigindo… Testemunhas dizem que o sujeito estava tirando racha com uma Mercedes, e bateu a mais de 200 km/h.
A Enzo se partiu em dois. Na página do LA Times tem até um vídeo com o carro sendo removido da estrada e o xerife falando sobre as investigações.
SÃO PAULO(passa por cima!, disse o piloto da frente) – O blogueiro que me enviou esse não disse o nome, mas vale a pena ver. Road Atlanta, categoria Petit Le Mans (ah, esses nomes…), 1998. O piloto terminou o treino e disse para o chefe de equipe: meu carro tá voando! Boa, respondeu o chefe. E o Porsche voou mesmo. Alguém aí sabe o nome da figura?
SÃO PAULO(aqui eram melhores) – Observe a foto abaixo. Quem seria? Catarino Andreatta? Breno Fornari? Equipe Galgo Branco? Onde? Cavalhada?
Nada disso. A foto foi tirada de um site americano que tem dezenas de imagens e histórias de velhos stock cars dos EUA. A dica veio de Pablo Vargas, de Santos, ex-piloto de Puma, agora aposentado…
Interessante o artigo que recebi do grupo ao qual pertenço no Yahoo! para falar de DKW na internet. (Aproveitando: farei uma breve pausa na campanha pró-Kombis, que acredito já ter cumprido sua missão. Mas voltarei a ela de quando em quando.)
Saiu no site americano Western Driver e é sobre um cemitério de carros velhos perto de Phoenix, no Arizona. Gozado, sempre que ouço “Arizona” me vem à cabeça uma bedéia do colégio onde estudei em Campinas. Não lembro o nome dela, e nem sei se a palavra “bedéia” pode ser usada como feminino de “bedel”, e muito menos sei se ainda hoje a molecada chama de bedel àquele pessoal que cuida para que a vida numa escola seja minimamente civilizada pelos pátios e corredores. É que a bedéia em questão fumava cigarros Arizona, e a gente vivia atazanando a dita cuja, dizendo que ela fumava “ali na zona”. Estranhas, determinadas lembranças. Acho que cigarros Arizona não existem mais.
Mas eu dizia que o artigo é interessante, é um baita ferro-velho no Arizona com mais de dez mil carros, e na porta do escritório do dono está pintada a advertência: “No sniveling”. Algo como “não chore”, seja pelos preços, seja pelo estado de alguns carros.
Me chamou a atenção o DKW da foto abaixo, citado pelo autor do texto como “an early version of the A4″, antecessor do Audi A4. Americanos são mesmo muito engraçados. O sujeito viu quatro argolas, imediatamente associou aos Audi, e provavelmente só conhece o A4, que é o que mais vende por lá.
Bem, até que não errou tão feio. Para quem não sabe, as quatro argolas que hoje simbolizam a Audi eram na origem, 1932, o símbolo da Auto Union, uma fusão de quatro montadoras alemãs, a saber: Horch, Wanderer, Audi e DKW. Quem quiser saber mais e tiver saco para ler em inglês, é só clicar aqui.
Quando a VW comprou a Auto Union da Mercedes, em 1964, creio, resolveu descontinuar os motores dois tempos e os veículos DKW, ressuscitou a marca Audi, resolveu manter as quatro argolas e o resto todo mundo sabe no que deu.
Portanto, os DKWs são, de fato, antecessores de todos os Audi. Nos meus há muitas peças com as quatro argolas. E quem vai ao museu da Audi em Ingolstadt nota que tem DKW pacas em exposição.
Ah, os DKWs… Se teve gente que me achou chato com as Kombis, pode se preparar!
Pensa que é só no Brasil? Olha essa. Acabo de receber um release sobre um acordo de transmissão das provas de A1 GP para os EUA por uma tal de OLN, canal a cabo. Digo “tal de” sem saber se é a maior operadora de cabo do país. Como não conheço, é tal de. Enfim. Os caras vão passar as corridas, boa parte delas em VT. Mas no release o dono da equipe americana, um tal de Rick Weidinger (pode ser o maior dono de equipe do mundo, mas também não conheço; portanto, tal de) diz que graças a esse acordo 60 milhões de americanos vão ver sua equipe.
Vai levar isso a algum anunciante otário, claro.
Mas ele segue. “Se você é um ‘race fan’ (Nota do Blogueiro: lá eles usam muito esse negócio de “race fan”, cuja tradução soa ridícula em português), vai poder se orgulhar de seu país. Quando o povo americano sintonizar na OLN, em qualquer lugar, poderá torcer para a mesma equipe. É uma questão de patriotismo e orgulho!”
Por que não mandam esse imbecil para o Iraque?
Ah, o cara diz também que a OLN tem potencial para levar a A1 GP a 80% da população mundial. Não sei de onde tirou o número, mas se alguém acreditar nesse palhaço e comprar um centímetro de propaganda no carro dele, merece o troféu de tonto do século.
É jornalista, dublê de piloto e escritor. Atua em jornais, revistas, rádio, TV e internet. “Um multimídia de araque”, diz ele. No Twitter, @flaviogomes69.