SÃO PAULO(vale cada velinha) – E não pode passar em branco, de jeito nenhum, o 20º aniversário do título de Emerson Fittipaldi na Indy. Aconteceu em 24 de setembro de 1989 em Nazareth. Ainda bem que existe o Rodrigo Mattar para nos lembrar dessas coisas… Um resumo completo daquela temporada está em seu blog. A ilustração é do Bruno Mantovani.
Emerson foi o primeiro não-americano a ganhar o campeonato que, à época, crescia a olhos vistos. E já tinha 42 anos de idade. Uma proeza. Todos os aplausos do mundo ao Rato. Para muita gente, o maior de todos que já saiu desta terra aqui.
Mais uma de Brasília/1974, agora colorida, a arquitetura que é a marca da cidade lá atrás, os guard-rails nacionalistas em verde-amarelo… Um pouquinho de arqueologia.
Na foto enviada pelo Humberto Corradi, de Mônaco em 1972, simplesmente não consigo identificar a curva. A Loews não é assim hoje em dia. É tão diferente que é difícil dizer que o local é o mesmo. Mistério total para este que vos bloga, embora seja difícil dizer que é outro lugar…
SÃO PAULO(boa lembrança) – Este vídeo já pingou aqui, mas o 35º aniversário dessa corrida, em fevereiro, passou em branco. O GP Presidente Médici, em 1974, que inaugurou o autódromo de Brasília. Emerson foi obrigado a receber a taça do sanguinário ditador. Teria sido lindo se se recusasse, não? Quem mandou foi o blogueiro Denisson, e as imagens são da TV Tupi. Fernando Calmon narrando, suponho.
SÃO PAULO(Ben?) – Creio que estamos diante de um mistério ainda maior que o daquele Uno com placa de Turim fotografado em SP em janeiro. O Humberto Corradi mandou esta foto do pódio do GP do Brasil de 1975, vitória de Pace, Emerson em segundo, primeira dobradinha brasileira na história da F-1. Legal a foto, nada de tão inédito assim, mas quando me preparava para apagá-la e atirá-la no lixo eletrônico do qual jamais sairia, dei mais uma olhada imaginando como seria essa imagem hoje… Milhares de celulares apontados para os pilotos, todos querendo registrar o momento histórico. Mas, em 1975, tudo registrava-se apenas com o olhar, ficava na retina, na memória.
Tudo?
Reparem na parte inferior da foto, um pouco para a esquerda, meio fora de foco. Tem um celular! Tem alguém tirando foto com um celular em 1975! Aaaaaaaahhhhhhh! Faraday? Jack? Sayid? Kate? Milles? Hugo? Sawyer?
SÃO PAULO(o Ministério da Saúde adverte) - Sem querer fazer apologia de nada, esta é só para constatar uma curiosidade. Quatro dos títulos mundiais de F-1 conquistados por pilotos brasileiros tinham, com patrocinador principal dos carros, a marca dos cigarros dos caubóis — Emerson em 1974, Senna em 1988/1990/1991. E todas as seis vitórias brasileiras em Indianápolis, também — Emerson em 1989/1993, Helio Castro Neves em 2001/2002/2009 e Gil de Ferran em 2003.
Faz um mal desgraçado, mas deu sorte para a brasileirada nas pistas.
SÃO PAULO (o cara) – Hoje faz 20 anos que Emerson Fittipaldi venceu pela primeira vez as 500 Milhas de Indianápolis. Lembrar dessas coisas faz um bem danado. Eu tive a sorte de ver a segunda “in loco”, em 1993, cobrindo para a “Folha”. Mas essa aí foi especial.
O instantâneo é de 1973 e foi enviado por Humberto Correndo. Se você tivesse de escolher uma dupla atual da F-1 para reproduzir as carinhas, qual seria?
SÃO PAULO(tem mais dos outros, calma!) – O primeiro piloto brasileiro retratado na nossa série filatélica foi Chico Landi, então vamos por ordem cronológica. Esse aí festeja o título mundial de Emerson Fittipaldi em 1972, ano do sesquicentenário da independência (lembro como hoje do uso desse logotipo 1822-1972 em tudo quanto era peça oficial, livro didático, propaganda na TV; eram tempos de governo militar, auge do “milagre econômico” de Delfim & cia.). O valor do selo era de 2 cruzeiros. Acho que a moeda na época era cruzeiro, sei lá. Tinha também o NCr$, cruzeiros novos, que eu lia como “nicros” nas embalagens e etiquetas. Para mim, a moeda brasileira era o “nicro”. E ponto final.
SÃO PAULO (imortais) - Bacana demais, a foto enviada pelo blogueiro Ary Leber. Foi feita em 17 de julho de 1968 no Shopping Iguatemi. Era uma corrida de minicarros no estacionamento. O Ary garante que o irmão dele ganhou. E quem deu a bandeirada? A dupla Emerson Fittipaldi/Bird Clemente.
SÃO PAULO(tudo tem um) – Um processo movido por Emerson Fittipaldi contra Helio Castroneves pode ter sido o estopim das investigações que levaram ao indiciamento do piloto brasileiro por sonegação de impostos e evasão de divisas nos EUA. Emerson foi empresário de Helinho, mas levou um chega-pra-lá quando assinou com a Penske.
SÃO PAULO(na água) – Foi o que Felipe Guimarães conseguiu completar no fim de semana de abertura da A1 GP em Zandvoort. Muito zoneada a corrida. A equipe brasileira recebeu o carro no sábado de manhã, não deu tempo de classificar e, na chuva, o garoto de 17 anos acabou aquaplanando na primeira corrida. Na segunda, entrou na pista para as tais 13 voltas apenas para experimentar o carro, quando a prova já ia à metade, de novo sob chuva forte. A Malásia ganhou a primeira prova e a França venceu a segunda. A próxima rodada dupla será na China.
Amador demais, esse negócio. Onde já se viu um fornecedor — a Ferrari — entregar um carro meia hora antes de começar um treino? Como se vê pela foto, nem deu tempo de pintar a bagaça. E nas declarações oficiais o Emerson Fittipaldi, chefe do time, ainda agradece os organizadores por “permitirem que o Felipe desse algumas voltas”.
Deveria mandar todos à merda, se levasse esse negócio a sério. Mas não parece ser o caso.
SÃO PAULO(meio bagunçado) – A temporada da A1GP começa neste fim de semana em Zandvoort. Já sob o controle técnico da Ferrari, com todos os carros e motores feitos em Maranello.
Mas nem todos ficaram prontos em tempo para a primeira classificação, que foi meio zoneada por conta do atraso da Ferrari na sua finalização.
Entre eles, o de Felipe Guimarães, novo representante brasileiro na categoria. Seu chassi e o da equipe chinesa chegaram hoje cedo à Holanda e não deu para terminar a montagem.
Ambos correm amanhã, de qualquer maneira. Para Felipe, 17 anos, vai ser duro — afinal, nunca guiou esse carro na vida. Portanto, que ninguém espere milagres. O chefe da equipe segue sendo Emerson Fittipaldi. O patrocínio do time é do Banco Sofisa, um daqueles que não têm atuação no varejo e trabalham com concessão de créditos a empresas e investimentos.
Uma daquelas coisas que nunca vou entender direito.
A pole para a primeira corrida ficou com a equipe holandesa. O piloto é Jeroen Bleekemolen (muito prazer). Na foto ao lado, o carimbo Ferrari nos carros da A1GP. Nesta galeria aqui, mais fotos do monoposto, que para muita gente foi baseado no modelo ferrarista da F-1 de 2004, um projeto muito bem-sucedido.
SÃO PAULO (bad day) – Emerson Fittipaldi esteve ontem em SP para falar da equipe brasileira da A1 GP. A novidade é o piloto, Felipe Guimarães. Não conheço. Tem 17 anos. A cobertura completa está no material do Bruno Vicaria no Grande Prêmio. Os carros serão feitos pela Ferrari nesta temporada. São bem bonitos.
SÃO PAULO (sol de novo, que bom!) – O primeiro título de Emerson Fittipaldi na F-1 faz 36 anos hoje, me lembra o blogueiro Manoel Pinho Sol. Não é lá uma efeméride daquelas que ganham páginas de jornais, mas vá lá. E também não sei por que as pessoas só dão valor a efemérides redondas, como 25, 50 ou 100 anos. O que 25, 50 e 100 têm de melhor que 36?
Nada. Então, lembremos daquele GP da Itália de 1972 e, de quebra, vejam que foto legal me mandou o Wagner Piloto (na verdade, recebi várias vezes o lote que contém essa foto, elas estão rolando soltas na internet, o que é muito bom). Hoje é um bom dia para usá-la.
SÃO PAULO (já vi antes) – E sabe o que foi bacana também no fim de semana? Ver Emerson Fittipaldi de volta ao pódio numa corrida de verdade. Em dupla com Valdeno Brito (Wilsinho foi fazer parte de outra dupla), aos 61 anos o “Rato” chegou em segundo lugar na primeira prova da GT3 no Rio.
A categoria continua se ressentindo da falta de mais carros no grid, mas segue em frente com planos ambiciosos e é assim que tem de ser, mesmo. Só achei bobagem a insistência dos assessores de imprensa (o Grande Prêmio caiu nessa também…) em insistir na “sacada” de que Emerson e Brito formaram uma “dupla milionária”, porque ambos ganharam corridas de milhão de dólares em suas carreiras.
Não dá para comparar as 500 Milhas de Indianápolis ao sabugão da Estoque, lamento. São, por assim dizer, milhões bem diferentes.
RIO DE JANEIRO (fantástica e fabulosa) – Olha só o que descobri… O primeiro carro que Emerson Fittipaldi guiou na vida foi uma caminhoneta DKW – que depois viria a ser chamada de Vemaguet. Ele tinha 12 anos, e portanto o evento inesquecível deve ter acontecido em 1959. Foi numa praia deserta e depois de esmerilhar a peruinha, o garoto arrebentou uma cruzeta. Levou uma dura do pai, claro.
Anos depois, arrebentou um Gordini num caminhão de leite na praça Vilaboim, em Higienópolis. “Estava chovendo e na volta anterior ele não estava lá…”, desculpou-se, como criança que acaba de confessar que fez coisa errada.
Lembranças da adolescência, num almoço que tivemos esta semana e que eu não tive tempo ainda de contar a vocês.
SÃO PAULO(It took me four days to hitchhike from Saginaw/I’ve come to look for America) – No dia 28 de julho se “comemoram” os dez anos do acidente que encerrou a carreira de Emerson Fittipaldi, em Michigan.
(Explico o “comemoram”. Em 2004, quando do décimo aniversário da morte de Senna, eu trabalhava em rádio. O ato falho era esperado. Alertei milhões de vezes: cuidado, não vai me dizer que estamos comemorando os dez anos da morte de Senna. Adivinhem o que aconteceu…)
Como vou me esquecer no dia 28 de julho, antecipo as “comemorações” (bem, ele sobreviveu, que se festeje) com um vídeo encantador enviado pelo amigo do peito Marcio “Cowboy” Bruderhausen, que hoje desfila seus chapéus pelas ruas de Ribeirão.
George Harrison canta ao vivo para Emerson, num programa de TV. É emocionante.
SÃO PAULO(lindos, os carros) – O blogueiro Rafael Sola manda este vídeo sobre a primeira vitória de Emerson Fittipaldi em Watkins Glen, 1970. Imagens preciosas, vale a pena!
SÃO PAULO(andei uma hora e meia e não travou nada) – Marcelo Migueis me manda um vídeo bem legal, que será de grande valia para os mais jovens que não têm idéia do que era o circuito antigo de Interlagos.
É de 70-e-fumaça, uma volta de Maverick pelos quase 8 km do traçado original. Dura quase cinco minutos. Além da beleza da pista, a beleza da pilotagem do Rato merece a visita.
Um pouco da história de Interlagos você pode ver aqui, também. Abaixo, uma singela ilustração do tipo “eu era assim, fiquei assim”.
SÃO PAULO(Hebe comenta?) – Quinta-feira, em entrevista coletiva, Silvio Santos e Emerson Fittipaldi anunciam que o SBT comprou os direitos da GP Masters até 2008.
SÃO PAULO(terra da garoa é assim) – Eu começo, vocês terminam a história. O “lead” foi enviado pelo Bob Nogueira, blogueiro de primeira hora. Ele anda pesquisando sobre autódromos na África e encontrou essas duas fotos da pista de Luanda, em Angola.
O projetista é o mesmo de Jacarepaguá, “seu” Lolo (entrevistei-o ano passado, está em Curitiba, mas esqueci o nome inteiro). Há enormes semelhanças. Ele fez Estoril, também.
Bob diz que ficou apaixonado pelo traçado, e não é para menos. Mas consta que o circuito está abandonado, teve pouquíssimas corridas. A outra foto mostra o Emerson “vistoriando as obras”, como se dizia na época.
SÃO PAULO(the sun has gone) – Vai fazer dez anos do acidente de Emerson Fittipaldi em Michigan. Seria apenas uma efeméride, não tivesse o blogueiro Leonardo Rodrigues enviado o link para este vídeo do George Harrison com uma mensagem para o amigo Emmo.
É da época do acidente, ao que parece algum programa do SBT que pediu ao beatle para mandar uma mensagem a Fittipaldi, que se recuperava do pancão. Nesse site precisa baixar o vídeo, mas é fácil: lá embaixo clique em “free”, vem uma contagem regressiva, você tem de digitar um código que o site dá e pronto.
SÃO PAULO(dá sorte mesmo!) – Foto raríssima (eu pelo menos nunca tinho “vido”, como diz meu filho) enviada pelo amigo Paulo Peralta, do Bandeira Quadriculada. É o pódio das Mil Milhas de 1966. À esquerda, Eduardo Celidôneo, que venceu ao lado do Camillo Christófaro (de camisa escura). Vejam o que o Celidôneo tem na mão. SIM, É UM MUG!!!
Do lado direito, com cara de choro, um rapaz que todos conhecem bem…
É jornalista, dublê de piloto e escritor. Atua em jornais, revistas, rádio, TV e internet. “Um multimídia de araque”, diz ele. No Twitter, @flaviogomes69.