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10/12/2008 - 00:06

VALEU, INGO

SÃO PAULO (foi uma honra) – Esperei sair do forno o último Diário de Despedida (a caricatura é de Marcel Marchesi) para abrir um espaço exclusivo para a blogaiada dizer “obrigado”.

Obrigado a Ingo Hoffmann por seus 30 anos na Stock (ou “Estoque”, como ele prefere! — sorry, não perco a piada), por suas mais de 100 vitórias, pelos 12 títulos na categoria que ajudou a construir, pela Brasília #17, pela Copersucar, por ter permitido que nós, que estamos vivos há mais de 30 anos, tenhamos presenciado muito de perto, e por longo tempo, a carreira do maior piloto de Turismo que o Brasil já teve.

E como, para mim, carro de Turismo é que é carro de verdade, peço licença para “eliminar” a turma dos monopostos e elegê-lo como maior piloto brasileiro de todos os tempos. Entendamos como “piloto brasileiro” aquele que fez carreira aqui, aquele que conhece cada centímetro do asfalto de Goiânia, Brasília ou Londrina, aquele que sabe chegar dirigindo sozinho a Guaporé, Tarumã ou Cascavel. Aquele que guiou VW a ar e Opalão com seis canecos. E Fiat. E, até, as trancas da Stock atual — que não me agradam, mas e daí? Aquele que passou dias e noites na estrada para correr nos mais distantes rincões deste país, chacoalhando em pequenos caminhões ou ônibus desajeitados, ou ainda tendo como companhia, apenas, os faróis de seu carro numa reta escura, e o rádio chiando no AM. Tudo para, chegando ao destino, correr. E, depois, voltar.

O Brasil não terá outro Ingo tão cedo, talvez nunca. Carreiras longas e brilhantes como a do Alemão não são comuns. Manter-se competitivo por tanto tempo (o pódio de domingo foi maravilhoso) é difícil, em qualquer atividade.

Ingo é um exemplo para a molecada que ele adora e que, muitas vezes, não faz por merecer dividir a pista com uma lenda como ele. É um exemplo fora das pistas, também. Um cara íntegro, desses que a gente não encontra em toda esquina.

Parou por cima, na hora em que achou que devia, sorridente e feliz. Voltou para casa feliz, domingo, depois de mais um dia no trabalho que o ocupou por quase quatro décadas.

Voltar feliz para casa é tudo que um homem pode desejar na vida.

Que sejam muitos os “obrigados” neste espaço. Ingo merece cada um deles, e muito mais.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Stock Car Tags: ,
26/11/2008 - 17:22

O SORTEIO DO INGO

SÃO PAULO (bateu na trave) – A gente devia fazer um abaixo-assinado para o Ingo continuar correndo na Stock (Stock, Ingo, Stock, cazzo!) só para poder continuar lendo suas histórias.

Seu Diário de Despedida de Tarumã está demais. Ele conta do sorteio de um Kadett que… Ah, leiam lá!

A ilustração é de Marcel Marchesi.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Stock Car Tags: ,
13/11/2008 - 10:58

VALEU, RUBINHO

SÃO PAULO (merecido) – Nos seus Diários de despedida, Ingo Hoffmann agradece a Rubens Barrichello pela bela homenagem a ele feita pelo piloto da Honda no GP do Brasil. O texto foi escrito depois da etapa de Brasília da Stock (Ingo, pára de chamar sua categoria de “Estoque”, só eu posso!), prova em que o Alemão se divertiu à beça nas voltas finais.

Ah, a ilustração é de Marcel Marchesi.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Stock Car Tags: , ,
24/09/2008 - 15:53

O MELHOR “DIÁRIO”

SÃO PAULO (melhorou com um cafezinho) – Que me perdoem os que adoram uma polêmica, mas os textos do Ingo ficam muito melhores quando ele se recorda de histórias passadas em sua longa carreira. A edição de hoje dos “Diários de Despedida”, para mim, é o mais legal de todos. O primeiro episódio, da corrida de Fuscão, é espetacular; e o outro, sobre fãs, encontros e desencontros, das mais belas que o automobilismo pode produzir.

Ilustrados pelo Marcel Marchesi, os “Diários” estão demais!

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Stock Car Tags: , ,
16/09/2008 - 14:19

GRANDE INGO

SÃO PAULO (pena que vai parar) – Ingo Hoffmann já pingou no Grande Prêmio seu Diário de Despedida da corrida de Londrina, e era meio esperado que ele se referisse ao texto anterior a esse, que gerou ótimas discussões neste modesto blog que vos fala.

O Alemão defende com o brilho de sempre seus argumentos e explica muito do que vem acontecendo com o automobilismo brasileiro nos últimos anos, ele que é personagem atuante de tudo que se passou por aqui pelo menos nas últimas três décadas.

Só me resta, pela ordem: 1) agradecer ao Ingo por ele não deixar de escrever no GP, embora não concorde com o tom que o dono do site, que por acaso sou eu, usa quando fala da Stock Car; 2) sugerir a leitura atenta do texto, pois é uma aula de história; 3) desejar a ele grandes corridas nesta fase final do campeonato, porque serão momentos muito emocionantes para todos que acompanham sua carreira; e 4) discordar energicamente quando ele diz que carro de corrida de verdade tem tração traseira, porque meu DKW tem tração dianteira, e se ele disser que o #96 não é carro de corrida, vai comprar uma briga interminável!

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Stock Car Tags: ,
02/09/2008 - 15:51

INGO BATE

SÃO PAULO (sem dó) - Assim que eu gosto. Vocês sabem que desde o início do ano o Grande Prêmio publica, depois de cada corrida da Stock, os “Diários de Despedida” assinados por Ingo Hoffmann, o maior piloto de turismo que o Brasil já teve. Os textos são saborosíssimos e é uma grande honra para meu site poder publicá-los. Afinal, trata-se de um cara que ganhou 12 títulos na categoria, que já correu de F-1, que faz rali, que é há algum tempo o grande nome do automobilismo nacional. Uma lenda viva, com o perdão do clichê.

Pois no seu texto pós-Rio, Ingo descasca minha mania de chamar a Stock de “Estoque”, e se pergunta se faz bem em escrever no Grande Prêmio. Reproduzo: “Não sei se estou fazendo bem em estar neste ‘canal aberto’ com vocês, uma vez que neste site a Stock Car ou ESTOQUE CAR, como alguns dizem por aí, parece ser persona non grata. E eu sou sinônimo de Stock Car. Ao ler alguns comentários, percebo que existe uma torcida contra muito grande”.

Ingo não deve confundir o Grande Prêmio com meu blog. São coisas diferentes. O que eu acho da Stock não tem a menor importância para o Grande Prêmio. Se tivesse, eu simplesmente ignoraria a categoria. Um site de automobilismo instalado no Brasil não pode se dar o capricho de ignorar a única categoria de carros que existe no país — ok, acrescente-se a Copa Clio; o resto não existe. Eu não escrevo sobre a Stock no GP. Tenho repórteres que fazem isso e que seguem uma orientação simples: façam apenas jornalismo.

Não somos promotores de eventos e nem temos como função levantar a bola que for. No GP, não existe torcida contra, nem a favor. A gente apenas noticia fatos. As opiniões ficam para os colunistas. Eu, por exemplo, acho a Stock uma porcaria. O Reginaldo Leme, que escreve no GP, acha maravilhosa. E convivemos em total harmonia. Nas minhas colunas, raramente falo da Stock. Quando o faço, é aqui neste blog. Que, repito, nada tem a ver com o Grande Prêmio.

O fato de Ingo ter me dado um soco no estômago só faz aumentar minha admiração por ele. É claro que o Alemão conhece a realidade da Stock muito melhor do que qualquer um. Está lá desde o início, viveu a fase das vacas magras e é compreensível que se sinta realizado ao constatar, de dentro, que sua categoria cresceu, gera receita, tem transmissão pela TV e tudo mais. A diferença é que ele está dentro, e eu estou fora. Por isso não meço palavras. Não vivo da Stock. Vivo de escrever e falar. Só. E me permito ser crítico. Não só em relação a ela, como a qualquer outra. Tenho o direito, e a obrigação, de ser crítico quando falo do automobilismo brasileiro. Meu único patrão, outro clichê, é quem me lê. Tenho de ser crítico, por exemplo, no caso do doping de Paulo Salustiano. Ou quando o assunto é a segurança dos carros. Ou quando comento sobre sua pobreza técnica. Ou quando falo sobre as torcidas de bonezinhos, o desrespeito ao público que paga ingresso e fica nos piores lugares. E todo o resto.

Piloto nenhum precisa falar dessas coisas, se não quiser. Eu preciso.

Espero que o Ingo não desista dos seus “Diários” apenas porque eu chamo a categoria de “Estoque” — que é apenas uma tradução para o português da palavra que a batiza. A Stock não é persona non grata no GP. Muito pelo contrário. Acho difícil encontrar algum outro site que dê tanto espaço a ela quanto o Grande Prêmio. Tenho um repórter e um fotógrafo exclusivo em cada etapa. Isso custa caro. A gente poderia cobrir a distância, se eu não desse a menor bola para as corridas de bolhas. Mas, jornalisticamente, a avaliação da minha equipe é que temos de estar lá. Então OK, vamos lá.

Pode ser que eu leve uma chamada do Ingo um dia desses, quando o encontrar por aí. O que é raro, diga-se. Acho que o vi umas três ou quatro vezes, e devo ter falado com ele apenas em caráter “oficial”, fazendo entrevistas. Em todas elas, sempre foi de uma gentileza ímpar. É uma estrela, mas se comporta com humildade e sensatez sempre que abre a boca para falar qualquer coisa. É um sujeito admirável.

Portanto, Ingo, continue com seus “Diários”. No GP, se possível. Sei que você deve me achar esquisito. Mas não é o único, fique tranquilo.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Stock Car Tags: ,
09/07/2008 - 10:24

INGO, SENSACIONAL

SÃO PAULO (vira livro?) – Mais um texto espetacular de Ingo Hoffmann nos seus Diários de Despedida, a série em que vai relatar, até o fim do ano, seus momentos mais marcantes em três décadas de Stock. A história da corrida de Goiânia que o Alemão relembra é o maior barato. Sim, eu sei que a última desta temporada foi em Campo Grande, mas como o próprio Ingo diz, é um autódromo ainda com pouca história, e por isso ele optou pela proximidade com a outra pista — que está decrépita, como tantas outras.

Ingo também fala sobre seu atual momento na Stock. Um aula de sinceridade e honestidade. Coisa rara, raríssima.

Ah, a série está sendo ilustrada pelo Marcel Marchesi, “descoberta” deste blog.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Stock Car Tags: , , ,
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