SÃO PAULO(deu, por hoje) – …e já que o dia está bonito e ensolarado em SP, e o ano está acabando, e estão chegando as férias, fiquem com a foto mais linda já publicada neste blog. O clique é do amigão Romeu Nardini, no dia da festa de despedida do #96.
SÃO PAULO(é bom ter saudade) - Acho que estou em dívida com a Jackie Della Barba, que é, de longe, a maior fã do #96. Essa homenagem aí do lado ela fez no dia da despedida do carrinho das pistas, 19 de julho, e eu não tinha visto, ainda. Caí sem querer na página, e confesso, chorão que sou, que fiquei meio marejado.
Jackie é mulher do Edimar Della Barba, o melhor preparador de motores a ar do planeta, um multicampeão que, na Superclassic, faturou um monte de corridas e títulos. Sem falar dos Speed 1.600, onde é até covardia disputar com seus carros. Gozado é que eu e ele vivemos às turras no início de nossas aventuras com carros antigos em Interlagos, por conta de regulamentos e outros detalhes, quebrando o pau, mesmo. Mas o Della Barba é um doce de pessoa, e um dia me ligou, depois de uma das minhas inúmeras quebras, para dizer que o #96 não podia parar de correr e que queria me ajudar no que eu precisasse.
“Mas por quê?”, perguntei, incrédulo. “Esse carro só quebra, só anda atrás e me dá dor de cabeça e despesa, não vou conseguir fazer andar mais do que anda nunca” e etc, e ele me interrompeu para dizer que, apesar de nossas brigas homéricas, tinha de me ajudar porque a maior fã do meu carro era a mulher dele, e se não ajudasse, era divórcio na certa!
Jackie é outra flor de pessoa, pegou o Trevisan pelo pescoço no lançamento do livro do Bird Clemente para saber em detalhes onde e como ficaria o #96 em seu museu, e só descansou quando soube que o carro já tinha chegado e estava bem.
Um beijo e obrigado, mocinha, com algum atraso. Quanto a você, Della Barba, nem preciso dizer o quanto o admiro e respeito. Entre tapas e beijos, é um dos bons amigos que fiz nessa deliciosa maluquice de correr de carros antigos, e no fim isso é tudo que importa nesta vida: fazer amigos.
SÃO PAULO(lindinho) - O blogueiro Paulo Sérgio Calzado me procurou sábado em Interlagos para contar que tinha filmado a última ultrapassagem feita pelo #96, na sua prova de despedida em Interlagos, dia 19 de julho deste ano. Foi sobre o DKW amarelo que tinha sido do Carlos Braz. Foi mesmo a última, porque depois o Bruno Mendicino, que o pilotou nessa prova, me passou de novo e eu acabei chegando bem atrás.
O importante, naquele sábadão, era que o #96 terminasse a prova. Não faria sentido esgoelar seu motor bem na despedida, não é mesmo? Calzado me mandou as imagens por e-mail e aí está o vídeo. É bem curtinho, mas ficou legal demais!
SÃO PAULO(até mais, garoto) – Eu e meu carro de corrida sempre fomos de poucas palavras. Acho que pilotos e carros não gostam de falar muito em dia de corrida. Só o essencial. Vamos lá, garotão, e um tapinha no painel, era tudo que eu dizia antes de sair dos boxes. Depois, silêncio total até a bandeirada, e um boa, garoto, voltando aos boxes. Na posição que fosse, em geral a última, o que nunca me incomodou muito.
Nada me incomodava no #96, nem mesmo suas quebras, que foram muitas, a falta de velocidade nas retas, a dificuldade para subir aquelas pirambeiras da Junção e do Laranjinha, as milhares de bandeiras azuis que vi nestes últimos seis anos. Nada. Porque ele me ensinou algo que, talvez, só um carro de corrida saiba dizer.
O #96 me ensinou o que é o infinito.
Uma pista de corrida é isso, o infinito, não se sabe onde começa, nem onde termina, e a gente só pára uma hora porque alguém manda parar, senão seria o infinito literal, acelerando e acelerando até o fim dos tempos.
Mas depois a gente volta, retoma de onde parou, antes e depois são apenas pausas nessa corrida pelo infinito que só dentro do capacete se compreende.
Sempre fomos de poucas palavras, eu e esse carro, e depois do vamos lá, garotão, era só o silêncio do motor gritando, acho que já escrevi isso antes, é estranho o silêncio dentro de um carro de corrida, porque no fundo você está só, levando aquele monte de ferro e borracha a lugar algum, e ele te leva sem perguntar nada, à espera, talvez, apenas do boa, garoto.
Ontem à noite o #96 se despediu da cidade, de seu piloto e de alguns de seus amigos e torcedores. Caramba, um carro que tem torcedores… Sem nunca ter vencido uma corrida sequer, que pode contar nos dedos as ultrapassagens que fez, a antítese da competição.
Mas era, é, meu carro de corrida, aquele que mostrou para mim o prazer de correr pelo infinito, não importa a qual velocidade, e foi por isso que ontem, quando tive de colocá-lo no caminhão, depois de ver os amigos e torcedores no bar, saí acelerando feito um alucinado pelas ruas do bairro, sem dizer uma palavra, e ele saiu junto gritando feito outro alucinado, até que duas voltas no quarteirão depois o #96 subiu a rampa e eu disse a ele boa, garoto.
Foi uma noite festiva, porque na verdade estávamos lá para celebrar o que o carro conseguiu, reunir gente, fazer pessoas se conhecerem e manter viva a paixão pelo automobilismo, que é o que nos une, e não dar um adeus definitivo a ninguém. Não derramei uma lágrima sequer, porque não tinha mesmo motivos para chorar, fiz isso em silêncio na última corrida, sozinho lá na Reta Oposta, longe de todos, e ontem todos estavam lá para vê-lo aos sorrisos, e só me emocionei mesmo quando vi o seu Alfredo, companheiro de primeira hora, dando um tapinha e um suave beijo na sua capota antes de ir embora.
O #96 é um carro especial, mas só quem conhece carros especiais sabe do que estou falando. Eu não vestia sua camiseta ontem, como muitos, e lá pelas tantas o Dú me perguntou cadê a minha, e tudo que fiz foi apontar para o carro e dizer que minha camiseta é ele, o carro, é ele que me veste e me vestiu nestes últimos seis anos na busca pelo infinito, por todos os infinitos, dentro do carro a gente pensa em tudo isso, no amor infinito, na vida infinita, na pista infinita, na alegria infinita, no gozo infinito.
Só um carro de corrida faz isso, e por isso sou grato a ele.
SÃO PAULO (chora não!) – Na visão de Bruno Mantovani, criador da pintura de ambos, a despedida do #96, que será hoje à noite no Seu Francisco (rua Canário, 566, em Moema), encontro informal da blogaiada e da pilotaiada da Superclassic que puder ir. Cada um paga a sua!
O #96 segue amanhã para sua longa jornada até Passo Fundo, onde será recebido por Paulo Trevisan & trupe. E onde ficará guardado por algum tempo.
SÃO PAULO (no fim tudo dá certo) – Seguinte, macacada… Ficou tudo meio em cima da hora, mas não tem outro jeito. O #96 deve seguir na quarta ou na quinta-feira para sua temporada em Passo Fundo (RS), sob a guarda do “santo” Paulo Trevisan em seu Museu do Automobilismo Brasileiro. Por isso, amanhã à noite, terça-feira, vamos fazer uma festinha de despedida para o carro.
Não é nada formal, apenas um encontro da blogaiada e dos pilotos da Superclassic que puderem ir para tomar uma e fazer um brinde ao carrinho que tantas alegrias trouxe a este blogueiro que vos fala. Será um “open bar” a partir das 20h30 no Seu Francisco, casa do nosso amigo e brother Sérgio Louzão, que hoje ocupa o lugar onde, no passado, ficava o histórico Mercedes Café.
O endereço do Seu Francisco é rua Canário, 566, em Moema. “Open bar”, segundo meu entendimento do idioma shakesperiano, quer dizer “bar aberto”. Em bar aberto, cada um paga a sua! O que vamos fazer é colocar o carro lá dentro, para quem quiser tirar fotos e matar a saudade. E vamos juntar umas mesas para jogar conversa fora.
SÃO PAULO(não subiu nem na carreta) – Muito do que foi a despedida do #96, para mim, vou guardar comigo mesmo. Especialmente aquilo que senti dentro do carro nas últimas 13 voltas da vida do carrinho em Interlagos, a largada, a tentativa de segurar o amarelinho, a única ultrapassagem que consegui fazer na corrida (e, por sorte, na frente da blogaiada no S do Senna), os acenos dos bandeirinhas, os carros que ficaram atrás de mim na volta aos boxes, escoltando o velho #96 de guerra, a chegada ao Parque Fechado, os abraços dos meus mecânicos, a turma da LF, a emoção do Rafa, do Nenê, do “seu” Finotti, a passagem pertinho do pit-wall assim que recebi a bandeirada…
Apesar da tristeza da despedida, que é natural, foi um sábado muito alegre porque ali terminou uma história muito bonita, e por decisão própria e tomada com a maior serenidade possível, sem grandes dramas, sem forçar barra nenhuma.
Não faz sentido, de fato, dramatizar a situação. Porque foram o maior barato, estes cinco anos — e mais ainda os últimos dois anos e meio, quando a blogaiada se incorporou à trajetória deste DKW que pode até não entrar para compêndio nenhum do automobilismo brasileiro, mas que passou a fazer parte da historinha de cada um de nós.
Vieram pessoas de muito longe para ver o #96 se esgoelar pela última vez. É gozado como o carro conseguiu isso. Curioso tentar entender este pequeno fenômeno branco sobre rodas, com uma bolota preta e número cor-de-laranja, carregando, com todas suas limitações, os sonhos e as lembranças de tanta gente.
O #96 cumpriu seu papel com grande dignidade. Hoje soube, pelo Nenê, que foi quase um milagre terminar a corrida. O carro não conseguiu nem subir a rampa da carreta que o levou de volta para casa. É que o motor foi colocado alguns dias atrás no lugar, e não andou nem um quilômetro antes de ir para a pista no sábado de manhã, amaciando, ainda, virando 2min47s. Na corrida, virou 2min42s, bem distante de seu recorde “pessoal” de 2min35s. Na subida dos boxes, pipocava feito louco e falhava, porque no fim estava meio fora do ponto. Normal. Um diazinho de treinos e teríamos detectado os problemas, mas não houve tempo, e o jeito foi acreditar que ele terminaria a corrida de um jeito ou de outro.
Terminou, sem dar espetáculo, mas sem decepcionar aqueles que foram a Interlagos para vê-lo. É um carrinho valente e sabedor de suas responsabilidades.
Eu teria, tenho, uma lista enorme de amigos a quem deveria agradecer nominalmente aqui. Correndo o risco de esquecer alguém, e é claro que esquecerei, vamos lá, de bate-pronto: Salomão, Nenê, “seu” Finotti, Rafa, Magrão, Fábio, Marconi, todos os mecas, desculpe se esqueço alguém, “todos” vale para todos, mesmo, Gustavo e Cláudio Ribeiro, Dú, Regi, Brandão, Ceregatti, Zuquim, Bonilha, Caio, Bianchini, Pavarotti, Mari, Jackie, Marilis, Vitão, Acarloz, Contreras, Eric, Cássio, Ronaldo, Ciro, Dinho, Jan, Joaquim, Veloz, Edison, Thiago, Magno (na arquibancada A, com a camisa antiga, como nas primeiras corridas…), Danilo, Romão, Ruiz, putz, chega, é claro que devo estar esquecendo metade, sorry, não tem mesmo como lembrar de todo mundo. Fazemos assim: quem eu esqueci, escreve aí embaixo nos comentários: “Canalha, me esqueceu! Assinado, Fulano”.
Bem, como se diz, uma imagem diz mais que mil palavras, mil imagens dizem mais ainda. Acho melhor parar por aqui, deixando no ar os links do álbum de fotos da corrida e outro do farnel, todas do Rodrigo Ruiz, nosso lambe-lambe predileto. Um dia vou me sentar e escrever algo à altura do #96. Mas com tempo, sem pressa.
SÃO PAULO(desacelerando) – Este foi um dos momentos mais bonitos da despedida do #96, sábado. Um vídeo preparado pelo Thiago Azevedo e por sua mãe Silvia, de Londrina, fazendo uma singela homenagem ao grande guru deste blog, Veloz-HP, Velov Agapov, Leandrov Alfonsov, que amava as coisas sobre rodas que corriam. Até os Ladas, tenho certeza.
SÃO PAULO (procura-se treinador) – Rafael Ramos e Tariana Mara. Essa é a dupla que fez este supervídeo (tem hífen?) do #96 em Interlagos, sábado. Quer dizer, não é bem um vídeo, é uma fotografia em 360 graus, que leva qualquer um para dentro do #96. Dentro mesmo, é um negócio incrível, acho que a blogaiada vai curtir “estar” no #96 virtualmente. Alguns, aliás, tiveram a chance de entrar no carro sábado, para tirar fotos. Os que não o fizeram podem matar a vontade agora. Só falta o cheirinho de óleo…
Vi a dupla fazendo as fotos. Enfiaram uma máquina esquisita dentro do carro e mandaram brasa. Mas confesso que não consigo entender como essas coisas funcionam. De qualquer maneira, é legal demais.
SÃO PAULO (vamos fazer diferente) – Como estou bem cansado, e ainda cheio de coisas para fazer, inovemos. Este post fica destinado aos relatos dos blogueiros que foram hoje a Interlagos para a despedida do #96. Sobre a despedida em si, quero escrever com calma. Apenas adianto que foi muito emocionante e serena. Uma festa bonita. Soltem o verbo! Mais tarde eu volto, com algumas fotos e vídeos.
SÃO PAULO(uma hora chega…) – Pouca gente sabe que a estréia do #96 em corridas se deu com outro piloto ao volante, não eu. Foi no dia 19 de abril de 2003, quando começou nossa primeira tentativa de campeonato de antigos, o “Historic Racing Cars”. Era um sábado, e eu estava em Imola. Meu DKW tinha sido batizado em Interlagos no início daquele mês, no dia 6 de abril, fazendo quatro voltas de exibição no autódromo, como preliminar do GP do Brasil de F-1, diante de 70 mil pessoas e ostentando na testeira a frase “STOP BOMBING IRAQ”. Os EUA estavam bombardeando os pobres iraquianos sem dó. Narrei aquelas voltas para o som do autódromo com um equipamento de rádio instalado no capacete. É por isso que até hoje o #96 tem uma anteninha no teto. Finjo que é telemetria…
O piloto foi meu manager Luiz Salomão, que aparece na foto acima e relembra aquele dia em um delicioso texto em seu blog. Fez a pole, mas abandonou com o motor pedindo para explodir. Depois descobriríamos que o marcador de temperatura é que era exagerado…
Em 2004, como o Cesar Carloni estava fazendo uma réplica da Brasília do Ingo e me pediu para usar o #17, acabei trocando meu número para 12. Foram dois anos com o #12, embora o carro tenha usado o #6 numa prova extra-campeonato.
Foi só em 2006, graças a este blog, que adotei o #96, depois de um concurso para definir a pintura do carro que tinha uma única exigência: o número, para homenagear Norman Casari, que morrera no final de 2005 quando eu estava de férias em Angra dos Reis.
Recebi algumas dezenas de sugestões e acabei escolhendo a pintura que persiste até hoje, criada pelo Bruno Mantovani. É com ela que o #96 vai à pista amanhã pela última vez, pouco mais de cinco anos depois daquela estréia nas mãos do meu “teamate”, companheiro das primeiras aventuras no final dos anos 80, quando colocava meu Belcar 1962 verde na pista em provas da antiga APCAH (Associação dos Pilotos de Carros Antigos e Históricos).
A gente usava, na época, o número 11, que acabaria sendo adotado na nossa primeira tentativa de carro de corrida. Quando achamos que iria sair um campeonato de antigos, encontramos um sedã 1960 e levamos ao Crispim para desmontar. Arrancamos tudo, pintamos de branco, metemos um 11 enorme que o Saloma fez usando um balde como molde para a bolota, e botamos na pista.
Esse carro nunca chegou a andar direito, acho que uma ou duas corridas em 1989, não lembro ao certo, e aí o autódromo entrou em reforma e acabaram as provas de clássicos. Não andava nada, de qualquer maneira. Ficou anos encostado na casa da minha avó até que arranquei o motor, as rodas e os pneus e dei a carcaça para um cara que nem lembro quem é. Coisas da juventude…
O #11 nem tinha santantonio, apenas um banco de competição e um cinto de segurança mequetrefes, era um negócio meio improvisado, mas eu gostava do carrinho, sempre quis ter um DKW de corrida e ele foi, afinal, o primeiro deles.
Muitos anos se passaram até aquele desfile em Interlagos e o nascimento do #96, agora para correr de verdade, feito para isso, construído a partir de uma quase sucata de Belcar 1963 que estava na garagem dos Klinchen, que na época restauravam minha Caiçara. Já havia uma carroceria velha de carreteira por lá, apontei o dedo para ela e decidi: isso aí vai virar um carro de corrida.
Acabou virando, como se sabe. Mudou de equipe, para a LF, já em 2004, e tornou-se o símbolo de alguma coisa que não sei direito o que é.
Amanhã ele dará suas últimas aceleradas, depois de mais de 50 corridas (nunca fiz as estatísticas do #96, falha grave…) sem grandes resultados, mas com muita história para contar. Certamente ficarei emocionado ao pilotá-lo pela última vez, e mais ainda ao olhar para as arquibancadas e ver os blogueiros acenando em despedida. Toda despedida é meio dolorosa.
Estarei meio arredio, com certeza, fico muito tímido quando noto que tem um monte de gente em algum lugar para ver o que estou fazendo, e já peço desculpas por eventuais sumiços entre a classificação e a corrida. Piloto precisa se concentrar, afinal… Pode ser que muita gente queira falar comigo e eu não consiga falar com todo mundo, mas tenho certeza que todos compreenderão.
De mais a mais, a estrela da festa não sou eu, é o #96 velho de guerra, que será muito bem tratado na sua aposentadoria, isso eu prometo.
SÃO PAULO(acho que nem treino…) – O #96 é homenageado por Roberto Brandão em sua última coluna “Retrovisor” no Grande Prêmio. Um texto bonito, cheio de sentimento. Escrito algum tempo atrás, antes de anunciada a última corrida do carrinho, que será sábado agora, dia 19, em Interlagos.
SÃO PAULO(com honras) – O “cartão-postal” acima foi criado pelo Vitor Matsubara sobre foto de Juliano ‘Kowalski’ Barata, para marcar a despedida do #96 das pistas. O carrinho vem recebendo várias homenagens. Vai ser querido assim lá longe! O carro, claro. Para o piloto, ninguém dá bola!
SÃO PAULO(apareçam) – Nosso lambe-lambe predileto Rodrigo Ruiz, o famoso RR, já confeccionou o “convite” para a despedida do #96, sábado que vem em Interlagos. É só clicar na imagem que ela abre maior, imprimir e guardar de lembrança. Alguns irão plastificar, outros vão pendurar no pescoço, tudo vale. O mais importante é se achar no autódromo: entrar pelo portão 7, passar por baixo da pista, seguir em frente, entrar à direita em direção à antiga Curva do Sol, onde fica o postinho de reabastecimento, estacionar por ali. A última escada metálica azul, perto do S do Senna, leva à Sala Williams, onde a blogaiada vai se encontrar para curtir a derradeira corrida do bravo DKW. Que merece — o carro, não o piloto — todas as honras.
Vai ser um sábado emocionante para este velho piloto-jornalista que vos fala.
SÃO PAULO(tudo acaba) – Bem, já não é mais novidade que daqui a uma semana, nesta hora, o #96 já estará curtindo sua aposentadoria, merecida, depois de quase seis anos de pista, milhares de quilômetros rodados, algumas quebras, vários motores, uma batida, um quase capotamento, e muitas, mas muitas mesmo, alegrias dadas a este blogueiro. E à blogaiada também, por que não? Afinal, foi graças a ele que tanta gente se conheceu, voltou a Interlagos, arrumou “alguém” para torcer no automobilismo nacional, mesmo que uma torcida quase lúdica, sem a menor chance de resultar em vitórias.
Mas as vitórias do carrinho foram outras, de natureza diferente, elas estão dentro de cada um de vocês que acompanharam sua saga nos últimos anos.
Por que ele vai parar? É assunto de foro íntimo, como dizia um amigo meu. E, enquanto eu não completar a última volta da última corrida com ele, não vou falar muito. Vamos deixar para depois. Por enquanto, o importante é preparar uma festinha legal para ele. Que vai ter até camiseta oficial… O Dú Cardim já bolou o desenho, esse aí do lado, e vai mandar fazer para levar a Interlagos semana que vem. Ele quer saber quantas, e de quais tamanhos. Vai usar os comentários deste post para ter uma idéia. Quanto vai custar? Não tenho a mais remota idéia. Só sei que a minha eu quero de graça!
A corrida, no sábado, será por volta das 11h. Nunca sei o horário direito, e nem sei se a FASP já divulgou a programação. De qualquer forma, a blogaiada começa a chegar a Interlagos por volta das 8h, quando a gente faz a classificação.
PS: a caricatura do #96 é do grande Ararê, e aqueles de fora de SP que quiserem a camiseta devem entrar em contato com o Dú Cardim, cujo e-mail será divulgado por ele mesmo aí embaixo, nos comentários. Dú, mãos à obra!
É jornalista, dublê de piloto e escritor. Atua em jornais, revistas, rádio, TV e internet. “Um multimídia de araque”, diz ele. No Twitter, @flaviogomes69.