02/10/2009 - 23:02
BERLIM (dormir, mais tarde) – O que mais gosto em Berlim é a Alexanderplatz. E o que mais gosto na Alexanderplatz é o Homem-Salsicha. O cara que vende bratwurst com pão e mostarda carregando a grelha apoiada na barriga por um euro e vinte centavos. Deve ter em outras cidades, também. Mas eu sempre vi os Homens-Salsicha aqui, então que seja Alexanderplatz o planeta natal dos heróis berlinenses. Minhas refeições hoje foram fornecidas pelos Homens-Salsicha. Três, com intervalos de 10 minutos entre elas.
Gerd foi conhecer o Muro de Berlim pela manhã. O dia estava frio e cinzento. Choveu, parou, choveu, parou. Estou bem perto de onde ficava o Muro, e andaram colocando umas réplicas de pedaços famosos ao longo da linha de trem, com pinturas clássicas que ficavam do lado de lá. Estacionei o carrinho atrás de outro Trabant. Era de uma empresa de turismo que faz um tour pela cidade e chama o passeio de safari.
Safari é na selva. Tontos.
Parei o carro, saí para sacar uns retratos e imediatamente chegou gente para tirar fotos do Gerd. É que não hão mais Trabants em Berlim. Pausa para o “hão”. O verbo haver é até hoje ranqueado na minha mente deturpada como a maior decepção gramática de todos os tempos. Aos sete ou oito anos, depois de aprender sua conjugação pervertida, escrevi uma redação na escola e usei “hão”. “No limoeiro hão limões”, algo assim. A professora corrigiu. Haver não flexiona. Como, não flexiona? O que é flexiona? Fiquei com raiva da professora, do verbo e dos limões. Nunca mais escrevi hão. Resolvi escrever hoje.
(Vou pegar uma cerveja.)
Como não hão mais Trabants em Berlim, todo mundo olha para o Gerd. Até a turma do safari, que veio em bando logo depois. Entrei na fila. A menina que dirigia o primeiro, uma peruinha, ficou feliz da vida ao ver um Trabi autêntico, dirigido por um alemão autêntico (eu), sem carregar turistas apertados no banco de trás.
Me mandei para Friedrichstrasse. Sempre tem, hão, novidades perto de Checkpoint Charlie, o posto de fronteira mais popular daqueles tempos, onde um dia a URSS meteu dez tanques de um lado e os EUA enfiaram mais dez do outro, e ficaram se olhando por 14 horas, ou 16, sei lá quantas, um país rosnando para o outro, e depois foram todos embora, coisa mais sem graça da porra.
Antigamente tinha mais ambulantes vendendo pedaços do Muro em Checkpoint Charlie. Hoje eram três, só, e nem pedaço do Muro vi. Só chapéus russos e uniformes falsos da polícia alemã-oriental. Os camelôs já não são mais os mesmos. E a área estava infestada por ciganos infantis, romenos, talvez, que perguntavam a todos “do you speak English?”, e todos diziam “no, I don’t”, e eles iam embora.
Entrei no museu de Checkpoint Charlie para ver as últimas. Gosto desse museu, e de ler nas paredes as histórias dos caras que conseguiram fugir de Berlim Oriental por túneis, ou com aviões construídos no fundo do quintal, ou escondidos dentro do painel de carros. O Muro foi uma medida extrema do governo da DDR (doravante assim será chamada a República Democrática da Alemanha, RDA em português), erguido em 13 de agosto de 1961 com arame farpado, porque desde a criação do país, em 1949, 2,5 milhões de cidadãos haviam se pirulitado para o lado ocidental via Berlim-idem. A economia estava indo para o saco. No dia 14, 65 mil berlinenses orientais saíram de casa para trabalhar do outro lado e não puderam atravessar. Só em 1963 que o governo da DDR passou a permitir visitas de parentes, e acho que o resto todo mundo sabe — Gorbatchov assumiu em 1985, viu que a URSS estava quebrando, começou a abrir a economia, e os satélites fizeram o mesmo, até a dissolução da Cortina de Ferro e de nações inteiras, algumas artificialmente coladas com Super Bonder, como a Checoslováquia e a Iugoslávia.
O Muro começou a cair graças aos movimentos apoiados pela igreja na Alemanha Oriental. Não houve violência, os coroinhas e os padres resolveram a parada. Leipzig foi a primeira cidade a se manifestar em massa pacificamente, e no dia 9 de novembro um pica-grossa do Partido anunciou mudanças nas regras de entrada e saída de Berlim Oriental, dando uma certa relaxada no negócio, e aí escorregou nas palavras ao dizer que uma dessas novas medidas tinha efeito imediato. “Efeito imediato” para a turma do Leste louca por uma calça Levi’s era imediato mesmo. Arrebentaram o Muro e acabou tudo. Foi a maior festança. Vai fazer 20 anos.
Mas a Alemanha Oriental, como dizem por aqui, fica cada vez melhor, na medida em que passa os tempo. Tem muita gente com saudades do regime estável, seguro, sossegado e, de certa forma, ingênuo da DDR. Tirando a Stasi, que pentelhava todo mundo e transformava cada cidadão num delator em potencial, e os guardas de fronteira, que mataram 125 (algumas fontes falam em 92) pessoas que tentaram atravessar o Muro na marra, a Alemanha Oriental era uma boa ideia. Que deu errado, claro, porque num mundo comandado pelo mercado e pelo capital, mesmo um país que despreza ambos se fode de canudinho.
Os alemães orientais têm uma imagem meio cinzenta por conta da propaganda anticomunista que martelou nossos doces lares durante décadas, mas não se enganem. Eram divertidos e adoravam uma sacanagem. Foram os maiores nudistas de todos os tempos em todos os reinos e impérios. No verão, se mandavam peladões para as praias do Báltico e não queriam nem saber. Há estatísticas, não sei de onde tiram esses números, que dizem que 10% dos habitantes da DDR eram naturistas juramentados e praticantes, e que 80% da população tirou a roupa na praia ou no lago pelo menos uma vez na vida.
Ninguém reprimia os peladões. Ainda bem. Os livros de fotos dessa época, anos 70/80, são melhores que qualquer “Playboy”… As meninas do Leste eram muito sorridentes, interessantes e atléticas. E peludas.
A DDR me interessa bastante, não só pelos carros e pelas loiras peladas e peludas. É um negócio tão recente e absurdo do ponto de vista ocidental que me espanto o tempo todo ao lembrar que há apenas 20 anos o mundo era dividido em dois pelo Muro que hoje é vendido aos pedaços nas lojas de souvenir.
Ao sair de Checkpoint Charlie, fui a um museu muito interessante, o DDR Museum, que foi eleito o “museu do ano” da Europa em 2008. Pequeno, na beira do Spree, mas muito carinhoso e bem montado. Não faz apologia de nada, apenas mostra como era diferente a vida na Alemanha Oriental, como era possível viver com uma ou duas marcas de pasta de dente e sabonete, como as pessoas aprenderam a se virar diante da escassez, como o governo se empenhava na educação das crianças desde os 11 meses de vida, em prover habitação e pleno emprego, em promover a amizade entre os trabalhadores, a simplicidade como “way of life”, se é que me entendem.
Claro que os dirigentes do Partido eram filhos da puta, como quase sempre, mas no geral as pessoas viviam bem, sem grandes sustos, casavam, tinham filhos, esperavam seus Trabants, tiravam a roupa na praia no verão, faziam esporte, trepavam, iam à escola, ficavam gratos quando saía a chave de seu apartamento novo. Se não dava para limpar a bunda com papel Neve perfumado de folha dupla, me parece que não era algo que incomodasse demais. Tinha cerveja, salsicha, bar, automóvel, trabalho, escola, teto, bonde, trem, ônibus, cigarro, camisinha, café, loja de departamentos, mercadinho, banda de rock (procure no Google a Puhdys, que vendeu 15 milhões de discos, de acordo com o museu), discoteca, festival, campo de futebol, piscina, roupa nova (de tecido sintético, porque era difícil arrumar algodão; e quem desenhava os modelitos era o Modeinstitut Berlim, até isso o governo fazia, o que livrava o povo de coisas como a São Paulo Fashion Week e seus estilistas afetados), aparelho de TV coloridos, revistas jornais, emissoras de rádio, cinema, universidades.
Uma das críticas que fazem ao antigo regime diz respeito à doutrinação da molecada com ideias marxistas-leninistas desde cedo nas escolas, como se fosse um pecado ensinar aquilo em que se acredita. O que se faz numa escola brasileira hoje desde pequeno? Ensina-se a competição, o mata-primeiro-senão-ele-te-come-no-mercado-de-trabalho, a dar valor ao dinheiro, ao ter, ter mais sempre, e o que é isso que não uma doutrina escroto-capitalista que enfiam na cabeça das crianças mal elas saem das fraldas? Rotos falando de esfarrapados.
Gerd ficou boa parte do dia protegido do frio cortante deste outono gelado numa garagem subterrânea perto da ilha dos museus e eu fui bater perna mal agasalhado porque não esperava este clima glacial. Amanhã vou descer para Dresden, tomara que melhore um pouco. De noite, encontramos um amigo meu e o amigo do meu amigo, e fomos tomar uma cerveja num bar legal de Friedrichsdhain, a Vila Madalena do lado oriental. Na minha cabeça, ainda há dois lados. E quem conhece Berlim sabe bem onde começa um e termina o outro, mesmo sem Muro. Todos os três quisemos nos casar com a garçonete, cheguei a pedir ao Maurício para avisar minha família que iria fixar residência aqui depois que esbarrei o cotovelo sem querer na bunda da moça.
Deixei a dupla perto da Alexanderplatz e fui dar uma volta pelo Ocidente. Passei pelo Portão de Brandenburgo (por fora; não passa mais carro ali), pelo Reichstag, segui pela Unter den Linden, margeei o Tiergarten e fui fazer a volta só em Charlottenburg, para acabar a noite num simpático Hooter’s debaixo da linha de trem comendo frango frito apimentado, essas coisas americanas têm alguma serventia, afinal, porque já estava tudo fechado do lado de cá.
Gerd me esperava sossegado na vaga no meio da avenida, sozinho, o sereno cobrindo seu teto de fibra de algodão e plástico e os vidros da frente e de trás. Dizem que na DDR se esperava por um Trabant por 16 anos. O nome quer dizer “companheiro” (na verdade verdadeira, “satélite”, mas pode ser entendido como “companheiro”, também, dependendo do contexto), e os carrinhos acabavam virando mesmo parte da família, porque ninguém trocava todo ano. Era para a vida toda. A temperatura estava em seis ou sete graus. Liguei o motorzinho de 600 cc e coloquei seus 26 bravos HPs em marcha. Do lado da torneirinha da gasolina tem um botão do sistema de aquecimento. Puxei, tremendo.
O calor vindo não sei de onde, daquele botão mágico, talvez, me invadiu e eu disse obrigado a Gerd, um bom parceiro.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Turismo
Tags: Berlim, DDR, Gerd
13/07/2009 - 22:08

SÃO PAULO (onde, por exemplo?) – Essa aqui foi enviada pela Jackie Della Barba faz algumas semanas. É o seguinte. Neste ano, comemoram-se 60 anos da criação da República Federal da Alemanha e 20 anos da queda do Muro de Berlim. O Consulado Geral da Alemanha tem uma exposição itinerante prontinha, de graça, para quem quiser levar à sua escola, universidade, clube, o que for. É so clicar aqui para ter mais informações.
Essas duas histórias são contadas através de painéis fotográficos com imagens da DPA, uma das maiores agências de fotos do mundo. Escolhi uma a esmo, só para vocês terem uma ideia da qualidade do material. Pensei em levar isso para Interlagos, mas nossos eventos são muito curtos, dois ou três dias, apenas. Não justificam, creio, a montagem de uma exposição. E, na verdade, não têm muito a ver com nosso público, nem com o ambiente de autódromo…
Mas adoraria ver esses painéis expostos em algum lugar bacana. Se alguém fizer contato com o consulado, nos avise, ok?
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Cultura
Tags: DDR, Muro de Berlim, RFA, Trabant
12/05/2009 - 22:07
SÃO PAULO (tem vaga na máquina do tempo?) – Gostaram da camiseta da Alemanha Oriental? Então vejam estas duas fotos enviadas pela Jackie Della Barba. Vamos ver quem acerta a cidade…
Os carros são demais! Na primeira, esse que é a cara do nosso DKW é um IFA F9. Com duas portas e motorzinho de 900 cc, é o mesmíssimo projeto dos primeiros Auto Union pós-Guerra.
Na frente dele, um raríssimo coupê AWZ P70, que lembra um pouco o Karmann-Ghia. Esse carro tinha carroceria de fibra de vidro e motor dois tempos de dois cilindros, igualmente derivado do DKW que equipava os modelos da Auto Union antes da Segunda Guerra e que seria utilizado, no final da década de 50, no Trabant.
Pode-se dizer que o AWZ é uma espécie de embrião do velho e bom Trabi. Era fabricado em Zwickau, onde estive no ano passado para o encontro anual europeu de DKWs. Mas não tinha nenhum desses no evento.
A outra foto é uma festa. À esquerda do Fusca (com teto solar, belíssimo), um Wartburg saia-e-blusa. E mais outro no canto esquerdo. Colírio para meus cansados olhos.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Foto do dia
Tags: AWZ, DDR, IFA, Trabant, Wartburg
23/12/2008 - 17:42
SÃO PAULO (deu fome, até amanhã!) – De 1980 a 1989, enquanto vocês vibravam com os picaretas do Ocidente como Alain Prost, Ayrton Senna, Nelson Piquet e Niki Lauda, a verdadeira Fórmula 1 acontecia na Alemanha Oriental.
Nada dessas porcarias de Ferrari, Williams, Brabham e McLaren. Era coisa fina de verdade. Oculta pelo Muro de Berlim, a categoria de monopostos arrastava multidões aos parcos autódromos da DDR. Técnica apurada, engenharia sofisticada, velocidade pura.
E, pelas fotos, dá para sacar que era um automobilismo divertidíssimo. Para se ter uma idéia, os motorhomes eram feitos a partir dos clássicos Barkas B1000 com motores dois tempos. Tem coisa mais linda no mundo? Aaaaaahhhhh! Quero um desses!
Esse site indicado acima, pena, está todo em alemão (aliás, mandei o link direto para a página de fotos, porque as outras têm textos demais). Depois vou tentar traduzir com calma, para saber mais dessa história pouco conhecida do lado de cá do mundo. Deve ter coisa muito interessante. Como interessantes demais são essas miniaturas de carros de corrida da Alemanha Oriental, dica dos meus amigos de um fórum sobre Ladas do qual participo e que, acreditem ou não, está hospedado nos EUA… Vou escolher alguns para me dar de Natal.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Automobilismo internacional, F-1, Miniaturas
Tags: Alemanha Oriental, DDR
16/08/2008 - 10:52
PEQUIM (vamos tentar) – São quase dez da noite por aqui e fui dar uma olhada no quadro de medalhas até agora. Ainda saem mais algumas hoje, mas nada que altere o conteúdo desta reflexão, que se eu não colocar no ar neste exato instante, não coloco mais, porque vou acabar esquecendo. Sempre sigo a filosofia chinesa, nessas horas. Confúcio, centenas de anos antes de Cristo, já ensinava ao seu fiel discípulo Gah-Fang-Yotong: “Não deixe para amanhã o que pode fazer hoje, principalmente se tiveres um desejo incontrolável, porque amanhã pode ser feriado e vai estar tudo fechado”, e dizendo isso mandava o pobre Gah-Fang-Yotong à aldeia, longe pra cacete, para comprar pêssegos em calda.
China e EUA não têm mais concorrentes em Olimpíadas, são como Ferrari e McLaren, e vão lutar medalha a medalha até o final. Na classificação geral, está 52 x 45 para os americanos. No critério dos ouros, a China lidera: 27 x 16. A terceira colocada, no total de medalhas, é a Austrália com 25. Pelos critérios dourados, a Alemanha aparece em terceiro, oito ouros, 18 medalhas no total. É a BMW Sauber.
A China passou a competir em Olimpíadas apenas em 1984 e já em Los Angeles ficou em quarto, com 32 medalhas, 15 delas de ouro. Foi ano de boicote, a URSS não apareceu, o que fez da Romênia, vejam só, a vice-campeã. Os EUA passearam, com 174 medalhas no total (83 ouros). Os romenos fecharam os Jogos com 53, sendo 20 de ouro. Na Olimpíada anterior, em Moscou, quem boicotou foram os EUA. E a URSS, claro, ganhou fácil, com a Alemanha Oriental em segundo.
Eu curtia a Guerra Fria. A Alemanha Oriental sempre foi uma baita potência olímpica. Em 1976, em Montreal, ficou à frente dos EUA. O mesmo aconteceu em Seul/1988. Muitas de suas conquistas, porém, foram contestadas depois que caiu o Muro. Acusam a gloriosa DDR de abusar do doping. E quem não abusou? Talvez tenham abusado um pouquinho além da conta, mas por que tanto rigor, ora bolas?
Mas voltemos à China, porque o que quero dizer aqui é que aquele duelo entre URSS e EUA acabou, pela boa razão de que a URSS não existe mais, e por isso agora é a vez e a hora dos chineses. Por um bom tempo as Olimpíadas terão essas duas potências batendo de frente no esporte, porque grana faz muita diferença, e é na China e nos EUA que está o dinheiro. Ao resto dos filiados à ONU, sobrarão migalhas.
Só por curiosidade, somei as medalhas já conquistadas em Pequim pelas repúblicas que formavam a URSS. Até agora, seriam 58 no total: 12 de ouro, 18 de prata, 28 de bronze. Um bom resultado, sem dúvida, que colocaria essa URSS virtual em primeiro lugar no total de medalhas, mas apenas em terceiro quando se consideram os ouros como critério de classificação.
Ao final dos Jogos, me lembrem de fazer essa conta de novo, ok? Quanto ao Brasil, com o ouro de Cielo hoje o país passou à 27ª posição, com um ouro e e quatro bronzes. À frente de países cuja qualidade de vida é bem melhor, como Suíça, Finlândia, Suécia, Áustria e Dinamarca. Mas atrás de outros que não são lá grande coisa no cenário geopolítico (tem hífen?) internacional, como Ucrânia, Eslováquia, Geórgia, Zimbábue, Azerbaijão e Mongólia.
Vamos ver no final. Até hoje, a melhor participação brasileira em Olimpíadas, no total de medalhas, foi em 1996, em Atlanta: 15, sendo três de ouro, três de prata e nove de bronze. Em ouros, a melhor foi em Atenas/2004: cinco.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Pequim 2008
Tags: China, DDR, EUA, medalhas, URSS
24/07/2008 - 23:08
ZWICKAU (em pílulas) – Já é bem tarde, mas aos poucos vou pingando aqui algumas gotinhas do Leste. Como essa aberração aí do lado! Tem coisa mais sem sentido? Essa lanchonete era a encarnação do capeta capitalista até outro dia e os caras têm a manha de pintar seu M demoníaco numa station wagon (quem rir apanha) Trabant?
Gozado como os sinais da velha e boa DDR estão sumindo. Estou por aqui há dois dias e não vi quase nada interessante rodando, tirando os DKWs, claro, que acorrem a este ponto do planeta para o maior encontro mundial da marca. Depois explico direito. Mas meu espanto se dá pelo fato de que nas outras vezes em que bati perna por estas bandas, e não faz muito tempo, Trabants, Wartburgs e Barkas alegravam as ruas de Leipzig, Dresden e Berlim.
Estou em Zwickau, onde ficava a fábrica dos Trabis. E sabe tudo que achei até agora? Uma pequena escultura numa pracinha aqui do lado!
Muito pouco. Amanhã vamos apurar o que está acontecendo. Temos uma programação extensa, com uma visita ao August Horch Museum e, depois, um pulinho a Chemnitz para ver umas coisas interessantes.
Hasta luego, porque a madrugada se faz alta.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): DKW & cia., Turismo
Tags: DDR, Trabant