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Cidade chinesa que quer ser conhecida como “Little Paris”, por motivos óbvios. Como diz meu amigo Tranjan, “há limites”…

Cidade chinesa que quer ser conhecida como “Little Paris”, por motivos óbvios. Como diz meu amigo Tranjan, “há limites”…


SÃO PAULO (só eu não vi?) – No dia 1º de outubro, a China iniciou as comemorações do 60º aniversário da revolução comunista com um desfile inacreditável em Pequim. Inacreditável mesmo, como mostram as fotos do “The Boston Globe” em sua página de “big pictures”, que por si só é uma atração. Eu acho que não estava no Brasil nesse dia, passou batido. A que ilustra esta despretensiona notinha, inclusive, não é do site. Mas mostra a limousine mao-tse-tunguiana que chamei brilhantemente de “limaosine” (sacaram?) e foi usada pelo presidente Hu Jintao para fazer seu discurso (notem os microfones no teto). Não parece um Trabi de luxo?
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Gira mondo Tags: China, limousine, Pequim
HANNOVER (a caminho) – Um monte de gente me mandou a notícia, meio exagerada, de que os carros chineses chamados Geely (parece nome daquelas melecas parecidas com geleia para as crianças brincarem) vão substituir os Lada na frota da polícia de Cuba. É essa coisa pavorosa aí da foto.
Para não esticar a discussão, fiquemos apenas com a verdade única e absoluta: carro chinês é ruim. Pronto. Não vai substituir um Lada nunca.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Indústria automobilística Tags: China, Cuba, Gelly, LadaSÃO PAULO (de perto) – A gente está acompanhando desde o início, não? Então vamos lá. A última sobre a venda da SAAB pela GM passa pela China. A Koenigsegg estava negociando com um grupo da Noruega para ajudar a financiar a compra, mas acabou arranjando grana com a BAIC chinesa. A notícia está aqui. Os chineses serão minoritários. O importante é que o DNA sueco seja mantido. E será.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Indústria automobilística Tags: China, GM, Koenigsegg, SAAB
SÃO PAULO (esses chinos…) – Esse poderia ser o nome da trapizonga aí, apresentada ao mundo no Shanghai Motor Show e à blogaiada pelo blogueiro Sete. Trata-se de um esportivo ainda não em produção da famosíssima Tong Jian, e foi batizado de S11, com o S, no logotipo, lembrando um pouco um 9, o que nos remete imediatamente a 911, o número cabalístico da Porsche.
Notem que a frente é do Audi R8, assim como o perfil lateral. Traseira e interior foram, digamos, inspirados na Ferrari F430.
Mais um Xing-Ling dessa turma que copia tudo e não tá nem aí.
SÃO PAULO (a China não viu) – 4 de junho de 1989. Depois de semanas de protestos contra o governo, jovens estudantes chineses foram massacrados na Praça da Paz Celestial pelo Exército do Povo. Ninguém sabe exatamente quantas pessoas morreram. O governo divulgou um número, 241. Há estimativas que falam em mais de duas mil mortes, outras em até sete mil. Na manhã seguinte, a imagem do rapaz que detém uma coluna de tanques armado apenas com sua voz, seus gestos e seu olhar roda o mundo e se transforma no símbolo de uma revolução que só não foi derrotada por aquela coluna de tanques. No resto, perdeu em tudo, em questão de minutos. Não houve diálogo. De nenhum dos lados, nem do governo linha-dura, nem das lideranças estudantis radicais dispostas a morrer ali mesmo, na praça. Chinês não gosta muito de conversar, muito menos de ceder. Todos os países do mundo condenaram a China pelo massacre de Tiananmen. Menos de 20 anos depois, estavam todos eles no Ninho do Pássaro batendo palmas para a mesma China — agora mais rica, parceira comercial essencial para o resto do planeta.
O rapaz que deteve os tanques nunca foi identificado. Hoje, farei um brinde a ele e a todos os chineses com quem troquei sorrisos no mês que passei em Pequim no ano passado. Muitos deles não sabem direito o que aconteceu na praça há 20 anos. Não os culpo.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Sem categoria Tags: China, Pequim, Tiananmen
SÃO PAULO (é a vida) – Depois de a Lada comprar parte da GM, sei lá qual parte, tantas são as partes da GM, uma empresa chinesa que faz equipamentos para construção de estradas está comprando a Hummer, aquela dos jipões que nasceram para a guerra e foram parar nas ruas.
Nada mais idiota do que um Hummer, um carro com DNA bélico que não cabe numa garagem de gente normal, é enorme, gasta muito, atrapalha o trânsito e só serve para neguinho achar que é soldado. Uma estupidez sobre rodas, ainda mais nos tempos de hoje.
Aliás, comprar a Hummer é a cara dessa nova China, que não tem graça nenhuma.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Indústria automobilística Tags: China, GM, Hummer
SÃO PAULO – Estão no ar no Grande Prêmio as notas dos pilotos no GP da China. As avaliações dos jornalistas de nossa brava equipe estão aqui. Lewis Hamilton, pela terceira vez no ano, levou um dez unânime — foram dez “dezes” (”dez” tem plural?) ao longo da temporada. Fernando Alonso, com 7,8, foi o segundo melhor na corrida de Xangai, de acordo com nosso time. O pior foi Adrian Sutil, com 1,8.
Na classificação geral, Robert Kubica é o líder com média 7,1, seguido por Hamilton com 6,9 e Felipe Massa com 6,8. A briga está boa.
Leia as avaliações e dê seus pitacos, também!
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1 Tags: China, notas, ranking GP, Xangai
SÃO PAULO (explorem tudo!) – Ainda não foi ao InfoRace para destrinchar o GP da China? Está esperando o quê? Lá você vai ver, pelos tempos de volta e pelos gráficos disponíveis, quanto Raikkonen tirou o pé para permitir a ultrapassagem de Felipe Massa. Ou como Lewis Hamilton foi capaz de disparar na frente sem ter de se preocupar com mais ninguém. A corrida foi chata, mas a análise pelos números da ferramenta exclusiva do Grande Prêmio é um barato. Vai lá!
SÃO PAULO (é mesmo) – Em sua coluna Apex de hoje, Andre Jung usa como tema principal a instabilidade de Hamilton nesta reta final de campeonato. Mas em breves pitacos sobre o cancelamento dos GPs do Canadá e da França, tem uma sacada genial. Diz que do jeito que as coisas andam, essa corrida da China, domingo, tem ares de Baile da Ilha Fiscal.
PEQUIM (vamos tentar) – São quase dez da noite por aqui e fui dar uma olhada no quadro de medalhas até agora. Ainda saem mais algumas hoje, mas nada que altere o conteúdo desta reflexão, que se eu não colocar no ar neste exato instante, não coloco mais, porque vou acabar esquecendo. Sempre sigo a filosofia chinesa, nessas horas. Confúcio, centenas de anos antes de Cristo, já ensinava ao seu fiel discípulo Gah-Fang-Yotong: “Não deixe para amanhã o que pode fazer hoje, principalmente se tiveres um desejo incontrolável, porque amanhã pode ser feriado e vai estar tudo fechado”, e dizendo isso mandava o pobre Gah-Fang-Yotong à aldeia, longe pra cacete, para comprar pêssegos em calda.
China e EUA não têm mais concorrentes em Olimpíadas, são como Ferrari e McLaren, e vão lutar medalha a medalha até o final. Na classificação geral, está 52 x 45 para os americanos. No critério dos ouros, a China lidera: 27 x 16. A terceira colocada, no total de medalhas, é a Austrália com 25. Pelos critérios dourados, a Alemanha aparece em terceiro, oito ouros, 18 medalhas no total. É a BMW Sauber.
A China passou a competir em Olimpíadas apenas em 1984 e já em Los Angeles ficou em quarto, com 32 medalhas, 15 delas de ouro. Foi ano de boicote, a URSS não apareceu, o que fez da Romênia, vejam só, a vice-campeã. Os EUA passearam, com 174 medalhas no total (83 ouros). Os romenos fecharam os Jogos com 53, sendo 20 de ouro. Na Olimpíada anterior, em Moscou, quem boicotou foram os EUA. E a URSS, claro, ganhou fácil, com a Alemanha Oriental em segundo.
Eu curtia a Guerra Fria. A Alemanha Oriental sempre foi uma baita potência olímpica. Em 1976, em Montreal, ficou à frente dos EUA. O mesmo aconteceu em Seul/1988. Muitas de suas conquistas, porém, foram contestadas depois que caiu o Muro. Acusam a gloriosa DDR de abusar do doping. E quem não abusou? Talvez tenham abusado um pouquinho além da conta, mas por que tanto rigor, ora bolas?
Mas voltemos à China, porque o que quero dizer aqui é que aquele duelo entre URSS e EUA acabou, pela boa razão de que a URSS não existe mais, e por isso agora é a vez e a hora dos chineses. Por um bom tempo as Olimpíadas terão essas duas potências batendo de frente no esporte, porque grana faz muita diferença, e é na China e nos EUA que está o dinheiro. Ao resto dos filiados à ONU, sobrarão migalhas.
Só por curiosidade, somei as medalhas já conquistadas em Pequim pelas repúblicas que formavam a URSS. Até agora, seriam 58 no total: 12 de ouro, 18 de prata, 28 de bronze. Um bom resultado, sem dúvida, que colocaria essa URSS virtual em primeiro lugar no total de medalhas, mas apenas em terceiro quando se consideram os ouros como critério de classificação.
Ao final dos Jogos, me lembrem de fazer essa conta de novo, ok? Quanto ao Brasil, com o ouro de Cielo hoje o país passou à 27ª posição, com um ouro e e quatro bronzes. À frente de países cuja qualidade de vida é bem melhor, como Suíça, Finlândia, Suécia, Áustria e Dinamarca. Mas atrás de outros que não são lá grande coisa no cenário geopolítico (tem hífen?) internacional, como Ucrânia, Eslováquia, Geórgia, Zimbábue, Azerbaijão e Mongólia.
Vamos ver no final. Até hoje, a melhor participação brasileira em Olimpíadas, no total de medalhas, foi em 1996, em Atlanta: 15, sendo três de ouro, três de prata e nove de bronze. Em ouros, a melhor foi em Atenas/2004: cinco.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Pequim 2008 Tags: China, DDR, EUA, medalhas, URSSPEQUIM (estufado) – Eu estava na França em 2005, quando o Comitê Olímpico Internacional escolheu Londres como sede dos Jogos de 2012. Paris era cidade-candidata e considerada favorita por muita gente, porque o projeto dos organizadores era um dos mais bem elaborados de todos, com ênfase no meio-ambiente e na inserção do evento no dia-a-dia da cidade, sem grandes obras faraônicas e prevendo, por exemplo, que os deslocamentos do público e da imprensa seriam feitos majoritariamente a pé.
Os parisienses estavam confiantes na vitória e foram à praça que fica em frente à Prefeitura esperar pelo anúncio do COI, mas acabaram saindo frustrados. Fiquei triste pelos franceses. Os planos eram lindos e uma Olimpíada em Paris, convenhamos, não é algo de se desprezar. Londres ganhou com uma proposta bem diferente, de revitalizar uma área decrépita da cidade. Haverá um legado, pois, embora o custo seja muito mais alto.
O mesmo aconteceu em Barcelona em 1992. Estive na cidade um ano antes, quando a F-1 realizou sua primeira corrida em Montmeló. A capital catalã era um canteiro de obras e se transformou graças à Olimpíada. De cidade decadente e cheia de problemas, virou uma das mais belas da Europa, graças a um sólido projeto de reurbanização que não terminou com os Jogos, ao contrário — persiste até hoje, com planejamento e controle.
Pequim gastou os tubos para fazer esta Olimpíada, ergueu uma estrutura que não dá para reclamar, mas não é uma unanimidade. Não desperta grande simpatia de todos os participantes, apesar do esforço dos chineses em fazer tudo direitinho. Ontem, por exemplo, a equipe de ciclistas dos EUA desembarcou na cidade com máscaras negras sobre a boca e o nariz, num “protesto contra a poluição”. A poluição não se importou muito com as reclamações e continua por aqui.
E é o máximo que veremos em termos de protestos, porque as manifestações políticas, em geral ligadas à violência no Tibete, estão proibidas — os comitês olímpicos nacionais orientaram seus atletas a não meterem o bedelho na questão. Assim, a vilania chinesa fica reduzida à poluição, um pouquinho à censura na internet, e o resto que se dane.
A China, até outro dia — na minha escala de tempo, 20 anos são “outro dia” — era abominada pelo Ocdiente, por seu regime fechado, de desrespeito aos direitos humanos e tudo mais. Aí, deu uma guinada econômica, virou uma potência que cresce a taxas inacreditáveis e fez com que o mundo passasse a depender dela. Afinal, é um país de 1,3 bilhão de pessoas que precisa comprar muita coisa por aí afora para continuar crescendo. E, por isso mesmo, ninguém mais ousa criticar a China. De inimiga, virou parceira.
Não deixa de ser uma enorme hipocrisia. O mundo se curva ao poder econômico chinês e já não se importa se seu regime político não se encaixa naquilo que se convencionou chamar de democracia.
O Ocidente fechou definitivamente os olhos para os pecados chineses em troca de seu mercado de 1,3 bilhão de pessoas. E é por isso, só por isso, que Pequim foi escolhida sede dos Jogos de 2008. Não tem nada a ver com os belos olhinhos amendoados de seu povo, nem com o sorriso acolhedor de sua gente.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Pequim 2008, Sem categoria Tags: Barcelona, China, Londres, ParisPEQUIM (passando a régua) - Para dar uma zerada na tradicional cultura de almanaque que sempre cerca eventos como este, pincei algumas cifras nas dezenas de guias que lotam minha mochila e que estavam condenados ao esquecimento se eu não decidisse dar uma folheada em alguns deles durante um café, agora no MPC (Main Press Centre), que vim conhecer no final da tarde.
Ei-los, aleatoriamente, acompanhados de alguns pensamentos imperfeitos…
- Pequim tem 17,4 milhões de habitantes e 10 milhões de bicicletas. (Mesmo assim o ar é quase irrespirável. Estão descobrindo o carro agora. Coisa de duas décadas. Desconfio que esta cidade será inviável em mais 20 anos.)
- A Cidade Proibida, que suponho ser visita obrigatória, foi de 1420 a 1912 o reduto dos imperadores, que dali governavam a China. É um complexo de mais de mil edificações e 8.707 quartos. (Quem será que contou um por um?)
- No subsolo de Pequim, a oito metros de profundidade, há um labirinto de túneis de 30 km, construído em 1969. Parece que Mao temia um ataque soviético e resolveu escavar a cidade para enfiar no buracão 40% de sua população, se fosse necessário. Tinha hospital e até cinema. (O filme de estréia já estava programado: “Viagem ao centro da Terra”.)
- Há muçulmanos na China: 20 milhões. Par auma população de 1,3 bilhão de pessoas, não é quase nada.
- A Muralha, outra visita obrigatória, tem exatos 6.437 km de extensão. Um milhão de trabalhadores participaram de sua construção, há 2 mil anos. Ela foi erguida para proteger o país dos invasores do norte. (Hoje, é a Muralha que precisa ser protegida dos invasores de todos os cantos, turistas enlouquecidos com sua grandiosidade.)
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- A Praça da Paz Celestial, onde está o mausoléu de Mao Tsé-tung, tem 440 mil metros quadrados. Equivale a 61 campos de futebol. É a maior praça do mundo. Mao morreu em 1976. Dois anos depois, Deng Xiaoping soltou as amarras econômicas do país e o apresentou ao capitalismo. E o regime político comunista, que era o cão chupando manga para o Ocidente, deixou de ser importante. A China continua comunista, mas como produz riqueza e ter um mercado considerável, passou a ser vista pelo Ocidente como uma grande parceira. O regime? Ora, é apenas uma excentricidade.
- Os Jogos terão 10.708 atletas de 205 países e 21.600 representantes da mídia para acompanhá-los. (Daria para destacar dois para cada atleta.)
- A China gastou quase 40 bilhões de dólares para fazer sua Olimpíada. Foram erguidas 12 novas arenas esportivas, construídos 200 km de linhas de metrô e plantados 5,2 milhões de hectares de árvores.
- A abertura oficial acontece sexta-feira, dia 8 do mês 8 do ano e 2008 às 8h08 da noite, tudo porque 8 é símbolo de riqueza na China. Um capricho numerológico, mas eles levam a sério esse negócio.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Pequim 2008 Tags: China, estatísticasSÃO PAULO (de jipe, hoje) – A notícia saiu há alguns dias e não causou nenhuma comoção especial. A Volkswagen encerra no mês que vem a produção do Santana. Não é o tipo de carro que, ao que parece, vai se tornar um clássico. Talvez os primeiros modelos, aqueles que tinham um farolzinho vertical pelo lado interno na frente.
Nunca dei muita bola para Santana. Para dizer a verdade, só notei sua existência quando fui para a China, em 2004.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Indústria automobilística Tags: China, Santana, VWMADONNA DI CAMPIGLIO (+8ºC, já peguei coisa pior em Campos do Jordão) – Li agora na “L’espresso” e fiquei chocado. Estão construindo nove cidades-satélites em Xangai, porque a metrópole está inchada e ninguém aguenta mais os congestionamentos de Santanas (veja aqui minhas impressões sobre a China).
Cada cidade-satélite terá arquitetura temática. Itálias, holandas, portugais, inglaterras, franças e alemanhas em miniatura vão abrigar milhões de chineses que migram todos os anos para a região.
A alemanhazinha já tem gente morando. Oficialmente, a cidade se chama New Town Anting e é cheia de casinhas coloridas com floreiras nas janelas. Tem até uma praça meio ridícula com estátuas de Goethe e Schiller. 1.800 apartamentos estão prontos e o menor deles tem 90 metros quadrados, o que para os padrões chineses é bastante.
Como ali perto fica a fábrica da VW que emprega 20 mil pessoas, é basicamente para eles que a cidade-satélite está sendo feita.
Até aí tudo certo, a China só cresce, procura planejar suas metrópoles e daqui a poucos anos vai ser dona do mundo. Para quem já teve no comando Roma, Constantinopla, Londres e Washington, nada a opor. O detalhe que me deixou chocado foi outro. O arquiteto responsável pela pequena Alemanha de Xangai se chama Albert Speer Jr.
O cara é filho de ninguém menos que Albert Speer, o arquiteto preferido de Hitler, esse aí que na foto abaixo aparece apresentando alegremente suas maquetes ao chefe. OK, nem todo filho de peixe peixinho é, mas que dá um certo arrepio, dá. Eu nem sabia que Speer tinha tido filho, muito menos que o rebento tinha virado arquiteto como o pai.
Speer, aliás, era um bom arquiteto e um grande intelectual. Nos julgamentos de Nüremberg, foi o único oficial nazista a se declarar culpado. Não foi enforcado ou fuzilado como a maioria de seus colegas de suástica. Condenado a 20 anos, cumpriu a pena em Spandau. Para saber mais sobre ele, o pai, dê uma olhada aqui.
