22/05/2009 - 19:23
SÃO PAULO (ponto para a CBA) – Recebo e reproduzo parte do comunicado, que merece comemoração:
“A Confederação Brasileira de Automobilismo indicou Felipe Giaffone para uma das vagas de Comissário Desportivo do GP do Brasil, prova que acontece dia 18 de outubro no Autódromo José Carlos Pace, penúltima etapa do Campeonato Mundial de Fórmula 1. O piloto e dirigente paulista, que neste final de semana está nos Estados Unidos para acompanhar as 500 Milhas de Indianápolis, completa o trio de comissários que atua em cada etapa da temporada — os outros dois nomes são indicados pela FIA.
Felipe Giaffone tem 34 anos e antes de disputar o Campeonato Brasileiro de Fórmula Truck competiu na F-Indy e disputou seis edições da prova mais famosa dessa categoria, a Indy 500. Além de piloto, Felipe também administra o Kartódromo Internacional da Granja Vianna, em Cotia (SP), e é conselheiro da Comissão Nacional de Kart da CBA.”
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1
Tags: CBA, Felipe Giaffone
30/03/2009 - 13:02
SÃO PAULO (teremos resposta?) – Esses carros da Estoque são homologados pela CBA? Passam por vistoria técnica a partir do projeto, são submetidos a crash-tests? Ou vão para a pista de qualquer jeito? A CBA tem pessoal técnico preparado para analisar um protótipo de corrida e dizer se ele é seguro ou não? “Ah, e os carros da Classic Cup?”, alguém haverá de perguntar. Bem, eles são vistoriados pela FASP. E como são carros de rua, homologados pelas autoridades competentes como tal, a FASP só se preocupa com os equipamentos obrigatórios de segurança. No caso de protótipos artesanais, não sei como funciona.
É só uma perguntinha.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Stock Car
Tags: capôs voadores, CBA, vistoria
23/03/2009 - 16:50
SÃO PAULO (e a gente escuta) – O Felipe Paranhos entrevistou, em Salvador, o novo presidente da CBA. Fez promessas, falou que a base está fraca, garantiu que o kart será mais barato e jurou que se novos casos de doping aparecerem, as substâncias encontradas serão reveladas (o que não aconteceu com Paulo Salustiano no ano passado).
Não gostei de suas opiniões sobre as ligas independentes, que chamou de “piratas”. Ao contrário do que diz Cleyton Pinteiro, ligas independentes não são fora da lei. A Lei Pelé permite.
Bem, não tenho elementos para dizer que será o melhor presidente que a CBA já teve em todos os tempos, nem que será a mesma porcaria dos últimos anos. No íntimo, tenho um palpite. Mas vou esperar.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Automobilismo brasileiro
Tags: CBA, Pinteiro
21/03/2009 - 12:59
SÃO PAULO (o de sempre) – Primeira medida do novo presidente da CBA: tirar de Toninho de Souza o direito de promover o Campeonato Brasileiro de Endurance. A história está aqui, na página do Américo Teixeira Jr. Parece que uma taxa não foi paga, sei lá. O campeonato é chinfrim, o Toninho faz a coisa na raça há um bom tempo, ouvi dizer que para a próxima etapa só havia nove carros inscritos, não é uma notícia relevante, em resumo. Seja lá quem fizer esse campeonato, ele não muda em uma vírgula a situação do automobilismo brasileiro.
O que é relevante é que Toninho é muito ligado ao ex-presidente da CBA, o rotundo Scaglione, e a medida do novo mandatário, Pinteiro, tem todo o jeito de só ter sido tomada por causa disso: a primeira retaliação, a primeira lapada nos aliados do adversário.
Ou seja, vai continuar tudo a mesma porcaria.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Automobilismo brasileiro
Tags: CBA
14/02/2009 - 16:42
SÃO PAULO (daqui a pouco falo de Interlagos) – Quase ia passando batido. Nesta semana, o imperador olímpico Carlos Arthur Nuzman fez uma apresentação pública da candidatura do Rio a sede dos Jogos de 2016 e assegurou que o centro de preparação de atletas (não sei bem se o nome oficial será esse) em Jacarepaguá será construído, mesmo se a Olimpíada for para Chicago, Madri ou Tóquio.
No evento foi apresentada esta imagem, que não deixa dúvidas. O autódromo já era. Nuzman quer começar as obras ainda neste ano. Havia um “acordo” entre COB e CBA, assinado pelo rotundo presidente que deixa o cargo em março, de que esse centro de treinamento só sairia se fosse assegurada a construção de um novo autódromo no Rio. O COB cagou para o acordo. E o novo autódromo, claro, não será feito em lugar algum.
Assim, suspirem por Jacarepaguá enquanto é tempo. E o automobilismo carioca, que já estava agonizando, morrerá de vez.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Autódromos
Tags: CBA, COB, Jacarepaguá, Nuzman
28/01/2009 - 17:37
SÃO PAULO (e bom começo) – Primeira consequência da mudança de comando na CBA: a categoria Biland voltará a fazer parte do Paulista de Kart neste ano, com seis rodadas duplas em três categorias diferentes. Proscrita pelo ex-presidente Paulo Scaglione, que não aceitava a existência de ligas independentes como a Linea, a Biland foi excluída do Paulista no ano passado por decisão da FASP, alinhada com as “otoridades”. A categoria foi chamada de “pirata” e aqueles que participassem de suas corridas foram ameaçados de cassação da carteira de piloto. Alguns foram proibidos de correr em campeonatos ditos “oficiais”, promovidos pelas federações estaduais. Outros perderam efetivamente suas licenças e entraram na Justiça. Espero que esses processos todos sejam extintos, e que todos corram à vontade no país, seja pelas federações, seja pelas ligas independentes. Seria uma boa medida do novo presidente, Clayton Pinteiro, anunciar logo de cara que não tem nada contra as ligas e que, como fará Obama com Guantánamo, revogar todas as cassações promovidas pela autoritária gestão anterior.
Paulo Breim, dono da Biland no Brasil, garantiu que as competições promovidas pelas ligas, como a Linea, continuarão existindo, no que depender da marca que representa no país.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Kart
Tags: Biland, CBA, Linea
13/01/2009 - 19:04
GUARUJÁ (quase acabando) – Paulo Scaglione não será candidato à reeleição na CBA. É uma boa notícia. Em oito anos, ele ajudou a afundar o automobilismo brasileiro. Não fez nada de útil. Gaba-se de ter quase quadruplicado o número de pilotos filiados à CBA, mas pergunto: correm do quê, esses cabras? Aceleram em retas? Bella roba. O kart ficou caro e tecnicamente paupérrimo, as categorias de base sumiram, não foi criado campeonato algum realmente elaborado pela CBA, a relação com as montadoras instaladas no país inexiste, o Brasil perdeu a Indy, nunca viu por aqui a A1 GP, a GP2, a Superleague ou o WRC, foram oito anos de muita cascata e vários coquetéis.
Os clubes, especialmente os de São Paulo, esses sim estão muito bem. Seus donos e controladores, idem. Afinal, para arrancar na reta hoje é preciso de carteirinha da CBA.
Sai sem deixar saudade o rotundo mandatário. Tudo que o automobilismo brasileiro tem de bom, e é pouquíssima coisa, existe por combustão espontânea. Não tem o dedo da CBA. Digo isso de cátedra. Nossas corridinhas de carros velhos têm mais de 40 carros no grid. A CBA não sabe nem quem corre. Não, não estou usando isso como exemplo de automobilismo bem-sucedido. Mas num país em que o campeonato nacional de Marcas tem meia-dúzia de Gols bolinha, seria de bom tom se os dirigentes se interessassem por quem coloca mais de 40 carros num grid. De bom tom e obrigatório.
E os autódromos? Tirando Interlagos, o que mais temos no Brasil? Curitiba, se virando como pode, e ponto. Jacarepaguá acabou. Goiânia dá pena, como Brasília, Tarumã, Guaporé, Cascavel, Londrina. Do Nordeste, ninguém fala. Que tipo de ajuda Caruaru e Fortaleza recebem? E Minas? Como pode um Estado desse tamanho não ter um autódromo decente? E a mentira de Taubaté? Ah, tem o Velopark! Sim: um kartódromo e uma reta de arrancada. E nada a ver com a CBA, diga-se.
É ótimo que Scaglione se mande, pois. Cleyton Pinteiro será o novo presidente a partir de abril (a eleição acontece no fim desta semana). Não o conheço. Sei apenas que era vice do atual. Não tenho a menor idéia de qual é sua plataforma. Mas se não cuidar: 1) do kart; 2) de estimular as categorias de base em monopostos; 3) de chamar as montadoras para as pistas; 4) de colocar os autódromos existentes no país em condições de receber corridas; 5) de trazer eventos internacionais para o Brasil; 6) de estimular o rali; se não fizer nada disso, será apenas mais um presidente de merda no esporte de merda que temos no Brasil.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Automobilismo brasileiro
Tags: CBA
03/01/2009 - 01:12
NATAL (buggy ou Pipa?) – Vixe, já ia esquecendo de manter a tradição das sextas-feiras… Bem, é sábado, mas está valendo. Aqui, a minha coluna. A do Reginaldo Leme está aqui. Leiam lá, comentem aqui!
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Colunas Grand Prix, Colunas Warm Up
Tags: Alonso, CBA, Hamilton, Ralf
26/11/2008 - 12:42
SÃO PAULO (estarrecedor) – Acaba de pingar nos comentários do último post sobre o episódio do quase-acidente de sábado na Superclassic em Interlagos a primeira manifestação do… hum… piloto-mirim Felipe Castro. Que não tem 16 anos, como ele mesmo nos revela. “Quase 18″, em suas palavras. Faz aniversário na semana que vem. Tornar-se-á um “de maior”.
Leiam vocês mesmo, se conseguirem compreender seu… hum… português um tanto exótico. E julguem vocês mesmos o tipo de juventude classe média que está se formando nas grandes cidades deste país.
Da minha parte, menininho, aviso que pode procurar outra coisa para correr, porque na Superclassic não corre mais. E antes que você pergunte “o que você manda?”, te respondo que, nessa categoria, mando bastante.
Quanto ao pai do rapaz, com todo respeito… Como é que esse menino passa de ano? O senhor deveria imprimir o texto abaixo, procurar sua escola e, aí sim, processá-la.
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26/11/2008 – 12:07 Enviado por: Felipe Castro
primeiramente antes de falar minha idade acho melhor você se informar e corrigir ,,, farei 18 daqui 1 semana !
orkut ? coloco qualquer coisa que eu queira pois é MEU !
sobre desculpas ? nem momento alguem me recusei de pedir …sei que errei.. e oque estao falando nesses comentarios nao me influencia em nada… porque NINGUEM estava dentro do carro para saber oque aconteceu muito MENOS VOCÊ que quiz começa falando disso..
nao deviria mais vou falar…
o carro nao tinha controle algum.. tentei dar motor e nao adiantou.. para nao dar de frente com o muro do lado da pista se vc for capaz repare nas fotos que as lanternas traseiras estao TODAS acesas…
vao me criticar muito aqui ainda que sei.. isso nao me afeta…
tenho camera on board que ja estou pasando para dvd .. ELA EH A PEÇA PRINCIPAL DA HISTORIA ! pois da pra ver que faço tudo certo durante a freaia mais o carro nao para.. para nao bater no rogerio tiro o carro pra tirei e ai perco a traseira dele… e ai começa….
outro erro ? sim, no mergulho quando o SR Bras pisa no freio enquanto todos estao com o pe embaixo.. e perdendo a traseira.. me assustei achando que ele iria rodas e so aliviei o pe do meu ..neste mesmo momento perdi a traseira novamente mais consegui segurar depois e o marcelo q estava atras se ASSUSTO MAIS AINDA e jogo para a grama ….
nao vou ficar me defendendo aqui por “BLOG” inuteis.. por que nao deve satisfaçoes para este…
vou dar para quem mereço (FASP,CBA,MARCELO GIORDANO)
somente ao marcelo que quase bateu.. pq o resto tava normal na corrida …
vao me achar ignorante ? pode ate ser.. mais duvido que voces nao errem… foi um erro..ateh senna errou … FLAVIO GOMES errou e BATEU ! querem cair de pau emcima de mim por que ? por que era minha primeira prova ? por que sou menor ? IDAI ? sera ja era campeao e errou !
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Automobilismo brasileiro
Tags: acidente, CBA, FASP, Mobral
25/11/2008 - 21:10
SÃO PAULO (direito concedido) – Está há algumas horas nos comentários do post “Recado para a FASP”, mas como nem todos lêem os comentários, acho justo abrir um novo post sobre o assunto para que o missivista tenha o mesmo espaço de que disponho para expor suas idéias.
Trata-se da mensagem de Hailton Castro, pai do piloto Felipe Castro, do Passat #50, que quase causou gravíssimo acidente sábado em Interlagos, em nossa prova da Superclassic (quem não viu pode ver no link).
Mais abaixo, a resposta que coloquei ao seu comentário, que igualmente reproduzo aqui.
O que eu tinha a dizer sobre o assunto, já disse ontem. Portanto, me abstenho de mais comentários, deixando-os para vocês.
A mensagem do pai de Felipe Castro está publicada na íntegra, sem revisão ortográfica.
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“Prezado Sr. Flavio Gomes
Inicialmente, permita-me apresentar.
Sou Hailton Castro, pai do Felipe Castro piloto do Passat #50 que participou da prova da categoria Carros Antigos no último sábado 22 de novembro no Autódromo José Carlos Pace.
Com relação aos fatos ocorridos naquela prova, tenho a esclarecer ao Sr. o seguinte:
O Felipe errou em sua pilotagem ao perder o ponto de frenagem do carro para o contorno da primeira perna da curva e errou novamente quando ao retornar à pista, colocando em risco a sua integridade física e à de terceiros.
Eu estava assistindo à corrida no “S do Senna” acompanhado de minha esposa e de minha filha e presenciamos toda a cena. Creio ser desnecessário descrever os nossos sentimentos naquele momento. Espero sinceramente que o Sr. jamais tenha de passar por este tipo de emoção com os seu filhos.
Na terceira passagem, o Felipe errou novamente no mesmo local porém em menor escala. Daí em diante, ele conseguiu recuperar a concentração e não mais cometeu erros maiores, completou todas as voltas, fez ultrapassagens com segurança e classificou-se em 4o. lugar em sua categoria.
Terminada a prova e já em casa, discutimos exaustivamente o ocorrido, não somente entre família mas também com a participação da equipe, de amigos e de pilotos de nosso relacionamento que também presenciaram a tudo.
Os devidos alertas e ”puxões de orelha” foram levados à cabo com a energia merecida e, o mais importante, com a devida aceitação pelo Felipe, ou seja, ele assumiu o seu erro.
Declarou que estava tenso no momento da largada embora também reconheça que isto não justifique o erro cometido. Não é segredo para ninguém de que aquela foi a primeira participação do Felipe em uma prova.
Importantíssimo salientar, que desde os treinos da 5a. feira o Felipe foi alvo de perseguições e pressões por parte de vários pilotos da categoria, sob a alegação de que o Passat #50 estava equipado com motor fora do regulamento. Acredito que este fato não lhe tenha sido revelado.
Um verdadeiro clima de terrorismo instalou-se nos boxes da categoria e o Felipe teve de se submeter a tudo isto.
Disponibilizamos o carro e o motor nos boxes para que qualquer mecânico o abrisse e verificasse.
Sabe o Sr. quantos pilotos tiveram a hombridade e a coragem de fazê-lo?
Resposta : NENHUM!
Na verdade, trata-se de um motor VW AP 1.6, preparado ainda nos moldes da antiga categoria “Turismo N” e equipado com um velho carburador mini-progressivo.
O Sr. Luiz Finotti, a que o Sr. conhece bem, poderá atestar-lhe sobre a verdade deste motor. O Sr. Luiz conhece muito bem ao Felipe e à mim.
Claro que estes pilotos que protagonizaram esta atitude lamentável, não o fizeram pelo regulamento mas sim pelo cronômetro, afinal, com esse motor o Felipe cravou 02’09” nos treinos, ou seja, muito abaixo daqueles que usam carburação Weber, etc.
Houve até o caso de um piloto que retirou-se do treino, revoltado que estava.
Para ele também o motor continua à total disposição para qualquer verificação.
Este assunto está encerrado para mim e para meu filho.
Porém, cabe-me aqui como Pai (com P maiúsculo mesmo) esclarecer-lhe e alerta-lhe do seguinte:
Li atentamente aos 2 artigos publicados pelo Sr. e às dezenas de comentários de seus visitantes em seu “Blog” à respeito do ocorrido. Estão todos devidamente arquivados em CD.
A única conclusão que posso chegar é a de que o Sr., através do seu “Blog” está submetendo meu filho menor à execração pública.
Até consumo de drogas foi sugerida nos comentários dos visitantes e, saiba o Sr. de que os comentários veiculados em seu “Blog” também são de sua responsabilidade.
Dezenas de comentários, de pessoas que sequer conheço, atingem a integridade de minha família e à minha particularmente, uma vez que fui taxado de irresponsável publicamente por pessoas que não se identificam, usam apenas iniciais ou alcunhas.
O Sr. tem alguma noção do que isto significa? Tem o Sr. alguma noção das terríveis conseqüências que estes comentários geraram em minha família? Tem alguma noção do clima que estabeleceu-se em minha casa? Creio que não.
Lamentável para alguém como o Sr. que se diz “jornalista” utilize de palavras tão chulas e de baixo calão em seus artigos. Esta atitude realmente denuncia à que categoria de “jornalista” o Sr. pertence.
Com relação às autoridades desportivas (FASP e CBA), a quem o Sr. tanto odeia, quero informá-lo de que a pressão que o Sr. está fazendo para que estas tomem providencias é totalmente desnecessária. Eu pessoalmente e o Felipe iremos à FASP, independentemente de qualquer convocação, prestar os esclarecimentos que nos forem solicitados e acataremos com total resignação à quaisquer penalidades que aquele órgão entender necessárias.
Faremos isto pois, em minha família assumimos integralmente por nossos atos e não precisamos de opiniões como as suas, aliás, dispenso-as todas. Sabemos e assumimos nossas responsabilidades.
Com relação ao aprendizado do Felipe como piloto, cursos, habilitação e às dezenas de treinos feitos desde 2007, não lhe devo satisfações. Isto não lhe diz respeito.
Em seu primeiro artigo o Sr. declara que irá procurar o Felipe para conversar com ele. Peço-lhe que não o faça. Não procure à ele nem à mim. Não queremos falar consigo, não temos tempo para o Sr. Nós o ignoramos totalmente.
A única atitude que espero do Sr., se é que terá a dignidade para tal, é a de publicar esta mensagem na íntegra na página principal seu “Blog”, pois, tem esta a finalidade de exercer o meu direito de resposta.
Para finalizar, quero que saiba que falo como homem, como Pai e como um apaixonado pelo automobilismo. Este mesmo automobilismo que, lamentavelmente, abriga gente como o Sr. que, apesar dos meios de que dispõe, nada faz pelo seu engrandecimento.
Atenciosamente
Hailton Castro”
*************************************************
RESPOSTA DO FG:
Caro Sr. Hailton,
Incialmente, permita-me apresentar-me.
Sou Flavio Gomes, jornalista há 26 anos, 20 deles no automobilismo. E sou o criador da categoria que seu filho escolheu para iniciar sua carreira no automobilismo.
De tudo que o senhor escreveu, as únicas coisas que realmente importam estão nos primeiros parágrafos. Folgo em saber que o senhor percebeu que o Felipe colocou em risco sua integridade e a de terceiros. E folgo mais ainda em saber que nada de grave aconteceu, nem a ele, um garoto de 16 anos, nem a ninguém. Imagino, sim, os sentimentos seus e de sua família diante da possibilidade de um acidente grave. Não, não passarei pelas mesmas emoções porque jamais permitirei que meus filhos participem de corridas de carros aos 16 anos.
O resto, me desculpe a franqueza, é um amontoado de bobagens. Se o Felipe, como o senhor disse, assumiu seu erro, demonstrou mais maturidade que o senhor, com seu discurso virulento e destemperado. Porque seu destempero é típico de quem não aceita críticas, nem o confronto com a realidade. Algo que, felizmente, parece que o Felipe aceitou.
O senhor alega que Felipe foi alvo de “perseguições” por parte de “vários pilotos da categoria”. Dê os nomes, talvez seja interessante saber quem foi que o “perseguiu” e “pressionou”. Era uma corrida amistosa, duvido que alguém tenha feito isso. Não vi “clima de terrorismo” nenhum. Eu, por exemplo, nem sabia que seu filho iria correr. Fui vê-lo na pista. O carro. Nem sabia quem estava ao volante. Lamento, mas nossa categoria não é formada pelo tipo de gente que o senhor imagina que dela participa.
O que tem no carro de seu filho não me interessa minimamente. Se ele tem a intenção de participar de nosso campeonato, caberá aos comissários da FASP constatar se o carro está no regulamento ou não. Isso é irrelevante. O senhor está desviando o assunto de seu tema central, que descrevi com a maior clareza possível no que escrevi — o despreparo de alguém com 16 anos para enfrentar uma pista com um carro de corrida. Abstraia que é seu filho. Estou falando genericamente. Há alguns anos escrevi a mesmíssima coisa sobre crianças de 9 ou 10 anos que disputam campeonatos de moto. Parte da comunidade motociclística me odeia por isso. Paciência.
O senhor brande “o cronômetro” como motivação para a tal “perseguição”, o que é uma sandice. Eu e todos meus colegas dispensamos tais demonstrações de virilidade. Não quero ensiná-lo a educar ninguém, mas creio que elas não sejam um bom exemplo para um adolescente que está agora formando sua personalidade.
Não submeti seu filho a execração alguma. Apenas mostrei o que aconteceu numa corrida. Ele, como piloto inscrito numa prova pública, está sujeito a julgamentos públicos — de outros pilotos, de jornalistas, de espectadores. O senhor não “julga” pilotos quando os vê pela TV? Tratei da manobra de Felipe exatamente como devo ter tratado as manobras desastradas de Alex Yoong quando ele estreou na F-1.
Quanto a ser tachado de “irresponsável”, bem… Todos temos direito a opiniões, não? Eu acho uma irresponsabilidade um pai permitir que um garoto de 16 anos participe de corridas sem ter preparo para tal. O senhor pode achar que eu sou irresponsável, por exemplo, por levar meus filhos a estádios para ver jogos de futebol. É tudo questão de ponto de vista.
Se isso criou um clima ruim em sua casa, lamento. Mas pode ter certeza que o clima estaria muito pior se seu filho tivesse sido acertado em cheio pelo Fiat de meu colega Marcelo Giordano. Muito pior. Talvez o senhor estivesse agora chorando ao lado de um leito de hospital, ou de um caixão.
Dispenso, igualmente, suas considerações sobre “a categoria de jornalista” à qual pertenço. E não me importo muito com o que o senhor acha disso que chama de “pressão” de minha parte para que as autoridades esportivas tomem providências. Acho que têm de tomar, mesmo. Se o senhor não se importa com a segurança de seu filho, tomara que alguém se importe. Nesse caso específico, são as autoridades esportivas. De fato, o senhor não me deve satisfações sobre os treinos e aprendizado de seu filho. Deve-as aos órgãos que regulam as corridas. Pelo que se viu na pista, o aprendizado de Felipe foi falho e quase causou um acidente gravíssimo. Isso, sim, me diz respeito. A mim e a todos os pilotos que correm na nossa categoria.
Não mais procurarei o Felipe para conversar, se é de seu desejo. Mas se ele quiser conversar comigo, estarei à disposição. Ao contrário do senhor, que pretende me ignorar, não vou ignorar a presença dele, nem a de qualquer piloto, em nossas corridas. Queira o senhor ou não, ele terá de se submeter a julgamentos e regras, se quiser seguir no automobilismo. Regras e julgamentos aos quais terá de se submeter também na sua profissão, no seu convívio social, na sua escola, na sua faculdade, na sua vida.
Vida que, felizmente, não acabou de maneira trágica sábado passado em Interlagos. Como disse no início, essa é a única coisa que importa: ele saiu ileso, assim como todos os outros. O resto — sua ira, seu inconformismo, seu histrionismo, suas demonstrações de “macheza” — pode guardar para si. São características que, de fato, não me dizem respeito.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Automobilismo brasileiro
Tags: acidente, CBA, FASP, Interlagos, Superclassic
24/11/2008 - 17:52
SÃO PAULO (um pouco de seriedade é bom, para variar) - Antes de mais nada, que fique claro (já comecei um texto assim outro dia, estou ficando repetitivo) que não se trata, aqui, de campanha pessoal contra piloto algum. Mas o episódio do garoto do Passat #50 sábado, na corrida “amistosa” da Superclassic, que fez parte da programação das Mil Milhas, merece não só reflexão, como ação.
Felipe Castro é o nome do menino, já mencionado alguns posts abaixo. Digo “menino”, porque ele tem 16 anos. Seu tio ligou para o Marcelo Giordano, que quase o acertou em cheio, para conversar. E revelou a idade dele. Já acho um absurdo sem tamanho um garoto de 16 anos correr de carro. Nem idade para ter carta de motorista ele tem. Mas parece que a legislação esportiva permite que se corra antes de se aprender a dirigir. Mais um desses absurdos do esporte, e não é só no Brasil, não.
Então, se pode, paciência. Mas as autoridades esportivas não podem permitir que alguém vá para a pista sem ter o menor preparo para correr de carro. Isso independe da idade. O cara pode ter 50 anos e fazer o que Castro fez. E as ações têm de ser as mesmas.
O menino Felipe não tem condições de disputar corridas, pelo que vimos na nossa prova. Não é, repito, porque é novinho e porque nós, os mais velhos, não queremos a molecada correndo conosco. Nada disso. Temos pilotos jovens, também, que possuem alguma experiência e se comportam com civilidade. Não estou discutindo a índole do rapaz. Ele pode ser ótimo filho, bom garoto, estudioso e comportado. Seus pais, que permitem que ele sente numa bagaça que vai a quase 200 km/h, são irresponsáveis. O menino não pode disputar corridas. Não sem antes ser avaliado por quem tem a obrigação de fazê-lo.
Se esse rapaz tem carteira de piloto, ele deve ter feito curso de pilotagem. Se fez, e faz o que faz na pista, o curso foi uma merda. Se não fez, e lhe deram a carteirinha, a responsabilidade é 100% das autoridades esportivas (CBA e FASP), que emitem carteira de piloto para qualquer um. Não sei se é obrigatório fazer um curso. Se não for, deveria. Mesmo assim, algum mecanismo de controle deveria existir. É o fim do mundo permitir que uma pessoa entre num carro de corrida sem ter sido avaliado por ninguém antes.
Nossas autoridades (de novo, CBA e FASP, fora as outras federações) são omissas no controle de quem pode pilotar, e colocam em risco as vidas de todos que participam de suas competições. As entidades se jactam de ter não sei quantos mil filiados, mas pergunto: quantos têm condições de correr? Eu, por exemplo, não poderia jamais disputar uma corrida de GT3, ou de Porsche, ou de Stock. Sou um amador. Tenho limites claros. Colocaria em risco a segurança de pilotos de verdade.
Castro, aos 16 anos, não pode correr. Não porque tem 16 anos, mas porque não sabe pilotar. Acelerar o carro, ele sabe. Qualquer um que tenha o pé direito em funcionamento e saiba qual é o pedal do acelerador sabe. Mas correr não é só isso. Há princípios básicos que devem ser aprendidos e seu aprendizado, comprovado. Freadas, traçado, reações a imprevistos, respeito às bandeiras, comportamento nas ultrapassagens, como abrir caminho para os carros mais rápidos, toques, zebras, áreas de escape, sair da pista e voltar, saber se o carro quebrou e está espalhando óleo na pista, tem muita coisa para aprender, e a gente aprende uma nova a cada corrida.
Aos 16 anos, qualquer garoto deveria estar correndo de kart, se gosta de velocidade. Mas já que a legislação, parece, permite, é responsabilidade das autoridades (FASP, CBA) assegurar aos demais competidores que um garoto de 16 anos tem condições físicas e emocionais de competir.
A FASP receberá, amanhã, fotos da manobra de Castro que quase resultou num acidente gravíssimo no sábado. E receberá também este vídeo, postado no blog do nosso piloto Aroldo Teixeira, do Puma amarelo, que com sua câmera on-board filmou a escapada de pista e a volta quase trágica do Passat #50. É pavoroso.
Se diante dessas evidências a FASP não fizer nada, é porque não serve para nada. Deve, sim, fazer valer sua autoridade. Chamar o piloto, junto com seus pais ou responsáveis, mostrar as fotos e o vídeo, e tomar alguma medida que, como disse antes, pode ser uma suspensão, ou uma advertência formal, ou, o que acho mais indicado, obrigá-lo a fazer um curso de verdade e ser avaliado, depois.
Aproveitando… Nossa corrida foi muito bacana, 33 carros e tudo mais. Mas não tivemos briefing, não sabíamos como seria a largada (lançada ou parada), o pace-car deixou a pista, na frente do pelotão, de um jeito absurdamente inseguro, nossos carros não foram vistoriados, não houve Parque Fechado e tudo foi feito, desculpem os termos, nas coxas.
Já disse: corrida não é brincadeira. Pessoas podem se machucar seriamente. FASP, CBA e organizadores deveriam pensar mais nisso do que nas carteirinhas, nas taxas de inscrição e nas eleições do ano que vem.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): #69, Automobilismo brasileiro
Tags: CBA, FASP, Mil Milhas, Superclassic
06/11/2008 - 11:55
SÃO PAULO (antes de ir) – Está no Grande Prêmio mais um furo de Bruno Vicaria, agora sobre os planos de Felipe Massa para, junto com Fiat e Bridgestone, criar duas categorias no Brasil, uma de monopostos e outra de carros de verdade, com o modelo Linea (ironia, é o nome da liga que a CBA quer ver no inferno).
Felipe mostra, assim, preocupação com o esporte que o projetou. E que, por aqui, está à míngua, vivendo da fantasia da Estoque e dos caminhões que vivem num mundo à parte, enquando a CBA se preocupa com carteirinhas e, agora, em abrir guerra eleitoral (o diretor-técnico da entidade acaba de ser exonerado, porque é inimigo político do rotundo presidente; aliás, dizem que quebrou o maior pau entre facções da CBA num camarote em Interlagos, em altos brados, e tudo na frente de Bernie Ecclestone, que deve ter ficado muito bem impressionado).
Não sei se as duas saem no ano que vem, a Fiat quer, talvez não haja tempo. Mas parabéns ao Felipe, que anda dando seguidas mostras de que é muito mais do que apenas um piloto rápido de carros.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Automobilismo brasileiro
Tags: CBA, Linea, Massa, monopostos
14/10/2008 - 15:24
SÃO PAULO (vai tarde) – Pelo material publicado hoje no Grande Prêmio, creio que a gestão de Paulo Scaglione na presidência da CBA acaba no ano que vem. O manifesto que mostramos aqui ontem indica que seu primeiro vice-presidente, Cleyton Pinteiro, deve levar o cargo na eleição prevista para o início de 2009.
Vale a leitura de entrevista com o candidato e, também, com o presidente da federação do Distrito Federal, que descasca o atual presidente.
Não é preciso nem dizer que o Grande Prêmio não apóia ninguém, a gente não se mete com essas coisas. Do meu ponto de vista pessoal, folgo em saber que Scaglione deve perder a eleição (são as federações que votam, e a maioria delas manifestou apoio, por escrito, à oposição). Acho que ele é um péssimo presidente. E, igualmente do ponto de vista pessoal, só posso torcer para que o novo mandatário, se realmente ganhar o pleito, seja melhor.
Porque nosso automobilismo está num osso de dar pena.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Automobilismo brasileiro
Tags: CBA
13/10/2008 - 16:58
SÃO PAULO (ah, esses simuladores…) - Rolou em Santa Cruz do Sul, e deve estar rolando por aí há algum tempo, porque é de agosto deste ano, um manifesto intitulado “Aos automobilistas brasileiros”. O Vicaria me trouxe lá da corrida da GT3. Parece que vai haver eleição na CBA no ano que vem e parece que esse manifesto é da oposição. Que, parece, é liderada por Cleyton Tadeu Correia (ou Correa, seu nome é grafado de duas formas diferentes) Pinteiro, que vem a ser o primeiro vice-presidente da CBA.
Parece que já foi aliado de Paulo Scaglione, o presidente, e parece que agora não é mais. O terceiro (ou terceira, é nome ambíguo e não conheço a pessoa) vice-presidente da CBA, Dione Rodrigues de Souza, também assina o manifesto, firmado também por presidentes de várias federações estaduais, a saber: RS, SC, PR, RJ, MS, GO, MT, DF, PA, TO, PE, PB, RN, MA e BA. O presidente da FASP não é signatário, o que não me surpreende.
Não tenho a menor idéia se o atual presidente da CBA é candidato à reeleição, se pode, não pode, ou se vai indicar alguém. Não me interesso por essas coisas, por isso tantos “parece que” neste humilde post. O manifesto é bem mal-escrito, cheio de vírgulas fora do lugar, aspas que abrem e não fecham, e pede “um trabalho compartilhado por todos os seguimentos” etc. Seguimento é seguir, continuar. Quiseram dizer segmento, acredito. Da próxima vez, submetam o texto a um revisor, ajuda.
Mas isso não tem importância, maus-tratos à língua não são privilégio do automobilismo (os regulamentos são de doer), acontecem todo o tempo em todo canto.
O texto alisa a CBA, não cita nominalmente seu presidente e fala que as federações devem “se fortalecer para fomentar o automobilismo de base”, com atenção especial ao automobilismo regional. Critica um certo conceito de “modalidades de primeiro e segundo nível” que estaria em vigor, pede revisão e atualização dos regulamentos para evitar tantas decisões jogadas aos tribunais, e uma maior atuação da CBA “junto às autoridades governamentais e legislativas” e maior relacionamento com promotores, patrocinadores e montadoras.
No fim, o manifesto indica Cleyton Pinteiro “para comandar essa proposta de trabalho”, fechando com a frase de efeito: “Agora uma CBA de verdade”. O texto foi confeccionado em Brasília.
Bem, não conheço o sr. Pinteiro e não posso julgar suas intenções e/ou passado no automobilismo brasileiro. Conheço o atual presidente e a atual gestão, que considero desastrosa — o país não tem autódromos, categorias de monopostos, campeonato de marcas, nada.
Apenas expresso minha total desesperança em qualquer mudança positiva, ao notar que todos que assinam o tal manifesto são, no fundo, agentes participantes dessa porcaria que está aí.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Automobilismo brasileiro
Tags: CBA
08/10/2008 - 17:35
SÃO PAULO (não aprendem) - Essa menina sorridente da foto ao lado é a mesma que está arrepiando no kart debaixo de chuva.
O nome dela é Jennifer Costa e, neste ano, foi vice-campeã mundial de Biland em Guaratinguetá. Como também havia participado da famosa prova da Biland no Rio, no ano passado, teve a carteira cassada pela CBA. Foi tema de matéria do “Limite” nesta semana na ESPN Brasil.
A menina quer apenas correr. Tem planos para, em pouco tempo, começar nos carros, seguindo a trilha aberta pela Bia Figueiredo. Mas, antes, precisaria de mais alguns resultados no kart, vitórias, títulos, taças. Para poder correr atrás de patrocinadores, que são sempre escassos.
Só que a CBA não deixa Jennifer correr de nada. Porque ela correu de Biland, e a CBA acha a Biland feia.
A CBA é uma piada.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Automobilismo brasileiro
Tags: CBA, Kart
04/10/2008 - 12:50
SÃO PAULO (mais vagas) – Sem grande alarde, os promotores da GP2 (entenda Bernie Ecclestone) anunciaram ontem a criação da GP3, uma nova categoria de acesso para correr nos fins de semana de F-1 como preliminar da GP2, mui bem-sucedida série inaugurada em 2005. Serão carros de 250 hp, sem nenhuma definição clara ainda sobre chassis, pneus e motores. É para 2010, a brincadeira. Quero ver onde vão enfiar tantos carros nos autódromos, porque ainda tem a tal da F-2, prometida pela FIA.
Não sei qual dessas categorias sairá efetivamente do papel, mas pelo menos tem algo acontecendo lá fora. Enquanto isso, aqui no Brasil, nada. Não por parte dos dirigentes que comandam o automobilismo, claro. Mas animem-se: poderemos ter uma novidade nos próximos dias. Nada que vá recuperar os anos de descaso e desleixo da CBA, mas pode ser um começo.
A iniciativa, claro, não é da confederação, mas particular. Aguardem.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Automobilismo brasileiro, Automobilismo internacional
Tags: CBA, F-2, GP2, GP3
11/09/2008 - 16:21
SÃO PAULO (matei a fome) – Está no Grande Prêmio. Sábado acontece a última prova da Estoque antes do início dos playoffs. Mas quando ela terminar, ninguém saberá quem está nos playoffs. Isso porque houve punições numa corrida em Brasília no início de maio, mas os pilotos punidos recorreram (Luciano Burti, Antonio Jorge Neto e Allam Khodair). Só que foi fora do prazo. O que seria suficiente para acabar com o caso no dia em que o recurso foi interposto.
Ocorre que a velocíssima CBA só foi julgar os recursos, através de sua Comissão Disciplinar, em… 19 de agosto! Mais de três meses depois! O que, claro, atrasa todos os procedimentos legais seguintes. Porque os que recorreram perderam o recurso, mas recorreram de novo à Justiça Desportiva. Ganharam, mas aí o caso fica sujeito aos prazos dos tribunais esportivos, que têm muitas outras coisas na pauta para julgar. Os pontos foram devolvidos aos pilotos, mas os prejudicados recorreram também, e de novo estão todos sujeitos aos prazos da Justiça Desportiva. Uma zona, em resumo. Porque se esse enrosco tivesse sido resolvido bem antes de 19 de agosto, cada um saberia o que tem de fazer em Londrina neste fim de semana para se garantir nos playoffs.
Um passarinho me contou um dia desses pelo telefone, passarinho que representa um dos pilotos que foram prejudicados com a devolução dos pontos aos punidos, que pretende entrar na Justiça Comum se achar necessário. E contou também que, para fazer isso, precisa da documentação relativa ao preocesso. E contou também que a CBA o está enrolando para fornecer os documentos.
O que não me surpreende.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Stock Car
Tags: Brasília, CBA, Londrina, recursos
24/07/2008 - 21:14
ZWICKAU (vira?) – Uma no cravo, outra na ferradura. Recebo comunicado do Américo Teixeira Jr., assessor de imprensa da CBA, dando conta de que a opulenta entidade conseguiu na Justiça do Rio cassar a liminar que a liga independente Linea obtivera meses atrás para realizar corridas sem ninguém enchendo o saco. Três desembargadores (nunca entenderei a diferença entre desembargador e juiz, e suspeito que eles preferem ser chamados de desembargadores, acham que é mais chique; mas, enfim, continuo sem saber por que alguns desembargam e outros julgam) “negaram provimento ao recuro que havia concedido a liminar para a Linea, que se apresenta como organizadora e supervisora de eventos informais”. Que lindo texto, não?
O relator “acusa” a Linea de ter como propósito “a prática formal do desporto do automobilismo, em total desacordo com a legislação desportiva”. Com todo o respeito, a “acusação” é ridícula e descabida. Onde está escrito que só a CBA pode ter este propósito?
(Hehehe, eu tinha escrito o parágrafo acima diferente, e lá pelas tantas usei a deliciosa e definitiva expressão “é uma besta” para dizer o que realmente queria dizer, com todas as palavras. Mas apaguei, porque fiquei com medo de levar um processo no meio da testa! Bem, como só vale o que está escrito, não levarei processo algum. Olha, gente, quando eu ia escrever “é uma besta”, estava falando de mim mesmo, tá bom? Pronto, ninguém mais pode me processar, só eu.)
A CBA, mutcho matcha, ainda vai processar o dono da Biland Brasil, Paulo Breim, e seu assessor de imprensa Rafael Durante. Ui, que meda.
E enquanto tanta energia é gasta com processos, liminares e cassações, o automobilismo brasileiro manda avisar que tudo anda às mil maravilhas, brotam pilotos por todos os cantos, nosso autódromos, lindos e moderníssimos, vivem lotados, e a substância encontrada no exame antidoping de Paulo Salustiano ainda não foi revelada pela mui transparente CBA, este exemplo de lisura — mas eu sei o que é, lá-lá-lá-lá-lá-lá…
Patético, tudo isso.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Automobilismo brasileiro
Tags: CBA, Linea
18/07/2008 - 16:12
SÃO PAULO (não se cansam) – Recebo informe do Rafael Durante, que faz assessoria para o pessoal da Biland. Reproduzo alguns trechos:
“A Confederação Brasileira de Automobilismo voltou a desrespeitar a justiça brasileira nesta semana. Por meio de cartas endereçadas a quatro pilotos que disputam o 4º Festival Brasileiro de Kart, competição de caráter nacional supervisionada pela Liga Brasileira de Esportes Automotores (Linea), a entidade voltou a coagir atletas que participam de eventos organizados por entidades independentes a ela – um direito garantido por lei.
Em quase um ano de disputas judiciais entre a CBA e a Linea, foram três liminares concedidas em favor do grupo que busca a liberdade de pilotos e equipes no esporte. Mesmo assim, a CBA parece não ter se dado conta de que não tem o direito de impedir a realização de corridas independentes em território nacional.
‘Eu não entendo por qual razão a CBA insiste em atrapalhar toda iniciativa que visa fomentar o kartismo no país. O papel da entidade que comanda o esporte é incentivar sua prática em todos os níveis, e não dizer aos pilotos, principalmente em tom de ameaça, como eles devem conduzir a própria vida. (…) O presidente da CBA é um câncer maligno incrustado no automobilismo brasileiro e precisa ser rapidamente removido para que o esporte possa sobreviver’, disse Paulo Breim, promotor e organizador das corridas da Biland no Brasil.
O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro chegou a conceder liminar prevendo até mesmo a prisão de Paulo Scaglione, presidente da CBA, caso ele voltasse a interferir no livre arbítrio dos pilotos Alberto Cattucci, Marcelo Cascão e Christiano Mattheis. Eles haviam sido banidos do quadro de pilotos da entidade por terem participado do Mundial de Guaratinguetá, mas foram readmitidos por decisão da justiça.
‘Uma das primeiras decisões da justiça do Rio de Janeiro favoráveis a nós previa multa de R$ 50 mil por atitude que coagisse qualquer piloto a não participar de provas da Linea. Já entramos com um pedido de R$ 200 mil e vamos entrar com outro de mais R$ 200 mil na próxima segunda-feira pelas correspondências desta semana. Uma hora, isso tem de acabar. A liberdade dos pilotos, equipes e dirigentes precisa ser reconhecida’, encerrou Breim.”
Muito bem. É só para a blogaiada ficar sabendo do que anda rolando por aí. A rotunda CBA continua sem o menor senso do ridículo. Cartinhas ameaçadoras? Ui!
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Automobilismo brasileiro
Tags: Biland, CBA, Kart, Linea
15/07/2008 - 18:30
SÃO PAULO (novidade…) - Lembram a área em Taubaté cedida à CBA em 2004 (não tenho certeza do ano, mas acho que foi isso mesmo) para a construção de um autódromo? Que seria o primeiro, hum, “dirigido” pela entidade? Alardeado e incensado como uma das, hum, “realizações” da confederação?
Pois um blogueiro de Taubaté (não dou o nome porque não sei se ele quer se identificar) acaba de me avisar que o terreno será destinado a empresas que desejem investir na região. Porque a CBA, claro, não colocou nem um tijolo lá. Sabe como é, autódromo, coisa mais antiga, certamente há outras, hum, “prioridades”…
Bem, para ser honesto, nesse projeto de autódromo nem a Velhinha de Taubaté acreditava.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Autódromos
Tags: CBA, Taubaté
14/07/2008 - 15:38
SÃO PAULO (não diga…) – A CBA, que anos atrás bateu o pezinho garantindo que Jacarepaguá não seria mutilada para o Pan, e jurou que, se fosse, um novo autódromo seria construído, assinou um acordo com o COB, a Prefeitura do Rio e o Ministério do Esporte que enterra de vez o histórico autódromo.
O caso é o seguinte, para resumir (detalhes, no Grande Prêmio e na “Folha de S.Paulo” de hoje, que levantou a bola): se o Rio for escolhido sede dos Jogos Olímpicos de 2016, as partes envolvidas juram que vão dar de presente à CBA um autódromo novinho em Deodoro. Hahaha. Se o Rio perder, que a CBA fique com as ruínas enxertadas de piscinas e ginásios e se dê por satisfeita. É o que vai acontecer, claro.
A pista atual, quem segue o automobilismo sabe, não é bem uma pista. É um lixo que deveria envergonhar a CBA e o presidente da federação do Rio de Janeiro. Me espanta que ainda tem categoria que se dispõe a correr naquilo.
O que não me espanta é constatar que tudo aquilo que se previa quando falaram pela primeira vez em usar o autódromo para o Pan (que os chiliques jurídicos da CBA eram apenas fumacinha, que iriam destruir tudo de qualquer forma, e que as “otoridades” automobilísticas iriam engolir caladinhas) se confirmou. O autódromo foi pro beleléu. E quem viu corrida de verdade lá que procure matar as saudades no YouTube. Eu vi. E muitas. Sorte minha.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Autódromos
Tags: CBA, Jacarepaguá, Pan
27/04/2006 - 13:03
SÃO PAULO (qual a fórmula?) – Tenho recebido muitos e-mails, especialmente na ESPN, de gente perguntando por que não aparece mais nenhum piloto brasileiro promissor para a F-1.
Tenho algumas teses. E tendo a acreditar que, vejam o paradoxo, é o fortalecimento de uma categoria, a Stock, que está acabando com a fonte de bons moleques.
Há muita grana na Stock. E a molecada já percebeu que é bem mais fácil faturar algum correndo aqui do que tentar a vida lá fora. A Stock monopolizou a receita do automobilismo brasileiro. São 42 carros na principal, mais 40 na Light. Tem dinheiro para todo mundo.
Não há mais nenhuma categoria de monopostos forte no Brasil, essa é a verdade. A F-Renault mingua e a F-3 Sul-americana é fraquíssima. Essas duas não talham ninguém.
Vejam os últimos que chegaram à F-1 ou aos EUA (talvez esqueça um ou outro), e que de alguma forma fizeram algo: Barrichello, Pizzonia, Massa, Burti, Rosset, Fittipaldi, Zonta, Bernoldi, Tarso, Da Matta, Gil, Tony, Helinho.
A maioria correu de F-Ford ou de F-Chevrolet. E numa época em que essas categorias não eram exatamente caça-níqueis para garotada endinheirada. O kart era mais barato. As coisas eram mais simples e o talento se impunha à grana.
Massa foi o último, saiu da F-Chevrolet para a Europa, lá se instalou, e foi parar na Ferrari por uma incrível sequência de coincidências aliada ao seu talento pessoal. Hoje a petizada, mesmo no kart, coloca a Stock como meta, até pela falta de opções em fórmulas que funcionem como estágio pré-Europa. Dez ou 15 anos atrás, os grids de monopostos eram mais cheios e baratos. O rito de passagem entre o kart e a Europa era bem aproveitado no Brasil, com Ford e Chevrolet. Por alguma razão, a Renault não está exercendo esse papel.
Por isso, quando me perguntam quem vem por aí, digo que não vem ninguém. No caminho estão Bruno Senna, Lucas di Grassi e Nelsinho Piquet. Dois, os que têm sobrenomes famosos, só estão na fila por isso mesmo, a descendência. Lucas, de quem eu esperava bastante, começou muito mal a GP2. Por aqui, correndo no eixo Interlagos-Curitiba-Tarumã-Londrina (Goiânia acabou, Jacarepaguá idem, Brasília está meia-boca, Cascavel e Guaporé, também), não há um moleque de quem se possa dizer “é bom ficar de olho”.
Lá fora a coisa não é muito diferente. João Paulo Oliveira, Fábio Carbone, Augusto Farfus, entre outros, tomaram rumos diversos. Nenhum que indique um estouro iminente.
A seca vai continuar por um bom tempo. É tema para a CBA debater. Afinal, deve ser para isso que serve uma confederação.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Automobilismo brasileiro
Tags: CBA, crise
21/03/2006 - 18:39
SÃO PAULO (dia de gravação eu me lasco) – Está no Grande Prêmio: a CBA está sucumbindo. Sugeriu um acordo à prefeitura do Rio para “liberar” as obras do Pan (como se precisasse; os caras estão fazendo, mesmo), desde que o autódromo possa continuar sendo usado, e que a cidade faça um outro em 2008.
1) Do jeito que já está a pista, não pode ser usada. E com obras em andamento, também não.
2) Mesmo que queiram usar, é preciso consertar os estragos já feitos. Não serão consertados.
3) Novo autódromo em 2008? Hahaha.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Automobilismo brasileiro, Autódromos
Tags: CBA, Jacarepaguá, Pan
01/03/2006 - 11:44
SÃO PAULO (…já passou meu Carnaval) – O ano aqui só começa com o fim do Carnaval, e é verdade. Portanto, hoje é o primeiro dia útil de 2006. Ou quase isso. E começa com notícia ruim. Pelo que li e ouvi, as obras em Jacarepaguá, para o Pan, começaram. A CBA não conseguiu certa liminar. Resumo: vão esburacar tudo, ou já estão esburacando. Desconfio que essa pista, e toda sua história, já era.
Com a palavra os blogueiros do Rio. Alguma notícia mais concreta?
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Autódromos
Tags: CBA, Jacarepaguá
25/01/2006 - 15:18
BARCELONA (se fosse assim com o salário…) – Não tem nada a ver com o que estou fazendo aqui, mas rola um pau homérico em SP por causa do Campeonato Paulista de Velocidade.
Não sei se todos sabem, mas em SP a coisa funciona assim: a FASP divulga um calendário, homologa as categorias, e os clubes organizam as corridas. Quando digo clubes, não me refiro a entidades com piscinas e ginásios, mas sim a clubes mequetrefes que se dizem de corrida, como o Interlagos, o Centauro, o da Lapa, essas coisas.
A eles cabe fazer com que as corridas aconteçam. Colocam bandeirinhas, ambulância, alugam o autódromo e começam a contar o dinheiro. Porque os pilotos devem pagar a taxa de inscrição para cada corrida aos clubes, e essa é uma das mais vigorosas fábricas de dinheiro fácil do mundo.
Ano passado, eram 550 reais por corrida. Já é um abuso. Imagine um fim de semana em Interlagos com 150 carros. É mais ou menos o que tem, nas oito categorias do Paulista. Dá um faturamento de mais de 82 mil reais. O aluguel da pista sai por menos de 10 mil.
Bem, tem neguinho enriquecendo há anos com essa picaretagem, e a Prefeitura, burra, reclama que o autódromo dá prejuízo. Fosse essa taxa repassada para a Prefeitura, ou boa parte dela, e o autódromo começaria a dar lucro. Seria limpo e funcional, e não o lixo que é.
Mas isso é outro problema, se nunca tivemos e não teremos prefeitos e prefeitas capazes o bastante para fazer um autódromo funcionar, paciência.
Só que agora chega a informação de que a taxa de inscrição para as corridas do Paulista em 2006 será de 770 reais. Sim, isso mesmo: 770 pilas por piloto. Um aumento de 40% em relação ao ano passado.
Me digam uma coisa: o que aumentou 40% no Brasil do ano passado para este? Alguém recebeu aumento de salário assim? A gasolina subiu? A banana nanica? O bombril?
Fora que renovar a carteira de piloto (adivinhem quem renova? sim, os clubes) em SP custa 960 reais este ano. Em Brasília são 520: 240 para a CBA, 240 para a federação local e 40 para o clube de lá que não sei qual é. Aqui, os clubes repassam 480 para CBA e FASP e embolsam o resto, 480 reais.
É ganância demais, putaria demais, ladroagem demais. Estou pensando em tirar minha carteira no Acre, se for preciso, e vou correr sozinho no inferno. Pagar 770 paus para andar naquela bomba de pista de Interlagos por meia hora é demais. E gostaria imensamente que esse infame cartel de clubes me explicasse, e às centenas de pilotos de SP, no que se basearam para aumentar as taxas em 40%.
Ah, para terminar: a única obrigação dos clubes para com os pilotos é comprar taças e troféus. Todos medonhos, com base de granito vagabundo. Os que tenho estou pensando em desmontar para fazer uma pia.
Pronto, falei.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Automobilismo brasileiro
Tags: CBA, clubes, FASP, troféus
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