03/07/2009 - 19:39
SÃO PAULO (breaking news) – Estava eu a caminho do Morumbi, onde gravei matéria sobre o Bianco com o grande amigo Guilherme Decanini, quando toca o celular. Ligação de um telefone de Brasília. Era Roberto Nasser (foto), jornalista, advogado, antigomobilista, curador e mantenedor do Museu do Automóvel de Brasília, criador da legislação da placa preta para carros de coleção.
Era ele à frente do resgate dos quatro carros da Ford retirados hoje do museu de Roberto Lee em Caçapava. Quando ligou, estava em São José dos Campos.
A história. Os carros foram cedidos pela Ford em comodato ao museu por 30 anos. Quando Lee morreu, começou uma enorme batalha jurídica pelo acervo por conta de desavenças entre os herdeiros e o museu acabou, teve seu acervo roubado, furtado, dilapidado, destruído. Inclusive os carros que não pertenciam ao acervo, caso dos quatro da Ford. Virou um depósito de sucata. Sucata cara. Tem até um Tucker lá dentro. Um crime.
A briga por esses quatro especificamente, Capeta incluído, se arrastou na Justiça por 12 anos. A Ford queria os carros de volta, claro. Finalmente saiu a decisão favorável à empresa e Nasser foi encarregado pela montadora de resgatar os carros. Eles seguirão para o museu de Brasília, onde serão restaurados. Nasser me contou que não sabe nem se o Capeta tem motor. “Nem abri o capô. Arrombamos a porta, que estava emparedada, e tiramos os carros de lá”, disse.
Estão salvos. “É uma grande vitória e uma satisfação pessoal”, falou o Nasser, especificamente sobre o Capeta, exemplar único de um protótipo da Willys que nunca entrou em produção. Vitória mesmo. Estarão todos em ótimas mãos.
Vou dormir tranquilo e feliz com a notícia.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Museus & coleções
Tags: Caçapava, Capeta, Ford, Nasser, Roberto Lee, Willys
03/07/2009 - 13:03
SÃO PAULO (também) - Foi postado hoje um comentário em tópico antigo pelo blogueiro JCFlores, e reproduzo a informação aqui. Diz ele neste blog que um suposto contrato de comodato da Ford com o extinto e detonado museu particular do colecionador Roberto Lee, em Caçapava, expirou. E que por isso quatro carros foram retirados do museu hoje de manhã, entre eles o raríssimo, porque único, Willys Capeta, esse da foto.
Faz algum sentido, porque a Ford comprou a Willys e pode, mesmo, ter cedido o Capeta ao museu por X anos, sabe-se lá quando. Mas quem retirou o carro? E para onde ele vai?
Espero que tenhamos aqui blogueiros de Caçapava e da Ford para mais informações. Vou tentar apurar algo. É absolutamente necessário saber quais carros foram retirados do museu e para onde vão.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Museus & coleções
Tags: Caçapava, Capeta, Ford, Roberto Lee, Willys
21/01/2009 - 22:20
SÃO PAULO (we never forget) – Outro dia mostramos aqui a situação lamentável da coleção de carros antigos do Roberto Lee em Caçapava, no interior de São Paulo. Acervo que já foi um museu mas que, depois de sua morte, foi sucateado, aviltado, roubado e estuprado.
E deu até na TV. Quem sabe aparecendo na TV alguém se mexe. Mas é bom que se diga que depende 100% da família resolver essa situação. O poder público tem ação muito limitada quando se trata de propriedade privada, como é o caso.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Museus & coleções
Tags: Caçapava, Roberto Lee
16/12/2008 - 18:10
SÃO PAULO (férias, as férias estão chegando e eu preciso delas!) – Meu blog anda meio intermitente, não? Mas vamos lá, sempre é hora de postar. Recebi do blogueiro Sergio Santana este link do G1, com algumas fotos que mostram ainda mais o abandono do museu de Caçapava, com o que restou da coleção de Roberto Lee. Foi tema de discussão aqui outro dia, não sei se acabou servindo de pauta para os colegas do portal da Globo. Em todo caso, quanto mais gente falar nisso, melhor. Quem sabe os herdeiros se sensibilizam e repassam esse acervo para quem é capaz de cuidar dele.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Museus & coleções
Tags: Caçapava, Roberto Lee
02/12/2008 - 00:20
SÃO PAULO (vamos atrás) – No post um pouco mais abaixo sobre o museu de Roberto Lee em Caçapava, não foi por acaso que coloquei a foto do Capeta da Willys. Sabia ser um carro raríssimo e sabia que a blogaiada iria matar rapidinho.
Mas percebi que muitos, nos comentários, disseram ser este um carro único. “O” Capeta. Único fabricado, porque no fim não entrou em produção. Só que eu já vi um Capeta restaurado. Não lembro se em Brasília, Lindóia ou São Lourenço. E, se não estou ficando louco, havia um no encontro pernambucano de Gravatá, menos de um mês atrás. O pessoal que foi a esse evento certamente tem fotos. Me mandaram, mas apaguei.
Afinal, quantos Capetas foram feitos? Esse (ou esses) que circula por aí em encontros é o quê? Uma réplica? Uma recriação? Posso estar enganado, mas acho que li algumas críticas de colecionadores e especialistas a esse carro que tem sido exposto — na linha de não ser o verdadeiro, mas uma recriação não muito bem acabada, sem preocupação com detalhes essenciais, sei lá. Na minha cabeça, havia um só, mesmo. Por isso fiquei espantado quando vi as fotos do museu de Caçapava e resolvi publicar.
Um grande mistério, enfim… Se foi feito apenas um, esse que está em Caçapava, ele precisa ser urgentemente resgatado. Acho que o Roberto Nasser é a pessoa mais indicada para tal. Quem já fez o que fez para descobrir e restaurar o Onça e o Democrata não terá grandes dificuldades para fazer o mesmo com o Capeta. Ao menos já se sabe onde o carro está. O Nasser é um gênio.
Eu, de Willys, não entendo nada. Só lembro que levava pau da Vemag. Então, esclareçam vocês, afinal de contas: quantos Capetas existem no mundo?
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Antigos em geral, Museus & coleções
Tags: Caçapava, Capeta, Gravatá, Nasser, Willys
01/12/2008 - 16:55
SÃO PAULO (como pode?) – Não é a primeira vez que falo aqui da coleção de Roberto Lee, um dos pioneiros do antigomobilismo brasileiro, assassinado nos anos 70 ou 80, já não sei bem. Ele mantinha um museu na cidade de Caçapava (SP) que possuía em seu acervo, entre outras coisas, um dos únicos exemplares do Tucker que sobreviveram no mundo.
Há tempos que a coleção foi abandonada. Entrou em inventário, os herdeiros brigaram, sei lá o que aconteceu. Sei que a maioria dos carros ficou lá, apodrecendo. Alguns foram vendidos por preços ridículos. O acervo está fechado, lacrado, e parece que ninguém pode mexer em nada.
Recebi na semana passada este link, com fotos tiradas recentemente no local, no fim de novembro. É de doer o estado dos carros. Vejam esse da foto? Que carro é? Que raridade é essa, abandonada para todo o sempre?
O autor das fotos se chama Lucas. Não sei se frequenta este blog. Mas temos blogueiros da área, certamente. Seria legal se obtivéssemos mais informações sobre a situação jurídica dessa coleção. A Prefeitura de Caçapava deveria fazer alguma coisa. É inadmissível que uma coleção dessas esteja nesse estado. Isso era um museu, afinal.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Museus & coleções
Tags: Caçapava, Roberto Lee
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