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20/08/2009 - 18:52

DICA DO DIA

SÃO PAULO (e aqui?) – Rui Gatti é quem manda a dica do site do Museo Fangio, na Argentina. Visitá-lo está na minha listas de coisas ainda a fazer nesta vida. Mas enquanto não dá para ir, a visita virtual é ótima. O site é espetacular. E dói saber que não temos nada parecido no Brasil, honrosa exceção feita ao Museu do Automobilismo Brasileiro de Paulo Trevisan, que na verdade é fruto de um esforço pessoal de um cara abnegado. Os maiores ídolos nacionais das pistas nunca foram devidamente homenageados e/ou registrados por aqui. E olha que ídolo não falta…

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Dica do dia, Museus & coleções Tags: ,
18/08/2009 - 17:51

PANCA EQUINA

SÃO PAULO (coitado) - A imagem é forte, e só não foi uma tragédia maior ainda porque os pilotos não sofreram nada. Aconteceu num rali na Argentina. Três cavalos na pista. Dois conseguiram parar a tempo. O outro, não. Foi atropelado, saiu voando e morreu. Um milagre não ter acontecido algo mais grave com os pilotos. Essas provas sempre têm tais riscos. Por isso que a escolha do percurso e seu monitoramento são tão importantes.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Rali Tags: ,
05/08/2009 - 16:22

A VOLTA DE ALEX

SÃO PAULO (que barato!) – Ele mesmo, Alex Dias Ribeiro! Vejam que legal. O Alex mandou um e-mail contando que foi convidado para disputar uma corrida da Top Race na Argentina no domingo. “La Carrera de la Historia” é o nome da prova, que será disputada em La Plata em três baterias, cada uma com um piloto diferente.

A ideia é colocar em cada carro um piloto titular, um convidado e outro “aposentado”, que não tenha participado de prova alguma desde 2005. “Na minha equipe, o titular será Beto Monteiro e o convidado, Roberval Andrade, ambos da F-Truck”, relata Alex. O carro será um VW Passat de Luiz Di Palma Jr. Na verdade, a bolha do Passat, já que a Top Race é como a Estoque, chassis tubulares e bolhas sortidas.

“Para mim, essa volta às pistas significa mais um ensaio no laboratório de vida que estou vivendo enquanto escrevo meu próximo livro, que aborda as quatro etapas da corrida da vida dos seres humanos: Sonho, Sucesso, Significado e Superação”, diz Alex.

Grande notícia! Alex, um dos meus ídolos e dos poucos caras realmente íntegros no mundo do automobilismo, está com 60 anos e em plena forma. Até outro dia guiava o Medical Car da FIA.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Automobilismo internacional Tags: , ,
25/06/2009 - 12:39

DON’T CRY FOR ME

SÃO PAULO (então, vamos ao México!) – Sim, eu sei que o Mundial de Rali vive revezando algumas provas, mas fiquei chateado com a exclusão da Argentina no ano que vem e a entrada do México. Meus dias em Córdoba, no ano passado, foram dos mais divertidos que vivi como jornalista. O povo argentino adora aquilo de paixão. Sempre há um ou outro problema de organização, mas suspeito que em todos os ralis há.

Que os hermanos trabalhem forte, agora, para voltar em 2011. Eles não têm muito do que reclamar, porém. Afinal, o Dacar é deles!

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Rali Tags: ,
18/06/2009 - 13:04

PASSO A PASSO

SÃO PAULO (parece tão fácil) – Bem bacana a dica de Jason Vôngoli, este blog que mostra, passo a passo, a construção de um carro para a TC argentina. É a categoria mais antiga do mundo, como conta o autor. O preço da trapizonga: de 50 mil a 120 mil dólares sem motor, dependendo do recheio escolhido.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Automobilismo internacional Tags: ,
08/04/2009 - 17:21

ESTOCOU

SÃO PAULO (o mundo vai acabar, mesmo) – Só más notícias, hoje. O blogueiro Luis Otávio LO avisa que a TC2000, categoria mais popular da Argentina, deu uma “estocada”. A partir deste ano, todos vão usar motores iguais, embora os carros não sejam bolhas, mas derivados dos modelos de linha. Apesar disso, a Fiat se juntou à categoria com o Linea. Os outros modelos usados são Renault Mégane, Toyota Corolla, Checrolet Vectra e Peugeot 307.

Assim, a TC2000 fica parecida com a Top Race V6, essa sim uma versão hermana da Stock brasileira, que usa bolhas e motores iguais. Os novos propulsores da TC2000 serão feitos, adivinhem, pelo Orestes Berta. Só ele faz motor de corrida na Argentina.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Automobilismo internacional Tags: , ,
01/04/2009 - 18:26

LEGAL

SÃO PAULO (gosto de tudo, ou quase) – A assessoria de imprensa da F-Truck acaba de informar que na etapa de Interlagos, no dia 19 de julho, quem for ao autódromo poderá ver, também, uma corrida da Top Race V6 argentina, que vem a ser exatamente a versão hermana da Stock Car brasileira. Trata-se de uma categoria bastante popular, que usa chassis tubulares, como aqui, e motores de seis cilindros e cilindrada de 3.000 cc com 350 hp, preparados pela Berta. A variedade de bolhas é maior: Mondeo, Vectra, Passat, Mercedes e Peugeot 407.

Em setembro, a Truck devolve o convite e corre na Argentina. De acordo com o comunicado distribuiído hoje, a Top Race V6 vem com 40 carros para o Brasil. A Truck tem 27 caminhões no grid.

Vai ser uma boa chance de comparar a Estoque tupiniquim com sua prima do Cone Sul. “Ah, mas você não gosta da Estoque!”, bradarão alguns. Não é bem isso. Não gosto do jeito que a Estoque é feita no Brasil, de como trata o público, da submissão à Globo, das papagaiadas genéricas, do bumbo que se bate para algo que, tecnicamente, é muito menos do que diz que é.

Além do mais, na Argentina a Top Race V6 é apenas mais uma categoria. Eles têm muito mais coisas do que nós. Inclusive autódromos.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Automobilismo brasileiro, Automobilismo internacional Tags: , ,
31/03/2009 - 23:28

VOLTAS QUE O MUNDO DÁ

SÃO PAULO (e fica sempre no mesmo lugar) – Graças à dica de um blogueiro em comentário postado já não lembro onde, demos destaque à incrível coincidência envolvendo as duas últimas equipes que estrearam com vitória na F-1: a Wolf, em 1977, e a Brawn GP, domingo.

Ao jornalista inglês James Allen, Ross Brawn contou que trabalhou para a Wolf naquela corrida histórica, em Buenos Aires, 32 anos atrás. Não é uma coisa de louco? A história está aqui.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1 Tags: , , ,
20/01/2009 - 13:20

PILOTO-PRESIDENTE

SÃO PAULO (não sou candidato) – Informa a blogueira Camila Souza que Carlos Reutemann pode ser candidato à presidência da Argentina em 2011. Creio que, se isso acontecer, será a primeira vez que um ex-piloto de F-1 se lança a tal cargo.

Façamos um exercício: se você tivesse de escolher um piloto, ou ex, de qualquer categoria, para ser presidente do Brasil, quem seria? Só não vale Ayrton Senna, que já morreu. Vote e justifique!

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Gira mondo Tags: ,
17/01/2009 - 00:37

ONE QUESTION

GUARUJÁ (passa, tempo) - Será que todo piloto de Lada é alucinado que nem esse sujeito aí? Dia 25, em Interlagos, a resposta!

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): #69, Ladaland, One question Tags: ,
27/11/2008 - 18:44

QUE INVEJA…

SÃO PAULO (ah, a CBA…) – A gente aqui levantando as mãos para os céus porque ainda existe Interlagos, enquanto o resto dos autódromos brasileiros cai aos pedaços, com raríssimas exceções, e nossos vizinhos argentinos fazendo a festa. Não podia passar batida a inauguração do espetacular circuito de Potrero de los Funes, em San Luis, com uma prova da TC 2000 (essa aí do vídeo com “carros de verdade”, como diz o blogueiro Alexandre Bisolotti). No último fim de semana, correu por lá a FIA GT. Só isso. E a gente aqui, com nossas tristes Mil Milhas.

Vejam na foto, que coisa mais linda de cenário e pista. E a Argentina mal saiu de uma de suas piores crises financeiras, vive em crise política, seu PIB não chega ao pé do do Brasil, eles não têm metade das fábricas de carros que temos instaladas aqui… A diferença é que devem ter uma confederação de automobilismo de verdade, que se preocupa em fomentar o esporte. Por aqui, nas últimas semanas, estão discutindo quem vai substituir o rotundo presidente atual. E deve ser seu vice, que não gosta mais dele.

Tristes trópicos, como diria o outro.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Automobilismo internacional, Autódromos Tags: , , ,
27/08/2008 - 08:07

TAMBÉM NA ARGENTINA

PEQUIM (o que foi feito dela?) - Quando cheguei à China, abri uma pastinha na minha caixa postal chamada “Penduras de Pequim”. Nela, guardei alguns e-mails legais e dicas da blogaiada que só iria usar depois dos Jogos. Vou desovando aos poucos. Esta dica aqui é do Zé Rodrix. Um fotoblog de um argentino apaixonado por DKW que tem fotos de seu carro, lindo, mas tem também fotos raras da fábrica da Auto Union em Santa Fé. É a parte mais bacana.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): DKW & cia. Tags:
23/08/2008 - 09:09

A NBA E O FUTEBOL

PEQUIM (pena que acaba) – Terminou hoje no começo da tarde o torneio masculino de futebol e a Argentina, que nos “profissionais” não ganha nada faz tempo, conseguiu o bi olímpico com Messi & cia., depois de muita discussão sobre a participação de jogadores com mais de 23 anos nos Jogos. Na repetição da final de 1996, os vizinhos do Rio Grande derrotaram a Nigéria por 1 a 0, gol de Di Maria. Há 12 anos, os africanos levaram o ouro com uma vitória por 3 a 2. Hoje, até que tentaram repetir a dose. Mas esbarraram numa equipe melhor.

O Brasil ficou com o bronze, ontem, ao passar fácil pela Bélgica, 3 a 0, em Xangai. Felizmente a CBF não permitiu que se repetisse o vexame de Atlanta/1996, quando a seleção não apareceu na premiação para receber suas medalhas, conquistadas um dia antes da final. Hoje, todos foram direitinho ao Ninho, e Ronaldinho Gaúcho, cada vez que aparecia no telão, era aplaudido animadamente pela chinesada toda.

E a polêmica do futebol em Olimpíadas vai se alastrar logo, logo para o basquete, depois que alguns jogadores que atuam na NBA se machucaram em Pequim, prejudicando as franquias americanas (é um horror chamar times e/ou clubes de “franquias”, mas é isso mesmo que são as equipes da NBA; no que diz respeito à sua posição na economia de mercado, o Detroit Pistons está muito mais para Burger King do que para, sei lá, Real Madrid).

Ontem, na semifinal do basquete masculino entre EUA e Argentina (101 x 81 para os americanos), um dos astros da NBA, o argentino Manu Ginobili machucou feio o tornozelo e pode ser que tenha de operar. Ele joga pelo San Antonio Spurs, que não se conforma com a contusão do rapaz. Assim como o Los Angeles Clippers lamenta a contusão do alemão Chris Kaman, o Milwaukee Bucks chora a lesão do australiano Andrew, o Chicago Bulls reclama do que aconteceu com o argentino Andre Noicioni…

A NBA considera que uma Olimpíada exige demais de seus pobres jogadores, o que não é verdade, porque numa temporada regular do campeonato americano os caras jogam 82 partidas por ano. Os times que vão aos playoffs sofrem mais ainda. É um massacre. Na Olimpíada, são oito jogos no máximo. Num período curto, é verdade, mas não acima da média do torneio dos EUA.

A FIBA, que vem a ser a Federação Internacional de Basquete, já vem sendo pressionada para, por sua vez, pressionar o COI a fazer com o basquete o mesmo que faz com o futebol: estabalecer uma idade máxima para os jogadores disputarem o torneio olímpico, talvez 23 anos, o que baixaria bem o nível técnico da competição, sem dúvida, e não colocaria em risco as estrelas da NBA.

No mundo, talvez apenas os EUA sejam capazes de formar uma seleção muito forte apenas com garotos de até 23 anos. É só catar a molecada nos campeonatos universitários. Os outros países dificilmente teriam condições de montar equipes boas o bastante para competir com os americanos. É discussão que virá à tona assim que terminarem os Jogos de Pequim. E não deve demorar muito para que se chegue a alguma conclusão. A NBA quer que já na Olimpíada de Londres, em 2012, seus jogadores sejam apenas espectadores.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Pequim 2008 Tags: , ,
13/08/2008 - 13:48

BUUUUUUUU!!!!!

PEQUIM (hoje já é amanhã) – Voltei agora há pouco do Estádio dos Trabalhadores. Fui ver Argentina x Sérvia, futebol masculino. Já tinha notado ontem, no jogo das meninas, que o público chinês se comporta de maneira estranha em algumas situações. Os caras que carregam a maca, por exemplo, foram muito aplaudidos em suas três ou quatro intervenções. E o locutor do estádio também, quando anunciou que os acréscimos seriam de três minutos.

O estádio estava bem cheio hoje: 53 mil pessoas. Mas não havia muvuca nenhuma do lado de fora. Para todo o sempre será um mistério para mim a zona que são os jogos de futebol no Brasil. Qualquer jogo. Qualquer joguinho de dez mil pessoas pára o trânsito, tem fila na bilheteria e não dá para entrar no banheiro.

O Estádio dos Trabalhadores não tem estacionamento subterrâneo, nem estação do metrô que desemboca no meio do gramado. Mas recebe (e se despede de) 53 mil pessoas com um sossego de irritar. Juro que procurei uma fila. Ou algum tumulto perto dos portões. Nada. Para não deixar passar o evento em branco, saí de dentro do campo e atravessei no meio do público que deixava as arquibancadas puxando minha mochila, o que quase levou um argentino careca com cara de lutador de jiu-jítsu ao solo. Ele deu um tropeção de respeito. “Atropeçou”, como eu dizia quando era pequeno. E ainda me pediu desculpas.

O técnico da Argentina deixou os caras bons do time no banco: Riquelme, Aguero e Messi. Colocou um bando de reservas em campo e mesmo assim a vitória foi tranquila, 2 a 0, e ainda perderam um pênalti. O mais interessante do jogo acabou mesmo sendo a torcida. Desde o primeiro tempo eu notava gritos estridentes da chinesada: “Méxi, Méxi, Méxi!”. Queriam o Messi de qualquer jeito. Quando o treinador alvianil de longos cabelos fez a primeira alteração, não era o Méxi, mas outro jogador qualquer.

Aí o cara despertou a ira da chinesada. Cada vez que a Argentina tocava na bola era um “buuuuu” ensurdecedor. A bola passava para os pés de algum sérvio, e as vaias viravam aplausos imediatamente. La pelota voltava para os argentinos, mais vaias. Lateral para os sérvios, aplausos. E quando a bola não estava nem com um, nem com outro, voltava o coro: “Méxi, Méxi, Méxi”.

E foi assim até o último minuto. Encheu bem o saco, para dizer a verdade. O insensível do treineiro alvianil não quis nem saber e não colocou o Méxi, nem o Riquelme, nem o Arguero. No fundo, não precisava. Mas podia fazer pelo menos um agrado àquele monte de gente. Para eles pararem de gritar.

Agora a Argentina pega a Holanda. O Brasil ganhou da China e enfrenta Camarões, carrasco olímpico de outros carnavais. E eu publico mais uma foto minha, o que é meio ridículo, mas foi a única que se salvou deste evento, porque não fui eu que tirei. As demais ficaram muito ruins. Para fotografar futebol precisa daquelas lentes enormes que custam o preço de um carro.

Eu prefiro carros a lentes.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Pequim 2008 Tags: , ,
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