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08/10/2009 - 06:06

GERAÇÃO 2010

SALZBURG (acabando) - Andre Jung, nosso batera-colunista, faz uma interessante análise sobre as mudanças de regra para 2010 na F-1 no seu texto desta semana. Vem aí uma nova geração de carros, segundo ele, e a atual durou apenas uma temporada. Como sempre, texto preciso. Leia lá e comente aqui!

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Colunas Apex Tags:
01/10/2009 - 18:58

NO MERCADO

BERLIM (e faz frio…) – Por conta de tantas polêmicas extrapista, o mercado de pilotos só foi pegar no breu agora, em Suzuka. Alonso fechou com a Ferrari, Raikkonen não sabe se casa ou se compra um guarda-chuva, Kubica vai para a Renault, Rosberguinho deve acabar na Brawn, Barrichello caminha para a Williams, que por sua vez terá motores Renault, a Toro Rosso confirmou Alguersuari e Buemi para 2010, Bruno Senna fala com a Force India (a Petrobras está na parada), Kovalainen foi visto em longo papo com Bob Bell e pode voltar à Renault…

No que diz respeito a Barrichello, está claro que a temporada 2009 não só lhe deu uma sobrevida, como o valorizou. Tentar adivinhar o que será da Williams no ano que vem é exercício de futurologia. Menos do que a Brawn, possivelmente. Mas mesmo a Brawn é um mistério. Uma coisa é acertar a mão num carro de forma surpreendente, como aconteceu neste ano, ainda tendo à disposição a verba que a Honda investiu no próprio. Outra é imaginar como será na próxima temporada, sem que se saiba ainda de onde virá a grana.

De qualquer forma, será bom para Rubens ficar num time que ainda carrega as glórias do passado e que, nos últimos tempos, é dos poucos que não se envolveu em escândalo nenhum.

Sobre Massa e Alonso, as declarações dos últimos dias são as esperadas. Igualdade de condições, dupla competitiva, e um rosário de elogios ao espanhol por paete dos dirigentes da Ferrari, o que é mais do que normal. E Fernandinho, como eu achava, quer mesmo encerrar a carreira em Maranello. Como Schumacher.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1 Tags: , ,
22/09/2009 - 16:11

A1 E INDY

SÃO PAULO (tá bom) – Ainda na linha “calendários”, saíram dois de 2010 com corridas marcadas para o Brasil, e para o mesmo dia: 14 de março. A A1 GP prevê uma prova aqui e a Indy, também. Aos fatos, pois. A A1 GP talvez nem exista mais no ano que vem. Consta que a Ferrari está tentando romper o contrato de fornecimento de motores. Acho que a grana dessa esquisitíssima categoria sem patrocinadores está acabando.

A Indy não vem. Nem para o Rio, nem para Salvador. Não há dinheiro disponível. Se vier, dou o braço a torcer.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Automobilismo internacional Tags: , , ,
22/09/2009 - 14:42

MAIS ÁSIA, MENOS PAIXÃO

SÃO PAULO (é primavera) – Bom, já é tempo de retomar o ritmo do blog, depois de um fim de semana de corrida e um início de escândalos. Ontem, junto com o veredito do caso Cingapura, a FIA divulgou o calendário para 2010. Serão 19 etapas, com a grande novidade de uma corrida na Coreia do Sul, em circuito ainda a ser construído. Há anos se fala dessa prova para 2010. Cumpriram, apesar do silêncio dos últimos tempos.

De 19, oito na Europa, o que dá 42% do total. E oito na Ásia, considerando o GP da Turquia, cujo autódromo fica do lado asiático de Istambul. São duas na América (Brasil e Canadá, ainda a confirmar) e outra na Oceania (Austrália).

É muita Ásia para o meu caminhãozinho. A F-1 vive a era dos países pagantes, não mais dos pilotos pagantes. Corridas em lugares que não têm a menor tradição em automobilismo, eventos corporativos, que só servem para encher as burras de Ecclestone (e Tilke, o arquiteto de todos os autódromos).

Não sou contra pistas novas, são sempre legais, desafiadoras, novidades etc e tal. Mas é sacanagem ver países como Portugal, Argentina, México, França e até Estados Unidos sem GPs, para a inclusão de lavanderias como Bahrein, Abu Dhabi e Cingapura, ou monstrengos de arquibancadas vazias como Xangai e Sepang.

Nesses países, não há paixão por F-1. Há negócios, apenas.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1 Tags: ,
15/09/2009 - 15:31

QUEM SÃO ESSES CARAS?

SÃO PAULO (não é aquela) – O nome Lotus de volta à F-1 é legal, claro. Mas seria mais ainda se fosse a Lotus de verdade. Essa aí é mulambenta. Aliás, é meio mulambento (existe, “mulambento”?) esse processo de escolha das novas equipes levado a cabo pela FIA. Falta transparência e lógica técnica. Até agora, não dá para entender porque duas equipes de verdade, que já existem e vivem do esporte, não aparecem na lista das eleitas: Prodrive e Epsilon Euskadi. Pode ser que tenham desistido, com a queda do teto orçamentário. Pode ser que não queiram usar motores Cosworth. Pode ser qualquer coisa.

No que diz respeito às duas novas de hoje, Lotus Mulambenta e Qadbak Racing Tabajara, tem cheiro de lavanderia. A BMW, montadora séria que perdeu meu respeito ao desistir da F-1 de forma tão abrupta e covarde, informa oficialmente que a Qadbak Investments Ltd, “um grupo suíço que representa interesses de certas famílias do Oriente Médio e da Europa”, comprou o time. O contrato já foi assinado.

A Qadbak não existe no Google, mau sinal, e na Wikipedia é um verbete de meia-dúzia de linhas. ”Ficou conhecida em julho de 2009 quando comprou o Notts County FC”, diz a enciclopédia livre da net. O Notts é um clube da quarta divisão inglesa que leva a fama de ser o time profissional mais antigo do mundo, fundado em 1862, e a compra se deu através de uma subsidiária, Munto Finance, que por sua vez é ligada a grupos financeiros de Dubai. Sei.

A BMW informa ainda que os interesses do fundo Qadbak, originalmente baseado no Qatar, mas operado a partir da Suíça, serão representados Lionel Fischer, também suíço. Não sei quem é. A fábrica, na prática, se livrou do abacaxi. Vendeu ao primeiro que apareceu com dinheiro vivo, sem se preocupar muito de onde vem a féria. Passou o mico adiante. Não quer nem saber. O que será da equipe, a velha Sauber, é uma enorme interrogação.

Aí vem a Lotus, a nova Lotus, nas palavras de Mike Gascoyne, já escolhido como diretor-técnico. Ela será montada a partir da estrutura da Litespeed, uma equipe de F-3 na Inglaterra, com dinheiro da Malásia. Pelo que sei, a Proton, estatal que faz carros no país, tem os direitos de uso da marca. Acho que isso ainda vai dar rolo. O chefe da equipe será o malaio Tony Fernandes, dono da AirAsia, uma empresa aérea da linha “low price tickets” que patrocina a Williams.

Educado na Inglaterra, Fernandes (filho de “portugueses” de Malacca, ilha na Malásia colonizada pelos lusos desde os tempos das caravelas, onde ainda se fala português) sempre teve boas relações com os pica-grossas do governo malaio, e por isso sua companhia prosperou. Antes de comprá-la, foi executivo da Warner e trabalhou na Virgin de Richard Branson. Fernandes também tem uma cadeia de hotéis. É um milionário, daqueles que o capitalismo adora chamar de “empreendedor”.

Assim, de Lotus a nova Lotus não tem nada.

Fernandes pode ser apenas um aventureiro, como se achava que era Vijay Mallya, o dono da Force India. A F-1 nem sempre foi formada por garagistas, gente ligada ao esporte desde o berço. Já teve outros que encontraram na categoria um bom caminho para desaguar suas notas frias — como a turma do russo-canadense que comprou a Jordan, o grupo Midland, que durou pouco; vieram os “puristas” da Spyker e duraram pouco, também. E outros, ainda, que simplesmente gostam de corridas e conseguiram entrar nesse mundo fechado graças a suas fortunas pessoais. Mallya parece ser um desses, e está se revelando um bom dono de equipe, dedicado, apaixonado, como era Paul Stoddart — outro outsider que quando assumiu o controle da adorada Minardi, conseguiu manter acesa a chama da competição no time italiano. Como é “Didi” Mateschitz, da Red Bull. 

Nada impede que Fernandes acabe sendo mais um, posso estar sendo injusto no pré-julgamento. Mas não sei, não. A F-1 está se livrando das montadoras, isso é fato. Mais por causa delas, do que pela atual situação da F-1. BMW e Honda já saíram, a Renault está a um passo de, a Toyota é sempre uma dúvida. Elas vêm e vão, como sempre acreditou Mosley. Só que seu lugar está sendo ocupado por gente nebulosa. Esse grupo que comprou a BMW, por exemplo, não tem cara de ser coisa boa. Tony Fernandes, o amigo dos sultões, também não inspira muita confiança.

Em resumo, sempre fui um defensor dos times independentes. A história da F-1 foi escrita por eles — Jack Brabham, Bruce McLaren, Wilson e Emerson Fittipaldi, Giancarlo Minardi, Frank Williams, Ken Tyrrell, Guy Ligier, Collin Chapman, e mais as fábricas que sempre apostaram nas corridas, como a Ferrari. Gente do ramo.

Quando começa a entrar muito dinheiro de Dubai e do Qatar, quando do nada surgem fundos de investimentos que representam “certas famílias” da Europa e do Oriente Médio, quando a grana não tem dono ou origem, dou-me o direito de achar que correr de Lada em Interlagos diz muito mais sobre o automobilismo do que ter uma equipe na F-1.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1 Tags: , ,
15/09/2009 - 09:19

DIA QUENTE

SÃO PAULO (e eu atrasado) – Começou quente a terça-feira. Um grupo suíço de investimentos que representa famílias europeias e do Oriente Médio comprou a BMW Sauber poucas horas depois de a FIA anunciar que para seu lugar, no ano que vem, havia decidido aceitar a inscrição da Lotus, que não é a mesma Lotus d’antanho, mas sim o mesmo nome, sob controle de um grupo malaio.

Aí a FIA falou que se a BMW Sauber se safasse, arrumando algum comprador, correria também, consultando as equipes sobre a possibilidade de alinhar 14 times/28 carros no grid de 2010. E parece que é o que vai acontecer.

Está tudo no Grande Prêmio. Estou saindo para gravar na TV e na volta a gente analisa tudo com mais calma. O que posso dizer por enquanto é que adoraria, mesmo, ver um grid com 28 carros. Acho difícil todas essas novatas se organizarem a tempo, ainda mais que não há teto orçamentário. Mas seria muito legal, abrindo vagas para muitos pilotos.

Os próximos meses serão muito intensos no mundinho veloz.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1 Tags: , ,
01/08/2009 - 19:08

SEGUNDA GORDA

SÃO PAULO (notícia não falta) – Pelo que ando lendo/ouvindo aqui e ali, segunda-feira é dia de notícias fortes na F-1. Há a possibilidade de uma montadora francesa cujo nome não vou revelar, e que teve prejuízo de 2,3 bilhões de euros no primeiro semestre, anunciar sua saída da F-1. Ao mesmo tempo, um piloto cujo nome não vou revelar, mas que é filho de um tricampeão do mundo, pode perder o emprego na equipe dessa montadora. Só que, simultaneamente, o pai desse piloto, cujo nome também não vou revelar, pode anunciar a criação de uma equipe própria na qual o filho vai correr, em sociedade com alguém.

Por enquanto, estamos apurando tudo. Mas coisas vão acontecer, podem apostar.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1 Tags: , , ,
28/07/2009 - 12:23

SEM BRASIL

SÃO PAULO (pena) – Saiu hoje o calendário da MotoGP para 2010. Não tem Brasil, ao contrário do que se esperava e especulava. Eu não acreditava, mesmo. As obras necessárias em Interlagos seriam muito caras. E nem acho legal concentrar tudo em Interlagos. Seria lindo ver a MotoGP de volta a Goiânia, por exemplo. Mas, para isso, é preciso vontade e esforço. Não há nem uma coisa, nem outra.

As novidades são Silverstone no lugar de Donington e um novo circuito na Hungria. As 250 cc foram rebatizadas como Moto2. E espera-se um aumento no grid da categoria principal, que tem provas fenomenais, mas pouca gente correndo.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): MotoGP Tags: ,
24/07/2009 - 20:17

COLUNA 2

SÃO PAULO (fechando o barraco) – A coluna Warm Up de hoje fala sobre o mercado de pilotos, que anda agitado, apesar do silêncio. Leia lá, comente aqui!

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Colunas Warm Up Tags: ,
13/07/2009 - 21:26

A NOVA F-1 (10)

SÃO PAULO (quase acabando) – Seguindo com os projetos das equipes de F-1 para o ano que vem, exclusividade deste blog, hoje apresentamos o protótipo da Toyota para a categoria popular de Max Chicotinho. Protótipo mesmo, porque não se sabe se a montadora japonesa vai seguir nas pistas. Por isso, talvez, pareça meio mal-acabado.

Mas isso não significa que não tenha algumas soluções inovadoras, longe disso. A bitola do eixo dianteiro, por exemplo, é uma grande sacada. “Usaremos apenas um pneu cortado no meio”, informou uma fonte da fábrica de Colônia. “Vai acabar com a tendência de sair de frente.”

É possível. Porque de acordo com a mesma fonte, os pequenos furos laterais funcionarão como difusores, dando equilíbrio ao carro.

As três alavancas na coluna de direção são ainda um mistério.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1 Tags: ,
02/07/2009 - 16:29

A NOVA F-1 (9)

SÃO PAULO (faltam poucos) - Demorou um tempinho para retomar a série que apresenta os novos F-1 para 2010, dentro da linha popular proposta por Max Mosley.

Demorou porque a Force India ainda estava decidindo a pintura que vai usar no ano que vem. O laranja será predominante, com detalhes em verde.

De novidade, um escapamento voltado para baixo num acordo de cooperação técnica com a Volkswagen (o silencioso é de Gol 1983).

Nas asas sobre as rodas traseiras, foram instaladas luzes indicativas das bandeiras que o piloto poderá observar pelo retrovisor, quando ele for colocado (a posição está sendo estudada em túnel de sopro).

A toalha sobre o banco é acessório exclusivo para Fisichella, “porque velho sua muito”, me disse uma fonte da equipe. O carro tem uma interessante suspensão dianteira, “eixo rígido linear”, de acordo com a mesma fonte. Acho que vai andar atrás.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1 Tags: ,
24/06/2009 - 10:02

ACABOU

SÃO PAULO (espero) - E não foi a F-1, desta vez. Foi a novela. E o racha. Max Mosley anunciou que não se candidatará à reeleição. Passou a madrugada reunido com Ecclestone e Montezemolo para amarrar as pontas hoje no Conselho Mundial da FIA em Paris. Avisou que foi feito um acordo com a FOTA. Haverá redução de custos, não se sabe ainda em quais condições e níveis. A FIA promete anunciar daqui a pouco as equipes de 2010, que serão as mesmas deste ano mais as três novatas Manor, USF1 e Campos.

Ainda é cedo para avaliar quem saiu ganhando. Não haverá campeonato paralelo, portanto a FIA venceu. Mas as equipes rebeldes estarão neste campeonato, e certamente sob condições que atendem às suas demandas, portanto os times venceram.

Quando não há vencedores, não há derrotados. Mosley deixar a FIA não é exatamente uma derrota, ele já havia dito antes que não tentaria a reeleição. Se deixou passar a impressão de que poderia ter mudado de ideia, era pressão sobre a FOTA igual à do calendário fajuto que a FOTA fez circular pela mídia europeia.

Creio que as equipes saíram em vantagem, Max deve ter-se cansado, Bernie entrou no circuito porque tem muita grana em jogo. A F-1 de 2010 será a mesma, pero no mucho. Creio que os times vão passar a mandar bastante, Ferrari à frente. A ver.

Resta saber quem será o sucessor de Max. Todt? É bom lembrar que o presidente da FIA não é eleito pelas equipes de F-1, mas sim por confederações nacionais e automóveis clubes. É um colégio eleitoral enorme. Se quisesse, Mosley conseguiria a reeleição.

Aguardemos os comunicados oficiais das duas partes.

Agora pergunto a vocês: no fundo, no fundo, será que não seria legal um rachinha básico? Dois campeonatos, a F-FOTA e a F-1, rivalidade entre séries, qual é melhor, qual leva mais público, qual tem mais audiência…

Para mim, sinceramente, tanto faz. Eu gosto de corrida. Tendo corrida, tá bom. Em Interlagos, de Lada, melhor ainda.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1 Tags: , , ,
19/06/2009 - 10:48

A F-1 ACABOU (3)

SÃO PAULO (eu gosto é de ver o circo pegar fogo) – Algumas reflexões. Acho que cabe refletir, afinal estamos falando de uma categoria que tem 60 anos e que, de certa forma, é a razão de ser deste blog, paixão da maioria dos blogueiros, essas coisas…

- Sou pró-Max, é o que a blogaiada está entendendo. Vamos esclarecer. Nada exatamente pessoal. Mosley não é infalível. Basta ver o que aconteceu no começo do ano, com a ideia doida de dar o título a quem ganhasse mais corridas. Mas ele é sensato, em geral. E da mesma forma que as equipes têm o direito de defender suas causas, ele tem o direito de defender uma categoria que, no final das contas, pertence à FIA e à FOM. Essa posse não é arbitrária. Todas as equipes sempre aceitaram a tutela regulamentar da FIA e comercial da FOM. Que ninguém esqueça que se a F-1 é um sucesso comercial (e todo mundo ganha dinheiro com ela, não fosse assim a McLaren não teria a sede que tem e por aí vai), deve isso a Bernie Ecclestone, por mais que ele seja um gavião para ganhar dinheiro. Aí não há santos.

- Vocês me conhecem e, em geral, estou longe de ser um legalista. Questionar os mandatários de plantão é algo saudável e necessário. Mas, para isso, é preciso argumentar bem. Os argumentos da FOTA não são bons. Os da FIA são. E quando eu digo FOTA, é melhor ler Ferrari. É ela, na persona de Luca di Montezemolo, que está à frente da revolução. E a Ferrari nunca foi uma revolucionária. Não nos enganemos. Não é uma questão de princípios que está em jogo no que diz respeito a Maranello. É uma questão de poder: controle sobre as regras e sobre o dinheiro. Direito legítimo, pode-se dizer. Tão legítimo quanto o da FIA e de Bernie de tentarem manter seu brinquedo.

- Mosley tem muita razão quando diz que uma categoria de competição precisa de um órgão regulador independente. É assim na MotoGP, no Mundial de Rali, em qualquer categoria que opõe adversários tão distintos. É mais fácil um autocontrole quando se trata de uma categoria monomarca. Mas é muito difícil quando se trata de administrar uma porção de equipes diferentes, fabricantes avulsos, marcas diversas de motores, pneus etc. Deixar isso nas mãos de oito equipes diferentes é suicídio. Serão oito regras, uma para cada. E brigas intermináveis.

- Se sair o campeonato “paralelo”, com as oito equipes da FOTA, duvido que equipes novas se disponham a participar. Afinal, quem tem dinheiro para isso? É possível montar equipes novas com um orçamento limitado a sei lá quantos milhões de dinheiros. Mas encarar um campeonato em que não há limite, e apenas uma genérica intenção de “cortar custos”, não é para qualquer um. Talvez apenas para montadoras. E, como se sabe, não há fila de montadoras dispostas a correr de F-1 ou de F-FOTA.

- Por outro lado, como dizem os neoliberais, a concorrência é sempre bem-vinda, não? Ninguém é obrigado a disputar a F-1 da FIA. Mas se quiser disputar, tem de seguir suas regras. Discordo dos que apontam autoritarismo em Mosley. A FIA tem várias instâncias de decisão, como o Conselho Mundial, a Comissão de F-1 etc. Em todas, as equipes são representadas, assim como os promotores, os patrocinadores, as confederações nacionais. O problema é que a Ferrari, que sempre rezou pela cartilha da FIA, resolveu não rezar mais. E arrastou com ela aqueles que Max sempre disse serem voláteis: Toyota, Renault, BMW, Red Bull. E mais McLaren e Brawn, que merecem tópico à parte.

- A McLaren espionou a Ferrari há dois anos. Viraram inimigos. Por conta disso, foi duramente punida. Seria um contrassenso ficar ao lado da FIA, portanto. Mas eu não achava isso. Seria um contrassenso igual ficar ao lado da Ferrari, inimiga mortal. Achava que por estar com a espada de Dâmocles na cabeça, a McLaren iria capitular para evitar problemas. Só que as diferenças entre Ron Dennis (alguém duvida que ele ainda manda?) e Mosley foram maiores do que as diferenças dele com a Ferrari. E é preciso compreender também que a Mercedes é do time das montadoras, não dos garagistas. Assim, está explicada sua opção, levando consigo a Brawn — que não teve peito para debandar, sob o risco de perder sua fornecedora de motores.

- E a F-1 da FIA, o que será? Bem, muitos dos que se voltam contra Mosley defendem e têm saudades “daquela F-1 dos velhos tempos”, em que todo mundo corria de motor Cosworth e a competição ficava por conta da criatividade de engenheiros e projetistas. Uai, é o que teremos agora, com o desfalque enorme da Ferrari, que não pode ser desprezado. Mas é uma aposta. Tem chance de perder? Tem. A Ferrari tem torcida, é a cara da F-1, não se sabe como o povo vai reagir à sua ausência.

- O povo… A FOTA fala em ingressos mais baratos, num exercício banal de demagogia. A F-1 é elitista e elitizada não por causa da FIA. Não só por causa dela. As equipes contribuem, e muito, com esse queixo empinado que quem conhece sabe como é abominável. Uma consequência boa desse racha pode ser essa: todo mundo baixar sua bolinha, a FIA e as equipes. A FIA, porque lidará com outro tipo de gente em seu campeonato, gente que sempre foi desprezada e segregada. O ambiente será outro. E as equipes fotianas, porque sabem que se continuarem se achando o uó do borogodó não têm futuro. Quem sabe param de gastar fortunas com motorhomes ridículos, aviões particulares e iates para festinhas em Mônaco. Eu sei bem como é o relacionamento dessa gente com o público. E não é exatamente a FIA quem dita esse comportamento.

- Considerando que dois campeonatos coexistam, a FOTA terá bastante trabalho para montar seu calendário. E para escrever as regras, e para escolher quem vai fiscalizá-las, e para fechar contratos com TVs, promotores e autódromos. Pistas existem. Sem pensar muito, dá para imaginar um campeonato correndo em Magny-Cours, Silverstone, Fuji, Portimão, Jerez, Valência, Montreal, Kyalami, Indianápolis, Hockenheim, Mugello, Áustria (Didi resolve…), Qatar e por aí vai. O problema maior é: quem vai governar essa categoria? Um conselho formado por representantes de montadoras rivais? É difícil imaginar que isso dará certo. Automobilismo é fogo.

- E, por fim, olhemos as coisas de forma otimista. Se sair um novo campeonato, serão dois para que aqueles que gostam de corridas acompanhem. Perder-se-á um pouco da referência, aquela coisa de saber que se está vendo a elite do automobilismo, o campeonato mais importante, mais charmoso, o olimpo. Mas os tempos estão mudando. Além do mais, é mais piloto correndo, mais gente empregada, mais equipes, maior diversidade. Não acho que vá acontecer, a tendência é de um enfraquecimento geral, como aconteceu nos EUA no racha Cart x IRL. Mas é impossível prever o futuro. Tem coisas que a gente só consegue avaliar depois que elas acontecem. Pode ser o caso agora.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1 Tags: , ,
18/06/2009 - 22:53

A F-1 ACABOU (2)

SÃO PAULO (muita calma nessa hora) – Bem, bem, bem. O comunicado da FOTA não dá margens a especulações. Não se trata mais de uma ameaça, mas de uma decisão. Que me surpreende, para ser sincero. Eu achava que no fim das contas Mosley iria vencer, dado o teor da enorme carta divulgada terça-feira, embasando todas suas decisões e acusando diretamente a Ferrari de liderar uma tentativa de levante com claros interesses próprios.

Venceria rachando a FOTA. Mosley não se importaria com deserções da Toyota, da Renault, da BMW Sauber, da Red Bull e da Toro Rosso. Essas ele sempre achou que não têm importância, entram e saem, não são comprometidas com a F-1. Também não se importaria se a Ferrari resolvesse bater o pé. Mas queria atrair Brawn e McLaren. Esta última seria seu grande trunfo para mostrar ao mundo que a Ferrari era a vilã da história.

Contava, para isso, com o pisar em ovos da McLaren desde o caso da espionagem e da mentira de Hamilton em Melbourne. Achava que o time prateado, para evitar problemas, acabaria cedendo, levando junto a Brawn por causa da Mercedes. Além do mais, Ross Brawn não é exatamente o maior amigo de Luca di Montezemolo por conta dos protestos do início do ano em relação aos seus difusores.

Mas talvez Max não considerasse seriamente a possibilidade de um novo campeonato. Com seus times novatos, mais a tradição da Williams, a Force India, a McLaren e a Brawn, daria um pé solene na Ferrari e nas montadoras que tanto abomina.

E não abomina por questões pessoais, aqui vale o parêntese. Há anos Mosley alerta para a instabilidade de uma categoria cujo alicerce são empresas dirigidas por gente que não tem no esporte um fim, mas um meio. Diz ele na carta de terça: “Quando a Honda anunciou sua desistência em dezembro de 2008, já havia feito sua inscrição para 2009 e era contratualmente obrigada a competir. Duas coisas ficaram claras para a FIA. Primeiro, qualquer montadora poderia sair a qualquer momento. E a FIA não teria como recorrer contra essas montadoras, contra a empresa principal, apenas contra as equipes que não teriam patrimônio nenhum, exceto suas dívidas. Segundo, que era muito provável que outras montadoras fizessem o mesmo antes de 2010″.

Segue a FIA, sempre com muita propriedade: “A Renault depende do governo francês. Parece duvidoso que os contribuintes franceses estivessem dispostos a gastar o dinheiro de seus impostos, em quantias tão altas, numa equipe de F-1. As operações da Toyota verificaram perdas pela primeira vez na história, e ela poderia desistir de gastar centenas de milhões numa equipe, enquanto a BMW, que faz enormes sacrifícios para cortar os custos em sua operação principal, poderia decidir não gastar pesadamente em seu time”.

“Diante da possibilidade de termos apenas 18 carros no grid em Melbourne e de as coisas piorarem em 2010, a FIA teve de agir. Havia dois passos óbvios. Primeiro, uma aproximação ao sr. Montezemolo para obter dele uma garantia de que as montadoras estariam no grid em 2010 e que a situação da Honda não iria se repetir. Segundo, iniciar conversas com a FOTA na direção de cortar os custos a um ponto que fizesse com que uma eventual saída das montadoras se tornasse improvável, que viabilizasse a existência das equipes independentes e a entrada de novos times.”

Aí seguem várias críticas a Montezemolo. Ele teria prometido as garantias, mas nunca apresentou sequer uma carta das montadoras garantindo seu compromisso com a F-1. “Nem mesmo da companhia dele, a Fiat”, diz a FIA. Depois, na reunião do Conselho Mundial de 17 de março, a Ferrari votou contra o teto orçamentário, mas não contra as liberdades para as equipes que o adotassem. Mais tarde, em outro Conselho Mundial, em 29 de abril, foi votado o regulamento para 2010 em detalhes. Montezemolo não apareceu. Elegeu o presidente da comissão italiana de kart, “Mr. Macaluso”, com uma procuração para votar em nome da Ferrari. Macaluso também não apareceu e participou da reunião por videoconferência. Votou contra as regras (foram dois votos contra), sem justificar o voto.

Veio depois a ação da Ferrari na Justiça francesa, e mais reuniões, e a FOTA empurrando tudo com a barriga, inclusive uma tentativa de esclarecer como seria feito o controle financeiro do teto orçamentário. Max foi ficando de saco cheio.

O presidente da FIA acha que a FOTA quer controlar a grana e as regras. Tem razão, quer mesmo. E argumenta que a F-1 precisa de um órgão regulador imparcial e independente “pela própria natureza do esporte”, porque ele é disputado “por pessoas que querem vencer (literalmente) a qualquer custo”. “Há vários exemplos disso, envolvendo ao menos quatro equipes da FOTA, nos últimos anos”, diz o texto. “Um bom governo não significa que a Ferrari deve governar. (…) A Ferrari é representada no Conselho Mundial desde 1981 e nunca se opôs aos nossos processos ou decisões até abril e maio deste ano.”

Mosley termina sua carta com uma reflexão um pouco mais filosófica sobre a F-1. “A discussão é sobre os princípios da F-1. Sobre liberdade técnica. É o reconhecimento da FIA e de várias equipes de que você pode ter liberdade técnica, liberdade para inovar, ou liberdade para gastar sem limites. Não é possível sustentar as duas coisas. (…) Comparada com as propostas da FOTA, o regulamento de 2010 é muito mais livre. A FOTA propõe não testar, eliminar o KERS, padronizar câmbio, aerodinâmica, limitar o trabalho nas fábricas. Em vez de buscar meios econômicos para fazer coisas inovadoras (que é o espírito da F-1 e o desafio da indústria automobilística), a FOTA quer impor restrições e diminuir os desafios técnicos.”

Mosley tem razão em tudo. O cenário econômico mundial não comporta a gastança da F-1 e as incertezas quanto à participação das montadoras. A Ferrari quer tomar conta de tudo, é o que Max quer dizer. Comprou a briga. Perdeu oito equipes, mas pode ganhar 15. Só que sem McLaren e Brawn, vai ter de ser muito hábil para montar uma nova F-1 que seja atraente para o público e para os parceiros de sempre.

Do outro lado da trincheira, as oito rebeldes também terão dificuldade para montar um grid razoável. Quem vai querer competir com gigantes que gastam o que querem? Quem vai querer colocar um carro na pista para levar ferro das já estabelecidas? E os contratos com os autódromos e com as TVs?

É o maior racha da história da F-1. Por enquanto, é tudo que dá para dizer.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1 Tags: , , , ,
13/06/2009 - 19:07

A NOVA F-1 (2)

SÃO PAULO (John Locke morreu ou não?) – Seguindo com nossa série exclusiva dos projetos da F-1 para o ano que vem, apresentamos o protótipo do carro da US F1. Como se percebe, a tendência é mesmo pela eliminação das asas traseiras, com pequenos apêndices aerodinâmicos laterais. O uso de faróis também está se disseminando, por conta dos horários de certas corridas.

A grande novidade no projeto de Peter Windsor (a equipe não contratou nenhum engenheiro, para reduzir seus custos) é a asa dianteira em forma de pára-choque (ou seria parachoque, ou paraxoque?) modelo “pinus”. Tal configuração será usada para facilitar as ultrapassagens, cutucando o carro da frente. O volante na horizontal é algo tido como revolucionário, segundo os especialistas.

Como se vê, o protótipo usa pneus com ranhuras na frente, o que prova que no ano passado já estava pronto. Os pneus traseiros são para chuva extrema. Motor Cosworth, mas o time está negociando com a Ford para batizá-lo. O uso das bandeiras, embora pareça apenas estético, tem função aerodinâmica.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1 Tags: ,
12/06/2009 - 17:46

A NOVA F-1 (1)

SÃO PAULO (vale tudo) – Senhoras e senhores, de hoje até não sei quando, vamos publicar aqui, em primeira mão, os projetos das equipes para a temporada 2010. Visto que a F-1 no ano que vem será mais, digamos, barata, exigindo veículos mais resistentes e robustos, os engenheiros e projetistas partiram para uma linha mais convencional ao desenhar seus carros.

Começamos com a Renault. O carro incorpora soluções interessantes, como a utilização de um único radiador frontal e faróis para os GPs da Malásia e da Austrália que podem ser usados em Cingapura, também. A partida será dada na frente, onde também foi colocado o motor, para melhor distribuição de peso. O KERS (em vermelho, na foto) foi colocado do lado de fora para remoção mais fácil em caso de incêndio.

Foram eliminadas, para reduzir o arrasto, a tomada de ar sobre a cabeça do piloto e todas as asas. O escapamento tem saída única para o alto e a suspensão traseira é o consagrado feixe de molas. Não foram usadas calotas.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1 Tags: ,
12/06/2009 - 09:10

A LISTA DE MOSLEY

SÃO PAULO (e me fez acordar cedo) - Saiu a lista de Max Mosley. As 13 equipes que vão disputar o Mundial de F-1 no ano que vem estão definidas. São as 10 desta temporada mais Campos, USF1 e Manor — delas falo daqui a pouco.

A curiosidade da lista é que cinco times vieram acompanhados de asteriscos: McLaren, BMW Sauber, Renault, Toyota e Brawn. São todas da FOTA. A papeleta da FIA diz que estas cinco equipes submeteram suas inscrições de forma “condicional” e que elas serão convidadas a discutir essas condições e resolver a situação até, no máximo, sexta-feira da semana que vem, 19 de junho.

Informa a FIA, também, aquilo que já se sabia: que serão 13 times e que enquanto houver a pendência das cinco equipes com asteriscos, as demais que apresentaram seus formulários de inscrição continuarão sendo avaliadas pela entidade, podendo substituir qualquer uma delas no prazo final, dia 19.

Williams e Force India, das atuais participantes, aparecem sem asteriscos e estão confirmadíssimas.

E Ferrari, Red Bull e Toro Rosso? As três, mal saiu o comunicado da FIA, já estavam com seus próprios textos prontinhos para distribuírem à imprensa. Red Bull e Toro Rosso disseram que continuam alinhadas à FOTA e que as inscrições permanecem “condicionais”. A Ferrari é mais incisiva. Abre seu comunicado com título em negrito e tudo: A Ferrari não participará do Mundial de F-1 de 2010 da FIA até que suas condições sejam atendidas.

Ulalá. Maranello demonstra estranheza com sua apariçao na lista como se nada estivesse acontecendo e avisa que: 1) submeteu sua inscrição no dia 29 de maio sujeita a certas condições, e que até agora essas condições não foram atendidas; 2) não obstante, e apesar de a equipe ter solicitado à FIA que isso não fosse feito, a FIA incluiu a Ferrari como participante incondicional do Mundial de 2010. Para dirimir qualquer dúvida, a Ferrari reafirma que não participa do campeonato sob o regulamento adotado pela FIA, que viola os direitos da Ferrari assegurados por escrito em acordo com a entidade.

Esses direitos, só para deixar claro, são de veto. A Ferrari tem há algum tempo, por ser a equipe mais antiga do grid, um acordo firmado com a FIA, coisa meio nebulosa e recente, que lhe dá poder de vetar algumas coisas na F-1. Max Mosley, pelo jeito, não está dando muita bola a esse papel.

Toro Rosso e Red Bull teriam, de acordo com fontes na Inglaterra, cláusulas contratuais com a FIA que as obrigam a correr, e por isso apareceram sem asterisco algum. Também são papéis obscuros. E os times, assim como Max com a Ferrari, está se lixando para eles — tanto que seguiu a Ferrari ao condicionar sua participação.

Bem, o impasse continua. A diferença é que, agora, pelo menos se sabe quais são as novatas aprovadas. E o Dia D, que era hoje, foi transferido para sexta que vem. Até, as cinco “asteriscadas” terão de se manifestar. Essa será a parte mais fácil. Difícil será dobrar a Ferrari. A queda-de-braço ainda não teve um vencedor. Mas minha intuição diz que Mosley está virando o jogo de novo.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1 Tags: , ,
10/06/2009 - 11:35

EXCLUSIVO: A F-1 DE 2010

SÃO PAULO (que chuva é essa?) – Max Mosley já tinha em mãos os desenhos e animações computadorizadas de todos os carros das equipes novas que enviaram suas inscrições para o Mundial de 2010. A novidade é que agora há imagens de alguns carros andando, e parecem bem reais. É com esse material que ele pretende encostar as equipes da FOTA na parede, mostrando que todas elas têm estrutura de sobra para disputar o campeonato no mesmo nível que a turma da Ferrari & Cia. Até porque não anda tão alto assim o nível da turma da Ferrari & Cia.

O que vocês verão neste link (que, espero, fique no ar bastante tempo; desconfio que acabará sendo tirado assim que perceberem que vazou) é absolutamente exclusivo e apresenta a verdadeira face da F-1 em 2010. E atenção: não é montagem. As imagens são reais mesmo.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1 Tags: , ,
08/06/2009 - 16:33

CEDENDO

SÃO PAULO (que saco) – Max Mosley mandou uma carta para a FOTA. Convida as equipes para participarem da elaboração do regulamento de 2010, mas pede que as inscrições sejam incondicionais. “Depois a gente senta e resolve”, é o que Max quer dizer.

Estou quase tomando a decisão de só voltar a tocar nesse assunto quando alguma solução definitiva for tomada.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1 Tags: , , ,
08/06/2009 - 10:19

O MUNDIAL “DELES”

SÃO PAULO (dia 12 tá aí) – O fala-fala sobre 2010 foi muito intenso na Turquia, como já havia sido em Mônaco. A sensação que tenho é de que as equipes estão pouco se lixando para aquilo que anda acontecendo na pistas e só se preocupam com o jogo político que tomou conta da cena desde que a briga entre FOTA e Max Mosley se escancarou.

Os piloto se reuniram e juraram amor a seus times. Vão com eles até o fim. O que é curioso, porque alguns deles possivelmente serão demitidos no final do ano, estejam onde estiverem seus patrões. Mas esqueçam os pilotos, eles não mandam nada.

A situação de momento aponta Williams e Force India com a FIA, e mais as novatas que demonstraram interesse em correr no ano que vem: Epsilon Euskadi, Campos, USGP-Alguma-Coisa, Prodrive-Aston Martin, Superfund, Lola, N. Technologies, March, Brabham e Litespeed (que pode usar o nome Lotus). Claro que algumas são apenas ensaios, não têm condições nem de preparar o Meianov. Mas são dez, fazem volume. E acho que a FOTA ainda terá algumas baixas, como McLaren e Brawn.

Em Istambul, circulou até um calendário que as dissidentes, lideradas pela Ferrari, podem adotar em 2010 caso decidam correr sozinhos, formando outra categoria. Claro que não deve ser muito levado a sério, até porque existem contratos entre alguns desses autódromos/promotores e a FIA/FOM. Mas vale pela curiosidade. Dos circuitos que fazem parte do calendário atual, Mônaco, Monza, Silverstone e Abu Dhabi seriam incorporados pelos rebeldes. As outras pistas utilizadas seriam Magny-Cours, Jerez, Portimão, Mugello, Indianápolis, Montreal e Hockenheim.

Todas elas têm condições imediatas de receber corridas de F-1, ou de alguma categoria semelhante. Notem que colocaram Silverstone, que provavelmente será substituída por Donington no ano que vem na F-1 de Bernie & Max. Abu Dhabi ainda nem estreou e já está sendo cooptada. Magny-Cours foi abandonada à própria sorte, é a chance de resgatá-la. Mônaco diz que só faz corrida se tiver Ferrari nas suas ruas. Jerez é outra relegada à própria sorte, aceitaria sem pestanejar. Mugello é praticamente da Ferrari, e Monza só faz sentido com carros vermelhos na pista. Portimão, no Algarve, está estalando de novo, louco por alguma coisa importante. Montreal adoraria ver a F-1 ou outra categoria qualquer de volta. Indianápolis precisaria de um trabalho comercial forte com Tony George. E Hockenheim anda meio em baixa nessa história de revezamento.

Como se vê, pista no mundo é o que não falta. Dá para vários campeonatos, sem problema algum. Problema imediato mesmo, outro, é o que tem sido visto nos elefantes brancos construídos recentemente para a F-1, como esse autódromo da Turquia. Ontem, apenas 36 mil pessoas ocuparam suas arquibancadas. Público de joguinho do Corinhtians no Pacaembu. A culpa, dizem, foi dos preços muito altos dos ingressos. Se for criada uma nova F-1 pelas rebeldes, e se continuar existindo a atual sob o comando de Max, Bernie & seus seguidores, é algo que deve ser levado em consideração. Tirando a Nascar, vejo que automobilismo leva cada vez menos gente aos autódromos. No mundo todo.

Bem, no fim da semana, dia 12, dia dos namorados, a FIA promete divulgar sua lista de inscritos. Até lá, vamos ficar especulando.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1 Tags: , ,
05/06/2009 - 19:18

COLUNA 2

SÃO PAULO (o banco me adora todo dia 5) – De toda essa zona que virou a briga entre FOTA e FIA, uma certeza: no ano que vem, teremos algumas (ou muitas…) equipes nanicas de novo na F-1. É a boa notícia para 2010, e tema da minha coluna Warm Up de hoje. Leia lá, comente aqui!

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Colunas Warm Up Tags: , ,
04/06/2009 - 02:16

A VOLTA DOS MORTOS-VIVOS

SÃO PAULO (sem sono e com frio) – Já que estão falando de March, Lola, Brabham, Nick Fry, David Richards, por que não uma nova versão da equipe Fittipaldi? O desenho é do Sérgio Takehara. Uma brincadeirinha para lembrar os tempos do time brasileiro que, infelizmente, não decolou. Quando pegou no breu, acabou o dinheiro.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1 Tags: ,
03/06/2009 - 11:04

VIROU FESTA

SÃO PAULO (eu adoro) - Pelas contas do Grande Prêmio, são 19 as equipes inscritas para o Mundial de F-1 do ano que vem — ou, ao menos, que mandaram seus formulários de inscrição para a FIA, o que é um pouco diferente. Está cheio de aventureiro, claro. Há equipes não confirmadas, como a March e o fantasma da Brabham. Há ainda essa Epsilon Euskadi que, se for aceita, será o time de nome mais esquisito de todos os tempos.

Eu acho o máximo, por mim entraria todo mundo. Mas serão só 13. Muita gente pergunta por quê, se nos anos 80 tinha um monte, pré-classificação e o escambau a quatro.

É por causa de logística. Espaço nos boxes, nos autódromos, no paddock para caminhões e motorhomes, caixas, equipamentos, transporte aéreo para provas transoceânicas. Nos anos 80 a coisa era meio varzeana. Lembro de ver equipe trabalhando debaixo de tenda, atrapalhando o tráfego. Era engraçado, mas desconfio que isso não cabe mais na F-1 atual, em que dá até para comer no chão de um box, de tão limpo. Os autódromos de hoje suportam 26 carros com toda a estrutura necessária para fazê-los andar. Mais do que isso é difícil.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1 Tags:
29/05/2009 - 11:30

NINGUÉM DANÇOU

SÃO PAULO (segue o bonde) – A FOTA acaba de anunciar que todas as equipes associadas se inscreveram para o Mundial de 2010. Quem tem, tem medo. Mas não é bem isso. O texto da associação explica que a participação no campeonato e o compromisso com a FIA vêm associados a um plano trienal de redução de custos. Mas não há teto orçamentário estabelecido.

Um novo Pacto da Concórdia será assinado até o dia 12 de junho. O regulamento de 2010 será o mesmo de 2009 e não haverá regra dupla para quem gasta mais e para quem gasta menos. Será criado, nestes três anos de facão, um genérico e pouco claro “mecanismo que preserve a competição tecnológica, os desafios esportivos e facilite a entrada de novas equipes na F-1″.

Quem ganhou e quem perdeu? Ninguém. Max Mosley queria drástica redução de custos. Terá, com os tais três anos de cortes. As equipes não queriam teto orçamentário, nem regras de duas caras. Não haverá teto, e as regras serão as mesmas para todos.

Com dez times garantidos, mais as anunciadas inscrições de quatro novos times, alguém haverá de dançar, imaginará o mais atento leitor. Médio. Dentre essas quatro, e entre todas as que andaram falando que iriam correr em 2010, muitas certamente condicionaram sua participação ao teto de 40 milhões de libras. Sem teto, caem fora. Pode ser até que uma ou outra entre, como a US-Alguma-Coisa, que anunciou seus planos no ano passado antes de começarem as conversas sobre orçamento limitado.

Assim, ponto final no chatíssimo assunto quem-entra-quem-sai. Enterram-se os bate-bocas entre Ferrari e FIA, a gritaria das últimas semanas cairá no esquecimento, e, como sempre, o mundo continuará girando, a Lusitana rodando e a F-1 fazendo suas corridinhas com novas e velhas caras.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1 Tags: , ,
29/05/2009 - 08:31

ALGUÉM VAI DANÇAR

SÃO PAULO (à pista) – Rapidinho, porque treino tem hora para começar. Mas registremos que Prodrive e Lola se inscreveram para o Mundial de F-1 do ano que vem. Com a Campos e a US-Alguma-Coisa, são quatro times. Se os dez deste ano quiserem continuar correndo, serão 14. A FIA estabeleceu 13 como número máximo de equipes para 2010.

Pelas minhas contas, alguém vai ficar de fora.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1 Tags: , , ,
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