SÃO PAULO(doce da boca) – No Rali da Grã-Bretanha, Sébastien Loeb faturou o sexto título seguido do Mundial. Depois de uma segunda metade de temporada desastrosa, o piloto da Citroën reagiu na reta final e acabou com as esperanças de Hirvonen e seu Focus. O finlandês chegou a sonhar com a taça, mas o francês é do balacobaco, como se dizia antigamente.
Se alguém aí souber de algum piloto melhor para andar na terra, na lama, no cascalho, na neve, no asfalto e na superfície da Lua avise a Ford.
SÃO PAULO(gracinha) – Mais uma do meu saco de maldades, o lote de fotos que arrematei numa intensa negociação com um blogueiro. Trata-se de uma Brasília, vejam só, da equipe oficial da VW de rali. Na porta, um nome: Josué Marques. Será que ele aparece por aqui para contar suas histórias?
Não tem data na foto, mas a Brasa é das primeiras, a julgar pelo vinco no capô e pelos parachoques.
SÃO PAULO(putz) – Essa para mim é nova. Vocês sabiam que o Paris-Dacar de 1980 teve entre os inscritos quatro Vespas? E duas delas chegaram ao final? Incrível, a história! Está neste link aqui, enviado pelo arqueólogo Humberto Corradi, o maior colaborador deste blog (dos mais de 10 mil posts, certamente uns 300 têm o dedo dele).
SÃO PAULO(coitado) - A imagem é forte, e só não foi uma tragédia maior ainda porque os pilotos não sofreram nada. Aconteceu num rali na Argentina. Três cavalos na pista. Dois conseguiram parar a tempo. O outro, não. Foi atropelado, saiu voando e morreu. Um milagre não ter acontecido algo mais grave com os pilotos. Essas provas sempre têm tais riscos. Por isso que a escolha do percurso e seu monitoramento são tão importantes.
SÃO PAULO (reconheçam nossa superioridade) - Babaram, né? Então vejam esse aqui. E sabiam que já estou começando a pensar em mudar a pintura do Meianov? Fazer um carro mais vermelho, ou mais azul. É que ele já vai fazer um ano com essa pintura. E, ao contrário do #96, tem um caráter mais, digamos, mutante… Bruno Mantovani nos ouve? Fazemos novo concurso?
SÃO PAULO(e agora, vão dizer o quê?) - Vocês ficaram zoando meus carrinhos ontem, ok. Eu aceito o argumento, como diria o samba. Mas agora, quero ver o que vão dizer depois de ver este vídeo, enviado pelo blogueiro Marcelo Giacomin.
SÃO PAULO(acaba, domingo) - Rali na Hungria em 1988, com ases do volante e os carros mais graciosos do mundo. Tem até Audi, no começo. Mas depois melhora. São verdadeiras aulas de pilotagem.
SÃO PAULO (duas fotos com Red Bull, vou mandar a conta…) - O Rali dos Sertões terminou semana passada e eu não dei nem uma palavrinha aqui… Mas não foi por falta de atenção, acompanhei tudo. Faltou tempo.
E como se esperava, Carlos Sainz ganhou entre os carros, com o Touareg oficial da Volkswagen. Ele era o favorito desde o momento em que sua participação foi confirmada.
O rali foi um sucesso, como sempre. Nosso “Dacar” é bem legal. Um dia ainda participo disso. Mas tinha de ser com um Niva. Aí ia ser legal.
SÃO PAULO (que pena…) – O blogueiro Carlos Sato me convida para participar do Raid de Inverno de Itupeva, neste fim de semana, pertinho de SP. Querem um Niva na lama, claro! O evento parece ser bem legal. Mas eu trabalho domingo na rádio, vou ter de pular essa… De qualquer forma, fica o convite para a blogaiada chegada num 4×4. E como meu Niva não vai, a chance de vencer é grande…
SÃO PAULO (então, vamos ao México!) – Sim, eu sei que o Mundial de Rali vive revezando algumas provas, mas fiquei chateado com a exclusão da Argentina no ano que vem e a entrada do México. Meus dias em Córdoba, no ano passado, foram dos mais divertidos que vivi como jornalista. O povo argentino adora aquilo de paixão. Sempre há um ou outro problema de organização, mas suspeito que em todos os ralis há.
Que os hermanos trabalhem forte, agora, para voltar em 2011. Eles não têm muito do que reclamar, porém. Afinal, o Dacar é deles!
Dacar 2005. Realmente impressiona a paisagem. Quem mandou foi o Humberto Corradi. A edição 2010 do rali foi confirmada, alguns dias atrás, para Chile e Argentina novamente.
SÃO PAULO (que joia!) – Grande notícia nos envia a organização do Rali dos Sertões 2009. A equipe oficial da Volkswagen da Alemanha, que ganhou a prova no ano passado, terá num dos seus Touareg ninguém menos do que… Carlos Sainz! O Sertões está marcado para o período entre 23 de junho e 3 de julho, partindo de Goiânia e terminando em Natal. É um dos maiores ralis do mundo, e por isso tem atraído competidores de altíssimo nível de todo o planeta. Arriscaria dizer que, hoje, começa a rivalizar com o Dacar.
Até agora, informam os organizadores, 53 equipes de motos e quadriciclos e 49 de carros e caminhões já se inscreveram. Sains foi campeão mundial de rali em 1990 e 1992 e tem 97 pódios no WRC. É uma lenda viva. Vê-lo correndo aqui será um privilégio. As inscrições terminam em 20 de maio.
SÃO PAULO(ô inveja…) – Um dos eventos mais legais de carros antigos da América do sul é o Rally 19 Capitales Histórico, no Uruguai (já falei dele aqui no ano passado). Os carros percorrem todas as capitais uruguaias num percurso de 2.400 km. Neste ano, o evento aconteceu de 4 a 8 de março, somente com carros fabricados até 1981.
O blogueiro Roberto Dakombi enviou uma tonelada de fotos tiradas em Rivera nos dias 6 e 7. Foram 149 carros inscritos e, segundo o blogueiro, apenas um participante brasileiro, o Fiat 147 de Rogério Franz. Selecionei algumas imagens a esmo, essas que estão aí no alto (clique em cada uma para ver a imagem ampliada).
Juro que desse eu participo no ano que vem. Só não encontrei nenhum site oficial, nem informações sobre a próxima edição, para poder me inscrever. Se alguém puder ajudar, agradeço! Aí, no ano que vem, a gente faz uma eleição aqui no blog para escolher o carro para participar, que tal?
SÃO PAULO (ao pó voltaremos) – Fechando mais uma temporada das Grandes Entrevistas no Grande Prêmio, o personagem de hoje e amanhã é André Azevedo, 22 anos de Paris-Dacar, tendo participado do rali mais difícil do mundo em todas as categorias: motos, carros e caminhões. Um pioneiro cheio de histórias para contar, e muitas delas estão no excelente papo com Evelyn Guimarães.
Detalhe que me deixou contente, pela lembrança. André conta que nas primeiras edições era muito difícil ver na imprensa brasileira qualquer menção ao Paris-Dacar, exceto quando morria alguém. Isso porque o acesso às informações era bem complicado (estamos falando de uma época em que a internet não existia — não, meninos, a internet não existe desde sempre!) e a mídia nacional não se interessava muito por aquela competição excêntrica. A exceção foi a “Folha de S.Paulo”, cujo editoria de Esportes resolveu escalar seu correspondente em Paris para cobrir o rali.
O editor de Esportes da “Folha” era este que vos escreve, no frescor de seus 24 anos de idade. O correspondente em Paris era Caio Túlio Costa, hoje executivo do iG, que abriga este blog. A cobertura pioneira que fizemos deu um impulso muito grande ao Paris-Dacar por aqui.
SÃO PAULO(vamos tentar) – Fiquei muito animado com esse “rali ecológico” que vai ser disputado em setembro no Araguaia. É possível até que eu participe, ou com um futuro jipinho soviético, ou com outro carro. Já entrei em contato com os organizadores e o projeto é bem legal, porque é bem mais amplo que uma competição de carros. A ideia do Projeto Berohokã é “mostrar a região do Araguaia para o mundo, além de preservar a fauna e a flora de um dos lugares mais bonitos do Brasil”.
Veja um resumo do que vai rolar:
“Percorrer trilhas inexploradas na região do Araguaia, contemplando a natureza, respeitando suas características e aprendendo sobre a cultura dos povos, a cada aldeia ou cidade do trajeto, é o objetivo do 1º Rali Ecológico de Regularidade Berohokã–Ilha do Bananal, que acontecerá de 4 a 7 de setembro na região do Araguaia.
O percurso da prova tem cerca de 1.500 km e passará pelas cidades de Mineiros (GO), Alto Taquari (MT), Alto Araguaia (MT), Ponte Branca (MT), Riberãozinho (MT), Torixoréu (MT), Baliza (GO), Aragarças (GO), Barra do Garças (MT), seguindo por Araguaiana (MT), Aruanã (GO), Araguapaz (GO), Mozarlândia (GO), Nova Crixás (GO), Mundo Novo (GO), Bandeirantes (GO), São Miguel do Araguaia (GO), Luiz Alves (GO), Novo Santo Antônio (MT), Serra Nova Dourada (MT), Alto Boa Vista (MT), São Félix do Araguaia (MT) e, por fim, o Parque Estadual do Araguaia (MT).
Os competidores podem participar em três categorias para carros: Graduados, Expedition e Turismo. As inscrições podem ser feitas no site www.berohoka.com.br. Paralelamente à prova esportiva, será desenvolvido o “Rali de Educação Ambiental”, que visa conscientizar a comunidade estudantil dos municípios que margeiam o Grande Rio e formar brigadistas que serão multiplicadores e fiscalizadores da região. Também haverá um “rali social” em que uma equipe de médicos especializados em identificar incidência de hanseníase e tuberculose farão palestras sobre as novas tecnologias e orientarão profissionais da comunidade médica local.”
SÃO PAULO(já pensaram besteira…) - De Renault 4, é o que quero dizer. O vídeo mostra um rali que sai da França e termina no Marrocos apenas com os antigos modelos 4, um dos ícones da marca francesa. Muita gente jovem participa, e o barato não é chegar na frente, mas levar ajuda aos países africanos por onde passam. Poderíamos pensar em coisas parecidas no Brasil…
SÃO PAULO(rali é tudo) – O Grande Prêmio fará extensa cobertura da etapa brasileira do IRC com o repórter Marcelo Ferronato, texto e fotos, e Bruno Terena, fotos (como essa aí). Os carros foram para a praça, hoje. Teve gente pacas para ver tudo de perto. É um fim de semana especialíssimo para Curitiba, com o rali e o WTCC. Aproveitem!
SÃO PAULO(ou seria botaffora?) – O blogueiro Boris Becker é quem dá a dica, para os milionários de plantão. Já que a Subaru desistiu do WRC, a Prodrive, que preparava os carros da marca, colocou nada menos do que 27 deles à venda em seu site oficial. Tem de todos os modelos e preços. Um deles, meu favorito, é esse Impreza 2003 que foi usado pelo Petter Solberg no Mundial daquele ano, por módicos 180 mil euros.
SÃO PAULO(só isso) – A “carroça” alemã-oriental que os gênios da estranha revista consideram o carro mais tosco de todos os tempos disputou, em 1994 — portanto, três anos depois do encerramento de sua produção —, a 44ª edição do Rali dos 1000 Lagos, que vem a ser a etapa finlandesa do WRC (atenção estranhos: não é necessário procurar nada na Wikipedia; “finlandesa” é relativo a “Finlândia”, país europeu, e “WRC” quer dizer “World Rally Championship”, expressão que se for colocada no tradutor do Google vai dar como resultado, espero, “Campeonato Mundial de Rali”).
O P601 (não, estranhos, o carro não se chama Sputnik!) foi conduzido pela dupla alemã Michael Kahlfub e Ronald Bauer no Grupo A/Classe 5. Infelizmente tivemos alguns probleminhas e não terminamos a prova. Que foi vencida por Tommi Makinen (Ford Escort Cosworth), com Didier Auriol (Toyota Celica) em segundo e Carlos Sainz (Subaru Impreza) em terceiro. Ruins, os caras? E todos eles correndo por equipes oficiais de fábrica.
Mas está lá, de qualquer forma, nos registros históricos: um Trabi no WRC, a “carroça não-reciclável” que produz uma “insuportável fumaça tóxica” na competição mais exigente do mundo. Gostaria de saber se um Celta reciclável ou um Palio biodegradável já tiveram tal honra.
Ah, quem mandou a foto e as informações foi o blogueiro Renato Pastro.
SÃO PAULO(heroínas) – Ainda o Rallye Internacional do Brasil, de 20 a 24 de junho de 1979. estamos às portas do IRC em Curitiba, lembram? Pois este de 1979 foi o primeiro grande rali internacional realizado no país.
Pois bem. A foto ao lado foi enviada pelo Renato Pastro. Ele conta que pela primeira vez uma competição homologada pela FIA tinha uma categoria apenas para carros a álcool. A experiência foi um sucesso, relata o blogueiro. O Fiat 147 Rallye #73, a álcool, da dupla feminina Anna Cambiaghi (ITA)/Dulce Nilda Doege (BRA) terminou em quarto lugar no geral e foi o carro brasileiro que obteve melhor classificação. As meninas faziam parte do Team Aseptogyl/Panthères Roses/Concessionárias Fiat, que tinha ainda as duplas Marianne Hoepfner (FRA)/Maria do Carmo Alves Zacarias (BRA), no carro #71, e Maurizia Baresi (ITA)/Ana Elizabeth Von Mühlen (BRA).
E as meninas, como se vê, mandavam muito bem. A prova teve nada menos do que 2.200 km de percurso. Muito marmanjo não chegou ao fim. Seria legal encontrá-las hoje, 30 anos depois, para falar dessa experiência. Se alguém aqui conhecer qualquer uma delas, que avise!
SÃO PAULO(adorei o título) – O Carlos Miguez, de BH, foi quem mandou a foto. Falamos de SAAB dia desses, já que a montadora está por um fio, sob administração da GM. Esse carro aí embaixo, conta o Miguez, estava sendo restaurado em Trollhattän, pelo pessoal do museu da SAAB. O apelido dele era “Monster”; o ano, 1959. Os caras enfiaram dois motores de 750 cc (dois tempos, três cilindros), acoplaram-nos a uma espécie de diferencial e usaram uma caixa de câmbio longitudinal, na posição normal. “Pelo que sei, tinha 150 hp e chegava a 200 km/h”, conta o blogueiro.
A ideia era usá-lo em ralis. Imagina o que berrava…
SÃO PAULO (…não descansam nunca) – Não é demais ter ter blogueiros ligados 24 horas por dia? A gente começou a falar aqui despretensiosamente sobre o Rallye Internacional do Brasil de 1979, alguém lembrou que o Wilsinho Fittipaldi correu com uma Alfa 2300 e… apareceu uma foto! Quem mandou a preciosidade foi o Renato Pastro, com as seguintes informações:
“O Rallye aconteceu de 20 a 24 de junho de 1979 e foi organizado pelo Automóvel Clube Paulista para homologação do Brasil junto à FIA. Não valeu pelo Mundial. A prova teve 75 inscritos e 50 largaram, representando dez países. Foram três etapas com 27 provas de classificação e 2.200 km de percurso. Wilsinho disputou um rali pela primeira fez com uma Alfa Romeo 2300 TI do grupo 2, com o navegador gaúcho Carlos Güido Weck. A dupla terminou em quinto na geral.”
Serviço completo, Renato, valeu! E o tipão da Alfa, hein?
SÃO PAULO(não dá para esquecer) – A capa do regulamento do Rallye Internacional do Brasil de 1979, postada logo abaixo, despertou memórias que estavam adormecidas. E tem blogueiro aqui que participou da prova! É o caso do Rodolpho Bettega, que correu em dupla com Pedro Meder num Fiat 147. “Foi um grande mico”, ele conta. “Mas uma experiência inesquecível…”, continua.
E deve ter sido mesmo, como mostra o recorte do jornal enviado pelo Bettega.
Eu já tomei a decisão de participar de um desses na vida. De preferência um bem longo, muitos dias no meio do nada, no Brasil ou fora. Falta escolher o carro, o parceiro e onde será. Tudo, em resumo. Mas a decisão já está tomada, o que é alguma coisa! Um Sertões de Niva, por exemplo…
SÃO PAULO(a história se repete) - Muito legal o que vai acontecer no IRC, dias 6 e 7 de março em Curitiba (a “série B” do WRC). Um dos pilotos inscritos é Anton Alen, filho de Markku Alen, que venceu em 1979 o Rallye Internacional do Brasil, uma espécie de ensaio para a etapa do Mundial que acabou acontecendo por aqui — e foi uma zona completa de organização, por isso nunca mais voltou.
A capa do regulamento de três décadas atrás é essa aí. Quem mandou foi o Tiago Mendonça, convocando a blogaiada a contar histórias da época. Quem se lembra?
SÃO PAULO (hoje, G-4) – O francês Sébastien Loeb venceu a segunda etapa do WRC, na Noruega (nosso herói Petter Solberg nem foi tão mal, em sexto). Loeb, atual multicampeão (já nem sei mais quantos títulos conquistou), não tem adversários na categoria, que corre o risco de virar palco de seus desfiles solitários.
Apesar da beleza implícita do talento de esportistas acima da média (como ele, Schumacher e Rossi, para ficar só no motor), o exercício repetitivo da superioridade nunca faz bem a modalidade alguma. Tomara que com as novas regras, no ano que vem, apareça alguém para, pelo menos, fazer cócegas em “Seb” e seu Citroën invocado.
SÃO PAULO (fator 2) – Petter Solberg, órfão da Subaru, resolveu montar uma equipe para correr, pelo menos, o Rali da Noruega, seu país. Vai com um Citroën 2006 que comprou não sei de quem, parte do staff (”estafe”, ando lendo por aí; tudo bem, não sou um anglicista incorrigível, nem um antianglicista xiita, mas estafe é foda) técnico que tinha na Prodrive, mais a cara e a coragem.
Está aí o que pode ser o embrião de uma coisa legal. Se as montadoras e as grandes corporações têm medo até de barata e estão pulando fora de tudo, que os pilotos assumam. Que saiam atrás de patrocinadores menores, arranjem uma grana (podem usar o muito que ganharam nos anos de fartura) e coloquem o pé na estrada. Mesmo que seja um top, como Solberg.
É jornalista, dublê de piloto e escritor. Atua em jornais, revistas, rádio, TV e internet. “Um multimídia de araque”, diz ele. No Twitter, @flaviogomes69.