SÃO PAULO (essa doeu) – Como vocês sabem, não cubro indústria automobilística. Adoro dar palpites sobre carros e falo pelos cotovelos, sim. Mas não estou nem perto da turma especializada, que tem como figura de proa (adoro “figura de proa”) Jorge Meditsch, com passagens pelas principais revistas e jornais brasileiros e, hoje, à frente do site “AutoEstrada”. Assim, quando leio um texto de alguém como o Jorge com críticas tão severas a uma montadora, paro para pensar. Foi o caso depois de ler esta coluna aqui, sobre a Hyundai.
A marca coreana é representada no Brasil pela CAOA, que também já esteve ligada à Renault e outras marcas. A Subaru, por exemplo, é uma das que me lembro. E, nos últimos meses, o tom da publicidade que a CAOA usa para promover os Hyundai tem parecido, mesmo, meio exagerado. Tudo é melhor do mundo. A fábrica, que não existe, aparece em tudo que é anúncio. E olha que os caras gastam…
Meditsch desmente todas as afirmações das propagandas da Hyundai com dados concretos. Numa semana em que esculhambei aqui com as SUVs, entre elas as fabricadas pelos coreanos, achei que seria pertinente recomendar a leitura…
Ação publicitária da Volkswagen num shopping center não sei onde. Brilhante. Mas eu me acharia no direito de arrancar o móbile, dependendo do meu carro…
SÃO PAULO(mas o logotipo…) – Cheio de vídeos hoje! Este aqui é o anúncio recém-criado pelo Santander para celebrar sua parceria com a Ferrari. Santander que, diga-se, esticou seu contrato de patrocínio com a McLaren, também. Como diz o Fábio Seixas, é a nova Marlboro da F-1. Quem mandou foi o blogueiro João Leandro Carvalho.
SÃO PAULO(agência e conta?) – É viral, estou fazendo propaganda de graça, mas vá lá, não deixa de ser engraçado. Para quem não sabe, aqui em São Paulo tem um doido que há anos, muitos, mesmo, estaciona um carro chamativo, em geral amarelo, nas esquinas dos Jardins, geralmente nos sábados ensolarados. Fica lá, parado, com roupas meio ridículas, olhando para o nada. As pessoas passam, o veem, dão risada e seguem em frente.
Quando vi a figura pela primeira vez, era um Dardo, acho. Cheguei a vê-lo naquele carrinho pequeno esportivo da Chevrolet, o Tigra. Já foi tema de matérias em revistas e jornais, e acabou perdendo a graça. No fundo, ele não tem nada demais, é apenas um maluco exibicionista que não tem nada a dizer.
Pois os caras que representam a Mini no Brasil, imagino que seja isso, gravaram esse videozinho aí em cima, dica do Vitor Matsubara-san. Devem ter emprestado para o cabra um Mini amarelo para divulgar o carro. Desconfio que é um tiro no pé. Eu, se tivesse um Mini, não gostaria de vê-lo associado a um sujeito como esse.
SÃO PAULO(montados) – Recebo press-release informando que a cerveja Itaipava vai estampar sua marca nos carros da Brawn e nos capacetes de Button e Barrichello no GP do Brasil. A marca tem tido um grande envolvimento com automobilismo nos últimos tempos.
São raras essas incursões de empresas nacionais na F-1.
SÃO PAULO(coisa boa não acaba) – Pequeno comercial da SAAB encontrado meio ao acaso, depois de ver este outro aqui, enviado pelo Gilbran d’América Mineiro. O primeiro carrinho está lá, guardado, até hoje. Ter um SAAB é uma das coisas de que me orgulho na vida. Das poucas coisas.
Tudo bem, é um comercial, foi feito para vender celulares, mas… Certas coisas só mesmo em Londres (Trafalgar Square, “Hey Jude” por 13.500 pessoas, dica do Conrado Giuglietti).
SÃO PAULO (todas elas) – Espetacular comercial da TV Bravia, da Sony, gravado em Glasgow (Escócia) em 2006. A dica é da blogueira Marina Miyazaki. Claro que os mesmos que se manifestaram abaixo sobre a lei antifumo vão nos bombardear com questionamentos sobre os 70 mil de litros de tinta, os danos ao meio-ambiente, às joaninhas que passeavam pelo gramado, mas é assim mesmo. Neste link aqui tem um vídeo sobre a produção do anúncio. Aqui, um pouco mais.
SÃO PAULO(crie) - É uma peça publicitária, um viral, como queiram. Quem mandou foi o Gustavo Errante. A Olympus tirou mais 60 mil fotos, “revelou” 9.600 delas e usou 1.800 para fazer o filme que você vê acima, que segundo a empresa não tem nada de pós-produção. É uma colagem pura e simples. Um espetáculo de criatividade.
SÃO PAULO (tá valendo) - Esse aqui é repeteco, mas como o Eric Sertanvich está carente e solitário em meio a Mits que pegam fogo no meio do nada, repetimos. E se você ainda não viu, vale a pena ver. É um filmete muito bonito.
SÃO PAULO(está fácil) – Quem pergunta é o Dú Cardim, que encontrou este anúncio antigo (e fabuloso) da Pirelli. O carro é lindo. Provavelmente 1960, pelo parachoque. Talvez 1959. Com certeza não é 1958, porque naquele ano não saiu nenhum com capota branca. Ainda não era Belcar, mas apenas “Grande DKW-Vemag”.
Eu gostava mais do emblema da DKW alemã na frente, com as quatro argolas, do que do DKW-Vemag “manuscrito” que passou a ser usado em 1962. Mas são apenas detalhes.
SÃO PAULO(pai do céu…) - Coisa mais trash do mundo, esse comercial do Atari. Mas os caras tiveram de abrir o cofre para pagar os cachês… Quem mandou foi o ladamaníaco Ricardo Guerrero.
SÃO PAULO(crianças…) – Vamos abstrair todas as maldades da indústria mundial de medicamentos. Se existe um segmento de mercado que é cruel e perverso é esse. Porque tudo de bom que seus médicos e cientistas desenvolvem é estragado pela ganância do comando financeiro. Esqueçamos, pois, para apenas apreciar a bela propaganda da Pfizer, veiculada no Canadá. Quem me mandou foi o guru Celso Itiberê.
SÃO PAULO(gaste um tempinho) – São muitos os sites por aí com propagandas de automóveis, mas como a dica é de Dú Cardim, podem ter certeza de que passou pelo rigoroso crivo do rapaz. Cliquem aqui para ver anúncios de tudo, alguns muito bons. Escolhi um a esmo, só para ilustrar a nota.
SÃO PAULO (R?) – Às vezes acho que o automobilismo está em baixa, mesmo. Recebi agora há pouco release da Castrol informando que “o rosto” da marca até 2011 será… Cristiano Ronaldo! Putz, Castrol, para mim, é sinônimo de óleo dois tempos. De motor de competição. De fumacê. Mas que nada, em vez de um piloto de carros, ou mesmo de motos, os caras escolhem esse mala do Cristiano Ronaldo. Notem a alegria dele na foto.
A Castrol, aliás, será patrocinadora oficial das Copas do Mundo de 2010, na África do Sul, e 2014, no Brasil. “A garra de Ronaldo e sua determinação em ser o melhor se equiparam à paixão da Castrol em produzir os melhores óleos, com tecnologia de ponta desenvolvida ao longo de mais de 100 anos”, diz a peça produzida pela assessoria de imprensa. O mala do Manchester responde: “Admiro a Castrol porque a empresa tem o mesmo comprometimento com o sucesso e a vitória que eu tenho em campo”.
Putz, quanta cascata. Cristiano Ronaldo nem sabe para que serve o óleo num carro. Desafio o portuga a mencionar cinco marcas de lubrificantes, para ver se ele tem alguma razão de verdade para “admirar” a Castrol. Enquanto isso, desafio igualmente a blogaiada a encontrar alguma competição motorizada no mundo que a Castrol patrocine hoje em dia. Ou piloto, ou equipe. Deve haver, mas juro que não me lembro de nada assim, de prima.
Não, este post não é um libelo contra as estratégias de marketing de quem quer que seja — embora eu considere muitas delas equivocadas. É apenas a constatação de que coisas que correm, fazem barulho e poluem estão mesmo fora de moda. Até para empresas que vivem delas.
SÃO PAULO(ah, meu Twingo…) - Este vídeo foi mandado pelo Caio, o de Santos. É meio longo. Creio que a isso se chama, hoje, de publicidade viral. Porque TV alguma veicula um comercial de quase seis minutos. Cheio de tecnologia e efeitos especiais, com Alonso e Nelsinho como protagonistas. Não é muito para o meu gosto. Mas talvez mereça uma espiada.
SÃO PAULO(e precisa?) – Bacana o comercial do Passat de 1974, retirado da página de meu amigo André Passatowski. Notem que o velocímetro tem números “ímpares”. Me parece raro. Sei lá, sempre achei isso raro, nos Passat.
SÃO PAULO(será que vai funcionar?) – Nunca coloquei arquivos de áudio aqui. Mais uma sarna pra se coçar… Mas vamos tentar. O Rui Pastor me mandou dois comerciais de rádio da Shell, um na voz de Roberto Carlos, outro com os Mutantes. São do início dos anos 70, creio. Para escutá-los, acredito que é só clicar nas palavras abaixo. Para ouvir Roberto Carlos, tente em “roberto”. Para ouvir os Mutantes, quem sabe dá certo se você clicar em “mutantes”…
Deve ter um jeito mais fácil e bonitinho de fazer isso, mas vamos ver no que dá.
SÃO PAULO(bonitinho) – Não sei bem o ano do comercial, mas até que ele é simpático. Quem mandou foi o Eric Fuscovich, que está pensando em trocar seu Fusca 64 num Gol bolinha tunado no Cambuci.
SÃO PAULO(só que…) – Anúncio de 1969 da Renault enviado pelo meu amigo Rogério Gonçalves, dono de posto de gasolina em Dubai. Era uma tentativa de convencer o mercado americano de que seus carrinhos pequenos e econômicos eram melhores que as barcaças locais.
Como se sabe, a Renault nunca emplacou nos EUA. Mas não foi por falta de ousadia. Só que chamar todos os carros americanos de tranqueiras piores que cavalos foi um pouco demais, não?
Está com preguiça de ampliar e ler? Então lá vai, numa tradução livre:
UM CAVALO É MELHOR QUE A MAIORIA DOS CARROS 1970
“Nós não estamos brincando. A linha automotiva 1970 é uma afronta ao progresso. Os carros são muito caros para que se possa comprá-los. E muito caros para usá-los. É quase impossível estacionar, e dirigir pelo tráfego das cidades é algo que exige uma paciência de santo. É melhor escolher um cavalo. Que é seguro, barato, fácil de dirigir e come feno. Bonito, barato, feno. Nós, da Renault, somos uma das únicas montadoras que fazem um carro melhor que um cavalo. É o Renault 10. Como roda 35 milhas por galão, é barato para usar. E como tem suspensão independente e freios a disco, é seguro e fácil de parar. E como é compacto, é fácil de estacionar. E como custa apenas US$ 1.725, é fácil de comprar. E é mais confortável que um cavalo.”
SÃO PAULO(valeu a tentativa) – A propaganda “viral”, como se diz, é um pouco longa e não tem tanta graça assim, mas não deixa de ser interessante. É um comercial da Vodafone colocado no YouTube, no qual uns caras pilotam uma miniatura de McLaren com um celular. Depois, na pista, Hamilton faz o mesmo. É gozado ver o carro saindo dos boxes sem ninguém dentro. Enfim, vale pela curiosidade… Mas aquela do Hamilton com o Alonso, no começo de 2007, era bem mais divertida.
SÃO PAULO(tudo dá) - Tratando-se de uma empresa que faz ótimos ônibus e caminhões, até que é simpático o comercial para o carrinho da marca… Dica do Marco Próspero Ano Novo.
SÃO PAULO(deve ter custado caro…) – Mais uma enviada pelo Eric Audish. É o comercial que a filial alemã da Vemag colocou no intervalo do Superbowl, domingo. O ladrão (é um ator famoso, mas não conheço o bonitão) escapa de seus perseguidores numa Mercedes, nos anos 70, numa BMW, nos anos 80, a pé, nos anos 90 (é a parte mais engraçada), e, finalmente, encontra a fuga ideal. Não chega a ser brilhante, mas como é um DKW moderninho, fica o registro.
SÃO PAULO(gravar demora…) – Bom dia, macacada. Antes de mais nada, não, não morri. Passei o dia gravando uma matéria para o “Limite” da ESPN e só agora me recoloquei no mundo dos vivos. Bem, para começar, um bom comercial da Porsche. Ótimo, na verdade. Deixou com lágrimas nos olhos nossos blogueiros que amam esse Fusca luxuoso. Quem mandou foi Eric Porschic.
É jornalista, dublê de piloto e escritor. Atua em jornais, revistas, rádio, TV e internet. “Um multimídia de araque”, diz ele. No Twitter, @flaviogomes69.