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	<title>Flavio Gomes &#187; Pequim 2008</title>
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		<title>AO OURO</title>
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		<pubDate>Thu, 04 Sep 2008 19:12:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Flavio Gomes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
SÃO PAULO (não vai acabar nunca) &#8211; Suponho que durante o mês olímpico esse vídeo tenha circulado à farta pela internet, mas como eu ainda não tinha visto, e dei boas risadas, por que não dividi-las? Quem me mandou foi o canalha do Marcelo di Lallo. Para mim, o melhor é o cara do ciclismo. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/kjt8nDAc6t8&amp;hl=pt-br&amp;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/kjt8nDAc6t8&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344"></embed></object></p>
<p><strong>SÃO PAULO</strong> <em>(não vai acabar nunca)</em> &#8211; Suponho que durante o mês olímpico esse vídeo tenha circulado à farta pela internet, mas como eu ainda não tinha visto, e dei boas risadas, por que não dividi-las? Quem me mandou foi o canalha do Marcelo di Lallo. Para mim, o melhor é o cara do ciclismo. O do salto com vara leva um pódio.</p>
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		<title>ISSO PODE?</title>
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		<pubDate>Wed, 27 Aug 2008 11:37:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Flavio Gomes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pequim 2008]]></category>
		<category><![CDATA[luta]]></category>

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		<description><![CDATA[
PEQUIM (ui) &#8211; Eu não ia mais falar de Olimpíada, mas é que essa foto&#8230; Quem mandou foi meu guru Carlos Leonam, questionando a liberalidade dessa tal de luta livre. &#8220;Pode tudo, até isso?&#8221;, pergunta. Se alguém descobrir os nomes das moças, agradeço. E se alguém souber quem ganhou a luta, agradeço mais ainda. E [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://colunistas.ig.com.br/flaviogomes/files/2008/08/issopode.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-99841" src="http://colunistas.ig.com.br/flaviogomes/files/2008/08/issopode.jpg" alt="" width="499" height="281" /></a></p>
<p><strong>PEQUIM</strong><em> (ui)</em> &#8211; Eu não ia mais falar de Olimpíada, mas é que essa foto&#8230; Quem mandou foi meu guru Carlos Leonam, questionando a liberalidade dessa tal de luta livre. &#8220;Pode tudo, até isso?&#8221;, pergunta. Se alguém descobrir os nomes das moças, agradeço. E se alguém souber quem ganhou a luta, agradeço mais ainda. E se alguém adivinhar o que a de cima está falando para a que está embaixo, beleza pura!</p>
]]></content:encoded>
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		<title>MEU OURO</title>
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		<pubDate>Tue, 26 Aug 2008 12:25:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Flavio Gomes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pequim 2008]]></category>
		<category><![CDATA[iG]]></category>
		<category><![CDATA[pólo aquático]]></category>

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		<description><![CDATA[ 
PEQUIM (fiquei em último) &#8211; Eu, Fábio Sormani, Maurício Teixeira e Nara Alves, o quarteto do iG em Pequim (que neste exato momento é um time de um só, porque o trio já se foi), fizemos um quadro de medalhas particular, escolhendo as &#8220;conquistas&#8221; de cada um nas diversas arenas em que acompanhamos as [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object width="425" height="350"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/AWAJzdztCBM"></param> <embed src="http://www.youtube.com/v/AWAJzdztCBM" type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="350"></embed></object></p>
<p><strong>PEQUIM</strong> <em>(fiquei em último)</em> &#8211; Eu, Fábio Sormani, Maurício Teixeira e Nara Alves, o quarteto do iG em Pequim (que neste exato momento é um time de um só, porque o trio já se foi), fizemos um quadro de medalhas particular, escolhendo as &#8220;conquistas&#8221; de cada um nas diversas arenas em que acompanhamos as competições. Assim, por exemplo, Sormani foi à final do vôlei feminino e contou um ouro para ele. A Nara assistiu a todos os recordes do Phelps e, sem grande cerimônia, apoderou-se dos oito ouros do americano. Maurício fez uma salada geral, contabilizando as medalhas do Usain Bolt, da Maurren Maggi e da Elena Isinbaeva. Os três também se apropriaram de algumas pratas e bronzes no judô, basquete, vôlei de praia e ginástica. A Nara apelou até para o arco e flecha.</p>
<p>Meu desempenho foi horroroso, porque acabei escolhendo os esportes errados para eleger meus favoritos. Terminei os Jogos com uma prata, da seleção feminina de futebol do Brasil, e um ouro da Hungria na final do pólo aquático masculino (mas pelo menos fiz um vídeo da &#8220;minha&#8221; medalha!). Essa performance colocaria Gomeslândia em 46º no quadro de medalhas, ao lado de Bélgica, República Dominicana, Estônia e Portugal. Um vexame.</p>
<p>Vou aguardar a chegada do trio a SP para que eles me mandem as listas completas de suas medalhas. Aí vamos ver quem foi o campeão, ou a campeã, nesta competição desigual entre minha pequena nação socialista e as potências Sormaniland, com conexões americanas, Teixeirópolis, com fortes ligações no interior do Paraná, e Narásia, uma estrela esportiva do Pacífico.</p>
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		<title>TODOS AQUI</title>
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		<pubDate>Tue, 26 Aug 2008 11:48:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Flavio Gomes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pequim 2008]]></category>
		<category><![CDATA[Turismo]]></category>
		<category><![CDATA[orelhões]]></category>
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		<description><![CDATA[PEQUIM (chove lá fora) &#8211; Enquanto meu avião não sai, e é só amanhã, vamos tentar colocar a vida bloguística em dia&#8230; Mas, antes, algo que eu eu queria mostrar aqui desde o dia em que cheguei a Pequim, mas acabei esquecendo. Os mais velhos se lembram que em São Paulo, antes de a Telefônica [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://colunistas.ig.com.br/flaviogomes/files/2008/08/telesp1.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-99611" src="http://colunistas.ig.com.br/flaviogomes/files/2008/08/telesp1.jpg" alt="" width="300" height="232" /></a><strong>PEQUIM</strong> <em>(chove lá fora)</em> &#8211; Enquanto meu avião não sai, e é só amanhã, vamos tentar colocar a vida bloguística em dia&#8230; Mas, antes, algo que eu eu queria mostrar aqui desde o dia em que cheguei a Pequim, mas acabei esquecendo. Os mais velhos se lembram que em São Paulo, antes de a Telefônica comprar a Telesp e pintar tudo de amarelo-camisa-reserva-do-Palmeiras, os orelhões de todo o Estado eram cor-de-laranja.</p>
<p>Pois eles sumiram do mapa, e fui encontrá-los lépidos e faceiros na capital chinesa, vejam só&#8230; A foto do original, abaixo, eu emprestei deste ótimo <a href="http://flickr.com/photos/60891832@N00/1357188689" target="_blank">blog fotográfico</a> de Alexandre Gabriely.</p>
<p><a href="http://colunistas.ig.com.br/flaviogomes/files/2008/08/telesp2.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-99621" src="http://colunistas.ig.com.br/flaviogomes/files/2008/08/telesp2.jpg" alt="" width="300" height="217" /></a>E notei que está tão difícil de achar fotos de orelhões antigos na internet quanto na ruas. Mas consta que alguns laranjões ainda resistem bravamente, principalmente em bairros de periferia.</p>
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		<title>FIM</title>
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		<pubDate>Sun, 24 Aug 2008 15:47:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Flavio Gomes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pequim 2008]]></category>
		<category><![CDATA[último post olímpico]]></category>

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		<description><![CDATA[
PEQUIM (hi, London) - A China termina seus Jogos como campeã absoluta nas medalhas de ouro, com 51, mas perdendo para os EUA no total: 110 x 100. Assim, a imprensa americana dirá que os EUA ganharam, e o resto do mundo dirá que a China ganhou.
O que não tem a menor importância.
Serão muitos os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><a href="http://colunistas.ig.com.br/flaviogomes/files/2008/08/encerr3.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-99591" src="http://colunistas.ig.com.br/flaviogomes/files/2008/08/encerr3.jpg" alt="" width="500" height="400" /></a></strong></p>
<p><strong>PEQUIM</strong> <em>(hi, London) </em>- A China termina seus Jogos como campeã absoluta nas medalhas de ouro, com 51, mas perdendo para os EUA no total: 110 x 100. Assim, a imprensa americana dirá que os EUA ganharam, e o resto do mundo dirá que a China ganhou.</p>
<p>O que não tem a menor importância.</p>
<p>Serão muitos os balanços baseados em números, todos muito interessantes, que vão pipocar na imprensa especializada nos próximos dias: o crescimento de um país, a queda de outro, a relação medalha/habitantes, ouros per capita, recordes, PIB, IDH, tudo. Digo que são interessantes porque o esporte, em muitos casos, é o espelho de uma nação. E, normalmente, os países mais desenvolvidos acabam à frente daqueles que ainda têm coisas para resolver.</p>
<p>Oh, grande novidade.</p>
<p>A novidade é que não é sempre assim. O Brasil, por exemplo, terminou os Jogos de Pequim à frente da Dinamarca, da Suíça, da Finlândia e da Bélgica. Não quer dizer que seja um país mais aprazível para se viver do que esses todos. E ficou atrás da Jamaica, do Quênia e da Etiópia. Sendo muito sincero, eu não trocaria as ruas esburacadas da minha querida e problemática São Paulo pelas ervas jamaicanas, pelos rinocerantes quenianos ou pelo famélico <em>landscape </em>etíope.</p>
<p>O resultado final de um país numa Olimpíada indica, na maior parte das vezes, como ele se preparou esportivamente, e qual o grau de prioridade com que distingue certas modalidades. Só isso. A Dinamarca e a Finlândia, por exemplo, estão cagando e andando para os 100 m rasos ou para o futebol. Mas vai ver o que eles fazem nos Jogos de Inverno com esquis e patins. É tudo uma questão de prioridade.</p>
<p>Dos 204 comitês olímpicos nacionais inscritos para os Jogos, 87 foram agraciados com ao menos uma medalhinha. 55 ganharam medalhas de ouro. Sete ficaram com apenas um bronzezinho, e acho que cada um desses sete merece uma lembrança: Afeganistão, Egito, Israel, Moldávia, Ilhas Maurício, Togo e Venezuela. No total, foram distribuídas 958 medalhas, 302 de ouro, 303 de prata e 353 de bronze.</p>
<p>O Brasil ficou em 23º no quadro de medalhas, com três de ouro, quatro de prata e oito de bronze. Pelo critério de total de medalhas, as 15 brasileiras colocam o país em 17º. Igualou-se o recorde particular de Atlanta/1996, também com 15. Mas não o desempenho de Atenas em ouros, cinco.</p>
<p>Isso tudo, de um ponto de vista muito pessoal, também não tem a menor importância. Alguém haverá de dizer, se já não disse, que o Brasil foi demais, nunca chegou a tantas finais, está na cara que está crescendo &#8220;a nível internacional&#8221; e tudo mais. Alguém haverá de dizer que foi uma merda completa, que a ginástica foi um fiasco, que o judô deveria ter trazido um ouro, que a natação foi um embuste, tirando o Cesar Cielo, que o futebol foi uma vergonha e todo mundo terá razão, tanto aquele que achou que foi demais, como aquele que achou uma bosta.</p>
<p>Eu não achei nem uma coisa, nem outra.</p>
<p>Achei que um mês de China iria me encher o saco, porque ando meio impaciente, ultimamente, com quase tudo. Achei que um mês de China seria um transtorno que colocaria minha vida de ponta-cabeça, porque no fundo ando me preocupando com muita coisa irrelevante, ultimamente. Achei que um mês de China, no fim das contas, para quem já fez tantas coisas na vida, seria apenas isso: um mês num país que não me diz nada de especial.</p>
<p>Mas não foi.</p>
<p>Cheguei há pouco mais de 20 dias, e quando tento me lembrar desse distante dia 1, parece que foi em outra vida. O primeiro contato com o apartamento, com minha nova cama, meu novo banheiro, a vista da janela, a gaveta dos talheres, o açucareiro improvisado, o prato da manteiga, a torradeira, o café solúvel, a textura da toalha, a visita ao supermercado, o cálculo dos preços, a nova portaria, o novo elevador, a mão das ruas, os cheiros das calçadas, os sons das buzinas, o encontro com os colegas da TV, a primeira visão do Parque Olímpico, a imersão nos estúdios, o lugar na sala de imprensa, o gosto da comida, a chegada do trio, o pub da primeira noite, o restaurante da segunda, os bares da terceira, e grava, e escreve, e entrevista, e telefona, e vai até ali, e volta para cá, e encontra um, e encontra outro, e tudo começa a ficar familiar, uma nova vida vai se construindo a cada minuto, a cada visão pela janela do táxi, a cada caminhada sob o sereno da madrugada pelas alamedas de Chaoyang.</p>
<p>Como se vê, é muito mais do que um evento, mas um mergulho mesmo numa nova vida, em que não há dois dias iguais, porque eles são pautados por aquilo que não é a sua vida normal, um dia é um jogo, no outro é um salto, e depois um mergulho, e uma cesta, e um saque, e uma decisão, e um choro, e uma explosão de alegria, estamos aqui para isso, afinal. E quando o dia termina, e esticamos o dia ao máximo, esperando que mais novidades nos sejam apresentadas pelo acaso, porque só as agendas esportivas já não nos bastam, o sono passa a ser quase um estorvo, porque aí queremos mais e mais, sugar os dias até o bagaço, como sobreviventes de uma catástrofe nuclear que sabem que em algumas horas estarão deformados e mortos, e por isso cada segundo, cada um deles, tem de ser muito especial.</p>
<p>Foi isso, a minha Olimpíada. Não me comovi com recordes, mas me comovi com a noite calada das ruas de Pequim e com a maciez da pele de algodão nos bancos dos táxis que começavam e terminavam meus dias admiravelmente novos. Não me comovi com medalhas, mas me comovi com passeios que imagino terem sido longos por um parque onde algumas pessoas ainda andam de mãos dadas. Não me comovi com vitórias, mas me comovi com a simplicidade de um gesto, de um olhar e de um sorriso oriental. Não me comovi com derrotas, mas me comovi com a redescoberta da cumplicidade entre amigos velhos e novos.</p>
<p>Me comovi com os longos silêncios e com o reencontro comigo mesmo, com algumas lágrimas e gargalhadas que não julgava mais ser capaz de.</p>
<p>Me comovi porque aconteceram tantas coisas que eu achava que não aconteceriam mais.</p>
<p>Olho para o lado agora e tenho a impressão de que só eu tenho essas idéias distorcidas de algo que, provavelmente, não passa do que é. Que estou ficando piegas e bobo, que deveria fazer o que todos ao meu lado fizeram nestes dias, trabalhar mais, furiosamente, ver tudo, estar em todos os lugares, vibrar, socar o ar. E por isso fico de novo com a sensação de que fiz muito menos do que todos, muito menos do que poderia, muito menos do que deveria.</p>
<p>Mesmo assim, quando voltar levando tal remorso na bagagem, sei que vou chegar e sentir um vazio no estômago. Talvez o mesmo vazio que esta cidade vai sentir amanhã, quando tantas vidas que vieram até aqui com dia marcado para ir embora começarem a partir.</p>
<p>E as minhas 20 e poucas vidas novas de 20 e poucos dias diferentes em Pequim irão aos poucos se transformar em lembranças que com o passar do tempo ficarão esfumaçadas, difíceis de enxergar e de compreender, o que é uma pena, porque eu queria lembrar de tudo para sempre.</p>
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		<title>E O VÔLEI PERDEU&#8230;</title>
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		<pubDate>Sun, 24 Aug 2008 12:43:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Flavio Gomes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pequim 2008]]></category>
		<category><![CDATA[vôlei]]></category>

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		<description><![CDATA[PEQUIM (cada segundo valeu) - Foi de manhã, já é de noite, mas o dia foi cheio e estranho, e até final do pólo aquático cobri, daí a demora. O vôlei masculino perdeu o ouro para os EUA, o que não foi propriamente uma surpresa. Desde a primeira derrota, para a Rússia, a blogaiada já [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>PEQUIM</strong><em> (cada segundo valeu) </em>- Foi de manhã, já é de noite, mas o dia foi cheio e estranho, e até final do pólo aquático cobri, daí a demora. O vôlei masculino perdeu o ouro para os EUA, o que não foi propriamente uma surpresa. Desde a <a href="http://colunistas.ig.com.br/flaviogomes/2008/08/14/o-que-mudou/" target="_blank">primeira derrota, para a Rússia</a>, a blogaiada já vinha falando dessa possibilidade.</p>
<p>Mas o vôlei brasileiro continua sendo forte como sempre, perder faz parte do jogo, os EUA foram muito bem e não sei nem por onde começar a avaliar técnica e taticamente uma partida de vôlei. Notei que os jogadores lutaram, e se não deu, não deu.</p>
<p>Talvez surjam algumas polêmicas sobre Bernardinho, Ricardinho, Bruninho e outros inhos, mas não diria que elas serão mais eloquentes do que as discussões sobre o meião do Roberto Carlos na Copa da Alemanha, por exemplo. O que a equipe percebeu é que não é imbatível, como não foi na Liga Mundial.</p>
<p>Uma curiosidade&#8230; Nesse post linkado acima, do dia 14, surgiu nosso querido Confúcio no blog. Mas hoje ele está meio down, sem vontade de falar nada. &#8220;Eles vão todos embora, não vai ter mais ninguém aqui amanhã para me ouvir, vou dizer o quê?&#8221;, queixou-se ao seu fiel discípulo Gah-Fang-Yotung, cabisbaixo. &#8220;Então eu posso falar alguma coisa?&#8221;, perguntou Gah-Fang-Yotung todo espevitado. E Confúcio, desanimado, respondeu: &#8220;Fica quieto, você só fala besteira&#8221;.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>TÉCNICO SUPERPODEROSO</title>
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		<pubDate>Sun, 24 Aug 2008 05:41:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Flavio Gomes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pequim 2008]]></category>
		<category><![CDATA[vôlei]]></category>

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		<description><![CDATA[PEQUIM (ainda rolando o outro&#8230;) &#8211; E se você ainda não leu, leia no trabalho do Fábio Sormani a entrevista de José Roberto Guimarães depois de conquistar seu segundo ouro olímpico no vôlei, agora com a seleção feminina. Em 1992, todos lembram, ele era o técnico do masculino em Barcelona.
Não sei como vai acabar a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><a href="http://colunistas.ig.com.br/flaviogomes/files/2008/08/910031.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-99561" src="http://colunistas.ig.com.br/flaviogomes/files/2008/08/910031.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a>PEQUIM</strong> <em>(ainda rolando o outro&#8230;)</em> &#8211; E se você ainda não leu, leia no trabalho do Fábio Sormani a entrevista de <a href="http://ultimosegundo.ig.com.br/olimpiada/modalidades/volei/2008/08/23/ze_roberto_entra_para_a_historia_e_mantem_a_serenidade_de_sempre_1593169.html" target="_blank">José Roberto Guimarães </a>depois de conquistar seu segundo ouro olímpico no vôlei, agora com a seleção feminina. Em 1992, todos lembram, ele era o técnico do masculino em Barcelona.</p>
<p>Não sei como vai acabar a final dos meninos (o jogo está muito duro), mas sei que o vôlei é o único esporte realmente bem-sucedido no Brasil nos últimos anos. Tem técnicos excepcionais, jogadores idem, um campeonato forte, apesar da exportação de talentos, renovação constante, patrocínios, dinheiro.</p>
<p>Tem tudo que precisa, enfim. É um negócio que deu certo, e que começou lá longe, nos anos 80, com aquela turma ótima de quadra e muito boa de mídia, Bernard, William, Xandó, Jornada nas Estrelas, Viagem ao Fundo do Mar, jogo no Maracanã, os clássicos entre Pìrelli e Atlântica Boavista&#8230;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>MENINO SUPERPODEROSO</title>
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		<pubDate>Sun, 24 Aug 2008 05:12:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Flavio Gomes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pequim 2008]]></category>
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		<description><![CDATA[PEQUIM (que acorda cedo) &#8211; E se as meninas brasileiras merecem todos os aplausos, o mesmo vale para o australiano Matthew Mircham, ouro nos saltos ornamentais, que não tem o menor problema em assumir sua condição de homossexual. É mais um que entra na categoria &#8220;o cara&#8221; dessa Olimpíada.
Que está chegando ao fim. Foi estranho olhar para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://colunistas.ig.com.br/flaviogomes/files/2008/08/austsaltos.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-99541" src="http://colunistas.ig.com.br/flaviogomes/files/2008/08/austsaltos.jpg" alt="" width="214" height="300" /></a><strong>PEQUIM</strong> <em>(que acorda cedo)</em> &#8211; E se as meninas brasileiras merecem todos os aplausos, o mesmo vale para o australiano Matthew Mircham, ouro nos saltos ornamentais, que não tem o menor problema em assumir sua condição de homossexual. É mais um que entra na categoria &#8220;o <a href="http://ultimosegundo.ig.com.br/olimpiada/modalidades/saltos_ornamentais/2008/08/23/australiano_deslumbra_pequim_com_ouro_e_assume_que_e_gay_1594112.html" target="_blank">cara</a>&#8221; dessa Olimpíada.</p>
<p>Que está chegando ao fim. Foi estranho olhar para o céu de Pequim pela manhã e perceber que tudo acaba hoje.</p>
<p>Eu não queria.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>MENINAS SUPERPODEROSAS</title>
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		<pubDate>Sat, 23 Aug 2008 15:46:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Flavio Gomes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pequim 2008]]></category>
		<category><![CDATA[mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[taekwondo]]></category>
		<category><![CDATA[vôlei]]></category>

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		<description><![CDATA[PEQUIM (dá-lhe!) &#8211; As duas medalhas conquistadas hoje, por Natália Falavigna e pelo vôlei feminino, bronze e ouro, fazem de Pequim/2008 a melhor Olimpíada das meninas brasileiras em todos os tempos. Elas são responsáveis por seis das oito ganhas pelo Brasil até o penúltimo dia dos Jogos.
Um pouquinho de estatísticas, antes de fazer odes a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://colunistas.ig.com.br/flaviogomes/files/2008/08/superpoderosas.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-99521" src="http://colunistas.ig.com.br/flaviogomes/files/2008/08/superpoderosas.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a><strong>PEQUIM</strong><em> (dá-lhe!)</em> &#8211; As duas medalhas conquistadas hoje, por Natália Falavigna e pelo vôlei feminino, bronze e ouro, fazem de Pequim/2008 a melhor Olimpíada das meninas brasileiras em todos os tempos. Elas são responsáveis por seis das oito ganhas pelo Brasil até o penúltimo dia dos Jogos.</p>
<p>Um pouquinho de estatísticas, antes de fazer odes a estas moças, lindas moças, que tudo merecem de bom. A melhor Olimpíada feminina para o Brasil tinha sido a de Atlanta, em 1996: um ouro (vôlei de praia), duas pratas (vôlei de praia e basquete) e um bronze (vôlei). Até hoje, aqui, eram um ouro (Maurren Maggi no salto em distância), uma prata (das meninas do futebol) e dois bronzes (um no judô, de Ketleyn Quadros, e outro no iatismo, classe 470, de Fernanda Oliveira e Isabel Swan).</p>
<p>A estas quatro medalhas juntaram-se hoje as do taekwondo de Natália e a incrível conquista do vôlei, que fechou o torneio derrotando os EUA por 3 a 1 na final. As meninas dirigidas por José Roberto Guimarães perderam apenas um set durante todos os Jogos. Zé Roberto, figura discreta e tranquila, autor de façanha rara: bicampeão olímpico, com o time masculino em Barcelona/1992 e com as garotas agora. Palmas para ele.</p>
<p>E para todas elas. Até os Jogos de Atenas, as mulheres tinham conquistado apenas dez das 76 medalhas que foram parar em peitos brasileiros na história olímpica. A primeira demorou muito, só veio em 1996, e foram quatro no total daquela Olimpíada. Em 2000, Sydney, mais quatro. Na Grécia, duas.</p>
<p>Não é preciso dizer que as mulheres, como sempre, estão mostrando que são melhores que os homens. OK, a superioridade numérica ainda é masculina, mas é preciso colocá-la em perspectiva. O Brasil disputa os Jogos desde 1920, em Antuérpia. A primeira delegação a levar uma mulher, uma só, foi a de 1932, em Los Angeles. Até 1976, em Montreal, pode-se dizer que as participações femininas eram praticamente nulas. Houve Jogos em que apenas uma menina representou o Brasil, como em Melbourne (1956), Roma (1960) e Tóquio (1964).</p>
<p>Foi em Los Angeles/1984 que, pela primeira vez, as mocinhas passaram das duas dezenas entre os marmanjos brasileiros: 22. E aí o número foi crescendo: 35 em Seul/1988, 51 em Barcelona/1992, 66 em Atlanta/1996, 94 em Sydney/2000 e 122 em Atenas/2004. Aqui, 127.</p>
<p>Elas vão dominar o mundo.</p>
<p>Não vejo a hora.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>A NBA E O FUTEBOL</title>
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		<pubDate>Sat, 23 Aug 2008 12:09:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Flavio Gomes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pequim 2008]]></category>
		<category><![CDATA[Argentina]]></category>
		<category><![CDATA[basquete]]></category>
		<category><![CDATA[Futebol]]></category>

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		<description><![CDATA[PEQUIM (pena que acaba) &#8211; Terminou hoje no começo da tarde o torneio masculino de futebol e a Argentina, que nos &#8220;profissionais&#8221; não ganha nada faz tempo, conseguiu o bi olímpico com Messi &#38; cia., depois de muita discussão sobre a participação de jogadores com mais de 23 anos nos Jogos. Na repetição da final [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><a href="http://colunistas.ig.com.br/flaviogomes/files/2008/08/finalargnig.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-99491" src="http://colunistas.ig.com.br/flaviogomes/files/2008/08/finalargnig.jpg" alt="" width="300" height="221" /></a>PEQUIM</strong> <em>(pena que acaba)</em> &#8211; Terminou hoje no começo da tarde o torneio masculino de futebol e a Argentina, que nos &#8220;profissionais&#8221; não ganha nada faz tempo, conseguiu o bi olímpico com Messi &amp; cia., depois de muita discussão sobre a participação de jogadores com mais de 23 anos nos Jogos. Na repetição da final de 1996, os vizinhos do Rio Grande derrotaram a Nigéria por 1 a 0, gol de Di Maria. Há 12 anos, os africanos levaram o ouro com uma vitória por 3 a 2. Hoje, até que tentaram repetir a dose. Mas esbarraram numa equipe melhor.</p>
<p>O Brasil ficou com o bronze, ontem, ao passar fácil pela Bélgica, 3 a 0, em Xangai. Felizmente a CBF não permitiu que se repetisse o vexame de Atlanta/1996, quando a seleção não apareceu na premiação para receber suas medalhas, conquistadas um dia antes da final. Hoje, todos foram direitinho ao Ninho, e Ronaldinho Gaúcho, cada vez que aparecia no telão, era aplaudido animadamente pela chinesada toda.</p>
<p>E a polêmica do futebol em Olimpíadas vai se alastrar logo, logo para o basquete, depois que alguns jogadores que atuam na NBA se machucaram em Pequim, prejudicando as franquias americanas (é um horror chamar times e/ou clubes de &#8220;franquias&#8221;, mas é isso mesmo que são as equipes da NBA; no que diz respeito à sua posição na economia de mercado, o Detroit Pistons está muito mais para Burger King do que para, sei lá, Real Madrid).</p>
<p>Ontem, na semifinal do basquete masculino entre EUA e Argentina (101 x 81 para os americanos), um dos astros da NBA, o argentino Manu Ginobili machucou feio o tornozelo e pode ser que tenha de operar. Ele joga pelo San Antonio Spurs, que não se conforma com a contusão do rapaz. Assim como o Los Angeles Clippers lamenta a contusão do alemão Chris Kaman, o Milwaukee Bucks chora a lesão do australiano Andrew, o Chicago Bulls reclama do que aconteceu com o argentino Andre Noicioni&#8230;</p>
<p><a href="http://colunistas.ig.com.br/flaviogomes/files/2008/08/ginobili.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-99501" src="http://colunistas.ig.com.br/flaviogomes/files/2008/08/ginobili.jpg" alt="" width="227" height="300" /></a>A NBA considera que uma Olimpíada exige demais de seus pobres jogadores, o que não é verdade, porque numa temporada regular do campeonato americano os caras jogam 82 partidas por ano. Os times que vão aos playoffs sofrem mais ainda. É um massacre. Na Olimpíada, são oito jogos no máximo. Num período curto, é verdade, mas não acima da média do torneio dos EUA.</p>
<p>A FIBA, que vem a ser a Federação Internacional de Basquete, já vem sendo pressionada para, por sua vez, pressionar o COI a fazer com o basquete o mesmo que faz com o futebol: estabalecer uma idade máxima para os jogadores disputarem o torneio olímpico, talvez 23 anos, o que baixaria bem o nível técnico da competição, sem dúvida, e não colocaria em risco as estrelas da NBA.</p>
<p>No mundo, talvez apenas os EUA sejam capazes de formar uma seleção muito forte apenas com garotos de até 23 anos. É só catar a molecada nos campeonatos universitários. Os outros países dificilmente teriam condições de montar equipes boas o bastante para competir com os americanos. É discussão que virá à tona assim que terminarem os Jogos de Pequim. E não deve demorar muito para que se chegue a alguma conclusão. A NBA quer que já na Olimpíada de Londres, em 2012, seus jogadores sejam apenas espectadores.</p>
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