Empresa britânica “Crazy Coffins” faz caixões com qualquer formato, inclusive de carros. A notícia do G1, enviada pelo agente funerário Fernando Boarati, me leva à inevitável pergunta: qual seria o carro que você transformaria em caixão para partir desta para a melhor?
Qual troféu você preferiria ganhar numa corrida de F-1? Esse aí, que me parece do GP da Inglaterra de 1970 (ah, vocês sabem quem é o piloto…), ou aquele do Santander que parece um cocozinho?
SÃO PAULO(que, claro, não ofende) – Nelsinho Piquet avisou segunda-feira que estava de saída da Renault. A quinta está chegando ao final e a Renault não se manifestou sobre o assunto. No site da equipe, as últimas notícias são do GP da Hungria. Como se vê, o time não está lá muito preocupado com seus fãs. Na lista de pilotos, Nelsinho aparece, todo sorridente e faceiro.
A perguntinha: por que a Renault não fala nada? O fato de as fábricas terem fechado no dia 3 e só reabrirem no dia 16 quer dizer que as informações também param? Coisa esquisita, sô.
Alguém poderia me dizer por que deixaram uma cadeira na reta dos boxes durante a prova da Top Race V6 hoje em Interlagos? A foto foi tirada e enviada pelo blogueiro Claudio Paes Landim.
No dia 3 de maio de 2008, 50 mil voluntários limparam todo o lixo espalhado pela Estônia. Não sei se sou só eu o ignorante… Como é que isso não foi noticiado no mundo todo? Quem me mandou o vídeo foi o guru Celso Itiberê.
SÃO PAULO(tudo muito estranho) – Tinha um cara cantando em voz alta no metrô agora há pouco, enquanto eu esperava o trem na estação. Alguma coisa gospel, não sei. Por que a gente acha esquisito um cara cantando no metrô e não acha esquisito um garotinho de cinco anos vendendo bala no cruzamento de madrugada, ou alguém revirando a lata de lixo em frente do McDonald’s?
NATAL(putz) – Aluguei um carro. Raríssimas vezes aluguei carros no Brasil, mas por estas bandas um veículo é bastante útil. Fui buscá-lo alegremente agora à noite na locadora, uma dessas grandes, e achei bem caro. Nem seguro tem. Os caras usam uma tal de “taxa de proteção”. Aconteça o que acontecer com o indigitado, pago dois paus. Melhor do que pagar o carro todo. Paguei a taxa.
A reserva era para a categoria C, que vem a ser “econômico com ar-condicionado”. OK. A moça, muito simpática, Karla com K, me mostrou o que havia no pátio para escolher. Nada muito animador: um Gol, um Palio e um Corsa sedã. Todos 1.0. Optei pelo menos rodado. Karla com K me entregou a chave do Fiat.
Entrei no veículo. Ainda com cheiro de novo. Afinal, tinha apenas 7.137 km rodados. É bem pouco. Acabou de sair da loja. Na lateral está escrito “Celebration”. Atrás, “Fire”. Não sei que modelo é. “Fire Celebration”? Ou “Celebration Fire”? Nos primeiros 500 metros, tudo que consegui dizer a mim mesmo foi: como é que alguém compra uma porcaria dessas?
O automóvel, com o ar ligado, arfa para passar dos 60 km/h. A relação de marchas é lamentável. A direção já está desalinhada. O tampão de plástico do porta-malas range irritantemente. Os instrumentos são de uma pobreza franciscana. Os materiais de acabamento me dão uma saudade imensa de Elena, que perto dessa coisa parece o palácio de Buckingham, luxuosa e espaçosa que é. O vidro do pára-brisa distorce a visão nos cantos interiores. E o ruído que os pneus transferem do asfalto para o interior do carro é insuportável.
Nunca tinha guiado um Palio antes. É a maior bomba que já dirigi na vida. E olha que já guiei coisa ruim por esse mundão afora…
Devo ter rodado uns 15 km hoje. E ao estacionar o dito cujo no hotel, me veio à mente uma única questão: como é que vocês têm coragem de falar mal de Lada?
SÃO PAULO(e os outros?) – Seria o Puma AM1 o mais bonito esportivo brasileiro (tirando o Malzoni e o Puma DKW, claro, que são hors-concours)? A foto foi tirada em Gravatá (PE) neste fim de semana, e enviada pelo Antonio Prateado. Falando em Gravatá, recebi muitas fotos desse encontro e fiquei espantado com a qualidade dos carros e a raridade de muitos deles. Não tinha me dado conta de que Pernambuco está tão forte nos clássicos.
Alguém viu essa belezura numa novela da Globo que se chama “Ciranda de Pedra”? Se for a que eu estou pensando, de Minas, quase comprei essa mocinha uns quatro anos atrás…
É jornalista, dublê de piloto e escritor. Atua em jornais, revistas, rádio, TV e internet. “Um multimídia de araque”, diz ele. No Twitter, @flaviogomes69.