Arquivo da Categoria Gomes
26/10/2009 - 21:57
SÃO PAULO (pingos nos is) – Hoje passei na Cultura do Conjunto Nacional, um dos lugares mais bacanas de São Paulo, e como sou compulsivo comprei um monte de livros, entre eles o enorme “Ninguém faz sucesso sozinho – bastidores dos anos de ouro da TV Record e da Jovem Pan”, de Antonio Augusto Amaral de Carvalho, o Tuta. Tuta é o dono da Jovem Pan, figura por quem tenho enorme respeito profissional, um dos mais importantes homens de comunicação do Brasil. Como trabalhei oito anos na Pan, ótimos anos, é obra indispensável para mim.
O Everaldo Marques, meu colega de ESPN Brasil (e foi colega também na rádio e no Grande Prêmio, nos primórdios do site), tinha me dito que nós dois merecemos algumas linhas do livro, e fui lá procurar, curioso.
Reproduzo as quatro linhas a que tive direito (não acho que teria de ter mais; foram oito anos, só, numa emissora que tem décadas), apenas para reparar uma coisinha ou outra. Elas fazem parte do capítulo “Muitos times, uma só equipe”, e estão na página 233:
“Flavio Gomes era apresentador da Hora da Verdade e participou das narrações de corridas de Fórmula 1. Mas vivia dizendo que queria mesmo era fazer televisão. Terminou me convencendo. Cedi:
— Vai, Flavio, fazer televisão.
Ele foi. No lugar pus Everaldo Marques, que era plantonista de esporte e gostava de automobilismo.”
Gostaria que tivesse sido assim, juro. Esse tratamento paternal, que o Tuta realmente dispensa a alguns, nunca ocorreu, porém. Eu fui âncora da “Hora da Verdade”, um jornal diário de fim de tarde, de 1996 a 2001. Mas no fim fui sendo afastado, porque falava demais. Falava coisas que a Pan não gosta, como defender o direito de pessoas se manifestarem na avenida Paulista, ou criticar as administrações de prefeitos como Paulo Maluf e Celso Pitta, ou esculhambar com o embargo dos EUA a Cuba, ou me recusar a participar de uma inóspita campanha contra os impostos (que é quase uma campanha pró-sonegação), essas coisas.
Direito da rádio, claro. Colocou, pode tirar. Afinal, eu tinha sido contratado para fazer F-1, o resto era troco. E eu não participava das narrações, assim tão vagamente. Na verdade, eu era repórter e comentarista de F-1, e ajudava a viabilizar comercialmente a cobertura (por cinco anos, a Pan não precisou gastar um centavo com passagens, que eu conseguia graças à minha atividade na mídia impressa, também). Mas isso não importa. O que não entendi foi o papo da TV. Eu nunca disse ao Tuta, nem a ninguém, que “queria mesmo era fazer televisão”. Nunca quis fazer televisão. Sempre fui um cascateiro profissional de rádio e jornal. Nunca falei com o Tuta sobre fazer TV.
“Vai, Flavio, fazer televisão.” Seria legal ouvir isso do Tuta se eu realmente quisesse fazer televisão. Mas fui demitido por outra razão. Me chamaram às vésperas do 11 de setembro para propor uma redução de salário, porque eu estava “ganhando muito só para fazer F-1″. Ainda havia duas corridas programadas para aquele mês, Monza e Indianápolis, e eu disse que não aceitaria ganhar menos, claro, e que ficaria até o fim de setembro e depois iria embora. Fiz as duas provas e me despedi da Pan no GP dos EUA de 2001. De lá, não fui fazer televisão. Fui para a Bandeirantes fazer rádio. TV, só em 2005, na ESPN Brasil.
Talvez o Tuta pensasse isso, mesmo, talvez tenha fantasiado, talvez a memória tenha falhado. Mas também não importa, essas quatro linhas têm pouca relevância no livro e na história da rádio — não tenho a menor pretensão de me considerar um capítulo à parte na trajetória da Pan. Apenas queria dizer que não, não vivia dizendo que queria fazer televisão. Me acho péssimo na televisão.
E boa sorte à Pan. Deixei amigos lá, muitos. E tenho enorme respeito pela emissora.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Gomes, Imprensa
Tags: Jovem Pan, Tuta
04/09/2009 - 17:06
SÃO PAULO (e agora, macacada?) – Hehe. Acho que depois dessa, não preciso escrever mais nada hoje…
Meu irmão Julio, que trabalha na ESPN, foi buscar nos arquivos da gloriosa emissora a matéria do Dudu Monsanto no fim de 2005, quando a BAR promoveu a corrida de kart que eu ganhei em Aldeia da Serra, depois de deixar Jenson Button “impressionado”.
Ai, ai, como é difícil conviver com a glória…
O vídeo está neste link aqui. A primeira metade da matéria é sobre o futuro da BAR, que viraria Honda em 2006 e já tinha contratado Button, que àquela altura ainda brigava com a Williams para ficar onde estava. Depois começa a parte da corridinha. E vocês saberão, no fim, que por muito pouco o companheiro de Barrichello na Honda não fui eu!
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): ESPN Brasil, Gomes, Kart
Tags: Aldeia da Serra, Button, Forrest Gump
02/09/2009 - 12:37

SÃO PAULO (calma) – Zoaram muito comigo no post de ontem sobre minhas vitórias no kart. Pois graças ao comentário de um dos blogueiros honestos, corretos e impolutos deste pedaço, o Rafael Portugal, foi encontrada a notinha em que foram publicadas as fotos da prova na Aldeia promovida pela BAR que eu ganhei. O post falava de outra coisa, a corrida foi em 2005 e eu ainda não tinha blog.
Mas as fotos não deixam dúvidas!
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Gomes, Kart
Tags: Aldeia da Serra, BAR
01/09/2009 - 20:42
SÃO PAULO (mas os meus cabelos…) - Rubens Barrichello reuniu hoje jornalistas no kartódromo da Granja Viana para reeditar uma brincadeira que fizera pela primeira vez em 1993, no final de sua primeira temporada na F-1. Infelizmente não pude ir, porque estava escalado para um programa na TV. Foram mais de 20 pés-de-breque que disputaram duas baterias (o Rubinho só deu umas voltas; piloto de verdade, nessas coisas, é covardia) e no final o vencedor geral foi Betto D’Elboux, que já teve experiência em corridas de carro, também. Conhece do assunto.
Naquele de 1993 eu fui. A festa aconteceu no kartódromo de Interlagos, e encontrei uma foto. Eu tinha até rabo-de-cavalo! No meio da pista, com o boné enorme da Arisco, está o Rubinho — na época era Rubinho, agora cresceu demais.
Não me lembro bem da minha atuação, o que significa que deve ter sido um desastre. Acho que rodei na minha bateria, ou me bateram, e acabei não indo para a final. O que me deixou naturalmente pistola da vida.
Mas nem tudo foram espinhos nessa minha curta carreira de corridas promovidas por ou disputadas com pilotos de F-1. Uma vez, na Inglaterra, convidamos Barrichello e Christian Fittipaldi para um indoor. Combinamos que o grid seria invertido, senão não ia ter graça nenhuma. Larguei em antepenúltimo, na frente apenas dos dois. Mas na primeira volta me deram uma chapoletada (está under investigation até hoje) e me ferrei. Anos depois, Pedro Paulo Diniz levou a putaiada para a Granja com a turma da Arrows e eu cheguei em segundo ou terceiro, não lembro bem.
Finalmente em 2005, a BAR fez um evento com o Button e o Bernoldi como instrutores, em Aldeia da Serra, e essa eu ganhei. Mas eles não correram. Juro que ganhei. Só não encontro a foto do pódio, mas uma hora eu acho. Se não me engano, já coloquei essa foto aqui. O macacão era uns três números maior que o meu, normalmente comprado na Petistil. Mesmo com o peso extra, mandei o sabugo. Eu já trabalhava na ESPN na época e mandamos repórter lá. Lembro que ele entrevistou o Button e perguntou se alguém na pista andava alguma coisa. E ele apontou pro meu kart e falou: “Aquele ali é impressionante”.
Tá gravado. Mas pode ser que tenham apagado a fita, essas coisas acontecem.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Gomes, Kart
Tags: Aldeia, Arrows, BAR, Barrichello, Bernoldi, Button, Christian Fittipaldi, Granja Viana
26/08/2009 - 23:29
SÃO PAULO (eu vi) – Bem, macacada, sem muito mais a escrever agora à noite (às vezes o cansaço bate), lembro apenas aos que não sabem, e àqueles que ainda não aderiram à nova ferramenta, que este que vos bloga também vos twitta. Isso mesmo, no Twitter, microblog de mensagens curtíssimas que complementa este blog, sou o famoso @flaviogomes69, para quem quiser, como se diz em “twittês”, me seguir. A página das minhas “twittadas” é essa aqui.
Nesta era de comunicações rápidas, tem sido bem divertido falar com a blogaiada — no caso, “twittaiada” — com outra linguagem e outro pique.
E até amanhã.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Blog, Gomes
Tags: Twitter
17/06/2009 - 22:14
SÃO PAULO (pra que serve, mesmo?) – Mais sarna pra me coçar… Bem, acabei de criar uma conta no Twitter. Se não me equivoco, em 140 toques eu preciso dizer, de vez em quando, alguma coisa. Onde estou, o que estou comendo, para onde vou. É isso? Aí, algumas pessoas doidas vão me “adicionar” e seguir meus passos. E eu vou seguir os passos de outras pessoas.
Acho que é isso. Querem me seguir? Sigam-me!
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Gomes
Tags: Twitter
16/12/2008 - 19:00
SÃO PAULO (my love) – Leandro Iamin é um jovem jornalista de SP que mantém um blog duca sobre tudo. Ele abriu uma série de entrevistas com jornalistas esportivos para que falem não daquilo com que trabalham, mas daquelas paixões misteriosas que o público em geral desconhece. O primeiro foi o Victor Birner, comentarista da rádio CBN, e o segundo fui eu. O entrevistador é bem melhor que o entrevistado. O resultado, de qualquer forma, está aqui.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Gomes
Tags: São Paulo
03/11/2008 - 19:09
SÃO PAULO (quero só ver) – Seguinte, macacada. A ACEESP, Associação dos Cronistas Esportivos do Estado de São Paulo, vai eleger até o dia 24 de novembro os melhores do jornalismo esportivo paulista. O Troféu ACEESP é o prêmio mais importante da área no Estado e terá uma novidade neste ano. Até hoje, os candidatos recebiam votos apenas dos sócios. Agora, qualquer pessoa vai poder escolher seus preferidos nas diversas categorias.
A votação vai ser feita pela internet. É só entrar no site da ACEESP e votar. Pô, tô a fim de ganhar esse negócio! O único Troféu ACEESP que ganhei foi em 2002, como “repórter de rádio revelação”. Cacilda, revelação aos 38 anos!
Bom, tem várias categorias, eu posso concorrer como apresentador de rádio, comentarista de TV, repórter de jornal, colunista melhor site (o Grande Prêmio, não o blog), um monte de coisas, já que faço muitas.
Vamos ver se vocês se mexem e garantem minha eleição, porque o jantar de fim de ano é bem legal, e quando se ganha o troféu tem até discurso para um monte de gente, e, se eu ganhar, prometo agradecer a blogaiada no discurso.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Blog, Gomes, Imprensa
Tags: ACEESP, eleição
17/07/2008 - 21:38
SÃO PAULO (e basta por hoje) – O relato que segue é a mais pura expressão da verdade. Preparava-me para o debate no aconchego de meu lar e como não gosto de chegar muito cedo a lugar algum, calculei, com razoável margem de segurança, que se saísse de casa às 14h estaria no iG às 14h30, meia hora antes, portanto, da abertura da contenda. Assim, por volta das 13h45, com alguma folga, fui em busca da indumentária necessária e encontrei meu terno risca-de-giz comprado não sei quando no calçadão de Nice depois de um GP em Mônaco, terno este que fica acondicionado no fundo do armário lateral junto com a camisa apropriada, adquirida no mesmo local, e a gravata cinza chumbo da grife italiana Carlo Colombo, grife que não sei se é boa, mas a gravata é, esta, por sua vez, comprada há alguns anos na Tie Rack de Heathrow quando eu esperava um BA para não sei onde e não tinha o que fazer, então comprei uma gravata.
Os quatro itens — camisa, calça, paletó e gravata — encontravam-se em bom estado de conservação e prontos para o uso, porque minha diligente governanta costuma guardar essas coisas com um plástico por cima. Faltavam apenas os sapatos, e como não achei a opção #1, um simpático pisante que adicionei à pequena coleção numa sapataria de Bolonha em frente ao cara que vende pizza em fatias, recorri à opção #2, o Clarks básico comprado em Northampton há muito tempo sob a garantia do meu amigo Cláudio Tognolli que os Clarks são os melhores sapatos do mundo, duram a vida inteira.
Coloquei o Clarks e deixei a gravata para depois e às 14h, pontualmente, estava no elevador para pegar o carro e seguir para o debate. O carro, autêntico exemplar da gloriosa indústria soviética, pegou de primeira, como sempre, e saí para a brilhante e luminosa tarde de inverno da capital, que tem tido lindas tardes luminosas e brilhantes ultimamente.
Decidi fazer um caminho alternativo contornando o quarteirão para cruzar a grande avenida em semáforo menos demorado, mas quando me aproximava da esquina, ao acionar o pedal da embreagem para engatar a terceira marcha, longa e muito adequada para o trânsito de São Paulo, talvez o esforço tenha sido excessivo. O Clarks rasgou do bico ao calcanhar. Sua costura não suportou o passar dos anos, o que desmente a tese de meu amigo Tognolli, ele não dura a vida inteira porra nenhuma, e exclamei, com muita propriedade: “Caralho, fodeu!”.
Em certas ocasiões, não há mais nada a dizer, como se sabe, e é preciso ser rápido nas decisões. Eram 14h05. Pode parecer história de sapateiro, mas a sola do Clarks descolou-se de seu corpanzil de couro preto exatamente diante de uma loja de sapatos, o que me pareceu um sinal de que tudo daria certo. E, incrivelmente, havia uma vaga bem diante da porta, o que me deu a certeza de que o problema inesperado seria resolvido com facilidade, apesar do tempo exíguo.
Estacionei e adentrei a loja dizendo apenas ao primeiro vendedor que tinha cinco minutos para comprar um sapato, não mais do que isso, e que ele me trouxesse qualquer coisa razoável, desde que fosse rápido. Uma força-tarefa se formou e o vendedor que parecia mais experiente compreendeu a urgência da situação, dirigiu-se a um outro, tentou organizar a bagunça e ordenou: vá lá em cima e traga todos os 43!
Eu calço 39, e naturalmente um 43 me parecia um erro claro de avaliação do vencedor experiente, por isso perguntei um tanto assustado se ele não poderia me trazer um 39, meu número, e aí veio a má notícia. A loja era, é, especializada em tamanhos grandes, a partir do 43. Temos até 54, me assegurou o vendedor experiente, orgulhoso, claro, da capacidade que seu comércio possui para atender até os pedidos mais irreais de jogadores de basquete e travestis, aliás, havia um muito grande na loja, travesti, não jogador de basquete, e isso há mais de 40 anos no mercado.
Caralho, agora fodeu mesmo, foi o que pensei, e tive de interromper aquela que seria uma interessante explicação sobre a história do fundador da loja, Sr. Eurico, e pedi para o outro vendedor, o menos experiente, que trouxesse qualquer coisa, do menor tamanho possível. O rapaz foi rápido, devo admitir, e voltou com meia-dúzia de caixas dos tamanhos 41 e 42 que sobraram de algum estoque, a maioria muito feia, mas vi um que me pareceu bom o bastante para aquela situação, nem ficou tão grande assim, afinal, tirei o Clarks, coloquei aquele mesmo, paguei com o cartão de crédito e consegui sair da sapataria às 14h17, tendo gasto, portanto, 12 minutos na operação, o que deve ser alguma espécie de recorde.
Quando já entrava no carro, o vendedor mais experiente ainda veio correndo lá de dentro, preocupado, perguntando “e a gravata?”, e eu tive tempo de responder que alguém me ajudaria a dar o nó, que não se preocupasse, e que mandasse um abraço ao Sr. Eurico, agradecendo por tudo.
Cheguei ao iG às 14h31 e o resto foi tudo bem.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Gomes
Tags: debate, iG
17/07/2008 - 13:35
SÃO PAULO (camisa passada e tudo) – Bem, macacada, obviamente este blog hoje, até o início da noite, ficará órfão de pai e mãe. Estou indo para os estúdios do iG onde hoje, a partir das 15h, acontece o primeiro debate político gerado e transmitido por um portal de internet. Será entre os candidatos e candidatas à Prefeitura de São Paulo, a maior cidade do país. Sinto-me muito honrado por ter sido escolhido pela direção do iG como mediador da contenda. Um jornalista esportivo mediando debate político? Pois é. Uma mostra de que o iG é um portal moderno e despido de preconceitos. Quanto a mim, farei o melhor possível.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Brasil, Gomes
Tags: debate, iG, Política
11/07/2008 - 12:33
SÃO PAULO (ouça lá!) – Já contei aqui que a minha agência Warm Up fornece conteúdo para o B1, da Bridgestone, mas acho que esqueci de avisar que lá, além de um bloguezinho exclusivo de F-1, tem um podcast deste que vos fala depois de cada etapa do Mundial. Faço sempre um comentário rápido sobre a corrida, que pode ser baixado para seu computador, ou escutado no B1, mesmo. É uma alternativa à Rádio GP, que está hibernando porque o Grande Prêmio passará por profundas reformas até o final do ano, e nosso podcast coletivo voltará reformulado assim que concluirmos a parte mais complicada do site — que é tudo, menos o podcast…
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1, Gomes, Rádio GP
Tags: B1, Bridgestone, podcast
10/07/2008 - 22:21
SÃO PAULO (não se acanhe) – Todo mundo já sabe que no próximo dia 17 a figurinha aqui vai mediar o primeiro debate entre os candidatos e candidatas à Prefeitura de São Paulo, no iG. Uma das novidades do debate é permitir que os internautas mandem perguntas em vídeo para eles e elas. Quer mandar? É bico. Clique aqui.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Brasil, Gomes
Tags: debate, iG, Política
08/07/2008 - 15:30
SÃO PAULO (claro que vou) – No próximo dia 17 de julho, o iG promove o primeiro debate entre os candidatos e candidatas à Prefeitura de São Paulo. Será num formato inédito, aberto a todos os sites e portais do país, com a participação direta dos internautas.
Ontem a Mariana Castro, gerente de Jornalismo do iG, telefonou para me convidar para ser o mediador da contenda. Eu achei que era engano e quase desliguei na cara dela. Mas depois, pensando bem, gostei muito da idéia e me senti honrado com a escolha. Os candidatos, provavelmente, vão estranhar, porque suponho que a maioria deles, tirando a Soninha, nunca me viu mais gordo.
E por que eu?, devem estar se perguntando os atônitos internautas. Deve ser por causa do meu jeitinho…
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Gomes, Imprensa
Tags: debate, iG, Política
28/05/2006 - 19:19
SÃO PAULO (pão Pullmann, sem casca) – Já ia esquecendo da série “Pequenos brinquedos”, interrompida alguns dias atrás com a Variant.
Bem, este blog começou sua trajetória defendendo as Kombis, e é lógico que tenho a minha. Foi restaurada pelo Osmani, que também fez minha Lambretta. Um trabalho primoroso.
Já está com placa preta, a foto é antiga. Esse detalhe do farol amarelo, um acessório inglês, é a cerejinha do bolo. Às vezes encho ela de amigos e vamos beber em agum boteco de SP.
Isso é vida, é o que penso sempre que estou na Kombi.



Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Gomes, Kombi & cia.
Tags: coleção
22/05/2006 - 16:40
SÃO PAULO (e o “JT”, no dia, manchetou: “É isso!”) – Blogueiros atentos não perdem um lance, e um deles, pedindo anonimato, me mandou essa foto do grid, semana retrasada em Interlagos.
Aí um maldoso colega falou: já vi coisa parecida.
Pois é…

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): #96, Superclassic, farnéis, Gomes
Tags: Jânio Quadros
26/04/2006 - 15:10
SÃO PAULO (Verde Caruá, esse é o nome da cor) – Agora, a cereja do bolo vemagueiro. Esse aí é 1958. Foi o primeiro carro feito pela Vemag, que até 57 só fazia a peruinha. E foi o primeiro a chegar à cidade de Caxias do Sul. Encontrei no ano passado. Estava pintado de azul, faltava a grade (comprei na Alemanha) e o resto estava ok. Fiz algumas coisas de mecânica, mas nada excepcional.
O que é excepcional é a originalidade: painel em alemão (naquele ano, o carro vinha desmontado, praticamente), número do motor batendo com o da placa de identificação, interior em mármore original, rádio, relógio que funciona…
Desmontei, mandei pintar, cromar todos os frisos, pintar as rodas. Achei a cor original sob o rádio, no painel. As calotas, encontrei nos EUA. Estão sendo duplicadas.
O motor é 900 cc e a primeira marcha é seca. É uma delícia de andar. E como eu sempre digo, quatro argolas são sempre quatro argolas…


Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): DKW & cia., Gomes
Tags: 1958, coleção
26/04/2006 - 15:02
SÃO PAULO (óleo, muito óleo) – Seguindo na série de meus pequenos brinquedinhos, essa quase amarelinha aí é minha Caiçara. Uma Vemaguet “popular”, 1962, que era vendida 40% abaixo do preço normal da perua e financiada pela Caixa.
Não tinha frisos, forração lateral atrás, cromados, furos no painel. Espartana que só ela, e porta de padeiro atrás. Encontrei em Curitiba em 2002. Fui lá ver, estava meio desmilinguindo. Antes, duas amigas foram até a oficina do alemão que estava vendendo para tirar fotos.
Identifiquei a bichinha como Caiçara, e como só fizeram 1.173 dessas, fui lá buscar. Foram quase dois anos restaurando. É uma gracinha.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): DKW & cia., Gomes
Tags: Caiçara, coleção
17/04/2006 - 12:01
SÃO PAULO (não sei por que respondo…) – Tem um mala que se nomeia “joão” e cada dia entra com um e-mail diferente no blog (como se livrar dessas malas?) para perguntar, em todos os posts:
Gomes
Porque Vc nunca foi convidado para participar do LINHA DE CHEGADA do Reginaldo Leme? Vc não gosta dele e vice-versa?
É incrível a falta de discernimento das pessoas. O cara, primeiro, afirma que nunca fui convidado para o “Linha”. Já fui, e fui várias vezes ao programa.
O cara entra no meu blog, e pelo jeito não leu meu perfil. Para que entrar no blog de um cara que você não sabe quem é? Se lesse, veria que trabalho na ESPN Brasil.
Como trabalho na ESPN Brasil, me parece óbvio que não posso participar de nada na SporTV.
Aí o cara infere que eu não gosto do Reginaldo Leme e vice-versa. E Leme é colunista do Grande Prêmio há anos. E eu faço o anuário do Regi há anos.
Como tem mala no mundo.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Blog, Gomes, Imprensa
Tags: Linha de Chegada, TV
12/04/2006 - 22:03
SÃO PAULO (cheiona, essa lua) – Seguindo no garimpo de velhos “releases” da FIAk, a troca de e-mails entre os participantes do campeonato de kart dos jornalistas, mais uma pérola, de 2003. Não deixa de ser um registro histórico. Saddam ainda estava no buraco, na época… A montagem da foto é tosca demais!
AFP-14APR2003 – FIAk quer mudar regras para acabar com tédio
O resultado da segunda etapa do Campeonato da FIAk fez com que os dirigentes da entidade marcassem uma reunião visando a mudança do regulamento para esta temporada. “Ninguém aguenta mais ver o mesmo piloto vencendo”, disse um dos diretores da organização, que pediu anonimato. “O que aconteceu na última corrida foi terrível. Gomes ganhou com um pé nas costas, sem disputa, sem esforço. Assim não dá. Ou mudamos as regras, ou tiramos esse piloto do campeonato.”
O dirigente referia-se à prova disputada no último dia 10 no kartódromo da Granja Viana. Flavio Gomes, atual campeão da FIAk (sub-júdice), fez a pole, a melhor volta e ganhou de ponta a ponta. O segundo colocado, Rodrigo França, chegou mais de 26s atrás.
A FIAk estuda fazer grid invertidos, ou acrescentar lastro no carro de Gomes. Ou, ainda, marcar etapas para datas em que o campeão estiver fora do país. “Já esperava isso”, declarou Gomes por telefone de Bagdá, onde passou o fim de semana, segundo ele, “descansando das tensões do dia-a-dia”. O piloto disse que a vitória foi mesmo muito fácil e que apóia qualquer iniciativa da FIAk para melhorar as corridas. “É perigoso disputar uma prova assim. Cheguei a dormir três vezes no retão. O pior é que numa delas acho que ultrapassei alguém. Me parecia aquele rapaz da televisão”, falou, referindo-se provavelmente a Pedro Basan, da TV Globo, que teve uma atuação, segundo os analistas, “risível”.
Gomes se disse espantado com duas ausências, segundo ele, “lamentáveis”: as de Dênis de Almeida e Geraldo Simões. “Correr sem aquela bichona cheia de laquê e sem aquele velhaco metido a moleque não tem a menor graça. Soube que o costureiro Dener disse que tinha uma festa de criança para ir. De quem? Do filho do namorado dele? E o velhinho? Onde anda o técnico do Grêmio? Em Pelotas, de novo? A FIAk deveria obrigar os dois a correr em todas as provas.”
Outra ausência sentida por Gomes, que falou com exclusividade por um aparelho celular via satélite pertencente à Guarda Republicana, de quem foi convidado para passar o fim de semana em Bagdá, foi a de Plínio Rocha. “O anãozinho não foi, embora eu só tenha notado depois da corrida. Achei que era ele num kart que parecia sem piloto encostado nos boxes, mas não tinha ninguém, mesmo.”
Com o resultado da segunda etapa, Gomes disparou na liderança com 14 pontos. O segundo colocado, Rodrigo França, está bem distante, com 13. “Agora ninguém alcança ele mais”, disse França logo depois da prova. Fabrício Lima aparece em terceiro com 11 e Dênis de Almeida é o quarto, com 10. “A briga pelo vice, pelo menos, vai ser boa”, concluiu Gomes, que encerrou abruptamente a entrevista alegando que tinha um jantar com Saddam Hussein.

Saddam diverte-se com Gomes: “Aqui o Bush não me acha. Precisa de credencial”, disse o presidente iraquiano
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Gomes, Imprensa, Kart
Tags: FIAk
12/04/2006 - 21:13
SÃO PAULO (por onde ela já andou?) – Pediram, aí vai. Não gosto muito de ficar exibindo minhas pecinhas, mas a moto vale. É essa aí embaixo, uma DKW Sport 250 cc, 1936. Tem uma história engraçada. Essa moto eu achei em Umuarama (PR), e como escrevia para um jornal de lá, pedi a um amigo para dar uma olhada.
Tudo visto, mandei a grana, e a moto veio. Mas como ela não tem documentos (não precisam patrulhar, com essa eu não ando, cheguei a andar, mas o asfalto de SP se encarregaria de destruí-la), foi enviada numa caixa de madeira como “peça de rotativa de jornal”. Grande Diógenes!
Mandei entregar na casa de um amigo, porque comprei escondido da minha mulher. Levei para a garagem do apartamento e pedi para os caras da portaria não me entregarem. Ia ficar escondida por uns meses, até eu inventar uma rifa, ou coisa do gênero. Mas me deduraram no dia seguinte.
Tudo bem, ela gostou.
Em relação à foto, que é antiga, duas mudanças: arrumei as ponteiras dos escapamentos originais na Alemanha e consegui um carburador Delorto também original que encontrei numa loja impressionante no centro de SP.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): DKW & cia., Gomes, Motoland
Tags: coleção, DKW
12/04/2006 - 16:06
SÃO PAULO (te cuida, Bernie) – Vocês devem estar achando que nosso campeonato de jornalistas é uma pataquada, mas está longe disso. Temos até uma empresa contratada, desde 2002, para fazer as estatísticas de todas as temporadas. Como a empresa não dá nota e usa computador contrabandeado, vou declinar o nome. Mas segue o histórico da FIAk até hoje. Em instantes, mais releases dos retardados dos pilotos.
GPs (32)
Rodrigo França 31
Tiago Mendonça 29
Flavio Gomes 27
Luiz Vicente 27
Fabricio Lima 23
Ricardo Lopes 20
Denis de Almeida 17
Victor Martins 11
Osvaldo Martins 10
Decio Ribeiro 9
Leonardo Murgel 9
Luiz Alberto Pandini 8
Alexandre Scaglia 8
Roberto Miranda 8
Guto Oliveira 8
Ico Oliveira 7
Carsten Horst 7
Geraldo Simões 6
Rafael Durante 6
Marcio Bruderhousen 6
Fabiane Rossi 5
João Vasconcelos 5
Rodrigo Favoretto 4
Rogério Artoni 4
Betto D’Elboux 3
Claudio Tigur 3
Fabio Seixas 3
Marcos Colnaghi 3
Miguel Costa Jr. 3
Carolina Wagner 2
Daniel Lofti 2
Dennis Ferreira 2
Fábia Renata 2
Fulvio Oriola 2
Luciano Simões 2
Marcelo Diniz 2
Marcelo Povreslo 2
Pedro Bassan 2
Plinio Rocha 2
Rodrigo Carneiro 2
Rogerio Elias 2
Rogério Rezeke 2
Sandro Varela 2
Tacio Martins 2
Thiago Bovo 2
Vinícius Nunes 2
Adriano Griecco 1
Alfredo Bockel 1
André Chaco 1
Bia Diniz 1
Eduardo Regal 1
Erick Castelheiro 1
Felipe Elias 1
Fernanda Gonçalves 1
Flavio Carvalho 1
Flavio Quick 1
Guilherme Bottura 1
João Alberto Otazú 1
Joaquim Moreira 1
José Carlos Chaves 1
Luca Bassani 1
Luis Fernando Meinick 1
Marcio Endo 1
Mario Mele 1
Nei Tessari 1
Ricardo Belussi 1
Rogério Gonçalves 1
Thalita Nadry 1
Thiago Brant 1
Felipe Motta 1
Thiago Arantes 1
VITÓRIAS
Rodrigo França 6
Ricardo Lopes 6
Flavio Gomes 5
Guto Oliveira 4
Denis de Almeida 3
Luiz Vicente 3
Decio Ribeiro 2
Alexandre Scaglia 1
Geraldo Simões 1
Fulvio Oriola 1
RECORDE DE VITÓRIAS CONSECUTIVAS
Flavio Gomes (2002) 2
Rodrigo França (2004) 2
Guto Oliveira (2004) 2
Ricardo Lopes (2005) 2
GPs DISPUTADOS ATÉ A PRIMEIRA VITÓRIA
Rodrigo França 1
Flavio Gomes 1
Geraldo Simões 1
Alexandre Scaglia 2
Guto Oliveira 2
Fulvio Oriola 2
Denis de Almeida 4
Luiz Vicente 8
Ricardo Lopes 8
Decio Ribeiro 8
POLES
Ricardo Lopes 7
Rodrigo França 7
Decio Ribeiro 4
Denis de Almeida 3
Guto Oliveira 3
Flavio Gomes 2
Alexandre Scaglia 1
Daniel Lofti 1
Fulvio Oriola 1
Leonardo Murgel 1
Tiago Mendonça 1
Luiz Vicente 1
GPs DISPUTADOS ATÉ A PRIMEIRA POLE
Rodrigo França 0
Leonardo Murgel 0
Alexandre Scaglia 1
Daniel Lofti 1
Flavio Gomes 1
Guto Oliveira 2
Fulvio Oriola 2
Ricardo Lopes 2
Denis de Almeida 4
Decio Ribeiro 5
Tiago Mendonça 9
Luiz Vicente 26
VITÓRIAS COM POLE
Rodrigo França 4
Ricardo Lopes 4
Decio Ribeiro 2
Denis de Almeida 2
Guto Oliveira 2
Alexandre Scaglia 1
Flavio Gomes 1
Fulvio Oriola 1
MELHORES VOLTAS
Flavio Gomes 6
Decio Ribeiro 5
Rodrigo França 5
Ricardo Lopes 4
Denis de Almeida 3
Luiz Vicente 3
Alexandre Scaglia 1
Betto D’elboux 1
Fabrício Lima 1
Fulvio Oriola 1
Guto Oliveira 1
Leonardo Murgel 1
HAT TRICK (pole, melhor volta e vitória)
Rodrigo França 3
Ricardo Lopes 3
Alexandre Scaglia 1
Decio Ribeiro 1
Denis de Almeida 1
Flavio Gomes 1
Guto Oliveira 1
Fulvio Oriola 1
PÓDIOS (considerando os três primeiros lugares)
Rodrigo França 17
Denis de Almeida 12
Ricardo Lopes 11
Fabrício Lima 9
Flavio Gomes 9
Luiz Vicente 8
Guto Oliveira 5
Leonardo Murgel 4
Geraldo Simões 3
Ico Oliveira 3
Carsten Horst 2
Luiz Alberto Pandini 2
Alexandre Scaglia 1
Betto D’elboux 1
Daniel Lofti 1
Decio Ribeiro 1
Eduardo Regal 1
Fulvio Oriola 1
João Alberto Otazú 1
Joaquim Moreira 1
Miguel Costa Jr. 1
Roberto Miranda 1
Tiago Mendonça 1
DOBRADINHAS
Rodrigo França – Fabrício Lima 5
Flavio Gomes – Denis de Almeida 4
Guto Oliveira – Luiz Vicente 2
Guto Oliveira – Ricardo Lopes 2
Ricardo Lopes – Rodrigo França 2
Alexandre Scaglia – Flavio Gomes 1
Geraldo Simões – Eduardo Regal 1
Denis de Almeida – Daniel Lofti 1
Flavio Gomes – Rodrigo França 1
Denis de Almeida – Geraldo Simões 1
Luiz Vicente – Miguel Costa Jr. 1
Luiz Vicente – Denis de Almeida 1
Luiz Vicente – Leonardo Murgel 1
Ricardo Lopes – Carsten Horst 1
Decio Ribeiro – Rodrigo França 1
Ricardo Lopes – Denis de Almeida 1
Rodrigo França – Leonardo Murgel 1
Decio Ribeiro – Geraldo Simões 1
Ricardo Lopes – Fabrício Lima 1
Ricardo Lopes – Luiz Vicente 1
Fulvio Oriola – Luiz Alberto Pandini 1
Flavio Gomes – Leonardo Murgel 1
PONTOS
Rodrigo França 170 (178)
Ricardo Lopes 129
Flavio Gomes 108 (114)
Denis de Almeida 101
Luiz Vicente 101
Fabrício Lima 94 (96)
Tiago Mendonça 51
Guto Oliveira 51
Geraldo Simões 38
Leonardo Murgel 34
Decio Ribeiro 33
Luiz Alberto Pandini 25
Ico Oliveira 21 (24)
Roberto Miranda 17
Carsten Horst 16
Miguel Costa Jr. 12
Fulvio Oriola 11
Beto D’Elboux 10
Alexandre Scaglia 9 (19)
João Vasconcelos 9
Daniel Lofti 8 (9)
Victor Martins 7
Eduardo Regal 6
Joaquim Moreira 6
Marcos Colnaghi 6
Rafael Durante 6
Adriano Griecco 5
Flavio Carvalho 5
João Alberto Otazú 4
Marcio Endo 4
Rogério Artoni 4
Marcio Bruderhousen 3
Vinicius Nunes 3
Fabiane Rossi 2
Fábio Seixas 2
Felipe Elias 2
Luciano Simões 2
Pedro Bassan 2
Plínio Rocha 2
Rogério Elias 2
Rogério Artoni 2
André Chaco 1
Guilherme Bottura 1
Thiago Brant 1
MENORES DIFERENÇAS
Granja Viana/04** (Luiz Vicente – Leonardo Murgel) 0s037
Jaguaré/06 (Ricardo Lopes – Rodrigo França) 0s200
Guarulhos/03 (Rodrigo França – Fabrício Lima) 0s220
Jaguaré/03 (Denis de Almeida – Daniel Lofti) 0s440
MAIORES DIFERENÇAS
Interlagos/03** (Luiz Vicente – Miguel Costa Jr.) 2 voltas
Granja Viana/02* (Rodrigo França – Fabrício Lima) 1 volta
Aldeia da Serra/02 (Rodrigo França – Fabrício Lima) 45s120
Aldeia da Serra/04 (Guto Oliveira – Ricardo Lopes) 30s764
TODOS OS CAMPEÕES
2002 Rodrigo França
2003 Denis de Almeida
2004 Guto Oliveira
2005 Ricardo Lopes
MÉDIA DE PONTOS DOS CAMPEÕES
Ricardo Lopes (2005) 7,42
Denis de Almeida (2003) 7,28
Guto Oliveira (2004) 6,71
Rodrigo França (2002) 5,40
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Gomes, Imprensa, Kart
Tags: FIAk
11/04/2006 - 17:50
SÃO PAULO (desenterrando e-mails) – O pessoal curtiu o release da última corrida da FIAK? Então preparem-se. Tenho dezenas guardados, desde 2002. Que provam que a Red Bull não inventou propriamente a roda nessa coisa de comunicados cheios de gracinhas.
As nossas, na verdade, são mais fuleiras. A troca de e-mails depois de cada corrida é de doer. Ninguém perdoa ninguém. Abaixo, uma sequência de dezembro de 2002. Nem lembro direito o que aconteceu. Cada um que tire suas conclusões!
San Paolo, Dec 4 (AFP) – Campeonato da FIAk tem novo líder
O piloto Flavio Gomes reassumiu a liderança do campeonato da FIAk ao vencer na noite de terça-feira a única prova de rua da temporada, no Jaguaré. Embora reclamando da pista e do que chamou de “localização ultrajante” do evento, Gomes terminou a prova em segundo, atrás apenas de um kart fora do regulamento, o que acabou lhe dando a vitória (como atesta a cronometragem oficial da corrida). O ex-líder da competição, conhecido como “Velhinha de Taubaté”, terminou em quinto, após a desclassificação do kart irregular. Assim, Gomes lidera o certame com quatro pontos de vantagem.
“Foi fácil”, declarou o piloto. “O cara de Taubaté tentou atropelar todo mundo na largada, mas seu comportamento sujo não durou muito tempo. Passei por ele com uma mão só. Aliás, passei todo mundo. A única coisa boa nessa corrida foram os comissários, que deram bandeira azul para todos que estavam à minha frente porque entendem de corridas e sabiam que eu acabaria passando de qualquer jeito.”
Com um manobra esdrúxula de bastidores, o piloto do Vale do Paraíba tentou impugnar o resultado, sabotando o sistema de cronometragem. Foi em vão. Ao final da etapa, os organizadores emitiram a papeleta com a classificação oficial. “Quero ver o que eles vão inventar agora. Para mim vale o que está no papel”, disse Gomes.
A corrida foi marcada, além da excepcional atuação de Gomes, pelos desempenhos risíveis de dois pilotos. Um deles, austríaco, terminou em penúltimo. “Esse tal de Ikoberg, ou algo assim, é fraco demais”, disse o vencedor. “Acho que a proximidade com o Ralf o efeminou. Ele é muito delicado na pista.” Uma repórter perguntou o que queria dizer “efeminar”, e o piloto explicou: “Enviadou, embichou. É isso.” O outro vexame da noite foi Fábio Seixas, último colocado, cuja melhor volta foi 4s pior que a melhor de Gomes. “Esse rapaz é uma piada. Tudo que posso dizer a ele é para rezar muito, porque o problema dele é espiritual”, disparou o líder do campeonato.
Mais um que mereceu comentários do virtual campeão foi o terceiro colocado. “Aquele que parecia o Danrlei? Eu só notei que ele estava correndo porque a camiseta era vermelha. O nível dos meus adversários é baixo demais. O que dizer do garoto da TV Globo? Veio correr de sapato e calça de preguinhas. Desse jeito é melhor disputar o campeonato venezuelano. Pelo menos lá tem mulheres peitudas”, falou Flavio, acrescentando que sentiu falta de alguns de seus mais tradicionais rivais. “O roliço Plínio, por exemplo, deveria ter vindo. Trouxe uma almofadinha para ele à toa. O rei do galinheiro, especialista em ovos, nem sei se existe. Nunca apareceu. E o costureiro também anda sumido, aquele tal de Dener.”
Gomes disse estar preparado para a enxurrada de recursos que devem entupir os tribunais da FIAk nas próximas horas, contestando o resultado. “É sempre assim, eles levam fumo e tentam ganhar no tapetão. Mas como estamos de posse do resultado oficial, não vou me preocupar com isso. É coisa para nossos advogados. Se eles quiserem reclamar, que vão ao Ratinho. É o fórum apropriado para rivais tão ridículos.”
O circuito de rua foi considerado “medíocre” pelo piloto da Vemag. “Era uma coisa tão suburbana que os frequentadores ficaram espantados até com a minha sapatilha”, falou. “Na próxima vez que tiver de correr lá vou levar meus seguranças.”

Agora, a réplica…
VERDADEIRO LÍDER AMEAÇA ABANDONAR FIAK
(Taubaté – SP) A quinta etapa que prometia ser a mais emocionante da temporada, com o inusitado grid de 12 pilotos, recorde no ano, acabou sendo uma tremenda confusão. Briga nas pistas, insultos fora delas e erros na cronometragem, enfim, teve de tudo no Principado do Jaguaré.
Em seu retiro espiritual numa fazenda do interior paulista, o líder do campeonato Rodrigo França contou com exclusividade para a França Press que vai abandonar a categoria caso seja considerado o apelo da equipe Vemag, de seu arqui rival Flávio Gomes. Eles querem tirar a real terceira colocação do piloto para uma mera sexta posição.
“Foi uma palhaçada completa. A folha de resultados é totalmente bêbada, basta ver que o senhor Gomes tem uma volta a mais que eu, sendo que eu cheguei a poucos segundos dele. Ele sabe que eu fui o terceiro colocado legítimo, tendo ultrapassado Icoberg Ramos e Fabrício Lima na última volta. Vou encaminhar um pedido de anulação dessa corrida junto ao organizador da FIAk”, afirmou um calmo França.
Consta nos bastidores que França tem um forte domínio junto aos organizadores da categoria, algo que ainda permanece sem maiores explicações, segundo apurou essa agência de notícias.
França ainda criticou Gomes. “Ele é despreparado. Fala uma coisa comigo depois da corrida, e solta para a imprensa um papel que não tem validade. Assim não dá. Tenho convites para correr em outras categorias, não preciso agüentar esse tipo de atitude de moleque. Fico no aguardo para que a FIAk tome as medidas necessárias”, conclui, negando as acusações de manipulador de resultados e até de nazista, como saiu em algumas agências de notícias oriundas de fontes duvidosas.
…e a tréplica…
Saint Paul, Dec 5 2002 (EFE) – “Ui, ui, ui”, foi o que disse o líder do campeonato da FIAk, Flavio Gomes, ao saber da ameaça do piloto Rodrigo França de abandonar o campeonato caso o resultado da última corrida disputada seja oficializado, o que deverá acontecer nas próximas horas. “A velhinha de Taubaté ficou nervosinha? Eu sempre disse que corrida é coisa pra homem. Ficam deixando essa bicharada correr, olha só o que dá”, falou o virtual campeão.
Ao saber que França está fazendo um “retiro espiritual”, Gomes não se conteve e disparou insinuações sobre as preferências sexuais de seu adversário. “Foi rezar? Meditar? Sei, sei. Clodovil fazia muito disso. Aliás, acho que ainda faz. Vai ver estão juntos…”
Os argumentos de França foram rechaçados um a um pelo vencedor da corrida. “Realmente ele chegou alguns segundos atrás de mim. Eu tinha acabado de colocar uma volta nele quando a corrida acabou. E eu sei como ele passou pelo austríaco e pelo Danrlei, batendo nos dois”, emendou, referindo-se ao piloto Luisberg Fernandoberg Ikoberg, nascido no Jaçanã e radicado em Viena, e ao piloto Fabrício Lima, que tem grandes semelhanças com o goleiro do Grêmio.
Os dois não foram igualmente poupados por Gomes. “Esse Ikoberg é tão austríaco quanto o porteiro do meu prédio. E já está falando com sotaque. Não consegue mais encontrar algumas palavras em português. É um caso raro de analfabeto em dois idiomas”, atacou. “O Danrlei até que anda melhor do que mostrou terça-feira. Acho que a proibição de uso de tiara por baixo do capacete deve ter atrapalhado um pouco.”
A possibilidade de a corrida ser anulada não assustou o piloto. “Acho que tem que anular mesmo. Corrida que tem alguém como o Fábio Seixas e o Pedro Embação correndo não pode ser chamada de corrida. Poderiam anular o campeonato todo. Eu não vou correr no Brasil mesmo no ano que vem, porque o nível é muito baixo.” Gomes finalizou comentando os convites de França para outras categorias. “Quais categorias? Luxo? Natureza morta? Ele vai concorrer com o Clóvis Bornay?”, questionou. “Seria um bom lugar para ele, desfile de fantasia em categorias que ele possa vencer.”
EFE5DEC02
Depois coloco mais…
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Gomes, Imprensa, Kart
Tags: FIAk
09/04/2006 - 15:56
SÃO PAULO (doce é o sabor) – Aviso ao distinto público que na noite de sexta-feira o glorioso CapaMUG criado pelo blogueiro Maurício de Souza e executado pelo outro blogueiro Thiago Amorim estreou nas pistas.
Foi na segunda etapa da FIAk, o campeonato de kart de jornalistas que existe desde 2002, se bem me lembro. A prova aconteceu na pista de Aldeia da Serra e teve o patrocínio da Cimed, esse laboratório que hoje patrocina a Action Power na Stock.
Foram 14 no grid, e informo ao distinto público que o CapaMUG me levou à primeira vitória no ano, e a primeira depois de quase três anos de jejum nesse campeonato! Melhor: larguei em último, porque tive de trocar de kart depois da classificação (meu pneu furou).
Acho que foi a melhor corrida que fiz, atuação que atribuo 100% ao MUG na cabeça. Larguei com um kart frio com o qual não tinha dado uma volta sequer. Sacamos o meu do grid e colocamos o outro, na última fila. Originalmente eu estava em sétimo ou oitavo.
Achei que não ia dar nada, mas deu. Quando vi que o pelotão da frente não desgarrou como costuma acontecer quando se larga lá atrás, achei que era o caso de tentar alguma coisa. Lá pela quinta ou sexta volta já estava em primeiro. Terminei com a melhor volta, também. Foi minha terceira vitória na Aldeia nas últimas quatro vezes que corri lá (as outras foram num evento da BAR-Honda, ano passado, e com o pessoal de carros antigos).
Quando recebi a bandeirada, a primeira coisa que pensei foi no CapaMUG, que para quem está atrás deve ser engraçado, com aqueles olhões vesgos mirando o piloto que te persegue. Dei vários tapas no capacete, feliz da vida. Três anos levando ferro dos amigos é dose, ainda mais depois de dois primeiros anos na FIAk como recordista de vitórias.
O resultado é que lidero o campeonato ao lado do Ricardo Lopes, atual campeão. Mas eu não participei da primeira etapa (o que não chega a ser um problema, porque são dois descartes por ano).
Assim que me mandarem as fotos da corrida, coloco aqui.
Grande CapaMUG!
SEGUNDA ETAPA DA FIAk, Aldeia da Serra, 7/4
1) Flavio Gomes, 27 v em 24min41s371 (melhor em 52s586)
2) Leonardo Murgel, a 0s991 (52s589)
3) Luis Vicente, a 12s565 (53s172)
4) Tiago Mendonça, a 16s323 (53s405)
5) Guto, a 20s880 (53s104)
6) Victor Martins, a 24s118 (53s799)
7) Luiz Alberto Pandini, a 30s677 (53s981)
Carsten, a 51s548 (55s120)
9) Rodrigo França, a 51s755 (54s687)
10) Ricardo Lopes, a 1 volta (53s070)
11) Felipe Motta, a 1 volta (55s196)
12) Rafael, a 1 volta (53s188)
13) Oswaldinho, a 2 voltas (56s590)
14) Tiago Arantes, abandono (55s862)
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Gomes, Imprensa, Kart
Tags: FIAk
07/04/2006 - 01:14
SÃO PAULO (hello darkness, my old friend) – Sete de abril. Recebo um e-mail sei lá de quem me informando que hoje é Dia do Jornalista.
Outro dia foi Dia do Repórter. Não sabia que tinha tantos dias dedicados a mim. Somando com o Dia dos Pais e meu aniversário, já são quatro por ano. Mais de 1%. Não mereço tanto.
Dia do jornalista. Pergunto-me: o que fiz nesses últimos 24 anos que me levem a acreditar que um dia inteiro deva ser dedicado ao que faço? O que construí, o que produzi, o que vou deixar?
Vivo da palavra. Que, na prática, é o bem mais importante e rico da espécie humana. Só não sou um chimpanzé porque sei falar e escrever. Poderia ter nascido uma minhoca, ou um colibri. Mas não, nasci Homo sapiens, aquele que sabe, que fala, escreve, traduz o mundo em linguagem.
Vivo da palavra, mas na prática nada sou, porque palavra vale pouco, é banal e vaga. É nosso maior bem, mas não se compara a um helicóptero ou a uma TV de plasma. Eis no que se transformou nossa espécie: aquela que despreza seu maior dom, sua dádiva, que hoje só serve para traduzir o que se tem, e o que se tem é o que conta. Como não tenho TV de plasma, nada sou.
Fui escolher viver da palavra. É uma escolha nobre. Mas faz de mim um nada. Mas nela seguirei. No princípio, era o Verbo.
Não vou escrever porra nenhuma hoje, queria mesmo é ser um colibri.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Gomes, Imprensa
Tags: Dia do Jornalista
28/03/2006 - 15:17
SÃO PAULO (enquanto o MUG não vem) – Sabadão tem estréia de capacete em Interlagos. Ontem fui buscar a obra-prima do blogueiro e amigo Felipe Montanheiro, segundo colocado no concurso de capacete que fiz aqui no blog outro dia. Ficou lindão, como dá para ver nas fotos abaixo.
Aliás, o Felipe está entrando nesse mercado de pinturas de capacetes e, como diria Christian Fittipaldi, “eu rrrricumendu”. O e-mail dele para contatos é felipe_montanheiro1982@yahoo.com.br.
O CapaMUG, enquanto isso, está em fase de acabamento no Rio. Vai para a outra corrida, junto com o motor novo…


Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): #96, Superclassic, farnéis, Gomes
Tags: capacete
22/03/2006 - 17:23
SÃO PAULO (alguém conhece um bom site de rádios antigos?) – Sou um cara que adora rádio. Ouço rádio o dia todo, tenho rádio no chuveiro e na pia do banheiro, trabalhei em rádio. Foram oito anos na Pan, mais quatro na Bandeirantes, fora os dois na Cultura e na Rádio USP.
Tenho recebido alguns e-mails sobre meu desaparecimento do ar, já que de 2002 a 2005 cobri F-1 para a Bandeirantes. Encaminho todas as perguntas à ombudsman da emissora, que atende pelo site da própria. Faço isso não como forma de pressão ou por achar que com um monte de gente escrevendo alguém vai se sensibilizar e me chamar de volta, e voltarei nos braços do povo.
Bobagem. Faço isso apenas porque como a Bandeirantes tem essa instituição, a ombudsman que todo veículo de comunicação deveria ter , creio ser ela a pessoa mais indicada pra dar aos ouvintes satisfações sobre o que a emissora coloca e tira do ar.
Do meu ponto de vista, lamentei a saída, porque adoro fazer rádio, gosto da Bandeirantes, deixei ótimos companheiros e me dou bem com todos eles, especialmente a dupla dinâmica com quem dividia as transmissões das corridas.
Minha saída não é das mais emocionantes, por isso não vou entrar em detalhes. Não tem nada a ver com os grandes casos da imprensa brasileira, principalmente porque não tenho peso algum para virar “case” midiático. Foi uma questão comercial, apenas, envolvendo também a empresa responsável pelas transmissões da F-1 na Bandeirantes.
Por isso, tenho pouco mais a dizer à minha meia-dúzia de ouvintes, exceto que pretendo voltar a fazer rádio, seja na Bandeirantes, seja em outra emissora, porque é um meio que curto demais. Aos saudosos de minha voz de taquara rachada, tenho feito participações no “Lance! no Ar”, um programa de rádio que o diário mantém em sua página na internet. Faço comentários em geral nas semanas de corrida.
Além do mais, vou ver semana que vem esse negócio de “podcast” aqui no blog para não deixar a latinha enferrujar. E enquanto isso continuo ouvindo tudo no meu Mitsubishi com capinha de couro igual a esse aí da foto, companheiro diário de fortunas e infortúnios, que comprei por 50 mangos numa feirinha de antiguidades e funciona muito bem com quatro pilhas pequenas.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Gomes
Tags: rádio
16/03/2006 - 11:13
Me disseram porém que eu viesse aqui
Pra pedir em romaria e prece
Paz nos desaventos
Como eu não sei rezar, só queria mostrar
Meu olhar, meu olhar, meu olhar
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Gomes
Tags: família
14/03/2006 - 17:40
SÃO PAULO (onde está o pai do Jack?) – Semana retrasada, acho, fiz uma comparação das mais pertinentes entre carros de F-1 e caipirinhas na minha coluna Warm Up. Aí muita gente, uns três ou quatro, pediu para que eu desse a receita da minha espetacular caipirinha, a única coisa que sei fazer bem na cozinha (faço outras duas que meus filhos adoram, mas acho que é porque sou o pai: bisnaguinha com manteiga na chapa e ovo frito todo arrebentado).
Bem, é claro que não há propriamente uma receita para caipirinha, e sim jeito de fazer. Vou tentar explicar.
Antes de mais nada, caipirinha é individual. A receita é para um copo, nada de fazer de jarra que dá errado. Ela deve ser feita nesses copos mais largos, tipo de uísque.
- Pegue um limão grande e corte-o em oito pedaços.
- Retire as rebarbas brancas mais grossas da casca, que deixam a bagaça amarga.
- Coloque os pedaços dentro do copo, ponha uma colher de chá de açúcar (adoçante, nem pensar!) e um golinho de pinga, bem pouco
- Amasse com aquele treco de madeira que não sei o nome até formar uma gororoba pastosa; esprema bem, mas não precisa assassinar o limão, porque se pega na casca fica amargo.
- Agora a parte mais importante: o gelo. Jamais use esses cubos de gelo furados no meio, que derretem fácil e a caipirinha fica aguada. Use cubos de gelo das fôrmas tradicionais. Se forem muito grandes, arrebente-os com o negócio de madeira.
- Sobre o gelo, coloque mais umas duas colheres de chá de açúcar.
- Agora coloque a pinga, devagar. O gelo funciona como uma serpentina, porque pinga geralmente é quente, ninguém guarda na geladeira. Um dos maiores erros dos caras que fazem caipirinha em restaurante é colocar a pinga antes do gelo. Isso é muito importante: pinga, só depois do gelo.
- Não precisa encher até a boca porque senão fica forte demais. Depois disso, pegue um copo igual, vire-o sobre o outro e dê uma chacoalhada para misturar. Se tiver uma coqueteleira, dá para fazer isso também, fica até melhor porque gela mais rápido. Nunca sirva sem essa chacoalhada. Mexer com colher ou palito não dá certo.
- Antes de servir, dê uma experimentada. Eu sempre experimento antes de servir para ver se ficou boa, ótima ou maravilhosa.
A propósito, os caras da Ferrari devem ter colocado a pinga depois do gelo, neste ano.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Gomes
Tags: caipirinha
16/02/2006 - 19:46
SÃO PAULO (eu podia ser um dragão de 7 cabeças) – Agora as menções honrosas, começando por Marcel Marchesi, que também mandou várias sugestões, mantendo o verde, prata e vermelho. Depois o Thiago Amorim, do Rio, que partiu para um modelo mais clássico com o vermelho em destaque). Lindo, também. Por fim, Kadu Nogueira, que reestilizou o logotipo da Vemag numa combinação bem interessante com o desenho antigo.
A todos, parabéns de novo! Thiago, a oferta da pintura está de pé? Vais pegar uma pedreira!



Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): #96, Superclassic, farnéis, Gomes
Tags: capacete, concurso
16/02/2006 - 14:21
SÃO PAULO (um planeta diário) – Hoje, dia 16, é Dia do Repórter. Eu não sabia, nunca sei direito essas datas, mas é um pouco meu dia, afinal.
É gozado lembrar por que me tornei este jornalista mambembe. Nenhuma vocação especial, nada de muito extraordinário. Tinha sete ou oito anos, morava no Rio, e minha mãe comprou um desses jogos de tabuleiro cujo nome não lembro, na linha Banco Imobiliário, Detetive, essas coisas.
A gente jogava os dados e os pininhos eram repórteres, que tinham de se deslocar até um incêndio, um crime, um acidente de automóvel. Quem cumprisse todas as “pautas” primeiro ganhava. Lembro que as imagens no tabuleiro me fascinavam, especialmente o sujeito com chapéu escrito “Press” e máquina fotográfica pendurada no pescoço. É isso que eu quero ser, pensava.
Gozado que nem sei se esse jogo de fato existiu ou é apenas fruto de algum delírio infantil, mas me vejo jogando com minha mãe no chão de tacos de nosso apartamento no Rio com muita clareza. Eu morava em Copacabana, rua General Barbosa Lima, não lembro o número, mas sei onde fica o prédio. Apartamento 201 (no Rio, os apartamentos são sempre numerados, ou eram, com três casas; aqui em SP, com duas, exceto do décimo para cima, evidentemente), a gente morava em cima do apartamento do Sérgio Cabral. Seu filho, o Serginho, virou político. Ele tinha uma irmã linda, e lembro também que o Serginho me espantava porque fumava escondido lá embaixo. E a gente não tinha nem dez anos. Eu colecionava maços e caixinhas de cigarros que encontrava na praia, muitos estrangeiros, e um dia cheguei a fumar um cigarro apagado escondido, só para sentir o cheiro do tabaco. Foi a maior transgressão que cometi até hoje.
Doces lembranças. Foi aquele jogo de tabuleiro que fez de mim um repórter. Um mau repórter, mas ainda assim um repórter. Dá para dizer que ao menos um sonho de criança realizei.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Gomes, Imprensa
Tags: Brinquedos, Copacabana, Rio
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