Arquivo da Categoria DKW & cia.
19/11/2009 - 17:31
SÃO PAULO (ruínas) – Só para não deixar passar em branco, hoje faz exatamente 53 anos que o primeiro carro brasileiro saiu de uma linha de montagem. Foi em 19 de novembro de 1956 que a Vemag colocou na rua o chassi 0001 (onde andará?) de sua perua DKW Universal, que ainda não se chamava Vemaguet. A fábrica ficava no Ipiranga. Hoje, a maior parte do terreno está ocupada por um shopping center medonho. Parte do prédio da administração está de pé, ao menos as paredes. Nunca ninguém se interessou por preservar nada daquele local — onde, na prática, nasceu a indústria automobilística brasileira.
Entrei em contato com o shopping anos atrás e a resposta foi zero. Pena. Mas fica a lembrança.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): DKW & cia.
Tags: Universal, Vemag, Vemaguet
19/11/2009 - 17:13
SÃO PAULO (acelera, Gomes) – Meu amigo Peter Kober acaba de enviar as primeiras fotos do Malzoni brasileiro já exposto no Audi Museum Mobile (o nome oficial do museu é esse). Atrás do carro, um imenso painel falando sobre o carro e a aventura da DKW no Brasil, via Vemag. “DKW na Audi?”, perguntará o incauto. Sim, a DKW é uma das marcas que deram origem ao que é hoje a Audi. Mas creio ser essa história mais do que conhecida.
Ficou lindão, na sua nova casa.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): DKW & cia.
Tags: Audi, Malzoni
18/11/2009 - 16:46
SÃO PAULO (no lugar certo) – Venho à vossa presença para informar, orgulhosamente, que o GT Malzoni brasileiro foi colocado hoje no museu da Audi em Ingolstadt, e lá ficará exposto até o dia 30, sozinho, num dos andares do prédio, para deleite dos visitantes — o piso destinado a exposições temporárias. Depois, será incorporado ao acervo histórico da marca para participar de eventos de clássicos por toda a Europa. Mais para a frente, quem sabe possamos organizar uma exposição só com DKWs brasileiros por lá, levando um Candango, um Fissore, um Belcar 1967, quem sabe até um Moldex.
A notícia está aqui. Para quem não sabe direito do que estou falando, basta ler este post aqui, da semana passada.
É tão bom quando as coisas dão certo… Amanhã meu amigo Peter vai mandar fotos.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): DKW & cia.
Tags: Audi, Malzoni
17/11/2009 - 21:37

SÃO PAULO (e o que tem de gente!) - Mais uma de Piracicaba, enviada pelos meus amigos vemagueiros. Não sei precisar o ano, e também não sei quem andava com o #15. Mas olha a curva!
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Automobilismo brasileiro, DKW & cia.
Tags: Piracicaba
16/11/2009 - 17:50
SÃO PAULO (pequena maravilha) – Mas que Mercedes, que nada! Alemão bom é esse aí embaixo. O Ricardo Forghieri mandou a foto para lembrar que há 50 anos o gaúcho Karl Iwers inscreveu seu DKW “risadinha” nas Mil Milhas e chegou em quarto lugar. Correu em dupla com o filho Henrique. Meio século, já. Linda, a pintura, com a grade vermelha e o patrocínio da Varig. Carrinho valente é esse.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Automobilismo brasileiro, DKW & cia.
Tags: Iwers, Mil Milhas
10/11/2009 - 11:52
SÃO PAULO (valeu a pena) – Foi em julho de 2007 que fiz um primeiro contato por e-mail com Peter Kober, assessor de imprensa da Audi Tradition. É o braço da Audi que cuida do acervo histórico da marca. Escrevi para oferecer a eles meu DKW de corrida, o saudoso #96, para o museu de Ingolstadt. Afinal, era o último DKW correndo regularmente no mundo e eu já tinha decidido encerrar sua carreira. Não queria nada, um tostão sequer, apenas mandar o carro para a Alemanha, onde ficaria muito bem guardado.
Peter respondeu e nasceu uma bela amizade, que se tornou maior ainda porque ele é casado com uma brasileira e adora futebol.
Meses antes, em Goodwood, a Audi levara um Type C para exibição e Emerson Fittipaldi, um dos convidados de honra do evento, foi ver o carro de perto e comentou com Peter que, nos anos 60, tinha pilotado um DKW no Brasil.
O #96 não interessou, mas a história do Emerson com um DKW, sim. E contei a ele exatamente o que foi isso, as Mil Milhas de 1966, que o Rato quase ganhou, correndo em dupla com Jan Balder, pilotando um Malzoni. “Malzoni?”, perguntou Peter. “O que é isso?”
Expliquei, e a cabeça fervilhante do meu amigo, fã de Sócrates e Éder, começou a trabalhar de maneira incontrolável, até que chegou à conclusão: queremos um Malzoni para o museu.
No fim daquele ano, Peter veio ao Brasil com Ralfie, o cara da Audi Tradition que caça carros das quatro argolas por todos os cantos do mundo. Queriam conhecer meus DKWs e saber como arrumar um Malzoni. No fim, decidiram levar também um Belcar 1967 e um Fissore, carros feitos pela Vemag que lá eles não tiveram, novidades absolutas para a turma de Ingolstadt.
Arrumei um Malzoni no Sul com outro grande amigo, mas ele precisava ser totalmente restaurado, iria levar algum tempo. Não quis vender nem meu 67, nem meu Fissore, que a Audi quis comprar. Essa etapa ficou para depois, já arrumei os carros, também, eu e Doctor Hélio Marques, e mantivemos essa história toda sob sigilo para não inflacionar valores e para não aparecerem espertalhões no meio do caminho — esse meio dos caros antigos tem alguns tubarões, como em todo lugar.
Nem eu, nem o Hélio levamos um centavo nisso tudo. Nossa recompensa foi poder participar do maior encontro de DKWs do mundo no ano passado em Zwickau, com um carro do museu para cada um passear — o meu foi um 3=6 amarelo conversível, o do Hélio foi uma Schnellaster vermelha recém-restaurada.
E, claro, a recompensa maior: deu tudo certo. Hoje o Peter me escreveu para avisar que dois anos e quatro meses depois do nosso primeiro contato, o Malzoni chegou à Alemanha. E, em breve, estará exposto no museu da Audi em Ingolstadt. É algo que me enche de alegria e orgulho. Primeiro, porque é a constatação de que dá para fazer as coisas sem pensar em dinheiro, sem passar por picaretas, sem olhar para o mundo como se tudo não passasse de um grande comércio de coisas e ideias. A gente queria, apenas, ver um Malzoni em Ingolstadt. E isso aconteceu. O segundo motivo desse orgulho e alegria é saber que o carro estará imortalizado na Alemanha, legítimo fruto da imaginação e do trabalho de Rino Malzoni, Anísio Campos e Jorge Lettry, pessoas tão caras a nós, que amamos a história da Vemag.
Essa foto valeu meu dia, é o resultado de uma paixão meio desembestada e inexplicável por um carro, uma marca, um cheiro.
Peter é o carequinha segurando a bandeira do Brasil. Danke, my friend. Como a gente diz aqui (espero que a Claudinha traduza), você é o cara.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): DKW & cia.
Tags: Audi, Ingolstadt, Malzoni
28/10/2009 - 13:05
SÃO PAULO (lembra?) – Falei que em Caxambu tinha recebido um presente supercarinhoso do Samuel e acabei não mostrando. Aí está o DKW de lata verde caruá (essa é a cor, exatamente a mesma do meu 1958, o nome de cor mais lindo do mundo), feito por um artesão que vou pedir ao Samuel para dizer aqui quem é, e indicar aos amigos.
É uma estilização,claro, e não uma miniatura fiel. Uma obra sem preocupação alguma com proporções ou detalhes técnicos. Adoro essas coisas.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Arte, DKW & cia.
Tags: Blue Cloud, verde caruá
25/10/2009 - 15:23
SÃO PAULO (sono monstro) – Voltei de madrugada de Caxambu depois de mais uma edição do Blue Cloud, o encontro de DKWs (e, agora, também Passats e Pumas) que a gente faz desde 2003. Foi a terceira edição na cidade (as demais aconteceram pertinho, em Pouso Alto) e, como acontece todos os anos, animada e divertida. Tivemos menos carros que no ano passado, mas todos que vieram estavam impecáveis e a turma se divertiu a valer. Reviu amigos, trocou informações, comprou peças, conheceu carros novos e diferentes. O tempo estava ótimo, o sol ajudou, foi tudo bem.
Como sempre, aplausos de pé para o Paulo Renato Arantes e o doutor Hélio Marques, organizadores anarquistas da bagunça, que contou também com excelentes palestras do Miguel Crispim e do Ari Rocha, além do glorioso André Passatowski, claro. E menções honrosas a Jason Vôngoli, Mestre Mahar e Zé Rodrix pela presença ilustre, e à caipirinha do Bar do Paulão.
A turma de Brasília veio em peso, já é tradição, assim como cariocas, paulistas, mineiros e paranaenses, e desculpem se esqueci alguém… Foi ótimo rever o Davi e o Kurt de Curitiba, o gaúcho-nordestino Róbson, conhecer a Pracinha do Raul Perillo e o Junior de Doc (na foto de Celso Santoro, os dois carros no passeio a Baependi) e todos os outros. Mas sentimos muita falta do querido Jorge Amador, que foi andar de dois tempos lá em cima com o Veloz HP & cia.
Ano que vem tem mais, mas provavelmente em outra cidade. Numa assembleia constituinte deliberativa comandada por Doctor Helius, ficou decidido que Caxambu vai passar a receber o Blue Cloud apenas em anos ímpares, e nos anos pares o encontro vai ser itinerante, para estimular a participação do pessoal de regiões mais distantes.
Meu carro foi e voltou muito bem. Nem engasgou.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): DKW & cia., Encontros
Tags: Blue Cloud, Caxambu
22/10/2009 - 18:52

Essa releitura do Candango do irmão do Décio, o Edu, é algo… E os outros Vemags, idem. Esse irmão do Décio é foda!
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): DKW & cia., One comment
Tags: Candango, irmão do Décio, Vemag
20/10/2009 - 15:58
SÃO PAULO (crime) – Eu não curto a Ivete Sangalo. Gostava quando ela liderava trio elétrico, era mais divertida e autêntica. Depois, virou celebrity demais, afetada demais, televisiva demais, embora as belas pernas nunca tenham mudado, o que é um consolo. Aliás, uma vez, numa mesa de restaurante, disse que achava a Ivete Sangalo meio ridícula e midiática demais e a mulher de um conhecido meu me olhou com cara de nojo. Talvez não tenha entendido o que é midiática. Mas não importa.
O caso é que soube hoje por um twitteiro/blogueiro/vemagueiro que há dois anos os irmãos da Ivete Sangalo compraram para ela um Belcar cinza 1964. Isso mesmo, um DKW, porque os pais tiveram um, algo assim. Até conheço o carro.
Passei a simpatizar imediatamente com Ivete Sangalo, que virou minha musa favorita.
Aí o cara me conta que ela não ficou com o carro, deu para um músico.
Como assim, ganha um DKW e dá para os outros?
Agora, odeio de verdade a Ivete Sangalo.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): DKW & cia.
Tags: Ivete Sangalo
12/10/2009 - 17:08
SÃO PAULO (a tempestade não veio) – O Ricardo Caruso me mandou essas fotos de um carro que aparentemente se chama Syrena. Lindo de morrer. Não sei a nacionalidade. Mas olhem dentro do cofre do motor: um dois tempos, três cilindros e etc. Motor de DKW. Alguém tem ideia do que seja? Fiquei intrigado com esse brinquedinho aí.


Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Antigos em geral, DKW & cia.
Tags: Syrena
10/10/2009 - 17:48
SÃO PAULO (eu quero a minha!) – André Passatowski me mandou a foto. É do fim de semana passado, numa balsa no Paraná. Trata-se de uma Schnellaster, a Kombi DKW. Eu achava que conhecia todas que estão no Brasil. Essa verdinha, porém, nunca tinha visto. Vamos atrás do dono! Não, não quero comprar. A minha eu só preciso trazer… Mais um girinho por aí, sabe como é. E não vai demorar.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): DKW & cia.
Tags: Schnellaster
15/09/2009 - 13:47
SÃO PAULO (ainda bem) - Que legal essa pequena história no blog do Maxicar. Gilson Fernandes tem essa Vemaguet desde zero, em 1963, e durante décadas usou o carro para vender livros didáticos. Um dia encostou a peruinha, mas agora resolveu colocá-la para andar de novo. O bichinho já rodou 1,3 milhão de km, com nove motores.
Caso de amor, não? Estamos esperando o Gilson no Blue Cloud, em Caxambu, de 22 a 25 de outubro!
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): DKW & cia.
Tags: Vemaguet
02/09/2009 - 17:12
SÃO PAULO (ótimo) – Lembram do Puma DKW roubado semana passada em Porto Alegre? Pois recebo a notícia de que foi encontrado praticamente intacto, apenas um pouco sujo. Os ladrões acabaram levando o estepe, uma roda leve-ligeira que não será tão difícil assim de repor. Parece que ligaram o motor com uma chave de cadeado que se encontrava dentro do carro. Alguns antigos têm esses problemas de segurança, mesmo, e a gente não se preocupa muito porque acha que ninguém será canalha e burro o bastante para levar um clássico que não terá mercado, não se vende em qualquer lugar, a não ser que seja encomendado.
A gente acha, também, que ladrões não sabem dirigir carros antigos, o que em geral é verdade. Tenho dó de qualquer meliante que se arrisque e levar meus Ladas, ou DKWs. É capaz de o cara chorar antes de engatar a primeira marcha, se descobrir onde fica o câmbio. Mas fica a lição. É preciso tomar cuidado. Não vivemos na Suíça.
Não tenho detalhes sobre a recuperação do Puminha, se estava longe, perto, se andou muito, ficou sem gasolina, estava escondido, a polícia achou, alguém viu. Espero que o pessoal de Porto Alegre nos conte aqui.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Antigos em geral, DKW & cia.
Tags: Porto Alegre, Puma DKW
01/09/2009 - 21:16
SÃO PAULO (sempre legal) – Bem macacada chegada nos antiguinhos, está tudo quase pronto para a sétima edição do Blue Cloud, o encontro de DKWs que fazemos desde 2003. Vai ser em Caxambu de novo neste ano, no Parque das Águas, com os convidados “não-2T”, o pessoal que tem Puma e Passat.
As informações podem ser obtidas aqui, no site do Paulo Renato Arantes.
A festa é maravilhosa, quatro dias de fumaça e alegria com DKWs por todos os lados. Vai de 22 a 25 de outubro.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): DKW & cia., Encontros
Tags: Blue Cloud, Caxambu
25/08/2009 - 15:53
SÃO PAULO (sempre é tempo) – Há algumas semanas entre os vemagueiros circulava a história sensacional do carro que os irmãos Rony e Bob Sharp “projetaram” num guardanapo de papel nos anos 60. Verbo entre aspas, sem ironia alguma, porque era mais um sonho dos manos do que propriamente um projeto.
Bob, conhecidíssimo da blogaiada, começava sua brilhante carreira na indústria automobilística (e nas pistas) e hoje é colunista dos mais reconhecidos do país, grande amigo e ídolo deste que vos escreve.
No fim, perdi as imagens originais dos primeiros esboços, que felizmente estão publicadas em alguns sites — e peço que a blogaiada indique os links nos comentários, se souber onde se encontram. Aí o designer Dan Palatnik pegou os desenhos e lhes deu vida e cor. A história toda está neste link aqui, indicado pelo Diego Ximenes.
O Metra GT, nome dado pelos manos Sharp ao carro, usaria mecânica DKW. São muito fortes as semelhanças com o primeiro Puma, que viria a usar a mesma mecânica, derivado de rua dos Malzoni de corrida da Vemag.
Linda história. E seria lindo o carro, se tivesse existido.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): DKW & cia.
Tags: Bob Sharp, DKW, Metra GT, Rony Sharp
12/08/2009 - 17:28
Uma revenda Vemag recebendo algumas Vemaguets estalando de novas. O ano? Eu chutaria 1964, pelas portas e grades dos carros. Onde? Vocês é que vão ter de adivinhar. Quem mandou a foto foi o Ivilmar Borba.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): DKW & cia., Foto do dia
Tags: Vemag, Vemaguet
11/08/2009 - 20:44
SÃO PAULO (o dia mal começou…) – Tão lindo e tão novinho, que só mesmo o cuidado do dono explica o fato de estar sendo levado por uma plataforma. Raríssimo 1964 primeira série, porta suicida, ainda. Azul com capota branca. Uma coisa. Por que será que tenho vontade de comprar todos os DKWs do mundo? São estranhas, as minhas obsessões…
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): DKW & cia., Legião urbana
Tags: Belcar
23/07/2009 - 14:16
SÃO PAULO (que não acabe) – O Shopping Eldorado requisitou a Maurício de Sousa a área onde hoje fica o Parque da Mônica, raro espaço para diversão da criançada em SP. Estou acompanhando a história pelo Twitter (sempre ele…) do autor, @mauriciodesousa. Quando meus meninos eram pequenos, menores, eu ia sempre lá. Num dos brinquedos, a Casa do LOUCO (que não é doido, ele se chama Licurgo Ourival Umbelino Cafiaspirino de Oliveira, e as iniciais é que formam o apelido…), tem uma Vemaguet azul pendurada.
Que já foi retratada em quadrinhos do Maurício. Com requintes de crueldade mecânica, diga-se. A folga do eletrodo é coisa que só a turma dos dois tempos sabe direito… Tomara que levem a Vemaguet para o local onde for erguido o novo parque, porque pelo que estou entendendo, a ideia é essa, fazer um novo.
Maurício gosta de DKW e é gente boa. Quando comecei a trabalhar na “Folha”, nos idos de 1986, seus estúdios ficavam no prédio anexo, o mesmo onde funcionava “A Gazeta Esportiva”, na Barão de Limeira. A gente vivia se esbarrando nos corredores. Ele trabalhava duro, todos os dias. E sempre foi simpático e atencioso. Depois, acho, os direitos de publicação de seus gibis foram negociados com a Editora Globo e ele se mudou de lá.
A Mônica de verdade, mesmo, essa eu nunca vi lá no prédio.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Brinquedos, DKW & cia.
Tags: Parque da Mônica, Vemaguet
17/07/2009 - 19:09
SÃO PAULO (vão estragar tudo…) - Faz tempo que não vou ao Sambódromo às terças-feiras, onde já comprei alguns brinquedinhos bem bons. Um Passat, um Gol, um Fusca, uma Variant…
Mas quem tem frequentado não anda muito feliz com os rumos que a noite dos antigomobilistas vem tomando. Acabo de receber press-release do Autoshow informando que na semana que vem, dia 21, teremos a Noite do Tuning?
Noite do Tuning? Putz, o Sambódromo às terças sempre foi dos antigos. Vão aparecer trapizongas cheias de néon e caixas de som, funk e bate-estaca, rodas de 50 polegadas e vidros com insulfilm!
Eu gostava mais da época em que podia tirar fotos como essa, tranquilamente ao lado do meu carrinho, ouvindo um bom rock’n'roll nas caixas de som depois de comer um sanduba de calabresa com queijo…
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): DKW & cia., Encontros
Tags: Fissore, Sambódromo
09/07/2009 - 20:23
SÃO PAULO (um livro) – É essa moto que fui conhecer de perto hoje. Estava no encontro de clássicas que aconteceu algumas semanas atrás aqui em SP. Uma DKW 350 cc, 1938. A DKW foi a maior fabricante de motocicletas do mundo durante os anos 20 e 30. A matéria que fiz para o “Limite” vai ao ar na semana que vem na ESPN Brasil.
A moto pertence ao advogado Jayme Szyflinger, que gosta muito de DKWs. Tem um Candango, uma Vemaguet e uma Schnellaster, entre outros brinquedinhos preciosos.
Ela veio direto da Segunda Guerra para o Brasil.
Foi assim. O pai de Jayme, judeu austríaco, tabalhava para uma companhia de seguros no final dos anos 30. Foi enviado para o Japão para implantar um sistema de seguros agrícolas, quando Hitler anexou a Áustria. A coisa já estava feia para os judeus na Europa central e ele, como tantos outros, tinha percebido antes da viagem. Por isso, vendeu quase tudo que tinha e transferiu para um banco na Inglaterra.
Batata. Enquanto viajava a trabalho, foi demitido da empresa, por ser judeu. Não voltou para a Áustria. Seguiu para a Inglaterra e, de lá, pegou um navio para a Argentina, onde vivia sua irmã. No navio, conheceu uma italiana, católica. Se apaixonaram. Mas ela ficou no Brasil e ele seguiu para a Buenos Aires, onde encontrou a irmã.
Semanas depois, juntou uns cobres e comprou uma motoneta Puch. Cruzou a fronteira e foi parar em Santa Catarina, onde a moto já estava se desmanchando. Vendeu o que restava lá mesmo e, de carona, chegou a São Paulo, onde encontrou sua namorada italiana. Casaram-se aqui.
O mundo estava em guerra. Numa tarde, em 1942, foi ao Largo do Paysandu, no centro da cidade, onde a embaixada britânica estava recrutando voluntários para lutar na Europa . Austríaco, e portanto fluente em alemão, alistou-se como quinta coluna. Enviaram-no de avião até o Senegal, de onde embarcou num navio para a Inglaterra.
Foi treinado durante semanas e, quando estava pronto, lançado de paraquedas na Alemanha com documentos falsos. Incorporou-se ao exército alemão e foi enviado à frente soviética. Atuou como espião até o fim da guerra, quando, ferido, seu batalhão foi aprisionado pelos americanos. Detido, contou sua história, apanhou bastante, até que conseguiu junto às autoridades militares britânicas, consultadas pelos americanos, comprovar quem era.
Ganhou patente de tenente, depois major, e como oficial britânico deu baixa e decidiu voltar ao Brasil. Antes, porém, quis conhecer os lugares onde seus familiares tinham sido mortos por Hitler. Àquela altura, estava lotado em Bonn. Pediu algo que tivesse rodas e andasse, para sua pequena excursão em busca de pistas dos parentes, e lhe disseram para escolher qualquer coisa num galpão onde estavam apreendidos vários veículos alemães. Quase nada funcionava. A moto DKW funcionou. Pela pintura em tom de areia, provavelmente pertenceu à 21ª Divisão Panzer e foi usada nas operações no norte da África. Não se sabe direito como acabou voltando à Alemanha, indo parar em Bonn.
Com ela, o pai de Jayme rodou a Europa, foi à Áustria, viu o que queria ver, descobriu o que precisava descobrir, e retornou à Alemanha para, então, pegar um vapor de volta ao Brasil e retomar a vida.
No porto de Hannover, encostou a moto, disposto a deixá-la por lá mesmo, e embarcou. “Mas quando estava subindo a rampa”, conta Jayme, seu filho, “achou ter ouvido alguém chamar seu nome. Olhou para trás e não viu nada, só a moto, que parecia pedir para ir junto. Como era oficial britânico, estava uniformizado, pediu para colocarem a moto no navio e colocaram.”
E assim foi. Quando chegou ao porto de Santos, desembarcou a moto, deu a partida e subiu a serra. Horas depois estava diante de casa, no bairro do Bom Retiro, antigo reduto da comunidade judaica em São Paulo. A esposa, quando o viu pela janela, desmaiou. Ela passara anos sem notícia do marido. Uma vez por mês, nesse tempo todo, recolhia o soldo pago pelo governo inglês no centro da cidade e lhe diziam apenas que estava “tudo bem”.
É essa moto que está com Jayme até hoje. Ela carrega ainda um telefone de campanha, cantil, marmita, estojo de primeiros socorros, compartimentos para munição, mapas e documentos, caixa de ferramentas.
E uma linda história sobre seu banco Pagusa de couro preto.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): DKW & cia., ESPN Brasil, Motoland
Tags: DKW, Limite, Segunda Guerra
30/06/2009 - 12:08
SÃO PAULO (está fácil) – Quem pergunta é o Dú Cardim, que encontrou este anúncio antigo (e fabuloso) da Pirelli. O carro é lindo. Provavelmente 1960, pelo parachoque. Talvez 1959. Com certeza não é 1958, porque naquele ano não saiu nenhum com capota branca. Ainda não era Belcar, mas apenas “Grande DKW-Vemag”.
Eu gostava mais do emblema da DKW alemã na frente, com as quatro argolas, do que do DKW-Vemag “manuscrito” que passou a ser usado em 1962. Mas são apenas detalhes.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): DKW & cia., Enigmas & desafios, Publicidade
Tags: DKW, Pirelli
28/06/2009 - 19:48
SÃO PAULO (cada uma…) – Vale a pena passear por este fogoblog, dica do Antonio Apuzzo. São fotos de época que têm carros, ônibus e caminhões como personagens principais. Na maioria delas, em situações do cotidiano. Essa que escolhi é de um Belcar que, diz a legenda, foi de Juscelino. Será? A placa é oficial. Mas não sei de DKW nenhum que tenha sido de JK. O que não quer dizer que ele não tenha tido um.
Os blogueiros mais antigos, especialmente os de Brasília, saberão dizer se confere ou não. Se JK teve um DKW mesmo, esse carro tem de ser encontrado.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): DKW & cia., Dica do dia
Tags: DKW, JK
28/06/2009 - 18:50
Encontro de parentes em Brasília neste fim de semana, em foto enviada pelo brother Davi Troncoso.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): DKW & cia., Foto do dia
Tags: Belcar, R8
25/06/2009 - 16:17
SÃO PAULO (doeu em mim) – Sinistro, não? Literalmente. Sim, eles também capotavam. Sim, nos anos 60 também aconteciam acidentes. Quem mandou foi o Antonio Apuzzo, da Automodelli, que vive atrás de fotos antigas para fazer dioramas e, de vez em quando, esbarra em tragédias como essa. Mas o diabo do carro é tão bonito que fica bem até de ponta-cabeça!
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): DKW & cia., Foto do dia
Tags: acidente, Belcar
25/06/2009 - 13:38
SÃO PAULO (thanks) – Vários blogueiros me mandaram o artigo do Jeremy Clarkson derretendo-se em elogios e nostalgia sobre motores dois tempos.
Ele fala mais de motos, não menciona nenhum carro, mas é claro que tudo que diz vale para as quatro rodas, também.
Vindo de quem veio, é um texto que me alegrou o dia. Como o sorriso dessa Caiçara aí do lado.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): DKW & cia.
Tags: BBC, dois tempos, Jeremy Clarkson, Top Gear
23/06/2009 - 14:53
Eu quero! Para quem não sabe, é uma IFA alemã-oriental, derivada da DKW Universal. Poderia ser chamada, aqui, de “Ifaguet”.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): DKW & cia., One comment
Tags: DDR, IFA
18/06/2009 - 11:29
SÃO PAULO (sobe até parede) – Semana passada fiz matéria para o “Limite” sobre o Candango, lembram? Pois o vídeo já está no ar aqui, contando a história do jipe mais espetacular do universo. Como estou com problemas técnicos no blog hoje, sem conseguir inserir fotos no nosso banco de dados, esta nota vai “seca”, sem imagem alguma. A não ser que eu… Peraí.
Pronto. Consegui usando um link. Aproveitei e matei a saudade do meu Candango da época em que o comprei. Tinha pneus “Rodorural”, rodas de Belcar e capota preta. Agora ele está mais bonitinho.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): DKW & cia., ESPN Brasil
Tags: Candango, Limite
12/06/2009 - 18:49
SÃO PAULO (sou mais a gente!) – A materinha que gravei hoje para o “Limite” foi sobre o DKW Candango, a versão brasileira do jipe Munga da Auto Union. Vai ao ar na semana que vem na ESPN Brasil. Munga é uma sigla para veículo multiuso com tração nas quatro rodas e não sei mais o quê.
Ele nasceu em 1954, quando a OTAN fez uma concorrência para a compra de jipes leves que seriam usados pelas forças de ocupação na Alemanha e em outros países que haviam caído nas mãos de Hitler. O modelo DKW derrotou a Porsche 597 Jagdwagen e o Goliath Type 31 da foto. Que eu, confesso, não conhecia. O Porsche, já tinha visto. Até mostramos aqui no blog anos atrás.
Mas o Goliath, não. E ao dar uma pesquisada em imagens para ilustrar a matéria, levei um susto. O bicho é a cara do Munga/Candango!
Comparem as fotos. O de cima é o Goliath. O de baixo, um clássico Munga alemão.
Que coisa, não?
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): DKW & cia.
Tags: Candango, Limite, Munga Goliath, Porsche
08/06/2009 - 23:33
SÃO PAULO (como é que pudemos piorar tanto?) – Quando eu vejo fotos como essa aí do lado, tiradas deste delicioso site de imagens dos anos 40-50-60, tenho plena convicção de que a Terra já foi um planeta bem melhor para se viver. Inclusive nos EUA.
Detalhezinho sem importância… Na penúltima foto aparece um DKW amarelo.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): DKW & cia., Dica do dia
Tags: drive in, EUA
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