COLUNA ZERO
SÃO PAULO (blergh) - A quem interessar possa, minha coluna de hoje está aqui.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Colunas Warm Up Tags: Abu DhabiSÃO PAULO (blergh) - A quem interessar possa, minha coluna de hoje está aqui.
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É verdade… Ontem eu estava vendo no Speed Chanel o programa gp on track da corrida do Brasil. Os caras da fia não tevem assistir… O comentario do marcio espelha bem o que é Interlagos. os arabes parentes do Osama devem ver e dizer Corrida neste lugar?
Abs camarada Gomes.
Man… falou td!!! Que volte as velharias hehehe…. q sdd do tempo de Zeltweg, Estoril, Zandvoort, Brands Hatch e cia… Menos Indianapolis… pq tem td historia da f-indy, contudo, para mim um dos circuitos mais chatos!!!!
Concordo com tudo. Mesmo apaixonada por F1, acho difícil assistir corridas sem ficar com sono, nesses belíssimos mas nada competitivos circuitos.
Flávio, você está certíssimo! Saudades do velho hokenheim …
PS: Agora que percebi que estamos há duas semanas sem o Reginaldo Leme! O que aconteceu??
Não é viuvísmo, nem um ataque de rabugismo (isso existe?), é uma questão de perspectiva que faz com que a corrida em Abu Dhabi pareça tão artificial e seja tão apedrejada por uma boa parcela dos fãs de automobilismo – que é muito mais que F1.
Em toda escola de administração que se preze, uma lição é passada: Vc tem que saber exatamente o que é centro de seu negócio, algo que nunca deve ser mudado, e o que é mutável, o que está ali de passagem e será transformado para o negócio crescer.
O centro do negócio da F1 se mostra ano após ano cada vez mais fraco. Pensemos no que é a categoria: Uma classe de velozes monopostos europeus, que começou como uma liga de Grand Prix organizados, geralmente, em circuitos europeus que se originaram em estradas.
Nos últimos anos isso tem sido tratado com total descaso pela organização da categoria, corridas clássicas em paises que gente apaixonada pelo esporte simplesmente não existem mais e deram espaço a etapas que carecem de dois problemas fundamentais: Ocorrem em palcos que são carentes, tanto de traçado, quanto de historia.
Desse jeito, a F1 se afasta cada vez mais rápido de seu público-alvo e de seu centro para se lançar numa perigosa aventura rumo a novos palcos. É obvio que a categoria deveria fazer isso, se movimentar para novos mercados, mas para se fazer isso, deve-se ser muito forte em seu centro, algo que a F1 não é.
Se olharmos o calendário desse ano é fácil ver: Temos 3 corridas em autódromos “novos” que não oferecem nada em termos de competição (Bahrein, Shangai e Sepang) e, pior ainda, nos últimos 2 anos tivemos a entrada de mais 3 pistas de rua que são ainda mais nulas (Valencia, Cingapura e Abu Dhabi). Ou seja, das 7 pistas que entraram no calendário nos últimos anos, apenas 1 é um palco digno para a categoria (Istambul).
Isso seria inaceitável se os organizadores da categoria priorizassem seu centro, sua essência, mas não é o que acontece.
Sendo assim, chegamos a origem do problema: A F1 é a FIA, e a FIA é a F1! Por anos e anos a FIA tem legislado em causa de F1 e, sem qualquer pudor, já afundou categorias que ameaçaram uma pequena parcela de sua popularidade. A proibição de a CART correr em circuitos mistos europeus e a imposição de motores 3.5 ao WSC são os maiores exemplos disso.
Sem concorrentes, fica fácil se jogar em aventuras faraônicas, fica fácil negar corridas em lugares como Montreal. Não existe ameaça a categoria, não existe competidor, algo fundamental para um negócio se desenvolver.
O maior absurdo disso tudo é que algo tão importante seja gerido à tantos anos por um regime ditatorial, afinal à quantos anos Bernie/Max estão no comando? E agora com Todt a frente do barco as coisas não vão mudar, talvez até piorem.
Portanto, se Abu Dhabi fosse a primeira corrida nesse tipo de autódromo, se fosse a primeira etapa nula a entrar na categoria, se tivéssemos corridas em Le Mans-Bugatti, Jerez, Portimão, Zandvoort, a grita seria insignificante, mas a realidade é outra, infelizmente.
Bela análise Gustavo. Esta visão comercial de sua análise foi bem interessante de ler e concordo. Não falo pelos mais antigos mas, sou jurássico, e admito que não dá mais vontade de perder uma noite de sono, por uma corrida de F1. Falta competitividade, falta arrojo e ultrapassagens, falta COM-PE-TI-ÇÃO ! Quando lembro das batidas de rodas entre Fittipaldi/Stewart, das pistas-desafio como Zandvoort, traçado antigo de Interlagos/Monza, etc. vejo o porque que não encontro motivação para a F1 atual.
Parabéns !
Nao sei se vocês prestaram atencao na transmissao, mas o desenho do tracado parece um kalaschnikow distorcido e aquele hotel/centro de hospitalidade ou sei lá o que parece um penis enorme (e ainda fica mudando de cor). Circuito mais machista!
Tb concordo. Não é ser contra o dinheiro, é ser contra fazer tudo por e pelo dinheiro.
Perdi meu tempo lendo. Péssimo.
Gosto de pista com visual de estrada. A antiga de Interlagos, Nuburgring etc etc. Essas de video game são chatissimas e para piorar o televisionamento é fraco, mostrando os carros muito tempo em close. Estamos românticos demais num ambiente capitalista onde só interessa o money. E não gosto também da stock car. Os carros são todos iguais.
Poxa Flávio perfeito! É por estas e outras que a fórmula um tá se transformando nesta chatice de assistir que estamos vendo nos últimos tempos. Corridas monótonas sem graça sem emoção. Esta deste domingo tem tudo pra ser umas das mais chatas de todos os tempos.
Esses circuitos da Ásia não tem a menos graça, vida, emoção!
Que volte os velhos circuitos europeus e americanos!!
Mas acho só qdo seu Bernie bater as botas!!
Se na F1 tivesse corrida em ovais o Bernie mandava construir a pista com teto, pra se chover não cancelar a prova…só falta isso.
Minha única reclamação é que a margem de erro dos pilotos aumentou muito… tanto que o Hamilton errou e continuou.
Suzuka foi a classificação com mais erros dos pilotos por não estarem mais acostumados a pilotar sem margem de erro…quem lembra do barranco que a era o laranjinha e o muro na saída da curva do sol?
Flávio. Gostei da sua coluna, td oq vc disse tá certo. Mas tem o seguinte: O q o resto da imprensa nacional e internacional acha disso?! Ja leu reclamações disso fora do Brasil? E no paddock? oq dizem?! Vc conhece jornalistas extrangeiros e devia pipocar essa crítica para que o mundo da F1 comente isso. Eu sou apaixonado por automobilismo mas a F1, devido essas pistas, está me deixando distante. Es´tá perdendo a graça, mal vejo treinos. Daqui a pouco n me importo com as corridas.
Eu idem.
Todas as pistas novas são ruins mesmo! Ok. Mas Jerez e Magny-Cours são do mesmo nível, ou pior! Estoril, também, não fica muito atrás. E Imola, só prestava, antes da morte.
Prá mim, dos exemplos dados, apenas Zeltweg e Paul Ricard deixaram saudades. Zeltweg antiga, que era uma pista sensacional para se ver corrida e não esse lixo de A1 ring. E Paul Ricard com circuito completo, com a reta de 1,8 metros.
Concordo com vc Enio. A F1 perdeu a graça mesmo; fruto da ambição sem limite de Berne e esse arquiteto fajuto, que ele arrumou para desenhar autoramas.Ímola depois da morte de Senna, foi totalmente mutilado, com as modificações na tamburello, sem falar o que este cara fez com Zeltweg.Esse inglês horrível que manda na F1 a anos, já deveria ter ido para casa, usar pijama e fumar cachimbo numa cadeira de balanço e levar com ele esse arquiteto construtor de autoramas.Salve Interlagos, Spa, Paul Ricard e por aí vai, quanta saudade da velha F1.Fora Berne.
Flávio
e as colunas do Reginaldo?
Só no “Estadão”.
Poxa, que triste.
Acabei de ver sua resposta que as colunas dele só na globo.com e Estadão.
Péssimo isso. Quer concordem ou não com a sua posição, Flávio, o Grande Prêmio é referência quando o assunto é automobilismo. E o Reginaldo é um grande jornalista, que tem seu… “brilho” apagado pelo Galvão (é só lembrar a gana com que o Galvão defenddeu o Nelsinho quando o Reginaldo deu o furo sobre o Piquetgate).
Foi péssimo ver um jornalista tão bom ser desmerecido ao vivo, ainda mais com um furo daquele!
E agora as colunas dele deixam de ser publicadas em um site que é referência…
Muito triste. Para nós e para o Reginaldo.