ERA ASSIM…
SÃO PAULO (ensolarada, pelo menos hoje) – Para quem vai ver um monte de carrinhos coloridos e velozes nesta semana, é sempre bom lembrar que Interlagos era assim, nos anos 60. Outros personagens, mas no fundo a mesma coisa: correr.
SÃO PAULO (ensolarada, pelo menos hoje) – Para quem vai ver um monte de carrinhos coloridos e velozes nesta semana, é sempre bom lembrar que Interlagos era assim, nos anos 60. Outros personagens, mas no fundo a mesma coisa: correr.
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Gomes, olha quanto #69 !!!! Mas cadê os pilotos???? Um monte de gente cercando os carros, mas todos com roupas comuns, ninguém de capacete coquinho, luvas, nada. Tem até um policial na parte inferior da foto, próximo à um fusquinha, com jeitão de quem iria multar todo mundo! Haha, próximo às arquibancadas (?) temos lá o fusquinha nº 70 ( pintado à mão ) cujo piloto parece mais estar aguardando os amigos pra ir ao bar. Esta foto é demais! Copiei!
O público nessas arquibancadas precárias e os boxes simples lembram muito o automobilismo que temos em SC no dias de hoje.
Como explicar esse monte de gente na arquibancada?
Como esse pessoal ficou sabendo que haveria corrida em Interlagos? Isso era a dácada de 60 em nem todos tinham TV. Ou será que todos aí eram os privilegiados que tinham acesso a informação?
Linda foto.
Com certeza uma corrida de estreantes e novatos, em pleno sábado a tarde. Um delícia. Você usava o seu DKW , Fusca ou o Gordini para trabalhar ou ir para escola e no fim de semana, pisava fundo em Interlagos. Sem burocracia, sem altas taxas de inscrição, sem patrocinador ou seja era só tirar as calotas, tirar o silencioso do escapamento, adaptar um “Santo Antonio” e acelerar.
Ai você descobria se levava jeito para coisa ou não?
Bons tempos……..
Fernando
E o reboque quando chega?
Rapaz, o que eram esses postes na beirada da pista?? E sem a proteção de rails!!! Uma escapada na saída da curva e um DKW desses ia ficar com o “D” de um lado, o “K” de outro e o “W” ia parar lá arquibancada…
Teve época que se corria também em sentido horário . Não é do meu tempo , mas o fato de se estranhar o grande público , eu deduzo que umas das causas é o povo não ficar tão enlouquecido com a mídia como hoje em dia , tendo tempo (de sobra) para trabalhar , namorar , ter um hobby , passear , ver um jôgo , assistir a uma bela prova em Interlagos etc , etc , etc …….
Flávio, comprei o livro ótimo livro “Interlagos – Um sonho de velocidade”, onde tem a foto que vc usou para ilustrar esse post. Gostaria de sugerí-lo a todos que gostam não só de velocidade, mas se interessam em saber a história por trás do grande comércio que se tornaram hoje as corridas de automóveis. A propósito, para que escuderia vc cedeu o box 21 este ano?
O que será correr de Gordini?? Com aquela suspensão fraquinha, devia ser uma festa…
Mario nunca vi um gordini de corrida quebrar a suspenção a não ser batendo em alguma coisa.,como diz a fabula de Lafontaine, me entorto mas não quebro…
Cada vez mais eu tenho a impressão nítida de ter nascido na época errada…
Babem aí: Parece preparação de quem???
http://www.dkw.co.za/DKW_at_GOODWOOD_REVIVAL_2002.html
Boa tarde, Flavio, tudo bem?
Acabei de ver essa fotografia na net e cheguei até seu blog. Trata-se da prova II Prêmio Aniversário ACESP, em 30 de junho de 1963. Nessa largada estão os pilotos Carol Figueiredo, Wilson Fittipaldi, Marivaldo Fernandes e alguns outros futuros famosos, mas marcou a estréia nas pistas de José Carlos Pace e do jovem designer Ari Antonio da Rocha.
Meu pai correu nessa prova com um Dauphine e, logicamente, chegou lá atrás.
A foto faz parte do acervo de um fotógrafo amador da época do qual eu detenho os direitos exclusivos de toda a obra. Caiu na net porque eu a publiquei no blog da História de meu pai e do Curso Marazzi de Pilotagem. O estranho é saber, por meio dos comentários neste post, que essa fotografia faz parte de um livro sobre Interlagos, logicamente vendido com lucro para seu autor. O mínimo que poderia ter sido feito é uma pesquisa para saber do que se trata aquele monte de Fusquinhas e DKW. Acredito que se trata de uma prova muito mais importante do que parece.
um abraço
Gabriel Marazzi
Caro Flávio, na década de 70, trabalhei no canteiro de obras da DERSA, na construção da 1ª pista da Imigrantes. Na mesma sala trabalhava comigo um colega, que exercia a função de desenhista e nas horas vagas vivia “enfiado” em Interlagos ajudando a preparar motores. Seu nome era Edmar Della Barba e morava no Ipiranga. Um gozador de 1ª. Ríamos muito com as palhaçadas que ele fazia. Bom o importante é que ele tinha um DKW, daquele modelo que a porta abria para frente. Ele mesmo montava seus motores que duravam no máximo um mês e já tinha que ser substituído por outro que já estava “´pendurado” por correntes no teto da garagem. Ele tirava o motor “estourado” e colocava o novo! A última vez que tive notícia (já fazem uns 35 anos soube que ele estava mal de saúde e não sei se ainda é vivo! Boa gente! Uma vez ele quiz comprar um Puma de um amigo dele. O amigo concordou, mas somente entregaria o carro quando o novo Puma estivesse pronto (o amigo havia importado ou contrabandeado tinta vermelha da Ferrari). Passaram-se alguns dias e nada da Puma ficar pronta! Uma bela noite esse Edmar saiu da escola e indo para casa viu um acidente em uma esquina perto de sua casa. De longe ele olhava e percebia que um dos carros era parecido com o Puma que ele havia comprado! É, mas não era parecido, era o próprio. O “japones” amigo dele deu uma “porrada” e acabou com o Puma. Dava dó de ver a cara do Edmar no outro dia. Não me lembro o final, mas acho que mandaram consertar e ele ficou com ela mesmo. Faz muito tempo essa história!