PANCA EQUINA
SÃO PAULO (coitado) - A imagem é forte, e só não foi uma tragédia maior ainda porque os pilotos não sofreram nada. Aconteceu num rali na Argentina. Três cavalos na pista. Dois conseguiram parar a tempo. O outro, não. Foi atropelado, saiu voando e morreu. Um milagre não ter acontecido algo mais grave com os pilotos. Essas provas sempre têm tais riscos. Por isso que a escolha do percurso e seu monitoramento são tão importantes.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Rali Tags: Argentina, cavalo
Mesmo no WRC acidentes com animais são comuns : dos que foram filmados, o Loeb pegou uma vaca (NA EUROPA !!) e aquele que corria pela Subaru (esqueci) pegou um canguru na australia (este danificou bem o radiador). Este ano, havia porcos ou carneiros no rali da França ….
Adoro corrida, velocidade e tal, e nao vou negar que adoro rally tambem. Mas mais do que corrida gosto da vidade, de animais. Fiquei muito contente de ver que a maioria dos comentarios aqui levou em consideracao o fato de um ser inocente ter sido morto pode-se dizer de maneira covarde e ate irresponsavel. Nos noticiarios se fala muito do perigo dos pilotos mas nada do infortunio dos cavalos. Talvez seja impossivel acabar com os rallyes mas tanto a organizacao quanto os proprietarios deveriam ser pesadamente punidos, Ou sera que vao esperar eles acertarem uma multidao ou habitante local? Eu sempre me pergunto sera que uma vida, seja de um cavalo, de uma pessoa ou de qualquer outro ser vivo tem menos importancia?
a ecobabaquice chegou ao GP.
vamos proibir a aviação comercial. afinal, tanto os donos das empresas como boa parte de quem voa tem grana, e os aviões vivem matando urubus.
avião, carro, é tudo babaquice.
Esse cavalo tomou Redbull e ganhou asaaaas
nossa, bando de hipócritas…
como diz o petrafan, virou moda a ecobabaquice.
quero ver algum desses que falou tanto, não utiliza automóveis. É um crime grotesco utilizar automóveis, afinal, além de esgotar recursos naturais e produzir CO2, cada vez que viajamos a noite acabamos por atropelar várias espécies de insetos que se sentem atraídos pelo farol do carro, acabamos com certeza com certas cadeias alimentares, mas, e aí, esse monte de hipócritas eco-babacas já se deu conta disso? quando souberem disso vão parar de utilizar o automóvel?
não. afinal, falar somente para “causar” é fácil.
sem mais.
VAMOS DEIXAR AS COISAS MAIS CLARAS….
@Ed
“Toda vez que morrer um espectador num autódromo, deveríamos pedir o fim das corridas de pista também? Ou isso nunca aconteceu? O que você entende de organização de provas de rali prá falar tanta merda?”
Entendo seu ponto de vista Ed, embora ache que sejam coisas diferentes.
A minha opinião é que rali acontece em locais que não foram feitos para receber competições automobilisticas. Os carros passam por estradinhas que, cotidianamente, é a via de deslocamento das pessoas que moram naquele local. Pela tv é possivel ver que alguns percursos pessam a poucos metros de casa onde moram familias. A consequencia disso é que a possibilidade de um animal ou uma pessoa desavisada (idoso ou criança) atravessar a pista e se acidentar é algo que não pode ser desconsiderado.
Não sou contra rali porque “são pessoas ricas invadindo com crueldade o habitat de animais e a morada de gente simples”, esse é um discurso que jamais vou fazer.
O que digo, quero deixar bem claro, é que o rali oferece risco para as pessoas que moram nos locais por onde passa e, também, para os animais. Porque os animais não podem ser dignos de serem defendidos?
“Ah, mas para isso existe a organização, que tem que monitorar isso” – alguns podem dizer.
E eu respondo com outra pergunta: você confiaria a integridade fisica e a saúde de seu filho, pais ou irmãos à organização de uma corrida??
Pra quem responder “sim”, mes desculpe, mas assina o atestado de trouxa.
Nos autodromos existe uma total inversão da situação.
O autodromo é isolado. Um local fechado onde só entra quem quer. A possibilidade de um espectador se ferir por um acidente na pista é um risco que você assume quando compra o ingresso.
NO AMBIENTE RURAL POR ONDE PASSAM OS RALIS, É A COMPETIÇÃO QUE VAI ATÉ AS PESSOAS, LEVANDO ATÉ ELAS UM RISCO QUE ELAS NUNCA QUISERAM CORRER. E, pode ter certeza, ninguem passa pela casa de cada morador para perguntar se eles realmente querem que o rali passe poucos metros de suas casas.
Mas, como disse, é minha opinião. Cada um gosta do que quer.
Vou continuar achando rali uma b**ta, e ainda não apareceu argumento que me convencesse do contrário.
@Ed [2]
É muito grosseiro e chulo dizer que as pessoas “dizem merda”.
Tenho certeza de que você é um cara inteligente e que, na proxima, vai ser mais educado.
Putz, Flávio… dez vezes… coitado do cavalo!!!
Que se foda o piloto!
o pior já aconteceu, o cavalo morreu, bando de idiota!
O cavalo não morreu, não. Ficou um pouco tonto com o impacto, preocupado com possíveis fraturas, mas sofreu apenas arranhões. O médico inclusive já o liberou, e ele poderá correr pela Brawn no GP da Europa.
“É culpa da organização…”
“… a organização tem que procurar melhorar isso.”
“… tanto a organização quanto os proprietários deveriam ser pesadamente punidos…”
Lendo esses belos comentários, pensei que a organização poderia construir uma cerca de Paris até Dakar (sem esquecer do Mediterrâneo, pois pode-se atropelar os peixes), a fim de evitar que animais cruzem o percurso do rali. Por favor, vão trabalhar, gente!
Mark Kweirotz, vamos lá: Há 22 anos participo e gosto de ralis. Cheguei até a organizar provas. Só para ilustrar essa conversa, a primeira prova automobilistica do mundo foi o que poderia se chamar de um rali, 1889, como me referi acima, ou seja, apenas 3 anos após a invenção do automóvel com motor a explosão, ligando Paris a cidadezinha de Rouen (cito de memória, não estou perto da minha biblioteca nem com saco de consultar o Google). Aquilo foi um rali, simplesmente porque ainda não haviam inventado o autódromo. Como os carros competiam em estradas abertas SEM NENHUM REGULAMENTO, no que diz respeito a segurança, claro, começaram a acontecer os acidentes e as mortes. Alguém então teve a ideia genial de criar os circuitos fechados e, a partir daí, criaram-se as disputas nos autódromos. No entanto, um grupo de ingleses não via sentido em ficar dando voltas numa pista e fundaram, se não me engano, o Royal Club, ou coisa parecida, na Inglaterra. Começaram então as primeiras reuniões (ou rallyes). Gente apaixonada por correr em estrada, percorrendo várias cidades e até países. Era uma maneira, no começo do século 20, do homem demonstrar seu espírito desbravador e as fábrica de automóveis, a resistência de seus veículos. As regras eram semelhante aos rali de regularidade (ou seja, com velocidade média estipulada). Claro que o rali se aperfeiçoou até chegar aos ralis de velocidade. Hoje, no WRC temos carros voando, literalmente, a velocidades que beiram os 240 km/h em estradas de terra normalmente utilizadas pelo publico mas fechada, claro, nos dias de prova. È bom lembrar que a todo rali antecede um levantamento, ou seja, o percurso é percorrido diversas vezes por veiculos da organização até se estabelecer os trechos cronometrados e de deslocamento. Durante o trabalho de levantamento, que é feito com semanas e até meses de antecedência, a população, as autoridades, a imprensa… todos são avisados sobre a prova. Isso explica porque acontecem centenas provas em vários campeonatos ao redor de mundo com um indíce baixíssimo de acidentes. Isso deve ser levado em conta. Quanto aos milionários endinheirados que invadem os quintais da população pobre…pura demogagia. Sempre digo que qualquer competição esportiva é um ralo de dinheiro em nome de quê? De algo abstrato que é a “vitória”, ou o forjamento de “campeões” algo talvez necessário ao imaginário humano, ou simplesmente, uma maneira de alguém ganhar muito dinheiro com isso. Quero dizer que os milhões de euros, dólares ou reais gastos num Dakar, num WRC, num Sertões… não são menos acintosos do que uma Copa do Mundo de Futebol, ou uma Olimpíada, ou um Campeonato Paulista de Futebol ou o salário do Kaká no Real Madrid. Tudo isso serve pra quê? Para preencher nossas vidas com algo que gostamos. Gosto de ralis e vou defender o esporte sempre. Ponto.
O importante é que os pilotos nada sofreram, animais tem aos montes ai e são todos iguais mesmo
@ Edilson Vieira
Li com atenção seu cometário e, como já disse antes, respeito seu ponto de vista.
Como disse também, não faço propaganda anti-rali. Apenas não gosto e continuarei não gostando. Reitero tudo que disse em meus comentários.
Mas a vida é assim. Se cada um respeitar o ponto de vista do outro todo mundo vive bem.
No final, é o tempo quem diz qual é a verdade.
E vamo que vamo….
Falou besteira felipe, monte por monte tem “mais monte” de piloto, se morre um aparece uma porrada.. o GRANDE problema é que ta aparecendo cada vez mais um monte de sem nocao igual voce. O legal mesmo seria nao morrer ninguem, nem cavalo nem piloto. talvez a sua falta de bom senso que podia morrer hehehe
Caro Flávio, muito boa a questão colocada por você, sobre se é lícito ou não, este esporte em questão ser ou não seguro, já que muitas vezes entram em espaços de terceiros, colocando sim a vida de pessoas e animais em risco. Muito bom, mas que seus inúmeros leitores permaneçam no campo das idéias sem ataques pessoas, ou palavras chulas, com vocabulário paupérrimo, gosto de suas informações e debates, que no ´próximo possamos manter a qualidade da escrita e dos agumentos. Há e há 22 anos atrás, humm não me lembro onde estava, não me lembro, acho que preparando kart’s para algum dos bons Brasileiros de Kart que existiram nos anos 70 e 80, há a única coisa que me lembro que o último Brasileiro com delicioso motor 100, foi em Ipatinga em 85, acho que largaram 8, em contra partida na quarta menor largaram uns 37, entre els Tonny Kanaam, Cristian, Barrichello, Duda Rosa, Gorginho, muita gente boa.