O FIM DA ULBRA
SÃO PAULO (crime) – Estão marcados mais dois leilões dos carros do museu da Ulbra. Acontecem nos dias 20 e 27 de agosto. Os primeiros lotes já foram vendidos. É a coisa mais triste que aconteceu no antigomobilismo brasileiro, ao lado da destruição do museu de Roberto Lee. Não tenho nem ânimo para ver quais serão vendidos agora. Depois que mandaram mais de 50 paus num 2CV, desisti de olhar.
E pergunto aos blogueiros do Sul: o que será feito do prédio do museu? O que está acontecendo ali? Ainda há carros lá dentro? Está tudo tomando poeira? Vidros quebrados? Estado de abandono?
É uma verdadeira desgraça.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Museus & coleções Tags: Ulbra
Será que o Sarney não daria um jeitinho lá também?
Ahhhhhh se eu tivesse grana…
Não visitei o museu, adiava, adiava, pois estava tão perto que não tinha pressa. Agora não dá mais.
Porém conheci vários dos carros, pois antes de inaugurar, quando a coleção estava sendo montada o reitor mandava o seu pessoal comparecer aos encontros de carros antigos em Porto Alegre (vi as corvettes), São Lepoldo, Novo Hamburgo e outras cidades adjacentes, vi vários carros e comentavam que era para o futuro museu.
Quanto ao orgão de tubos que foi citado vale conhecer o da igreja São José, na rua Alberto Bins, defronte o Hotel Plaza San Raphael – Porto Alegre – em várias missas é tocado e quem tiver interesse procure o reponsável pelo orgão que ele mostra explica o funcionamento e ainda leva para uma voltinha por dentro do orgão onde estão os tubos.
A gente mora na cidade e na maiora das vezes desconhece estas maravilhas.
Espero que Canoas se mobilize e consiga reverter esta situação.
Pena que o Reitor sobe fazer o museu (é obra dele) e não sobe mante-lo por mera ganância.
E por aí vão os sarneis da vida.
Abraços
O problema é que é um museu particular e foi arrolado como patrimômio para saldar dívidas da universidade. A comunidade canoense está se mobilizando contra os leilões, não sei se há alguma forma jurídica de bloqueá-los. Talvez fosse o caso do Ministário da Cultura assumir a sua manutenção em troca de alguma isenção nas dívidas. Só quem conheceu sabe a dimensão da perda. É irreparável, absurda e anacrônica. Um patrimônio cultural assim não pode ser considerado “simples dinheiros”. Lamentemos.
Sou jornalista e fiz várias matérias no museu da Tecnologia da Ulbra. Trabalhei na universidade e me formei por lá, de 1995 até esse ano. Triste ver tudo isso desabar. Fã de carros antigos que não puderam conhecer esse museu, fica meu pesar. Além de bem organizado e muito bonito, o Museu vai deixar saudades.