HENRY SURTEES, 18
SÃO PAULO – Um porta-voz do Royal Hospital de Londres confirmou agora há pouco a morte de Henry Surtees, 18, vítima de acidente em Brands Hatch, na oitava etapa da recém-criada F-2. Filho do campeão mundial de F-1 de 1964, John Surtees, Henry foi atingido na cabeça pelo pneu que se soltou do carro de Jack Clarke, que bateu no muro entre as curvas Westfield e Sheene.
Era a segunda prova da rodada dupla do fim de semana. Surtees perdeu a consciência quando a roda o atingiu no capacete, e ainda bateu no guard-rail em alta velocidade. Ontem, ele havia conquistado seu primeiro pódio na categoria.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Automobilismo internacional Tags: Brands Hatch, F-2, Henry Surtees
Fato triste. John Surtees é um dos pilotos que eu admiro bastante, e senti uma coisa estranha quando li aqui que o rapaz tinha morrido.
A foto que você tinha colocado antes acho que deixou tudo ainda mais triste. A felicidade dos dois no dia anterior, e hoje…
Uma pena.
Só pra ficar claro, já que citei o acidente do Tom Price:
Esse sim foi fatalidade… Ainda acho a do Tom uma estupidez que poderia e tinha tudo para ser evitada… Essa foi azarado mesmo… Se ele tivesse feito a curva anterior errado… Enfim… Nessas horas o “se tivesse” é inevitável mas não vai trazer o cara de volta…
A infeliz coincidência é que já havia morrido um piloto pelo mesmo motivo, também de F2, no ano de 1980. Na ocasião Markus Hottinger foi acertado na cabeça por um pneu de Derek Warwick em Hockemheim e faleceu.
Acabou com o domingo dos amantes do automobilismo, perdemos um piloto promissor, que poderia daqui há uns anos estar na Fórmula 1, filho de um campeão, triste mesmo, John não merecia isso de forma alguma, e sim merecia ver seu filho um campeão.
Isto é que chamo de morte estúpida, muito azar! Meus sentimentos aos familiares.
Como pode, primarem tanto pela segurança das células de sobrevivência dos carros, e negligenciarem assim essa questão da roda??
Outra questão: circuitos ultrapassados como Brands Hatch mostram suas deficiências nesses momentos. Graças a suas áreas de escape pequenas demais, a roda volta imediatamente para a pista com velocidade, sem que Surtees tenha tempo de desviar.
Infelizmente, o automobilismo continua sendo um esporte perigoso e esse acidente foi, mais do que uma fatalidade, uma amostra de como ainda falta muita coisa para se avançar em termos de segurança.
A dor de perder um filho não passa nunca. Eu perdi uma filha em novembro do ano passado e todos os dias parece que foi ontem.
Muita força para a família.
Arnold, aguentar tiro, por mais que seja uma bala, seu impacto é bem menor do que uma roda de tantos quilos acertando em cheio uma cabeça, a 200 e tantos por hora.
Um azar enorme, pior até do que o acidente do Tom Pryce (que morreu ao bater a cabeça em um extintor que estava na mão do fiscal).
Merda de notícia.
Acho que o problema não é o kpacete aguentar e sim o corpo humano.
Vertadade, na League o Pantano ficou literalmente com a direção na mão. Sorte que estava em um trecho de baixa
Ontem também faleceu o piloto colombiano Ricardo Londoño-Bridge, que quase correu uma prova de F-1 em 1981. Foi morto num spa quando homens chegaram em motos e passaram a atirar.
O capacete até segura o impacto, o problema é o pescoço que deve ter quebrado.
RIP
Tenho pena do pai dele
O impacto na cabeça do Henry Surtees veio de cima, único sentido em que a blindagem do capacete não protege o piloto.
Assim, cabeça, pescoço e coluna “absorveram” o impacto da roda, ao custo de uma vida.
Será que agora o capacete vai ser preso ao carro para não espremer a coluna cervical?
Difícil entender como um monoposto baseado num F1, projetado pela Willians, não tenha o sistema de amarra do pneu como na F1.
Ora, se na F1 isso foi instiuído para evitar acidentes (lembram da morte do comissário?) por que não foi colocado nos F2? Corte de custos? Vão economizar em segurança?
Não dá pra entender como aquele pneu enorme saiu do carro tão fácil. Parece crueldade.
Não tem por que não ter o cabo de segurança como acontece na F1. Dizer que foi pura fatalidade não me parece razoavel, já que um simples cabo pode evitar um objeto tão pesado de ficar quicando por aí a cada batidinha.
Nos anos 60, os pneus eram menores, assim como a velocidade. Muita coisa melhorou desde então, mas devemos nos concentrar no que piorou, como o tamanho dos pneus.
É até natural que um filho venha a enterrar seu pai, mas o contrário… Ainda mais quando se é tão novo.
RIP.
Muito, muito triste.
Como vários comentaram, acredito que o cabo de aço poderia evitar o desprendimento do pneu. Pode ser que com esse acidente, por mais improvável que pudesse parecer, faça com que esta providência seja tomada. Vide o caso de Dale Earnhardt (NASCAR) que morreu num acidente “bobo” na última volta da Daytona 500 em 2001. Com aquela fatalidade, passou a ser obrigatório o hans device !!
Pena, o rapaz parecia ter talento e o sobrenome poderia ajudá-lo a chegar na F1 !!!
Abs
Olá Gomes.
Cara, sou fã desta veloz pista inglesa.
Mas… ela é muito perigosa.
Não tem segurança nenhuma.
Ela parece muito com Ímola até 1994.
Sobre o piloto… Falar o quê? Isso fazia parte do jogo. Infelizmente, mais um ser humano que perde a vida por amor a velocidade.
Flw velho