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08/07/2009 - 15:36

O OUTRO LADO

SÃO PAULO (esse acabou) – Mas sempre tem um outro lado, não é? Esse é o Maverick que fazia parte do mesmo museu. Digo “fazia”, porque virou sucata. Era o carro do Raid da Integração Nacional, com uma história bonita, uma participação marcante.

Na foto aparece, olhando o carro com enorme tristeza, outro de nossos heróis, Og Pozolli, o pioneiro do antigomobilismo brasileiro. Ele esteve no museu com o Nasser para acompanhar o resgate dos quatro carros da Ford, entre eles o Capeta aí embaixo.

Capeta é quem deixou fazerem isso com o Maverick. Até dói.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Antigos em geral, Museus & coleções Tags: , ,

23 comentários para “O OUTRO LADO”

  1. ALEX B. disse:

    CANIBAIS!!!!!! ANIMAIS!!!!!!!

  2. Paulo"McCoy" Lava disse:

    Prezado Flávio:

    Tudo ok? I hope so.
    Tenho em meu arquivo algumas fotos P/B dos carros que participaram do Raid e, de quebra, um documento assinado por todos os pilotos e integrantes que participaram deste evento. Tal ‘doc’, na realidade, é uma espécie de protocolo. E não é do tipo papel, e sim, foto do citado doc.
    Gostaria de enviar mas 1) não tenho scanner de mesa 2) nâo sei se você interesse em publicar e 3) suponho que a Adriana ou a Ornella Greco tenham semelhante material no acervo da família.
    Grato pela atenção.
    With kind regards,

    McCoy

  3. roberto nasser disse:

    ataíde,
    este é um forum de matéria automobilística. política, de fora.
    você sabe, a transmissão de bens se faz temporaria ou definitivamente, e usualmente os termos de compromisso regem o negócio. há comodatos com prazo e condições, assim como há doações. ambas podem ser resilidas pelo não cumprimento das obrigações do beneficiário.
    outro aspecto basilar no tema, é que o bem tombado não se torna propriedade do estado. tombamento não é desapropriação. apenas defende o bem de ser modificado, transformado, alterado. mantém-se a propriedade e pode ser transferido. o que vale é a preservação como referencia história. danificar o bem é uma lesão à sociedade e não aos cofres oficiais. quem danifica o bem por ação ou omissão, deve pagar, como prevê a legislação.
    sua visão politica escorrega nos erros que este grêmio de sua predileção incorre habitualmente: desconhece o tema, mas requer o direito de proferir inverdades ao vento. tivesse compromisso com a seriedade, mãe da respeitabilide, você teria se informado. e poderia perguntar ao condephaat se alguém formalizou alguma reclamação a respeito dos danos ao museu de caçapava. teria tido como resposta que há quatro anos a fundação memória dos transportes fez denúncia formal.
    para dar solução temporária, os herdeiros mandaram compactar todos os veículos e peças num só prédio, emparedando janelas e portas. infelizmente não impediu danos. o local virou uma estufa irrigada pela entrada de água de chuva. o que era cromado esverdeou e enferrujou. o que era de madeira, foi atacada por colonias de cupins.
    e não impediu os furtos, a meu ver qualificados.
    você também não sabe – aliás trata-se de coerente deferencia de respeito ao seu líder maior que nunca sabe de nada – mas, em dezembro a a mesma fmt e seu museu do automóvel em brasília fizeram denúncia crime ao delegado de caçapava, e nos mesmos termos ao secretário de estado de cultura de sp. também levou o assunto à mídia, buscando incentivar providencias – até agora inexistentes.
    a sociedade somos nós, que elegemos governos e pagamos impostos – aliás, o do governo atual são os maiores de nossa história gerando enorme desequilíbrio entre o recolhido e o devolvido em serviços. e não há que esperar providencias de governos. cabe a nós denunciar e cobrar. este é o dever de casa de todos nós. faço a minha parte, trabalho pela coletividade, ao contrário de vazios e ociosos protestos.

    victor, sobre o alfa.
    aliás, sobre os alfa. são dois carros. primeiro, o acidentado pela hellé nice, ficou no depósito do detran até o início dos anos 70. saqueado, enferrujado, amplamente danificado, foi guardado num dos galpões do mpam à espera de meios para restauração. sumiu, como muitos outros, depois do passamento do lee.
    o carro ainda exposto, embora venha sofrendo saques, foi comprado nas proximidades de belo horizonte, e tem motor fiat.

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