É UMA TESE…
SÃO PAULO (como tantas outras) – O Ricardo Divila me mandou um artigo muito interessante sobre a repulsa das equipes ao teto orçamentário proposto pela FIA. Em linhas gerais, o texto, que saiu na Inglaterra mas eu infelizmente apaguei depois de ler (vivo fazendo isso) e por isso desconheço o autor, lança a tese que segue.
O que os principais patrocinadores pagam por ano aos grandes times é bem mais do que o teto. Os valores dos patrocínios, com o teto em vigor, baixariam bem. Como é que as equipes vão continuar cobrando de seus anunciantes valores astronômicos sem poder usar o argumento de que a F-1 é muito cara? Mais: o quanto se cobra de um patrocinador para entrar na F-1 faz parte do que se chama de “valor agregado” de uma equipe. Uma Ferrari, por exemplo, vale XX, e não X, porque para patrociná-la é preciso pagar YY, e não apenas Y. Se o preço para anunciar na Ferrari cair para Y, ela não vai mais valer XX, e sim X. Sacaram? Sou um ótimo professor de economia.
Duro vai ser explicar aos patrocinadores que o custo do serviço que elas, equipes, prestam a eles, que anunciam, caiu cinco vezes, mas que o preço que eles, anunciantes, vão pagar pelo mesmo serviço vai continuar o mesmo. Eles vão ficar tão putos quanto a gente fica quando vê que o preço do barril do petróleo caiu pela metade e a gasolina continua custando a mesma coisa. Sacaram? Acho que vou dar aula na GV.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1 Tags: patrocínios, teto
hora de dormir. talvez eu leia amanhã… hehe
(vc aumentou o post ou eu já tô com sono demais? hehe)
É, acho que entendi, entre outras palavras, o patocínio de uma Force India poderia custar o mesmo que o de uma Ferrari, por exemplo.
Ô Flávio, essa tese é furada, pois patrocinador paga pela exposição da marca e não para inteirar o orçamento de equipes, ou por “serviço” prestado.
Você não precisa de aulas de economia; precisa é de marketing.
Sensacional!! hahaha
Mas tem muita lógica essa teoria do autor desconhecido e tão bem compilada por vc!
É claro!!!! Se a F1 vai custar no máximo um valor pré-estabelecido para cada equipe correr, porque as empresas pagariam valores estratósféricos para patrocinar?
Tem razão!!
Um abraço
Antenor Thomé
http://www.muraldoantena.blogspot.com
É uma tese muito…….boba!
Eu vou entrar numa loja de calçados para comprar um tenis Nike e dizer que não quero pagar XX pois os custos somado ao lucro dá apenas X!!
O valor do patrocinio está relacionado ao possivel retorno, e não aos custos! Vou criar uma corrida de aviões, bem cara mesma, a arrumar uns patrocinadores para pagarem milhões!! Claro que ninguem vai pagar, pois na dá retorno!
Oi Gomes
O artigo saiu no pitpass.com
abs
Uma parte significativa dos recursos gastos em corridas é para pesquisa e desenvolvimento. De fato, pesquisas, testes, laboratórios, computadores, equipamentos, cérebros, organização, acesso a novos materiais, e muito mais, são elementos que podem alterar significativamente o desempenho de uma equipe.
Ao longo dos anos, muitos são os exemplos onde o emprego de novas tecnologias envolve a obtenção de vantagens nas pistas. O problema é que tecnologia de ponta custa caro. O outro problema é em qual tecnologia colocar suas fichas em uma aposta em um jogo para gente grande. Por exemplo, a EMBRAER desenvolveu um grande programa em CFD (mecânica dos fluidos computacional) com resultados notáveis e a Renault na Fórmula 1 anunciou um desenvolvimento na área, sem grandes resultados até o presente momento.
O outro problema em desenvolvimento e pesquisa e o caminho a ser trilhado. Muitas pesquisas iniciam-se de forma que o resultado fica difícil de ser obtido. É o tal do “approach” dependendo da forma que se inicia a pesquisa, os resultados tornam-se complicados e demorados. Muitas vezes é preciso parar e recomeçar da estaca zero por outro caminho e com muito mais dinheiro.
Automobilismo esportivo pode ser considerado uma atividade predadora de recursos. Em outras palavras, independente do montante de recursos disponível, facilmente, é possível torrar tudo!
Torna-se uma função da gerência da categoria (cartolas) frear os gastos do pessoal através de regulamentação, criando restrições, como as limitações no combustível, motores, chassis, pneus e outros exemplos.
Se colocarem um teto de gasto, a próxima tecnologia a ser batida é como gastar mais do que mostra a planilha dos contadores. A nova tecnologia valorizará o trabalho dos contadores e, na questão de gastos exorbitantes e balanços subfaturados, a área militar pode prestar um grande favor para a Fórmula 1, pois do assunto (gastar muito e mostrar que foi pouco) o pessoal de uniforme entende muito bem.
Só acho que a comparação com o preço da (nossa) gasolina é injusta: enquanto os patrocinadores tem opções para decidir onde deixar as verbas de patrocínio, nós não temos opções à nossa “gasosa”.
Nossa, realmente, gente a solução para crise é o Meianov….então Meianov para Ministro da economia….esta tese do XX, X, XYZ, faz sentido….então se cuida Delfin Neto….o homem manja da coisa….
Sempre opoder economico fala mais alto do que qualquer coisa, acima até do poder de direção , do poder de mando. maldito dinheiro…
Assitir F1 é como comprar tenis da Nike.
Vc sabe que por tras da beleza do tenis há trabalho escravo e infantil, como já foi varias vezes denunciado mundo afora. Basicamente, é um “tenis de sangue”, como os “diamantes de sangue” africanos. Mesmo assim, todo mundo compra e acha lindo.
Os bastidores da F1 é composto de nazistas, escroques, gente gananciosa, coações e trapaças. Mesmo assim, continuamos assistindo.
É muito louco esse lado do ser humano de fechar os olhos para as coisas ruins. Nossa auto comiseração sempre produz um argumento em nossa defesa. No caso da F1 é o famoso “não podemos conundir o esporte e a competição das pistas com os bastidores”.
E assim caminha a humanidade…
Bom, esse foi meu ultimo comentário sobre o lado negativo da F1.
Antes que venha alguem dizendo que estou sendo chato…
Tese interessante, mas eu acho, na minha santa ignorância (ou inocência) de leigo, que o valor do patrocínio, ou ao menos a justificativa dos vendedores, é a exposição da marca e não a composção dos custos, fictícios ou reais, da equipe. Pelo menos as equipes sempre poderão argumentar isso.
Gustavo
Provavelmente o texto tenha sido este:
http://pitpass.com/fes_php/pitpass_news_item.php?fes_art_id=38329
A propósito, muito bom
A tese é perfeita. A coisa funciona exatamente como ocorreu no mercado financeiro internacional… valores superinflacionados movimentando fortunas e gerando comissões multimilionárias…
Quem quer furar a bolha ?
Se o texto está correto ou não, eu sei lá, mas a aula de economia. (X XX Y YY) está fantastica!!!.
Fiz uma viagem pelo norte de Goiás e Tocantins e a gasolina é mais barata que em Brasilia; o alcool então, baita diferença.
Explique isto, Ilmo Professor Doutor Flavio Gomes.
Mas o preço da gasolina caiu no mundo.Só não baixou no Brasil.
Talvez para pagarmos o luxo,ostentação,negocios ruins da “nossa” Petrobrás.
Não vejo tanto sentido nessa tese. O que o anunciante deve calcular é quanto retorno traz o investimento. Se o teto fizer a audiência da F1 cair ai tudo bem, caso contrário os anúncios continuarão tendo a mesma exposição de antes ou até maior (se a competitividade e o número maior de equipes provocar maior interesse).
O que pode acontecer é equipes maiores perderem dinheiro de anúncio por começarem a ter resultados ruins na pista. Nesse caso os anunciantes podem migrar de equipe.
Outra possibilidade seria um grande anunciante preferir criar uma nova equipe do que pagar caro em patrocínio de alguma já existente (vide Red Bull)…
É uma boa tese, se bem que acredito que as equipes diriam algo do tipo “a Visibilidade da Marca vai continuar igual, logo poderemos cobrar a mesma coisa”.