iG
iBest BrTurbo

Publicidade

Publicidade
06/07/2009 - 00:30

É UMA TESE…

SÃO PAULO (como tantas outras) – O Ricardo Divila me mandou um artigo muito interessante sobre a repulsa das equipes ao teto orçamentário proposto pela FIA. Em linhas gerais, o texto, que saiu na Inglaterra mas eu infelizmente apaguei depois de ler (vivo fazendo isso) e por isso desconheço o autor, lança a tese que segue.

O que os principais patrocinadores pagam por ano aos grandes times é bem mais do que o teto. Os valores dos patrocínios, com o teto em vigor, baixariam bem. Como é que as equipes vão continuar cobrando de seus anunciantes valores astronômicos sem poder usar o argumento de que a F-1 é muito cara? Mais: o quanto se cobra de um patrocinador para entrar na F-1 faz parte do que se chama de “valor agregado” de uma equipe. Uma Ferrari, por exemplo, vale XX, e não X, porque para patrociná-la é preciso pagar YY, e não apenas Y. Se o preço para anunciar na Ferrari cair para Y, ela não vai mais valer XX, e sim X. Sacaram? Sou um ótimo professor de economia.

Duro vai ser explicar aos patrocinadores que o custo do serviço que elas, equipes, prestam a eles, que anunciam, caiu cinco vezes, mas que o preço que eles, anunciantes, vão pagar pelo mesmo serviço vai continuar o mesmo. Eles vão ficar tão putos quanto a gente fica quando vê que o preço do barril do petróleo caiu pela metade e a gasolina continua custando a mesma coisa. Sacaram? Acho que vou dar aula na GV.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1 Tags: ,

56 comentários para “É UMA TESE…”

  1. Edmilson Fidelis disse:

    A Ferrari cobra mais pelo patrocinio porque ganha mais corridas. Elementar.

    A Ferrari ganha mais corridas porque gasta mais no desenvolvimento dos carros.

    Elementar. Embora haja exceções.

    Se todas as equipes passam a ter a mesma possibilidade de ganhar corridas e ter maior visibilidade, porque pagar mais para a Ferrari?

    Só pelo vermelho? Só pelo cavalinho rompante?

    XX fora, YY fora, a tese tem fundamento.

  2. Milton Quase Olivetto disse:

    FG,
    Mas se os patricinadores pagam XX é pq o retorno é interessante e suficiente pra bancar essa cota.
    Sua lógica, uma relação proporcionalmente direta, XX retorno YY, X retorno Y não se comprova nesse mundo marketeiro.
    Vc pode aplicar 1/4x e receber XXXX.
    You get it?

  3. Marcelo Liberatori disse:

    No curto prazo o petróleo caiu mas o dólar subiu, o que manteve o fator de um pelo outro estável!

  4. DKRC disse:

    Bresser-Pereira, Delfim, Gustavo Franco, Carlos Lessa, Nassif.. entre outros…Dêem as boas vindas a Flavio Gomes.. Agora escrevendo Coluna Econômica. =p

    Brincadeiras a parte Flavio… Se falar apenas hipoteticamente, Acho que essa tese é furada.
    Pelo fato da concorrência….

    Por exemplo.. se existir um teto de custos para a F1… isso não quer dizer que as empresas vão pagar menos. Depende da posição da equipe.. de sua hegemonia e resultados.
    Digamos que tanto a Force Índia quanto a Ferrari tem o teto de 40 milhões. Mas se a Ferrari tiver uma chance maior no campeonato e maior visibilidade, é obvio que exista mais patrocinadores dispostos a colocarem sua marca na Ferrari. Ou seja.. .a demanda pela imagem da Ferrari será alta, e assim o preço do espaço publicitário na Ferrari será maior.
    Não é uma questão de custos, e sim de concorrência. Se existirem dois fornecedores de combustíveis dispostos a patrocinar a Ferrari, claro que quem vai sair ganhando é quem pagar mais.

    A não ser que seja criada uma Associação dos Patrocinadores da Formula 1. Dai vira cartel o negocio e a questão da concorrência vai pro Brejo.

    Essa tese só funciona se existir esse cartel dos patrocinadores. Coisa que eu nunca ouvi falar. E se existir, acredito que a FIA deva tomar providencias, pois esse tipo de atividade é proibido não só no esporte, mas em qualquer atividade econômica. Se as equipes estão utilizando essa tese, é por que eles sabem que deve existir uma certa organização/cooperação entre os patrocinadores.

    Se não.. é tese furada.

  5. Felipe Mazorca disse:

    Acho que isso até pode ter contribuído, mas não acredito que tenha sido o mais importante e o fundamental.

    A marca Ferrari não vale mais do que a marca Force India só pq a Ferrari gasta mais.

    É uma justificativa plausível cobrar muito de um patrocinador pelop fato de a equipe gastar mais e dizer que faz isso para ser vencedora.

    Mas mesmo com teto, a procura e interesse para patrocinar uma escuderia mais renomada e vitoriosa vai ser maior, o que quase que inevitavemente vai deixar a tal equipe em condições de cobrar mais, barganhar, etc.

    Sim, é uma tese. Mas acho que é possivelmente apenas uma pequena parte da coisa.

  6. Juliano disse:

    Simples… como explicar que o Corinthians em 2008, disputando a Série B recebeu da Medial Saude 16,5 milhões, ao passo que o SPFC que estava na Série A, recebeu 15 milhões. Os gastos para se disputar uma Série B não são muito menores em comparação aos da Série A???

  7. Eduardo Azeredo disse:

    Acho essa tese mais crível (apesar de o valor pago ser baseado na exposição da marca) do que a idéia de que as equipes não querem mostrar suas contas.

    Afinal, quem hoje em dia vai querer bancar uma empresa que não mostra suas contas?

  8. Walter Terra Campos - Poa/Rs disse:

    Não é somente o custo que importa.
    Tem o tempo de exposição, interesse do público no evento e outros fatores.
    Exemplo é o horário nobre da televisão, custa mais caro porque tem mais gente assistindo.
    No que refere-se a F1 e publicidade tenho uma historinha interessante.
    O ano pode ser 73,74 ou 75, corrida de Mônaco, botaram um cartaz em um prédio que ficava atrás de uma curva.
    A saída da curva era filmada de frente, assim o prédio aparecia em todas as voltas que filmavam esta curva.

    O cartaz era dizia somente PONTO FRIO-BONZÃO.

    Eu tinha ido estudar (faculdade) em São Paulo e a empresa Ponto Frio não me dizia muito, pois na época não tinha lojas em Porto Alegre e os amigos que assistiam a corrido junto eram de Curitiba, então nada a ver.
    Chamou nossa atenção o letreiro e no começo discutiamos se não seria uma sorveteria de um português.
    No outro dia os jornais comentaram o assunto, foi uma maneira que o Ponto Frio encontrou para fazer publicidade certamente com um custo bem menor que o exigido pela Globo.
    Hoje existe mais cautela para não permitir este tipo de ação.
    Abraços

  9. Walter Terra Campos - Poa/Rs disse:

    Ops
    Deve existir algum desses videos da corrida em que pode aparecer o cartaz

  10. granito disse:

    A tese tem fundamento sim, mesmo considerando que o valor de patrocínio pode ou deve ser maior que o orçamento, porém não é descolada totalmente deste. Assim como cobrar 300 milhões de Euros de patrocíno se existe um teto de 40?
    Mesmo que se fizesse um leilão , nem mesmo a Ferrari e a McLaren consiguiria quase 8 temporadas em um só ano,ninguém aceitaria pagar mais que um pouco a mais que o teto.

  11. homero disse:

    tá djóia, a explicação. e o texto, pra variar. só não vai fazer que nem o beluzzo e virar presidente da portuguesa!

    sou fã do blog, vida longa aos velhos autos.
    abraço.

  12. Fernando Passos disse:

    Não concordo muito com isso não… Pras equipes pequenas, sim…

    Mas pra Ferrari, McLaren e, agora Brawn e RBR, não concordo…

    Você não paga o patrocínio a estas equipes porque elas precisam da grana alta, e sim porque você está comprando um lugar de anúncio numa das maiores equipes da melhor categoria de automobilismo do mundo, independente se ela vai gastar mais ou menos… Ou quer ou não quer…

    Não sei se a propaganda no intervalo do jornal nacional vai cair o preço, mesmo se a Globo e as outras emissoras tiverem um teto orçamentário para montar o estúdio…

  13. Sérgio Frega disse:

    Não tem muita lógica essa teoria não…..mas você é otimo escrevendo sobre economia e afins…….abraços

  14. claudio cardoso disse:

    Uma pergunta ?

    Ja que se falou tanto em tennis Nike vamos la.

    Alguem ai sabe quanto custa para fabricar um Tennis nike ?

    E um monte de gente compra, compra pela marca, e nao pelo custo de fabricacao, todo mundo sabe que a Nike nao produz nenhum tenis, é apenas uma empresa de Marketing, que licencia o tenis de alguem e coloca a marca deles no tenis dessa pessoa, e na sequencia embolsa o dinheiro.

    Bolsa Vitton, Ja viram quanto custa ??? Mais de 4.000,00 reais, será que alguem em condicoes normais da cabeça consegue imaginar que uma bolsa de mulher tem material suficiente para custar isso ? Claro que nao, voce ou o louco, esta pagando pela marca e nao pelo custo.

    Com isso nao importa o custo na formula 1, e sim a marca, prestigio, tempo de exposicao, e identificacao com o produto para alguem querer anunciar.

  15. gabs disse:

    É Flávio…
    “a tese” não faz sentido nenhum. Os patrocínios vão cair é por falta de dinheiro na praça mesmo,

  16. Guinter Braun disse:

    Isso não é tese, é lógica!

    Certamente há patrocinadores que pagam o valor do teto orçamentário para ter sua marca em um carro de F1. E vale lembrar que são vários patrocinadores em um carro!

Deixe um comentário:

Antes de escrever seu comentário, lembre-se: o iG não publica comentários ofensivos, obscenos, que vão contra a lei, que não tenham o remetente identificado ou que não tenham relação com o conteúdo comentado. Dê sua opinião com responsabilidade!

Os campos com * são de preenchimento obrigatório






Voltar ao topo