FOTO DO DIA
SÃO PAULO (vejam as cores!) – Largada do GP da África do Sul de 1975, em foto enviada por Humberto Corradi. Pace na ponta, não? Lindos os carros, todos diferentes entre si, grid maravilhoso. De horrível, o fato de a F-1 correr num país que oficialmente adotava um regime de segregação racial. A F-1 foi o último esporte de caráter mundial a deixar a África do Sul. Não sei como é que os pilotos aceitavam correr lá. Mesmo sabendo que, em geral, esportistas são alienados e desinteressados de tudo que não é seu esporte, é incrível saber que nenhum boicotava essa prova. E tinha gente politizada nesse meio.

Pilotos de Fórmula-1 são pilotos de Fórmula-1 em qualquer época. O negócio era,e é, entrar no carro e pilotar. No máximo falam algumas coisas que interessam as suas equipes e olhe lá. Mas, “tirando” este lamentável fato histórico, a pista de Kyalami era fantástica!
Flávio,
A Ligier chegou a não participar de corridas na África do Sul, não?
Bela lembrança Edgard, de uma Formula 1 em que essa pirâmide bestial de custos se sobrepõe a tudo e todos. É a vitória da obsolência planejada, aonde tudo nasce já com registro de óbito.
Não sei se é verdade mas ouvi diversas vezes que as placas processadoras 386 eram na realidade todas 486 e alguns circuitos eram “queimados” para diminuir sua capacidade, após alguns meses no mercado passaram a vender as placas sem esse dano, que se transformaram em 486, upgrade do mal…… se é realidade não sei, mas tem tudo a vêr com essa filosofia perversa que ainda reina hoje em dia.
outro capítulo é o indecente e indecoroso salário pago aos pilotos, ninguém abaixo de deus merece o salário que são pagos aos pilotos e aos atletas de ponta em geral, é um despropósito e um acinte a qualquer mortal, some-se a isso departamentos monumentais entupidos de engenheiros e aceclas, computadores de ultima geração trabalhando noite e dia.
Tudo isso pra quê? para ter dois carros na pista? É muito pouco…… esse maravilhoso grid aí de cima é a prova disso. Carros belíssimos , projetos interessantes, sem pit-stop, sem trayllers de 30 andares com 20 refeitórios e 200 poporta-vozes, sem 50 milhões de dólares de depósito sabe se lá pra que… J.C Pace no intervalo entre uma prova e outra vinha ao Brasil para correr etapas de Divisão 1 para defender um leite menos aguado para as crianças, alguém já pensou na inimaginável hipótese do Pé de Chinelo ou o Massa precisarem fazer isso?
Quem deu o tiro no pé não foi a Formula 1, foi a humanidade em geral, a mais valia, só a grana é que conta, acabou o amor e o entusiasmo. O futebol virou uma merda com um bando de debilóides bilionários e suas ridículas camisas com mensagens de Jesus. Nada contra a fé de ninguém, mas é bem melhor fazer do que aparecer, a honestidade e a bondade são critérios que devem ser analisados na terceira pessoa quer seja do singular ou do plural, não vale você dizer que é honesto e bonzinho, quem tem que falar isso são os outros….. chega!!! já falei demais…..
Grande foto!
Kyalami era meu circuito predileto!
Conheci o original (esse da foto) e o estragado. Não tem nem comparação!
Kyalami tinha uma característica curiosa: conforme a temperatura baixava, o grip da pista ia diminuindo…diminuindo…então tinha que acertar o carro bem mole, para andar muito da metade da corrida para a frente.
Foi assim que Hulme venceu Emerson em 1972 e Beltoise marcou o último pódio da BRM na F-1 em 1974.
Mesmo nesse ano da foto, Jody Scheckter se aproveitou dessa mudança para bater Reutemann por menos de 4 segundos. Pace, que largu da pole, teve que parar nos boxes e voltou endiabrado, batendo o recorde da pista várias vezes, mas acabou em quarto lugar, grudado no câmbio da Tyrrell de Depailler.
Para a Equipe foi uma enorme decepção, pois Wilsinho nem largou.
O carro já era só 1 segundo mais lento que os F-1 “normais”, mas mesmo em penúltimo (o Velho Hill bateu sua Lola e não completou o treino do sábado) o carro estava na balada dos que andavam na rabeira.
No treino da manhã quebrou alguma coisa no motor e não deu tempo para trocar…
Cara, o Tigrão urrou e berrou com todo mundo naquele dia! O representante da Cosworth foi se esconder no box da Tyrrell para não levar uns safanões!
Outras eras…outras gentes…
Gente, por favor ,segregação RACIAL , oficialmente, ou seja, por determinação de um governo, é o fim do mundo. Isto não é politicazinha, como disse alguém aí. Tem que fazer muita pressão mesmo e usar o esporte que é a coisa mais democrática que existe, é uma grande arma sim. Tem que misturar sim. Acordem pessoas.
Um guard rail pífio e apinahdo de gente separava os boxes da reta, e isso é Formula 1.
Outro dia fui expulso pelo segurança de Interlagos, “só” porque estava com meu filho de 5 anos na reta, com o cabeção pra fora das grades, vendo os carros da Fórmula São Paulo passarem.
Os tempos mudaram muito, ainda bem. E pra quem acha que eu estou questionando a atitude do segurança, não estou não, ele estava coberto de razão. Mas eu não poderia privar meu moleque de poder, nem que por uma vez na vida e na Fórmula São Paulo, enfiar o cabeção e ver um fórmula passar a 1 metro da cara dele. Prometo não fazer mais, hehehe.
Flávio duas coisas.
Você relata que os corredores eram alienados quanto a segregação. Lembro do Senna questionar o problema racial e ameaçar não correr mais na Africa e tempos depois houve a exclusão do calendário.
Hoje os compromissos de todos envolvidos na categoria são prioridades no faturamento e, não dão a minima para o as dificuldades “alheia” o que interessa é o bolso cheio.
Grande Edgard, abraço.
Vamos tentar tirar o pó da memória. Pace, Lole, Jody Scheckter, Lauda, Depailler, Peterson, Brambilla (meu carro favorito), Andretti, não lembro (amarelo), Hunt, Regazonni, Emerson, Brise, Ian Scheckter, Jarrierm Donahue. O resto não dá pra ver. Tudo de cabeça, sem pesquisa nenhuma, juro. Mas foi fácil. Aprendi a acompanhar F1 vendo esses carros. Ô saudade.
Acho que eles aceitavam correr porque o circuito era mesmo muito muito legal.
Esta foto e do não seria docalendario da goodyear 1975?.
“…é incrível saber que nenhum boicotava essa prova. E tinha gente politizada nesse meio.”
A Ligier já chegou a boicotar essa prova, se não me engano.
Vamos ao carro:
1 – Brabham de José Carlos Pace
2 – Brabham de Carlos Reutemann
3 – Tyrrell de Jody Scheckter
4 – Ferrari de Niki Lauda
5 – Tyrrell de Patrick Depailler
6 – Lotus de Ronnie Peterson
7 – March de Vittorio Brambilla (laranja)
8 – Parnelli do Mario Andretti (vermelho e branco)
9 – Ferrari do Clay Regazzoni
10 – esse amarelo e preto eu não sei
11 – Hesketh do James Hunt
12 – McLaren do Emmerson Fittipaldi
13 – Lola do Rolf Stommelen
para trás, só consigo ver que tem uma Shadow e a McLaren do Jochen Mass, láá atrás. O resto não consegui identificar pela distância.
Esse GP contou com a participação do Sul Africano David Charlton num Mclaren.
Jackie Petrorious e mais outros sempre tomavam parte dessas corridas. Não faziam feio, John Love (Rodhesia) liderou a corrida até 7 voltas do fim em 1967.
O regime do apartheid tinha dessas coisas, extrema riqueza e extrema pobreza. A África era o único país do mundo a ter um campeonato particular de F1 Os pilotos andavam muito quando chegava à época do GP. (negro na pista só para limpar o autódromo dizia Emerson chocado).
Aos poucos a F1 africana foi decaindo. Jackie Pretorius morreu depois de agonizar três semanas em um hospital devido aos ferimentos recebidos durante um assalto 31 de março deste ano. A sua mulher foi assassinada da mesma maneira alguns anos antes.
Antonio, o amarelo é o Surtees do John Watson.
O Kyalami antigo era um incrível circuito no sentido horário. O atual é uma merda de pista, no sentido anti-horário. Anti-horários legais mesmo, só o Intelagos antigo, e esse novo da Turquia que é bem legal também.
Outra coisa, esqueçam uma possível reforma dessa pista original. Todo o setor que corresponde a curva Leeukop, passando pela Reta das Tribunas, The Kink, Reta dos Boxes, Crowthorne e Barbecue Band; viraram um conjunto habitacional. Interlagos ainda tem jeito ( por enquanto ), esa aí, nunca mais. Caramba, mataram minhas pistas prediletas.
É tanto dinheiro e interesses financeiros, que os pilotos não tem voz firme, os patrocinadores e as equipes acabam obrigando os pilotos a participarem.
Belos carros, infelizmente a F1 Histórica tanto anunciada pela Poderosa, não correrá por aqui.
É Flavio Gomes
Os tempos mudaram, nesas época “havia” o tal apartait na Africa do Sul e os carros de F1 eram mais versateis e dinâmicos sem contar o talento das feras, hoje os F1 são tecnologicos e a Africa do Sul palco deste Gp, e atualmente deu show de apresentação na Copa das Confederações e será palco da proxima Copa do Mundo..espero voltar a ver a F1 no continente africano..isso mostra porque a bandeira quadriculada é o simbolo da igualdade entre o preto e o branco…mas gostei dessa foto…