iG
iBest BrTurbo

Publicidade

Publicidade
01/07/2009 - 12:56

REAL, 15

SÃO PAULO (já, sim) – Hoje o Real faz 15 anos. Moeda adotada em 1º de julho de 1994, é o símbolo do fim da inflação galopante (lembram da expressão?) no Brasil. A molecada de 20 anos não faz ideia do que era viver com inflação de 2.000% ao ano. Era uma baita zona. Eu já nem me lembro das moedas com que convivi. Cruzeiros, Cruzeiros Novos, Cruzados, Cruzados Novos, acho que teve tudo isso, até o então ministro da Fazenda Fernando Henrique criar a URV, que era uma unidade de valor estável, que acabaria se transformando no Real. Não entendo nada disso, então não me peçam para explicar. A economia é cheia de mágicas e mistérios.

O que lembro, e bem, foi de onde usei minhas primeiras notas de Real. No Ponto Chic do Paraíso. Comi um bauru e tomei um chope. E paguei com notas novinhas, estalando de bonitas, verdes como os dólares. Hoje, nota de R$ 1,00 é algo bem raro.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Brasil Tags: ,

71 comentários para “REAL, 15”

  1. Rodrigo Flareço - Guarapuava Parana disse:

    hehe blz… pegando uma quase 0 bala te aviso dai combinamos como te envio ok? abraços!

  2. Imperador Ricardo disse:

    Temos que bater palmas para o pessoal que estava naquela equipe economica.

    Conseguiram quebrar a incércia do processo inflacionário com maestria sem igual.

    E de certa forma, todas as medidas que eles criaram continuam sendo aplicadas até hoje…

    Sei que isso dá azia em muita gente… mas é aquele pessoal que tem todo o mérito dos beneficios que começamos a colher por agora.

    Lembro bem dessa época, era Gerente Geral da Agencia Silva Bueno do Banco Nacional… eita…

    Lembro de ir para a caixa forte da agencia para ajudar o Denilson e o Marcial a separar o “dinheiro”… além das notas novas… existiam também as moedas… e isso sim era novidade… pois em época de inflação galopante elas haviam desaparecido da praça.

    Já hoje podemos constatar uma coisa que acontece a muito tempo nos paises mais desenvolvidos… que é a “idade de nossas moedas metálicas”… agora mesmo no escritório perguntei ao povo se alguém tinha uma moeda no bolso… e por incrivel que possa parecer encontramos uma moeda de R$0,10 de 1994.

    Espero que daqui a 15 anos… faça a mesma pesquisa… e encontre mais uma moeda pioneira dos tempos aureos do FHC.

    Abraços

    Imperador Ricardo Piquet
    “Forest Gump do Blog”.

  3. Jeambro disse:

    Época do Sarney, 70% de inflação mensal, a gente recebia o salário e ia no mesmo dia no supermercado, por que se deixasse mais para o meio ou fim do mês, principalmente, não se compraria a metade dos produtos da compra. Época difícil.

  4. regi nat rock disse:

    Raul Neto fez uma sucinta, mas não omissa, história do plano real. Só faltou falar de outros nomes que participaram da planificação. Uma molecada que entendia do riscado. Pérsio Arida (cria do Simonsen), Gustavo Franco (cria do Pedro malan), e outros de que não recordo o nome.
    Era tudo absolutamente teórico e poderia -OU NÃO- dar certo, especialmente por conta dos humores do Itamar que não entendia nada do que estava sendo articulado, além de ser pressionadíssimo pelos “soberbos” políticos que caiam ‘matando’ na politica financeira, dentre eles um gaúcho safado que se achava o herdeiro do Getúlio – aquele. O FHC quando transformado em ministro da Fazendo, custou um bocado pra entender os riscos e implicações da empreitada arriscadíssima, pois dependia do povo entender a URV durante o período de transição e posteriormente a própria economia e aprender a conviver com uma moeda estável. O premio para ele seria a Presidencia mesmo o Itamar querendo outro nome.
    Muita gente quebrou e muita gente enricou nessa transição, mas entre mortos e feridos, prefiro os que sobreviveram, aprendendo a utilizar uma moeda que valia o mesmo 2/3 meses depois ou mais. A inflação de lá pra cá, é considerada baixa para paises com economia emergente e o grande mérito do molusco, foi ter coragem de não mexer no que, bem ou mal, trazia (traz) equilíbrio para os miseráveis, especialmente. Um salario mínimo, permite (a duras penas) no mínimo , a sobrevivência. Com o apoio dos planos de suporte adicionais (cartão isso, cartão aquilo), vão melhorando os índices de qualidade de vida. E a economia formal, segurou (segura) o rojão pra sorte do plantonista.
    Só lamento ser ele meio cego e surdo, pois nunca sabe de nada, quando envolve gente próxima.

    Ixii, ta comprido demais, e paro por aqui.
    Nem sou economista pô.. sou só um atento observador da história.

  5. Iam Cantarino disse:

    Os primeiros reais que usei foram na lanchonete da escola, na 5ª série da época (isso já mudou, não sei agora o equivalente – tinha 11 anos). Foi parecido contigo, mas Matte ao invés do chope…

    E tive a sorte de estar em Paris no 1º dia do euro, saquei no banco e fui comprar uma miniatura de F1 do Alesi na EOL, em St. Germain.

    Aliás, não se vende mais miniatura de F1 no Rio. Tem em SP?

  6. Eu tinha 14 anos em 1994…me lembro que a primeira coisa que comprei com meu suado dinheirinho foi minha primeira guitarra.

    Uma Gianninni strato, cinza com escudo branco.
    Sonhava com isso desde os 9…

  7. Bonilha disse:

    Poxa, eu também lembro como gastei minhas primeira moedinhas – já que era do extinto primeiro grau e para conseguir uma nota era difícil – como boa criança que era, peguei as moedas (1,5,10 e 50 centavos) e gastei numa doceria.

    Bem mixaria, mas para mim era uma fortuna.

  8. E mais, comprei no Mappin, por R$140,00.

    Uma enorme pena ter me desfeito dela……hoje não faço mais
    isso…coleciono mesmo.

  9. Rafael disse:

    as minhas primeiras notas de Reais, foram gastas na banca de jornais perto de casa. Comprei figurinhas pro meu álbum da Copa do Mundo 94 da editora Panini, tenho o álbum guardado até hoje assim como a edição da Copa de 90. Na Copa de 98 eu já estava meio grandinho pra figurinhas…

  10. Marilia Compagnoni Martins disse:

    qdo estive em Araraquara em janeiro, fui ao banco e saquei $20,00 pra ir ao cinema, que lá custa 5,00 a meia, e vieram 20 notas de $1,00 novinhas.

    sobraram 15, se o pai não gastou te mando 01. Dia 12 te aviso

  11. Quando o Plano Real nasceu, no inicio de 1994, o ministro da fazenda era o FHC. Antes da moeda entrar em circulação ele saiu para ser candidato a presidência, então em seu lugar entrou Rubens Ricupero.

    Passados uns três meses, esse ministro caiu por conta do “escândalo da parabólica”, foi ao então que entrou o Ciro Gomes, que permaneceu até o final do mandato do Itamar Franco.

  12. sergio guilherme disse:

    Eu também gastei igual ao Rafael: comprei figurinhas da Copa 94. Mas infelizmente não sei onde foi parar meu álbum de 94 e nem o de 90. Na de 98 também já tava meio grandinho, mas na Copa de 2002 colecionei de novo.

  13. Isso asaiu na imprensa hoje

    O ex-presidente da República Itamar Franco fez duras críticas à campanha do PSDB por ocasião dos 15 anos do Plano Real, comemorados hoje. Em entrevista à Rádio Eldorado, Itamar disse que a campanha deturpa e nega a história e lembrou que a equipe de formuladores do plano era composta por integrantes de outros partidos. “A todo instante assistimos na TV o PSDB comemorando os 15 anos do Plano Real. Oras, isso não nos magoa, mas é uma deturpação, uma negação da história.” Itamar afirmou que combaterá o PSDB se o partido defender a paternidade do Plano Real durante as eleições 2010.

    Presidente de 1992 a 1995, Itamar chamou para si a responsabilidade política pela implantação do Real, em 1994, e ressaltou o papel de outros políticos e economistas. “O grande ministro do Plano Real chama-se (Rubens) Ricupero e, em seguida, Ciro (Gomes). E depois houve Paulo Haddad, Eliseu Resende. O plano não é só de um ministro. E é preciso lembrar que o Plano Real foi assinado pelo presidente da República, não por uma ordem técnica. A parte política foi garantida pelo presidente da República”, afirmou.

    Na entrevista, Itamar lembrou que, pouco antes da implantação do plano, o então ministro da Fazenda Rubens Ricupero o procurou para dizer que a equipe econômica temia pelo Plano Real porque não conseguia chegar a um acordo sobre o câmbio. Também temia as consequências políticas, por conta das eleições presidenciais, que seriam realizadas naquele ano. “Eu disse para ele resolver a parte técnica porque eu iria implantar o plano no dia 1º de julho. Ele disse ‘tecnicamente eu resolvo’, e eu respondi: ‘politicamente resolvo eu’.”

    Ao avaliar o legado do plano, o ex-presidente citou o controle da inflação, que na época oscilava em torno de 50% ao mês, o respeito aos contratos firmados e a manutenção do Estado de Direito. “Ninguém acreditava que nosso governo durasse 48 horas. Felizmente, nosso projeto político venceu e fizemos um sucessor. Esse legado é fundamental quando vemos, hoje, crises institucionais aparecendo no País, particularmente no Senado.

  14. Alex disse:

    Nota de R$ 1,00 é rara? Pra mim rara é uma nota de R$ 100,00 hahahaha

  15. Tuta Santos disse:

    Raro como certos carros, as notas duraram mais que muitos veículos. Aliás, a idade de um carro, o quanto a vida dele -o tempo de produção – dura, esse assunto não daria uma seção no blog de la Guema?

  16. Luidhi disse:

    A idéia do real foi formada desde os anos 80 por professores de economia da PUC-Rio.

    Quando FHC assumiu o Ministério da Economia, foi a chance de colocar o plano em ação.

    Não tem nada o que corrigir, a informação está certa.

  17. Hernani TI4 disse:

    Julho de 1994…Viagem em família, saímos de Brasília (4 adultos e 1 criança) com destino a Araraquara, resolvemos almoçar numa grande churrascaria na cidade de Catalão -GO. Valor da conta = R$ 10.00 ..
    Isso sem falar que antes de sair de viagem fui com meu pai trocar os pneus do Monzão e os 4 borrachudos novos custaram R$ 130.00…e com mixaria enchia o tanque do carro…bons tempos…

  18. Rodrigo Abreu disse:

    no final do 80, tocava a música do Plantao anunciando o aumento da gasolina a meia noite, meu pai largava a janta no meio e ia pra fila do Posto Perdigão aqui em Gravatai-RS, abastecer o carro.

    E eu ia faceiro, no carona do Passatão TS 79, pra mim importava era dar uma banda… coisa boa ser criança…

  19. Pedro Jungbluth disse:

    O real não era do FHC, mas vale dizer que na época foi isso que lhe valeu a eleição para presidente. Depois ele usou bastante como propaganda da estabilidade.
    Lógico que a estabilidade em si é sim mérito do governo FHC. Ele é, digamos assim, estabilizador por natureza. Não só na economia, mas também na política, na justiça, trancou e escondeu muita coisa em nome da estabilidade.
    Se foi um gênio que deu finalmente a estabilidade que o país precisava, só a história pode julgar. Se foi um sacana que pisou em muitos e em muita coisa em nome da estabilidade, idem.

    Sobre o assunto real do tópico, afinal: lembro da minha primeira compra em real, e ainda que o troco foi em cruzeiros, pois na padaria não tinham muitos reais. O valor, como citaram acima, era fixo de 2.750 cruzeiros reais por real.
    A sigla do dinheiro antigo era simples: CR, de cruzeiro real. Ou seja, CR$ 2.750,00 = R$ 1,00
    o nome, “real”, foi um resgate da moeda dos tempos do império.

    Mais um detalhe que o FG não lembrou: o dia 1 de julho de 1994 era bem no meio da copa do mundo. Me lembro que foi um dos poucos dias que não teve nenhum jogo, e que ninguém falou absolutamente nada sobre a copa nos jornais da época.

    Eu era muito diferente: tinha 12 anos, ainda assistia globo, jornal e acompanhava política e futebol.
    4 itens que risquei da minha vida.

  20. Fábio Mota disse:

    Antes do Real teve também o Cruzeiro Real, que foi uma moeda de transição.
    Não me lembro do que fiz com a primeira nota de Real, até pq tinha 8 anos.
    Mas me lembro da época de inflação alta, onde após nossos pais receberem o salário. A primeira coisa a ser feita eram as compras do mês no supermercado, pq no dia seguinte o preço já estava bem maior.

Deixe um comentário:

Antes de escrever seu comentário, lembre-se: o iG não publica comentários ofensivos, obscenos, que vão contra a lei, que não tenham o remetente identificado ou que não tenham relação com o conteúdo comentado. Dê sua opinião com responsabilidade!

Os campos com * são de preenchimento obrigatório






Voltar ao topo