REAL, 15
SÃO PAULO (já, sim) – Hoje o Real faz 15 anos. Moeda adotada em 1º de julho de 1994, é o símbolo do fim da inflação galopante (lembram da expressão?) no Brasil. A molecada de 20 anos não faz ideia do que era viver com inflação de 2.000% ao ano. Era uma baita zona. Eu já nem me lembro das moedas com que convivi. Cruzeiros, Cruzeiros Novos, Cruzados, Cruzados Novos, acho que teve tudo isso, até o então ministro da Fazenda Fernando Henrique criar a URV, que era uma unidade de valor estável, que acabaria se transformando no Real. Não entendo nada disso, então não me peçam para explicar. A economia é cheia de mágicas e mistérios.
O que lembro, e bem, foi de onde usei minhas primeiras notas de Real. No Ponto Chic do Paraíso. Comi um bauru e tomei um chope. E paguei com notas novinhas, estalando de bonitas, verdes como os dólares. Hoje, nota de R$ 1,00 é algo bem raro.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Brasil Tags: Ponto Chic, Real
Nossa, eu lembro que saquei uma nota de 10 e fui abastecer meu carro aqui em Floripa. Pedi pra colocar 10 reais de gasolina, e o tanque tinha enchido por volta dos 7. Tudo bem que não estava vazio, mas hoje não completo o tanque por menos de 120 reais…
Olá Flavio U.R.V o tempo voa, Unidade de Referencia de valor na epoca comprei até uma carteira nova pra colocar alguns Reais dentro rsrsss foi muito legal os mas novos não sabem como era aqueles dias de super inflação abraços a todos
Em 1995 eu me lembro de comprar uma S-10 0 km por R$ 17.000,00 e uma Suzuki GS500 0 km por R$ 6.000,00. Hoje, a picape custa uns R$ 50.000,00, e a moto custa uns R$ 20.000,00. O que parou de aumentar mesmo foi o nosso salário, essa foi a mágica…
ainda bem que a inflação satanica é para mim uma mera lembrança de infancia(tenho 27), de quando eu comprava HQ’s do Hulk e cada edição era um preço mais caro, por exemplo
#4 = 1500, #5 = 2200.
1 URV = Crz(num sei se era assim a sigla) 2750 = 1 real
E o Lula era contra o Real até a alma.
FG, o criador do Real não foi FHC, e sim a dupla Itamar Franco/Rubens Ricupero em conjunto com alguns economistas (não sei de que universidade).
FHC só fez se apropriar a da idéia e pegou carona na bagaça.
A prova está aqui:
http://www.planalto.gov.br/ccivil/LEIS/L8880.htm
Cade a assinatura do FHC e de algum de seus asseclas e babões?
Por isso, nobre FG, acho melhor você corrigir a informação.
Até você, Flávio?
O Fernandinho 2 falou tanto que criou o Real que até você acreditou? Dá uma pesquisadinha na internet. Quem era o ministro da fazenda do presidente Itamar Franco (bom governo aliás) era o Rubens Ricúpero, que depois caiu pelo escândalo da parabólica, lembra?
Abraço.
Piercarlo
E até hoje carrego na minha carteira três notas: uma de 50 mil cruzeiros (com a imagem de Câmara Cascudo), uma de 100 mil cruzeiros (com um beija-flor) e outra de 500 mil cruzeiros (com a imagem do Mário de Andrade, esta com um carimbo de 500 cruzeiros reais, de quando houve o último corte de zeros – outra coisa que a molecada jamais viu, as quedas dos zeros). Foram notas que me sobraram na época que troquei os dinheiros velhos que eu tinha pelas novas notas de real (2750 cruzeiros reais = 1 real, acho que era isso). Como nem rendiam centavos e nem conseguiria juntar mais para completar o valor de troca por 1 real, resolvi guardar de recordação e, também, como forma de nunca ficar de “carteira vazia”, hehehehehe…
Nessa época do surgimento do real estava nos 18 anos. Caraca, como o tempo passa. Era adolescente quando lembro dos tempos da inflação de não sei quantos mil por cento ao mês, daquela enganosa tava maluca de rendimento do Overnight na era Sarney (sim, molecada, esse “tiozinho” cheio dos rolos no Senado) e pré-Collor, que dava a impressão de estar rendendo horrores, mas tudo comido pela inflação, os tempos de tabela de preços… aliás, tinha 10 anos e lembro das tretas nos mercados na época do Plano Cruzado, do Funaro, da gente andando com tabela, acordando de madrugada para comprar o leite tabelado que sumia das prateleiras por conta do congelamento… cada coisa maluca.
Tudo ordenado assim, do nada, a partir de uma tal URV que virou Real… surgida da cabeça de um sociólogo mequetrefe, quase afundada pelo governo dos cupinchas do tal sociólogo e salva pela turma do sapo barbudo com nome de molusco…
Tomara que nos próximos 15, 30, 50 anos, o Real jamais tenha que passar por aquelas loucuras de corte de zeros, notas carimbadas com o novo valor, novos nomes e por aí vai. E sem inflação galopante, claro…
As notas de um real foram extintas, agora só moedas, as que sobrevivem por aí parecem personagem de filme de terror, aqueles de zumbi
Usei meu primeiro real para comprar um coxinha e uma lata de Fanta Coca (nesse tempo um lata de Refrigerante eram míseros 0,50 centavos)
Meu pai dizia que no tempo da inflação nego andava com uma maleta de dinheiro pra pagar passagem de ônibus ^^
E se eu soubesse que aquela nota de 10 reais de plástico saíria de circulação, teria guardado uma. Com o Pedro Álvares Cabral, achava muito bonita aquela nota.
Meu pai ficava caçando os produtos no fundo das gondolas de supermercado, pra ver se tinha alguns que não foram remarcados! E acabava que ele conseguia um puta desconto!
A gente fazia compras no Carrefour para 2 meses de tão alta que era a inflação. A Belina voltava tão abarrotada que normalmente só iam meus pais ao mercado para poderem baixar o banco e colocar mais compras. O pão aumentava de preço todo dia. Era foda.
URV – Unidade REAL de valor, daí o nome do Real.
As notas de R$ 1,00 estão raras pois o BC descontinuou sua fabricação, pois queria estimular a circulação das malfadadas moedinhas do mesmo valor. Fez o mesmo com as moedinhas de R$ 0,01 que sempre foram vilipendiadas pela população, afinal, o que se compra com um centavo???
Somente se encontram moedas por aqui, as notas de UM estão em extinção!
Com vinte paus dava pra colocar gasolina, tomar um chopp e levar a namorada no motel… Hoje nem se vêem mais as notas de R$ 1,00. Só moedas…
CR$ 2.750,00 = 1 URV = R$ 1,00 = US$ 1,00!
Lembro como se fosse hoje.
Logo que saiu meu pai me deu 1 real pra gastar em lanche na escola. Comprei : 01 Pastel de carne, 01 Caçulinha ( guaraná ) e ainda sobrou 0,30 centavos. Bons tempos…
Hoje com 1 Real não compro nem um pastel. Mas tbem faz 15 anos né? Só serve pra dar pros manos mesmo : “Dá um real aeeee manoooo!! rs..”
Nota de R$ 1,00 deixou de ser fabricada pelo Banco Central a uns 2 anos…Eu como colecionador de “tralhas”, guardei algumas em excelente estado de conservação, uma ainda tem cheiro de nova…
FÁBIO, JÁ QUE LEMBRA DIREITINHO, VOLTA LÁ E PEÇA UM OUTRO BAURU E UM CHOPINHO PARA VER QUANTAS NOTAS DE R$ 1 VAI TER QUE PUXAR PARA PAGAR A CONTA.
SERÍA UMA BOA FORMA DE MEDIR A INFLAÇÃO DO REAL, BEM MAIS CIVILIZADA DO QUE A DE OUTROS TEMPOS.
ABS.
Sei que vc pilota, é jornalista e coleciona carros antigos. Mas pelo que vejo em seus posts, sua principal ocupação é comer!
Assim não há jeito de o Meianov andar!
Inflação galopante ????? Vc recebia seu salário defasado no dia 30, aplicava no “over” e ia pagando as contas, para, quem sabe, chegar até o fim do mês … A lembrança mais viva que eu tenho da URV, foi a venda do meu Fusca 74, por exatas 1000 URV’s, para a compra de um Monza 86 … O Plano Real foi muito bem elaborado e conduzido .. Para explicá-lo é difícil, pois o tempo passou e a memória já não é tão boa … Me lembro que a 1 URV, valia dois ou três mil e alguma coisa da moeda antiga … A URV valoriza diariamente … Foi assim por uns três meses, com a população se adaptando, até a chegada do Real. Eu me lembro bem que as compras com cartão de crédito eram verdadeiras “roubadas”, porque você comprava por X, que era transformado pela URV do dia da compra, só que você pagava o valor da URV do dia do pagamento do cartão … O que o Governo quis e conseguiu, foi jogar a inflação na URV e não na moeda. Quando entrou em Real, tudo o que era URV passou a ser Real : se um produto custava 100 URV’s, passou para R$ 100,00 e não tivemos mais inflação desenfreada …
Está aí uma boa herança deixada pelo FHC. Quando o político brasileiro passa a ser conhecido por siglas é sinal de que ele fez algo relevante para o país, de bom ou de ruim… vide GV e JK: idolatrados por uns e execrados por outros.
Em 1994 estava no primeiro ano da faculdade, andando de Fusquinha Azul. Com uma nota de 5 reais almoçava feito um rei no restaurante “Lenha no Fogão”, de Campinas…
Flavio, só para constar ,as notas de 1 real tornaram-se raras ,pois estão gradativamente sendo tiradas de circulação . Tenho uma na carteira, para dar sorte ! heheh
Abraços
Lembro que fui à padaria, paguei em cruzeiro real e recebi o troco em reais (na época da transicao) e fiquei perplexa com a relacao pois recebi “menos dinheiro” no troco. Eu tinha 15 anos na época, todas as minhas colegas de classe viajaram para a Disney naquele ano
Não compensa produzir cédulas de R$1, elas têm grande circulação e estragam muito rápido, aí tem o custo de imprimir de novo. Vale mais fazer moeda, que dura muito mais, apesar de também custar um pouco mais.
O BANCO CENTRAL ESTA SUBSTITUINDO AS NOTAS DE R$1 REAL POR MOEDAS , E MAIS BARATO E DURAM MAIS QUE AS NOTAS, MUITO MANIPULADAS.
Flávio, só uma correção: apesar da propaganda que corre, o Ministro da Fazenda na época do Plano Real era o Ciro Gomes e não o Éfe Agá.
bauru do Pont Chic e choppssssssssssssssssssss é bom demais. Só quem comeu sabe.
Pior do que lembrar da Inflação é lembrar da FILA DO LEITE !!!!!
Raro é ter dinheiro na certeira!
No banco já desisti, não consigo ter…
Nossa, não lembro, mas sei que devido a não produção da notas de 1, o que tem de moeda falsa circulando é brincadeira.
Para informar,
Aos caros amigos que citaram que FHC não foi o responsável pelo plano real.
1 Ciro Gomes nunca fui ministro na época de itamar franco, e sim de FHC, então ele não implantou o REAL.
2 Rubens Ricupero era realmente o cabeça da implantação do plano REAL, não se pode descartar tal papel, nem menos o do então presidente Itamar Topetão Franco, que compraram a briga com o então congresso atolado em escandalos que derrubou o então presidente da camara, e com a forte oposição do PT liderado por LULA dentro do congresso.
Arminio Fraga, Pedro Malan e FHC formaram um grupo de trabalho a mando do então presidente, para junto com o banco mundial, e o FMI, só para esclarecer os dois primeiros eram integrantes destas duas instituições, formaram um cornograma de implantação do então plano real, que passou é claro pela famosa URV. As condições para receber ajuda destas instituições era de que o atual presidente apoiasse o FHC na próxima eleição, e o mesmo se ganhasse nomearia PEDRO MALAN como presidente do BAnco Central.
Ponderações:
1 – O plano só deu certo porque contou com ajuda, e muita de capital externo.
2 – O PMDB ficou encarregado de derrubar o PT dentro do congresso.
3 – FHC Rezou a cartilha ao pé da letra do que ficou acordado com o FMI
4 – O FMI tratou de blindar o brasil neste período de transição, que digamos foi de 6 anos, de 1994 a 2000.
5 – Política é um jogo muito sujo de cartas marcadas
6 – Nunca votei no LUla, mas reconheço o esforço e coragem que o mesmo teve para romper com as alas radicais do seu partido, e para manter a economia em dia. Antônio Paloci e Henrique Meirelles continuam sendo os pilares da equipe econômica do governo, Lula foi favorecido por 6 anos de bonança na economia, mas não desperdiçou a oportunidade.
No futuro olharemos a história e veremos que tanto LULA quando FHC tiveram enorme impacto no nosso país.
Um pela responsabilidade Fiscal e o outro por ter compreendido isto e por não ter disperdiçado a oportunidade de brigar para se diminuir a desigualdade deste nosso País.
- o “cruzeiro real” (símbolo: CR$, com “r” maiúsculo), a partir de 2.8.93 (CR$ 1,00 = Cr$ 1.000,00), de acordo com a Med. Prov. 336, de28.7.93 (Lex 1993/622, Bol. AASP 1.806/4), convertido na Lei 8.698, de 28.8.93 (Lex 1993/699);
- o “real” (símbolo: R$), a partir de 1.7.94 (Lei 8.880, de 27.5.94, art. 3.°, § 1º, em Lês 1994/714, RF 326/356, RT 704/493, RDA 196/326, Bol. AASP 1.853/supl.); o real foi instituído, com a denominação de Unidade Real de Valores, URV, pela Méd. Prov. 482, de 28.4.94 (Lex 1994/644, RT 702/469, Bol. AASP 1.847/supl.), convertida na Lei 8.880.
- a maneira correta de efetuar a conversão de Cruzeiro Real (CR$) para Real (R$): Cruzeiro Real (CR$) (08/1993 a 06/1994) para Real (R$). Faça a divisão da quantia por 2.750 (X/2750) .. R$
Pois é rapaiz…
Acabaram por retirar de circulação as cédulas de 1 real.
Lembro também que para o Real dar certo o governo tinha que juntar uma reserva interncional de 10 Bilhões de dólares (hoje a reserva está em 200 Bilhões) e a quantidade de Reais colcada em circulação no dia 1 de Julho de 94 foi o equivalente a esses 10 Bilhões de dólares ou seja, o dinheiro tinha lastro, não era apenas um papel impresso como na época da inflação.
Só para calcular as notas antigas que ainda tenho na carteira até hoje: 650 Cruzeiros Reais = R$ 0,23… por isso que viraram souvenir na minha carteira, hehehehehe…
E em cima do que o JT falou, lembro que na mesma época ou coisa de um ano ou dois depois do surgimento do real, com 10 reais lembro que ia no McDonalds da Barão de Itapetininga (aquele grande que ainda tá lá, em frente à Nova Barão) na hora do almoço e levava 3 McFish e ainda passava num bar pelo caminho e, com os 2,50 de troco levava uma Coca 2 litros geladinha. Ou levava os mesmos 3 McFish e mais um Cheeseburger. Ou 2 BicMac mais o Cheeseburger. E sobrando troco disso tudo. Hoje, com 10 reais, tu não compra promoção alguma, compra só um lanche e talvez nem sobre para o refri, hehehehehe…
Viva o Real!
Graças a FHC vivemos essa estagnação da inflação. Raul Neto disse tudo, comentário perfeito.
Real, feliz aniversário muitos e muitos anos de vida.
A nota de 1 real não é mais fabricada pelo Banco Central, nós que trabalhamos de caixa nos bancos somos obrigados a recolher todas as notas de 1 real que aparecem para que elas sejam completamente extintas… daqui pra frente so vai ter moeda de 1 real….. mas se vc quiser guardo uma nota novinha pra vc hehhe… te dou de presente….
RESPOSTA DO FG:
Oferta aceita!
A URV é estudada e usada como exemplo até hoje, nas universidades americanas.
hehe blz… pegando uma quase 0 bala te aviso dai combinamos como te envio ok? abraços!
Temos que bater palmas para o pessoal que estava naquela equipe economica.
Conseguiram quebrar a incércia do processo inflacionário com maestria sem igual.
E de certa forma, todas as medidas que eles criaram continuam sendo aplicadas até hoje…
Sei que isso dá azia em muita gente… mas é aquele pessoal que tem todo o mérito dos beneficios que começamos a colher por agora.
Lembro bem dessa época, era Gerente Geral da Agencia Silva Bueno do Banco Nacional… eita…
Lembro de ir para a caixa forte da agencia para ajudar o Denilson e o Marcial a separar o “dinheiro”… além das notas novas… existiam também as moedas… e isso sim era novidade… pois em época de inflação galopante elas haviam desaparecido da praça.
Já hoje podemos constatar uma coisa que acontece a muito tempo nos paises mais desenvolvidos… que é a “idade de nossas moedas metálicas”… agora mesmo no escritório perguntei ao povo se alguém tinha uma moeda no bolso… e por incrivel que possa parecer encontramos uma moeda de R$0,10 de 1994.
Espero que daqui a 15 anos… faça a mesma pesquisa… e encontre mais uma moeda pioneira dos tempos aureos do FHC.
Abraços
Imperador Ricardo Piquet
“Forest Gump do Blog”.
Época do Sarney, 70% de inflação mensal, a gente recebia o salário e ia no mesmo dia no supermercado, por que se deixasse mais para o meio ou fim do mês, principalmente, não se compraria a metade dos produtos da compra. Época difícil.
Raul Neto fez uma sucinta, mas não omissa, história do plano real. Só faltou falar de outros nomes que participaram da planificação. Uma molecada que entendia do riscado. Pérsio Arida (cria do Simonsen), Gustavo Franco (cria do Pedro malan), e outros de que não recordo o nome.
Era tudo absolutamente teórico e poderia -OU NÃO- dar certo, especialmente por conta dos humores do Itamar que não entendia nada do que estava sendo articulado, além de ser pressionadíssimo pelos “soberbos” políticos que caiam ‘matando’ na politica financeira, dentre eles um gaúcho safado que se achava o herdeiro do Getúlio – aquele. O FHC quando transformado em ministro da Fazendo, custou um bocado pra entender os riscos e implicações da empreitada arriscadíssima, pois dependia do povo entender a URV durante o período de transição e posteriormente a própria economia e aprender a conviver com uma moeda estável. O premio para ele seria a Presidencia mesmo o Itamar querendo outro nome.
Muita gente quebrou e muita gente enricou nessa transição, mas entre mortos e feridos, prefiro os que sobreviveram, aprendendo a utilizar uma moeda que valia o mesmo 2/3 meses depois ou mais. A inflação de lá pra cá, é considerada baixa para paises com economia emergente e o grande mérito do molusco, foi ter coragem de não mexer no que, bem ou mal, trazia (traz) equilíbrio para os miseráveis, especialmente. Um salario mínimo, permite (a duras penas) no mínimo , a sobrevivência. Com o apoio dos planos de suporte adicionais (cartão isso, cartão aquilo), vão melhorando os índices de qualidade de vida. E a economia formal, segurou (segura) o rojão pra sorte do plantonista.
Só lamento ser ele meio cego e surdo, pois nunca sabe de nada, quando envolve gente próxima.
Ixii, ta comprido demais, e paro por aqui.
Nem sou economista pô.. sou só um atento observador da história.
Os primeiros reais que usei foram na lanchonete da escola, na 5ª série da época (isso já mudou, não sei agora o equivalente – tinha 11 anos). Foi parecido contigo, mas Matte ao invés do chope…
E tive a sorte de estar em Paris no 1º dia do euro, saquei no banco e fui comprar uma miniatura de F1 do Alesi na EOL, em St. Germain.
Aliás, não se vende mais miniatura de F1 no Rio. Tem em SP?
Eu tinha 14 anos em 1994…me lembro que a primeira coisa que comprei com meu suado dinheirinho foi minha primeira guitarra.
Uma Gianninni strato, cinza com escudo branco.
Sonhava com isso desde os 9…
Poxa, eu também lembro como gastei minhas primeira moedinhas – já que era do extinto primeiro grau e para conseguir uma nota era difícil – como boa criança que era, peguei as moedas (1,5,10 e 50 centavos) e gastei numa doceria.
Bem mixaria, mas para mim era uma fortuna.
E mais, comprei no Mappin, por R$140,00.
Uma enorme pena ter me desfeito dela……hoje não faço mais
isso…coleciono mesmo.
as minhas primeiras notas de Reais, foram gastas na banca de jornais perto de casa. Comprei figurinhas pro meu álbum da Copa do Mundo 94 da editora Panini, tenho o álbum guardado até hoje assim como a edição da Copa de 90. Na Copa de 98 eu já estava meio grandinho pra figurinhas…
qdo estive em Araraquara em janeiro, fui ao banco e saquei $20,00 pra ir ao cinema, que lá custa 5,00 a meia, e vieram 20 notas de $1,00 novinhas.
sobraram 15, se o pai não gastou te mando 01. Dia 12 te aviso
Quando o Plano Real nasceu, no inicio de 1994, o ministro da fazenda era o FHC. Antes da moeda entrar em circulação ele saiu para ser candidato a presidência, então em seu lugar entrou Rubens Ricupero.
Passados uns três meses, esse ministro caiu por conta do “escândalo da parabólica”, foi ao então que entrou o Ciro Gomes, que permaneceu até o final do mandato do Itamar Franco.
Eu também gastei igual ao Rafael: comprei figurinhas da Copa 94. Mas infelizmente não sei onde foi parar meu álbum de 94 e nem o de 90. Na de 98 também já tava meio grandinho, mas na Copa de 2002 colecionei de novo.
Isso asaiu na imprensa hoje
O ex-presidente da República Itamar Franco fez duras críticas à campanha do PSDB por ocasião dos 15 anos do Plano Real, comemorados hoje. Em entrevista à Rádio Eldorado, Itamar disse que a campanha deturpa e nega a história e lembrou que a equipe de formuladores do plano era composta por integrantes de outros partidos. “A todo instante assistimos na TV o PSDB comemorando os 15 anos do Plano Real. Oras, isso não nos magoa, mas é uma deturpação, uma negação da história.” Itamar afirmou que combaterá o PSDB se o partido defender a paternidade do Plano Real durante as eleições 2010.
Presidente de 1992 a 1995, Itamar chamou para si a responsabilidade política pela implantação do Real, em 1994, e ressaltou o papel de outros políticos e economistas. “O grande ministro do Plano Real chama-se (Rubens) Ricupero e, em seguida, Ciro (Gomes). E depois houve Paulo Haddad, Eliseu Resende. O plano não é só de um ministro. E é preciso lembrar que o Plano Real foi assinado pelo presidente da República, não por uma ordem técnica. A parte política foi garantida pelo presidente da República”, afirmou.
Na entrevista, Itamar lembrou que, pouco antes da implantação do plano, o então ministro da Fazenda Rubens Ricupero o procurou para dizer que a equipe econômica temia pelo Plano Real porque não conseguia chegar a um acordo sobre o câmbio. Também temia as consequências políticas, por conta das eleições presidenciais, que seriam realizadas naquele ano. “Eu disse para ele resolver a parte técnica porque eu iria implantar o plano no dia 1º de julho. Ele disse ‘tecnicamente eu resolvo’, e eu respondi: ‘politicamente resolvo eu’.”
Ao avaliar o legado do plano, o ex-presidente citou o controle da inflação, que na época oscilava em torno de 50% ao mês, o respeito aos contratos firmados e a manutenção do Estado de Direito. “Ninguém acreditava que nosso governo durasse 48 horas. Felizmente, nosso projeto político venceu e fizemos um sucessor. Esse legado é fundamental quando vemos, hoje, crises institucionais aparecendo no País, particularmente no Senado.
Nota de R$ 1,00 é rara? Pra mim rara é uma nota de R$ 100,00 hahahaha
Raro como certos carros, as notas duraram mais que muitos veículos. Aliás, a idade de um carro, o quanto a vida dele -o tempo de produção – dura, esse assunto não daria uma seção no blog de la Guema?
A idéia do real foi formada desde os anos 80 por professores de economia da PUC-Rio.
Quando FHC assumiu o Ministério da Economia, foi a chance de colocar o plano em ação.
Não tem nada o que corrigir, a informação está certa.
Julho de 1994…Viagem em família, saímos de Brasília (4 adultos e 1 criança) com destino a Araraquara, resolvemos almoçar numa grande churrascaria na cidade de Catalão -GO. Valor da conta = R$ 10.00 ..
Isso sem falar que antes de sair de viagem fui com meu pai trocar os pneus do Monzão e os 4 borrachudos novos custaram R$ 130.00…e com mixaria enchia o tanque do carro…bons tempos…
no final do 80, tocava a música do Plantao anunciando o aumento da gasolina a meia noite, meu pai largava a janta no meio e ia pra fila do Posto Perdigão aqui em Gravatai-RS, abastecer o carro.
E eu ia faceiro, no carona do Passatão TS 79, pra mim importava era dar uma banda… coisa boa ser criança…
O real não era do FHC, mas vale dizer que na época foi isso que lhe valeu a eleição para presidente. Depois ele usou bastante como propaganda da estabilidade.
Lógico que a estabilidade em si é sim mérito do governo FHC. Ele é, digamos assim, estabilizador por natureza. Não só na economia, mas também na política, na justiça, trancou e escondeu muita coisa em nome da estabilidade.
Se foi um gênio que deu finalmente a estabilidade que o país precisava, só a história pode julgar. Se foi um sacana que pisou em muitos e em muita coisa em nome da estabilidade, idem.
Sobre o assunto real do tópico, afinal: lembro da minha primeira compra em real, e ainda que o troco foi em cruzeiros, pois na padaria não tinham muitos reais. O valor, como citaram acima, era fixo de 2.750 cruzeiros reais por real.
A sigla do dinheiro antigo era simples: CR, de cruzeiro real. Ou seja, CR$ 2.750,00 = R$ 1,00
o nome, “real”, foi um resgate da moeda dos tempos do império.
Mais um detalhe que o FG não lembrou: o dia 1 de julho de 1994 era bem no meio da copa do mundo. Me lembro que foi um dos poucos dias que não teve nenhum jogo, e que ninguém falou absolutamente nada sobre a copa nos jornais da época.
Eu era muito diferente: tinha 12 anos, ainda assistia globo, jornal e acompanhava política e futebol.
4 itens que risquei da minha vida.
Antes do Real teve também o Cruzeiro Real, que foi uma moeda de transição.
Não me lembro do que fiz com a primeira nota de Real, até pq tinha 8 anos.
Mas me lembro da época de inflação alta, onde após nossos pais receberem o salário. A primeira coisa a ser feita eram as compras do mês no supermercado, pq no dia seguinte o preço já estava bem maior.
Falando em notas de R$1,00 tenho um bocado delas estocadas para futuros negócios com numismática. Nunca achei que fosse me interessar por isso, mas tenho como eles dizem centenas de notas “flor de estampa”. Abs
FHC reuniou um time de craques. Andre Lara Resende, Persio Arida e Edmar Bacha. Mérito dele. mesmo,
A URV foi coisa de doido.
a âncora cambial foi um erro ,mas sem ela o plano nao daria certo no começo.
Não há dúvidas de que o Real foi um grande avanço para o Brasil. Eram muito bons os primeiros anos. Mas em matéria de poder de compra, a época do Itamar foi a melhor dos últimos 20 anos: enchíamos 3 carrinhos no Carrefour. O porta-malas do Corcel I 76 ficava abarrotado.
Sempre achei as notas de R$ 1,00 as mais lindas de todas, tenho cerca de 40 delas novinhas sem uso e também aquelas moedas de R$ 1,00 de comemoração de JK, o mais impressionante é o fato de termos enfim uma moeda de 15 anos…
Uma moeda de 15 anos realmente é algo louvável!Vida longa e prospéra ao Real.
Mas o q me deixa mais puto é perceber,graças a uma moeda estável,de onde vem a inflação.
Vem da ganancia de todos os envolvidos na venda de bens de consumo duráveis,justificada pela alta carga tributária.
Excluo bens de consumo não duráveis e básicos,como combustíveis e alimentos,q estão sujeitos a imprevistos de ordem natural.
A variação cambial do dólar tb se deve à ganancia dos q já tem mto quererem cada vez mais.
De qq forma,só o fato de podermos contar com preços e valores confiáveis e estáveis e não termos q viver naquele inferno de preços q mudavam de um dia pro outro já é grande coisa.
Só o fato,desconhecido pela molecada,de vc poder prever gastos com uma bela antecedencia ou de poder juntar dinheiro pra poder comprar algo sabendo q o valor não se alterará é o paraíso na terra perto do q vivíamos antes do Real,qdo tinhamos q estocar alimentos em casa pra vários meses.Era uma insanidade!Coitados dos africanos q sofrem com inflações intermináveis e estratosféricas!
A propósito eu tinha 13 anos qdo o Real começou.
Não me lembro exatamente onde gastei as 1ªs notas…
e o salário mínimo? alguém lembra de quanto era? na época, o mínimo ficou definido em 64,79 URVs. Cada URV valia CR$ 647,50 em 01/03/1994, data em que ambos (SM e URV) entraram em vigor. Havia também uma tabela retroativa da URV, para efeitos de conversão, que era reajustada diariamente de acordo com o dólar, se não me engano. Em setembro de 94, o mínimo foi arredondado para estratosféricos 70 reais.
Engraçado, mas eu também lembro perfeitamente de como gastei minha primeira nota de Real – Comprando um dogão na porta do Mackenzie, no meu primeiro ano de faculdade.
até o Guido Mantega elogiou indiretamente a herança do Real, quando disse, em agosto de 2002 (ou seja, meses antes da eleição) que o Brasil já estava no caminho certo para inverter o saldo da balança comercial (então negativo).
bate com o que falou o Malan uns 6 anos antes, de que demoraria cerca de 6 anos para que os fundamentos do Real levassem definitivamente a um crescimento contínuo do saldo da balança comercial.
infelizmente, o discurso eleitoral/eleitoreiro não comporta a realidade, portanto os fatos acima descritos são sempre veementemente desmentidos pela militância política.
um baita bauru, com um litro de suco de laranja. bauru com rosbife….
As cédulas de R$ 1,00 há muito tempo não são mais produzidas pela Casa da Moeda. Foram substituídas pelas belas moedas de R$ 1,00.
Flavio o nome do criador do Real não era o Gustavo Franco?