PIRARAM
SÃO PAULO (surpresa total) – As mudanças anunciadas pela FIA agora há pouco estão entre as mais radicais já adotadas na F-1 em todos os tempos. O critério “quem ganha mais leva” pode gerar distorções inacreditáveis. Digamos que um cabra vença uma corrida e termine todas as outras em segundo, fechando o ano com 138 pontos. Aí outro cabra ganha dois GPs e abandona 15. Termina o campeonato com 20. Seria o campeão (desde, claro, que houvesse uma improvável distribuição de vitórias nas outras 14 provas por 14 pilotos diferentes).
É uma situação extrema, mas pode acontecer. E o que vai acontecer, de verdade? Vai acontecer que confiabilidade e regularidade serão palavras riscadas do dicionário das equipes em 2009. Aqueles que têm chances de vitórias vão brigar só por elas, abdicando até de competir em determinadas pistas às quais seus carros não de adaptam. Danem-se os pódios e os pontos “intermediários”. Se der para vencer, ótimo. Mas se estiver em oitavo, sexto, melhor abandonar, poupar o equipamento em geral e o motor em particular para a próxima. Porque os pontos, agora, servirão apenas como critério de desempate.
É uma inversão histórica: sempre quem fez mais pontos foi o campeão (exceto nas temporadas em que havia descarte de resultados), e em caso de empate o número de vitórias era o primeiro critério para apurar o vencedor geral. Agora, quem ganhar mais corridas fica com o título, e em caso de empate no número de vitórias, leva a taça aquele que tiver mais pontos.
OK, é louvável incentivar a luta pela vitória. Mas isso poderia ser feito aumentando a pontuação dos três primeiros, o que me parece bem mais razoável. No fim das contas, Bernie “Zé das Medalhas” Ecclestone não emplacou o ouro, a prata e o bronze olímpicos, mas fez passar o que imagina ser o ovo de Colombo para aumentar a competitividade: só vale ganhar. O resto não interessa.
A F-1 não é assim. O campeonato é longo, passa por pistas de características as mais diversas, e são poucas as equipes que têm condições de lutar verdadeiramente pelas vitórias. É uma modalidade muito desigual entre seus competidores para ser simplificada assim e se sujeitar a acasos, como uma vitória de um Fisichella de Jordan, ou de um Vettel de Toro Rosso. Perde-se um campeonato no estrito senso da palavra e ganha-se uma roleta russa das mais doidas. Um piloto pode passar as dez primeiras corridas do ano zerado, mas alimentará a esperança de ser campeão nas últimas se, de repente, seu carro melhorar barbaramente (Renault e Alonso no ano passado) e ninguém tiver vencido muitas corridas antes. É legal isso? O cara, na prática, correu de verdade menos de meio ano. E o que as outras fizeram nas demais provas, não vale nada?
Sei lá, pode funcionar, pode ser um furo n’água. Juro que ainda não tenho uma opinião 100% formada. Em tese, repito, acho que seria melhor premiar os vencedores e frequentadores do pódio com mais pontos. Fato é que o caráter da competição mudou. “Win or wall” passou a ser a palavra de ordem.
Acho que estão todos ficando birutas… Mas quero saber o que vocês pensam.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1 Tags: FIA, regras
Sou fanático por F1. A partir de agora, perdi o interesse. De toda forma, espero que o Massa seja o campeão. Mas ficarei sabendo através dos jornais.
Tenho duvidas d q vai ou nau funcionar!! tomara q saibam o q estao fazendo!!
Achei interessante esta nova maneira de pontos para a fórmula 1. Agora sim vai depender e muito da perícia dos pilotos, pois estes terão que se manter a maior parte do campeonato, na frente, ganhando muitas corridas e não mais como era antigamente. Ridículo era a forma que os pilotos usavam para ganhar, pois as vezes, deixavam de brigar por posições, para garantir aquela atual posição e com isso, o número de pontos, para ir somando até o final. Esta nova forma, ficou muito parecida com a usada nos campeonatos de futebol, pois não basta apenas ganhar os pontos, mas além disso os números de vitórias acabam ajudando a eleger o campeão. Parabéns aos dirigentes da F1, pois como disseram por aí, estes não são ociosos e palpiteros, mas sim pessoas muito bem preparadas para tornar o espetáculo do circo cada vez melhor!! O cara agora vai ter que mostrar porque está lá, vão ter que buscar a vitória e não ficar brincando de matemáticos, para irem somando pontos até o final. Só faltou a proibição de reabastecimento durante as corridas, para a coisa ficar melhor ainda… E que vença o melhor….
Eu só vou assistir a última volta, que o que vale à partir de agora na F1. Talvez, só a última curva.
Querem mudar, altere-se para 15 o o valor dos pontos por vitórias, ao invés até dos 12, que seriam mais razoáveis.
A F1 como esporte (se é q. era) acabou.
Pra mim soh existe uma maneira de a F-1 voltar a ser atrativa, como alias era no passado…
A fia assume a parte relativa aos motores e em peh de igualdade a diferenca fica na mao dos pilotos.
Legal que vamos supor que o massa fique todas as corridas em 2º lugar … e o Hamilton não faça pontos em nenhuma dessas que o massa ficou em 2º e dai na última corrida o o hamilton vence e o massa continua em 2º dai o hamilton será o campeão … é palhaçada né … tiraram da F1 “vencer por competência” agora nego que tiver um pouco mais de sorte vence … piada …
acabo a F1 como conheciamos agora vai c um lixo a disputa pelo titulo vai c sem graça as corridas piores ainda por k kem tiver atras naum vai kere corre sabendo k naumvai adiantar d nda
infelizmente esse ano vai ser pessimo pra F1
k pena
absurdo! o Barrichello será o único beneficiado!
Imaginem só a situação: o lider está muito na frente dos demais corredores, tipo “já ganhou”. O que impedirá as demais equipes pararem seus carros para economizar o motor? Ele não tem que durar três corridas?
Já imaginaram se a FIFA ou a CBF copia essa ideia “maravilhosa”?
Será que não foi uma pressão da equipe vermelha? Se essa regra tivesse sido usada ano passado teríamos um brasileiro, Massa, campeão depois de nosso eterno Ayrton. Acho á idéia válida , mas acho que não deveriam impor dessa forma e faltando menos de 15 dias para começar o campeonato , podeira ser debatida e colocada em prática em 2010.
Parabéns Flávio pela sua postura de indecisão sobre se esta regra tem valor ou não.
Acho que geralmente as decisões da FIA e principalmente do Bernie Ecclestone são sempre voltadas à evolução e digo que isto acontece com freqüência e por mais que os cabritos berrem o fato é que a audiência não para de aumentar.
Como você eu também fico indeciso em assumir uma postura e se obrigatoriamente eu tivesse que votar ele seria sim. Este sim é motivado pelo passado, se esta pontuação existisse o Nelson Piquet não teria títulos e isto seria uma justiça, sempre o achei um piloto fraco para médio. O Alan Prost teria mais um idem o Senna além da valorização correta do Jim Clark que segundo o teu noticiário teria mais dois títulos. Hehehe somente para o Schumacher isto seria indiferente o que mostra a enorme qualidade da sua pilotagem.
Talvez o passado é que fosse errado e esta seja a maneira correta de se achar um verdadeiro campeão.
12-8-6-5-4-3-2-1
pra mim seria perfeito…..
ou no máximo um
14-10-8-5-4-3-2-1
Capelli e outros, tem um motivo pelo o qual é o Bernie quem toma estas decisões e não nós. O que ninguém percebe é que ele acabou de eliminar o jogo de equipe, e aquela enfadonha prostição do segundo colocado da mesma equipe não desafiar o 1 colocada da mesma equipe.
Se o campeonato tiver um grande “vencedor” no início, daí perde a graça, mas do contrário, será impagável.
Abs
Diogo
Sera que não estamos simplificando demais o pensamento, já que a maioria dos pilotos e equipes nunca tiveram chances de titulo e mesmo assim não “estacionaram” pra ver os outros ganharem.
Acho que a F1 é muito mais que um campeonato, é um palco pra novas tecnologias e projetos, e olhando desse ponto de vista, os projetistas e as equipes tendem a ousar mais tentando ser os mais rápidos, em vez de manter o padrão pra não quebrar e chegar em segundo.
Em resumo, sacrificaram a “justiça” na escolha do campeão, pq não interessa descobrir quem é o melhor piloto, e sim desenvolver carros cada vez melhores.
Se eu fosse piloto, acharia ruim, mas como telespectador e fã de mecanica, acho que vai ser bem interessante.
esse velho gagá, bernie eclestone pirou de vez, tirem ele da F-1 antes que ele acabe com ela, ô velhinho vai pescar e brincar com os netos, isso é se os netos aguentam ele???
Me pergunto como fica a questão das premiações / isenções / benefícios para equipes que marcam mais pontos???? Dúvido algum pilotos parar por vontade própria. Eu não pararia. Vai saber se o primeiro não quebra na última volta. A equipe ganha bencefícios por cada ponto alcaçado. Mesmo que seja somente 1 de oitavo lugar. Será que eles mandariam o piloto parar??? Será que é tão ruim assim??? Ou melhor seriam corridas monotonas, onde ninguém arrisca nada e ultrapassagens são feitas só nas paradas de box??? Prefiro esperar para ver o que acontece…..
Vocês ai da impressa que sabem mais que a maioria..
existe alguma possibilidade disso ser revertido??
vlw..
“Seria melhor premiar os vencedores e frequentadores do pódio com mais pontos”.
Simples assim. Flavio Gomes para Conselho Mundial da FIA!
essa temporada prometia muito…agora já não sei,uma pena.
Tá muita tempestade em copo d’água. Nada mais justo que dar o título pra quem ganhar mais, as idéias que vcs colocam de que um ganha 2 corridas e depois 10 pilotos diferente ganha outras corridas é possível que aconteça, mas , quem acompanha a formula 1 sabe que essa chance é quase nula……vamos espera pra ver e criticar (ou elogiar) no fim do campeonato. Abraços