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02/02/2009 - 08:22

FESTA PARA O MANECO

SÃO PAULO (merecem isso e mais um pouco) – Estou gostando de ver essa crescente onda de homenagens à pilotaiada das antigas. Muitos de nossos heróis têm recebido festivas lembranças, seja com livros, exposições de fotos, páginas na internet, blogs, reportagens, colunas, restaurações de carros famosos e encontros de várias naturezas.

Sábado foi a vez de Maneco Combacau, no kartódromo da Granja Viana. O blogueiro Zé Clemente foi um dos organizadores da reunião que juntou muita gente para abraçar esse pioneiro do kartismo brasileiro (na foto de Claudio Reis, do PlanetKart, Maneco ao lado de Anísio Campos).

Reproduzo parte do texto que o Zé Clemente fez e espalhou em cartazes pelo kartódromo:

**********

Em agosto de 1960, o Brasil deu um passo imprescindível para uma trajetória vitoriosa nas pistas internacionais, nos anos que se seguiram. No bairro do Jardim Marajoara, na zona sul de São Paulo, foi realizada a primeira corrida de karts do país. Devido ao número de inscritos, a prova se deu em quatro etapas. Havia oito karts e uma fila de inscritos.

A organização estava por conta de Eloy Gogliano. Wilson Fittipaldi, o Barão, registrou em gravador para a Rádio Panamericana os acontecimentos do dia. Maneco Combacau venceu uma das eliminatórias e chegou em terceiro, na final, bem perto do filho do Barão, o Wilson Fittipaldi Jr.

Começou neste dia uma das mais longas trajetórias na pilotagem de karts. Foram 25 anos em que Maneco colecionou vitórias, disputas homéricas em mundiais de kart, ótimas lembranças e muitos amigos. Não é exagero afirmar que Maneco semeou um caminho na pilotagem de karts que foi seguido por muitos outros, inclusive nossos campeões de F-1. Por simpatia, Ayrton Senna chamava Maneco de “Professor”.

Fora as suas evidentes habilidades de pilotagem, ficou marcado pelo seu espírito brincalhão. Entre outras brincadeiras, a mais conhecida era puxar, com a ponta da sapatilha, o cabo de vela do kart à frente. Já se deduz daí que os pés do piloto, na época, eram um autêntico parachoque por estarem situados na linha mais avançada do chassi.

Parabéns Maneco, por tudo o que você significa como kartista e pela incrível pessoa que é.

Cotia, 31 de Janeiro de 2009.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Kart Tags:

11 comentários para “FESTA PARA O MANECO”

  1. Ary Leber disse:

    Grande Maneco
    Andei de Kart com ele nos velhos tempos, depois meu irmão andou na escolinha, a homenagem é mais do que merecida.
    Ary Leber

  2. Fernando Feu disse:

    Vi o Anisio semana passada. Ele estava aqui na redação da editora em que trabalho. O pessoal saiu na hora do almoço e viu o Dacon 828 dele e ficou tudo em volta, olhando e achando bem legal, aí ele apareceu, foi então que descobri que o carro era dele.

  3. Jackie Ex-Futura-Fã do #69 disse:

    Parabéns aos idealizadores !!
    Homenagem se faz em vida, enquanto a pessoa pode nos ouvir, olhar nos nossos olhos, fazer cara de que gostou e dar aquele abraço.

  4. Paulo Trevisan disse:

    Taí o Combacau! Lenda do kartismo brasileiro! Preciso do e-mail dessa fera. Estou resgatando e restaurando a série inicial dos karts da Mini (1965,1969,1972,etc.)para o Museu do Automobilismo Brasileiro,e vou precisar trocar informações das décadas inciais com ele.Me ajude nesta FG.

  5. ALEX B. disse:

    Não conhecia o Maneco! Mas depois desta apresentação e o voto do Senna, cheguei a conclusão que este senhor é mais um dos abnegados anonimos de nosso automobilismo. Homenagem merecida!

  6. disse:

    É FG, manja quem é um dos Irresponsáveis por esta parada toda estar rolando né?
    O Ceréga mandou bem dias atrás.
    Agora, o Anisio é doido de pedra, junto com o “MAIOR MALACA” que houve no Kartismo Nacional só poderia dar neste abraço e sorriso.

  7. rosemeyer disse:

    mandou bem ,Ze’ Clemente.Parabens pelo trabalho e por sua nova atividade.

  8. Zé Clemente disse:

    Ufa, que diazinho corrido o de hoje.
    Caro Flávio.
    Antes de mais nada te agradeço a publicação da nota. Voce também está dando uma colaboração para a memória de uma página importante do nosso esporte.
    Não quero parecer exagerado no que vou dizer. Acho sinceramente que eles merecem muito mais. Mas quero justificar. Sábado me vi na saia justa de fazer as devidas citações relativas a uma pessoa que eu mencionei como personalidade. E que de fato é. E me lembro de ter dito que há uma diferença fantástica entre saudosismo e memória. Estou sentido agora nesse momento a agradável sensação de que essa memória está se tornando pública. O que é um ganho significativo.
    Como disse ao Maneco ontem, fizemos uma carreteira juntando um monte de pedaços daqui e dali e quando viramos a chave pegou. Acho que já contornamos a hum. Vamos em frente.

    Finalmente, te peço que replique o meu email ao Sr. Trevisan e peça a ele para entrar em contato comigo diretamente pois terei muito prazer em atendê-lo.

    À todos que se manifestaram, os meus agradecimentos. Deixem um recado ao Maneco no meu blog http://amigosvelozes.blogspot.com

    Abraço
    Zé Clemente

  9. Leandro Castro disse:

    Tem uma reportagem muito boa contando como foi a 1ª corrida. Esta na QR edição 543 de setembro de 2005.

    Abraços

  10. José Leão disse:

    O primeiro Kart que vi na minha vida foi nas mãos do Maneco, eu ainda era um “katatau”.
    Estive no evento, corri, conheci Anisio Campos, Chico Lameirão, Jan Balder, herois que davam vida a Interlagos e jamais imaginaria receber a bandeirade e um troféu pelo ilustre Maneco.

    Ze Clemente e Galluci, parabens por tudo isto. Não sei como agradecer

  11. Talvez são poucos os que tiveram o prazer de dividir a pista com Maneco. Se podemos usar adjetivos para qualificar sua pessoa, me atrevo a ficar com as palavras irreverência e felicidade. Maneco era a síntese de um kart romântico, de garagem e box. Onde podíamos com pouco competir e até ganhar corridas.
    Pavimentou uma estrada, criou sonhos para terceiros.
    Era e ainda é referência para muitos.
    Neste contexto a palavra kart e Maneco se mesclam e é impossível no Brasil, falar de um sem mencionar o outro.

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