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07/01/2009 - 02:25

BOMBRIL

NATAL (acabando…) – Quinta-feira, a convite do Marcos Melo, blogueiro do pedaço, devo visitar a fábrica de buggys Selvagem, que domina o mercado no Rio Grande do Norte. Depois falo deles. Antes, algo que me deixou encantado em Natal. Como se sabe, a VW descontinuou a produção de seus motores boxer a ar. Os últimos feitos no Brasil equiparam a Kombi até o fim de 2005. Depois disso, passaram a usar na Velha Senhora o 1.4 do Fox, ou algo do tipo. Refrigerado a água — crime exaustivamente denunciado aqui à época.

Buggys, no Brasil, pelo menos, sempre usaram motores de Fusca. O fim deles, claro, trouxe problemas aos seus fabricantes, que um belo dia foram avisados pela VW, que lhes vendia conjuntos mecânicos completos, de que a fonte secara. A Selvagem está estudando alternativas. Acredito que as outras fábricas também. Motores AP entre elas. O conjunto atual da Kombi é outra. No fim, tudo dá certo. O buggy que nos levou para passear terça-feira, do Juízo, tinha motor AP 2.0. Andava muito bem. O jeito que esses buggys enfrentam a areia fofa, apenas com tração traseira, é de deixar com inveja todos que estão no Dacar.

(Falando nisso, vocês estão acompanhando? Vi que tem gente se arrebentando de montão. Mas as paisagens são belas. Acho que o Dacar do Cone Sul vai pegar. Tomara.)

Mas o legal mesmo é saber que Fusca não acaba nunca, seus motores servem para tudo, são que nem bombril. Quem já veio a Natal e escorregou nas dunas para cair na água, ou desceu de cordinha para despencar numa lagoa, deve ter notado que para subir de volta os caras usam… Fuscas! Sem pneus ou carroceria, mas Fuscas. Vejam na foto. O cabra da peste tem pedal de embreagem, freio e acelerador à disposição. O motor é traseiro. Têm câmbio. Para quê? Trazer os turistas num carrinho sobre trilhos até o alto da duna, de onde eles despencam na água numa prancha de fibra de vidro, o esquibunda. Melhor do que qualquer motor elétrico, ou estacionário, ou qualquer coisa moderna. Fusca, mesmo.

Me explicou o cabra que o carrinho sobe em segunda. O que um dia foi uma roda, a esquerda traseira, puxa um cabo de aço. O freio é só atrás… A tambor, claro.

E assim os motores que mais sucesso fizeram na história continuam por aí, subindo e descendo gente. Uma história interminável.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Fusca & cia., Turismo Tags: , , ,

56 comentários para “BOMBRIL”

  1. Eric disse:

    Eu amo Fusca.O meu 64 entao……

    Dia 25 tem fisioterapia em Interlagos,para ele alongar um pouquinho os musculos….hahhahahahahaha

  2. Claudio Ceregatti disse:

    Motor de fusca funciona porque é obra de Genio, sob todos os aspectos.
    Foi conceituado ná época – anos 30 – para ser compacto, durável, resistentente e capaz de suportar os maiores castigos.
    Como todo produto de engenharia, havia ganhos e perdas, muito bem balaceadas. A refrigeração a ar e a ventoinha forçada gerevam perda de potencia, em contrapartida permitia seu uso em baixíssimas e altíssimas temperaturas.
    Seu conceito básico é válido até nossos dias. Nos rallies Transchaco, nos piores terrenos, alagados ou desérticos o fusca passava soberbamente.
    Na sequencia, veio a Porsche e a evolução natural do conceito – que permanece até hoje.
    Comparável a esse produto, apenas o Ford T.

  3. Eric disse:

    Eu amo os VW….o meu 64 nem se fala…..faz ate fisioterapia.

    Dia 25 em Interlagos tem sessao para alongar os musculos….hahahahahahah

  4. Eric disse:

    Vixe…saiu duplicado os comentarios….computer novo…..estou me adaptando….ja deu para ver que acento aqui passou longe…..

  5. disse:

    Flávio, vc está em Natal ??? se ainda encontra se em solo potiguar tem um cara que faz carinho de cachoro quente que é a replica do Classe A muito engraçado de ver.

  6. Diego disse:

    Gomes, não sei se vc já viu essa notícia, mas tem uma preparadora soviética desfazendo as merdas que os alemães fazem. É só clicar no link e vc vai saber do que eu tô falando:
    http://www.webmotors.com.br/wmPublicador/Antigos_Conteudo.vxlpub?hnid=41313

    Abraço

  7. adonis disse:

    Na minha adolescência esse galão com esta mangueira era chamado de “kit Dojão”. Coitada da rural do tiozinho do mercadinho aqui do bairro, vivia vendo este kit, só que era usado ao contrário, pra gasolina sair!! hahahaha. Tempo bom…

  8. Carmem disse:

    Oi, Jackie. Não recebi.
    Por via das dúvidas, lá vai de novo: carmem_rn@yahoo.com.br e tem também cdspinola@hotmail.com
    Beijão!!!

  9. Mantovanelli disse:

    O motor mais versátil, mais confiável, mais simples e mais produzido em todos os tempos.

    O Boxer 4 a ar é uma lenda, e mesmo com 70 anos de idade continua imbatível em veículos como buggys, bajas, gaiolas, triciclos etc…

  10. Rodrigo disse:

    Sobre brasileiros no Dakar, aqui:
    http://www.brasildakar.com.br/

  11. VaaaaLNeeeeY disse:

    Natal é foda!
    Amo morar aqui!

  12. Victor Nunes disse:

    Que bom Flávio. Fico feliz em saber que você está curtindo a cidade em que moro.
    Se soubesse antes que você estaria aqui, me organizaria para encontrar com você e mostrar muito mais o que a cidade que apesar de pequena oferece.

  13. ALEX B. disse:

    Flavinho, com a tal de “carestia” de boxers a ar, aqui no sul o pessoal tem usado nos buggys os AP adoidado! Fazem pequenas adaptações mecanicas e estruturais tanto no carro como no motor e transmissão, mas no final das contas, ficam descaracterizados como buggys mesmo! Mas sem alternativas…

  14. Beto Antunes disse:

    O Fusca suas peças são aproveitadas para tudo.

  15. Lucas disse:

    O legal é o tanque de combustível da gerigonça que reboca os turistas.. É o galão pendurado na madeira ao lado do motor……

  16. Ricardo Leite Lopes disse:

    Carmem perguntou:
    “O certo é chamar esses carrinhos de “bugre”, porque “Buggy” é uma marca, assim como Selvagem. É isso?”
    Não. não é isso Carmem, o certo é chamar de buggy mesmo.
    Bugre é uma marca, fabricada no Rio de Janeiro desde 1970 até… hoje http://www.bugre.fcpages.com/ . Outra fabrica carioca de buggies é a Baby http://www.babybuggy.com.br/.
    O Rio de Janeiro já teve mais de 30 fábricas de buggies, hoje só tem essas duas, sendo que a Bugre se mudou da capital para a região dos lagos.
    Acredito que o momento de violência que a capital carioca vive serviu para acabar de vez com estes simpáticos e resistentes carrinhos, assim como não se vê mais um conversível andando na cidade.
    Hoje o Rio é das Pajeros blindadas. Uma pena.

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