GRANDE INGO
SÃO PAULO (pena que vai parar) – Ingo Hoffmann já pingou no Grande Prêmio seu Diário de Despedida da corrida de Londrina, e era meio esperado que ele se referisse ao texto anterior a esse, que gerou ótimas discussões neste modesto blog que vos fala.
O Alemão defende com o brilho de sempre seus argumentos e explica muito do que vem acontecendo com o automobilismo brasileiro nos últimos anos, ele que é personagem atuante de tudo que se passou por aqui pelo menos nas últimas três décadas.
Só me resta, pela ordem: 1) agradecer ao Ingo por ele não deixar de escrever no GP, embora não concorde com o tom que o dono do site, que por acaso sou eu, usa quando fala da Stock Car; 2) sugerir a leitura atenta do texto, pois é uma aula de história; 3) desejar a ele grandes corridas nesta fase final do campeonato, porque serão momentos muito emocionantes para todos que acompanham sua carreira; e 4) discordar energicamente quando ele diz que carro de corrida de verdade tem tração traseira, porque meu DKW tem tração dianteira, e se ele disser que o #96 não é carro de corrida, vai comprar uma briga interminável!
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Stock Car Tags: Diários de Despedida, Ingo
Falando sério. O Blog deveria lançar o INGO(com maiúsculas) como Presidente da CBA. Alguém do ramo, sério e competente só faria bem ao combalido Automobilismo no País.
Belas palavras do Mestre/piloto Ingo…
Lindo texto…
Mas acho que se tivessem usado os motores 2.0 GM, carros de rua, a categoria ia ser show…
Pois outras marcas possuem veículos com a mesma motorização…
E no quesito equalização de performance, seria só trabalhar com pesos…
Fizemos isto em SC na terra, com os gols…
Todos Aps claro…
Mas as carrocerias são diferentes e todas têm um peso específico…
No Gaúcho de turismo tbm é assim…
E têm Uno andando na frente de gol e corsa…
Vejo os comentarios da blogaiada e atento para um detalhe ao qual nunca havia direcionado os olhos, até por freqüentar os autódromos em áreas internas: o tratamento dispensado pelo público ao evento.
É louvável que a Stock Car prepare estruturas e bom trato às pessoas que compõem as torcidas organizadas, em sua maioria reunida pelos laboratórios farmacêuticos no trabalho que fazem junto a clientes e distribuidores, e que no fim são responsáveis pelo número notável de torcedores que apinham-se nos autódromos.
Não raro, são pessoas que, pela oportunidade que lhes cai no colo, acabam tendo seu primeiro contato com o automobilismo, ou mesmo que topam a parada por não terem opção mais atrativa para uma manhã de domingo.
Mas é inconcebível que o verdadeiro fã, o do churrasquinho, o que abandonas as cobertas ainda na madrugada para não pegar fila comprida nos portões do autódromo, seja relegado. Esse, sim, deveria ter tratamento vip.
De fato, não havia percebido até hoje que há esse detrimento, torço para que trate-se de uns poucos casos isolados. Mas está aí um ponto ao qual Carlos Col (que conduz a coisa toda com maestria, mesmo com a enxurrada de críticas que recebe) e sua equipe devem dispensar atenção especial.
Alguém já imaginou automobilismo de tão alto nível – como o que a Stock Car, na minha opinião, ainda proporciona – sem seu público fanático e fiel?
No quesito tratamento ao público, a Fórmula Truck, tão criticada por outros aspectos, dá uma lição a qualquer evento esportivo do Brasil.
Aliás, em seu texto, Ingo fez várias menções à Fórmula Truck.
Será que o convite que o Djalma Fogaça fez declaradamente no comentário aí acima é resultado da mesma impressão que eu tive?
O tempo dirá.
Dei meu braço a torcer…foi um tapa na minha cara…mas veleu a pena…é aquela história: ” as pinga que eu tomo todo mundo vê, mas os tombo ninguém vê…”
Adimiro mais este piloto…grande Ingo
Do ponto de vista de um piloto o texto do Ingo é muito interessante. Explica muita coisa. Para um amante do automobilismo, como eu, não muda nada. Continuo com a mesma opinião do Flávio Gomes.
Cada um faz o seu papel. O Gomes escreve e às vezes pilota; o Ingo pilota e às vezes escreve. E eu tenho apenas que ler a coluna do grande alemão brasileiro e dizer que a coluna foi do k-ralh… E como cada um faz o seu papel, o moderador que me modere.
Já conhecia toda a história exposta no último ‘Diários da Despedida’ sobre a evolução da Stock Car, contada pelo próprio Ingo numa entrevista dele para o site Autoracing.
Por isso, mesmo sonhando com uma categoria multimarcas, sempre Respeitei!!! e Compreendi!!! a filosofia da Stock, o esforço dos ‘dinossauros’, dos chefes de equipe, de seus promotores…em construir uma categoria na qual os pilotos brasileiros pudessem se profissionalizar por aqui, e não abandonar a carreira depois da falta de oportunidades no exterior (por falta de apoio financeiro). Prefiro ver piloto com talento, recheado de títulos na Europa, correndo na Stock Car do que administrando as empresas da familia.
Essa turma que construiu a Stock não tem culpa se a indústria automobilística nacional não se interessa pelo esporte a motor. Eles devem é ser parabenizados por não terem se acomodado com o quadro que dispunham (falta de interesse das fábricas e inércia das confederações) e correrem atrás de uma alternativa que consolidasse o automobilismo nacional.
É assim, enquanto existem pessoas que falam e falam, passam a vida falando e criticando, existem outras que correm atrás e executam, constróem, contribuem à sociedade ao longo de suas vidas…as primeiras passam a vida, e ao final, percebem que não construíram nenhuma obra, não deixaram nenhuma contribuição para o meio em que vive…
As críticas feitas à Stock Car, rebatidas pelo Ingo Hoffmann, não contribuem em nada para o desenvolvimento do automobilismo nacional, já que não passam de opiniões apaixonadas, levianas, desinformadas, carregadas de preconceito, de quem não participou e não acompanhou a luta para mater viva a categoria e o esporte a motor em nosso país.
Acredito (e torço para isso) que a Stock não seja uma categoria consolidada, mas em evolução. Alguns passos importantíssimos já foram dados, outros estão a caminho.
Assim, espero que o automoblismo no Brasil seja mais valorizado, reconhecido, divulgado e profissional para continuarmos a nos divertir com esse esporte que tanto nos apaixona, e na qual dependem tantas pessoas.
Excelente texto e além do ser excelente piloto, agurmenta de maneira inteligente. Muito bem colocado os argumentos, Flávio o Ingo é encardido na pista e tu arrajanste um cara mais encardido ainda com as palavras.
Camarada Gomes:
Você escreveu o que pensa, vendo de fora e deixou o Ingo mostrar como é, visto por dentro.
Beleza de debate, mas o texto do Alemão foi excelente, esclareceu um montão de dúvidas sobre o automobilismo, com a verdade nua e crua.
Parabens e obrigado INGO!!!
Eric, foi em 2005 que aconteceu isso em Interlagos. Estava lá, e demos muita risada.
Puxa vida Ingo, valeu, tá tudo explicado, agora só um detalhe que faltou você falar, que tal uma coluna oficial sua ano que vem, falando do automobilismo, principalemente Nacional e uns toques sobre a F1? Fica a sugestão, pois depois dessa aula, meu caro Alemão, sensacional. Só para constar, estava em 79 na primeira corrida em Brasília da estoque, saimos as 4 e meia da manhã do Caseb, um circuito improvisado onde tinha uns pegas brabos aqui em Brasília, o Nelson deve se lembrar, daí fomos para o autodromo pulamos a cerca de cochilamos, uma turma, todos com 15, 17 anos, para ver a estoque. Show Ingo.
O Alemão e o Flavito, juntos, tinha de dar nisso! Uma discussão saudável e esclarecedora!!
O Flavito fez o Ingo escrever “Estoque”… É o fim dos tempos…
O Flavito poderia escrever o Ladanoso nos Sertões pra peitar a Mitsubishi do Ingo!!! Ou se preferir me avisa que tem um Niva inteirasso vendendo aqui perto, bem equipado e sem exagero.
INSCREVER o Ladanos, INSCREVER!!!
Histórico, esclarecedor e sensat0, o texto do Ingo.
Entretanto, ele não tocou no ponto que realmente me incomoda e me revolta na Estoque Car: o show feito para convidados, os das empadinhas e bonés, que ficam nos melhores lugares, e que vão ao evento somente pelo “almoço grátis”. E, para os fãs de automobilismo, sobram lugares ruins e desorganização.
Aqui, em Brasília, na última vez que fui a uma corrida da Estoque, quase saí no braço com um segurança. Eu, pagante de ingresso, como vários outros “otários”, tivemos que assistir a 2 ônibus de um patrocinador de genéricos pararem na entrada dos pagantes, descerem várias pessas vestidas com as cores do patrocinador (2 ônibus CHEIOS, não esqueçam), e FURAR A FILA, enfiando essas pessoas nas arquibancadas de pagantes, na frente de todo mundo que PAGOU pra assistir!!! Xinguei, tentei brigar, argumentar, tudo o que estava ao meu alcance. Chamei até a polícia, que nada pôde fazer, por ser um evento particular. É o reflexo de um país de povo trambiqueiro e espertalhão.
E aí, caro Ingo, como ficam os entusiastas que atém tentaram apoiar a categoria, mas esbarraram na falta de profissionalismo e seriedade de quem a mantém?
Concordo com o Ingo. Para o desenvolvimento das corridas no Brasil, acharia interessante a CBA COPIAR (MESMO, NA CARA DURA) o modelo da Argentina. Fico abismado a quantidade de categorias que lá correm (vejam o programa VelocidadSur no SPEED) . Tem até categoria de turismo com carros V6 importados, correndo mercedes, ford, peugeot e outros. Sem falar nas categorias de protótipos. Dá uma vergonha …
Com argumentos escritos de maneira tão sincera e sem qualquer agressividade, certamente ele nos trouxe de volta a nossa realidade. Infelizmente a Stock ainda não conseguiu atrair a minha audiência, até porque fica a mercê dos horários determinados pela transmissora, mas pelo menos agora conseguiu o meu respeito. Parabéns ao Ingo e parabéns também ao Flávio, afinal não só proporcionou espaço à Stock Car neste que é disparado o maior e melhor site de automobilismo do Brasil, como divulgou as colunas do Ingo no seu Blog, fazendo seus leitores conhecerem todos os pontos de vista.
Sou fã incondicional de corridas, contudo, in loco, nunca mais. Talvez a Indy 500. No Brasil, não há respeito com os VERDADEIROS torcedores. Seria uma boa para o Alumão, nesse caminhada a Presidência da CBA(Cambaliante bizarra associação), tomar as rédeas desse desleixo para com os que tem sangue nas veias.
Concordo inteiramente com o grande Ingo, eu vejo a STOCK CAR por que gosto, não por que tenha Peugeot, Chevrolet ou Mitsubishi, assisto desde que tinha somente os vectras, qual a diferença de correr com motores todos iguais ou diferentes se a única coisa que vemos é a bolha.
Isto é que é uma VERDADEIRA unanimidade, em 100 comentários uma totalidade de manifestações de apreço, admiração, reconhecimento, concordância, e, incontestabilidade!!!!
É muito bonito de se ver (ler), e apesar de parecer algo fácil, bastando apenas competência, não o é. Isto é para pessoas especialíssimas, que merecem ser “endeusadas” em suas atividades.
PARABÉNS INGO!!!
100% UNANIMIDADE!!!!! (desculpem a redundância)