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16/09/2008 - 14:19

GRANDE INGO

SÃO PAULO (pena que vai parar) – Ingo Hoffmann já pingou no Grande Prêmio seu Diário de Despedida da corrida de Londrina, e era meio esperado que ele se referisse ao texto anterior a esse, que gerou ótimas discussões neste modesto blog que vos fala.

O Alemão defende com o brilho de sempre seus argumentos e explica muito do que vem acontecendo com o automobilismo brasileiro nos últimos anos, ele que é personagem atuante de tudo que se passou por aqui pelo menos nas últimas três décadas.

Só me resta, pela ordem: 1) agradecer ao Ingo por ele não deixar de escrever no GP, embora não concorde com o tom que o dono do site, que por acaso sou eu, usa quando fala da Stock Car; 2) sugerir a leitura atenta do texto, pois é uma aula de história; 3) desejar a ele grandes corridas nesta fase final do campeonato, porque serão momentos muito emocionantes para todos que acompanham sua carreira; e 4) discordar energicamente quando ele diz que carro de corrida de verdade tem tração traseira, porque meu DKW tem tração dianteira, e se ele disser que o #96 não é carro de corrida, vai comprar uma briga interminável!

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Stock Car Tags: ,

111 comentários para “GRANDE INGO”

  1. Renato disse:

    Fala Ingo,

    Como não tenho seu e-mail, e como vc falou que lê os comentários aqui no Gomes, acho que esse é o único jeito de passar o recado.

    Gosto muito do Gomes e de seus comentários. Não o conheço, mas pela sua honestidade intelectual num meio que depende muitas vezes de bajulações, respeito-o muito. Além disso sabe tudo de F1 que é minha paixão.

    Mas, mesmo assim, acho que vc não precisava ter se explicado tanto nessa última coluna. Você é O CARA no automobilismo brasileiro e tem o respeito de todos. Respeito, aliás, que só aumentou com suas brilhantes colunas esse ano. Parabéns por toda a sua história de luta e vitórias.

    Um pitaco sobre a Stock: acho que tem muito “motorista” no meio de vocês. É ridículo como alguns simplesmente não toleram ser ultrapassados e dão no meio do outro carro qdo esse já tá terminando a curva dando um passadão por fora.

    Isso dá um ar de amadorismo que não é bom e, no meu caso, desanima de ver algumas corridas.

    Outra coisa, mantenham o Galvão longe das transmissões. Insuportável.

    Abraços

    Renato

  2. renato disse:

    Só para completar e esclarecer o e-mail, quis dizer que não vejo nenhum problema no fato de o carro ser bolha.
    Pra mim, tanto faz o que está correndo, o que importa é como a coisa está sendo pilotada. Por isso acho que o problema da Stock são alguns motoristas, não o carro.

    No mais, parabéns novamente ao Ingo pela coragem e lucidez e subscrevo o que li acima, INGO PARA PRESIDENTE DA CBA!

  3. Sergio Magalhães disse:

    Olá Flavio,

    Passei muito tempo sem postar comentários em seu blog, mas nunca deixei de acessá-lo. Mas hoje fiquei louco de vontade de escrever. Primeiro porque sou fã de carteirinha do Ingo. Sim, nós também temos um “Alemão” tão vitorioso e fantástico como a Alemanha tem Michael Schumacher. E tenho a honra de poder acompanhar a carreira passo a passo deste Monstro Sagrado que é o Ingo. Me sinto muito feliz e privilegiado de poder ter acompanhado e vibrado com cada um de seus 12 títulos na Stock Car. E segundo porque já deve ter dado para perceber que sou fã da Stock, categoria que acompanho desde seu surgimento, em 79.

    Nenhuma categoria sobrevive a tanto tempo se ela não tiver um potencial, e a Stock que já passou por tantos altos e baixos, chegando ao cúmulo de correr apenas em Interlagos o ano inteiro, em 1988, agora ela triunfa e colhe os frutos que semeou nestes anos todos.

    O Ingo foi muito, mas muito feliz, tanto na coluna passada, como principalmente na de hoje. É logico que todos nós que amamos o automobilismo gostariamos de ter uma Stock multimarcas, mas sobre isso o Ingo explicou muito bem. Do meu ponto de vista, eu respeito a opinião de todo mundo, mas vejo como uma grande bobagem essa história do cara que não se conformar que o carro que ele compra na concessionária não é o mesmo que ele vê nas pistas, na Stock Car. Aí eu pergunto: De que adianta meu carro de rua ser igual ao Stock se eu não posso fazer nas ruas e estradas o que ele faz nas pistas? Ter um carro de rua semelhante a um carro de corrida é como alimentar um sonho totalmente fora da realidade porque nem que se o Astra da Stock fosse o mesmo Astra da concessionária, ainda assim o de corrida teria inúmeras diferenças de desempenho, equipamentos, modificações que em nada tornaria o carro de rua igual. Portanto essa história de carro de rua igual ao carro de corrida é pura bobagem.

    O que não pode é uma montadora fazer propaganda enganosa, do tipo: “o mesmo carro que você usa é igual ao da Stock”. Isso é inaceitável. Mas ainda que tenha acontecido esse tipo de propaganda, acredito que em nada interfere na compra de um carro novo, até porque, quem gosta e acompanha a Stock, sabe muito bem que lá o chassi dos carros é tubular e os motores V8. E quem não gosta de automobilismo jamais vai deixar se levar porque certa marca ganhou uma corrida ou campeonato. O cara vai e compra o carro que lhe é do sonho, ou então o qual ele teve alguma indicação, mas nunca baseado em desempenho de corrida.

    Parabéns ao Ingo pela belíssima coluna, e se ele, por acaso, ler este comentário, tenha a certeza, Ingo, de que sou seu grande fã e que você fará muita, mas muita falta nas pistas.

    Um abraço a todos.

  4. Fernando disse:

    realmente muito bom, esclareceu toda a situação da stock atual.

  5. bi disse:

    #96 não é carro de corrida, é lenda.

  6. Thiago Silveira disse:

    Meus parabéns ao Ingo! Acabou de mostrar mais uma vez que além de grande piloto é uma grande pessoa. Sempre evoluindo!

  7. Jairo Fernando disse:

    Li o texto (loooongo) do Ingo e foi legal conhecer a história da Stock. Li tudo, mas sinceramente, eu não gosto da Stock. 34 carros, mais da metade só fazendo número, acho um exagero. Assisto alguma coisa porque cortam até parte do treino da F1. Mas a corrida mesmo (da Stock) eu acabo dormindo.

    O cara é realmente gente fina, soube responder às críticas com argumentos muito bem fundamentados.

  8. Marcelo Ferreira disse:

    Olha…..

    FAN-TÁS-TI-CA, a Coluna do Ingo. Explicou sem enrolar….

    MARAVILHOSA !!!!

    Parabéns ao Ingo e ao Flávio. Como eu disse antes, cada um tem sua razão, continuamos amigos, estamos conversados e … desce mais uma beeemmmmm gelada…rsrsrs

  9. Djalma Fogaça disse:

    Não podiamos esperar algo diferente vindo de vc,parabens pelo texto,e pena q dezembro tá chegando,se mudar de idéia ,é só chamar,tem uma vaguinha pra vc na truck com certeza.
    grande abraço.

  10. Ricardo SMX disse:

    Grande Ingo mesmo,

    O gomes polemizou e o Ingo escreveu de forma honesta de quem viver a realidade do automobilismo brasileiro.
    Lembro que a GM sairia do campeonato e antes mesmo disso, o próprio Ingo mesmo sendo o melhor piloto da categoria, teve que se ver o brigado a correr em duplas para dividir os custos da Stock Car, lembro que em 1993/1994 o Ingo fazia dulpa com um piloto de nivel menor que o dele, o Angelo Giombeli, fazia isso para continuar correndo senão ficaria a pé.
    o Ingo alem de fazer muito esforço para manter a categoria, ele é um pilotaço, vai fazer faltas as ultrapssagens que só ele sabia fazer, agora temos o Cacá Bueno que é seu fã e eu considero um cara ousado, o que chega mais próximo em termos de competência do ingo.
    Parabéns Ingo pela sua contribuição ao automobilismo brasileiro, já pensou se vc não arriscasse no começo correndo de Brasilia??!!!!!

  11. Pedro Jungbluth disse:

    Pois é, devíamos ter uma Stock 2.0, para corrigir o erro.

    Acho que hoje em dia, com sistema turbo de baixa pressão, dá pra tirar 350 cv de qualquer 2.0 mantendo peças baratas e manutenção tranquila, desde que limitem o turbo.
    Considerando que o atual motor é V8 americano e passa por empresa que equaliza, dá para manter os custos iguais. E compensar a perda de 100 cv reduzindo o peso dos Stock e equilibrando mais.

    Foi uma má decisão continuar com o motor 6 canecos em 99, um preconceito, e que gerou esses Stock atuais pesados, desequilibrados e lentos na pista.

    Olhem para a Argentina, que tinha uma categoria principal, a TC, bolha com motorzão (mais fácil de achar lá que aqui) e depois fizeram a TC 2000 que arrasou, hoje nem lembram da TC original.

    É o que podemos fazer, Ingo, os motores V8 e a tração traseira é o que vocês querem… o argumento básico é o mesmo. Se a Stock tivesse esses mesmos protótipos com motores mais próximos da realidade nacional, acho que teríamos menos gente reclamando.

  12. João Leopold disse:

    Eu gosto demais de automobilismo e sempre me foquei em F1. Na minha idéia era melhor ser um especialista de uma categoria e usufruir todo prazer que ela dá do que comer todas e depois nem me lembrar o nome daquela que tinha a coisa atravessada.

    Isto mudou com a Stock Car, hoje a acho emocionante e altamente seletiva e as palavras do Ingo Hoffman completaram minha idéia e aumentaram ainda mais o prazer de assistir e vibrar com esta categoria.

    Parabéns Flávio Gomes meu herói do jornalismo, parabéns Ingo Hoffman por tudo que nos deu no automobilismo e agora também nas idéias e parabéns ao excepcional jornalista Bruno Vicária que me tranqüiliza para os próximos anos saber que teremos alguém com visão clara e intuitiva para nos reportar os acontecimentos destas categorias que tanto gosto.

  13. Magistrado disse:

    Fica claro que o Sr. Ingo, além de exercer as funções de melhor piloto no automobilismo nacional(dodecampeão dessa categoria)competente e dignamente, também preenche lacunas que o jornalismo especializado e isento deveria obrigatóriamente informar.
    A aula sobre a história da Stock e do automobilismo nacional, nos privou de texto(s) sobre a Entidade Ingo Otto Hoffmann, de acordo com o propósito da coluna “diário de despedida”.
    Urge que os profissionais do jornalismo especializado assumam este papel com seriedade e isenção, sob o risco de nunca mais ter esta oportunidade.
    Informar com isenção é competencia, opinar é posterior direito.
    Em resumo ,” jornalistazinhos/fofoqueiros” de plantão:
    CHUPEM que a CANA é DOCE!

  14. Ricardo Palmero disse:

    É por essas e outras que sou fã do Alemão… E seu também Flavio!
    Abraços

  15. Franck disse:

    Tomara que falte assunto ao Ingo mais vezes.
    Bendita falta de assunto.
    Voltando a Stock o que acho que irrita mesmo é a forma como o evento é mostrado pela televisão, outro dia assistindo a uma das provas eu só ouvia o locutor dizendo…Cacá Bueno já é 10°, linda prova de Cacá Bueno que agora já é 9°, excelente recuperação de Cacá Bueno que já é 7°…E fiquei pensando…Quem é o primeiro colocado? Será que isso deixa feliz o patrocinador do 1° colocado? Na verdade o que irrita muito é o “PADRÃO GLOBO DE QUALIDADE”.
    Ingo minha torcida é grande por uma vitória sua até o final do ano.
    Abraço a todos.
    PS – Flávio convide alguém da nova geração da Stock para escrever no GP.

  16. Felipe Montanheiro disse:

    Parabéns ao Ingo e ao Flávio por esse debate, debate esse que esclareceu muita coisa que, para quem está de fora, nunca fica tão claro.

    Apesar de ter 26 anos ainda, me lembro que desde muito pequeno ia assistir a Stock em Interlagos e sempre me encantava ver o Ingo, o Chico e o Paulão “arrancando asfalto” e juntamente com a paixão que meu pai tinha por F1, fez com que eu me tornasse mais um fissurado nesse esporte.

    Particularidades à parte, sempre torci pro Ingo sempre falava pro meu irmão quando pequenos: “Olha lá, o Ingo, o 17….ele é o cara!!!” e assim seguimos acompanhando a carreira desse mago das pistas…e mais ainda, pude participar da organização da Etapa do campeonato de Baja que aconteceu aqui em Itupeva e como eu ficava no meio dos trajetos pra coordenar os carros, pude ver que o Alemão toca não somente no asfalto, mas na terra também, e toca muito…além de ser um grande piloto é uma grande pessoa, simples e atencioso com todos os fãs que chegam para fotos ou breves papos.

    Ingo, deixo aqui meus parabéns por tudo que já fez para o nosso automobilismo e pelo o que ainda fará.

    Sou um grande fã seu.

    Abraços, Ingo e Flávio.

    Felipe Montanheiro.

  17. Wanderlei Pucci disse:

    Caro Flávio Gomes,
    Abaixo o comentário que enviei ao Ingo:

    Prezado Ingo,

    Parabéns pela sua coluna “Diários de despedida: Londrina” e sua atitude em relação aos comentários do blogueiro Flávio Gomes.

    Aproveito a oportunidade para agradecer e dar um testemunho.

    Naquele distante julho de 1974, na inauguração do Autódromo de Goiânia, misturado com motocicletas, Divisão 1 e outras atrações, foi Você o responsável pelo espetáculo, com uma incrível Brasília azul da Creditum, que passava todo mundo, por dentro, por fora, proporcionando uma das corridas mais emocionantes que já vi. E o mais importante: Você está entre nós, correndo (e bem), agüentando críticas dessa meninada que se brincar, nem tinha nascido naquela época. Como não estão José Carlos Pace, Carlos Jacaré Pavan, Pedro Muffato, só pra citar alguns coadjuvantes daquele espetáculo.

    Obrigado.

    Obrigado por aquele e outros espetáculos ao longo desses 34 anos.

    Obrigado pela paciência de explicar como as coisas aconteceram e acontece no Automobilismo Brasileiro. Morei fora um tempo e não consegui explicar aos estrangeiros como tínhamos Emerson Fittipaldi, Ayrton Senna e Nelson Piquet e o automobilismo aqui não consegue se organizar.

    Não, Você não vai parar. Vai deixar de correr, porque já viu tudo e não tem mais nada a acrescentar ao seu emocional.

    Vai sim, continuar presente, pra dar coragem e determinação a esses meninos, que como nós, tem gasolina nas veias e não pode com ronco de motor e cheiro de borracha queimada. Afinal, o show tem que continuar.

    Quanto ao Flávio Gomes, é gente boa, escreve bem e é bem informado. Se servir como alento, já tem o castigo merecido, fruto talvez de alguma praga de mãe ou coisa parecida. É aquela mania de DKW e Lada. Drogas pesadas, dependência psíquica, cruz difícil de carregar.

    Obrigado.

    Wanderlei Pucci

    Tels.: (61) 3033 3040 ou Cel. (61) 8179 0169

  18. André Luiz disse:

    As palavras do Ingo foram ótimas, me fez ter um pouco mais de respeito pela stock e sentir uma admiração ainda maior pelo Ingo que é um dos poucos no Brasil que se preocupa com o automobilismo brasileiro …não adianta , ninguém chega a décadas de carreira como piloto por nada , só os fortes sobrevivem .

  19. Daniel Tozzo disse:

    Valeu Ingo, parabéns pelas palavras, parabéns pela carreira, parabéns por sua simplicidade! Abraços!

  20. Lucca disse:

    Isso sim é piloto!
    Parabéns pela coluna!

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