E O VÔLEI PERDEU…
PEQUIM (cada segundo valeu) - Foi de manhã, já é de noite, mas o dia foi cheio e estranho, e até final do pólo aquático cobri, daí a demora. O vôlei masculino perdeu o ouro para os EUA, o que não foi propriamente uma surpresa. Desde a primeira derrota, para a Rússia, a blogaiada já vinha falando dessa possibilidade.
Mas o vôlei brasileiro continua sendo forte como sempre, perder faz parte do jogo, os EUA foram muito bem e não sei nem por onde começar a avaliar técnica e taticamente uma partida de vôlei. Notei que os jogadores lutaram, e se não deu, não deu.
Talvez surjam algumas polêmicas sobre Bernardinho, Ricardinho, Bruninho e outros inhos, mas não diria que elas serão mais eloquentes do que as discussões sobre o meião do Roberto Carlos na Copa da Alemanha, por exemplo. O que a equipe percebeu é que não é imbatível, como não foi na Liga Mundial.
Uma curiosidade… Nesse post linkado acima, do dia 14, surgiu nosso querido Confúcio no blog. Mas hoje ele está meio down, sem vontade de falar nada. “Eles vão todos embora, não vai ter mais ninguém aqui amanhã para me ouvir, vou dizer o quê?”, queixou-se ao seu fiel discípulo Gah-Fang-Yotung, cabisbaixo. “Então eu posso falar alguma coisa?”, perguntou Gah-Fang-Yotung todo espevitado. E Confúcio, desanimado, respondeu: “Fica quieto, você só fala besteira”.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Pequim 2008 Tags: vôlei
O momento é da seleção norte-americana q está jogando muito.
Quando nós jogávamos um zilhão de vezes mais que todos os demais, o mundo nos reverenciava. Porque agora que eles estão jogando o fino vamos desqualificá-los para tentarmos justificar a nossa inferioridade. De jeito nenhum. Time q tem comando como o nosso já tem um novo objetivo – Estudarmos o jogo nos EUA da Russia e derrotá-los. Isso é o esporte.
De nada vale criticarmos os nossos atletas das mais variadas modalidades (exceto o futebol masculino). Perder uma olimpíada depois de 4 anos de luta, renúncia e dedicação total e exclusiva, e ter que aguentar os patrocionadores de oportunidade, pois só o são quando o atleta está por cima, a dizer que não vão mais apoiá-lo é muito duro e envolve em muitos casos a sua própria subsistência. Quem sabe agora vcs entendam a Fabiana Murer. Mas nem todos têm essa cara de pau.
Confúcio merece continuar a ser ouvido, logo pode ser a voz da razão no conturbado mundo da F1. Traz os caras na mala, Gomes.
Não sei dizer se a hegemonia do Brasil no vôlei acabou. Não afirmaria que começou a hegemonia norte-americana.
Mas uma coisa eu sou capaz de afirmar sem nenhum medo de errar: a saída do Ricardinho foi fundamental para a queda de rendimento da seleção brasileira.
Não importa se a culpa é de A, B, C, ou D. Importa que um esporte onde o coletivo, mais que qualquer outro, é a base fundamental para o sucesso não se pode dispensar impunemente o melhor levantador do mundo.
No vôlei atual não há espaços para bons. Deve-se ter ótimos, excelentes, foras de série.
Aí a razão dos EUA levarem o ouro desta vez. Eles têm seis excelentes jogadores que faz com que o seu técnico não faça substituição, pois sabe que não tem reposição a altura.
Todo grande time de vôlei é alicerçado por um levantador fora de série. Tivemos o William. Tivemos o Mauricio. Tínhamos o Ricardinho, o melhor deles.
Os EUA tem Ball que com mais idade e experiência se tornou um fora de série.
Talvez Marcelinho venha a ser um. Talvez Bruno venha a ser um. Mas ainda não são.
Alguém disse que os EUA tem tática, que tem computadores, tem analistas, tem isso e tem aquilo. O Brasil também tem. O Brasil foi e é referência no esporte.
Mas não há tática contra o imponderável. Contra o inesperado. E é isto que faz um levantador fora de série. Derruba qualquer tática.
Quem desequilibrou o jogo final não foi a violência do Stanley. Contra ela até que equilibramos. Quem ganhou foi a genialidade de Ball.
Hoje não fomos os melhores, mas ainda estamos entre os mehores. E estaremos por muito tempo ainda.
Sairam com o Ricardinho.
Veio o Pan, normal, ouro.(Sem Itália, Rússia e EUA)
Veio a Liga, ferro, perdemos
Veio o Mundial, perdemos para os Yankees.
Veio Pequim, eu já sabia.
Volta Ricardinho, volta!
Para que acontecese a vitória dos EUA em 2008, muitas lições de casa foram realizadas, muitas erradas e poucas certas. Acredito que o técnico americano ficou careca de tanto estudar essa equipe do Brasil e só conseguiu depois de muitos anos ……..só deu BRASIL VOLLEY MASCULINO, ….mas vitória brilhante foi a da equipe feminina do Brasil…..parabéns a todas as meninias e a comissão técnica.
sem ricardinho, sem amarelinha.
Perdemos porque erramos muito. Só no saque demos 14 pontos para eles. Insistimos demais em jogadas manjadas que os USA já sabiam e cobriam com raça e determinação. Não faltou ao Brasil raça, não faltou ao Brasil orgulho, não faltou ao Brasil determinação. Faltou somente um pouco de variação de jogadas rápidas e um pouco de observação de Bernardinho (que neste jogo foi “inho” mesmo) e ainda um pouco de falta de sorte. PRATA??? MEDALHA LIIIINDAAAA. VIVA O BRASI!!! NUMA DISPUTA NINGUÉM PERDE NADA. PODE DEIXAR DE GANHAR MAS NESTE CASO O BRASIL CONQUISTOU A PRATA..
abraços
Flávio, parabéns pela cobertura. Lances geniais como o papo com o gafanhoto vão ficar na minha memória para sempre.
Já sobre a tal polêmica, se tem alguma amarelão esse alguém é o Ricardinho que não teve coragem de admitir que errou. Lembramos que o Bernardinho chegou a convidá-lo para voltar…
Parabéns aos nossos jogadores, são vencedores. Perdedor é quem não tem coragem pra jogar.
Abraços
No Rio de Janeiro, a Prefeitura retirou da grade curricular 1(um) tempo de aula de educação física POR SEMANA (vejam o total ao final de 9 anos de escolaridade, SÓ PARA “GASTAR MENOS” na contratação de professores de educação física, qualquer medalha olímpica (seja da cor que for),vale OURO. Potência olímpica com esta mentalidade? NUNCA
Não dá para abrir mão do melhor levantador do mundo e ainda querer ganhar no mole.
Sem o Ricardo o Brasil continua um time extraordinário, mas cai na vala comum de Russia, Italia, Servia,etc…
O grande levantador Bowl ( segundo melhor do mundo ) carregou o time nas costas, pois no time dos EUA , gigante pra dar porrada nunca faltou.
De qualquer forma palmas para a prata que convenhamos não é pouco!
Joguei volei profissional por 2 anos na posição de levantador e digo que não faltou competência aos nossos levantadores, faltou sim o diferencial, o especial, que Ricardinho tem ao acelerar o jogo. Perdemos para um time que jogou melhor que o nosso e mereceu a vitória, jogamos pro gasto. Mas como alguns disseram em outros coments não podemos execrar essa seleção de voleibol, ela pode perder muito e ainda terá crédito. Seleçãozinha nojenta é a de futebol.
Ps: Não dá pra assistir nenhuma competição narrada pelo Sr. Galvão Bueno, o cara consegue irritar.
Aos internautas Abreu, Luciano Rodrigues, Sônia, JT, Nando Alves, Bruna, Soltertrain, Guilherme, Cláudio Paes Leme, J. Noga, José Rubens Fonseca de Freitas, Carlos Soares e principalmente Adércio Freire da Silva, devo dizer que CONCORDO INTEGRALMENTE com suas palavras e enalteço os feitos de nossa seleção masculina de voleibol cujo valor vem se provando desde o início deste século. Por que perdemos? Por que erramos muito, é verdade. Por diferentes razões técnicas, é verdade, mas também existe o fato de que os adversários também evoluem. Atribuir a ausência de um jogador os maus resultados de uma equipe (quando desde Atenas em 2004 nós perdemos mais de uma referência) parece a oportunidade ideal de “jogar na cara” certos ressentimentos. Perdemos sim, mas a verdade é que o adversário foi superior. Passado o evento é muito fácil dizer que “se fulano estivesse lá” seria diferente. Em 2006 nossos craques fizeram um papelão na Alemanha embora fossem os melhores do mundo (?). Analisar os resultados esportivos “com o fígado” é ignorar o senso de competição esportiva. Certamente se tivesse fracassado na Ásia em 2002 o Felipão seria um fiasco nacional digno de exílio eterno, afinal ele como treinador tomou suas próprias decisões em relação a convocar os atletas que foram à Copa e se voltasse ao cargo hoje… O Zé Roberto de Atenas, então, jamais daria lugar ao de Pequim, embora ele tenha passado antes por Barcelona. Parabéns ao vôlei feminino do Brasil, atletas, treinador e comissão técnica. Que venha Londres|
Reveja os anos passados, desde 2001, este é time vencedor.
Mais todos perdem, a Itália era grande potência e hoje é?
Mas o Brasil continuará, valeu jogadores, valeu comissão técnica.
Vamos para frente agora.
Vcs são vencedores sim.
E a China conseguiu o seu intento, que era ganhar mais medalhas de ouro que os EUA. E ficou a meras dez medalhas de alcançar os EUA no TOTAL de medalhas. Mais onze e Tio Sam ficaria no segundo lugar absoluto, tanto no de outos quanto no total.
O Brasil até que chegou longe. Quem merecia a Prata eram os Russos que renovaram o time e estão com jovens valores. O Brasil também passará por renovações. Temos jogadores bons e novos na liga, esperem e verão em breve, Carlos, levantador, 21 anos, 2,04 m de altura..
minha gente excelentes comentários! concordo com vários deles..
penso que realmente o Ricardinho fez falta, mas não eh desculpa pras derrotas não! faltou uma melhor análise dos americanos antes do jogo, faltou ao meu ver, uma melhor estratégia de jogo para vencermos os caras…mas tudo bem não se pode vencer tudo, como brilhantemente já disseram…o negócio eh passar uma borracha, ver os erros cometidos e não deixar a peteca cair…bola pra frente…por favor não comparem o nosso volei com essa seleção de anoesinhos e dungas da vida não! a ficha já caiu, resta dar continuidade ao trabalho, revelar novos valores, mesclar e partir pra luta, esta eh a receita, não devemos nada a ninguem…não podemos nos abater, avante Brasil!IIIII
O Brasil jogou bem e tem time forte. É difícil depois da derrota fazer uma análise objetiva, pois tendemos a culpar um jogador ou outro, o técnico, o jogador que estava e não deveria estar vs. aquele que não estava, mas deveria estar, falta de controle emocional, garra, etc….e vai por aí afora. O vôlei brasileiro cresceu muito e considerando o apoio limitado no Brasil, faz até demais. Morando nos EUA, tenho uma visão mais ampla do porque este país se sai bem em esportes. Há muito apoio, desde o nível de colégio. Os esportes universitários aqui são semi-profissionais. A maioria dos atletas americanos estuda em alguma universidade e olha que aqui toda universidade é paga. Eles conseguem bolsa pela performance esportiva e tem apoio para treinar com uma infra-estrutura de primeira. Isso porque, sendo paga a universidade, há recursos (e interesse) para isso, sem falar nas doações milionárias de ex-alunos que hoje são ricos. Por exemplo, quando estudava na Georgia, a universidade recebeu 40 milhões de dólares para um complexo esportivo. Eu jogava vôlei neste complexo e sempre ficava de boca aberta com a qualidade e tamanho do mesmo. E foi neste complexo onde ocorreram várias provas de natação nas olimpíadas de Atlanta em 96. Em resumo, ao Brasil só falta incentivo monetário, fundos, sejam de doações ou de qualquer outra fonte. Pois temos gente demais e entre eles, muitas estrelas que poderiam dar um impacto significante ao nosso esporte. Vejam bem, o futebol feminino chegou à medalha de prata. Quando escutava os comentários dos gringos aqui; a maioria das jogadoras americanas já tem um grau superior, ou estão estudando na universidade, ou até mesmo tem mestrado! As nossas garotas chego até a duvidar se tiverem o colegial e por isso merecem nosso respeito, por chegarem onde chegaram. O mesmo se aplica ao vôlei e outros esportes. Entretanto, só vamos mudar nosso panorama o dia em que tivermos mais suporte do governo e da iniciativa privada. Novamente, temos gente, temos estrelas, temos um país com um clima fenomenal para a prática de esportes…precisamos de apoio. Senão, o sonho dos jogos olímpicos no Rio será apenas um sonho….Abraços…
Ser obrigatório ser da “familia” dá nisso.
Bernardinho: “Quem não se sentir da familia, eu corto e arrebento”.
Li os diversos comentários postados e, pude concluir algumas coisas, realmente o Brasil quando chega a uma posição de destaque internacional seja ela no futebol, voley ou qualquer outro esporte, parece que falta garra para a superação, acho que o velho sapato alto impera, faltando um pouco de humildade.
Sinto um indignação profunda ainda pelo caso do grande Pajé do grupo ter cortado da seleção as vésperas de um campeonato importante uma peça chave para o bom funcionamento do grupo, e usando de uma das maiores pragas que assola este país que é o nepotismo, não tenho nada contra o levantador que entrou, mas o técnico jamais deveria ter chamado o seu filho uma pessoa altamente imatura para estar a frente de uma grande equipe. Todos nós sabemos o quanto significa um levantor experiente em uma equipe de voley, não é a toa que o levantador dos EUA fez festa.
Quero acreditar que com mais esta derrota, que pra mim não teve nada de desculpa de que os outros times evoluiram, e o Brasil porque não evoluiu também?
Sirva de lição para que os velhos hábitos de achar que somos os melhores e o senso de ja ganhou não desvie o foco que é o mais importante de todos: o da competição, o de mostrar que é nos momentos difíceis conseguimos a superação, e não uma seleção que quando chegou na dificuldade não soube tirar o coelho da cartola.
Não Gosto de chamar ninguém de amarelão pois acho que é uma palavra muito feia mais a nossa seleção realmente está devendo e muito desde os jogos panamericanos, alias esta divida deverá ser paga e muito bem paga pois a maioria dos brasileiros afcionados por futebol estavam ultimamente tendo mais alegrias com o Voley, e a decepção das mudanças equivocadas do grande pajé junto com o semblante derrocado do grupo deixou muito a desejar.
Desabafo de alguém que realmente quer ver um time competitivo sempre, e se tiver que perder perca mais perca com muita dignidade e isso é que é o mais importante.
Se o Bernardinho fosse menos arrogante e cheio de empáfia……
Dá uma olhada no´técnico das meninas e vê se tenho razão.