DÓI MENOS
PEQUIM (e é do jogo) – Perder lutando machuca menos. Escrevo ainda do Workers Stadium, o pódio sendo montado para a premiação em instantes. Ouro para os EUA, prata para o Brasil e bronze para as loironas e loirinhas alemãs, que ganharam do Japão na preliminar.
Não dá para analisar um jogo de futebol feminino com o mesmo rigor que um de futebol masculino. Como já disse outro dia, é muito mais correria e coração do que qualquer outra coisa. E isso deve ser dito: não vi uma garota, em time algum, fazer corpo-mole. Todas dão a alma pela vitória e isso é legal de ver em qualquer esporte.
As brasileiras não jogaram mal. Perderam alguns gols, criaram chances, esbarraram numa goleira boa, Hope Solo, e deram o azar de levar um gol quando estavam melhor no jogo. A Bárbara, goleira do Brasil, mulata de olhos verdes, me deu a impressão de que escorregou e poderia ter defendido. O campo estava molhado, choveu e parou o dia todo em Pequim.
Mas é justo apontar o dedo e dizer para uma que falhou no gol ou para outra que deveria ter passado quando chutou, ou chutado quando passou?
No futebol feminino, não. As meninas, de todos os países, não só do Brasil, enfrentam dificuldades para viver do esporte, que não arrasta multidões em canto algum.
Foi uma final dramática, repetição da de Atenas, e as americanas levaram de novo. As meninas jogam bola em massa nos EUA, as universidades têm campos e equipes ativas (todas elas, pela lista que recebi aqui, são vinculadas a universidades: Washington, Flórida, Monmouth, Notre Dame, North Carolina, Rutgers, Virgínia, South California, Stanford, Hawaii, Santa Clara, UCLA e Portland), e assim fica mais fácil montar uma seleção.
No Brasil, como se sabe, o futebol feminino vive à míngua, são raros os clubes que investem alguns trocados nas garotas, as universidades não têm nada de esporte (isso é uma coisa que o governo deveria fazer: já que montar uma universidade é a coisa mais fácil do mundo, e todas são fábricas de dinheiro e diplomas, o governo deveria obrigar cada uma a manter um puta departamento esportivo, de alto rendimento, coisa de gente grande; isso mudaria a cara do esporte brasileiro em cinco anos). Os campeonatos, quando existem, não têm público e é assim e pronto. Por isso, algumas vão jogar fora do país.
Elas vão choramingar bastante hoje, reclamar da vida e da falta de apoio, e toda aquela ladainha que seria ouvida também se tivessem vencido (foi assim no Pan). Respeitemos. Mas está ficando um pouco cansativo ouvir esse papo. As pessoas que vivem do futebol feminino no Brasil precisam começar a ter idéias e fazer com que elas funcionem. Senão, vai ser a mesma coisa a cada quatro anos. E o resto do mundo esportivo não se preocupa muito com os problemas dos outros.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Pequim 2008 Tags: Futebol

Mais um fiasco, mais um vexame, mais uma amarelada, assim como a do fracassado Jadel Gregório e daqui a pouco também o volei de praia.
Não adianta, o Brasileiro não foi feito para vencer, não tem espirito de vencedor, não tem equilibrio emocional.
Chega na hora H e acontece isso.
Aí só podemos mesmo resignar-mos e admirar a nossa posição ridicula atrás de países infinitamente menores tanto economicamente como também em população.
Avante Brasil… o Bronze e com alguma sorte a prata é nossa.
O OURO deixamos para os outros.
Concordo em numero, genero e grau!!!!!!
Essa ideia das universidades eh o maximo!!!!
Parabens!!! Pena que como tudo no Brasil nao vai pegar pois vai dar ” prejuizo” para as “universidades”
Gomes tá ficando cansativo falar bem desta sua cobertura, mas fazer o que ? Uma visão diferente e mais “pé no chão”, faz sim a diferença. E trabalho bom tem que ser elogiado.
O mesmo para as meninas. Esforço 100% na busca do resultado, mas é prata pô ! Jogaram melhor, mas o placar é o juiz final. Digamos que a seleção feminina teve seu dia de Massa, faz parte do esporte.
Engraçado Flávio, hoje vou discordar. Achei que a seleção hoje realizou seu pior jogo e eu vi TODOS. Pareceu-me que o grande objetivo era passar das alemãs, depois com a falácia da imprensa em cima de “vingança” o time entrou em uma zona de conforto. O Brasil não atacou de forma objetiva, não trabalhou opções e foi inferior às americanas durante quase toda a partida. Não me incomodo de perder, mas me incomoda ver um futebol fraco e sem criatividade.
O time brasileiro merece, contudo, o reconhecimento de trabalhar contra adversidades e ter chegado até aqui, com garra e determinação.
Por fim, concordo que os defensores do futebol brasileiro feminino devem usar criatividade, caso contrário…
Até que enfim alguém falou de esporte nas universidades!
Perdem sempre, novidade nenhuma. Quem chega à final tem de vencer — principalmente quando tem o time superior. Espírito de perdedor. “Essa prata vale ouro” diz tudo. Mas o maior vexame feminino, sem dúvida, foi Joanna Maranhão. Que além de perder feio, e não treinar direito, só falou bobagem. Deveria devolver a bolsa que recebe do Estado.
Aqui em Brasília, onde moro, está correndo uma piadinha que o nome do Brasil vai mudar para Bronzil.
Não sei porque. Sem graça prá caramba.
Jogo honesto, honestíssimo.
Parabéns às meninas do Brasil!!!
É isso FG, sempre que as vejo, imagino o preconceito que sofreram e sofrem, a falta de investimenos, e o quanto elas são bem sucedidas.
Tá aí a parada das faculdades.
Aqui ao lado, na USP, poderiam criar um curso de esportes olimpícos, ou dar um up grade na Educação Física, para que tenham noções de marketing esportivo, apoio psicológico para enfrentarem as adversidades do cotidiano e, seria um caminho lógico para se descobrir talentos, com Formação Escolar.
Vou mandar esta sugestão para o Levy Fidélix, candidato a prefeito aqui em Sampa, o cara do aerotrem,
http://www.levyfidelix28.can.br/aerotrem.htm
Afinal ele tem os domínios de internet, e marca registrada do aerotrem.
Ou tbm enviar como sugestão para o Ciro Moura, aquele que vc. usou a tintura do bigode dele no cabelo, quando do debate no IG.
Flavio, sério agora, em nome de todos e com procuração, exigimos um pá e bola no Brasil de A a Z, com o Edson, Ricardo Teixeira ou ainda com o Nuzman.
Caso não queira perder sua carteira os entrevistando, poderia nos informar como são descartadas as baterias das motinhos elétricas e dos celulares da China.
Viram matéria prima de geladeiras, brinquedos, e carros?
Já que a China paga para receber o lixo industrial do mundo, exemplo das bolsas de sangue que viram brinquedos vendidos aqui.
Imagino que o “alê:-)” (do 1º comentário) tenha se incluído como “brasileiro”…ou posso estar enganado…ele faz a parte dele, seja lá no que for…
Mandou bem flávio, já tô cansado da mídia brasileira ficar passando a mão na cabeça das meninas do futebol , a maioria delas joga fora do Brasil assim como a seleção masculina de futebol , claro que o salário delas é muito menor , mas porra , CENTENAS de atletas olímpicos passam pelas mesmas dificuldades ou até piores e muitos deles conseguem ouro ! Já é a 3° final importante em sequência que elas perdem (vitória no Pan não conta pra mim ) , elas tremem na base na hora H, não tem estrela de time campeão , não adianta …
O problema, caro Flávio, é que a CBF bloqueia qualquer iniciativa independente do futebol feminino. Não fazem e não deixam fazer.
Se me permitem uma blague, o time tava com a camisa do Vasco por baixo do uniforme ?
Não concordo que as meninas fizeram seu pior jogo hoje, apenas acho que as americanas souberam onde o time brasileiro e melhor e de defenderam.
Deu pra ver que no jogo todo as americanas deixaram o Brasil atacar, e se cansarem mais rapido, para so no final ataquarem.
Mas mesmo tendo perdido elas merecem o nosso parabens.
Valeu meninas do Futebol brasileiro por terem lutado ate o fim.
A derrota nos dói muito, mas a de hoje nos deixam um alento, um sentido de dever cumprido, não nos acovardamos, como fez a Seleção do aprendiz de Técnico o Dunga. As mninas jogaram melhor só não conseguiram fazer o gol.
A medalha de Prata é por demais honrosa, vide as alemãs quando ganharam o bronze, parecia que tinha ganho a medalha de ouro. A gente, no Brasil, só quer saber de vencer e essa mentalidade é que faz com que percamos jogos praticamente ganhos. Não digo que devemos nos acomadrar e sim que devemos incutir na cabeça dos atletas e dirigentes que num jogo tem vencedor e perdedor, só não podemos de medo de jogar “NUM É SEO DUNGA”.
PARABÉNS AS MENINAS DA SELEÇÃO DE FUTEBOL FEMININO, VOCÊS FIZERAM-ME SENTIR UM POUCO DO QUE SENTE OS ARGENTINOS, ORGULHO DE TORCER POR EQUIPES QUE LUTAM A TÉ O FIm SEM JAMAIS SE ACOVARDAR.
SDS. POÉTICAS PAJEUZEIRA,
JOSA RABÊLO
Caro Gomes,
Minha filha, 12 anos, me perguntou hoje, logo após o jogo do Brasil, porque as meninas estavam chorando? Eu respondí que elas perderam o jogo para o EUA.
Na sua ingeniudade sábia da infância por nós esquecida, contra-argumentou (eu também tenho problemas com o hífem): mas elas ganharam medalha de prata. Deveriam estar felizes.
Essas palavras me deixaram pensando… Com toda a dita falta de estrutura, de grana, de grandes patrocinadores etc. etc., as meninas se dedicaram e ganharam uma medalha de prata (2º lugar). É um feito, pois na lógica adotada pela Grande Imprensa, os demais 30 países (sei lá se são trinta, talvés 24, não sei), mas todos os outros devem ter uma estrutura de primeira, milhões de dólares para investir em jogadoras e centros de treinamento, os estádios devem viver repletos, entre outras coisas, e não ganharam medalha.
Acho que a Carol (o nome dela), tem razão, deveríamos estarmos felizes, as meninas ganharam medalha de prata. Show!
Sempre achei que a Marta, que tem o maior prestígio da seleção, é quem deveria levantar a bola para a causa delas. Mas a Marta também não está muito interessada. Acabou as Olimpíadas ela volta pra Suécia jogar no seu time, disputar um campeonato, ganhar o seu dinheiro, seus prêmios.
Enquanto a maioria das jogadoras voltam ao normal. Sem premiações, sem campeonatos, sem público, sem nada.
A Marta quando precisa apertar a mão do Nuzman ou do Ricardo Teixeira está lá, toda faceira. Mas quando precisa por a cara a tapa pelas “colegas” de seleção, fica quietinha na Suécia fazendo o jogo da CBF e do COB.
Está cansativo o discurso do “não sei o que aconteceu” ; “demos o máximo, mas não deu” ; “perdi o meu chão”!! A verdade é que nos falta um projeto olímpico, que começa na base, dá apoio aos atletas e planeja o futuro. Não é apenas no futebol, mas nas diversas modalidades. Precisamos parar com essa história das Ollímpíadas Rio – 2016 e pensarmos em formarmos atletas no país para sermos mais competitivos. Chega de improviso!!!
ESSES RECADOS VÃO PARA ESSA UNIVERSIDADES
UNIP, UNIBAN, UNINOVE, TABAJARA, IBIRAPUERA, AHEMBI MORUMBI, PUC, FAAP
BANDOD E FACULDADE QUE SO SABE VENDER DIPLOMAS~!!
OBRIGACAO MANTER UM TIME!
Parabéns a todas jogadoras do Brasil, que lutaram até o último minuto. Todas fizeram muito mais que Ronaldinho Gaúcho, que foi a passeio, e Diego que ainda não sei o que faz na seleção Brasileira. Só pode ter um caso com o Dunga!
Como é o nome da goleira americana? Han Solo?