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13/08/2008 - 06:30

O CARA

PEQUIM (aqui do lado) – Michael Phelps ganhou mais duas medalhas de ouro hoje. Já são cinco nestes Jogos, 11 no total em Olimpíadas. Estou falando apenas em ouros. Ele já é o mais dourado atleta de todos os tempos, tendo superado hoje Paavo Nurmi, Mark Spitz, Carls Lewis e Larissa Latynina, todos com nove. Falta agora a Phelps bater a marca individual de Spitz, peixe como ele, que em Munique/1972 ganhou sete medalhas de ouro.

O americano já é o nome destes Jogos. Ninguém vai conseguir fazer nada parecido, em esporte algum. Era o esperado. Phelps é uma das superestrelas desta Olimpíada, ao lado de Roger Federer, Rafael Nadal, Kobe Bryant e Ronaldinho Gaúcho — devo estar esquecendo vários, claro, mas estes são os que dão autógrafos na Vila Olímpica, para os outros atletas.

Para se ter uma idéia do tamanho dos feitos de Phelps, é só olhar o que o Brasil conquistou em ouros olímpicos até hoje: 17, com muito orgulho, com muito amor. Em todos os esportes, em todos os Jogos.

Mas não temos do que reclamar. Se fosse um país, a República Federativa de Phelpslândia ainda estaria atrás da gente. Em compensação, já teria deixado para trás, no ranking das medalhas de ouro em Olimpíadas, países como México, Índia, Portugal, Venezuela, Colômbia, Israel… Phelpslândia, hoje, seria a 41ª nação mais dourada do mundo.

Que me desculpe o Romário, mas “o cara” é o Phelps.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Pequim 2008 Tags:

26 comentários para “O CARA”

  1. Leonardo disse:

    É o Schumacher das piscinas.

    E em 2012 tem mais Phelps. Em 2008 também.

  2. Leonardo disse:

    Spitz está vivo, e também estava procurando ingresso pra assistir as finais da natação.

  3. Claudio Ceregatti disse:

    FG:
    Sugiro que assista na Net o Jornal Nacional de hoje, quarta à noite no Brasil.
    É raro, mas muito raro mesmo elogiar o tipo de jornalismo que a RG faz, mas vi hoje uma reportagem sensacional, sobre um judoca brasileiro que não ganhou medalha, mas mostrou um outro significado para a palavra vitória.
    E fizeram um contraponto muito interessante ao deus das piscinas, o Phelps desse post.
    Assim como o remador que não tinha vinte conto pra treinar, esse judoca não tinha dindin pra pagar a taxa de R$1500 para a faixa preta… Apenas hoje descobri que as faixas das federações de judô são como as carteiras de piloto de outra entidade constituída de ladrões…
    Acho que vale uma entrevista com esse cara. O que ele falou, como se colocou e o que a TV mostrou é de chorar, e não estou exagerando.
    Tenta ver, FG. E tenta achar o cara. É “mais um brasileirinho contra esse mundão todo”, porém de uma sinceridade atroz, de uma hombridade como poucas vezes vi.

  4. Sergio Leão Lobo de Almeida disse:

    Spitz estava procurando ingresso??? Ele devia ser convidado de honra da organização!

  5. Sergio Leão Lobo de Almeida disse:

    Desculpe, onde escrevi “devia” no comentário acima, deveria ter escrito “deveria”…

  6. Pe. Antonio Vieira disse:

    Com a devida licença, o “cara”, o “cara” mesmo, é o tal de Boltz: 100 metros em 9.69, com direito a paradinha… Quê isso, meu Deus? O cara é mais rápido do que a Ferrari. Uma alegria contagiante.

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