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27/06/2008 - 16:30

COPACABANA

RIO DE JANEIRO (vou pra Porto Alegre, tchau) - Saí pela transversal e peguei a Nossa Senhora de Copacabana à direita. Pelo clima, nem parecia o Rio: 22 graus, sol tímido de outono, brisa fresca, céu azul daqueles de doer os olhos.

Tudo como há 35 anos, as calçadas estreitas, gente indo e vindo desordenadamente, lojas coladas umas às outras, botecos nas esquinas, um comércio que já não se vê em qualquer rua, resquício, creio, dos anos do Império, da vocação lusitana pela venda, o Rio é a mais portuguesa das cidades, ao lado da Diesel tem uma casa de secos & molhados, e uma farmácia, e uma vendinha, e um minimercado, e uma óptica, e uma casa de sucos, e uma livraria. Afinal, não faz tanto tempo; Dom João chegou de mala e cuia há 200 anos, é um espirro na história.

 

Nas calçadas, lembrei de Roma, alguns mulambentos e miseráveis, doentes e aleijados, e a indiferença de quem passa, os grandes centros imperiais sempre atraíram todos os tipos de desgraçados pela vida, Roma é assim, o Rio é assim. Na rua, o barulho infernal dos ônibus e seus motores dianteiros, que ocupam todas as faixas e aceleram o tempo todo. De diferente, apenas as motos, que não havia, e de qualquer forma são em menor número do que onde vivo hoje.

 

Ninguém estranha quando passa alguém sem camisa e de chinelos, nem as moças de saída de banho. Vou seguindo em direção ao Leme, porque me lembro das direções, o mar é sempre uma ótima referência, e me lembro dos cheiros. É curioso como sempre me lembro dos cheiros, mesmo sem saber dizer do quê são.

 

Havia uma escadaria, que em meu primeiro vôo-solo, para comprar cigarros para meu pai, Minister, realizei morrendo de medo porque o Carlinhos tinha sido raptado, e eu achava que todos os adultos eram seqüestradores em potencial, mas na época não se usava falar seqüestro, e sim rapto.

 

Há 35 anos, eu desci a escadaria, virei à esquerda, passei em frente ao Cine Ricamar, comprei o Minister e voltei correndo. Ousadia que só foi possível porque não precisava atravessar a rua, exceto a minha, que era sem saída.

 

Tudo que eu precisava, agora, era achar a escadaria ao lado do Cine Ricamar, e quando a Nossa Senhora de Copacabana fez uma ligeira curva à esquerda, já dando para ver os fundos do Copacabana Palace, apareceu a escadaria, e eu subi, olhando bem para os lados para não topar com os maconheiros que o meu pai dizia que viviam lá fumando maconha, e eu não entendia porra nenhuma, porque meu pai também fumava, e eu não sabia direito qual era a diferença entre o Minister e a maconha.

 

Não cruzei com nenhum maconheiro, e notei que o Cine Ricamar já não tem mais esse nome, agora parece ser uma espécie de teatro da Prefeitura. Fui subindo e lá no alto estava a rua de paralelepídedos onde vivi há 35 anos, General Barbosa Lima, e logo à direita, na outra calçada, o prédio baixo de sete andares, Edifício Martha Pinheiro de Lima no letreiro dourado e polido. Logo que me mudei para cá, numa das primeiras semanas de aula, convidei um amiguinho para brincar em casa e quando ele perguntou onde eu morava, eu disse que era no Edifício Martha Pinheiro de Lima, e foi o que ele anotou no caderno para sua mãe levá-lo em casa, mas ele acabou não indo porque era preciso o nome da rua e o número, e eu pensava que o edifício, batizado com o nome de uma mulher tão importante, já deveria ser o suficiente. Não me lembro se tínhamos telefone, só sei que o amiguinho acabou não indo. Bem, o endereço era, é, rua General Barbosa Lima, 95. Apartamento 201. A gente abreviava General como Gal., acho que se faz isso até hoje.

 

Olhei para a fachada, me pareceu bastante familiar: algumas garagens do lado esquerdo, a entrada de serviço, que tinha à esquerda a lixeira onde caía o lixo que a gente jogava lá de cima, já que os apartamentos tinham lixeiras basculantes, e dava no fim do corredor no apartamento do zelador, o pai do João, vascaíno, e mais à direita a entrada social, revestida de madeira, que a gente nunca usava.

 

Havia um sujeito sentado na mureta do pequeno jardim e perguntei se era o zelador, ele me respondeu que era mais ou menos, estava cobrindo férias do seu tio, ou sobrinho, sei lá. Não era o pai do João, que já deve ter morrido. Continuei subindo a rua de paralelepípedos de calçadas muito estreitas, aquele pedaço de Copacabana se chamava Morro do Caracol, porque a rua fazia, faz, uma curva à esquerda, morrendo nos fundos do Edifício Martha Pinheiro de Lima.

 

Lá atrás, um pequeno play-ground cercado de grades, estas não estavam ali 35 anos atrás, e a breve rampa da garagem subterrânea onde meu pai um dia guardou um Chevette para fazer surpresa para minha mãe, cujo capô foi batizado por mim no dia em que um cachorro louco queria me morder, e eu corri para a garagem e subi no Chevette para escapar da besta-fera.

 

Eu morava no segundo andar e essa garagem subterrânea, nos fundos do Edifício Martha Pinheiro de Lima, ficava na verdade na altura da porta da cozinha do nosso apartamento. Não havia portão, agora tem. Desci a breve rampa e olhei para a garagem, ela me parecia maior há 35 anos, mas ali estava a porta estreita que dava no pequeno corredor que tinha o elevador à esquerda e no fundo a porta da cozinha, que irrompi com minha Caloi verde-alface em minha primeira experiência ligada à velocidade, e sem rodinhas, quando despenquei pela rampa, entrei pela porta que dava no corredor e só fui parar no armário debaixo da pia, rasgando a canela na lata do porta-corrente. Sangrou muito e minha mãe teve de consertar minha canela na banheira, para não pingar sangue nos tacos.

 

Ali nos fundos do Edifício Martha Pinheiro de Lima a gente brincava de bicicleta, empinava pipa e jogava futebol. Não lembro dos nomes de muita gente, exceto do João, filho do zelador, e do Serginho, filho do vizinho do primeiro andar. Que era mais velho, uns dois anos mais do que eu, e que um dia acendeu um cigarro na frente de todo mundo, o que me deixou estarrecido e excitado, e isso eu nunca comentei com ninguém. Mas era uma ousadia de tal monta que um dia resolvi que iria fazer o mesmo. Eu colecionava maços e caixas de cigarros que os turistas jogavam na areia, e na coleção tinha uma caixa não totalmente vazia, uma raridade, era de plástico, branca com faixas azuis, vermelhas e douradas, que encontrei na praia, era uma marca italiana, Muratti-alguma-coisa. E numa manhã fui até a pequena salinha que ficava junto ao hall da entrada social, que a gente nunca usava e nem tinha móveis, e escondido até de Deus coloquei o cigarro na boca para ver que gosto tinha. Como estava apagado, não tinha gosto de nada, apenas um aroma meio adocicado, o ato proibido deve ter durado três ou quatro segundos, escondi o cigarro e voltei para meu quarto correndo, apavorado, é verdade, mas sentindo-me já um adulto, quase como o Serginho.

 

Desci de novo a rua General Barbosa Lima, contornando dois prédios que não existiam em 1973, e tomei coragem. Fui ao interfone e toquei no 201. Atendeu uma moça e eu perguntei se ela morava lá. Ela não entendeu direito, perguntou meu nome não sei bem por quê, acabei descobrindo que era a empregada e os donos do apartamento não estavam. Expliquei, falando rápido e atropelando palavras, que há não sei quantos anos aquela tinha sido minha casa, mas não insisti demais. O zelador apareceu, um sujeito muito simples, e achei desnecessário dizer o que estava fazendo plantado sozinho diante do interfone, esperando uma resposta que não viria. Ele, de qualquer forma, não parecia muito interessado. Fui para o outro lado da rua e a empregada apareceu na janela, não estava com medo de nada, parecia apenas curiosa, deu um sorriso, e eu gritei lá de baixo que estava tudo bem, eu só queria ver meu apartamento de novo, mas sem os donos, sabia que seria inútil insistir. Ela deu outro sorriso, como se dissesse que por ela, tudo bem, mas estava claro que nem eu insistiria, nem ela deixaria, vivíamos um paradoxo monumental, os dois desejando a mesma coisa, eu subir e ela abrir a porta para aquele cara estranho mas inofensivo, e o ato jamais se consumaria pelo inusitado da situação.

 

Atravessei a rua para me despedir do zelador, que me disse ser da Paraíba, no Rio todos os nordestinos são chamados de paraíbas, e esse era, é, mesmo, e para provar a ele, que não tinha o menor interesse em prova alguma, que realmente tinha morado lá, contei que no primeiro andar vivia, naquela época, o Sérgio Cabral, jornalista conhecido, famoso compositor de sambas, e que o Serginho, aquele que fumava na frente de todo mundo, é hoje o governador do Rio. Ele não pareceu muito impressionado, e aí perguntei se o Sérgio Cabral ainda morava no 101, e ele disse que sim.

 

Desci a General Barbosa Lima, evitei a escadaria dos maconheiros, e lá embaixo notei que na entrada do Morro do Caracol, onde tem uma curva à esquerda que dá na Barata Ribeiro, há agora um albergue da juventude e uma igreja protestante, bem no trecho plano da rua onde jogávamos futebol e eu era goleiro, o único que gostava de jogar no gol, e usava camisa laranja com faixas pretas nos ombros, calção acolchoado e meias pretas, que nem o Zecão da Portuguesa de 1973, que olhava para mim todas as noites, desde a página de jornal colada na parede. Eu tinha luvas, também, marrons com a borracha vermelha, e passei a usar joelheiras apertadas depois que arrebentei os joelhos deixando meu sangue nos paralelepípedos da General Barbosa Lima num jogo épico contra os meninos que moravam nos prédios lá de baixo.

 

Fui até a Barata Ribeiro e me sentei na Cafeteria Carioca, de frente para a Praça Cardeal Arcoverde, pedi um café e uma fatia de torta de limão e comecei a pensar nas alternativas que tinha para, afinal, subir no meu apartamento, mesmo que só com a empregada por lá. E não eram poucas. Eu podia ligar para o jornal e pedir o telefone do Sérgio Cabral, contar tudo a ele, talvez se lembrasse da família paulista que foi sua vizinha durante três anos nos tempos do seqüestro do Carlinhos, talvez ele até deixasse seus afazeres de lado por algumas horas e fosse até o Edifício Martha Pinheiro de Lima e me convidasse para subir e tomar um café no 101, ou podia chamar a empregada de novo pelo interfone e pedir o celular de seus patrões, a quem telefonaria para fazer um pedido inesperado e pouco usual, afinal eu tinha muitos elementos para sustentar minha história, poderia descrever o apartamento em detalhes, contaria a ele, ou ela, do acidente com a bicicleta, da lixeira, da ante-sala onde coloquei o cigarro apagado na boca, e da porta pantográfica do elevador que me metia muito medo, porque meu pai dizia que se colocasse a mão ali ela seria arrancada, o que resultou em três anos de absoluto pavor toda vez que pegava aquele elevador, e poderia ir além, diria que costumava jogar bola com meu pai e meus irmãos no corredor comprido que levava aos quartos, um dos gols era a porta do banheiro, até o dia em que quebramos uma xícara de um jogo de chá que tinha sido da minha bisavó e minha mãe chorou porque não dávamos sossego, e lembraria a ele, ou a ela, que guardava memórias decisivas daquele corredor, daqueles quartos e daquela sala, porque um dia meu pai recebeu uma visita de São Paulo, talvez fosse seu chefe, e disse a ele orgulhoso que eu era uma criança muito inteligente que adorava ler e que qualquer coisa que caísse na minha mão, fosse um livro, um jornal ou uma revista, eu parava de fazer o que estivesse fazendo e lia, lia furiosamente, e escutei isso do meu quarto, e para reforçar junto ao chefe aquilo que meu pai disse, armei-me de coragem e de um livro da escola, fui até a sala dizer boa-noite, e imediatamente sentei-me na poltrona puída e disse, alto e bom som, que já que estava com aquele livro na mão, iria aproveitar para ler um pouquinho, o que deve ter deixado o chefe realmente impressionado, a comprovação imediata do que meu pai tinha dito pouco antes. Aquilo, certamente, iria ajudá-lo no emprego. E nunca me esqueci daquele dia, e até hoje tudo que cai na minha mão eu leio, porque se meu pai disse um dia que sou assim, assim sou.

 

Contaria também ao patrão, ou à patroa da empregada, que provavelmente graças àquela demonstração instantânea de solidez de nossa estrutura familiar, naquela noite meu pai me levou para jantar com o chefe no Alcazar, que ficava na avenida Atlântica, e ainda fica, e que pela primeira vez comi lagosta na vida, com arroz e manteiga derretida, não deixei cair uma gota da manteiga na camisa de colarinho, meu pai deve ter deixado metade do salário na lagosta para agradar o chefe, e, em resumo, se hoje eu gosto de lagosta com manteiga derretida e leio muito, devo tudo àquele momento único na sala do apartamento 201 do Edifício Martha Pinheiro de Lima, e que só isso já seria suficiente para que ele, ou ela, telefonasse à empregada autorizando que eu subisse, e que ficasse por lá o tempo que quisesse.

 

Paguei o café e a torta de limão decidido a levar um dos meus dois planos adiante, achar o pai do governador ou telefonar para os patrões da empregada, mas a coragem foi-se esvaindo na medida em que subia o Morro do Caracol até parar diante do prédio de novo, olhar para as amplas janelas, o quarto do meio onde eu dormia, o letreiro em dourado, a entrada de serviço, a madeira revestindo a entrada social, a escadaria que me levaria de volta à vida às minhas costas, e consegui apenas telefonar para meu pai e dizer, adivinhe onde estou?, e ele disse, na rua General Barbosa Lima número 95, e eu disse que era lá mesmo, disfarcei a emoção, ele também, mandei um beijo, virei as costas para o passado e comecei a descer a escadaria, agora já sem medo de nenhum maconheiro ou dos sequestradores do Carlinhos, satisfeito por não ter de deixar mais marca nenhuma na rua General Barbosa Lima além do sangue de meus joelhos ralados nos paralelepípedos, uma marca eterna, muito mais do que seria qualquer lágrima que derramasse naquele apartamento 35 anos depois, lágrimas que correriam dos olhos de alguém que anda espantado com o jeito que o tempo passa.

 

Enviado por: Flavio Gomes - Categoria: Diários de viagem Tags relacionadas:

129 comentários para "COPACABANA"

  1. 27/06/2008 - 16:42 Enviado por: Jef

    Gomes:

    Você poderia pelo menos corrigir o link do seu Blig, agora Blog, na página do Grande Prêmio.

    Eu por exemplo, acesso o Grande Prêmio e depois clico no link do Blog, que ainda está direcionando para a pagina antiga. Imagino que outros também façam dessa forma.

  2. 27/06/2008 - 16:45 Enviado por: Francisco Luz

    Bah, sensacional.

  3. 27/06/2008 - 16:48 Enviado por: Gustavo Sirelli

    PQP!!! Grande texto.

  4. 27/06/2008 - 16:54 Enviado por: Siqueira

    Pôxa! Muito bom! Parecia que estava lá, sem nunca ter ido ao Rio. Normalmente textos longos não atraem, por causa dessa maldita pressa, mas esse… Emocionante!

  5. 27/06/2008 - 16:55 Enviado por: Eric

    FG…sem puxar o saco mas já puxando…..
    PQP…que lindo,que história…nunca ouvi uma assim com essa riqueza de detalhes.
    Você é um cara iluminado,pode crer.

    Fico feliz de ser “seu amigo”.Eu me sinto.

    Boa viagem para Porto Alegre.Até mais tarde.

  6. 27/06/2008 - 16:57 Enviado por: Rafael Duarte

    Pela milesima vez: Voce escreve bem pacas, Mr. Gomes.

  7. 27/06/2008 - 16:58 Enviado por: Rick Lucas

    Lindo texto, cara.

    Muito obrigado.

  8. 27/06/2008 - 16:58 Enviado por: Roberto Hackmann

    Querido Flavio,

    não foi só você que ficou emocionado. Eu também !

    Lendo o texto me lembrei da casa dos meus pais como era como ficou depois das reformas e como é hoje.

    Da fábrica onde foi minha primeira experiência profissional e como me senti quando a vi derrubada para dar lugar a um depósito dos Correios que gera poucos empregos.

    Muito bonito seu texto, como quase todos. Valeu !

    Abraço

    Roberto Hackmann

  9. 27/06/2008 - 17:01 Enviado por: Flavio Maciel

    FG,

    Pegou pesado……passou um filme pela minha cabeca enquanto lia seu post….me encontro na mesma situacao apesar de ser um pouco mais novo. Excelente como sempre…

    abracao,

    Flavio

  10. 27/06/2008 - 17:02 Enviado por: Roberto Torres

    Ler um texto deste ao final de uma sexta brava, é bom demais.
    Me fêz lembrar de estórias de minha infância.

    Congratulations

  11. 27/06/2008 - 17:03 Enviado por: Eduardo

    Comecei a ler seu texto sem a intençào de terminá lo, mas viajei até o Rio e me senti como se tivesse ao teu lado o tempo todo. Abraço

    Eduardo Nascimento

  12. 27/06/2008 - 17:04 Enviado por: Felipe Leite

    clap! clap! clap! clap!

  13. 27/06/2008 - 17:05 Enviado por: Rodolfo I. Vieira F.º

    Bela histórias , esses momentos realmente marcam as nossas vidas .

  14. 27/06/2008 - 17:08 Enviado por: Aliandro Miranda

    É isso aí, gente. É por isso que já enchi o Flavio de e-mails, pedindo para ele viajar de novo atrás da F-1 e nos brindar com os “Diários de Viagem”. Seus textos carregados de emoção nos fazem levam juntos.

    Acho que este texto deve ser o maior diário de todos.

    E só uma observação sobre o Sergio Cabral, o pai. Ele apresenta um programa de músicas brasileiras antigas, especialmente sambas, na Rádio Roquette Pinto, aqui do Rio. Acho até que dá para ouvir da Internet. Só que, de vez em quando, ele chora ao anunciar as músicas!

    Eu não posso com um negócio destes. Nunca soube disso, em pleno século XXI, um locutor que chora de emoção no ar! É demais.

  15. 27/06/2008 - 17:08 Enviado por: Joao

    No Coments

  16. 27/06/2008 - 17:09 Enviado por: Marcel Marchesi

    Caramba, muito bom!!

  17. 27/06/2008 - 17:09 Enviado por: Fernando Dalla Palma

    Meu pai sempre foi gerente de banco, por isso morei em várias cidades.
    Sempre que posso procuro ir nos lugares que morei, onde passei a infância (a minha foi de verdade), reviver os bons momentos.
    Entendo perfeitamente como você se sentiu.
    Acho a saudade é mais bonita que triste.

  18. 27/06/2008 - 17:10 Enviado por: David de Vasconcelos

    Vai se fuder! como tem pessoas q escrevem tao bem……
    alias moro na atlantica, esquina com a Siqueria Campos…vou ver se passo nessa rua e dou uma subida…heheh
    abraços

  19. 27/06/2008 - 17:22 Enviado por: D.Pierotti

    Engraçado que a 35 anos eu também estava no Rio. De férias, com a família. Tinha uma Tia de meu pai que morava em Copacabana…….. boas e belas lembranças.

  20. 27/06/2008 - 17:29 Enviado por: Nick B.

    Fla, meu querido.

    Que texto lindo! Que presente para encerrar a sexta-feira!

    Sinceramente, fiquei emocionado.
    Qualquer palavra que eu tente dizer agora será desnecessária.

    Assim, externo a emoção que o seu texto me propiciou e lhe agradeço por isso.

    Um grande abraço do seu amigo

    NIck B.

  21. 27/06/2008 - 17:29 Enviado por: Paul

    Copacabana é isso tudo e muito mais, pena que não morava lá uns 35 anos atrás…Mas ainda hj. gosto de lá…Morei bem perto do morro do caracol, na Tonelero, 21…um dia ainda volto….quem não conhece, mexa-se….

    Abraços…

  22. 27/06/2008 - 17:32 Enviado por: Belair

    O mais gostoso,tocante e fantástico é poder ligar para o pai e ele, de bate-pronto , adivinhar e SENTIR o que passa na cabeça do filho. Que PUTA saudade do meu !
    Um dia você ainda me arrebenta de chorar Flávio…Porra, manera meu !

  23. 27/06/2008 - 17:33 Enviado por: Marcelo de Castro

    Interessante essa capacidade que grandes textos tem de nos prender. Enquanto lia essa obra de arte fiquei me lembrando de minha infancia…as coisas que passei, as decisões que tomei…”o que teria sido que fisesse assim e não assado?”. Depois de te conhecer lendo “Imola 1994″ não me afastei de nada que tivesse ligado a Flavio Gomes. Parabéns cara…valeu mesmo!!.

    Marcelo - Curitiba

  24. 27/06/2008 - 17:34 Enviado por: Ubaldir jr.

    Só uma coisa a dizer: que saudade dos diários de viagem Gomes…

  25. 27/06/2008 - 17:37 Enviado por: Augusto Freire

    Grande FG, belo texto!
    Também sou chegado à nostalgia, sempre que estou no Rio vou ao lugar onde morei antes de vir para Brasília, aos lugares onde minhas avós moraram e passavamos férias nas décadas de 60 e 70. Tudo cada vez mais diferente, modificado, fico com medo dessas casas ou edifícios da minha história não estarem mais lá, da próxima vez… Mas é assim mesmo, nada é para sempre, apenas nossas memórias, pelo menos enquanto existirmos. Pena que não tenho a sua capacidade de colocá-las em palavras.
    Um abraço

  26. 27/06/2008 - 17:37 Enviado por: Alvaro Ferreira

    Uma beleza, FG… emocionante. Prá quem conhece bem aquelas bandas, então, é uma viagem o teu texto.

    Quem já morou em Copacabana não esquece, aquele lugar estranho tem qualquer coisa que deixa marcas para sempre.
    Eu sou um carioca que morou em Copa há muitos anos atrás e que foi indo para outros bairros mais ao sul, como tantos outros. Sempre que passo lá, lembro dos meus velhos que moraram a vida inteira no bairro e só saíram de lá quando foram embora dessa vida. Que bom que você ainda tem teu pai para compartilhar essas lembranças! E também com todos teus leitores. Valeu…

  27. 27/06/2008 - 17:41 Enviado por: Askjao

    Muito bom FG… me lembrou minha casa em Volta Redonda!!!

  28. 27/06/2008 - 17:43 Enviado por: André de Itaiópolis

    Caramba… Que história..

  29. 27/06/2008 - 17:43 Enviado por: Alexandre Reis

    Belissimo texto, um exto rico em detalhes, com palavras simples, falando sobre um pedacinho do Rio, mas que vc colocoou toda a alma do Rio dentro dele.

    Parabens Gomes

  30. 27/06/2008 - 17:44 Enviado por: Aliandro Miranda

    Falando nos Diários…, têm vários links quebrados no site do Grande Prêmio. A maioria. Assim como os das colunas Warm Up antigas.

  31. 27/06/2008 - 17:55 Enviado por: Tuta

    Só podia ser torta de limão!
    Vai fazer o quê em POA além de coisas inenarráveis com o Capelli?

  32. 27/06/2008 - 17:56 Enviado por: Claudio Ceregatti

    Sensacional, FG.
    Quando voce desanda a escrever, é o famoso bordão “Senta que lá vem história”.
    Nostalgia, alegria, sonhos novos e antigos, locais marcantes, lembranças antigas.
    É legal demais voltar a esses lugares que de mágicos não tem nada, só pra quem viveu. E ver como pareciam tão maiores quando éramos mais jovens, mais inocentes, mais leves.
    Só o tempo faz com que até as lembranças dolorosas sejam nostálgicas.
    Bom demais viver. E os lugares e cheiros e cenários nos fazem ver o quanto já vivemos. Vida comprida…

  33. 27/06/2008 - 17:58 Enviado por: fe

    Flávio

    vou engrossar o coro daqueles que pedem que você volte a viajar.

    Que delícia seu texto! Eu fui lendo, e quanto mais eu lia, mais devagarinho a minha leitura ficava. De pena de acabar o texto! Pude sentir o cheiro do Rio, o tempo, a dor do meu joelho que também foi ralado, o sabor da minha infância.

    Estou sem palavras para dizer o quanto foi maravilhoso…

  34. 27/06/2008 - 18:01 Enviado por: Leonardo Quirolli

    São destes momentos q a vida faz sentido, olhar e lembrar de tudo como se fosse ontem…me emociono com isso….valeu FG..

  35. 27/06/2008 - 18:04 Enviado por: Márcio Queiroz de Sousa

    Sei que choverei no molhado ,mas não posso deixar de dar meu depoimento em um texto tão lindo e tão cheio de emoção que me fez chorar de saudades da minha infância também.Parabéns .

  36. 27/06/2008 - 18:08 Enviado por: reginaldo nat rock

    Estava fazendo falta mais um romance da vida real. Nostálgico sem piequice. emocional, ali ó !
    Voce, como todos nós, aliás, tem um monte de defeitos, mas as qualidades superam em muito.
    Um privilégio ser seu amigo e ler de primeira mão suas emoções tão bem rabiscadas.
    Poderia ser com mais frequencia, afinal, ler coisas boas e com muita qualidade está cada vez mais raro.

  37. 27/06/2008 - 18:09 Enviado por: Jeambro

    Aconteceu, esses dias atrás, a mesma coisa comigo. A gente quando começa a ficar velho, vai ficando esquisito assim mesmo. Fiquei parado em frente a minha antiga casa, na qual nasci (1965) e morei até os seis anos de idade e que é uma das poucas, naquela rua, que permanece igualzinha àquela época. Fiquei uns vinte minutos, na calçada de frente, olhando e recordando. Nessas horas, passa a vida toda na cabeça da gente. Fazemos um resumo geral da obra, e sempre chegamos a conclusão de que o tempo passa rápido demais.

  38. 27/06/2008 - 18:14 Enviado por: Airton

    Nossa, estou com os olhos marejados aqui, e com medo de alguem abrir a porta de minha sala e entrar. hehehe
    Parabéns, FG. Como disseram, esse texto, numa sexta feira, valeu o dia.
    Ô cara pra escrever bem, sô!

  39. 27/06/2008 - 18:16 Enviado por: Danilo Gaidarji

    E aí, pessoal?
    É, ou não é o melhor profissional do ramo que temos???

    Vc é foda, Flavio.
    O dia que vc tiver tempo para escrever então, este blog ficará inundado de lágrimas e ensurdecedor de aplausos…

  40. 27/06/2008 - 18:19 Enviado por: dado andrade

    Flavio Gomes,vai escrever tao bem assim la longe.Ate eu me emocionei com seu relato pois tenho historia parecida no RIO que e o melhor lugar do mundo para viver a vida!!!!Forte abraco DADO ANDRADE.

  41. 27/06/2008 - 18:26 Enviado por: José Angelo

    Flávio, você vai me desculpar mas não tô agüentando… tu escreve bem “pacarai”, véio!

    Que texto!

    Abraço.

  42. 27/06/2008 - 18:31 Enviado por: Luana Marino

    O que dizer?

    Me emocionei. Juro. Assisti a cena. Um curta-metragem passou pela minha cabeça. Mais do que isso. Vivi a cena. Um primor de detalhes. Uma declaração de amor à vida.

    Sou suspeita para falar. Sou carioca, amo o Rio, sei que minha cidade tem problemas, mas caramba, qual a grande metrópole que não tem? O Rio é muito mais do que essa guerra urbana declarada. A beleza da cidade está nisso: na memória do povo, na sensibilidade de pessoas que enxergam nas pequenas coisas a vida. E para tal coisa não precisa ser carioca. Basta ser humano.

    Parabéns Flávio. De coração. Obrigada por nos brindar com esse presente. Magnífico texto. Tocante. Verdadeiro. Belo. Como o Rio. Como a vida.

  43. 27/06/2008 - 18:34 Enviado por: Eduardo

    O Rio tb fez parte da minha infância. Hj estou a + de 2 mil km de la.
    Conheço copacabana como a minha mão. Aliás, melhor.
    Vc escreve bem. Lembrando Borges, esse seu texto foi um nocaute.
    Parabéns.

  44. 27/06/2008 - 18:35 Enviado por: MarcioVS

    Gomes, não sei nem o que te dizer agora, estou emocionado. Suas palavras são fáceis para qualquer um imaginar a situação.

    Eu que já andava, ultimamente, meio “chororô” por sentir saudade de algumas coisas, depois de ler o seu melhor texto, então, me nocauteou.

    Parabéns pela sua competência em levar sentimento ao papel.

    Bom final de semana.

  45. 27/06/2008 - 18:40 Enviado por: Marcelo Foresti

    FG,
    Tenho andado sem tempo para escrever mas leio o blog todos os dias….. Hoje porém escrevo só para te dar parabens. Belo texto.
    Forte abraço,
    Marcelo Foresti
    (PS: Vc ainda me deve uma visita, lembra? é em frente ao À Mineira na Joaquim Eugênio de Lima…)

  46. 27/06/2008 - 18:41 Enviado por: ferreirovitch

    Gomes, chega por hoje. Vc se excedeu. Eu que morei vários e vários anos em Copacabana, nos seus áureos tempos, antes da duplicacão da avenida, fiquei muito emocionado com todo aquele filme passando na minha mente.
    Que nostalgia
    Será que vc veio para cá buscando o seu passado?
    E o tesouro que vc encontrou em Nitéroi?
    Detalhe, vc por acaso se lembra daquele restaurante portugues
    A Marisqueira, lá no Inhangá? Que bacalhau, que sardinha, etc.
    Sem qualquer tipo de bairrismo, apareca mais por aqui.

    Saudacoes desta terra que apesar de todos os seus problemas continua, linda, hospitaleira, acolhedora e como diria nossos hermanos, inolvidable.

  47. 27/06/2008 - 18:42 Enviado por: Luiz Mariano

    Caro FG

    Lindo e emocionante o teu texto.
    O Rio é, realmente, a “cidade maravilhosa”.

    E.T.: aqui em Porto Alegre não está tão frio como imaginas, o “gelo” foi na semana passada.

  48. 27/06/2008 - 18:42 Enviado por: André Buriti

    Rapaz, que coisa linda que vc escreveu, esse texto está demais.
    Eu conheço bem essa região, estudei nos anos 80 no colégio Pedro Álvares Cabral, que fica isolado entre os prédios ali da República do Peru, pertinho da rua onde vc morou.
    Realmente foi uma infância bem bacana a sua, com direito a todas as maluquices sadias a que se tinha direito, inclusive tombaço de bicicleta….

  49. 27/06/2008 - 18:45 Enviado por:

    Flavio, vai se phoder. Cara, pelas horas que já passei com seu Pai, me dá saudades do meu. Flavinho, show, fala com o Velho antes de postar.
    Cara, extrapolou !!!!!! . Toma umas por mim aí.
    Este é o Flavio Gomes, o dono deste blog!

  50. 27/06/2008 - 18:54 Enviado por: Samuel - Puma GTI

    Flávio, durante toda a choradeira me fez lembrar de meu pai chegando em casa de Vemaguet 61 azul profundo e branca… Lindo texto, obrigado.

  51. 27/06/2008 - 18:58 Enviado por: Zozó

    Legal

  52. 27/06/2008 - 19:05 Enviado por:

    Não atende o celular?
    Meu, nos conhecemos na real, na passagem do Adú.
    Maluco mór, segura a onda, se olha no espelho.
    Tem muito a escrever ainda.
    Tú és um canalha.!!!!!!!!!!!!!
    FG, um abraço amigo, seu CANALHA!
    Two Stroke Forever!

  53. 27/06/2008 - 19:07 Enviado por: luis

    genial o texto!

    a riqueza de detales e fantastica!(eu moro no rio).

    eu vou fazer uma piada que acho que so saiu pra disfarçar as emoçoes.

    o serginho frenquentava aquela escada?
    usahasuhsuahsaushaushusah

  54. 27/06/2008 - 19:13 Enviado por: sergio

    Texto fantástico, mas principalmente, que momentos de sua vida…! Devem ter sido feitos alguns filmes daqueles diretores famosos - Fellini, Bergman e outro mais - parecidos com essa sua narrativa.
    Vou arrumar briga em casa por sua causa. Começou a contagem regressiva para mim. Falta pouco para voltar Rio . Inicio do tunel do tempo será na Visconde Pirajá 220, seguindo pela R. Farme de Amoedo, passando por existia, ou será que ainda está de pé o Colégio Porto Carrero? Direto até o posto seis. Pena, pois não mais verei aqueles micro onibus em que o motor ficava para frente como se fosse um nariz e que a gente chamava de lotação. É Flavio, mais do que nunca assumi a minha cota de matuzalém.

  55. 27/06/2008 - 19:15 Enviado por: Fitti

    Flavio, é pena que você não pode ficar no Rio, pois vai rolar neste fim de semana a 9 e 10 etapas do Carioca de Automobilismo, o Autodromo de Jacarepagua ainda funciona, texto exelente, parabens, se der post as fotos, ou uma foto, do Corsa #63, de uma ajudinha, pois eu e muitos outros estamos levando o Automobilismo do Rio, no BRAÇO!! Valeu, boa viagem.
    Fitti - Equipe SpeedRJ - Corsa #63

  56. 27/06/2008 - 19:48 Enviado por: Rafael Tavares

    Texto sensacional! Digo isso como um cara que também lê tudo que cai em sua mão e que se identificou demais com esta história, apesar de não gostar de lagosta com manteiga derretida e não morar na zona sul do Rio de Janeiro, portanto nunca fui à rua General Barbosa Lima e muito menos conheço o Edifício Martha Pinheiro de Lima. Mas, apesar de ainda ter apenas 21 anos de idade, também ando espantado com o jeito que o tempo passa.

    Pois é, mesmo com tantas diferenças me identifiquei demais com o que li. Escrever é mesmo uma arte…e seu pai estava certo.

    Parabéns!

  57. 27/06/2008 - 19:54 Enviado por: Diego Ximenes

    Consegui os telefones cara, mandei por email a vc, intitulado “Telefones Copacabana”! Pô Flávio Gomes, uma vez eu me ofereci e tirei fotos de onde vc morava, lembra? As fotos não ficaram lá essas coisas, pois tirei do celular mas vc agradeceu mesmo assim. Abraço!

  58. 27/06/2008 - 19:55 Enviado por: Roberto Valle

    Maravilhoso o texto, Flávio

    Aliás hoje o Rio está assim, creio que seja pelo sol que está voltando, pelas lágrimas que estamos enxugando, por tudo que nasce e renasce nessa cidade.

    Engraçado é que lembrei muito de minha infância também.

    Obrigado irmão !!!

  59. 27/06/2008 - 20:03 Enviado por:

    E Viva a Lusa!
    http://autosport.clix.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=as.stories/52831

    Como chama o editor? Ataravessou o mar, oras.

  60. 27/06/2008 - 20:05 Enviado por: Alex

    Lindo texto, parabéns. Acompanho o blog há pouco tempo mas é a primeira vez que escrevo. Também cresci no Rio e ainda moro aqui. Agora está passando o filme da minha infância na minha cabeça, como é gostoso lembrar de pequenos detalhes ,que na verdade são os responsáveis pelo que somos hoje. Que bom que vc pode compartilhar essa emoção com o seu pai, o meu infelizmente não está mais aqui para eu poder ligar para ele.
    Cara, parabéns pelo Blog, já era ótimo e ficou melhor ainda.
    Abs

  61. 27/06/2008 - 20:10 Enviado por: marcos antônio

    FG,quando crescer quero escrever igual à você!Excelente texto, prendeu minha atenção do início ao fim.

    ótimo!

  62. 27/06/2008 - 20:13 Enviado por: Carlos A. Torres

    Parabéns.
    Sensacional a viagem sentimental.

  63. 27/06/2008 - 20:17 Enviado por: Aurélio Neto

    PQP, vai ter munheca boa para escrever assim lá na Rua Gal Barbosa Lima, 95.
    Lindo! Obrigado por este momemento tão legal.

  64. 27/06/2008 - 20:20 Enviado por: Renatov

    Miguelito, o Mesquita tá aplaudindo lá em cima…

  65. 27/06/2008 - 20:29 Enviado por: pedro arnaldo

    Parabéns pela capacidade de transformar em palavras sentimentos verdadeiros e as fortes sensações que só o ser humano que realmente viveu e aprendeu a ser saudável traz no seu intimo. Também morei em Copacabana bons anos da minha vida, em 73 estudava no Anglo Americano em Botafogo, saia de lá e ia pro Gordon da Nossa Senhora de Copacabana perto de onde vc morava, nesta lanchonete típica dos anos 70, dos inesquecíveis angélicos, diabólicos, e outros sandubas deliciosos, alimentei muito mais minha alma que meu corpo. Também me emocionei ao entrar em contato com meu querido pai enquanto lia sobre sua ligação para o seu, vc me fez reviver e sentir por dentro toda a intensidade que família, infância e boas recordações trazem compulsoriamente para quem teve o privilégio de experimentar esta instancia que nos foi tão cara, mas que atualmente nem parece mais fazer parte da vida de algumas pessoas. Caro FG, desculpe-me a intimidade não conquistada, mas como se fossemos parentes e como se pudéssemos ter estado próximos em outras pistas da vida, seu artigo e suas reminiscências tornam a internet mais humana e faz com que eu tenha mais esperança de dias melhores e mais plenos. Às vezes toda a complexidade da vida desaparece diante da simplicidade do real e do humano, às vezes o difícil é não me permitir entrar em contato com traços minemicos que tatuam minha psique, mesmos que estejam camuflados por baixo de décadas de vida rodadas e muitas revisões já realizadas. Da próxima vez, volta ao seu ex apartamento e insiste em fazer contato com este importante espaço físico da sua infância, porque com o espaço afetivo voce permanece sintonizado e para quem tem sensibilidade, essa possibilidade é um dos maiores prazeres que a vida pode oferecer. Seja bem vindo, pois o Rio sente falta e saudade de gente da sua cepa, que hoje vive longe geograficamente, mas que nunca deixaram de habitar a alma e a essência do povo carioca.
    OBS: Gostaria de enviar um 4×4 soviético para voce avaliar, mas ainda não sei como funciona esse envio.
    Obrigado pela transparência e consequencia de viver.

  66. 27/06/2008 - 20:40 Enviado por: Marcelo

    Ah Flavio, como penso nas abordagens possiveis para tentar fazer aos atuais moradores do apartamento que um dia foi dos meus avós, na Marques de Abrantes, em botafogo. Deveria constar nos contratos de compra e venda dos imoveis o direito a uma visita, após 20, 25 anos, para quem neles viveu tantos anos. Pelo menos lá no Rio! Sei lá, talvez só para quem depois saiu da cidade e está morrendo de saudades.
    E ok, você venceu.
    Vou comprar seu livro.

  67. 27/06/2008 - 20:44 Enviado por: Paulo Roberto Filomeno

    Putz, esse novo software é bom mesmo, transforma voz em texto!! Brincadeira, eu sei que você digitou tudo isso porque eu as vezes faço o mesmo para descrever alguma viagem para os amigos/parentes, colocando em relevância o aspecto emocional da coisa como você faz. Por isso, Flávio, volte a viajar mais para nos dar o prazer dos seus textos, como os Diários de Viagem.
    E pensava que era só eu que fiquei meio passado por causa do sequestro do Carlinhos… naquela época eu vi um homem puxando um menino que estava numa bicicleta, saí correndo dali com a minha e encontrei um guarda, falei pra ele ir correndo que um menino estava sendo raptado… era o pai do garoto pondo ele pra dentro de casa. Imagina se pegassem nós naquela época, com a cabeça daquela época e nos jogassem direto aos dias de hoje!

  68. 27/06/2008 - 20:55 Enviado por: Danilo Albergaria

    PUTAQUEOPARIU, quem fica emocionado desse jeito são os leitores…

  69. 27/06/2008 - 20:57 Enviado por: Jackie

    FG. como sempre texto impecável, fiquei emocionada !!
    Porém gostaria de lembra-lo que o maravilhoso Rio de Janeiro fica bem pertinho, e que seus amigos continuam lá, então tente um novo contato…
    Com certeza ainda há tempo, e pode ser o recomeço de uma longa amizade !!
    Beijos

  70. 27/06/2008 - 21:01 Enviado por: Rafael Marin

    É impressionante… O que tem de genioso e de mal humorado é o tanto que escreve bem….

    Os livros não mentem… Os grandes talentos são realmente geniosos…

  71. 27/06/2008 - 21:03 Enviado por: Henrique Sesto

    Belíssimo texto, viajei contigo. Sou carioca, Fâ de DKW e meus avós moravam nesta mesma época na Rodolfo Dantas em cima da churrascaria Leme, hoje Palace, de onde eu observava os JK tipo Taxi que faziam ponto ao lado do Copa. Lembras disso? Um abraço.

  72. 27/06/2008 - 21:11 Enviado por: Tucaferrer

    Já disse uma vez e vou repetir, você escreve muito bem, mas quando usa e abusa da emoção, você arrebenta!!

  73. 27/06/2008 - 21:13 Enviado por: Rafael Mello

    Puta merda cara…. Todo mundo aqui já disse o que eu queria dizer, mas esses seus textos do nosso dia-a-dia, ou do “nosso” passado, são demais!!

    Todos se identificaram com este seu texto… aliás, com esse e vários outros… Quando voce decide escrever … “sai de baixo”!!

    Emocionante… e como disseram aqui… sem ser piegas….

    Parabens é pouco!!! Do seu “vizinho” da Rua Gustavo Sampaio, no Leme!

    Abraços

  74. 27/06/2008 - 21:16 Enviado por: Badoer

    FG, tem certeza que entre a vendinha e a óptica não tinha mais umas duas farmácias ?? é o que mais tem em Copa.. rsrsrss
    belo texto ! tava precisando ler algo assim hoje…

  75. 27/06/2008 - 21:17 Enviado por: Edison Guerra

    Dizer que você escreve bem ,é chover no molhado.Atualmente já não tenho paciência para ler textos longos,mas não resisti e fui até o fim,relembrando situação parecida,ao ficar muitos minutos em frente à casa que habitei dos seis aos noves anos de idade,e que me mudei a 42 anos! A mesma emoção que senti agora,lendo seu texto.
    Parabéns.

  76. 27/06/2008 - 21:21 Enviado por: leoengelmann

    FG, você pecou ao digitar “sol de outono”. Estamos no inverno!

  77. 27/06/2008 - 21:22 Enviado por: MArcelo Ferreira

    Cacete, Flávio.

    Pq não me avisou que vinha ???? Poderiamos nos encontrar e iríamos juntos lá: eu, vc e a minha “cara de pau”. Teria valido a pena insistir……

    Brincadeiras a parte, esse teu texto foi Show. Gosto de recordar o “antigamente”….o passado. Na minha pagina do Orkut tem algumas dezenas de fotos do Rio Antigo….Adoro isso…..

    Show de Bola teu texto, Flavinho. Da proxima vez q vier, me liga….rsrs

    Um forte abraço,

  78. 27/06/2008 - 21:23 Enviado por: leoengelmann

    Só um detalhe: o “Boto do Reno”, do FG, está cheio de histórias com essa sensibilidade.

  79. 27/06/2008 - 21:27 Enviado por: Leonardo Carvalho

    Flávio,
    Como muitos já disseram aqui, emocionante! Eu me senti em Copacabana com você e, ao mesmo tempo, na frente do prédio da minha infância, em São Paulo, Alto de Santana, Rua Maestro João Gomes de Araújo. Bons tempos! Nasci e morei lá há 47 anos e vim para Belo Horizonte há 36. os tempos são próximos e isso torna tudo mais familiar.

  80. 27/06/2008 - 21:49 Enviado por: Shrek

    Que texto bonito!
    Parabéns!

  81. 27/06/2008 - 22:37 Enviado por: Luana Marino

    O que dizer?

    Estou emocionada. Juro. Vi a cena. Um curta-metragem passou na minha cabeça. Aliás, vivi a cena, já que a riqueza de detalhes me permitiu isso.

    Sou suspeita para falar. Sou carioca, amo o Rio e sei que a minha cidade tem muito mais a oferecer do que a maneira como ela é vendida. Não escondo os problemas, o Rio está cheio deles, mas caramba, qual é a grande metrópole que não tem?? A beleza do Rio está na memória do povo. Na capacidade que as pessoas têm de enxergar nas coisas simples a vida. E não precisa ser carioca para tal coisa, bastar ser humano.

    Obrigada Flávio, por nos presentear com tamanha sensibilidade. Texto magnífico. Tocante. Belo. E lindo, como o Rio.

  82. 27/06/2008 - 22:42 Enviado por: Demerval Caixeta Jr

    Sou, acredito, dois ou três anos mais novo que o FG e, lendo o texto relembrei dos meus tempos de criança aqui em Brasília, da comoção que foi o seqüestro do Carlinhos, dos medos dos mesmos maconheiros e dos “graminhas” daqui que enfiavam a faca nas bolas de futebol da mulecada que ousasse pisar nos gramados da capital. Minha vantagem é que minha mãe ainda mora no mesmo lugar onde cresci. Uno o útil ao agradável: visito a Mamma e mantenho fresca a minha memória com a sensações que tinha quando criança.

  83. 27/06/2008 - 22:57 Enviado por: Luiz Eduardo

    Muito legal o texto, capaz de me remeter ao passado que não tem nada a ver com o Rio e Copacabana. Parabéns.

  84. 27/06/2008 - 22:59 Enviado por: aglair

    ainda que eu fizesse uma pilha de palavras bonitas ela não seria suficente para expressar a beleza de seu texto.

  85. 27/06/2008 - 23:22 Enviado por: Beto Traballi

    FG, quando volta ao RJ para continuar o texto?
    Parabéns.
    Abraço.

  86. 27/06/2008 - 23:44 Enviado por: Fábio Aguilera

    Parece que EU estava lá vivendo isso tudo que vc contou…. Reencontrar-se nas lembranças é sempre mto doloroso: Nos põe frente a frente com a inevitabilidade do envelhecimento, do passar irreversível do tempo e, enfim, do fim.

  87. 28/06/2008 - 00:00 Enviado por: luc_peq

    Lindo texto, linda cidade, sou fã do Rio de Janeiro.

  88. 28/06/2008 - 01:09 Enviado por: Fernando Carmona

    É a volta do Diário de viagem? Até hoje me hoje me lembro do texto “O Boto de Reno”, onde vc descrevia uma viagem, seus filhos te ligavam no meio da viagem. Assim como aquele, me senti dentro da sua história.
    Abraços

  89. 28/06/2008 - 01:23 Enviado por: Carmem

    Que dizer desse texto? Magnífico!!!!
    Mas, a vontade é de soltar um tremendo palavrão mesmo!!!

    Copacabana tem um comércio ímpar. Na minha ida mais recente ao Rio, no fim de semana passado, fiquei hospedada na Rua Francisco Sá, na divisa entre Copa e Ipanema. Tomei um chopp escuro no Sindicato do Chopp e, como sempre, fui ao rodízio de petiscos no Alcazar, que agora ficou mais especial porque descobri que foi onde meu escriba preferido aprendeu a gostar de lagosta com arroz e manteiga derretida.

    Beijos, Flavinho! E obrigada por nos brindar com esse relato tão sensível e emocionado sobre um pedaço dessa época tão importante na sua vida.

  90. 28/06/2008 - 01:57 Enviado por: Marcio Pacheco

    Muito bom Gomes
    Hoje moro nos EUA…tenho um Porche Boxter…(Porche de pobre)…aquele que vc não gosta muito….mas sou cria de Copa….saudades desse cotidiano descrito….porta pantografica….o meu predio tem ate hoje!!!…saudades bicho…saudades
    Marcio

  91. 28/06/2008 - 02:54 Enviado por: Chico Rulez!

    Eu gosto de ler comentários. Mas alguns tavam com mais de 5 linhas e eu fiquei com preguiça, é de madrugada. Mas não fiquei com preguiça de ler seu texto até o fim hora nenhuma.

  92. 28/06/2008 - 03:59 Enviado por: Roberto Fróes

    Flávio, só você mesmo…
    Aliás, não só você!
    Recentemente fiz algo parecido. E também não consegui entrar, pelos mesmos motivos.
    Quando meus pais venderam o apartamento o Leblon, compraram outro, em final de construção, em Copacabana, ne esquina da Barata Ribeiro com Xavier da Silveira, onde minha mãe mora até hoje. Isso foi em 1954, eu tinha 3 anos. Como a entrega do apartamento novo atrasou quase 1 ano, e o velho teve que ser entregue, moramos esse tempo numa casa emprestada de uns parentes na Penha. No 2º andar. E no 1º tinha o Sopão do Zarur (alguém lembra disso?).
    Outro dia passei lá e levei um longo papo com a proprietária, pela janela, mas ela não e convidou nem eu pedi para entrar
    A melhor lembrança que tenho da casa é do rádio tocando “Love is a many spledoured thing”, com “The Four Aces”, talvez minha música predleta até hoje…

  93. 28/06/2008 - 04:55 Enviado por: joao vitor

    sabe aqueles textos que você não quer que chegue ao final???

  94. 28/06/2008 - 06:34 Enviado por: João Kohl

    Parabéns Flávio pela narrativa maravilhosa, prende a atenção do leitor em cada linha e não pela curiosidade comum por sua vida, mas pela capacidade que você tem em se expressar. O texto ficou muito bom e deveria colocar tudo num livro ou vários deles, pois deve ter muito o que escrever.

  95. 28/06/2008 - 07:33 Enviado por: pedro bresson

    tu eh foda mesmo hein. e minha infancia se parece demais com a sua. me lembro de jogar gol a gol com meus irmaos no corredor da casa em quem morei na pampulha, em BH. eram jogos historicos, alguns terminavam em briga outros em gargalhadas, mas foi impossivel nao lembrar.

    e tambem visitei essa mesma casa muitos anos depois, mas pude entrar e ver que o quintal com a passarela por onde desciamos de velotrol fazendo pegas sensacionais, eu e meus irmaos, era bem menor e o jardim idem. e a mangueira onde eu trepava estava la firme e forte, mas nao tao facil de subir como quando eu era crianca.

    eh don gomes, precisamos tomar um chopp urgente!

  96. 28/06/2008 - 07:35 Enviado por: alberto medros

    bonito texto!
    já passei por essa experiência.é interessante. minha mulher diz que tem esse talento por que foi aluno do colégio rio de janeiro.
    abs
    alberto medros

  97. 28/06/2008 - 09:45 Enviado por: Episcopo

    Parabéns FG !
    Belíssimo texto que me fez viajar e reviver alguns de meus tempos felizes de infância !
    Muuuuito obrigado ! Obrigado mesmo !

  98. 28/06/2008 - 10:29 Enviado por: Pé de Chumbo

    Ano passado fui à São Paulo e resolvi passar para ver a casa onde nasci a 56 anos atrás.
    Derrubaram para construir um posto de gasolina.
    Me deu uma tristeza…

  99. 28/06/2008 - 11:17 Enviado por: Mário Buzian

    FG,

    Vou ser repetitivo,e pouco inovador,mas é impressionante como vc. tem o dom de transmitir emoção nas palavras,e em cada detalhe,cada flash de memória…Eu sei exatamente comoé,pois eu vivi o mesmo período que vc.,não no Rio,mas em SP,num bairro afastado daonde nasci,na Zona Leste,e nos mudamos para o Bairro do Limão em 1971,num conjunto habitacional da COHAB,construído naquele ano…Vivi lá por 5 anos,e nos mudamos de volta a ZL porque meu pai não conseguiu pagar as prestações mensais,que subiram muito naqueles tempos…
    Toda a sua descrição sobre as crianças e travessuras eu tembém vivi,a digo mais,só quem foi criança no início dos anos 70 pode ter a mesma visão que temos do mundo.
    Assim como vc.,voltei ao prédio que morei depois de mais de 20 anos sem aparecer,reencontrei alguns amigos e amigas de infância,foi maravilhoso !!!!
    Apesar das grades circundando tudo,e a falta de lugar para estacionaf,os blocos continuaram os mesmos,e as memórias se avivaram cada vez mais…
    Muito obrigado por me trazer lembranças daquilo que fomos,isso é sempre faz bem à alma…

    Mário

    PS:Já que estás aqui pertinho de casa,que tal combinarmos um café ???
    Sei que a agenda deve andar corida,mas se tiveres um tempinho,me manda um e-mail com um contato,certo ??
    Meu sogro adoraria conhecer esse homem que ama DKW´s (ele também tem algumas histórias a respeito…)

  100. 28/06/2008 - 11:20 Enviado por: Fabio Taccari

    FG.
    Talvez você tenha lido uma entrevista tempos atras, se não me falha a memória na “Folha” do Umberto Eco.
    Ele dizia que o resto de nossa vida só serve para relembramos nossa infância.
    Quem teve um dia verá.

  101. 28/06/2008 - 11:54 Enviado por: Trovão

    Traços de recordações que remete as nossas infâncias!
    Excelente texto, parabéns e boa viagem!

  102. 28/06/2008 - 13:04 Enviado por: Marcao Fioretti

    Que texto!!!! Parabens e obrigado por compartilhar com a gente….
    fomos contemporaneos de Rio de Janeiro… hoje moro em Sao Paulo… ha um mes, mais ou menos, comprei um LTD do Rio e na conversa com o vendedor, um senhor muito simpatico, disse que o carro estava numa casa no Jardim Botanico, para minha surpresa, foi o bairro em que morei, tambem, ha 35 anos atras… tambem me lembro da rua e da casa… em detalhes….
    Forte abraço

  103. 28/06/2008 - 14:01 Enviado por: Pedro Paiva

    Você é o rei do saudosismo!

  104. 28/06/2008 - 15:05 Enviado por:

    Bá Tchê, já me achincalharam por ter te chamado de canalha!
    Ainda bem que vc. foi de avião e não passou pelo Paraná!

  105. 28/06/2008 - 16:11 Enviado por: Renato Mesa

    Cara, demais esse texto. Lendo a sua infância, lembrei da minha…demais…

  106. 28/06/2008 - 16:35 Enviado por: Acarloz

    Emocionante!

  107. 28/06/2008 - 19:14 Enviado por: Grünwald

    Viva Copacabana, viva nossas lembranças…

  108. 28/06/2008 - 21:46 Enviado por: jose carlos

    caro fg
    e as meninas do barata 200
    foi la o inicio
    jc
    sete lagoas

  109. 28/06/2008 - 22:29 Enviado por: Tohmé

    Como a gente falou num bate-papo naquela noite. O negócio é viver com intensidade, pois a vida é mais veloz que nossos desejos.

  110. 28/06/2008 - 23:25 Enviado por: Maurício Carvalho / RJ

    Flávio, simplesmente, obrigado.
    O que você provocou em mim, e em muitos aqui, não se descreve com palavras, se senti.
    Muito obrigado, meu amigo.
    Fique com Deus.

  111. 29/06/2008 - 00:55 Enviado por: Vecchio

    Só li agora.Espetacular seu texto. Nada a comentar. Estou “engasopado”. Parabéns.Calou fundo em todos os que têm uma história, e todos a temos, a relembrar. Abraço.

  112. 29/06/2008 - 15:18 Enviado por: Rogério Magalhães

    Poxa, FG, li só agora essa tua crônica da vida real… matou a pau! Lembranças da infância são sensacionais… eu só não tenho essas “lembranças da velha casa” porque ainda moro, 32 anos depois, na mesma casa em que nasci e cresci… mas essas recordações das brincadeiras, dos machucados são boas demais. E quando se tem a verve de transformar isso em texto primoroso, melhor ainda.

    Aliás, sábado retrasado fiz minha estréia no Rio, que ainda não conhecia, fui com mais 8 camaradas ver a Portuguesa jogar no Engenhão contra o Botafogo. Chegamos cedo na cidade e fomos justo para onde? Copacabana! Ficamos num quiosque em frente ao Miramar Hotel, onde a Lusa estava hospedada, pude curtir in loco um calçadão que só via na tv, rodamos a Atlântica até o Leme e voltamos, passamos em frente ao Copacabana Palace… se minha memória não estiver falha, almoçamos nesse mesmo Alcazar que você citou, um rodízio de petiscos muito bom. Inclusive o gerente (se não for o dono, não cheguei a perguntar) tinha um sotaque muito parecido com o português, até brincamos que conhecíamos aquele sotaque, mas ele só dizia “é galego, é galego”, hehehehe… Só saímos de Copa quando o time foi para o Engenhão, a gente foi junto… mas no começo do vídeo que fiz da escolta, pega boa parte da nossa última volta pela Atlântica… dá uma olhada:
    http://br.youtube.com/watch?v=ATQmVfbK-FU

    Parabéns mesmo pela crônica! Mais uma para a galeria…

  113. 29/06/2008 - 16:21 Enviado por: Wagner

    Lindo texto, Flávio! Realmente tocante! Podem falar que Copa é decadente, suja, etc, mas este lugar não perde a mística. Teu texto me remeteu a 1988, quando eu tinha 18 anos e saí de Petrópolis pra estudar na PUC. Morei em Copa, na Leopoldo Miguez, entre Bolivar e Barão de Ipanema. Ali o cara de 18 anos ficava acordado de madrugada pra ver a moça bonita que chegava toda noite no prédio do outro lado da rua e ficava peladinha no apto. com as janelas escancaradas… Ali em Copa foi meu primeiro namoro sério… As sesseões de cinema no Roxy, os lanches na Confeitaria Colombo. .. Teu texto trouxe todas essas lembranças de volta, FG!

    Wagner
    (ao som de Dick Farney, cantando “Copacabana”)

  114. 29/06/2008 - 21:11 Enviado por: Paulo Barros

    Simplesmente fantástico!
    Viajei no texto. As luvas, exatamente iguais as do meu irmão, que eu usava não sem um certo ciúme, pude sentir o cheiro e a textura do couro. Acabei dando uma “voltinha” na minha infância, no futebol de rua e …. Ah! deixa prá lá… Muita coisa…
    Emocionante.
    Parabéns!

  115. 29/06/2008 - 22:30 Enviado por: Fernando Linhares

    Grande crônica Flávio. Faz ter saudades dos diários da F1. Você vai voltar a viajar para acompanhar o circo, ou voltar a escrever de suas viagens? Abraço.

  116. 30/06/2008 - 01:23 Enviado por: Ricardo

    Putz! A idade faz uma diferença danada. Quando eu era moleque, não entendia que graça tinha aquela coisa meio memoralista, tipo do meu conterrâneo Pedro Nava. Eu não tinha passado. E hoje tenho, pro bem ou pro mal.
    O olhar muda, com o tempo. Por isso, acho que o que importa é a poesia, mais nada. O resto é acessório. E fico pensando em quem não viveu pra saber disso. Penso, especificamente, num amigo, também jornalista, que morreu jovem, num acidente automobilístico idiota. Gostava de ouvir o que ele tinha a dizer sobre a vida. Gostaria de ouvir o que teria a dizer agora. Mas ele não está mais aqui.
    Acho que é por isso que alguns velhos passam a mão nas bundas das meninas e chutam o balde e se comportam como se idiotas fossem. Talvez sejam sábios. Talvez mais sábios sejam os que fazem isso ainda jovens. Mas não adianta forçar a natureza. Tem gente que fica confortável num terno como se estivesse de pijama. Pra mim um terno vai ser sempre uma armadura. Com a vida também é assim, acho.

  117. 30/06/2008 - 10:13 Enviado por: marcojetta

    FG,

    Já estamos no inverno …
    Muito bok o seu relato. Foi legal.
    Abraços,
    Marco Antonio.

  118. 30/06/2008 - 11:01 Enviado por: Leo

    Excelente texto!!!

  119. 30/06/2008 - 11:55 Enviado por: Roberto Brandão

    Só agora entrei no blog e selecionei este texto para ler.
    Faz bem começar a segunda-feira assim.
    Linda crônica. Não há mais o que comentar. Só sentir.

  120. 30/06/2008 - 15:50 Enviado por: Rubem Rodriguez Gonzalez

    Sei que você não gosta de cx alta pois parece que as pessoas estão “gritando” MAS AS VEZES VOCÊ OBRIGA A GENTE A QUEBRAR AS REGRAS, FAZER O QUE NÉ? PARABÉNS PELA SUA CRÔNICA , É UM VERDADEIRO “CINEMA PARADISO” SÓ QUE ORIGINAL , TEM ATÉ O ALFREDO, NA FIGURA DO ZELADOR… caçar sentimentos é uma arte tentada por muitos e conseguida por poucos, você pode se orgulhar de estar entre esses poucos, relatar uma página da infância evocando saudade e nostalgia sem ao menos esbarrar em nenhuma pieguice é para bem mais poucos que esses poucos, comparei essa sua crônica com a obra prima consagrada de Giuseppe Tornatore porque experimentei hoje as mesmas sensações de lembranças da minha infancia de quando assisti a ” Cinema Paradiso”, fantástico.

  121. 30/06/2008 - 17:11 Enviado por: Quinguy

    Já disseram por aqui… Dizer o que? Copio-os pois. Não atrevo-me teclar mais. O teclado é seu.

  122. 30/06/2008 - 20:13 Enviado por: Leo David

    Esse relato não é somente seu, com o texto, todos os leitores reviveram um momento pessoal, todos recordaram fatos marcantes de cada passo da vida, tenho certeza que apesar da competência habitual, jamais conseguirá escrever um texto com tamanha riqueza de detalhes e paixão, porque esses não são digitados ou escritos, são vividos na pele e sentidos na alma.
    Obrigado por compartilhar e parabéns, abraço.

  123. 01/07/2008 - 01:01 Enviado por: Dudu Magnani

    é por este e por tantos outros textos que digo que vc é meu escritor favorito!

    Abração

  124. 01/07/2008 - 09:30 Enviado por: Felipe

    Muito bonito. Impressionante como você escreve. Deu-me a impressão de que sou mais carioca do que penso ser.Da próxima vez me liga pra gente tomar um chope. Iria adorar ouvir suas historias.

  125. 01/07/2008 - 09:31 Enviado por: Felipe

    Muito bonito. Impressionante como você escreve. Deu-me a impressão que é mais carioca do que penso ser.Da próxima vez me liga pra gente tomar um chope. Iria adorar ouvir suas historias.

  126. 01/07/2008 - 13:48 Enviado por: Carlos Rossi

    Excelente!

  127. 01/07/2008 - 15:02 Enviado por: kuja

    Putz !!!!!!!!! Genial !!!! Obrigado !!! Me fez sentir mais leve.
    Descobri só agora quem é o ” Menino Orelhudo”.(he,he)
    Valeu. Abs.

  128. 01/07/2008 - 16:57 Enviado por: Alan Carlos

    Muito legal sua história…é isso aí: Recordar é Viver!

  129. 02/07/2008 - 16:07 Enviado por: Mozart

    Maravilhoso ! tocante ! esse é o cara, é o Flávio Gomes !
    Depois de ler, é difícil não ficar arrepiado, tive a mesma sensação
    quando lí ” Moleques orelhudos ” do Diários de Viagem.

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