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30/07/2010 - 00:58

RÁDIO BLOG

Boa noite, macacada. Para um bocó como eu, este fim de semana será muito especial. Correr de carro longe de casa… Durante três dias, nada mais importa. Até daqui a pouco, Sul.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Rádio Blog Tags:
29/07/2010 - 23:35

ZERO PARA OS DOIS

SÃO PAULO (tô com sono) – A equipe do Grande Prêmio, sem combinar, deu zeros unânimes a Alonso e Massa em Hockenheim. O melhor da corrida, para a tchurma grandepremiana, foi Hamilton com média 7.

E você? Que nota daria a Alonso e Massa no GP da Alemanha?

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Grande Prêmio Tags: , ,
29/07/2010 - 19:15

BARBEIRO

SÃO PAULO (tonto) - Já não sei quem mandou, sorry. Um vídeo do WTCC do ano passado, câmera on-board no Seat de Tom Coronel em Pau, na França. Pista dificílima. No fim, ele bate na traseira de um Lada. E xinga, o palhaço. Mas a batida é o de menos. Eu nunca tinha visto um on-board com piloto gemendo desse jeito, a cada troca de marcha. Parece o Guga. Coisa esquisita, sô. Será que é novidade só para mim?

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Automobilismo internacional Tags: , ,
29/07/2010 - 19:03

ENIGMA DO DIA

SÃO PAULO (quem será?) – O André Amaral entrou neste álbum de fotos da Le Mans Classic deste ano (ótimo, por sinal) e deparou-se com esta imagem. Um carro com duas bandeiras do Brasil na capota. Quem seriam esses felizardos compatriotas? E o carro?

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Corridas de clássicos Tags:
29/07/2010 - 18:49

DIÁRIOS, HUNGRIA

SÃO PAULO (comprem, comprem!) – Ah, chega de dar o e-mail da Alessandra Alves. É a última vez, até a próxima corrida: aalves77@hotmail.com para comprar meu livro, que tem essas crônicas de viagens escritas séculos atrás.

Como é semana do GP da Hungria, lá vai um textinho de 2004. Gosto desse, apesar de não gostar de quase nada que escrevo quando releio.

MOLEQUES ORELHUDOS

Eu gosto de crianças orelhudas. As crianças, com cinco ou seis anos, começam a ficar orelhudas e assim permanecem até os oito, nove. Têm rostos redondos, como pizzas, e orelhas de abano. São lindas. As orelhas lhes conferem um ar de curiosidade que os adultos jamais seriam capazes de reproduzir. São como antenas que, acompanhadas de olhinhos quase sempre brilhantes e nervosos, tentam entender o mundo. Sem abrir muito a boca, porque estão banguelas e têm vergonha dos buracos deixados por dentes levados embora por fadas em troca de moedas. A sabedoria em sua essência: ouça muito, veja tudo, fale pouco, e entenda as coisas.

Estava na estrada que liga o autódromo à cidade, quase de noite. Noite era, mas verão europeu é aquele negócio, nove da noite e o céu está claro. Devagar, porque correr com carro ruim não tem graça. Na frente, um Wartburg. Daqueles feios, anos 80, cor indefinível, um cinza-bege ou bege-cinza, que suponho ser a cor dominante de todo o Leste europeu. Restam alguns rodando pela Hungria, Croácia, República Tcheca, Bulgária, Romênia, alguns rincões da Alemanha. Aquela cor de “Adeus, Lênin!”. Lá dentro, de joelhos no banco traseiro, o moleque orelhudo.

Não visitei o Leste quando o Leste era Leste, mais uma das lacunas de minha formação que tem mais lacunas que espaços preenchidos. Por isso, tento me transportar para os anos em que o planeta tinha graça quando vou à Hungria. Os moleques orelhudos ajoelhados no banco traseiro de Wartburgs ajudam a compor o cenário que imagino no pré-queda do Muro. Budapeste não é exatamente a descrita por Chico Buarque, que nunca esteve lá mas escreveu um livro esplêndido, ambientado às margens do Danúbio e nos subúrbios magiares. Descrita quase à perfeição. Porque não bastam os palácios, castelos, colinas e pontes que se vêem em cartões postais, nem mesmo a simplicidade espartana das moradias proletárias, para sentir uma cidade como Budapeste. É preciso mais. É preciso compreender os acrílicos de Budapeste, os revestimentos de fórmica, as cores desbotadas, as estruturas pretensamente modernas formadas por cubos encardidos e triângulos transparentes amarelados, os hotéis embolorados e a madeira que cobre as paredes e finge ser nobre. Coisas construídas e fabricadas nos anos 60 e 70 para conferir um ar de contemporaneidade e luxo a países nitidamente atrasados em relação ao exuberante Ocidente fast food.

Atrasados? Depende bastante do ponto de vista. Em termos materiais, sim. Humanos? Não sei. E hoje é tudo igual.

E para parecer iguais e modernos e prósperos há trinta anos, os países do bloco soviético se esforçavam, com os parcos meios de que dispunham, de modo a impressionar visitantes. Donde vicejam por trás da antiga Cortina de Ferro terminais de trem e ônibus com aspecto tristemente futurista, hotéis gigantescos, estádios e ginásios grandiosos, enormes torres de TV, tudo abusando dos acrílicos e dos plásticos para parecer moderno, mas que trinta anos depois mais parecem alegorias de escola de samba depois do desfile.

Era assim meu hotel, no quarteirão chique das embaixadas instaladas em Budapeste, em meio a mansões luxuosas mantidas por outras nações. Caindo aos pedaços, mas firmemente disposto a manter a pose dos tempos em que recebia orgulhosamente delegações estrangeiras, fosse para reuniões políticas, fosse para competições entre orgulhosos jovens atletas comunistas vindos de todos os lados, ou ainda para congressos de cientistas brilhantes engajados na corrida desenvolvimentista contra os, e aí o termo se aplica sem restrições, inimigos ocidentais.

O Muro caiu, meu hotel veio junto. Ainda se vê na recepção um calendário com a grife da Air France, daqueles eternos, em que se atualizam dias e meses girando pequenas roletas, datado de 1969. Apesar dos ânimos acirrados entre um lado e outro da Europa, a Air France voava para Budapeste e os tripulantes de seus Constellation possivelmente se hospedavam no meu hotel. Ficou o resquício dos bons tempos na parede da recepção, como a me dizer: olha aqui, este hotel já foi bom, rapaz; respeite-o.

Respeito, claro. No sábado de manhã, ligo o chuveiro e não há água quente. Vou ao telefone para solicitar alguma informação à recepção, e o telefone não funciona. Ligo do celular e o recepcionista me informa com a maior tranquilidade do mundo que a água quente acabou mesmo no hotel todo. Não sou um privilegiado. No comunismo, não há privilegiados. Uma caldeira pifou. Nenhum pedido de desculpas, nem previsão de retorno. Nem eu pedi, e sequer me queixei. Quando um problema não tem solução, solucionado está. Tomei banho frio. Fosse na América, me lembra um, e isso jamais aconteceria. Verdade. Alguém processaria o hotel. Desço ao salão de café-da-manhã, deliciosamente decadente, com suas luminárias formadas por numerosos globos de vidro leitoso e saleiros vazios, e ninguém, entre os hóspedes, parece preocupado com a água quente. Comem e fumam alegremente, sem maiores sinais de revolta. Resignação absoluta diante de um pequeno problema, e afinal o que é tomar um banho gelado? Minha intenção inicial de reclamar meus direitos de consumidor, de encarnar meu lado procon, foi imediatamente sepultado ao bom-dia que me dirigiu a garçonete de camisa branca e saia curta preta, bela como são as húngaras, sedutora como uma personagem de Milan Kundera, bem mais excitante que qualquer californiana bronzeada de biquíni andando de patins sem bunda e cheia de peitos.

Não tem água? Não tem água, pronto. É possível que há trinta anos alguém no hotel levasse um esporro daqueles, mas só se desse o azar de haver um graduado de algum politburo qualquer lá hospedado, o que definitivamente não é o caso em 2004. Somos todos turistas, e se queremos pagar essa miséria por um quarto num hotel outrora considerado, temos de arcar com as intempéries e conviver com elas. Quem não estiver disposto, que se enfie num Holiday Inn ou num Marriott. Também tem, em Budapeste, e nesses dá para reclamar na recepção, o freguês tem sempre razão na América e em suas sucursais. No meu hotel decadente, o cliente que se vire e se contente com o bom-dia da garota do restaurante, que vem sem grandes sorrisos ou complementos artificiais, mas carregado de solenidade e educação.

Atrás do menino orelhudo no Wartburg, notei que ele olhava para mim, o queixinho repousado sobre os bracinhos cruzados, e acenei. Sempre faço isso, micagens para crianças nos outros carros, o que vem se tornando cada vez mais difícil onde moro, porque todos os carros têm películas escuras nos vidros e não se enxerga o que há dentro. E se chegar muito perto, é capaz de amassar o pára-choque num daqueles reboques cromados. São Paulo é a cidade com maior número de reboques no mundo, embora ninguém reboque nada, não conheço ninguém que tenha um trailer ou puxe sua motocicleta numa carreta para as férias de verão. Os reboques de São Paulo mereceriam um estudo, e não sou o primeiro a notar isso, outro dia li um artigo do professor Pasquale num caderno de automóveis de um grande jornal, revoltado com a febre dos reboques. Eles só servem para foder o carro de trás quando o cara está manobrando. São o emblema do que viramos, nós da cidade grande. Foda-se você: encosta no meu carro que o reboque fura seu pára-choque. Desprezo quem tem reboque no carro e não reboca nada.

Mas não nos desviemos. Fiz caretas e sinais para o moleque orelhudo, até que dele arranquei um sorrisinho tímido, como se me dissesse, pode parar, já vi, o senhor é muito gozado mas já passei da idade, esse tipo de coisa minhas orelhas já viram antes, mas não sosseguei enquanto ele não fizesse uma careta também, e ele fez, acho que para se livrar de mim, acelerei e passei o Wartburg, feliz da vida e vitorioso. As crianças do Leste são ainda mais orelhudas, porque o corte de cabelo é ainda antiquado, socialista como só ele.

Segunda-feira, dei-me um almoço. O avião saía tarde, muni-me de um mapa cheio de reclames de pontos turísticos e encontrei um restaurante onde são servidas refeições ao estilo medieval. Já tinha estado nele anos atrás, para jantar, e foi interessante, uma balbúrdia fabulosa, garçons e garçonetes a caráter que a cada meia hora paravam de servir para encenar algum episódio com lanças e armaduras. Resolvi arriscar, encontrei o lugar fácil, se chama Sir Lancelot, e fui ao meu almoço medieval. Estava vazio, apenas uma mesa ocupada por um sujeito que me cumprimentou à entrada, um jovem que depois me disse em bom inglês que era romeno e me desejou “bon apetit”, uma manifestação de gentileza desprovida de qualquer outro interesse à qual retribuí e ele não mais me incomodou, preocupado que estava com seus afazeres, anotações em uma caderneta, talvez uma espécie de diário.

Outro dia um amigo me contou que foi à Disney, ou algo parecido, em Orlando, um daqueles parques, e a excursão incluía um jantar medieval, com apresentação da cavaleiros e o diabo a quatro. Pode existir farsa maior do que um jantar medieval na Flórida? O pior é que esses embustes encantam os turistas do mundo todo. Muito bacana, garantiu-me o amigo. Mas se é para brincar de cavaleiro da távola redonda, que se brinque onde havia cavaleiros de verdade e távolas idem. Naquele restaurante de Budapeste, por exemplo, uma taverna num porão onde o sol nunca entrou, com paredes pintadas a mão, cadeiras de madeira rústica e música de harpas, flautas e violinos saindo de uma caixa de som Sony, porque ali ninguém queria me enganar; era um almoço tipo medieval, entende? Não era medieval propriamente dito, ninguém ali fingia que era cavaleiro, e as meninas que servem, apesar das roupas meio antiquadas, amarram suas camisas acima da barriga e exibem seus piercings no umbigo. Tipo medieval, entende? Vocês que vão à Flórida que me desculpem, mas não estamos num teatro. Nesse embate medieval contra Budapeste, perdem de goleada em todos os sentidos.

A um determinado momento, éramos no salão eu, fumando, tomando vinho ao meio-dia e lendo um livro depois de devorar uma perna de frango sem molho barbecue, o romeno escrevendo alguma coisa à luz da vela de sua mesa e um casal de americanos atônitos com a fumaça e a sem-cerimônia de seus pares, um que lia e outro que escrevia, enquanto eles, certamente, esperavam por algum efeito especial, talvez o rei Arthur em 3D surgindo de uma parede em holografia para dizer thanks for coming and enjoy the ultimate experience in medieval dinner. Sorry, putada, aqui na Hungria a Idade Média não é de isopor, nem controlada por um software da Microsoft. Ponham a cachola para funcionar e imaginem as coisas.

Volto ao Brasil com muito menos raiva da Hungria do que em anos anteriores, não sou uma pessoa confiável, mudo de opinião muito rapidamente sobre tudo. O moleque orelhudo do Wartburg, o hotel sem água quente e meu restaurante medieval foram o bastante para voltar a amar Budapeste e seus acrílicos desbotados, para tentar compreender sem rancores como deve ter sido difícil, e ainda deve ser, encarar as transformações de um regime duro e cinzento para essa aparente exuberância capitalista em que as noções de posse, tempo e diversão são tão confusas e aceleradas.

Volto ao Brasil e três dias depois estou num show do Ira!, a convite do amigo que toca na banda e de quem senti o maior orgulho lá embaixo, no meio do povo. O Ira! é uma puta banda, que tem uma puta importância, cujos integrantes têm todos mais ou menos minha idade, mas que tocavam e cantavam enquanto eu achava que fazia alguma coisa de importante escrevendo. Anos 80. Duas décadas se passaram, mas ali embaixo não havia muitos quarentões, o que só comprova a perenidade de certos artistas, e os que havia se comportavam de outro jeito, diferente da garotada. Pulavam menos, mas cantavam mais e contemplavam mais. O que viam no Ira!? Eles mesmos, vinte anos atrás? Acho que sim; os nossos vinte e poucos anos, quando achávamos que éramos muito loucos, mas que nada. Loucos somos hoje, naquele tempo só queríamos namorar, pegar o carro escondido, nos apaixonar e descobrir um país que saía das sombras, sem que as sombras nos tivessem afetado muito. Portanto, era tudo muito mais simples e, ao mesmo tempo, monumental, como canta o Ira!, como vem cantando sem mudar há vinte anos, enquanto do lado de cá nós envelhecemos na cidade, mas eles continuam os mesmos garotos de vinte anos, e é isso que gostaríamos de ser sempre, garotos de vinte anos, ou moleques orelhudos em Budapeste.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Diários de viagem Tags:
29/07/2010 - 16:36

ONE COMMENT

Eis por que todos nós torcemos loucamente pela Lotus.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): One comment Tags:
29/07/2010 - 16:16

MÚSICA

SÃO PAULO (chega logo!) – O vídeo é de 2007, on-board no #96 em Londrina. Nem acredito que vou correr com esse carro de novo. Vai ser domingo no Velopark. Ou sábado. Vamos ver… Acho que sábado. Não vou aguentar a ansiedade. Ainda mais se chover. Na água, esse carrinho faz bonito.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): #96, Superclassic, farnéis, Corridas de clássicos Tags:
29/07/2010 - 15:52

PAPO DE LOUCO

SÃO PAULO (tomara) – Massa disse hoje na Hungria que não é segundo piloto, e que não vai deixar mais ninguém passar. “Vou ganhar”, falou, sobre a corrida de domingo, caso uma situação como a de Hockenheim se repita. Revelou que teve um contrato de três anos com a BMW quando estava saindo da Sauber, e resolveu ficar na Ferrari. “Pra mim, meu país é o que mais importa”, falou aos jornalistas brasileiros. Disse que entende as críticas dos torcedores. “O dia em que eu me sentir segundo piloto eu vou parar de correr. Vou entrar no carro aqui para vencer.”

Os repórteres o apertaram. No blog de Felipe Motta, da rádio Jovem Pan, está a íntegra da entrevista. As respostas foram evasivas e confusas. Não entendi nada. Só sei que Felipe precisa urgentemente ganhar uma corrida.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1 Tags:
29/07/2010 - 12:00

EM ALTA

SÃO PAULO (forever) – Ah, a fumacinha… Vocês, fariseus, que vivem decretando a morte dos motores dois tempos, leiam a mensagem do Luis Albertyn, blogueiro do Rio que manda a grande notícia:

A história é a seguinte: os suecos (sempre eles…) da Husaberg acabam de lançar uma linha de motos 2 tempos de enduro, as TE 250 e TE 300, ambas com injeção eletrônica (não conheço nenhum outro motor 2T injetado…), partida elétrica, ignição programável, freios e embreagens hidráulicas Brembo, suspensões WP, enfim, o fino do fino.

A novidade já seria legal por si só, por ir na contramão dos outros fabricantes, que exceção feita à austríaca KTM, praticamente abandonaram os propulsores com este ciclo. Mas acontece que estas são AS PRIMEIRAS motos 2 tempos NA HISTÓRIA da Husaberg, uma das pioneiras no 4T e que já teve como slogan “the 4-stroke Power”. Isso, sem dúvida alguma, mostra que ao contrário do que muita gente pensa, os 2 tempos não morreram e têm, sim, muito futuro, já que com a tecnologia atual, além de continuarem a ser leves, eficientíssimos e de manutenção descomplicada e barata, podem ser também pouco poluentes.

As motos são lindíssimas como você pode ver na foto da TE 300 em anexo e nesse vídeo aqui dá pra ouvir a deliciosa música das pequenas…

Eu fiquei doido com a sinfonia. Conheço alguns blogueiros aqui que vão ficar também!

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Motoland Tags:
29/07/2010 - 11:49

EM BAIXA

SÃO PAULO (fazer o quê?) – É nessas horas que a gente vê como o automobilismo anda em baixa. A Bridgestone, que desistiu da F-1, envia release informando que renovou seu contrato com a NFL, a liga de futebol americano, e por mais cinco anos será o “pneu oficial da NFL”. 

O que é um “pneu oficial”?

Seja lá o que for, a Bridgestone é também o “pneu oficial” da liga de hóquei, da associação dos jogadores de hóquei, da associação de golfe e da liga de beisebol.

Corrida? Tem lá a Indy e aqui a Truck.

Claro que estou apenas tirando uma onda. Todas essas ligas são popularíssimas e faz todo o sentido patrociná-las nesse mercado tão agressivo quanto o de pneus. Mas tais contratos mostram claramente que o automobilismo é cada vez menos prioridade de empresas ligadas ao universo do automóvel. Provavelmente a Bridgestone gasta muito mais, mas muito mais mesmo, para patrocinar NFL, NHL e as outras sopas de letrinhas do que fazendo pneus para a F-1.

Uma realidade que o automobilismo mundial precisa começar a pensar em enfrentar.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Publicidade Tags: ,
29/07/2010 - 11:15

A CAMINHO

SÃO PAULO (que cheguem bem) – Seis carros da Classic Cup estão, a esta hora, a caminho de Porto Alegre para correr neste fim de semana com os clássicos gaúchos no Velopark. As fotos do pizzaiolo Marcelo Giordano mostram o embarque. Dois tiveram de subir no caminhão com empilhadeiras… Se tudo der certo, sexta de manhã aterrissam no autódromo novinho em folha, que terá a inauguração da nova Curva 1.

Vai ser um fim de semana memorável.

E vocês, aí debaixo? Planos para ver nossas corridas? Tem F-3 Sul-americana junto. E Endurance. O pessoal do Velopark informa que teremos transmissão ao vivo pela internet e, claro, assim que tiver o link coloco aqui. Agora quero saber… Vai chover? Vai fazer sol? Levo cachecol?

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): #69, Corridas de clássicos Tags: ,
28/07/2010 - 22:38

RIO, 1925

SÃO PAULO (inacreditável) - O Jason Vôngoli, d’”O Globo”, é disparado, mas disparado mesmo, o melhor jornalista automobilístico do Brasil. Talvez do mundo. Deem uma lida no material que ele publicou sobre um dos primeiros “salões do automóvel” do Brasil, em 1925 no Rio.

Entre outras coisas, ele revela que a Ford fez uma linha de montagem na exposição e produziu carros diante dos olhos incrédulos da sociedade carioca. Dá para acreditar nisso, há 85 anos? A dica é do Rafael Bruno Pinto.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Carros Tags: , ,
28/07/2010 - 19:03

FOTO DO DIA

Enviada pelo sumido Humberto Corradi. O charme é o patrocínio no capacete de Piquet, no clique de 1979, quando ele corria pela Brabham-Alfa Romeo: Caracu. Alguém já tomou Caracu com ovo? Alguém ainda toma Caracu com ovo?

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Foto do dia Tags: , , ,
28/07/2010 - 19:00

EM DEFESA DE SCHUMACHER

SÃO PAULO (corre, rapaz!) – Acho que merece vossa apreciação a análise de Jenson Button sobre o mau ano de Michael Schumacher. Em resumo, ele diz que como o carro da Brawn estava sendo feito para o estilo dele, Button, de pilotagem, o alemão acabou pegando uma bucha irremediável: um carro que se comporta ao contrário daquilo que ele sempre gostou.

Sendo assim, está apanhando que nem cachorro viralata (tem hífen?). Porque Button foi para a McLaren quando a Brawn já tinha projetado o automóvel para seu gosto e estilo e Schumacher pegou a máquina pronta, sem tempo de mexer no seu conceito. A Mercedes comprou o time e tocaram o projeto do jeito que ele nasceu.

É uma explicação razoável. E Button acha que, no ano que vem, com um carro mais adequado ao estilo dele, Schumacher, o heptacampeão vai dar trabalho. Faz sentido.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1 Tags: , , ,
28/07/2010 - 18:56

CARS & BOYS

SÃO PAULO (assim é a vida) – Uma boa e uma má notícia. A boa é que os problemas técnicos foram resolvidos e a série poderá ser retomada, para alegria de muitos blogueiros e blogueiras. A má é que o estoque de fotos acabou.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Cars & boys Tags:
28/07/2010 - 13:11

2CV NA TELINHA

SÃO PAULO (lindinho) – Para quem não viu o “Limite” ontem na ESPN Brasil, aqui está o link para a materinha com o 2CV. É uma delícia de dirigir. Não quebra os ovos. Mas em SP não dá. Preciso me mudar para o interior da França, que nem o Divila fez.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): ESPN Brasil Tags: , ,
28/07/2010 - 12:54

QUEM SAI?

SÃO PAULO (apostem)Bernie Ecclestone disse que uma ou duas equipes deixam a F-1 no fim do ano. Em geral, é bom não duvidar dele. E parece óbvio que se refere à Hispania. A segunda que pode abrir o bico seria qual? A Virgin? A Sauber? Para o baixinho mandachuva (caiu o hífen?), nenhuma delas fará falta.

Quanto à Hispania, concordo. A Sauber é um nome forte, tomara que alguém injete dinheiro ali. A Virgin, tecnicamente, é um desastre. Mas é simpática. Merece uma segunda chance dos que olham torto para qualquer novidade. Da Lotus, Bernie gosta. O time é comprometido com a melhora e coisa e tal. E tem grana.

E vem gente nova por aí. Só que, agora, uma vaguinha está custando caro. Aliás, a Revista Warm Up tem uma ótima reportagem sobre o assunto e apresenta todos os candidatos.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1 Tags: , , , ,
28/07/2010 - 12:45

O ELEITO

SÃO PAULO (como está o tempo em POA?) – Vamos em “pírulas” hoje, como eu dizia quando era pequeno. Menor ainda.

Nick Heidfeld é o escolhido pela Pirelli para testar os pneus que serão usados no ano que vem na F-1. Falta fechar um contrato e avisar a Mercedes. De qualquer forma, me parece uma ótima escolha. Estava em atividade até o ano passado, conhece carro, defendeu várias equipes, tem experiência e está louco para guiar qualquer coisa, nem que seja carrinho de supermercado.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1 Tags: ,
27/07/2010 - 17:04

EM DEFESA DE MASSA

SÃO PAULO (que frio é esse?) – Nosso batera Andre Jung acaba de pingar a coluna Apex no Grande Prêmio. Ele acha um exagero a execração que despencou sobre os ombros de Massa. Mais um ponto de vista. Como sempre, muitíssimo bem defendido.

Leiam lá, comentem aqui!

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Colunas Apex Tags: ,
27/07/2010 - 16:21

DOIS CAVALINHOS

SÃO PAULO (longa…) – No “Limite” da ESPN Brasil, hoje à noite, uma materinha simpática com o carro mais importante da história da indústria automobilística francesa. O programa começa às 22h comigo, Johnny Charles Albuquerque e Mauro Caesar Salad.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): ESPN Brasil Tags: , ,
27/07/2010 - 15:48

NÃO COLOU

SÃO PAULO (ah, a boca…) – Rubens Barrichello se manifestou o Twitter sobre o episódio de domingo em Hockenheim. Disse que, agora, as pessoas entendem por que ele deixou a Ferrari um ano antes de terminar seu contrato.

Uai. Rubens saiu no final de 2005. Tinha contrato, pelo que afirmou, até o fim de 2006, quando decidiu ir para a Honda. Mas a marmelada austríaca aconteceu em 2002. E já havia acontecido outra em 2001. Levou tanto tempo assim para entender como era a Ferrari?

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1 Tags: ,
27/07/2010 - 15:23

ÁLBUM (SOBRE RODAS) DE FAMÍLIA

O Zé Maria Alves, essa figurinha segurando o parachoque, mandou a foto do jipão de seu pai, zerinho, em 1960 na cidade de São Vicente (RN).

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Álbum sobre rodas Tags:
27/07/2010 - 15:09

ESSA PODE

SÃO PAULO (grana, tudo é grana) – Lembram da capa de “Playboy” que acabou com a revista em Portugal, porque a matriz americana achou chocante? O blogueiro Márcio Pimenta, que é um playbólogo conhecido, mandou a capa aí do lado e contou que encontrou num fórum a informação de que a edição mexicana da revista, que colocou a modelo María Florencia Onori caracterizada como a Virgem Maria, continua firme e forte.

Estranhos, os critérios religiosos/estéticos/morais da Playboy Entertainment.

Bem, eu achei as duas capas ótimas.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Gira mondo, Imprensa Tags: ,
27/07/2010 - 14:36

OUTRO MUNDO

SÃO PAULO (quem mandou?) - GP da Alemanha de 1986. Digamos que os pilotos brasileiros da época eram protagonistas mais efetivos que os de hoje. Notem Patrick Head nos boxes quando Piquet chega para trocar pneus. Ficou feliz? Será que ele esperava o Mansell? E o Prost no fim, empurrando o carro? Essas corridas da década de 80 eram, realmente, especiais.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1 Tags: , , , , , ,
27/07/2010 - 14:25

MAIS UM

SÃO PAULO (impecável) – Lembram do Osvaldo Strada, o colecionador de FNMs? Foi tema de matéria no “Limite” alguns meses atrás. Ele acaba de me mandar esta foto. Quando eu estive na sua casa, estava em restauração. Ficou pronto. É 1958. Dá para imaginar alguma coisa mais bonita?

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Antigos em geral Tags:
27/07/2010 - 14:17

“EU AMO ESTE CARRO”

SÃO PAULO (é bom ver logo, antes que tirem do ar) – Consegui apenas a segunda parte do tributo a Senna que o “Top Gear” da BBC fez no final de semana. A parte em que Hamilton guia o MP4/4. Sensacional. A alegria de Lewis ao volante do carro é contagiante. E a conclusão final de Jeremy Clarkson tem muito de verdadeira. Ele diz que era fã de Villeneuve, mas Gilles era espetacular às vezes, apenas. Ayrton, sempre que sentava num carro de corrida. Ótimo vídeo, mas a BBC deve arrancar do ar a qualquer momento.

A propósito, hoje me perguntaram se os pilotos de antigamente fariam o que fez Massa domingo. Eu desconfio que alguns não fariam. Como não fariam alguns de hoje, também. Acho que a certos pilotos equipe nenhuma pediria o que a Ferrari pediu a Felipe.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1 Tags: , , , ,
27/07/2010 - 13:45

A PANCA DO ANO

SÃO PAULO (mais uma) – Outra para a série “e não morreu”. Foi inacreditável o acidente entre Bruno Junqueira e Diumar Bueno domingo em Interlagos, na Truck. Um caminhão decepou o outro. É difícil atribuir culpas. Acidente de corrida, digamos. O vídeo acima mostra o desespero dos torcedores na arquibancada. Aqui, um vídeo que mostra melhor o que aconteceu.

Aproveitando, quem aqui da blogaiada foi a Interlagos no fim de semana ver os brutos? Como foi? Organização, público, corrida? Contem tudo.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Automobilismo brasileiro, Sem categoria Tags: , ,
27/07/2010 - 13:37

MINI É O MÁXIMO

SÃO PAULO (olá, povo) - Não é demais? A BMW vai inscrever uns Minis no Mundial de Rali do ano que vem. A Prodrive de David Richards é que vai tocar a bagaça. Com a mesma competência de sempre, espero. Os Minis têm história em ralis. Vejam a foto abaixo, de 1967. Aproveitem para descobrir o piloto.

É uma grande notícia, afinal o WRC anda fraco de times de fábrica. Só Citroën e Ford. É muito pouco para o campeonato mais legal do mundo.”

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Rali Tags: , , ,
26/07/2010 - 17:12

ENCHE O TANQUE (58)

SÃO PAULO (vai dar tempo?) – O Marcelo Eduardo Gomes mandou este aqui. Agradecido.

Parabéns pelo blog. Aqui em casa não passamos sequer um dia sem acessar. Somos todos loucos por automóveis, motos, caminhões, kart, ou seja, gostamos de tudo que tem rodas e motor. Estava de férias, passei por Extrema em Minas Gerais e nos deparamos com um posto BR no centro da cidade abandonado, com três bombas de gasolina, sendo que uma delas foi instalada literalmente na calçada!

Familia Moraes Gomes – Marcelo/Fabiana/Giovani (7 anos)/Mariana (2 anos)

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Arquitetura & urbanismo Tags: ,
26/07/2010 - 16:59

CARS & GIRLS

Por um problema técnico, a seção “Cars & Boys” que tanto sucesso faz será substituída hoje por uma “Cars & Girls” genérica, mas pelo menos com o mesmo tipo de veículo, que é de preferência de todos os blogueiros. Amanhã voltaremos ao normal, fiquem tranquilos.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Cars & girls Tags:
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