SÃO PAULO(sei, sei…) - Belo trabalho da Evelyn Guimarães sobre o antidoping na EstoqueCar no Grande Prêmio. Pena que joga mais sombras do que luzes no assunto, porque 1) não há sorteio, e sim escolha dos pilotos que são submetidos aos exames; 2) seus nomes não são divulgados; 3) Paulo Salustiano, que foi pego no ano passado, fez outro teste em abril e o resultado do exame ainda não saiu.
Não saiu? Três meses para sair o resultado de um exame? Já pensou se ele tivesse gripe suína?
SÃO PAULO(bauru é uma boa pedida hoje, sem pressa) - Mais uma do acervo de Humberto Corradi. A imagem é do GP da França de 1976, em Paul Ricard. Sei que todos vão olhar para os carros e para os pilotos (eu, por exemplo, achava o laranjão Beta lindo de morrer) e tentar identificar cada parafuso, mas o que me chama mais a atenção nessa foto são as gentes trepadas nos outdoors e o logotipo psicodélico da TF1.
Eu sempre reparo nas coisas que não têm importância…
É claro que a maioria de vocês falará algo sobre a fúria da natureza, a ira dos elementos, o embate entre a tecnologia e o planeta revoltado com a ação do homem sobre suas riquezas. E a imagem ainda traz componentes místico-religiosos na figura de seus personagens. Espero coisas muito boas desta foto.
SÃO PAULO(cada vez mais doido) - Todo mundo tem direito a opiniões, a achar o que quiser de quem for. Mas, em alguns casos, flertar com o inaceitável é… inaceitável. Bernie Ecclestone fez elogios a Hitler em entrevista ao seriíssimo “The Times”. Hitler era um debilóide assassino. Mas tem seus seguidores até hoje. OK. São pessoas desprezíveis. Mas, pelo menos, assumem o nazismo como doutrina. Por mim, poderiam todos morrer assados em fornos iguais aos que vi em Dachau, mas como o mundo é felizmente civilizado em alguns lugares, eles não são assados — são apenas processados e, às vezes, condenados quando espancam outras pessoas, na falta de outra coisa a fazer.
Bernie, no entanto, não se assume nazista. Enrustido, assopra fazendo um elogio aqui e morde com uma crítica ali, a tática mais elementar de despiste, no fundo uma escrotidão. Quando se trata de Hitler e do nazismo, não há meio-termo. Há questões em que só há um lado para defender — como no apartheid, na tortura, na escravidão, no tráfico de drogas. Nessas coisas, e em muitas outras, o máximo que minha civilidade permite é respeitar o direito que todos têm, de novo, de pensar o que quiserem. O que me dá o direito igual de não respeitar o que pensam e achá-los todos, os que escolhem o lado errado, uns merdas.
Em certas questões, quem está do outro lado não tem desculpa. Bernie não tem desculpa.
SÃO PAULO(breaking news) - Estava eu a caminho do Morumbi, onde gravei matéria sobre o Bianco com o grande amigo Guilherme Decanini, quando toca o celular. Ligação de um telefone de Brasília. Era Roberto Nasser, jornalista, advogado, antigomobilista, curador e mantenedor do Museu do Automóvel de Brasília, criador da legislação da placa preta para carros de coleção.
Era ele à frente do resgate dos quatro carros da Ford retirados hoje do museu de Roberto Lee em Caçapava. Quando ligou, estava em São José dos Campos.
A história. Os carros foram cedidos pela Ford em comodato ao museu por 30 anos. Quando Lee morreu, começou uma enorme batalha jurídica pelo acervo por conta de desavenças entre os herdeiros e o museu acabou, teve seu acervo roubado, furtado, dilapidado, destruído. Inclusive os carros que não pertenciam ao acervo, caso dos quatro da Ford. Virou um depósito de sucata. Sucata cara. Tem até um Tucker lá dentro. Um crime.
A briga por esses quatro especificamente, Capeta incluído, se arrastou na Justiça por 12 anos. A Ford queria os carros de volta, claro. Finalmente saiu a decisão favorável à empresa e Nasser foi encarregado pela montadora de resgatar os carros. Eles seguirão para o museu de Brasília, onde serão restaurados. Nasser me contou que não sabe nem se o Capeta tem motor. “Nem abri o capô. Arrombamos a porta, que estava emparedada, e tiramos os carros de lá”, disse.
Estão salvos. “É uma grande vitória e uma satisfação pessoal”, falou o Nasser, especificamente sobre o Capeta, exemplar único de um protótipo da Willys que nunca entrou em produção. Vitória mesmo. Estarão todos em ótimas mãos.
SÃO PAULO(feia, a coisa) - Notícia enviada pelo Paulo Fernando Monteiro. Depois da Speedcar Series, aquela que usava carros parecidos com os da Nascar para correr no Oriente Médio, a A1GP pode ser a próxima da lista a encerrar suas atividades. O braço da empresa na Inglaterra, que tocava os negócios da categoria, entrou em liquidação.
É bom lembrar que a Ferrari é parceira desse negócio. Aguardemos.
SÃO PAULO (tudo em 140 toques) - A febre do Twitter, que pegou os pilotos em cheio, é o tema da coluna Warm Up de hoje. Nelsinho, Barrichello, Montoya, Pizzonia, Kanaan, Danica, Papis, João Paulo de Oliveira, Tagliani… São alguns dos que estou “seguindo”, como se diz. Leia e comente! E siga os caras, ora!
SÃO PAULO(a próxima vai onde?) - Num esforço de edição, aí vai uma voltinha no Meianov num treino livre em Interlagos no dia 29 de maio, antes da quinta etapa da Classic Cup. Estava garoando, pista molhada, aquelas coisas. A câmera foi colocada por dentro, no parabrisa. As imagens são bem legais, embora a velocidade fosse muito baixa, do jeito que estava a pista. Prometo coisa melhor na próxima corrida, agora que aprendi a editar esses vídeos…
SÃO PAULO(também) - Foi postado hoje um comentário em tópico antigo pelo blogueiro JCFlores, e reproduzo a informação aqui. Diz ele neste blog que um suposto contrato de comodato da Ford com o extinto e detonado museu particular do colecionador Roberto Lee, em Caçapava, expirou. E que por isso quatro carros foram retirados do museu hoje de manhã, entre eles o raríssimo, porque único, Willys Capeta, esse da foto.
Faz algum sentido, porque a Ford comprou a Willys e pode, mesmo, ter cedido o Capeta ao museu por X anos, sabe-se lá quando. Mas quem retirou o carro? E para onde ele vai?
Espero que tenhamos aqui blogueiros de Caçapava e da Ford para mais informações. Vou tentar apurar algo. É absolutamente necessário saber quais carros foram retirados do museu e para onde vão.
SÃO PAULO(algo de podre) - Lembram, anos atrás, da licitação cujo resultado foi revelado pelo jornalista Janio de Freitas com um anúncio cifrado na “Folha”? Pois algo parecido está acontecendo na F-1. Só que a peça acusatória é um suposto e-mail de Alan Donnelly, braço-direito de Max Mosley, a uma autoridade saudita. Donnelly, duas semanas antes do anúncio das três novas equipes da F-1, esteve na Arábia Saudita negociando cotas de investimento na Manor, a surpresa da lista tríplice. A denúncia é do “The Guardian”, e a história toda está aqui, no blog Victal.
Está cheirando mal. A ponto de a FOTA estar a ponto de pedir formalmente que o processo de escolha das três novas equipes seja revisto.
SÃO PAULO (vejam as cores!) - Largada do GP da África do Sul de 1975, em foto enviada por Humberto Corradi. Pace na ponta, não? Lindos os carros, todos diferentes entre si, grid maravilhoso. De horrível, o fato de a F-1 correr num país que oficialmente adotava um regime de segregação racial. A F-1 foi o último esporte de caráter mundial a deixar a África do Sul. Não sei como é que os pilotos aceitavam correr lá. Mesmo sabendo que, em geral, esportistas são alienados e desinteressados de tudo que não é seu esporte, é incrível saber que nenhum boicotava essa prova. E tinha gente politizada nesse meio.
SÃO PAULO(finalmente!) - Como o departamento de TV do blog foi desativado, fui obrigado a aprender a editar vídeos. E surpreendentemente consegui pescar na nossa penúltima corrida o “on-board” do Meianov em seu duelo de morte com o Trovão Azul. Essa corrida aconteceu no dia 30 de maio. O Rogério Tranjan tinha rodado no início, mas foi buscar. Me passou, eu passei de novo. Depois ele passou outra vez, mas consegui ficar uma volta e meia à sua frente. Meu chilique com o bandeirinha foi sem razão. Eu estava tomando bandeira azul achando que era por causa do Rogério. Na verdade, o Gulla, líder com o Puma vermelho, estava chegando para colocar uma volta em nós dois… Vou tentar editar outros trechos, agora que aprendi. Mas demora pacas.
O drama das enchentes, vivido tão de perto por todos nós em Santa Catarina no ano passado e no Nordeste neste ano, não é exclusividade do Brasil. Tenho certeza que a imagem despertará mensagens de solidariedade da blogaiada, sensível ao tema.
SÃO PAULO(faltam poucos) - Demorou um tempinho para retomar a série que apresenta os novos F-1 para 2010, dentro da linha popular proposta por Max Mosley.
Demorou porque a Force India ainda estava decidindo a pintura que vai usar no ano que vem. O laranja será predominante, com detalhes em verde.
De novidade, um escapamento voltado para baixo num acordo de cooperação técnica com a Volkswagen (o silencioso é de Gol 1983).
Nas asas sobre as rodas traseiras, foram instaladas luzes indicativas das bandeiras que o piloto poderá observar pelo retrovisor, quando ele for colocado (a posição está sendo estudada em túnel de sopro).
A toalha sobre o banco é acessório exclusivo para Fisichella, “porque velho sua muito”, me disse uma fonte da equipe. O carro tem uma interessante suspensão dianteira, “eixo rígido linear”, de acordo com a mesma fonte. Acho que vai andar atrás.
Enviado por: Flavio Gomes - Categoria(s):F-1Tags relacionadas:2010, Force India
SÃO PAULO(que som…) - A McLaren colocou um vídeo em sua página no VocêTubo com o shakedown do MP4/4 que Bruno Senna vai dirigir em Goodwood. Quem mandou foi o blogueiro Rafael Rezende. Pensa que é só tirar o carro do museu e levar para a pista? Que nada…
SÃO PAULO (esse era o carro) - Bruno Senna vai pilotar neste fim de semana em Goodwood, no maior festival de carros antigos de competição do mundo, o McLaren MP4/4 que seu tio Ayrton guiou na temporada de 1988. Foi o ano de seu primeiro título mundial, num campeonato em que a McLaren ganhou nada menos do que 15 das 16 corridas do calendário. E só não venceu todas porque em Monza Senna bobeou e bateu em Jean-Louis Schlesser, retardatário — estava correndo pela Williams no lugar de Nigel Mansell.
A foto mostra Bruno acertando o banco e a posição de dirigir. O carro, sem a carenagem, mostra como eram diferentes os F-1 de duas décadas atrás.
SÃO PAULO(tem volta?) - Notícia enviada pelo Leonardo Engelmann: a SPTuris abriu uma licitação para que sejam feitas obras em Interlagos que transformem o autódromo numa monumental arena para shows, com capacidade para até 300 mil pessoas.
Se não atrapalhar as corridas, razão de existência do autódromo, tudo bem. Se der lucro, melhor ainda. Mas desconfio que acaba de uma vez por todas com qualquer chance de, um dia, o traçado original ser refeito, ou ao menos ter parte dele reaproveitada.
Sejamos honestos, porém. A pista original nunca voltará, mesmo. O que vocês acham?
SÃO PAULO(esses chinos…) - Esse poderia ser o nome da trapizonga aí, apresentada ao mundo no Shanghai Motor Show e à blogaiada pelo blogueiro Sete. Trata-se de um esportivo ainda não em produção da famosíssima Tong Jian, e foi batizado de S11, com o S, no logotipo, lembrando um pouco um 9, o que nos remete imediatamente a 911, o número cabalístico da Porsche.
Notem que a frente é do Audi R8, assim como o perfil lateral. Traseira e interior foram, digamos, inspirados na Ferrari F430.
Mais um Xing-Ling dessa turma que copia tudo e não tá nem aí.
SÃO PAULO (tá valendo) - Esse aqui é repeteco, mas como o Eric Sertanvich está carente e solitário em meio a Mits que pegam fogo no meio do nada, repetimos. E se você ainda não viu, vale a pena ver. É um filmete muito bonito.
É claro que a imagem choca. Mas arte é um pouco disso, chocar as pessoas. Tenho certeza que a blogaiada saberá enxergar nesta foto um sinal de nossos tempos, a arte pela arte, a arquitetura e a indústria, o caos urbano e a eterna pergunta: para onde vamos, afinal?
SÃO PAULO(em obras) - Pequeno trecho de “L’homme de Rio”, filme com Jean-Paul Belmondo rodado no Brasil nos anos 60. Esse trecho foi filmado em Brasília, que estava todinha em obras. A Willys deve ter entrado com algum. Bárbaras, as imagens. A blogaiada de BSB vai adorar. A dica foi do Fernando Linhares.
SÃO PAULO(difícil) - Esse eu quero ver se a blogaiada mata. Foi fotografado dentro de uma oficina na divisa entre Santo André e São Caetano. Alguma ideia?
SÃO PAULO(já, sim) - Hoje o Real faz 15 anos. Moeda adotada em 1º de julho de 1994, é o símbolo do fim da inflação galopante (lembram da expressão?) no Brasil. A molecada de 20 anos não faz ideia do que era viver com inflação de 2.000% ao ano. Era uma baita zona. Eu já nem me lembro das moedas com que convivi. Cruzeiros, Cruzeiros Novos, Cruzados, Cruzados Novos, acho que teve tudo isso, até o então ministro da Fazenda Fernando Henrique criar a URV, que era uma unidade de valor estável, que acabaria se transformando no Real. Não entendo nada disso, então não me peçam para explicar. A economia é cheia de mágicas e mistérios.
O que lembro, e bem, foi de onde usei minhas primeiras notas de Real. No Ponto Chic do Paraíso. Comi um bauru e tomei um chope. E paguei com notas novinhas, estalando de bonitas, verdes como os dólares. Hoje, nota de R$ 1,00 é algo bem raro.
Enviado por: Flavio Gomes - Categoria(s):BrasilTags relacionadas:Ponto Chic, Real
SÃO PAULO(inverno assim eu gosto) - Em setembro, Ferry Porsche, segundo filho de Ferdinand, o fundador (na verdade, Ferry era também Ferdinand, mas ficou mais conhecido pelo apelido), faria 100 anos. Imagino que homenagens como a deste link, de Portugal, vão acontecer em vários lugares. No Brasil, inclusive.
Se o pai foi o gênio criador das bases, deve-se a Ferry a transformação da Porsche numa fábrica de prestígio mundial a partir dos anos 40, logo depois da Segunda Guerra. Será que os porscheiros no Brasil farão alguma coisa para lembrar a data?
A foto que ilustra a nota é demais, não? A turma dos Porsches e dos Fuscas não terá dificuldade nenhuma para identificar o modelo. Quem mandou foi um amigo meu que fornece lubrificantes para a Porsche, o Rogério Gonçalves.
SÃO PAULO(achado) - Espetacular a foto descoberta por nosso piloto Thiago Sabino neste site aqui. Pelo “Connie”, claro, e pelo carrão. É de setembro de 1958, poucos meses antes da revolução que entregou aeronave e automóvel ao povo cubano. E essa moleza de desembarcar com motorista esperando na pista acabou.
O site, aliás, é sensacional e merece estar nos favoritos. As fotos são bem legendadas e o que não falta é informação. Grande dica!
Como se vê, eles estão muito longe de passar o tempo comendo criancinhas. Dá tempo de montar um clube só de Porsches. Cuba é demais! A dica veio do Jason Castro.
É jornalista, dublê de piloto e escritor. Por atuar em jornais, revistas, rádio, TV e internet, se encaixa no perfil do que se convencionou chamar de multimídia. "Um multimídia de araque", diz ele.