SÃO PAULO(é assim) - Pronto, minha coluna de hoje também está no ar. E fala do Dacar, que matou mais um esta semana, o motociclista francês Pascal Terry, de 49 anos. Foi o bastante para, mais uma vez, a mídia sair atirando no rali, o “rali da morte”, essa prova assassina que mais mata do que diverte.
Só que eu contesto essa demonização da prova. Acho que o Dacar nada mais é do que um sinal dos tempos modernos, em que as pessoas, num mundo chato e aborrecido, buscam algo de marcante para fazer na vida. Para isso, estão dispostas a tudo. Até a enfrentar a morte.
SÃO PAULO (esperado) - Sébastien Buemi, novo garoto-prodigio da Red Bull, foi confirmado hoje como titular da Toro Rosso para 2009. Era previsível, mais ainda depois dos excelentes testes que fez no final do ano passado. Assim, considerando que a Honda, hoje, está extinta, resta apenas uma vaga a ser confirmada para a temporada que começa em março na Austrália. Sébastien Bourdais e Bruno Senna fazem parte da lista de candidatos, que tem ainda Takuma Sato e outros menos votados. Buemi é muito bom e a Toro Rosso está assumindo, no quesito “celeiro de pilotos”, o papel que foi da Jordan nos anos 90.
SÃO PAULO(e a minha?) - No ar a coluna Grand Prix do Reginaldo Leme, falando sobre a viabilidade da F-1 em tempos de vacas magras. Leia lá e comente aqui, como sempre! Agora vou escrever a minha…
SÃO PAULO (se bobear, pega mesmo) - E atenção, senhoras e senhores! Comendattore Claudio Ceregatti acaba de aceitar o cargo de porta-bandeira da campanha “Um novo Interlagos” (inventei o nome agora) e mandou sua sugestão. Seguem suas explicações. Estou gostando da brincadeira…
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Não resisti e acabei produzindo o desenho em anexo.
Não piloto esse tipo de software, então peguei a imagem do Google, copiei na ferramenta “Paint” (bem simplesinha) do Windows e fiz o desenho.
É meu pitaco em cima da idéia original do Ludimar de Menezes, e que já havia descrito no post a seu pedido – a propósito, obrigado por me chamar de “maior especialista no asfalto de Interlagos”. Só esqueceu que dos matos e morros também…
Propositadamente, deixei apenas os traços externos em branco, por cima da foto real. Desta forma, a imagem é autoexplicativa e exprime em escala exata como ficaria a nova Curva do Sol – observe que no final da tarde o ângulo na descida é o mesmo, portanto… Descidão de pé embaixo de cara pro sol da tarde. Não vai prestar…
Fica evidente o espaço reservado para áreas de escape bem amplas, o necessário aterro de parte do lago, o aproveitamento de parte da reta da antiga curva 4 e do retão e outros detalhes.
Adorei a idéia, acho que dá pra fazer e é (relativamente) barato, sim.
Essa variante preserva o traçado atual e torna-se de uso opcional, o que é bem interessante. Até a freada do fim da reta não judiaria do asfalto, pela tomada do novo saca-rolhas ser contrária.
Na seqüência:
1) Curva do Saca-Rolha no final da reta atual: basta comparar com o atual S do Senna na foto. É bem mais curta, uma seqüência de duas curvas fechadas de mesmo raio sem uma retinha no meio, quase como o antigo S do circuito antigo do Rio, um “S esse mesmo”. Porém com uma freada fortíssima na tomada e em subida – uma bela subida, pois a diferença de altura para o retão é bem significativa. É o começo da montanha russa (pra sua alegria) e um novo ponto de ultrapassagem, tão claro como no S do Senna atual.
2) Retinha do final do retão antigo: descida bem pronunciada, em cima do traçado e relevo originais. Os carros ganhariam bastante velocidade, pois o comprimento dessa nova retinha é quase a metade da reta atual.
3) Nova Curva do Sol: pra mim, um sonho de consumo. Curva de altíssima velocidade antecedida pela reta que ajuda a embalar, de raio constante e em descida. Como o início da curva é no retão original (bem mais alto do que a antiga reta oposta) e seu final é na saída da finada curva 4 (ponto mais baixo do circuito), sua descida seria ainda mais pronunciada que na curva do mergulho, verdadeira pirambeira. E com uma enorme área de escape em todo o seu contorno.
4) Nova reta oposta: diferente da proposta esboçada pelo Ludimar, optei por não fazer mais uma curva travada e sim uma reta, e com o mesmo comprimento da atual reta de Interlagos. O ponto de encontro que proponho é esse aí mesmo, no meio da retinha que antecede a subida do Laranjinha. Para complicar ainda mais a vida da pilotaiada, para a interseção ser exatamente onde começa a subida e também pela área de escape, que seria a ampliação do corte do barranco atual, seguindo o contorno interno da antiga curva do laranja. É praticamente um novo muro do Berger.
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É isso aí. As coisas tomam forma rápido, neste blog… Seixas e Chico Rosa, preparem-se! A blogaiada vai encher o saco de vocês!
SÃO PAULO (deprimido) - Como fui abandonado pela blogaiada no Best Blogs Brazil, só me resta agora aceitar cabisbaixo a derrota da torcida do Nacional da Lapa para os seguidores do clube amarelo-limão da rua Turiassu e retomar nossa série Cars & Girls no nível de sempre: gatinhas e carrões. Oh, vida cruel.
SÃO PAULO(tira o tubo) - E atenção, senhoras e senhores! Nosso lambe-lambe predileto, Rodrigo Ruiz, avisa que a Fiat acaba de lançar o Palio… 2010!!!! Cacilda, estamos no dia 9 de janeiro de 2009 e já dá para comprar um carro 2010? Segundo a marca, o novo modelo tem uma frente diferente, faróis com dupla parábola (que cazzo é isso?) e não sei mais o quê.
Se a Fiat queria adicionar parábolas aos faróis, por que já não o fez no ano passado? E quem comprou um 2009 em dezembro? Faz o quê com o carro?
Posso estar enganado, mas antigamente os modelos do ano seguinte eram lançados lá para setembro, outubro. E traziam mudanças reais, visíveis, a expectativa pelas novas linhas, sei lá, do Opala ou do Corcel era grande. Tanto que, também antigamente, se usava muito dizer ano tal, modelo tal, na hora de vender um carrinho. Algo que ficou tão arraigado no Brasil que nos documentos de veículos, até hoje, tem um campo para o ano de fabricação e outro para o modelo. Meu Laika, por exemplo, é 1993, modelo 1994…
Agora me diga uma coisa: se você comprar um Palio seminovo daqui a um mês e o vendedor te disser que ele é 2010, você não vai achar meio esquisito? A quem as fábricas querem enganar?
Olha, ou estou ficando chato, ou o mundo está sendo infestado por retardados, mesmo.
SÃO PAULO(atenção, Finotti!) - Sensacional este vídeo enviado pelo Rodrigo Ribeiro. É o recorde mundial de troca de motor. Em 42 segundos! E o carrinho é um daqueles fetiches…
SÃO PAULO(por que não?) - Foi meio despretensioso o post com a sugestão do Ludimar para uma mudança em Interlagos. Algo simples, barato, que não inviabilize o traçado atual e crie um alternativo, maior, talvez mais interessante — provavelmente, porque o que temos hoje é limitado.
Despretensioso porque foi postado em janeiro, no meio das férias de quase todo mundo, ninguém dando muita bola para nada (exceto os palmeirenses na internet, que trucidaram este blog no Best Blogs Brazil, provando que sua torcida é muito maior que a… do Nacional da Lapa!), mas…
Mas de repente o post suscitou muitos comentários, muitos mesmo, e várias sugestões interessantes. Esse aí da foto é do blogueiro Rodrigo Moraes, baseado no comentário do Comendador Claudio Ceregatti.
Sendo assim, este blog elege a partir de já o próprio, o Comendador-em-chefe Claudio Ceregatti, como porta-bandeira oficial de uma campanha para melhorar e ampliar o circuito de Interlagos. Que tal? O cara conhece cada palmo daquele chão, e é chegado no Roberto Seixas e no Chico Rosa, os dois administradores do autódromo. Ambos são muito competentes e abertos a ideias e sugestões. Cerega é inteligente e conhece corridas e pistas. É engenheiro e sabe do que fala. Não entende nada de Lada, mas ninguém é perfeito. Que tal irmos na contramão da crise e tentarmos algo?
Mandei as sugestões que recebi, com desenhos e gráficos, para os e-mails que tenho do Comendador, mas todos voltaram. Assim, sr. Ceregatti, Vossa Senhoria está convocada a colocar aqui seu endereço para que os blogueiros possam lhe enviar as sugestões diretamente. Junte tudo, estude as propostas, faça um relatório, leve a Interlagos e mantenha-nos informados.
Ah, a eleição de porta-bandeira da reforma é irrevogável. Pode arregaçar as mangas.
SÃO PAULO(acelera, rapaz) - Vamos atualizar, aos poucos, as últimas da F-1. Começando pelas declarações de Nick Fry, que garante ter 12 — uma dúzia! — interessados em comprar a Honda. O cara está até escolhendo, falou que vai dar preferência a quem se comprometer a assinar um acordo de pelo menos cinco anos.
Bom, tomara que seja tudo verdade. Vai ficar meio em cima da hora fazer um carro, acertar com dois pilotos, testar, desenvolver. Vamos esperar para ver.
Ah, sobre a história de parceria com a Mercedes… Um pequeno pássaro me contou que isso pode ter o dedo de Ron Dennis com Bruno Senna na parada. A conferir.
SÃO PAULO (trouxe o sol) - Confirmada hoje a saída da Kawasaki da MotoGP. Marca importante, tradicional, ligada à velocidade mais do que a qualquer outra coisa — não é uma montadora que investe em motos de pequena cilindrada —, que deixa a pé dois pilotos de ponta, John Hopkins e Marco Melandri.
Vamos à lista dos caídos pela crise: Honda (F-1), Subaru e Suzuki (Mundial de Rali), Audi (LMS e ALMS) e Kawasaki (MotoGP). Esqueci alguém? Ah, talvez possamos incluir nessa relação a Petty Enterprises, equipe tradicionalíssima da Nascar, e o fim dos GPs da França e do Canadá.
A coisa está bem feia, mesmo. Sem medo de errar, dá para afirmar que o esporte motorizado é a maior vítima das hipotecas americanas. Está até rolando um boato dando conta de que a Lada pode cessar seus investimentos nas competições brasileiras. Mas eu nego!
NATAL (que coisa feia…) - Ah, que blogaiada mais preguiçosa, ó xente! Deu tempo, antes de embarcar, de ver o Best Blogs Brazil. E nós, que liderávamos com tranquilidade nas duas categorias (Automóveis e Esportes), agora fomos atropelados por palmeirenses numa e estamos sendo assediados por palmeirenses em outra!
Putz, como é que um clube da zona oeste, rival do Nacional da Lapa, consegue atropelar corintianos, sãopaulinos, lusos, santistas, flamenguistas e abecedistas? Vocês são uma vergonha! Os verdes ficaram irados, andam me mandando e-mails de péssimo gosto, mas uma coisa sou obrigado a admitir: a torcida deles é maior que as do Corinthians, São Paulo, Santos, Portuguesa, Flamengo e ABC juntas.
NATAL(e vamos para o ar) - Infelizmente, não visitei a fábrica dos buggys Selvagem hoje. Felizmente, fez um sol danado e aproveitei muito bem o último dia por estas bandas. Motivo nobre para o cano, pois: as praias do Rio Grande do Norte.
Mas quero deixar de público aqui o agradecimento pelo convite feito pelo Marquinhos Melo, RP da Selvagem, prometendo que na próxima (e haverá muitas próximas, Natal é linda demais) vou à fábrica sem falta.
Aliás, a gente deveria falar mais de buggys aqui. Sei que não é um veículo inventado no Brasil, mas é óbvio que foi aqui que ele se “naturalizou”. Fortaleza e Natal, salvo engano, são as capitais mundiais dos buggys, e sobre eles tive uma verdadeira aula com o Péricles, nosso bugueiro, conhecido por aqui como Juízo — é que quando ele era mais jovem, tomou um tombo de moto e os amigos dizem que precisaram abrir a cabeça dele; quando fecharam, colocaram dentro um juízo de cobra…
Juízo é um grande contador de casos, e o primeiro que contou foi sobre Ayrton Senna. Diz que depois de conquistar o título de 1988, Senna veio passar uns dias em Natal e foi passear de buggy, claro. No meio de uma duna qualquer, pediu ao bugueiro para dar umas aceleradas. O que você faria se fosse o bugueiro? Bom, o cara é o Senna… Vai lá, “açuléra”! Ayrton andou cinco metros e atolou na areia. Deu risada, passou o volante de volta ao bugueiro e disse: “Cada macaco no seu galho!”. Anos depois, diz o Juízo, Senna apareceu na TV dirigindo um buggy numa de suas fazendas, ou na casa de Angra. Gostou do negócio.
Os buggys, falei isso em post sobre os Fuscas estacionários, sempre usaram mecânica VW a ar. Atualmente, essa realidade está mudando por conta do fim dos motores e das peças que ele precisa. Por isso, a nova geração deverá ter motores AP ou o motor do Fox, cujo nome não sei.
Eu não conhecia a Selvagem, e duvido que muita gente que não tenha vindo a Natal ou que não seja do Nordeste tenha ouvido falar da marca. Simplesmente porque seu mercado é Natal e ponto final. O que é ótimo: saber que estas cidades, tão distantes (e mais belas) que as do nosso Sul Maravilha, têm sua vida própria, seu mercado, suas particularidades. O Selvagem é apenas uma dessas.
Bem, preciso ir embora. O avião vai sair daqui a pouco. Amanhão, de volta à vaca fria.
NATAL(tem pista aqui?) - O Ludimar de Menezes, de Brasília, me mandou esse desenho aí do lado. Uma ideia, mais uma, para melhorar Interlagos. Como veio na mensagem apenas a imagem, sem nenhum comentário, não sei se é de autoria do blogueiro, ou não. Mas gostei. E muito. Parece um pouco com o projeto inicial criado pelo Chico Rosa para a mudança do traçado, em 1989. Ele queria continuar usando o Retão, faria uma chicane antes da Curva 3, porque ali não tem espaço para área de escape, e o traçado seguiria até um pouco antes da antiga Ferradura, para emendar no atual Laranjinha com uma variante à esquerda.
O desenho enviado por Ludimar me parece interessantíssimo porque aumenta a extensão da pista, hoje pequena demais para a F-1, com suas voltas em menos de 1min10s, e não inviabiliza o traçado atual. A obra, para dizer a verdade, é muito simples. Cria sete novas curvas, sendo uma delas de alta, a “Nova 4″, e algumas boas freadas propícias a ultrapassagens.
Sem brincadeira nenhuma, acho que os atuais administradores do autódromo, Chico Rosa e Roberto Seixas, poderiam estudar essa possibilidade com carinho. Agora, dois pedidos: ao Ludimar, que esclareça aqui se foi ele o autor da ideia, porque é muito boa, mesmo, e seja lá quem for o criador merece crédito; e ao Comendador Ceregatti, nosso maior especialista no asfalto de Interlagos, que diga o que achou.
NATAL(por que não?) - Eu já tinha visto isso antes, algum blogueiro me mandou um link gringo, mas acabei perdendo. Bom, pelo jeito a moda pegou por aqui. Se chama “Rat Rod” e consiste em… envelhecer um carro até ele ficar horroroso de podre! Mas com charme. Porque a maioria faz isso em Fuscas ou Kombis, chramosos de nascença.
O barato é deixar o carro no tempo, enferrujando, detonando, sujando. Mas manter a parte mecânica em dia e colocar alguns penduricalhos como rodas bonitas ou interior caprichado. Tem um ótimo texto no site da revista “AutoEsporte”, de autoria do repórter Ricardo Tadeu, que também tem este ótimo blog.
E aí, o que vocês acharam? Eu confesso que meu lado negro da força curtiu…
NATAL(acabando…) - Quinta-feira, a convite do Marcos Melo, blogueiro do pedaço, devo visitar a fábrica de buggys Selvagem, que domina o mercado no Rio Grande do Norte. Depois falo deles. Antes, algo que me deixou encantado em Natal. Como se sabe, a VW descontinuou a produção de seus motores boxer a ar. Os últimos feitos no Brasil equiparam a Kombi até o fim de 2005. Depois disso, passaram a usar na Velha Senhora o 1.4 do Fox, ou algo do tipo. Refrigerado a água — crime exaustivamente denunciado aqui à época.
Buggys, no Brasil, pelo menos, sempre usaram motores de Fusca. O fim deles, claro, trouxe problemas aos seus fabricantes, que um belo dia foram avisados pela VW, que lhes vendia conjuntos mecânicos completos, de que a fonte secara. A Selvagem está estudando alternativas. Acredito que as outras fábricas também. Motores AP entre elas. O conjunto atual da Kombi é outra. No fim, tudo dá certo. O buggy que nos levou para passear terça-feira, do Juízo, tinha motor AP 2.0. Andava muito bem. O jeito que esses buggys enfrentam a areia fofa, apenas com tração traseira, é de deixar com inveja todos que estão no Dacar.
(Falando nisso, vocês estão acompanhando? Vi que tem gente se arrebentando de montão. Mas as paisagens são belas. Acho que o Dacar do Cone Sul vai pegar. Tomara.)
Mas o legal mesmo é saber que Fusca não acaba nunca, seus motores servem para tudo, são que nem bombril. Quem já veio a Natal e escorregou nas dunas para cair na água, ou desceu de cordinha para despencar numa lagoa, deve ter notado que para subir de volta os caras usam… Fuscas! Sem pneus ou carroceria, mas Fuscas. Vejam na foto. O cabra da peste tem pedal de embreagem, freio e acelerador à disposição. O motor é traseiro. Têm câmbio. Para quê? Trazer os turistas num carrinho sobre trilhos até o alto da duna, de onde eles despencam na água numa prancha de fibra de vidro, o esquibunda. Melhor do que qualquer motor elétrico, ou estacionário, ou qualquer coisa moderna. Fusca, mesmo.
Me explicou o cabra que o carrinho sobe em segunda. O que um dia foi uma roda, a esquerda traseira, puxa um cabo de aço. O freio é só atrás… A tambor, claro.
E assim os motores que mais sucesso fizeram na história continuam por aí, subindo e descendo gente. Uma história interminável.
NATAL(vou mudar de tática) - OK, vocês venceram. A estratégia de ameaçá-los com barangas e carros pouco admirados por vocês até chegar aos 1.000 votos em cada categoria (Automóveis e Esportes) do Best Blogs Brazil não deu certo. Na primeira, até que a coisa andou. Mas na segunda… Os palmeirenses estão nos alcançando! Vamos perder para o Palmeiras? Se perdermos para o Palmeiras, vamos empatar com quem?
Assim, para que cheguemos ao número mágico, prometo que, na medida em que formos nos distanciando dos torcedores desse pequeno clube da zona oeste de SP, rival do Nacional da Lapa, vou publicando aqui as fotos da sequência dessa que está aí no alto. Vocês não têm ideia de onde vai parar essa folia na lama! É proibido para menores!
Querem ver? Tudo bem. Mas votem! Senão, nada de Niva na lama.
NATAL (caju ou cajá?) - Falando em rádios, e falando em Bosch, vejam essa que o Marcelo Di Lallo, brother da Eldorado-ESPN, descobriu. A Blaupunkt (que é marca da Bosch, e tinha até um café modernoso em Berlim que era duca, não sei se virou rede, não achei nada na net; se alguém souber, me conte) lançou um rádio que sintoniza emissoras que estão na internet, usando a conexão Bluetooth do celular (ou algo assim, não entendo nada de dentes azuis).
Lembro que há alguns anos, nos EUA, lançaram rádios “a cabo”. Na verdade, por satélite. “A cabo” é por minha conta. O cara pagava uma taxa mensal e ouvia a estação preferida em todo o país, sem interferência, sem ter de mexer no dial. Funcionava bem, mas havia um complicador, que era o equipamento que vinha de fábrica nos carros. Custava caro. Não sei, também, se esse negócio pegou. A idéia era ótima. Da mesma forma, quem tiver notícias que conte.
NATAL (a ponta é meio negra…) - Vejam que bárbaro o anúncio da Bosch, de 1976. Adoro os nomes dos rádios, algo que a Bosch sempre prezou nos produtos para o mercado brasileiro. Meu fetiche da juventude, já contei aqui, era o toca-fitas Rio de Janeiro, com dial digital. Me roubaram dois… Hoje tenho um no meu Gol GT. Até que combina…
É algo que caiu em desuso, creio, esse negócio de batizar rádios. Ainda mais com nomes tão brasileiros como Abaeté, Jatobá e Iguatemi. Hoje é tudo com letras e números.
Quem mandou a imagem foi o blogueiro Rafael Bruno Pinto, que tem, ele mesmo, uma ótima página sobre propagandas antigas. Dada a dica!
NATAL (um dia vou morar no Nordeste) - Bonito o aviãozinho aí em cima, não? Pois quem vai fazê-lo é… a Honda! Sim, a própria, que acha caro colocar dois carrinhos para correr na F-1, uma despesa enorme, está levando a empresa à bancarrota. Agora vai entrar no ramo aéreo.
Quem mandou a notícia, depois de ver um anúncio no “The Seattle Times” de domingo, foi o blogueiro Gustavo Errante. A Honda está procurando técnicos, engenheiros, comissários de bordo e santos dumonts nos EUA para se juntarem a ela nessa nova empreitada. Oferece ótimos salários e a chance de “realizar um sonho”.
A empresa já está estabelecida: é a HondaJet. Absolutamente nada contra. É bem legal ver como uma montadora de porte, detentora de altíssima tecnologia, alça novos e ambiciosos voos.
Mas o investimento deve ser alto. Bem mais que os alegados US$ 400 milhões gastos na F-1 em 2008. Dinheiro que poderia ser bem menor se a equipe soubesse aplicar com sabedoria nos lugares e pessoas certos. Dava para fazer o que a Honda fez no ano passado com menos da metade. E com contenção de despesas, mais as medidas de redução de gastos determinadas pela FIA, dá para disputar um campeonato com bem menos.
Portanto, dizer que a crise fechou a equipe de F-1 é balela de CEO, como eu disse há um mês. Se tem dinheiro para fazer avião, tem dinheiro para correr de carro. Isso, claro, se for do interesse da empresa. Porque diante dessas brincadeira aérea, acho que teria sido mais honesto dizer ”não queremos mais, essa F-1 é uma bomba, não dá retorno e a gente não consegue fazer um carro decente”. Em vez disso, o japa da vez apareceu na TV com cara de choro… Para comover quem?
Enviado por: Flavio Gomes - Categoria(s):F-1, Nas asasTags relacionadas:Honda